quarta-feira, 30 de março de 2016

Literatura - "A Revolução dos Bichos" questiona a retórica da construção de uma sociedade mais justa e igualitária


A decepção com o stalinismo ou com o autoritarismo ditatorial que desvirtuou os propósitos da Revolução soviética atingiu vários intelectuais europeus que foram comunistas ou simpatizantes do comunismo em meados do século 20. Foi exatamente essa decepção que levou o inglês George Orwell a escrever as duas obras que o colocariam na história da literatura universal: "1984" e "A Revolução dos Bichos".
Neste último o autor tematiza exatamente o fracasso da Revolução e a ascenção do stalinismo, recorrendo ao velho expediente das fábulas tradicionais, ou seja, utilizando-se de animais para representar os homens. O ponto de partida são as reflexões de um velho porco (que representa Karl Marx), o qual constata que os animais, apesar de superiores aos homens, são explorados por eles. Propõe, então, uma revolução que modifique esse estado das coisas.
O porco morre, mas outros porcos decidem levar seus ideais adiante, promovendo a revolução na fazenda onde vivem. Com o auxílio de outros animais, subjugam o dono da propriedade, que passam a administrar, teoricamente em benefício da coletividade animal. Porém, com o passar do tempo, os porcos vão se impondo aos outros bichos e assumem, na prática, o papel que era exercido pelos homens.
Na visão orwelliana do processo revolucionário, os porcos representam os bolchevistas e o desenvolvimento da trama vai mostrá-los assumindo o mesmo papel de domínio e exploração anteriormente exercido pelos homens, que se identificariam com a burguesia.
É impossível discordar do autor no que se refere ao chamado socialismo real. Em todos os lugares do mundo onde ele foi implantado ao longo da história, um partido - e via de regra o líder desse partido - tomaram o lugar da classe social que deveria comandar o processo revolucionário, substituindo a "ditadura do proletariado" proposta por Marx por uma ditadura do partido. Foi assim na União Soviética e em seus satélites do Leste Europeu, na China, no Camboja, em Cuba e na Coréia do Norte.
Dada a difusão das idéias socialistas em toda a América do Sul, a leitura de "A Revolução dos Bichos" continua atual e oportuna, ajudando o leitor a refletir sobre utopias e realidade, bem como a questionar a retórica da construção de uma sociedade mais justa e igualitária, em nome da qual "os fins justificam os meios" (veja plano de aula).

A Revolução dos Bichos

George Orwell

Companhia das Letras

Veja a maneira correta de oferecer comida caseira para os cães

Especialista lista alimentos prejudiciais e outros que podem ser consumidos. 
Prática comum podem trazer riscos à saúde do animal de estimação.


Muita gente gosta de dar a mesma comida que consome para os animais de estimação, principalmente cães, que, segundo estatística do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já são 52,2 milhões no País. O que a princípio pode ser uma atitude de carinho e vínculo com o bichinho também pode representar riscos à saúde dele, caso não tenha um acompanhamento veterinário.
Veterinária Ana Laura com seus cães (Foto: Arquivo pessoal)Veterinária Ana Laura Furigo com seus cães (Foto:
Arquivo pessoal)
"Os cães podem comer comida humana desde que sejam tomados alguns cuidados", afirma a veterinária Ana Laura Furigo. "Eles têm particularidades e alguns alimentos nossos podem ser prejudiciais e até mesmo tóxicos", explica. A especialista diz que, antes de o dono optar por preparar a refeição do cão, deve procurar um médico veterinário para que a alimentação seja balanceada e também na quantidade correta.

Segundo a veterinária, alimentos gordurosos e temperados, chocolates, frutas ácidas, carne suína e açúcares devem ser evitados. "No intuito de agradar o animal de estimação, muitos proprietários acabam oferecendo comidas que, a longo prazo, podem acarretar graves problemas de saúde", afirma Ana Laura.

Dona de três cães, a estudante Tamires Zanetti conta que já deu comida de humanos para os animais. "Eu evito ao máximo fazer isso, mas das três cadelas, duas ficam dentro da minha casa. Então, às vezes eu estou comendo e elas ficam olhando, daí não resisto", conta. Porém, a jovem diz que teve uma experiência nada agradável depois da prática. "O veterinário orientou a não dar mais, porque diz que não faz bem e uma vez aconteceu de elas vomitarem", diz Tamires.

Para a proprietária de uma empresa especializada em alimentação natural para cães, Carolina Tucci, os bichinhos podem fazer refeições com comida caseira, desde que haja uma orientação para que todos os nutrientes necessários sejam adicionados à dieta, e que se evitem os itens prejudiciais. "O animal pode ter problemas nutricionais relacionados ao excesso ou deficiência de nutrientes, o que pode trazer consequências à saúde e se transformar em doenças crônicas e de difícil reversão."
Dieta pode ter verduras  (Foto: Arquivo pessoal)Dieta pode ter carnes magras e vegetais (Foto: Arquivo pessoal)
Alimentos proibidos e permitidos
Carolina Tucci ressalta que é sempre importante saber quais os alimentos que não são recomendados aos cães: chocolate, café, álcool, frutas como uvas e passas, açaí, carambolas, cebolas, macadâmia, pães e biscoitos possuem alto nível glicêmico, ou seja, uma grande quantidade de açúcar, que pode torná-los obesos. "Donos de cães em condições especiais, que já tiveram cálculo renal, por exemplo, não podem comer alimentos como beterraba e vegetais de folhas escuras, como couve", alerta.
Carolina Tucci tem empresa especializada na alimentação de cães (Foto: Arquivo pessoal)Carolina Tucci tem empresa especializada na
alimentação de cães (Foto: Arquivo pessoal)
Já para os animais que não possuem restrição alimentar, os donos podem preparar refeições com carnes magras, carboidratos de baixo índice glimêmico, como batata doce, inhame, arroz integral, vegetais como abobrinha, chuchu, cenoura e folhas verdes. Vísceras, como fígado, também podem ser incluídas na dieta.

Perigos
A refeição natural para cães, caso sejam alimentados com comida humana de forma incorreta, pode tornar os animais obesos ou muito magros, além de desenvolver má formação óssea em filhotes, ter problemas reprodutivos, anemia e queda de pêlos. Entretanto, quando preparada de maneira correta, a alimentação possui benefícios.

"Melhora a pelagem, diminui o odor das fezes e pode reduzir o risco de doenças crônicas em longo prazo, até mesmo o câncer. Mas, para isso, deve ser preparada de maneira correta e com os ingredientes certos", diz Carolina. A empresária do ramo de comidas para animais ressalta que os donos podem procurar ajuda em livros e até encontrar porções prontas. "A pessoa pode contar também com empresas especializadas para preparar e balancear adequadamente as refeições dos cães."
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Cachorro "pega carona" e surpreende passageiros de ônibus: "Parece gente"

Estudante filmou animal dentro de coletivo em Sorocaba.
Cão foi reconhecido em rede social por outras pessoas.



Um cachorro mudou a rotina dos passageiros de um ônibus de Sorocaba (SP) ao entrar pela porta traseira e sentar em um banco vazio. A cena foi registrada nesta quarta-feira (23) pela estudante Isabella Mensatto, na linha do bairro Santa Bárbara. “Todos ficaram sem reação, mas depois começaram a rir”, diz. O cão já é conhecido na região pela simpatia. Além da “carona”, ele também garante alimento com a dona de uma lanchonete (Veja o vídeo acima).
Ao G1, a jovem conta que era um retorno comum da escola até ele aparecer e cativar a todos dentro do coletivo. “Ele entrou, mexeu com todo mundo e sentou no banco. Foi muito engraçado porque ele ficou olhando pela janela e desceu em um ponto do bairro, mesmo não sendo o ponto final. Não acreditei”, se diverte.
Em seguida, Isabella divulgou as fotos em uma rede social. E não demorou para reconhecerem o animal. De acordo com a proprietária de uma lanchonete, Laura Ribeiro, o cão é um “cliente” fiel e costuma entrar à vontade no local. “Dei liberdade e virou nosso amigo. Parece que sabe que gostamos dele e, quando aparece, cumprimenta todos e pede comida. Alimento ele não recusa, mesmo quando acaba de comer”, brinca.
O cão é de rua, segundo a comerciante, e não tem nome. Entretanto, ela e o marido o chamam de “Gentinha”. “Ele é diferente e expressivo, um cão muito especial e para pensar que é gente”, diz.
Dentre as oportunidades de acolher o cachorro, ela lembra que o acalmou em um dia chuva. Sem saber o que estava acontecendo e assustado, o animal procurou abrigo no comércio. “Ele chorou muito e até achei que estava machucado, mas era só medo. Eu o sequei e esperei acalmar”, comenta. A expectativa de Laura é que ele seja adotado por uma família que seja ativa, por ele gostar de passear e interagir.
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Beija-flor - Características, alimentação e reprodução

Os beija-flores são pequenas e coloridas aves pertencentes à família Trochilidae, para qual já foram descritas cerca de 330 espécies. Eles existem apenas nas Américas, onde podem ser encontrados nos mais diversos ambientes, onde ocorrem do extremo da América do Sul até o Alasca, sendo mais abundantes nas regiões próximas ao Equador.

A menor espécie de beija-flor pesa menos de 2 gramas (é o chamado beija-flor abelha) e a maior é o beija-flor gigante, que pesa cerca de 25 gramas e pode viver a mais de 4.000 metros de altitude.

O registro mais antigo desta ave é um fóssil de mais de 30 milhões de anos, que foi encontrado na Alemanha. Como atualmente os beija-flores só existem nas Américas, os cientistas ainda estão em dúvida entre duas hipóteses. A primeira é que eles existiam na Europa, mas se extinguiram há milhões de anos.

A outra é que o fóssil na verdade não pertence a um ancestral do beija-flor, mas sim a outra ave parecida. Esta segunda teoria é a mais aceita, pois se acredita que os beija-flores tenham se originado nas florestas do Brasil, onde competiam com os insetos pelo néctar das plantas, e então se dispersado para o resto do continente americano.
Alimentação do beija-flor
Os beija-flores possuem um bico fino e comprido e uma língua bifurcada com a qual se alimentam do néctar no interior das flores. Embora sejam tão pequenos, podem comer uma quantidade de néctar cerca de duas vezes maior do que o peso de seu próprio corpo. Muitas espécies também comem pequenos insetos e outros invertebrados.

Algumas espécies migram em épocas de escassez alimentar, como uma existente no México, que voa até o Alasca percorrendo mais de 4.000 km. Antes de migrar, os beija-flores costumam passar um período se alimentando intensamente, podendo até dobrar de tamanho em apenas uma semana.

O beija-flor é um importante agente polinizador, já que ao introduzir seu bico na flor em busca de alimento, milhares de grãos de pólen grudam em seu corpo e ele acaba levando-os de uma flor a outra.
Metabolismo dos beija-flores
Os beija-flores possuem uma alta taxa metabólica. Seu coração é responsável por cerca de 15% do volume total do corpo - esta proporção é a maior entre todos os animais. Em repouso, este órgão bate cerca de 500 vezes por minuto, chegando a mais de 1.200 batidas por minuto durante o voo. Em períodos de frio muito intenso ou de falta de alimento, o beija-flor é capaz de baixar seu metabolismo fazendo sua pulsação ficar abaixo de 50 batidas por minuto.

Uma peculiaridade da fisiologia de um beija-flor é que os impulsos elétricos responsáveis pela movimentação de suas asas são muito intensos, sendo mais parecidos com o dos insetos do que com os das outras aves. Suas asas podem bater até 80 vezes por segundo e eles podem permanecer parados no ar, além de serem capazes de voar para trás.
Reprodução e cuidado parental dos beija-flores
Geralmente os machos possuem uma coloração chamativa e brilhante, enquanto as fêmeas possuem cores mais discretas. Os cientistas acreditam que as fêmeas possuem este padrão como forma de camuflagem, ficando menos visíveis aos predadores quando estão no ninho cuidando dos filhotes. Já a plumagem vistosa dos machos atua como uma forma de atrair parcerias para a reprodução.

cuidado parental é realizado exclusivamente pelas fêmeas. Elas constroem o ninho, encubam os ovos e alimentam os filhotes sem ajuda dos machos. Geralmente os beija-flores botam apenas dois ovos e o período de incubação dura entre 15 e 20 dias. A maioria dos filhotes abre os olhos com quatro ou cinco dias e começa a voar após três ou quatro semanas. Em média, estas pequenas aves vivem entre quatro e oito anos, porém existe o relato de um indivíduo que viveu, em cativeiro, por 17 anos.
Alice Dantas Brites, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é graduada em ciências biológicas pela Universidade de São Paulo.

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terça-feira, 29 de março de 2016

Medição aponta piora na qualidade da água de rios nas cidades da região

SOS Mata Atlântica coletou dados entre março de 2015 e fevereiro de 2016.
Índice foi de 'regular' para 'péssimo' no Rio Tietê em Cabreúva (SP).

A ONG SOS Mata Atlântica divulgou um levantamento com a medição da qualidade da água em 183 rios, córregos e lagos de 11 estados brasileiros e do Distrito Federal. O estudo revela que 36,3% dos pontos de coleta analisados apresentam qualidade ruim ou péssima. Alguns rios analisados na região de Sorocaba (SP) e Jundiaí (SP) também tiveram esta qualificação.
Algumas melhorias já foram identificadas, mas ainda há trabalho (Foto: Reprodução/TV TEM)Índice do Rio Sorocaba foi novamente considerado
'regular' (Foto: Reprodução/TV TEM)
Em Cabreúva (SP), o Índice de Qualidade da Água (IQA) no Rio Tietê registrou piora. Foi de "regular", no ano passado, para "péssimo" em 2016. Já no trecho do Rio Tietê que passa por Itu (SP) e Salto (SP), o índice foi considerado "ruim" neste ano. Em 2015, o levantamento apontou como "regular" a qualidade da água em ambos os municípios.
Em Sorocaba, foram coletadas amostras no Rio Sorocaba. O índice de qualidade da água se manteve como "regular" em 2015 e 2016.
Todos os dados foram coletados entre março de 2015 e fevereiro de 2016, em 289 pontos de coleta distribuídos em 76 municípios. A lista completa de rios e pontos avaliados pode ser consultada pelo link.
Avaliação
Os pontos analisados em Cabreúva, Itu e Saltofazem parte dos 41,5% que estão sem condições de usos múltiplos como, por exemplo, abastecimento humano, lazer, pesca, produção de alimentos, dessedentação de animais, manutenção ecossistêmica, abastecimento público com geração de energia e drenagem, por apresentarem qualidade de água ruim ou péssima. Já Sorocaba faz parte dos 52,4% dos pontos que apresentaram índices regulares, em estado de alerta.
Para a avaliação da qualidade da água são considerados 16 parâmetros, incluindo níveis de oxigênio dissolvido, fósforo, nitrato, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes, turbidez, cor, odor, temperatura da água, pH, entre outros parâmetros biológicos e de percepção. O kit utilizado pela SOS Mata Atlântica permite classificar a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).
Trecho do Rio Tietê em Itu, SP (Foto: Prefeitura de Itu/Divulgação)Trecho do Rio Tietê em Itu, SP (Foto: Prefeitura de Itu/Divulgação)
Ações municipaisA Prefeitura de Itu informou, em nota, que atualmente trata 100% dos esgotos da sede administrativa fiscalizada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e que o ponto de descarga fica muito abaixo do ponto de amostragem da ONG. Disse ainda que está com sua segunda estação de tratamento de esgoto pronta para operar, aguardando processo de licenciamento junto à Cetesb.
"O rio Tietê é um rio de domínio estadual e sua carga poluidora tem muita relação com os índices de tratamento da Região Metropolitana de São Paulo, onde a gestão da coleta, afastamento e tratamento de esgoto é de responsabilidade da Sabesp. O ponto de monitoramento do Tietê realizado pela SOS Mata Atlântica localiza-se na Estrada Parque, fora do períte:metro urbano", finaliza a nota.
A Prefeitura de Cabreúva foi questionada sobre a piora no índice, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. A Prefeitura de Salto também não respondeu aos questionamentos, alegando que deveriam ser encaminhados para o Governo do Estado de São Paulo. Já a Secretaria Estadual do Meio Ambiente disse que não vai se manifestar 
Fonte:



Répteis: Primeiros vertebrados a conquistar o ambiente terrestre


Os répteis são vertebrados tetrápodes pertencentes à classe Reptilia. O nome do grupo vem do latim, reptilis, que significa rastejar, e faz referência ao modo de locomoção de muitos desses animais. São conhecidas mais de 8.000 espécies de répteis, espalhadas dos trópicos até as regiões de clima temperado. Esses animais habitam ambientes terrestres, marinhos e de água doce.

Acredita-se que os primeiros répteis tenham evoluído a partir de anfíbios primitivos, há mais de 250 milhões de anos. Durante a Era Mesozoica, uma enorme quantidade de espécies habitava o planeta. Havia uma grande diversidade de formas, tamanhos e hábitos. Existiam desde pequenas espécies até algumas gigantescas, como certos dinossauros, com mais de 20 metros de comprimento. Muitos grupos existentes nessa época, como os dinossauros, encontram-se atualmente extintos.

A conquista definitiva do ambiente terrestre
Algumas características permitiram a conquista definitiva do ambiente terrestre pelos répteis. Essas características estão relacionadas, principalmente, ao fato de eles independerem da água para respirar e se reproduzir.

A pele dos répteis é altamente queratinizada, sem glândulas de muco e revestida por escamas ou placas ósseas. Isso dificulta a perda de água através da superfície do corpo e protege os répteis da dessecação. A pele impermeável não permite a realização de trocas gasosas através da epiderme. Dessa forma, a respiração nos répteis é exclusivamente pulmonar.

A maioria dos répteis excreta ácido úrico, uma substância nitrogenada que é insolúvel em água. As excretas são eliminadas na forma de uma pasta concentrada, representando mais uma economia destes animais em relação à perda de água.

Diversas características presentes nos ovos dos répteis permitiram que eles não dependessem da água para se reproduzir. O ovo desses animais possui uma casca grossa que impede o dessecamento do embrião. No entanto, a casca é porosa, permitindo a troca gasosa entre o embrião e o meio externo. Existem também, internamente, membranas e bolsas, chamadas de anexos embrionários, que participam de funções como a proteção, a nutrição, as trocas gasosas e a excreção dos embriões.

Temperatura corpórea
Os répteis, assim como os peixes e os anfíbios, são animais ectotérmicos (do grego, ektos, fora; e thermos, quente), ou seja, dependem de uma fonte de calor externa para manter a temperatura de seus corpos.

Por isso, costumam procurar lugares ensolarados e quentes, como a superfície das rochas, até se aquecerem. Quando seu corpo ultrapassa a temperatura ideal, por volta de 37o, abrigam-se em lugares de sombra ou entram na água.

A ectotermia geralmente limita a distribuição dos répteis às regiões de climas quentes. Porém, algumas espécies vivem em regiões de clima temperado, hibernando durante o inverno.
Obs.: Os animais ectotérmicos também são chamados de poiquilotérmicos e pecilotérmicos.

Classificação
Os répteis são divididos, atualmente, em quatro ordens: Chelonia (ou Testudinae),SquamataCrocodilia e Rhyncocephalia (ou Sphenodontia).

Quelônios
Os quelônios são as tartarugas, os cágados e os jabutis. São animais herbívoros que ocorrem no meio terrestre, marinho e de água doce. O corpo dos quelônios é recoberto por um exoesqueleto rígido, dividido em duas partes: uma ventral, chamada plastrão, e outra dorsal, denominada carapaça. Não possuem dentes e trituram o alimento com placas córneas presentes no interior da boca.

Lacertílios e ofídios
A ordem Squamata possui o maior número de espécies, divididas em duas subordens: os lacertílios e os ofídios. Os lacertílios são os lagartos e as lagartixas. Seu corpo é revestido por escamas, a língua é móvel e não existem dentes.

Alguns lacertílios apresentam interessantes estratégias de defesa. Os camaleões, por exemplo, são capazes de alterar a coloração de seu corpo de acordo com o substrato no qual se encontram, ficando, desta forma, camuflados. Já as lagartixas podem soltar parte da cauda e fugir quando são atacadas por um predador.

Os ofídios são representados pelas cobras. As cobras não possuem membros, são recobertas por escamas, apresentam uma língua bifurcada na extremidade e possuem dentes. As espécies peçonhentas, como a coral verdadeira e a jararaca, possuem glândulas produtoras de veneno.

Além disso, as cobras peçonhentas apresentam, geralmente, outras características que as distinguem das espécies não peçonhentas: cabeça com formato triangular, ponta da cauda afilada e a fosseta loreal, um orifício localizado entre as narinas e os olhos que funciona como um sensor térmico, capaz de perceber a presença de uma presa graças ao calor emitido por seu corpo.

O fato de existirem diversas cobras venenosas no Brasil não é motivo para pânico. Segundo o Instituto Butantan, embora ocorram cerca de 20.000 acidentes com cobras por ano, apenas 0,5% dos casos são letais. De acordo com o Butantan, o uso de botas de cano alto e de luvas ao mexer em locais que fornecem abrigo às cobras - como montes de folhas, entulhos ou buracos - pode evitar até 80% dos acidentes.

Porém, no caso de uma picada, alguns procedimentos devem ser adotados: a vítima deve ser mantida deitada e deve ser encaminhada ao posto médico mais próximo para receber o soro antiofídico. Se possível, deve-se levar também a cobra, para que a espécie seja identificada e se possa administrar o soro com maior precisão. Em hipótese alguma devem ser feitos torniquetes ou cortes no local da picada, pois isso pode piorar o quadro de intoxicação pelo veneno.

Crocodilianos
Os crocodilianos são representados pelas espécies de crocodilos, jacarés e gaviais. Possuem o corpo revestido por grossa epiderme e placas córneas. Entre os répteis, os crocodilianos são os que atingem tamanhos maiores. Sua mandíbula é muito forte e sua mordida pode matar a presa rapidamente. Vivem próximos a rios e lagos, ou no mar, passando a maior parte do tempo dentro da água.

Rincocéfalos
A ordem Rhyncocephalia é representada, atualmente, apenas por duas espécies, conhecidas como tuataras, que ocorrem na Nova Zelândia. As tuataras possuem um corpo parecido com o dos lagartos, porém, diferentemente destes, não apresentam um órgão sexual copulador.
Alice Dantas Brites, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação é graduada em ciências biológicas pela Universidade de São Paulo.

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Animais são usados no tratamento de pessoas com Alzheimer


Outras terapias alternativas também estão ajudando pacientes em Bauru
É o caso dos exercícios com pessoas que fazem hemodiálise.


Tratamentos alternativos contra doenças estão apresentando cada vez mais evolução aos pacientes.  Em Bauru (SP), um lar para idosos cuida de moradores que possuem dificuldades para andar e falar, mas que também têm Alzheimer. A casa oferece uma terapia sem que os portadores da doença percebam. Este tratamento é realizado com o auxílio dos animais.
Terapia é realizada com o auxílio dos animais.  (Foto: Reprodução / TV TEM)Terapia é realizada com o auxílio dos animais.
(Foto: Reprodução / TV TEM)
O cãozinho Bob é o preferido das vovós que moram no lar. “Eu gosto muito de ter os cachorrinhos por perto”, comenta Dona Gizella Campos Quaggio, de 93 anos. Rosangela Campos Souza, enfermeira e proprietária da clínica afirma que os animais trazem alegria ao ambiente: “O Bob trouxe uma alegria muito grande para a casa. Melhorou muito a autoestima e a convivência com eles”, afirma.
Já no quintal do lar moram dois papagaios. Eles foram adotados por Dona Izabel Alves, de 81 anos. “Eu acordo cedo e a primeira coisa é tratar dos bichinhos”, explica. A responsabilidade de alimentar as aves todos os dias auxiliou Izabel a exercitar a memória.
Pandora faz pacientes cair na risada. (Foto: Reprodução / TV TEM)Pandora faz pacientes cair na risada.
(Foto: Reprodução / TV TEM)
A residência dos vovôs também possui um local para peixes e animais domesticados, que ficam soltos pela casa. Entretanto, a novidade para os pacientes é a Pandora, uma porquinha que faz todos sorrir.
“Ficou um lar mesmo, não apenas uma casa de idosos, ficou uma família, onde tem animais, onde tem cachorro... Eles se sentem como se estivessem na casa deles mesmo”, diz a cuidadora Tainá Carla.
Exercícios na hemodiálise
Já no Hospital Estadual de Bauru, pacientes que fazem hemodiálise têm a oportunidade de se recuperar fisicamente enquanto estão conectados às máquinas que fazem o tratamento. Um grupo de educadores físicos e fisioterapeutas faz uma série de exercícios nos pacientes.
Perda de massa muscular causa influência na locomoção do paciente. (Foto: Reprodução / TV TEM)Perda de massa muscular causa influência na
locomoção do paciente (Foto: Reprodução / TV TEM)
De acordo com médicos, o estado de saúde do paciente reflete na perda de massa muscular e causa influência na locomoção e bem estar do portador de insuficiência renal. “Eles acabam tendo emagrecimento, muitas vezes desnutrição nesse período e isso acaba refletindo na parte muscular”, explica Tricya Nunes Vieira, médica nefrologista.
Há aproximadamente cinco anos, Aparecido Dutra  faz hemodiálise. Depois que começou a praticar exercícios no hospital, ele ganhou mais disposição e melhorou a autoestima. “Exercício é saúde para o corpo, para a mente, para tudo”, diz.
História para os autistas 
A Associação dos Familiares e Amigos do s Portadores de Autismo de Bauru – AFAPAB, atende 15 crianças e adolescentes portadores de autismo e a contação de histórias faz os pacientes evoluírem.
“O contar histórias trabalha as maiores dificuldades deles que é interagir, que é olhar, que é imitar. Veio como um complemento criado por professores aqui de dentro que a gente viu uma evolução incrível nessas crianças”, explica a pediatra e presidente da instituição Kátia Semeghini Caputo.
De acordo com pesquisas, esses métodos auxiliam na evolução dos tratamentos e até estacionam algumas doenças.
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De acordo com pesquisas, os métodos auxiliam na evolução dos tratamentos. (Foto: Reprodução / TV TEM)