domingo, 3 de maio de 2015

Alergias mais comuns nos animais: Sintomas, diagnóstico e tratamento


É muito frequente encontrarmos animais alérgicos?

Sim. Da mesma forma que os humanos, os cães e gatos são frequentemente acometidos de doencas alérgicas. Estima-se que entre 25 a 30% de todos os cães sofrem de alguma doença alérgica. As doenças alérgicas nos cães são a causa mais frequente de consultas nas clínicas veterinárias das grandes cidades.

Quais são as alergias mais comuns nos animais?

Em um país de clima tropical como o nosso, os alérgenos mais importantes são os fungos e bolores, seguidos de inalantes encontrados dentro das casas tais como: lã, algodão, juta/sisal, fumaça de tabaco, carpete e gramas das mais variadas. Em algumas regiões do Brasil, tais como o interior do estado de São Paulo e na região Sul do país, o alérgeno mais importantes é o pólem das árvores. Os alimentos são responsáveis por aproximadamente 10% dos casos de alergias.

Como saber o que está causando alergia no animal?

Descobrir as causas da alergia nos cães e gatos é muito fácil. Já existe no Brasil um teste que é feito com uma pequena amostra de sangue. Este teste verifica se o animal e alérgico para um painel de 90 substâncias. Nós já realizamos mais de 3.600 testes no Brasil desde o ano de 1992.

Se meu animal é alergico e ele cruzar, os filhotes serão alérgicos também?

As alergias tem um forte componente genético e ambiental. Nem sempre filhotes de pais alérgicos vão desenvolver alergias, mas a probabilidade existe e é bem elevada, embora o fator ambiental tambem seja responsável pelo desenvolvimento das alergias. É muito frequente encontrarmos proprietários de cães alérgicos também serem alérgicos. Isto tem uma relação direta onde o animal e o proprietário vivem.

A alergia tem cura?

Não! As alergias não têm cura. Elas podem ser controladas através de vacinas específicas, também conhecidas como IMUNOTERAPIA, que consiste em injetar no animal, de maneira gradativa, concentrações crescentes das substâncias às quais o animal é sensivel. Pode ser feito também o controle das doenças de pele que normalmente estão associadas às alergias.

É verdade que o animal alérgico que se coça o tempo todo pode vir a ter infecção de pele?

Sim, infecções de pele são os sintomas mais frequentemente encontrados nos animais alérgicos. Os animais, quando se coçam com as patas ou com a boca, abrem pequenas fissuras na pele, por onde entram bactérias. Estas bactérias se reproduzem nas camadas internas da pele, causando lesões, algumas delas bastante graves.

A grande maioria dos animais alérgicos é tratada com cortisona. Esse tratamento é eficaz?

Primeiramente, a utilização de cortisonas não se constitui em um tratamento, mas somente um paliativo para evitar os sintomas das alergias. Existem vários tipos de cortisonas ou corticosteróides. As cortisonas de curta duração, aquelas que são eliminadas do organismo em um curto período de tempo, podem ser utilizadas por períodos curtos para diminuir a coçeira. As cortisonas de longa duração, também chamadas de cortisonas de depósito (aquelas injeções de coloração branca aplicadas a cada 15 ou 30 dias de intervalo), não devem jamais ser utilizadas. Apesar de muitos profissionais no Brasil se utilizarem com muita frequência deste tipo de cortisona, não existe no mundo nenhuma indicação técnica para a utilização deste tipo de cortisonas para tratamento das alergias dos cães.

Quando se opta por um tratamento à base de cortisonas, o profissional deve alertar os proprietários dos riscos para a saúde do animal que estes produtos apresentam.

Como podemos tratar as alergias sem o uso da cortisona?

Existem várias alternativas para o tratamento das alergias dos cães e gatos sem a utilização das cortisonas. A principal delas é a imunoterapia, que consiste na aplicação de concentrações dos alérgenos sensíveis por um período de tempo que pode variar de nove meses até toda a vida do animal. As vacinas de alergia consistem em 3 frascos ampola contendo concentrações crescentes de alérgenos (substâncias que causam as alergias). Com a imunoterapia, o animal vai se tornando cada vez menos sensível aos alérgenos. Obviamente, a imunoterapia não deve ser o tratamento único, pois na grande maioria dos casos as alergias vem acompanhadas de várias doencas de pele, que precisam ser diagnosticadas e tratadas de acordo. Existem inúmeras doenças que podem ser confundidas com alergias.

Em quanto tempo podemos observar uma melhora no animal tratado com vacinas?

Aproximadamente 5 meses após o início do tratamento. Isto pode variar de paciente para paciente. Alguns animais começam a manifestar melhora no quadro após um mês, e outros podem demorar até 9 meses para começarem a melhorar.

Ele terá que tomar vacinas a vida toda?

Para a grande maioria dos pacientes a resposta é SIM! As alergias são disfunções imunológicas que devem ser acompanhadas durante toda a vida do animal.



Verminoses: Sintomas, Tratamento e Prevenção

Seu cachorro está com vermes. O que fazer?

Seu cachorro está com vermes? O que fazer.


Verminose é um problema muito comum em animais de estimação. A presença de vermes no cachorrinho pode causar diarreia, falta de apetite, emagrecimento entre outros diversos sinais. Até problemas cardíacos! Não se preocupe! Há maneiras de controlar e evitar que o seu pet adoeça por causa da verminose. 

Tipos de Vermes em cães

Os cães possuem os vermes chatos e os redondos. Há diferentes espécies que habitam o intestino, músculo cardíaco, fígado, entre outros órgãos dos animais. Dentre eles podemos destacar:

Cestóides (vermes chatos):

 • Taenia multiceps
 • Taenia pisiformis
 • Dipylidium caninum
 • Taenia ovis
 • Echinococcus granulosus
 • Taenia taeniaeformis
 • Echinococcus multilocularis
 • Joyeuxiella pasqualei
 • Mesocestoides ssp.
 • Taenia hydatigena
 Nematódeos (vermes redondos):
 • Ancylostoma braziliense
 • Ancylostoma caninum
 • Toxocara canis
 • Toxascaris leonina
 • Trichuris vulpis
 • Uncinaria stenocephala

Sintomas

Muitas vezes, o cão está cheio de vermes e não apresenta nenhum sinal que o dono possa entender como “doença”. Há até os que confundem aquela barriguinha gigante, muito comum nos filhotes, com “está gordinho”. Na verdade, ele provavelmente está é lotado de vermes! É isso mesmo! Aquela barriga enorme dos filhotes não significa uma boa alimentação e sim um pedido de socorro do organismo. Ele está cheio de vermes e precisa de ajuda para expulsá-los.

Além disso, há outros sinais frequentes, que podem vir sozinhos ou não:

• Diarreia;
• Muco nas fezes;
• Falta de apetite;
• Fraqueza;
• Desidratação (secundária a inapetência);
• Emagrecimento progressivo;
• Abdômen dilatado;
• Sangue nas fezes;
• O animal pode esfregar o bumbum na parede ou no chão;
• Fezes mole;
• Vermes nas fezes;
• Vomito;
• Anemia.

É importante lembrar que esses bichinhos, os vermes, se alimentam do que o pet está comendo, ou seja, se ele tem um quadro grave de verminose, a fraqueza virá secundária a ela. É muito importante que o socorro seja imediato e que o protocolo de prevenção seja feito corretamente. 

Tratamento

Se o animal começar a ser tratado sem que ele tenha sinal clínico visível, a administração de vermífugo, associado ou não a um polivitamínico, costuma ser o suficiente. Caso o pet já apresente sinais de desidratação, diarreia intensa, vômito entre outros, além do suporte de medicamentos que será feito em casa, receitado pelo médico veterinário, pode ser necessário internar o pet para hidratação venosa e controle dos sinais clínicos.

Cães de qualquer idade estão sujeitos a ter um quadro de verminose, quando o proprietário descuidar de sua vermifugação rotineira ou deixar de levá-lo para o check up feito pelo médico veterinário. Como em todas as doenças, a prevenção é o melhor a ser feito. 

Como prevenir

A ingestão de ovos de vermes pode ocorrer através do chão, das fezes de outros cães que o pet cheira, entre outros. É praticamente impossível fazer com que um cão saudável e que brinca e passeia com seu dono, nunca tenha contato com vermes. Para evitar um quadro de verminose, o proprietário deve seguir o protocolo médico veterinário de vermifugação. No geral, animais a partir de 45 dias de vida, devem tomar a primeira dose de vermífugos.

A repetição deve ser feita 15 dias depois e, de acordo com cada caso, o profissional irá estabelecer o restante do protocolo. Cães adultos também precisam ser vermifugados e a dose sempre deve ser repetida depois de 15 dias. No geral, os adultos devem receber vermífugos a cada 4 ou 6 meses, de acordo com o protocolo médico veterinário.

Há vários vermífugos e o profissional saberá indicar o melhor e mais seguro. Cães que vivem em cidades litorâneas, por exemplo, precisam de um tratamento diferenciado para evitar o verme do coração.

Amor, carinho e visitas frequentes ao médico veterinário evitarão que o pet sofra com a verminose.
Por: Filipi S. A.

Fonte:

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Identifique a doença do seu bicho pelos olhos


O cuidado com os animais não deriva apenas de uma carteirinha de vacinação em dia, de banho toda semana, água limpa, ração de ótima qualidade, carinho e amor. Você sabia que por estarem em constante contato com o chão, eles podem ter sérios problemas com as vistas?
A maioria dos problemas com os olhinhos dos bichinhos são os quadros inflamatórios de conjuntivite, às vezes causados por agentes irritantes, por xampus e até mesmo por causa de produtos de limpeza. “Por eles estarem com a cabeça muito próxima do chão, alguns produtos usados com frequência, podem ser os causadores da inflamação. Fortes odores podem trazer irritação a esses animais, até mesmo em toda a via aérea, e provocar espirro, tosse e a te a conjuntivite”, explica Luiz Artur Giuffrida, diretor do curso de Medicina da Universidade Guarulhos (UnG). Também pode acontecer de pequenos fragmentos de material inerte, pedaço de vegetal também causarem irritação na face interior das pálpebras nos animais.
Soluções

Segundo Giuffrida, não há um tratamento para ser feito em casa, ou uma solução imediata para estes tipos de caso. O mais coerente é correr para a primeira clínica veterinária, de preferência onde haja especialistas em oftalmologia, e deixar que estes profissionais cuidem do bichinho.
E na hora de lavar o local, use apenas soro fisiológico. E o importante é lembrar sempre de irrigar a solução no olho do animal, sem passar nada que abafe ou que irrite, como algodão ou gaze.
Os sinais

Conheça algumas atitudes dos animais que podem identificar como infecção na região dos olhos:
Lacrimejamento;
Secreção amarela;
Mucosa dos olhos avermelhada
Espasmo da pálpebra;
Olho sempre fechado;
Manchas ou pacificações nos olhos, na córnea ou na esclerótica (parte branca do olho);

Fonte: Portal Armário Feminino

Gatos: loucos por água corrente


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Dieta do bom humor para pets - Saiba como a alimentação pode influenciar a alegria e disposição do seu peludo


Você sabia que o cão que não come bem também pode perder o bom humor assim como nós humanos? Mas não pense que isso significa que você encontrará por aí peludos de mal coma vida ou resmungões – atitudes mais comuns a uma pessoa de regime. Na verdade, o que acontece com os cachorros é que, quando o organismo não recebe os nutrientes necessários, eles podem ficar com falta de energia, letargia, apatia e, em alguns casos, até agressividade. 

Oto, o Boxer de 3 anos da fonoaudióloga Carla Vasconcelos Ferreira, sentiu na pele o bem que um alimento de qualidade pode trazer. Há dois anos, sua dona o levou ao veterinário para saber os motivos que faziam o peludo comer pouco e ficar prostrado. Como Oto não apresentou nenhum sinal de enfermidade, o especialista recomendou a troca da ração por uma premium e cortou os alimentos dados fora de hora. “Ele engordou um pouco e ficou mais ativo do que nunca.”

HUMOR X NUTRIENTES
Conhecer sobre o efeito dos nutrientes no organismo domascote pode ajudar na hora de selecionar a ração mais adequada para o seu peludo. Como explica o especialista Yves Miceli, os cães apresentam dificuldades na digestão dos açúcares (carboidratos): “Quando recebem alimentos com níveis mais elevados desses nutrientes, podem ter um comportamento menos ativo”, ressalta. Os alimentos ricos em carboidratos simples costumam ainda, por dificultar a digestão, causar desconfortos intestinais. Já cardápios com muitas proteínas tendem a manter os animais saciados por um maior período após as refeições, o que auxilia na diminuição da ansiedade característica.

A quantidade de fibras também pode favorecer a dieta, promovendo maior saciedade e fazendo com que o cão fique com menos fome nos intervalos entre as alimentações.“É importante lembrar que não há regras quanto aos efeitos dos alimentos nos cães. Nem todos os animais respondem da mesma forma. 

Como exemplo, um alimento que causa sono em um pet pode causar agitação em outro”, enfatiza Ana Paula. A dica para ter um cachorro saudável é oferecer alimentos balanceados, seja por meio da nutrição caseira ou mesmo industrial. Saiba que animais que recebem ração e outros alimentos fora da dieta podem ser tão prejudicados quanto aqueles que são alimentados de comida caseirades balanceada. 

“Muitos donos se enganam em relação à complexidade de fornecer uma dieta caseira para o animal. Outros oferecem corretamente a ração, mas exageram nos petiscos”, afirma o veterinário Leandro Zaine. “Nesses casos, a supervisão de um nutricionista veterinário pode ajudar a esclarecer todas as dúvidas e preparar uma dieta equilibrada”, orienta.

Revista Meu Pet / Edição 30

Cacatua: Amiga para a vida toda! Da família dos papagaios, as belas aves se apegam aos donos e podem até aprender a falar


Embora semelhantes às calopsitas, as cacatuas na verdade possuemcaracterísticas mais parecidas com as dos papagaios, ambos psitacídeos. Isso porque eles têm em comum o bico curvo e a língua redonda, que facilitam a fala, algo muito apreciado pelos tutores. Originárias da Oceania e atualmente encontradas apenas no Sudeste Asiático e na Austrália, as barulhentas cacatuas são aves grandes: podem atingir de 30 a 70 cm de comprimento.

Outra distinção em relação aos populares faladores é a crista móvel, que pode apresentar cores diversas dependendo da espécie (há cerca de 20 delas na natureza). A inteligência também é um aspecto que chama atenção nos bichos. “Elas são muito inteligentes e conseguem aprender coisas como repetições de palavras, pequenos trechos de música e truques comodançar e brincar com bolas”, completa Ariane Parra, médica veterinária especializada em animais silvestres e exóticos, de Campinas (SP).


Ave de estimação

Um dos motivos pelos quais as cacatuas viraram animais queridos é a sua expectativa de vida: elas vivem de 30 a 75 anos. Ou seja, é perfeitamente possível ter a companhiada ave pela vida inteira. Além da idade e beleza, as cacatuas podem ser ótimos pets seadquiridas de cativeiros, pois são brincalhonas, afetuosas e, como dito, extremamente inteligentes – algumas conseguem imitar a voz humana e aprender a cantar.

Como a ave não é nativa, não precisa de autorização do IBAMA para ser adquirida. Porém, é importante verificar se o criador disponibiliza a anilha, registro e nota fiscal da cacatua.

Como se comportam

Para que a ave seja, de fato, amorosa e receptiva, os criadores indicam adquiri-la com cerca de 3 meses, para que possa se acostumar melhor com os tutores. Ariane observa que, quando mansos, os animais são bastante dóceis e dificilmente bicam. “Porém, uma vez habituado a você, o pássaro ficará tão apegado quanto um cão de companhia: pedirá atenção e se estiver solto, buscará ficar próximo ao dono”, ressalta Emanuel Barros, veterinário de animais silvestres (RJ). Para evitar problemas, nunca o deixe sozinho por longos períodos. Marca característica desses animais, o penacho no topo da cabeça, quando eriçado, indica que a cacatua sente-se bem. No caso de a crista se encolher, provavelmente o animal está irritado.

Dieta especial

Por conta de seu bico curvo e forte, as cacatuas podem se alimentar de castanhas, grãos, sementes e vegetais, como cenoura e pepino. No mercado existem rações extrusadas próprias para psitacídeos: ofereça de 150 a 200 gramas por dia do alimento. “É importante considerar a suplementação com frutas, com exceção do abacate, ou vitaminas, dependendo da orientação do veterinário”, aponta Barros. O especialista ainda recomenda oferecer à ave uma mistura de arenito (como galhos de salgueiro) para que ela tenha algo para roer, coisa que as catatuas gostam muito de fazer.

Dieta balanceada após a castração dos pets - O procedimento favorece a obesidade. Por isso, é preciso adaptar e controlar adequadamente a alimentação dos pets


A indicação dos especialistas para a mudança na alimentação dos pets pós-castração é oferecer um cardápio menos calórico que o habitual, com alimentos light ou específicos para animais castrados. O volume oferecido também deve ser controlado, de acordo com o peso do paciente e o recomendado por um veterinário. O principal a ser alterado é a quantidade de energia da dieta, ou seja, quantas calorias ela oferece por grama de produto.
Segundo a veterinária, para que isso ocorra de forma equilibrada e balanceada no organismo do mascote, a sua alimentação deverá ter mais fibras e menos carboidratos simples e gorduras que o normal. Os demais nutrientes devem ser mantidos para satisfazer as necessidades diárias do animal, de acordo com a faixa etária dele (filhote, adulto jovem ou adulto maduro).
PASSO A PASSO PARA EVITAR A OBESIDADE
1. Programe a cirurgia de castração com antecedência e, com orientação do médico veterinário, mude gradativamente a alimentação do pet.
2. Ofereça dietas de baixa caloria orientadas pelo veterinário e específicas para animais castrados.
3. Controle o volume de alimento fornecido por dia.
4. Estimule o gasto calórico por meio de atividades, passeios e brincadeiras.
5. Controle a oferta de petiscos junto à dieta. Já existem petiscos com menos calorias, considerados “light”.
6. Monitore o peso e a condição corporal do seu pet por meio de check-ups de rotina.