quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Câmara setorial do Mapa debate orientações da OIE para população canina


 

Boa nutrição, manejo alimentar adequado, abrigo para clima de calor intenso ou frio e vacinas de qualidade e vermifugações. Estas são as principais recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para a criação de cães e o incentivo à guarda responsável. Elas foram apresentadas recentemente à Câmara Setorial de Animais de Estimação – Câmara Pet – pela Comissão de Bem-Estar Animal (CTBEA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A CTBEA entende que é importante estimular o debate sobre o tema porque o Brasil tem 52 milhões de cães, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ao propor recomendações para promover a saúde e o bem-estar dos cães, a OIE também está trabalhando para proteger as pessoas, diz a coordenadora da CTBEA, a médica veterinária Lizie Buss. Isso porque, acrescenta, os cães são potenciais transmissores de zoonoses – doenças que afetam humanos e não humanos. “Por isso, é importante o controle da população canina”, enfatiza, acrescentando que a Câmara Setorial de Pequenos Animais formou um grupo de trabalho para se dedicar ao assunto. “Manejar a população canina de forma que ela se mantenha estável e imune a doenças como raiva, por exemplo, previne acidentes e reduz a incidência de doenças nas pessoas.”

Lizie Buss destaca também a relevância do manejo adequado de cães. “De acordo com a OIE, é importante manejar os recursos disponíveis como fontes de alimento e abrigo e trabalhar a guarda responsável de animais junto aos tutores ou donos dos animais. É igualmente essencial fazer a identificação de animais, desenvolver projetos de esterilização de cães e incentivar o acesso de tutores de baixa renda aos serviços veterinários”. Segundo ela, outra medida fundamental é conhecer a população canina – aqueles cães que têm tutores que não permitem o acesso às ruas e o número de animais semi-domiciliados e sem domicílio.

A coordenadora da CTBEA ressalta ainda que é fundamental o controle reprodutivo, a fim de evitar crias indesejadas que levam ao abandono de animais. “É importante educá-los para promover a correta socialização, o que reduzirá os problemas de comportamento e os acidentes com outros animais e pessoas. Além disso, os donos devem impedir que os animais de estimação andem sozinhos pelas ruas”.

 


O mercado pet do Brasil é o terceiro mais importante do mundo. De acordo com estimativa da Associação Brasileira de Indústria de Produtos Para Animais de Estimação (Abinpet), o setor deve movimentar R$ 17,9 bilhões este ano, ante R$ 16,7 bilhões de 2014, o que representará um aumento de 7,4%.
A população brasileira de cães, gatos, aves canoras e ornamentais é a segunda maior do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Ao todo, segundo a Abinpet, são 52,2 milhões de cães, 22,1 milhões de gatos, 18 milhões de peixes, 37,9 milhões de aves e 2,2 milhões de aves e pequenos mamíferos.
As exportações brasileiras do setor – ração, animais pet, acessórios, medicamentos – somaram US$ 497,4 milhões em 2014. A projeção é que os embarques totalizem US$ 517,6 milhões em 2015, com crescimento de 4,1%.



Fonte:
MINISTÉRIO DA
AGRICULTURA

Seu pet odeia escovar os dentes? > Alternativas para manter a saúde bucal, que é importante para o bem-estar do seu pet

Cães X Gatos:
 
Escovar os dentes de um cão é normalmente mais fácil do que os de um gato, pois os cachorros são mais facilmente treinados e condicionados. O dono consegue ensinar um cão a sentar, mas com o felino a história é um pouco diferente. Contudo, nos dois casos, o sucesso depende de treinamento e paciência – e, se for possível, comece cedo.

Para isso, deve-se treinar manipular a boca do filhote, passando a mão sobre o focinho e o dedo sobre os dentes. “O condicionamento é baseado na repetição, dessa maneira, criar uma rotina de escovação permite o estabelecimento de uma relação de confiança entre o animal e seu tutor”, diz a veterinária Fernanda Kubitza.

A escovação dental de ambas as espécies deve apoiar-se em reforços positivos, ou seja, o animal deve ser recompensado com algo que aprecie após a limpeza, como um petisco.

Para os felinos, toda arma é válida, até o catnip! Escovas elétricas também são atrativas. “Não são todos os pets que deixarão uma pessoa colocar a escova dental na sua boca logo de início”, afirma Fernanda. “Assim, orientamos que o tutor siga algumas etapas até finalmente chegar à fase final, com a escova dental”, diz.






Fonte:

http://revistameupet.com.br/higiene-e-cuidados/5-passos-deixe-os-dentes-do-seu-pet-impecaveis/2991/

El Niño trará 'impactos enormes' em 2016, alertam cientistas


Combinação inédita de El Niño intenso e aquecimento global deve elevar bastante as temperaturas no verão brasileiro


O mais forte ciclo do fenômeno climático El Niño registrado até o momento deverá aumentar os riscos de fome e doenças para milhões de pessoas em 2016, alertam organizações humanitárias. Segundo previsões, o El Niño deverá exacerbar secas em algumas áreas e acentuar inundações em outras.
Algumas das áreas mais afetadas estão no continente africano, onde a escassez de comida poderá atingir seu pico em fevereiro. Partes do Caribe e das Américas Central e do Sul também deverão ser atingidas nos próximos seis meses.

Especialistas descrevem o El Niño como um fenômeno climático que envolve o aquecimento incomum das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Suas causas ainda não são bem conhecidas.

Após analisar imagens de satélite, a Nasa (agência espacial americana) afirma que o El Niño de 2015-2016 poderá ser comparado ao que muitos chamaram de "fenômeno monstruoso" de 18 anos atrás.

"Sem dúvida são muito parecidos. Os fenômenos (El Niño) de 1982-1983 e 1997-1998 foram os de maior impacto no século passado, e parece que agora vemos uma repetição", disse William Patzert, especialista em clima do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês) e um dos mais importantes estudiosos do El Niño dos EUA.

O pesquisador afirmou ainda que é "quase fato que os impactos serão enormes".

Esse evento periódico, que tende a elevar temperaturas globais e alterar padrões climáticos, ajudou 2015 a bater o recorde de ano mais quente da história.

"De acordo com certas medições, esse já foi o El Niño mais forte registrado. Depende da maneira como você mede", disse o cientista Nick Klingaman, da Universidade de Reading, na Inglaterra.

"Em vários países tropicais temos observado reduções de entre 20 e 30% nas chuvas. Houve seca severa na Indonésia. Na Índia, as monções (chuvas) foram 15% abaixo do normal e as previsões para o Brasil e Austrália são de redução nas chuvas."

As secas e inundações, e o impacto potencial que representam, preocupam as agências de ajuda humanitária. Cerca de 31 milhões de pessoas estão sob risco de escassez de alimentos na África – um aumento significativo em relação a 2014.

Cerca de um terço dessas pessoas vive na Etiópia, país em que 10,2 milhões de pessoas deverão demandar assistência em 2016, segundo previsões.

El Niño

O fenômeno climático El Niño faz com que águas quentes do Pacífico central se espalhem na direção das Américas do Norte e do Sul.

Ele foi observado por pescadores na costa da América do Sul por volta de 1600, quando as águas do Oceano Pacífico ficaram estranhamente quentes. O nome, El Niño, é uma referência ao menino Jesus. Image copyright SPL Image caption Algumas medições dizem que este e o El Niño mais forte já registrado

Foto: SPLO El Niño acontece em intervalos entre dois e sete anos, normalmente atingindo seu pico no final do ano – embora seus efeitos possam persistir até os três primeiros meses do ano seguinte e durar até 12 meses.

O atual El Niño é o mais forte registrado desde 1998 e, segundo os especialistas, deve ficar entre os três mais poderosos de que se tem conhecimento. Segundo a World Water Organization (Organização Mundial da Água, ou WWO), nos três meses de pico, médias de temperatura na superfície das águas do Pacífico tropical devem ficar mais de 2ºC acima do normal.

Um forte El Niño ocorrido há cinco anos estava ligado a chuvas de monções fracas no sudeste da Ásia, secas no sul da Austrália, das Filipinas e do Equador, nevascas nos Estados Unidos, ondas de calor no Brasil e enchentes no México.

Segundo William Patzert, o fenômeno tem causado a forte seca no nordeste brasileiro, enquanto que no sul do Brasil e norte da Argentina são registradas inundações.

A combinação do aquecimento global com a intensidade do fenômeno esse ano deve fazer com que esse verão seja um dos mais quentes de todos os tempos no Brasil, com as temperaturas ultrapassando facilmente os 40ºC por vários dias seguidos em locais como Rio de Janeiro, Piauí e Tocantins. Segundo meteorologistas, os termômetros podem registrar até 4ºC acima dos valores médios.

Alerta

Segundo a ONU, cerca de 60 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas por causa de conflitos. Organizações humanitárias como a Oxfam, por exemplo, estão preocupadas com o impacto adicional que o fenômeno climático possa provocar, tendo em vista as pressões provocadas pelos conflitos na Síria, no Sudão do Sul e no Iêmen.

As agências dizem que a falta de comida deve atingir seu ponto crítico no Sul da África em fevereiro. No Malauí, autoridades calculam que quase três milhões de pessoas irão precisar de assistência antes de março. 


 Foto: AFP
Fenômeno provocou forte seca no nordeste brasileiro e inundações no sul do Brasil e norte da Argentina

Secas e chuvas erráticas afetaram dois milhões de pessoas em Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua. Há previsões de mais inundações na América Central em janeiro.

"Milhões de pessoas em lugares como Etiópia, Haiti e Papua Nova Guiné já estão sentindo os efeitos da seca e das perdas de lavouras", disse Jane Cocking, da Oxfam.

"Precisamos urgentemente levar assistência a essas áreas para assegurar que as pessoas tenham água e alimentos suficientes. Não podemos permitir que outras situações de emergência ocorram em outras áreas. Se o mundo ficar esperando para responder às crises emergindo no sul da África e na América Latina, não teremos como atender à demanda", acrescentou.

Efeito inverso

Se por um lado os efeitos de El Niño serão sentidos de forma mais aguda nos países em desenvolvimento, no mundo desenvolvido o impacto será sentido nos preços de alimentos.

"Leva algum tempo para que o impacto do El Niño seja sentido nos sistemas sociais e econômicos", disse Klingaman. Image copyright AP Image caption Satélites da NASA mostraram que temperatura do Oceano Pacífico em dezembro de 2015 é semelhante à registrada em 1997, ano em que o El Niño também foi forte

"A tendência, historicamente, é que preços subam entre 5 e 10% para alimentos básicos. Lavouras de café, arroz, cacau e açúcar tendem a ser particularmente afetadas."

O El Niño deve terminar por volta do outono no hemisfério sul (primavera no norte). Mas o fim desse ciclo não é boa notícia tão pouco: esse fenômeno climático tende a ser sucedido pelo seu reverso – ou seja, eventos climáticos conhecidos como La Niña, que podem trazer efeitos opostos mas igualmente danosos.

Segundo cientistas, durante o El Niño ocorre uma imensa transferência de calor do oceano para a atmosfera. Normalmente, como aconteceu no ciclo de 1997/98, essa transferência de calor tende a ser seguida por um resfriamento do oceano – o evento La Niña.

"É possível – mas não estamos certos – que nesse período no ano que vem estejamos falando sobre o reverso de muitos desses impactos", explicou Klingaman.

"Em países onde El Niño trouxe secas, pode haver inundações trazidas por La Niña no ano que vem. É tão devastador quanto – porém, na direção inversa."


Fonte:

Saiba quais foram alguns dos grandes avanços da Medicina em 2015


 
O ano de 2015 foi de grandes avanços na Medicina, entre eles a edição genética, o crescimento da imunoterapia e os primeiros passos rumo a um medicamento que pode reduzir a progressão do Alzheimer.

O feito, realizado na Universidade de Sun Yat-sen, em Guangdong, mostrou que é possível corrigir erros de DNA que levam a um transtorno sanguíneo conhecido como talassemia beta.
Também houve tentativas de criar mosquitos resistentes à malária e criar órgãos de porcos que possam ser usados em transplantes para humanos.
As técnicas têm gerado debates éticos sobre a criação de “bebês projetados” e seres humanos "geneticamente modificados", mas as pesquisas tendem a continuar.

Derrota do câncer?

Os tratamentos de câncer estão à beira de uma grande revolução após um de seus campos mais promissores, a imunoterapia, finalmente chegar à sua maturidade.
Se você tem gripe, seu sistema imunológico busca e destrói o vírus dentro do seu organismo. Já os tumores têm a capacidade de se disfarçar de tecidos saudáveis para evitar tais ataques.

A imunoterapia desfaz o mecanismo de “disfarce”, deixando o câncer exposto aos ataques do nosso próprio sistema imunológico.
Dados de duas grandes pesquisas apresentados no congresso anual da Sociedade de Oncologia Clínica dos Estados Unidos mostraram que a taxa de sobrevida dobrou em pacientes com câncer de pulmão submetidos à esta nova técnica.
Já em casos de melanoma, um tipo de câncer de pele, os tumores encolheram em aproximadamente seis de cada dez pacientes.
Entre as estatísticas, no entanto, há casos importantes.
Alguns dos pacientes evoluíram de um estágio de câncer terminal à ausência completa da doença, comprovando que este é um dos campos mais em evidência da Medicina contemporânea.

Resistência a antibióticos

Uma das questões mais preocupantes na área médica têm sido a resistência a antibióticos e as ameaças que bactérias superpotentes trazem à saúde humana.
Alguns médicos chegaram a declarar recentemente que o mundo estava às margens de uma “era pós-antibióticos” após identificarem bactérias capazes de resistir à colistina, um medicamento usado somente quando todos os outros já falharam.
 
A resistência à esta droga foi identificada em pacientes e cobaias na Europa, África, China e outras partes da Ásia, aumentado as preocupações em torno de um “apocalipse antibiótico”.
Mas apesar das preocupações, há boas notícias.
Uma equipe dos Estados Unidos sinalizou durante este ano que a ausência da descoberta de novos antibióticos, que já dura décadas, pode estar próxima do fim.
Baseados na Universidade Northeastern, em Boston (EUA), os pesquisadores desenvolveram um novo método para criar culturas de bactérias que levaram à criação de 25 novos antibióticos, sendo um deles “muito promissor”, em meio à continuidade dos testes para determinar se as novas drogas podem ser usadas em seres humanos.

Bebê "congelado"

Na Bélgica uma mulher foi a primeira do mundo a dar à luz um bebê usando tecido de seu próprio ovário que havia sido congelado quando ela era adolescente.
A belga, de 27 anos de idade, teve um de seus ovários removido cirurgicamente aos 13 anos devido a um tratamento para anemia que poderia deixá-la estéril. O outro ovário não respondeu ao tratamento com sucesso.
Dez anos depois, os médicos implantaram fragmentos de seu ovário congelado no órgão remanescente e em 11 outros locais de seu corpo, e ela deu à luz um menino.

O rosto de um milhão de dólares

Cirurgiões norte-americanos realizaram em agosto deste ano o transplante de rosto mais completo de que se tem notícia, incluindo o couro cabeludo inteiro, orelhas e pálpebras.

A equipe médica diz que Patrick precisará de mais cirurgias para remover quantidades de pele solta em torno dos lábios e dos olhos. 


Foram 26 horas de cirurgia até que o bombeiro voluntário Patrick Hardison, de 41 anos, tivesse uma nova face.
As queimaduras de terceiro grau em todo o rosto e couro cabeludo foram resultado de seu esforço para tentar resgatar uma mulher que ele acreditava estar presa nas chamas de um incêndio numa casa.
Ele esperou por mais de um ano por um doador que fosse uma combinação perfeita – não só do mesmo tipo sanguíneo mas também com a pele e o cabelo claros, como os dele.
A equipe médica diz que Patrick precisará de mais cirurgias para remover quantidades de pele solta em torno dos lábios e dos olhos.
Também em 2015, no Texas, um homem passou pelo primeiro transplante de crânio e couro cabeludo do mundo.

Demência

No ano de 2015 começaram as surgir os primeiros detalhes de como um medicamento poderia reduzir o ritmo do declínio cerebral de pacientes com Alzheimer em seus estágios iniciais.

Demecia _ Thinkstock
Medicamentos poderiam reduzir em um terço avanço da doença.  


Dados da companhia farmacêutica Eli Lilly sugeriram que a nova droga, conhecida como solanezumab, pode interromper o avanço da demência em até um terço.
Atualmente a Medicina considera impossível interromper a morte de neurônios devido à doença.
Resultados mais completos são esperados para o próximo ano, mas acredita-se que o solanezumab possa aumentar a sobrevida dos pacientes de Alzheimer através de um ataque a proteínas deformadas que surgem no cérebro em decorrência da doença.

Novo acesso ao cérebro

Pela primeira vez médicos pesquisadores conseguiram transpor a camada de proteção do sistema nervoso central de modo que drogas que combatem o câncer pudessem chegar ao cérebro de forma adequada.

 
  Equipes médicas atingiram novo acesso ao cérebro. 

A camada que reveste o cérebro, conhecida como barreira hemato-encefálica normalmente previne infecções e toxinas de chegar ao sistema nervoso central.
A equipe canadense injetou minúsculas bolhas cheias de gás na corrente sanguínea de um paciente para realizar pequenas perfurações temporárias na barreira.
Após as perfurações, os pesquisadores aplicaram ondas de ultrassom através do crânio, fazendo com que as bolhas vibrassem, levando com elas medicamentos quimioterápicos.
A técnica poderia ser usada para diversos fins, entre eles tratamento oncológico, demência, e doença de Parkinson, mas mais estudos são necessários.

Outras notícias médicas que ganharam manchetes em 2015:

  • O primeiro bem-sucedido transplante de pênis foi realizado na África do Sul;
  • Crianças que têm animais de estimação têm menos chances de desenvolver asma;
  • Cientistas da Universidade do Oregon descobriram que todas as pessoas são envoltas por uma “nuvem” contendo milhões de bactérias de seu próprio organismo;
  • Elefantes possuem defesas aprimoradas contra o câncer que podem evitar a formação de tumores;
  • Um homem morreu devido à formação de tumores causada por vermes parasitas cancerígenos crescendo em seus próprios órgãos;
  • Cientistas descobriram que o corpo humano possui um “calendário químico” capaz de detectar as mudanças das estações do ano;
  • Pesquisadores recomendaram que todos os homens deveriam congelar esperma aos 18 anos pelos riscos de serem pais velhos;
  • Registros de DNA da antiguidade mostram que a peste tem sido uma ameaça à humanidade por muito mais tempo do que se pensava;
  • Cientistas dizem ter descoberto uma maneira de testar o quão bem ou mal o corpo está envelhecendo.

Fonte:

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A senciência e a defesa dos animais


 

A senciência dos animais é fato comprovado cientificamente desde dezembro de 2012.

Um grupo de neurocientistas canadenses, chefiados pelo doutor Philip Low, ao fazer estudos comparados, cotejando o cérebro humano ao de um animal, concluiu e subscreveu um manifesto ao mundo científico que os animais possuem consciência como todos nós. Inclusive emoções, sentimentos, o que, na verdade, já se sabia empiricamente. Agora, há respaldo científco, e Low citou também algo marcante — agora, não poderemos mais dizer que não sabíamos.

Entendia-se, primeiramente, que o córtex cerebral na espécie humana seria o responsável pela consciência. Mas, depois de reiterados estudos, concluiu-se que as zonas cerebrais responsáveis pela inteligência, memória, bondade são as mesmas entre humanos e animais.

Sabe-se hoje que os animais sentem tristeza, alegria, por outro animal ou ser humano, no caso, seu tutor. O luto animal, por exemplo, pode alterar o comportamento dele, provocando apatia e letargia.

À luz dos fatos e cientes nós destas novidades, haverá imperiosa necessidade de vermos os animais com olhos diferenciados da bondade e do respeito. Infelizmente, durante milênios, os animais foram vistos como seres de quinta categoria, a serviço da Humanidade, através da alimentação e do esforço, sempre em benefício de todos nós.

No século 17, René Descartes, proeminente filósofo que cunhou a emblemática frase Penso, logo existo, trazia consigo uma concepção meramente radical e antropológica, ou seja, que os animais eram seres mecânicos, desprovidos de dor, portanto, amplamente favorável às pesquisas laboratoriais, como a prática da vivissecção.

Na verdade, essa é uma concepção paradoxal, haja vista que um homem inteligentíssimo, responsável pelo pensamento cartesiano, não poderia pensar desta forma tão cruel e imprudente. Mais tarde, ao final do século 19, o fisiologista francês Claude Bernard definiu-se amplamente favorável a esta prática, possuindo no sótão de sua casa um biotério para estes fins, vivisseccionando os animais. Sua esposa e filha, não suportando mais os gritos dos animais, abandonaram-no, mudando-se de residência e criando a primeira instituição francesa na defesa dos animais.

Hoje, finalmente, sabemos que os animais começam a ser vistos com mais respeito, principalmente, por parte de nossa sociedade, e, inclusive, a cada dia que passa, novos adeptos e simpatizantes da causa em sua defesa surgem, aumentando o contingente de pessoas defensoras dos animais. Os governantes, a partir de agora, terão que atender ao clamor popular a favor dos animais, defendendo leis mais rígidas, em substituição à atual, tão incipiente e não punitiva para crimes de maus-tratos.

No momento a lei que ampara e protege os animais, no caso Lei federal 9.605/98, artigo 32, ainda é tímida, superficial, incipiente, não punindo os que mutilam, abandonam, maltratam os mesmos. Todavia, com a reverberação da causa animal no Brasil, comissões na defesa dos animais surgem a todo instante e, aqui no Rio de Janeiro, temos a CPDA/OAB, Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, assim como comissões da Alerj e Câmara Municipal.

No Brasil, são aproximadamente três milhões os animais abandonados. Contudo, estamos nos fortalecendo para debelar o incêndio da omissão na defesa desta causa.

Fonte: Jornal do Brasil

É constitucional e legal invadir domicílio para salvar animal sob maus-tratos



O que se vê, corriqueiramente, são as ocorrências “caseiras” relativas a maus-tratos a animais (gatos, cachorros, galos, pássaros etc.).

Os proprietários dos bens imóveis – geralmente nossos vizinhos – onde acontecem as práticas de maus-tratos, sejam esses bens casas, apartamentos ou até mesmo empresas, valem-se de sua condição de guarnecedores daquelas propriedades para fazerem as perversidades que muito a mídia escrita e televisa noticia dia a dia.

Muitas vezes viajam em férias ou mudam-se de endereço e deixam os animais sob o frio, o calor, sem água e sem comida, à mercê da própria sorte!

E os tutores, protetores e ativistas ficam a se perguntar diante da evidenciação dos abandonos, espancamentos e envenenamentos que acontecem diuturnamente no interior desses ambientes: o que podemos fazer ante essa situação?; será que podemos invadir essa casa?; ou esse apartamento?; e se invadirmos, poderemos responder a um processo judicial?

Essas e outras dúvidas envolvendo esse assunto serão esclarecidas, objetivamente, a partir de agora!

Todas as vezes que um animal estiver sendo espancado ou mesmo maltratado de outra maneira (acorrentado e/ou sem comida e/ou sem água, sob o frio ou o calor intenso, sendo envenenado ou na iminência de o ser, por exemplo) dentro de um imóvel privado (casa, apartamento etc.), é CONSTITUCIONAL e é, também, LEGAL qualquer pessoa INVADIR o recinto e salvá-lo, independentemente de autorização judicial ou do respectivo proprietário.

Dizendo-se de outro modo, pode-se afirmar que querendo – ou não – o dono do imóvel, qualquer pessoa do povo tem o direito e a polícia tem a obrigação de ingressar no local e resgatar o bicho em sofrimento.

É que nessas situações a Constituição (art. 5º, XI) e as Leis (art. 150, § 3º, II do Código Penal – CP e, ainda, arts. 301 a 303 do Código de Processo Penal – CPP) determinam que em caso de FLAGRANTE DELITO decorrente da prática de CRIME (a exemplo do crime de maus-tratos, na forma do art. 32 da Lei nº 9.605/98 – Crimes Ambientais) a casa pode ser invadida a qualquer hora do dia ou da noite para libertar o animal em aflição.

O STF entende [1] até que a polícia pode invadir local sem mandado judicial a qualquer hora do dia ou da noite para coletar provas, desde que haja flagrante delito no local (como é o caso do crime de maus-tratos a animais) e estejam presentes razões plausíveis para a tomada dessa medida, devendo ser justificada posteriormente em processo próprio.

RESUMIDAMENTE falando, qualquer pessoa do povo, qualquer entidade (ONGs, OSCIPs etc.) ou autoridade ambiental (policiais, fiscais da vigilância de saúde, sanitária etc.) poderá ingressar, a qualquer hora do dia ou da noite, numa casa/lar/domicílio onde for constatado o crime de abandono e consequentes atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações a animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, objetivando resgatá-los e/ou salvá-los.

E nessas situações o invasor que socorreu o animal não sofrerá nenhuma retaliação policial ou judicial, pois agiu em nome da lei para proteger uma vida em perigo de morte!

Importantíssimo, ainda, é que a invasão se dê sempre filmada e fotografada – do início ao fim – para resguardar direitos dos invasores e dos animais resgatados e, após sua conclusão, seja imediatamente lavrado o boletim de ocorrência policial, objetivando responsabilizar civil, penal e administrativamente o agente causador do crime contra o bicho acudido!

[1] Veja-se no site do STF o entendimento mencionado, proferido no RE 603.616, julgado em sede de repercussão geral no dia 05/11/2015:

* Francisco José Garcia Figueiredo é professor de Direito da Universidade Federal da Paraíba.

Por Francisco José Garcia*


Fonte:
http://www.anda.jor.br/01/01/2016/constitucional-legal-invadir-domicilio-salvar-animal-maus-tratos

Como saber se seu animal de estimação tem problemas emocionais

Há sinais para identificar possíves problemas psicológicos nos animais

"Cada vez que vamos sair, Fred grita como se o estivessem matando. Late histericamente quando vê uma moto, bicicleta ou outro cachorro. Corre desesperadamente quando está com a coleira, tanto que já me jogou várias vezes no chão. É simplesmente impossível sair com ele."

María José adotou Fred em novembro de 2013, mas foi em janeiro deste ano que ela começou a se preocupar com a saúde mental de seu animal de estimação.

"Nunca tinha passado pela minha cabeça que um cachorro pudesse ter problemas de estresse ou traumas do passado que podiam aflorar anos depois", diz ela.

"Na primeira vez que Fred pisou em uma clínica veterinária, o veredito foi claro: seu estado físico era tão ruim que o melhor era sacrificá-lo."

Mas María José se opôs. Ela via um cachorro cheio de energia, sempre disposto a brincar e com um apetite insaciável.

Fred tinha traumas após viver nas ruas

Uma de suas patas traseiras estava quebrada, por isso foi preciso colocar um pino em seus ossos. Além disso, seu exame para leishmaniose havia dado positivo.

Durante o tempo que ficou em recuperação, Fred permaneceu em casa, longe das ruas em que havia vivido até ser acolhido por sua dona.

A prioridade para ela era a saúde física de seu animal de estimação. Nunca pensou em sua saúde mental.

Quando Fred começou a sair, ele ficava nervoso, tirava a coleira e latia incessantemente. Um adestrador havia dito a María José que ele tinha um problema com autoridade e por isso disse a ela que castigasse ou premiasse Fred ao seguir ou não suas ordens.

Mas isso não resolveu o problema. Pelo contrário, piorou a situação.

Depois de consultar outros especialistas e ler muito sobre o tema, María José compreendeu que estar na rua causava tanta ansiedade a seu animal de estimação que ele não conseguia obedecer ordem alguma.

"Os cachorros têm memória e traumas. É muito possível que o pânico que Fred sente quando vê motos seja causado pelo fato de ele já ter sido atropelado", diz.

María José levou o cão à organização espanhola de adestramento MiaCrok. Lá, a terapeuta e educadora canina Alab Fernández, que tem ampla experiência com animais abandonados, disse que o estado de Fred era resultado de toda a dor acumulada na rua e nos tratamentos a que foi submetido.

"É como ter dois cachorros: o Fred de casa, doce, tranquilo, leal e obediente, e o Fred de fora de casa: histérico e agressivo com outros cães", afirma.

"Se soubesse a quais sinais de estresse canino deveria prestar atenção, não teríamos chegado a esta situação extenuante e dolorosa para nós dois."

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Fique alerta para estes sinais

Consultamos três especialistas sobre como detectar problemas emocionais em nossos animais de estimação e o que fazer diante deles.

Segundo o biólogo comportamental e psicólogo de animais Dennis Turner, diretor do Instituto de Etologia Aplicada e Psicologia Animal, da Suíça, não se pode ignorar qualquer mudança significativa no comportamento do animal, como:

  • Perda de apetite;
  • Inatividade incomum;
  • Comportamentos destrutivos quando são deixados sozinhos em casa;
  • Tentativas de escapar ou de se esconder.

Para a norueguesa Turid Rugaas, treinadora de cães e considerada uma grande especialista na área, um cachorro pode estar cronicamente estressado se:
Está nervoso, deprimido ou com medo;
Fica incomodado ou se sente ameaçado com muita facilidade;
Apresenta um comportamento histérico;
Não manifesta curiosidade;
Reage com exagero ao toque ou a ruídos.

Para Alab Fernández, há um sinal inconfundível:

"Se você tem de castigar seu cachorro toda hora, algo está errado."

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O que os donos devem fazer?
 

Observar o bichinho com cuidado e objetividade.
Dar atenção especial a mudanças em longo prazo e anotá-las
"Uma vez confirmado que o problema é real e não apenas um capricho no estado de ânimo do animal de estimação, consulte um veterinário behaviorista (linha da psicologia ligada ao comportamento) ou um psicólogo de animais com um diploma de uma sociedade profissional".

Rugaas considera fundamental que os donos saibam o que um cachorro precisa para ter um boa saúde mental. Ele recomenda:

  • Não castigue o animal
  • Não se mostre incomodado ou ameaçador
  • Não o prenda nem coloque coleiras
  • Não jogue galhos ou bolas
  • Não o use para ganhar prêmios
  • Deixe que ele seja curioso e permita que ele explore o mundo por meio de seus sentidos
  • Permita que ele construa sua autoconfiança para que enfrente as situações
  • Alimente-o bem e deixe que durma o suficiente
  • Dê companhia a ele, limite as restrições físicas e estimule-o mentalmente

Para Fernández, a empatia é a chave:
"Ponha-se na pele do cachorro"
Aprenda a se comunicar com seu animal de estimação


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O ambiente

Para Rugaas, quando se fala de uma saúde mental dos cachorros, se fala das emoções que resultam na forma em que foram tratados e das condições em que viveram.

"A saúde mental dos cachorros não tem nada a ver com doenças mentais. Nunca vi um cachorro com uma", diz. "Nosso cachorros podem sofrer de problemas mentais, mas só porque o ambiente em que vivem faz com que se sintam muito mal. Não é porque eles têm uma doença", disse a BBC Mundo.

Segundo Fernández, problemas como hiperatividade e agressividade geralmente têm como fundo o medo.

Mas não existe padrão para detectar transtornos emocionais em cachorros, não só porque cada animal é único mas porque cada dono é único também. Por isso é importante entrevistá-los com atenção e obter respostas honestas.


Especilistas recomendam atenção aos problemas dos animais domésticos


"Eles costumam pedir nossa ajuda para resolver problemas de conduta de seus animais de estimação que estão afetando a eles", diz.

O que é claro para a especialista é que "quase 99% das desordens emocionais dos cachorros se devem a falhas das pessoas que fizeram parte de sua socialização (os primeiros quatro meses de vida são determinantes) e do ambiente em que se desenvolvem".

De acordo com Turner, nosso cachorros e gatos podem sofrer de fobias e outras desordens de ansiedade, como a que provoca a separação, e podem se manifestar com sintomas muito similares aos que as pessoas experimentam quando estão deprimidas.

Também podem desenvolver transtornos compulsivos e neuroses.
Apoio e paciência

Ainda que Rugaas e Fernández falem de problemas emocionais e não de doenças mentais em cachorros, nos Estados Unidos, a historiadora científica Laurel Braitman se dedicou a investigar esse aspecto da vida animal a partir de uma experiência pessoal.

A autora de Animal Madness (Loucura Animal) falou em um TedTalk chamado "Depressed dogs, cats with OCD: What animal madness means for us humans" ("Cães deprimidos, gatos com TOC: o que a loucura animal significa para humanos) sobre seu bichinho de estimação.

"Era um cachorro da raça boiadeiro bernés. Meu ex-marido e eu o adotamos e aos seis meses descobrimos que era um desastre. Sofria de uma angústia de separação de forma que não podíamos deixá-lo sozinho. Uma vez, pulou do terceiro andar de nosso apartamento. Comia tela, coisas recicláveis. Caçava moscas que não existiam. Tinha alucinações. Foi diagnosticado com desordem canina compulsiva e isso era só a ponta do iceberg."

Braitman destacou que o processo de tentar ajudar seu cachorro a superar os ataques de pânico e ansiedade também mudou sua vida.

"Ao tratar de ajudar meu próprio cachorro a superar o pânico e a angústia, minha vida mudou, meu mundo se quebrou por inteiro. De fato passei os últimos sete anos investigando doenças mentais em outros animais. Eles podem ficar mentalmente doentes como as pessoas? E se for isso, o que isso diz sobre nós?", pergunta.

"Descobri que acredito que eles podem sofrer de doenças mentais, e que estudar e identificar doenças mentais com frequência nos ajuda a ser seus melhores amigos e também pode nos ajudar a entender melhor a nós mesmos."

Para Braitman, o apoio, carinho, paciência e o tempo que as famílias dedicam aos animais com transtornos emocionais pode transformar qualquer trauma passado em um experiência positiva.

"Se você acha que seu cachorro ou gato podem estar traumatizados ou deprimidos, provavelmente você tem razão", disse a especialista.

Por isso, como já havia dito Fernández, a empatia é a chave.

E Maria José sabe muito bem disso.

"Meu cachorro tem um problema difícil de solucionar, mas não impossível. Sei que precisa de ajuda profissional e grandes doses de carinho e paciência."




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