terça-feira, 11 de agosto de 2015

A arte de inovar, ousar e reinventar-se todos os dias - Artigo Brasil Escola


Você está contente com a sua evolução profissional? Está satisfeito com o desempenho da sua organização? Tem notado empresas crescendo enquanto outras definham? Tem acompanhado nações que evoluem mais que as outras? Por que e como será que essas coisas acontecem?
Recentemente, tive que renovar o meu visto de entrada nos Estados Unidos. Não sei a razão, mas eles pediram para eu relacionar todos os países que eu visitei nos últimos dez anos. Dai percebi que havia uma ótima oportunidade para eu ir um pouco além e descobrir quantas visitas ao exterior eu fiz e refletir sobre o que isso contribuiu para a minha formação.
“As pessoas eficazes não vivem voltadas para os problemas, elas vivem voltadas para as oportunidades. Elas alimentam oportunidades, e deixam os problemas ‘morrerem de fome’”.
Peter Druker
A reflexão revelou alguns aspectos que eu não havia dado conta. Por exemplo, desde 1982, só pra os Estados Unidos, fiz mais de 30 viagens. Mas por que achei esse dado relevante? A maior parte das viagens que fiz foi a trabalho e eu sempre admirei a capacidade de criação, inovação e implementação do povo norte-americano. Chama atenção como eles são práticos e valorizam os pequenos detalhes que em médio e longo prazo se transformam em grandes realizações.
Quase sempre faço vôo noturno para chegar bem cedinho na terra do Tio Sam, onde quase sempre, chego antes das seis horas. Dai a primeira coisa que faço é ir ao toalete do aeroporto para cuidar de minha higiene pessoal. Aquele banheiro de avião mais parece lugar para passarinho tomar banho. Normalmente, encontro novidades: a saboneteira que mudou o formato, a torneira com uma nova função, o secador de mãos que a gente fica sem saber como usar, o sistema hidráulico cada dia mais sofisticado etc. Dessa vez, eu cheguei a comentar com uma cara que estava meio sem graça por não ter encontrado, de pronto, o funcionamento da torneira. Os fabricantes desses apetrechos parecem disputar para ver quem cria algo mais complicado só para “fazer pegadinha” com a gente. 
“Aquilo que insistimos em fazer torna-se fácil – não que a natureza da tarefa tenha se modificado, mas nossa habilidade para realizá-la aumentou”
Emerson
Esse é apenas um exemplo. Quando você adentra no país e aluga um apartamento e um carro, como costumo fazer, visita uma loja ou mesmo um shopping center, vai logo descobrindo que muitos pequenos implementos fazem uma enorme diferença. Os automóveis, por exemplo, apesar de serem fabricados por empresas globais por aqui, sempre têm algo a mais, como a empunhadura do volante mais confortável, um alarme que soa quando o carro se próxima de algum objeto, acabamento mais cuidadoso e por ai vai. E, se você volta um ano depois, vai comprovar que algo mudou. É fato que todas essas e outras pequenas novidades somadas farão uma enorme diferença ao final de cinco anos.
É mais ou menos como tentar comer um cordeiro assado de uma só vez. É provável que vamos descobrir que é muito difícil. Mas se colocarmos ele aos pedacinhos no palito acompanhado com cerveja gelada em dia de lazer e calor extremo a história pode ser outra, não é mesmo? 
“Tudo que somos é resultado do que pensamos”
Buda (562 a.C – 483 A.C)
É verdade que quem inova normalmente o faz aos poucos, não se importando muito com a visão do todo. As coisas vão acontecendo step by step. É como se pagássemos um caro para dirigir à noite do Rio para São Paulo. Sabemos para onde vamos, mas somente conseguimos enxergar o que o farol é capaz de iluminar. Ou seja, uns trinta metros à frente. O suficiente que precisamos ver. Assim, de trecho em trecho, percorreremos a distância que quisermos. Porém, muita gente acredita que precisa enxergar o percurso por inteiro.
Mas por que será que essas coisas acontecem desse jeito? Competitividade talvez seja uma boa resposta. É preciso inovar na produção, no marketing e na prestação de serviços para garantir o lucro. A lógica do modelo de gestão empresarial norte-americana, por exemplo, parte do princípio de que a margem deve ser minimizada enquanto o volume maximizado. A um observador menos atento poderia parecer ao contrário: que as inovações proporcionariam margens maiores - o que não seria nenhum absurdo. Será mesmo que há alguma relação entre inovação, desenvolvimento e lucro? Se recorrermos ao magnífico livro “A Riqueza das Nações” de Adam Smith, vamos constatar que: “ao contrário de aluguéis e salários, o nível de lucro não sobe com a prosperidade nem cai com as depressões da sociedade. Ao contrário – ele é naturalmente baixo em países ricos e alto em países pobres, e é sempre mais alto nos países dirigindo-se rapidamente para a ruína”.
Até aqui, essa parece ser a receita que está funcionando... mas inovar é sempre preciso. Pense nisso e ótima semana.
Evaldo Costa
Escritor, Consultor, Conferencista e Professor.
Autor dos livros: “Alavancando resultados através da gestão da qualidade”, “Como Garantir Três Vendas Extras Por Dia” e co-autor do livro “Gigantes das Vendas”- www.evaldocosta.com.br. E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com.br.

Por: evaldocosta

Crônica: A SECA DE 2015 - Por: Rangel Alves da Costa * Fonte: BRASIL ESCOLA


Deve ser um segredo guardado a sete chaves pelos centenários sertanejos que ainda habitam naquela região, mas muitos comentam ao pé do ouvido que há, com certeza, uma profecia sertaneja preconizando que a cada cem anos uma devastadora estiagem irá assolar todas as redondezas. A seca viria destruindo e secando tudo, tangendo da vida animais e plantas, amedrontando o homem mais destemido e demonstrando todas as fragilidades dos viventes diante das forças revoltosas da natureza. Isto estava escrito num pedaço de umburana, guardado dentro de um alforje carcomido e escondido numa gruta nas proximidades da divisa entre Canindé e Poço Redondo. Conto assim porque assim me contaram.
Pois bem. Outro dia dois velhos amigos iam conversando por uma estrada e começaram a prosear sobre o assunto, e foi quando um deles parou subitamente e disse espantado: “Danou-se cumpade, pois se dizem que uma das maiores secas foi a de 1915, a quem vem aí vai ser em 2015, que é quando completa cem anos. Pelas conta, daqui a uns cinco anos ou coisinha mais”. E seguiram caminho acima, visivelmente preocupados, sem trocar mais nenhum pé de palavra.
Com efeito, a seca de 1915 foi uma das mais terríveis que já se espalhou pela região nordestina. Foi a inclemência da devastação de tudo acima e abaixo da terra, do desespero do homem e da dizimação dos rebanhos, da fome e da sede alastradas em progressão alarmante, das muitas e muitas levas de retirantes abandonando seus lugarejos já quase mortos como o próprio homem. Foi nessa estiagem que, para impedir que os retirantes se dirigissem à capital, o governo cearense criou campos de concentração nos arredores das grandes cidades, nos quais recolhia os flagelados. A varíola fez centenas de mortos no Campo do Alagadiço, próximo a Fortaleza, onde se espremiam mais de 8 mil pessoas; a falta de condições sanitárias e de comida completou o trágico quadro. O sofrimento das famílias durante essa estiagem é retratado por Rachel de Queiroz no seu romance “O quinze”, um drama instigante impondo situações dolorosas em meio à desolação provocada pela seca.
Nos dias atuais, a catastrófica previsão estava novamente prestes a acontecer no semi-árido. “De cem em cem anos virá um sol diferente dos outros, mais quente, mais abrasador e mais duradouro, e tudo o que estiver abaixo dele, seja homem, seja animal ou planta, se curvará em piedade e aflição, pois não haverá sequer uma gota d’água caindo dos céus para aliviar o sofrimento da estiagem, e tudo será seco e feio”, eis a profecia.
Em 2014 começaram a aparecer os primeiros sinais. Nesse ano, a chuva tão esperada no dia 19 de março não veio, muito menos avistava-se qualquer aparência de nuvens carregadas no horizonte.O sertanejo acredita que se chover nesse dia – dia de São José – é sinal de que haverá um bom inverno. Com os dias passando e as chuvas sumindo, o matuto começou logo a desconfiar de que o pior certamente viria.
Já perto do fim do ano, lá pelas vizinhanças do natal, Pedro, pai de cinco filhos pequenos, enfileirados na idade, dono de quatro vaquinhas num terreno de beira de estrada, madrugou com uma tristeza de dar dó e, após mirar o céu iluminado, decidiu buscar uma esperança numa prática muito antiga dos velhos sertanejos: procurou um ninho de rolinha pelas árvores, mas nada; só encontrou um escondido no chão. Então veio a certeza: “A rolinha sempre faz o ninho atrepado, mas como ela sabe que não vem chuva, ela faz no chão. É certeza de estiagem prolongada”.
Dito e certo, pois quando entrou o ano de 2015 a seca já começou a mostrar sua feição assustadora. A cada dia que passava as esperanças iam esvaindo-se, os tanques e cacimbas começaram a enlamear, os pastos ficaram cinzentos, os animais emagreciam e deixavam suas carcaças pelos barrancos, veio a fome, a sede, o medo. Era a seca em toda sua plenitude. João e Maria venderam tudo o que restava e foram embora desnorteados; encontraram Belarmino caído, morto, por cima da carcaça da única vaquinha que tinha; de tanto ouvir seus filhos reclamar que tinham fome, Pedro enlouqueceu e invadiu uma prefeitura, sendo preso e judiado; as ruas das cidades encheram-se de pedintes esfarrapados; ninguém mais falava de rico e de pobre. Era a socialização da miséria.
O governo federal logo criou um fundo especial de emergência para combater os problemas causados pela devastação nordestina; mais uma vez foram surgindo frentes emergenciais de trabalho para dar algum ganho ao homem carente de tudo; programas de bolsa disso e bolsa daquilo foram criados ou ampliados para atender às demandas das famílias empobrecidas; da capital, caminhões e mais caminhões chegavam com as esmolas oficiais, com o mesmo fubá de milho, feijão turbinado de veneno, arroz de quinta categoria, mortadela e alguns itens mais para enganar a fome, e principalmente o próprio homem. Políticos não arredavam o pé do lugar, pois dizem que o homem fragilizado é mais fácil de ser enganado.
Porém, diante desse quadro dantesco surgiu, enfim, uma coisa boa, uma solução para resolver dali por diante, e de uma vez por todas, as constantes ocorrências daqueles mesmos problemas: o governo federal, em parceria com os governos estaduais, já tinha um projeto pronto, de confiável eficácia, para dar um basta nas conseqüências maléficas das estiagens. Já tinha até nome: Qualidade de Vida no Convívio com a Seca. Nome bonito, assinado com caneta de ouro. No início do próximo ano, com a máxima certeza, passaria a ser desenvolvido na região.
Alguém já ouviu falar dessa mesma história? Pois é, ainda no período do Brasil Império, o Imperador Pedro II prometeu que venderia até as jóias da Coroa para resolver o problema das secas. Nem vendeu nem o problema jamais foi resolvido, mas não por falta de promessas, pois a cada nova estiagem os políticos e governantes vêm com a mesma ladainha, com a mesma conversinha de que dali em diante o sertanejo vai conviver com a seca de forma digna e proveitosa. Tudo conversa pra boi dormir, ou fechar os olhos de morte nos pastos sertanejos.
É sempre a mesma história. E assim sempre será daqui a mais cem, duzentos, trezentos anos, pois a profecias não mentem, mas os homens sim. 

Por: Rangel Alves da Costa

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Repórter Eco: belezas e curiosidades do paraíso ecológico, o arquipélago de Fernando Noron



Repórter Eco: Fernando Noronha

Fonte:
Repórter Eco

Em vídeo emocionante, cão chora sobre o túmulo do sua dona, e é consolado


Em vídeo emocionante, cão chora sobre o túmulo do sua dona, e é consolado

Por Rebecca Nogueira Cesar
Em um vídeo emocionante e de partir o coração, um cão deita sobre o túmulo de sua dona e começa a chorar. O vídeo chegou a causar polêmica, quando algumas pessoas falaram que o cachorro não estava chorando, e sim tendo algum problema de saúde.
A sua atual dona, no entanto, alegou que o cachorro nunca teve problemas de saúde, e foi a única vez que teve uma reação do tipo. O fato é que o vídeo emociona ao mostrar o cão tendo uma reação e esboçando a tristeza que está sentindo pela perda de sua criadora. 

Fonte: youtue

Saiba quais são os primeiros cuidados necessários com o pet resgatado



pet resgatado
O novo integrante da família tem de passar por uma consulta com um veterinário de confiança do tutor. Devem ser realizados os exames de fezes, urina e sangue para identificação de deficiências nutricionais. O veterinário também vai conferir o escore corporal do cão – que avalia as reservas corporais do animal para checar se ele está subnutrido, magro, com peso ideal, gordo ou obeso.
Caso esteja magro, o pet precisará receber uma dieta com maior aporte de energia, como as rações específicas para raças pequenas, pelo menos três vezes ao dia. Se estiver obeso, deve ser alimentado com ração light duas vezes ao dia. Agora se o animal estiver emagrecendo, pode-se oferecer alimento à vontade. Após uma semana, se o pet passar a engordar, o tutor deve começar a fracionar o alimento duas vezes ao dia e, a cada dez dias, reduzir em 10% a quantidade de ração.
Se o pet for filhote, o ideal é comer no mínimo quatro vezes ao dia, mas com um controle da quantidade de ração a ser ofertada. “O filhote demanda atenção especial, pois, caso se ofereça menos ração do que ele precisa para estar saudável, poderá desenvolver uma deficiência nutricional”, esclarece Lara.
Racionamento ideal
Na maioria dos casos não se deve deixar a ração à vontade. “O ideal é que o alimento seja dividido em duas ou três refeições, Comeu, comeu; não comeu, tira o pote. Só assim o dono vai ter maior controle da quantidade de ração ingerida e, se tiver de administrar algum remédio, saberá se o estômago do pet está cheio.”

Não existe cura para a leucemia felina mas é tratável

gato
Doença é tratável
Não existe cura para a leucemia felina. Porém, dependendo da idade e da imunidade do peludo, há formas de manter o seu bem-estar, dando-lhe mais qualidade de vida.
O primeiro passo é conservar o peludo infectado isolado dos demais para que não transmita a doença a outros felinos saudáveis e não seja acometido por outras enfermidades. O tratamento principal é sintomático e de suporte, de acordo com a manifestação clínica. “Inclui o uso de antibióticos, anti-inflamatórios, fluidoterapia, até transfusões sanguíneas e estimulantes da produção de células na medula óssea. A quimioterapia é indicada para tumores”, explica Fernanda da Costa. Existem ainda antirretrovirais humanos indicados para o tratamento de gatos FeLV positivos. Mas, no Brasil, a Portaria 344, artigo 54, da ANVISA impede ao médico veterinário a prescrição desse recurso.
Todo bichano infectado passa por períodos variáveis sem sintomas e pode ter tempo e qualidade de vida dependendo da idade em que foi infectado. “Todos devem ser monitorados periodicamente com exames sanguíneos, muito bem alimentados, mantidos esterilizados e dentro de casa, com controle de parasitas”, orienta Fernanda.
“Todos os gatos positivos para FeLV (leucemia felina) devem ser isolados, mesmo que os outros felinos do ambiente estejam vacinados”, aponta a veterinária Fernanda Amorim da Costa. A melhora do animal vai depender da idade no momento da infecção, do tipo de vírus com que ele foi infectado e da resposta imunológica do seu organismo ao tratamento.
Vida normal
A gata Pérola, da advogada Carolina Ferreira, foi diagnosticada com leucemia felina aos 5 meses de idade. A suspeita surgiu devido a uma forte gripe que não passava. De imediato, o veterinário orientou a dona sobre a importância de manter a imunidade com o auxílio de medicamentos, que Pérola deverá tomar durante toda a vida. Além dos remédios, Carolina garante uma boa alimentação para sua gata. Um ano e meio depois de descobrir a doença, a vida das duas pouco mudou. “Ela vive muito bem”, conta a dona. Isaura Beekhuizen, aposentada, também é dona de dois bichanos com FeLV.
Kikika e Alexia têm 2 anos e são SRD. O diagnóstico da doença foi dado há cerca de um ano, quando Isaura perdeu um outro gato para a grave doença. “É preciso um cuidado com as gatas muito grande para que não sejam acometidas por doenças oportunistas”, afirma Isaura. As duas peludas vivem separadas dos outros bichanos da casa. “Elas são bastante ativas e têm uma ótima qualidade de vida”, atesta a tutora. Pets recém-nascidos infectados não costumam sobreviver. Mas o mascote adulto é mais resistente e apresenta uma forma mais branda da doença

Convivendo com a leucemia felina: saiba como é contraída e como prevenir

Gato
A idade e o tipo de vírus podem ajudar o pet a viver com a doença, que atinge a imunidade. O seu gato vive solto e tem livre acesso à rua? Convive com muitos outros gatos durante seus passeios pela vizinhança?
Apesar de parecer muito boa, essa liberdade dada a alguns bichanos pode trazer riscos para a sua saúde. Um dos mais importantes a ser levado em consideração por seus tutores é o contato com uma grave doença infecciosa que acomete os bigodudos: a leucemia felina ou FeLV (sigla para Feline Leukemia Virus). A doença tem esse nome pois entre os tumores que o vírus pode causar está a leucemia, câncer que se desenvolve nas células sanguíneas, como acontece nos humanos.
Formas de infecção
Por ser causada por um retro-vírus, a enfermidade é altamente contagiosa e comum entre os gatos. Por isso, durante um passeio pela rua, o seu peludo pode ter contato com um portador da FeLV – por meio de lambedura mútua ou mordida – e adquirir a doença. Apesar da gravidade, a boa notícia é que, dependendo da evolução da doença e da idade dos animais, os bichanos podem viver bem com a FeLV ao receber cuidadosveterinários adequados.
O gato que vive solto pela rua e retorna à casa para comer, dormir ou somente quando “dá na telha” corre grande risco de ser portador da leucemia felina. Como reforça Gabriel Dias, médico veterinário, professor da Universidade Castelo Branco (RJ) e proprietário da clínica CAT para Gatos, além de adquirir a doença, o bichano que vem da rua para dentro de casa pode transmitir o vírus para os outros que ficam somente naquele ambiente. “É aconselhável que os donos façam um check-up nos mascotes que serão introduzidos no grupo para evitar a FeLV e outras doenças felinas”, recomenda.
Grupos de gatos
No Brasil, estudos sorológicos realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro mostram que a prevalência da doença varia de 12,5 a 20,3% nesses estados. Porém, apesar da alta incidência de animais doentes, como explica Mariane Brunner, veterinária especializada em medicina felina do Hospital Veterinária Santa Inês (SP), para que ocorra a transmissão deve haver um contato sustentado, ou seja, um único toque num animal soro-positivo pode não ser o suficiente. 

“O vírus da FeLV está presente na maioria dos fluidos corporais, como saliva, fezes, urina e leite”, destaca. Portanto, pelo compartilhamento recorrente de vasilhas de comida e água e da caixa de areia, a doença pode ser transmitida de um animal para outro. “O comportamento de lambeduras entre gatos também favorece a transmissão da FeLV. Por esse motivo, a enfermidade é encontrada principalmente em locais com muitos bichanos confi nados”, reforça. Outra forma de contágio ocorre ainda na fase de gestação dos gatos, por meio da placenta da mamãe portadora da FeLV, ou após o nascimento, durante a amamentação do filhote. “A mãe positiva pode contaminar seus filhotes, que terão poucas chances de vida, já que sua imunidade ainda não está totalmente formada”, afirma o especialista veterinário Gabriel Dias.