quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Saiba mais sobre a neosporose - Doença que acomete animais silvestres e domésticos


1. INTRODUÇÃO
Neospora caninum é protozoário intracelular obrigatório formador de cisto, acomete animais silvestres e domésticos, sendo os de maior relevância: caninos e bovinos. No início de sua descoberta foi confundida com a toxoplasmose, pelo fato de ter as fases evolutivas parecidas. O parasita causa a neosporose, doença distribuída mundialmente e em todo o território brasileiro.

2. TAXONOMIA
O Neospora caninum tem como grupo taxonômico:

- FILO: Apicomplexa;
- CLASSE: Sporozoa;
- ORDEM: Coccida;
- FAMÍLIA: Sarcocystidae;
- GÊNERO: Neospora;
- ESPÉCIE: Neospora caninum.


3. ASPECTOS MORFOLÓGICOS DO PARASITA

O Neospora caninum, apresenta como características morfológicas:

* TAQUIZOÍTOS: Dependendo do estágio em que se encontram medem de 3-7 x 1-5 μm, formas ovoides, lunares ou globulares;

*BRADIZOÍTOS NOS CISTOS TECIDUAIS: Cistos teciduais frequentemente apresentam parede lisa de espessura aproximada de 4 μm; formas ovais ou circulares, com até 107 μm, e os bradizoítos encistados aderidos medem de 6-8 x 1-1, 8 μm.

*OOCISTOS NÃO ESPORULADOS: Medem 11,7 x 11,3 μm (CARDOSO, 2010).


4. EPIDEMIOLOGIA
Segundo Dubey (1996) citado por Parra et al. (2008), em 1988 houve o primeiro relato do Neospora caninum, na Noruega sendo descrito como doença neuromuscular em cães, com presença de cistos no tecido muscular e cérebro.

No Brasil a primeira aparição ocorreu em 1997, em um rebanho leiteiro no Estado de São Paulo, já em cães a soroprevalência é observada principalmente nas áreas rurais, sendo observadas em menor quantidade no meio urbano e/ou domiciliar. Ambos os relatos, no Noruega e no Brasil foram diagnosticados através do exame sorológico, o teste de imunofluorescência indireta (IFI) (CALIL, 2006).

Estudos referentes à epidemiologia no Brasil relatam que há vários casos relatados em vacas, porém um índice baixo de casos de cães infectados pelo Neospora caninum (CALVACANTE, 2010).


5. HOSPEDEIROS
O Neospora caninum tem como características a capacidade de infectar várias espécies. Apresentando como:

*HOSPEDEIROS DEFINITIVOS: Canídeos;

*HOSPEDEIROS INTERMEDIÁRIOS: caninos; bovinos; cervídeos; caprinos; ovinos e animais silvestres (GUIMARÃES, 2011).


6. LOCAL DO PARASITISMO

O Neospora caninum, parasita primeiramente o trato digestivo e a placenta materna-membranas fetais atingindo as células alvo através da via linfática e sanguínea, utilizando as proteínas celulares como receptoras.

Enfim pouco se sabe dos locais de parasitismo nos órgãos ou a respeito das estruturas acometidas pelo N.caninum após a ingestão dos cistos teciduais (CALIL, 2006).


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado
http://www.portaleducacao.com.br/veterinaria/artigos/neospora-caninum/55805#ixzz3x8FD69oy

Balanço CFMV: o trabalho da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do CFMV em 2015

 
Chega ao fim, nesta terça-feira (12), a série que mostrou o trabalho das Comissões do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) ao longo de 2015. O CFMV possui, atualmente, dez comissões nacionais que atuam em diferentes áreas da Medicina Veterinária e Zootecnia.

O último Balanço CFMV é da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária (Cebea/CFMV), que em 2015 deu continuidade ao planejamento de ações para coibir os maus-tratos contra os animais.

A Comissão discutiu estratégias, em reuniões de trabalho ao longo de 2015, para colaborar com o ensino de Ética, Biotética, Bem-estar animal e Etologia nos cursos de graduação em Medicina Veterinária e Zootecnia.

Em junho de 2015, a Cebea se reuniu com representantes da Comissão Técnica de Bem-estar Animal do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), quando foram apresentados temas e trabalhos para pensar ações conjuntas e parcerias.

Ministrou palestra na Câmara Nacional de Presidentes, em agosto, sobre a formação em bioética e bem-estar animal e durante o XXII Seminário Nacional de Educação da Medicina Veterinária, a Comissão abordou o ensino de bem-estar animal para a Medicina Veterinária no Brasil.

Em setembro, esteve presente como ouvinte no 32º Congresso Mundial de Medicina Veterinária, em Istambul, Turquia. E, no final de outubro, participou de audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito de Maus-Tratos de Animais da Câmara dos Deputados.

Também contribuiu para diversas consultas públicas, com sugestões, por exemplo, para capítulos de guia elaborado pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) e Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre pequenos abatedouros.

Colaborou na melhoria de textos de Leis e Projetos de Lei, como a Lei da Biodiversidade nº 13.123/2015 e o Projeto de Lei 200/2015, que dispõe sobre os princípios, diretrizes e regras para a condução de pesquisas clínicas em seres humanos por instituições públicas e privadas.

A Cebea participou ainda de diversas entrevistas, entre elas a Série Direitos dos Animais, produzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ); matéria sobre boas práticas para eutanásia de animais, publicada pela revista do Jornal A Tribuna; e ainda para o Jornal Hoje em Dia, de Minas Gerais, sobre a presença de animais de grande porte nas ruas de Belo Horizonte.

“Destacamos que se tratou de um ano muito produtivo do ponto de vista de trabalhos na área de bioética e bem-estar animal”, afirmou a presidente da Cebea, Carla Molento.

Para o presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, o trabalho desenvolvido pelas comissões tem sido de fundamental importância como órgãos de assessoramento da Presidência do CFMV. “Questões ligadas à Medicina Veterinária e Zootecnia são analisadas e discutidas conosco, oportunidade em que analisamos os prós e contras que auxiliam na tomada de decisões”, afirma Arruda.

Em 2016

A Cebea/CFMV irá continuar, em 2016, a desenvolver ações com os profissionais e a sociedade sobre questões relacionadas aos maus-tratos, abuso e crueldade com animais. Além disso, pretende atuar em conjunto com as demais comissões do CFMV em temas afins.

Deve ainda dar continuidade às discussões e planejamento do IV Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-estar Animal, marcado para o primeiro semestre de 2017, e do Fórum das Comissões Nacional e Regionais de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do Sistema CFMV/CRMVs, previsto para julho deste ano.

A Cebea é composta pelas médicas veterinárias Carla Forte Molento, Ingrid Bueno Atayde, Ceres Berger Faraco e Paloma Lucin Bosso.

Assessoria de Comunicação do CFMV


Fonte:
http://portal.cfmv.gov.br/portal/noticia/index/id/4506
 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Os benefícios da alcachofra

Rica em vitamina C e sais minerais, a alcachofra é uma aliada para manter o equilíbrio das funções diuréticas e do colesterol do seu animal de estimação. Você pode servi-la como petisco por meio de comprimidos que contenham a flor, ou então misturá-la em pó com a ração.
 

Nas fórmulas, devido à ação oxidante, a alcachofra promove a liberação de toxinas presentes no fígado, facilita a digestão e aumenta
a imunidade.
Ela também ajuda a tratar a obesidade.


Fonte:
http://revistameupet.com.br/alimentacao/3-erros-comuns-que-o-dono-comete-na-alimentacao-de-seu-animal/2989/

3 erros comuns que o dono comete na alimentação de seu animal

 
 
A mudança de uma dieta deve ser acompanhada de um veterinário especializado no assunto. Confira!

Basear-se em dietas prontas na internet!
Elas são genéricas e não levam em conta o peso, a idade e outros fatores de saúde do bichinho, além de não fazerem suplementação de vitaminas e minerais que são essenciais para o bom funcionamento das células do seu organismo”, aponta a médica veterinária Raquel Labres.

Alterar a dieta por conta própria:
“Há pessoas que fornecem dieta caseira aos seus pets e mudam os ingredientes e as quantidades ao longo do tempo. Isso pode ser muito perigoso, principalmente se o paciente tiver algum problema de saúde. Sempre converse com o seu nutrólogo antes de fazer alterações”, sublinha Raquel.

Não avaliar as suas prioridades:
“Todo mundo pode oferecer uma dieta natural, mas isso é algo que exige o comprometimento do dono. Achar que vai simplesmente pegar algo na geladeira e dar para o cachorro sem um mínimo de estudo, preparo ou trabalho é mito”, conta o médico veterinário Artur Vasconcelos.


 E você quer mesmo mudar a dieta do seu pet, confira as dicas!

#1. Estude bastante e busque o suporte de um profissional;
#2. Escolha um dia tranquilo para iniciar a transição;
#3. Fazer um dia de jejum antes da dieta é uma boa opção;
#4. Retire toda a ração – não misture-a, principalmente se a dieta tiver alimentos crus;
#5. Apresente o alimento usando suas mãos, assim você diminui a dificuldade de aceitação;
#6.  Comece a mudança de cardápio com uma alimentação simplificada e vá adicionando os demais ingredientes ao cardápio observar uma boa resposta inicial do mascote.


Texto: Priscila Roque | Adaptação: Victoria Ragazzi |

Fonte:
http://revistameupet.com.br/alimentacao/3-erros-comuns-que-o-dono-comete-na-alimentacao-de-seu-animal/2989/
 

 

Por que esses cães são assim?

 
Talvez você tenha visto algumas imagens como a acima, que se tornaram virais na internet nos últimos dias. Elas mostram cães com costas extremamente curtas.
Longe de ser uma brincadeira com Photoshop, os animais mostrados nas fotos possuem uma condição de saúde rara chamada de “Síndrome da Espinha Curta” (SEC).
A doença é um problema congênito e portanto não transmissível, e quando dizemos que é rara, é para valer: para se ter uma ideia, só existem oito casos conhecidos em cães em todo o mundo (seis nos EUA, e dois na Itália).
O mais famoso dos oito é sem dúvida “Pig” (que significa “porca”, em inglês), a cadelinha da fotografia acima nascida no estado americano do Alabama, que tem quase 100.000 fãs em sua página no Facebook.

Cleo, de Wisconsin, nos EUA, também tem SEC
Cleo, de Wisconsin, nos EUA, também tem SEC

SEC

Apesar das muitas imagens circulando na internet dos cãezinhos com SEC, não parece haver muita investigação científica por trás da condição e sua raridade.

 A Escola de Veterinária da Universidade de Sydney, na Austrália, define a SEC como um “encurtamento grave da coluna vertebral ou espinha devido à compressão das vértebras”.
A síndrome é causada por uma anomalia no desenvolvimento ósseo – as vértebras permanecem em sua cartilagem, sem endurecer, o que as torna comprimidas. Em alguns animais, podem aparecer vértebras fundidas, fazendo com que haja pouca flexibilidade da coluna.

Quasi, da Itália, é um dos oito raros cães com a condição

Quasi, da Itália, é um dos oito raros cães com a condição
Por conta dessa anomalia, toda a estrutura física do animal sofre alterações, como por exemplo o posicionamento da cabeça e da omoplata (escápula). Os membros posteriores e anteriores são do tamanho correto, embora possam apresentar posicionamento anormal também.
A condição pode fazer atividades como caminhar, saltar e comer em alturas baixas difícil para os cães, mas não impossível. No geral, eles podem levar uma vida consideravelmente normal. Além disso, a SEC aparentemente não afeta sua vida útil. 

Fonte:
IFLS, PortalDoDog

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Desenvolvimento sustentável (fonte: MAPA)


A sustentabilidade envolve desenvolvimento econômico, social e respeito ao equilíbrio e às limitações dos recursos naturais. De acordo com o relatório da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU em 1983, o desenvolvimento sustentável visa "ao atendimento das necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às próprias necessidades".

A mudança de paradigmas estabelece um novo cenário para o processo de desenvolvimento das atividades agrícolas, florestais e pecuárias. É, portanto, a partir da observação da realidade local, que o Ministério da Agricultura desenvolve e estimula as boas práticas agropecuárias privilegiando os aspectos sociais, econômicos, culturais, bióticos e ambientais. Nesse caso, estão incluídos sistemas de produção integrada, de plantio direto, agricultura orgânica, integração lavoura-pecuária-floresta plantada, conservação do solo e recuperação de áreas degradadas.

Para apoiar o produtor, o ministério elabora projetos e programas direcionados para a assistência técnica, financiamento e normatização das práticas rurais sustentáveis. É dessa forma que se pretende superar o grande desafio de manter o Brasil como provedor mundial de matérias-primas e alimentos aliado à necessidade da conservação do meio ambiente.



Fonte:
MINISTÉRIO DA
AGRICULTURA

Dica para evitar enjôo durante a viagem


Você sempre viaja e sua maior vontade é levar seu animal de estimação, mas ele sempre passa mal no carro e você não sabe o que fazer. Então, vamos lá! É possível evitar que seu cão fique enjoado.

Há medicamentos homeopáticos para esse quadro e, por incrível que pareça, um dele é feito a partir da planta tabaco. Obviamente, como o medicamento é infinitamente diluído, não traz efeito colateral para o animal, ainda assim só pode ser administrado se prescrito pelo médico veterinário.

No entanto, a melhor forma de se evitar o enjoo do cão é deixá-lo em jejum alimentar de quatro horas e hídrico de duas horas antes da viagem, exceto em dias extremamente quentes ou no caso de trajetos muito longos, para não haver desidratação. 


Texto: Mariana Perfetti | Adaptação: Victoria Ragazzi | 

Fonte: