quarta-feira, 11 de maio de 2016

Imunização contra a febre aftosa faz parte da preocupação com a Saúde Única

A imunização do rebanho de forma correta e nas datas previstas no calendário nacional de vacinação é fundamental para o combate à febre aftosa.
O médico veterinário está presente em várias etapas dessa campanha e seu trabalho é essencial para o cumprimento das metas de erradicação da doença no país.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou o calendário oficial de vacinação em 2016. Confira aqui a data de vacinação no seu estado.
Também é importante o preenchimento da declaração de vacinação e a entrega do documento no serviço veterinário oficial do estado, junto com a nota fiscal de compra das vacinas.
Confira abaixo as perguntas e respostas elaboradas pelo Ministério da Agricultura para tirar dúvidas sobre a febre aftosa. Clique aqui para conferir mais informações no  folder da campanha.
O que é a febre aftosa?
 É uma doença altamente contagiosa e se espalha rapidamente. Os animais têm febre, aftas na boca, nas tetas e entre as unhas, se isolam dos outros, babam, mancam, arrepiam o pelo e param de comer e beber.
Quais os animais que podem ser afetados pela febre aftosa?
Bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos e animais silvestres que possuem casco fendido (duas unhas).
Como a febre aftosa é transmitida?
O vírus está presente na saliva, no líquido das aftas, no leite e nas fezes dos animais doentes. Qualquer objeto ou pessoa que tenha contato com essas fontes de infecção se torna um meio de transmissão para outros rebanhos. A transmissão para humanos é raríssima.
Quais os efeitos da febre aftosa?
A doença pode ser fatal em animais jovens. Os animais afetados não conseguem se alimentar e enfraquecem muito, com perda severa de produção de leite e carne. O principal efeito da doença é comercial. Devido ao seu alto poder de difusão, os países estabelecem barreiras comerciais às regiões onde ocorreu Aftosa, causando sérios prejuízos econômicos e sociais.
O que fazer em caso de suspeita da doença?
Qualquer pessoa que verifique os sintomas nos animais deve comunicar imediatamente ao serviço veterinário oficial. Um veterinário oficial fará inspeção dos animais e tomará as providências necessárias.
Como a doença é controlada?
A vacinação é fundamental na erradicação e prevenção da Aftosa. Se confirmada a doença, a principal forma de controle é o isolamento e sacrifício de animais doentes, e eliminação de fontes de infecção. Quanto mais rápido for detectada a doença, mais rápida será a contenção e menores os prejuízos
Assessoria de Comunicação do CFMV com informações do Ministério da Agricultura

Toxoplasmose - Sintomas, diagnóstico, prevenção e tratamento


A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada por um parasita, Toxoplasma gondii, muito comum no meio ambiente, responsável pela cocidiose dos gatos e felinos silvestres. É uma zoonose que afeta mais de 200 espécies animais entre mamíferos e aves. Está entre os dez principais agentes transmitidos pela ingestão de alimentos contaminados no mundo. Estima-se que 1/3 da população humana esteja infectada pelo Toxoplasma atualmente.
Como eu pego toxoplasmose?
O Toxoplasma gondii apresenta um ciclo biológico de vida com várias formas evolutivas (Figura 1) utilizando dois tipos de hospedeiros: o chamado definitivo que são felídeos, ou seja, gatos e felinos silvestres (gato do mato, onça, lince, tigre e outros); e os intermediários, como roedores, cães, suínos, ovinos, caprinos, aves domésticas, e até mamíferos aquáticos. Em cada um dos tipos de hospedeiros, o parasita assume formas diferentes que poderão dar origem à infecção. No intestino dos felídeos, estas formas são excretadas pelas fezes e por não serem facilmente destruídas no meio ambiente, podem permanecer vivas em ambientes úmidos como terra, solo, areia, baia, pastagem, jardim, e também nos alimentos que entrarem em contato com fezes desses animais infectados, incluindo água. Quando o animal ou o homem ingerem alimento e água ou tiverem contato com materiais ambientais contaminados com fezes de animais infectados; estas formas se transformam em cistos que se multiplicam alojando-se nos músculos, no globo ocular, no sistema nervoso; provavelmente pelo resto da vida do indivíduo, o que caracterizará a infecção crônica. Ocorre também como doença ocupacional para médicos veterinários e profissionais de que lidam com animais domésticos, rebanhos de produção e nos abatedouros, tanto pelo contato direto com animais ou com as suas excreções. Durante a gestação, podem atravessar a placenta e atingir o feto causando más formações e/ou abortamento. Em cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a infecção pela via transplancentária durante a gravidez nascem com toxoplasmose ou seqüelas de infecção. A transmissão direta entre pessoas não ocorre, porém é possível na transfusão de sangue e transplante de órgãos. Crianças que brincam em tanques de areia em parques e escolas onde passeiam gatos errantes que ali defecam, podem vir a adoecer com toxoplasmose. A maior ocorrência de casos humanos se dá principalmente pela ingestão de carne crua e mal cozida de suínos e ovinos e de leite de cabras, quando infectados ou doentes. Os sintomas aparecem após 10 a 23 dias da ingestão desses alimentos; de 5 a 20 dias, após ingestão acidental de fezes de gatos. Nos animais domésticos, gatos e cães, a toxoplasmose ocorre pela ingestão de cistos presentes em carne crua ou por via transplacentária. A toxoplasmose em animais de produção ocorre necessariamente pela coabitação com gatos e felinos selvagens.

Quais são os sintomas da toxoplasmose nos animais?
Geralmente, os animais não apresentam sinais clínicos evidentes, ou podem ser muito variados, como febre, gânglios inflamados e doloridos (ínguas), pneumonia, encefalite, convulsões e abortamentos. Não foram ainda descritos casos clínicos de toxoplasmose em bovinos. Nos cães e nos felinos, pode aparecer juntamente com outras doenças, como a cinomose e leucemia felina respectivamente. Nos ovinos, caprinos e suínos, além das manifestações citadas, está associada aos transtornos reprodutivos, como abortamento e nascimento de animais fracos.

Quais são os sintomas da toxoplasmose nos seres humanos?
A toxoplasmose apresenta manifestações variadas, sem sintomas e benigna até generalizada e extremamente grave, principalmente em pessoas com tumores, em tratamento de quimioterapia ou com HIV. Os cistos do Toxoplasma gondii persistem por período indefinido neste tipo de paciente, que a qualquer momento pode vir a óbito. Febre, gânglios inflamados e doloridos (ínguas) principalmente no pescoço, diarreia, pneumonia, miocardite, inflamação intensa dos músculos, hepatite, encefalite e erupções na pele podem ser observados. Esse quadro pode persistir de uma semana a um mês, devendo-se realizar o diagnóstico diferencial com mononucleose infecciosa. A inflamação da retina (olhos) por toxoplasmose é a lesão mais frequente, e em 30% a 60% dos pacientes acometidos ocorre a perda progressiva de visão, algumas vezes chegando à cegueira. A doença em crianças pode apresentar-se de três maneiras: congênita (transmitida pela mãe ao feto durante a gestação), adquirida e ocular. Uma vez que a mãe pode não apresentar sintomas, o acompanhamento pré-natal da grávida é fundamental para imediato tratamento. No bebê, a toxoplasmose congênita, pode manifestar-se basicamente de quatro formas: já ao nascer; nos primeiros meses de vida, sendo grave ou discreta; como reativação de infecção uterina não diagnosticada; ou como infecção subclínica, isto é, sem sintomas ou discretos. Os sintomas, na forma congênita, podem ser neurológicos ou generalizados. Quando a infecção ocorre no início da gestação, são observadas calcificações intracranianas, problemas de visão, convulsões, microcefalia, hidrocefalia e retardo mental. A forma generalizada é resultante de infecção fetal mais tardia na gestação e apresenta, além das alterações anteriores, o aumento do fígado e do baço, gânglios inflamados e doloridos (ínguas) espalhados pelo corpo, icterícia (amarelão) e anemia. Alguns lactentes podem permanecer sem sequelas da infecção ou desenvolver estrabismo, retardo neuropsicomotor, hidrocefalia, convulsões e surdez em meses ou mesmo anos após o nascimento. O diagnóstico diferencial da toxoplasmose no recém-nascido deve ser realizado com Zica vírus, citomegalovírus, vírus Herpes simplex, vírus da rubéola, T. pallidum (lues), Listeria monocytogenes, Borrelia burgdorferi, além da eritroblastose fetal e doenças degenerativas. O acompanhamento médico é fundamental.

Diagnóstico
O diagnóstico da toxoplasmose não é fácil, pois ocorrem sinais clínicos variáveis, a confirmação depende dos exames laboratoriais. Vários são os exames laboratoriais a partir do sangue, liquido cefalorraquidiano, saliva, secreção nasal e ocular empregados para se confirmar a toxoplasmose. Entretanto, são os testes sorológicos os mais empregados, pois permitem a detecção de anticorpos que podem auxiliar na diferenciação da fase da infecção. No Brasil, tem-se notado o aumento no número de notificações de problemas oculares em crianças e adultos sadios com toxoplasmose crônica, sendo as lesões de retina as mais frequentes. Exames oftalmológicos de rotina associados com as outras técnicas mencionadas auxiliam no diagnóstico diferencial da enfermidade.

Como prevenir a toxoplasmose?
O controle da toxoplasmose é dificultado pela elevada capacidade do parasito em se adaptar a ambientes urbanos ou rurais, proporcionando a manutenção do seu ciclo de vida e aumentando as chances de infecção acidental de seres humanos e animais. A principal e mais frequente forma de contaminação para seres humanos é a via oral. A prevenção se faz evitando o consumo de carnes suína, ovina, caprina ou de caça cruas ou mal cozidas; ingestão de leite não pasteurizado; de vegetais mal higienizados; e água não tratada.

O uso de luvas é fundamental durante procedimentos e avaliação clínica dos animais, na limpeza dos ambientes e contêineres de dejetos evitando o contato com fezes. Quando do recolhimento de animais abandonados e errantes fazer uso de equipamentos de proteção individual, nunca colocá-los imediatamente junto ao convívio da família e de outros animais sem que haja uma prévia consulta da médico veterinário.

O gato sadio, castrado, vermifugado e devidamente assistido pelo médico veterinário, raramente se constitui em uma fonte de infecção para a toxoplasmose e demais zoonoses. Nas propriedades rurais, o acesso de felídeos aos comedouros e bebedouros dos animais de produção deve ser evitado. No Reino Unido e França há uma vacina comercial disponível para ovinos e que demonstra eficácia para suínos, porém não testada ou regulamentada para uso no Brasil.

No acompanhamento médico pré-natal das mulheres gestantes, o exame de toxoplasmose é obrigatório. Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes. Em pessoas com deficiência imunológica, a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.

Como tratar a toxoplasmose?
O tratamento curativo para toxoplasmose baseia-se em coccidiostáticos, que dificultam a multiplicação do parasita, mas não eliminam a infecção crônica. A suspeita clínica de exposição aos fatores de risco é de suma importância para o médico.

Podem ser realizados protocolos terapêuticos em gestantes com a enfermidade, porém as dosagens variam conforme o medicamento e o indivíduo, o papel do médico é fundamental na condução do caso. Não existe vacina para humanos.

O diagnóstico humano conta com o serviço do Ambulatório de Zoonoses do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, na capital paulista. O endereço é: Avenida Dr. Arnaldo, 165 – Prédio dos Ambulatórios - Pacaembu. O contato telefônico pode ser feito pelo número (11) 3896-1200. As consultas podem ser agendadas por telefone ou pelo site http://www.emilioribas.sp.gov.br/. Os trabalhos são coordenados pelo Dr. Marcos Vinicius da Silva (marcos.silva@emilioribas.sp.gov.br).

Também contam com grupos de estudo, diagnóstico e apoio ao tratamento humano (itens 1 e 2) e animal (3 e 4) as seguintes entidades:

1-Instituto de Medicina Tropical, Universidade de São Paulo, Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 470, Telefone: (11) 3061-7010. Site: www.imt.usp.br

2-Instituto Adolfo Lutz, Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, Av. Dr. Arnaldo, 355, Telefone (11) 3068-2876. Site: www.ial.sp.gov.br

3-Instituto Biológico, Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, Telefone: (11) 5087-1772. Site: www.biologico.sp.gov.br

4-Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Av. Prof. Dr. Orlando Marques de Paiva, 87, Telefone (11) 3091-7701. Site: www.fmvz.usp.br


Fonte:


Publicada nova portaria que regulamenta regras para estabelecimentos e serviços veterinários


Foi publicada a nova portaria que regulamenta as condições higiênico-sanitárias e boas práticas de estabelecimentos e serviços veterinários. 

Confira o texto da portaria aqui.

13 de Maio - Dia do Zootecnista - um profissional para criar, manejar e melhorar a genética dos rebanhos brasileiros




13 de Maio - Dia do Zootecnista: Um profissional para criar, manejar e melhorar a genética dos rebanhos brasileiros

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de maiores produtores de carne bovina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rebanho brasileiro supera os 212 milhões de cabeças. A força da agropecuária brasileira também está em outros setores como suinocultura, avicultura, caprinocultura e, ao longo dos anos, ganha cada vez mais destaque mundialmente.
O zootecnista contribui para o avanço do setor agropecuário na produção animal e está presente na criação, manejo e melhoria genética dos rebanhos brasileiros. Pensando nisso, em 2016, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) traz como tema da campanha do Dia do Zootecnista a importância do profissional na criação, manejo e melhoria genética dos rebanhos brasileiros.

Com dedicação, pesquisas e uso de novas tecnologias, o profissional torna possível o aumento da produtividade, garantindo o bem-estar animal e a sustentabilidade no campo.

Melhoramento genéticoSegundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a utilização de genética avançada e o manejo de pastagem foram os maiores responsáveis pela evolução do setor pecuário.

O estímulo ao confinamento, a recuperação de pastagens e a aquisição de matrizes e reprodutores de genética comprovada constam, por exemplo, em linhas específicas dos planos do governo de incentivo à produção agropecuária. Tanto trabalho e dedicação também refletem na economia brasileira, em especial na balança comercial do agronegócio e no Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Hoje, o agronegócio é responsável por cerca de 22% do PIB brasileiro, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Manejo alimentar A obtenção de um padrão de produção e comercialização, garantindo a rentabilidade dos rebanhos, se deve não só ao melhoramento genético, mas também ao manejo alimentar. Levando em conta os hábitos do animal, as condições climáticas e o manuseio do alimento, o objetivo é garantir aos animais uma nutrição adequada para seu crescimento e desenvolvimento, com a utilização de alimentos de qualidade e nas quantidades corretas.

Para garantir que tais condições sejam alcançadas, o zootecnista desenvolve suplementos alimentares e pesquisa as necessidades nutricionais do rebanho. Tudo isso feito de forma ética e sustentável. 


Atualmente estão registrados no Sistema CFMV/CRMVs e atuam como zootecnistas cerca de 8.800 profissionais.
Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Higiene bucal - A importância para a saúde dos nossos animais de estimação

 

Assim como nos humanos, a higiente bucal é essencial para a saúde dos animais de estimação
 

Nem sempre os donos dos animais de estimação dão a devida importância à a higiene bucal dos pets ou a fazem de forma inadequada. Deveriam, já que as doenças dentárias afetam até 80% dos animais com idade superior a 3 anos – principalmente os cães, que sofrem com mau hálito, cáries e tártaros.
 
Uma simples escovação diária pode minimizar problemas futuros. Segundo a veterinária Ana Elisa Oliveira Engracia, do Chicão Pet Shop, o hábito da escovação deve começar desde filhote para que o animal acostume-se quando tiver trocado a dentição. “Mas mesmo em animais adultos é possível ensinar que é o ato é bom”, diz.

Como nem sempre é uma tarefa fácil, a dica é fazer com que o cão associe a escovação a uma brincadeira e parar quando ele ainda estiver feliz. “Não o deixe ficar estressado com a escovação. Premie o cão com um passeio, uma brincadeira ou um petisco ao final”, ensina a profissional.

Um erro comum é o dono utilizar pastas de dente para humanos, às vezes até infantis, para escovar os dentes dos pets. Andressa Felisbino, veterinária da DrogaVET, alerta: “A pasta de dente para humanos possui grande concentração de flúor, que pode provocar irritação estomacal e gastrite ao ser ingerido”.

De acordo com Andresa, é fácil perceber se há algum problema bucal no pet. “Além do mau hálito, o animal apresenta falta de apetite e pode até ter algum sangramento na boca proveniente da gengiva”, diz.
Cuidar da saúde bucal dos animais de estimação é fundamental (foto: Mastrangelo Reino / A Cidade)

De acordo com Ana Elisa, as doenças mais comuns em pets são placa bacteriana, cálculos dentários, fístulas oronasais, doença periodontal, tumores, úlceras e fraturas dentárias. A falta de atenção a esses problemas pode levar o animal a desenvolver doenças até mais graves, como hepatite, doença renal, poliartrite e até disfunção cardíaca.

“As bactérias, que ficam alojadas nos dentes e gengivas podem ir para outras partes do organismo e até caírem na corrente sanguínea, provocando inflamações graves nos órgãos”, alerta Andressa.

Ana Elisa acrescenta que pode ocorrer, em casos de tumores, metástases em outros órgãos. “Doenças periodontais graves podem levar à formação de fístulas comunicando as cavidades oral e nasal, formando uma lesão que não cicatriza na face do animal, ou mesmo fraturas de mandíbula, por perda óssea, especialmente em cães pequenos”, cita.

O problema é ainda maior nos cães idosos, mas Ana Elisa afirma que a idade não impede que passem por procedimento de limpeza, desde que estejam com a saúde em dia.

“Infelizmente, muitos proprietários negligenciam a saúde oral dos seus pets, deixando-os chegar ao ponto de perder dentes. Alguns cães idosos apresentam doença periodontal tão grave que precisam ter, muitas vezes, todos os dentes removidos”, lamenta a veterinária.

Casos mais graves exigem limpeza

Quando forem detectados problemas como cálculos dentários, fístulas e doença periodontal, o pet precisa passar por uma limpeza feita no hospital e com anestesia geral. “A anestesia inalatória é mais segura para o animal”, diz Ana Elisa.

A limpeza é realizada com um aparelho de ultrassom dentário, que quebra os cálculos e os remove. “Na sequência, aplica-se soluções antissépticas e polimento, para que a superfície dos dentes permaneça lisa, reduzindo as chances de placa bacteriana”, detalha.

Ana Elisa alerta que o dono nunca deve permitir que se faça raspagem durante o banho, porque agride o esmalte do dente, propicia maior formação de cálculos dentários, favorece as fraturas dentárias e ainda pode causar lesões nas gengivas. “Além de ser um procedimento doloroso, que causa muito estresse ao animal.”

Petiscos e brinquedos a favor da higiene

Não só a escovação colabora na higiene bucal dos pets. Segundo Ana Elisa, há petiscos específicos para saúde bucal, como palitos, barras enzimáticas e brinquedos, que fazem leve abrasão nos dentes, ajudando a limpá-los.

Há ainda produtos a serem adicionados à água que previnem a aderência da placa bacteriana e a halitose, além de sprays antissépticos de uso veterinário.

Segundo Andressa, uma alimentação balanceada e saudável também é benéfica para os animais e ajuda a evitar cáries. 


Já existem rações e petiscos especiais que combatem o mau hálito e possuem índice menor de açúcar. O problema, nesses casos, é que esses produtos são um pouco mais caros do que os convencionais e os donos sentem a diferença no bolso. A dica, para quem quer economizar e ainda mimar o pet, é manipular pastas dentais e enxaguatórios bucais.

Fonte:

O aparelho digestivo dos ruminantes


Os ruminantes são animais poligástricos, ou seja, possuem quatro estômagos que são chamados rúmen, retículo, omaso e abomaso que irão variar de tamanho no decorrer da vida dos animais.
Ocorre a trituração dos alimentos e a ensalivação na primeira mastigação. O bovino libera em média 50 a 60 quilos de saliva diariamente. Quando os alimentos fornecidos são fluidos, a salivação torna-se fraca, e o conteúdo do rúmen torna-se viscoso, o gás resultante a digestão causa a aparição de espumas, surgindo à indigestão gasosa ou espumosa, característicos da meteorização.

Os ruminantes são adaptados para a digestão de celulose, e são totalmente herbívoros quando adultos. Os alimentos mastigados e engolidos são armazenados no retículo, onde acontece à maceração e trituração, depois voltam à boca e são mastigados novamente. A esse processo damos o nome de ruminação.

No rúmen existem vários microrganismos que são responsáveis pela digestão da celulose presente nos vegetais e pela formação de ácidos voláteis. O aparelho digestivo possui adaptações para tornar viável a sobrevivência destes microrganismos. Assim, quando ocorre qualquer variação na alimentação pode acontecer à modificaçãoda colônia de bactérias, que altera a digestão podendo levar o animal a desenvolver alguma doença.

Fonte: www.criareplantar.com.br/pecuaria/lerTexto.php?categoria=18&id=58

Batimentos cardíacos de cães e de seus donos sincronizam quando eles estão juntos



Cada apaixonado por cães sabe que o vínculo entre os seres humanos e os seus homólogos caninos é profundo. De acordo com um estudo recente, essa ligação pode ser tão próxima que até mesmo os corações de cães e seus donos podem entrar em sintonia um com o outro.
O experimento, feito conjuntamente pela Universidade de Monash, na Austrália, e pela fabricante de comidas para animais Pedigree, pegou três pares de cachorros e proprietários e colocou todos em monitores de frequência cardíaca. Eles separaram os cães de seus proprietários e registraram a mudança de batimentos cardíacos quando eles eram reunidos novamente. Dentro de um minuto, ambos os batimentos cardíacos caíram significativamente, até mesmo parecendo se espelhar no outro.

Mia Cobb, especialista canina que conduziu o estudo ao lado do Dr. Craig Duncan, afirmou ao site Huffington Post que os resultados mostraram como a relação homem-cão é mutuamente vantajosa na redução dos níveis de estresse. Já está provado que cães podem diminuir o nosso ritmo cardíaco, ajudando a reduzir o estresse, mas esta nova pesquisa sugere que os cães também estão se beneficiando fisicamente do relacionamento com humanos.

“Este projeto é uma boa ilustração do que a maioria dos proprietários experimentam todas as noites, quando eles chegam em casa do trabalho e se reúnem com seus companheiros”, salienta Cobb.

“Este efeito, de experimentar uma desaceleração dos batimentos cardíacos, faz uma diferença significativa para o nosso bem-estar geral. Se nós podemos diminuir o nosso ritmo cardíaco por estarmos com os nossos animais, isso é algo que pode realmente beneficiar a comunidade”, projeta ela.

Mais uma evidência de que cães são mesmo impressionantes. 

Fonte: