segunda-feira, 28 de março de 2016

Nos últimos anos, houve um aumento de interesse por animais raros e exóticos


A razão para isso acontecer tem sido amplamente discutida. Parece-me que passa por várias razões, como o status (o meu é melhor e mais raro que o teu); o mestre e tratador prestigiado (como não há informação disponível, eu sei mais que tu); asrazões exibicionistas (estás a ver? eu tenho! não é … diferente?); a preguiça e a busca do animal tamagochi (come menos, dorme mais, suja menos, chateia menos… e se morrer logo nasce outro!) e por último, por interesse e paixão por determinadas espécies.


Gostar da espécie pressupõe gostar do trabalho, gostar de criar ambientes fantásticos, (ser capaz de) manter rotinas difíceis e complexas em termos de tratamento e manutenção, de se importar realmente com o as condições ambientais que se proporciona a determinado animal.
É sobre os últimos tipo de donos que me quero debruçar e gosto de acreditar que se encontram em maioria.
No caso das espécies mais fáceis de encontrar e manter em condições ambientais favoráveis, temos o hamster, o gerbo, a ratazana, o porquinho da índia e o coelho, não necessariamente por esta ordem em termos da dificuldade de manutenção, até porque depende do tipo de trabalho que o dono mais gosta de fazer. Se o hamster tem um cheiro mais intenso, o coelho (por exemplo) necessita de um espaço muito maior.
O hamster será porventura o mais fácil de encontrar e mais acessível em termos de custo inicial, embora não possa considerar que os restantes se encontrem fora do alcance da maioria das carteiras. Se o hamster, porquinho e coelho são mais vulgares, os restantes exóticos, incluindo as ratazanas e os gerbos, estão em franca ascensão na “lista” de animais mantidos para estimação, sendo cada vez mais apreciadas as suas qualidades.
Inicio aqui uma breve análise de cada um dos animais exóticos que proponho para principiantes a fim de se verificar os pontos essenciais para manutenção de cada um deles.

Hamster

Existem à nossa disposição diversas espécies e variedades de hamsters. As diferenças entre espécies devem ser tidas em consideração, já que se uns são gregários ou sociais, outros são solitários, assim como existe diferença entre necessidades de espécie para espécie.
Muita gente opta pelo hamster apenas por ser barato, pois quando morre, compra-se outro (o que demonstra uma total falta de civismo). A meu ver, a todo o animal deve ser proporcionado uma vida digna com todas as condições necessárias ao seu bem estar.
Embora os custos de manutenção deste animal sejam baixos, o seu alojamento e cuidados veterinários a que deve ter direito, podem tornar-se numa despesa significativa. Portanto há que ter em consideração as despesas extra, antes de decidir adoptar um (ou mais) hamster. Este tipo de reflexão pode, e deve, adequar-se a todo o animal que não pediu para nascer e que se encontra em cativeiro.
No caso do hamster (e em qualquer outro animal) o primeiro passo passa por reunir o maior número de informação fidedigna utilizando meios diversificados como Internet, livros, revistas, conhecimentos provenientes de pessoas experientes, não esquecendo nunca que devemos fazer uma avaliação crítica de toda a informação que nos é apresentada.
O hamster é o mamífero exótico de estimação por excelência devido à facilidade de manutenção e à sua divulgação no mundo moderno. É indicado para principiantes e atractivo devido à quantidade de variedades, de cores e de pelagens.
Como “contras” apenas vejo a questão do cheiro almíscarado que exalam, que se para alguns não faz qualquer diferença, para outros é verdadeiramente insuportável. Claro que mesmo para os mais sensíveis, a manutenção do alojamento em condições de salubridade óptimas atenuam ou quase eliminam qualquer odor.
Também deve ser considerada a questão da agressividade, embora a escolha de um bom exemplar proveniente de um bom criador, reduza exponencialmente a possibilidade de levar um hamster “refilão” para o seio da nossa família.

Onde comprar um hamster?

Prefira ambientes caseiros e criadores considerados competentes na área. Muitas vezes a diferença de preço não é significativa e o carácter do animal é completamente diferente.
É importante também tentar obter um animal de características morfológicas correctas e de carácter equilibrado a fim de combater as pragas de “criadores de vão de escada” que se têm observado, de pessoas sem escrúpulos que tanto se lhes dá que a progenitora seja bem ou mal tratada ou que tenha crias até à exaustão, pois afinal “só custou 5 euros”.
Escolher um hamster habituado ao maneio facilitará também a relação a ser criada com o mesmo.

Como escolher?

Apesar de existir um ou outro hamster que chama mais a atenção, principalmente se estiver em minoria na ninhada (como por exemplo um creme numa ninhada de pretos), devemos prestar atenção primordial ao estado do animal.
Deve ter os olhos brilhantes sem quaisquer mucos, inflamações ou lacrimejantes. O pêlo deve estar brilhante, sem sujidade, falhas, feridas ou pústulas. Deve ter os dentes amarelos (quanto mais idade tiver, mais amarelos devem ser). O seu comportamento diurno deverá ser mais calmo e com mais horas de sono, devendo, no entanto, reagir ao toque. Não deve ser agressivo nem demasiado amorfo.
As questões mais frequentes sobre hamsters aparecerão explicadas na bibliografia que consultar, já que as informações sobre os mesmos estão de sobremaneira estudadas e divulgadas nos mais diversificados suportes.
Gerbo da Mongólia
O gerbo da mongólia é outro dos animais indicados para principiantes, cuja vantagem se centra na quase total ausência de odores desagradáveis, dada a origem desértica do mesmo.
O gerbo é sociável e curioso por natureza, sendo um animal indicado para crianças ( que tenham sido devidamente educadas a lidar com animais deste porte), jovens e adultos.
A maior desvantagem do gerbo (para grande parte dos indivíduos) é a existência de cauda comprida, que causa uma certa repugnância em muita gente. Outro dos “contras” do gerbo é que são “roedores natos”, os “ases da destruição”, logo, qualquer material de madeira ou plástico que tenham à disposição será roído.
O gerbo é, para mim, um dos animais mais simples de manter se conhecermos os cuidados básicos que devemos prestar a esta espécie.

Como escolher um gerbo?

Devemos ter em atenção as mesmas características enunciadas nos hamsters, tendo especial atenção a faltas de pelo na base da cauda. Os gerbos têm vindo a ganhar terreno no campo do animal de estimação ideal, devido à sua meiguice e facilidade de manutenção. A sua variedade de cores e padrões, também é muito apelativa.
Ratazana
A minha terceira escolha para principiantes, e também a minha favorita.
Apesar da péssima fama da ratazana devido à associação com o lixo e com um vector transmissor de doença – especialmente ligada à peste bubónica (malditas pulgas) – a ratazana tem vindo a crescer como animal de estimação devido às apelativas características que apresenta.
A ratazana é uma excelente companhia especialmente devido à inteligência superior, se comparada com alguns dos restantes roedores, bem como a capacidade de interacção com o ser humano. Apesar da associação passada, a ratazana é um animal bastante limpo, cuidando da sua higiene diária com muito afinco (tal como um gato).
O maior “contra” que vejo na ratazana, na minha opinião, cinge-se ao facto de ser um roedor de porte médio, logo, especialmente se for macho, necessita de um alojamento de dimensões razoáveis (adequadas) e de limpeza regular.
Convém também ter muito cuidado com a escolha do criador e exemplar. A ratazana deve ser escolhida de modo a que tenham sido excluídos de criação (na medida possível) a maior parte dos problemas de saúde e de agressividade.
Todos os conselhos dados anteriormente para a escolha dos outros mamíferos exóticos são comuns à ratazana, no entanto, neste animal deve também prestar atenção à existência de borbulhas nas orelhas e cauda (sinais de sarna sarcópica) e de “cauda quadrada” ao invés da cauda roliça (sinais de sub-nutrição).


Porquinho-da-Índia
Sem dúvida um dos animais exóticos que apresenta menos problemas em termos de agressividade.
O porquinho é apelativo devido ao seu tamanho, facilidade de maneio e grande capacidade de comunicação. Claro, que devido ao seu porte, será necessário um alojamento de grandes dimensões e trabalho na limpeza de modo a manter um bom nível de higiene e de salubridade.

Quando, onde e como?

Em Portugal já existe um clube devidamente legalizado que trabalha com as raças de porquinho da índia, dinamizando exposições e lutando para que a criação de porquinhos seja feita de forma adequada. Nada melhor que pedir a lista de criadores ao respectivo clube para encontrar um exemplar.
Em termos de saúde o porquinho da índia deve ter sempre os olhos límpidos e brilhantes sem quaisquer infecções purulentas. O pêlo deve estar limpo, sem caspa, falhas, feridas ou piolho. As patas devem apresentar uma cor normal sem feridas, bolhas ou calosidades. As unhas não se devem encontrar retorcidas.


Coelho
Por último escolhi o coelho. Não fazendo parte dos roedores e sim dos lagomorfos, encontra-se ainda dentro dos animais adequados para principiantes nos mamíferos exóticos de fácil manutenção.
Apenas o seu porte o torna num animal um pouco mais complicado que os anteriores, dado que devemos suprir as suas necessidades em termos de espaço.
Dado que até à data ainda não existe uma entidade portuguesa responsável por esta espécie, há que procurar um criador que se responsabilize pela saúde das crias (e dos progenitores) e que mantenha os seus coelhos vacinados contra as doenças que os afectam (como a mixomatose e a febre hemorrágica viral).
O coelho que escolher deve ter os olhos límpidos e não apresentar altos ou hematomas especialmente se se localizarem nos olhos, orelhas e mucosas. todas as indicações em relação a falhas de pelo e feridas são válidas e deve-se prestar atenção à colocação dos dentes (dentes compridos demais ou tortos significa problemas).
Lembre-se que cada um dos animais anteriores tem uma esperança média de vida entre dois a quatro anos, à excepção dos de maior porte que podem atingir os dez anos de idade. Está preparado para dividir o seu tempo com eles?
Boas escolhas!

Fonte

Como Eliminar Pulgas em Cães e Gatos

As pulgas são um dos maiores pesadelos que assombram os donos de cães e gatos.
Principalmente nos meses mais quentes, como no Verão, conseguem infestar rapidamente um animal e a casa inteira onde ele vive. Não é por acaso que a pulga é “apenas” o parasita externo mais comum que existe em cães e gatos.
Apesar de ser uma praga mais antiga que o próprio ser humano, muitas pessoas com animais de estimação não sabem como eliminar as pulgas de forma segura e eficaz. Existe uma vasta gama de produtos destinados a eliminar pulgas, mas só funcionam quando bem escolhidos tendo em conta o animal, o ambiente e as diferentes etapas da infestação. Uma má escolha do produto pode inclusive colocar em risco a saúde do seu amigo, pelo que não deve descuidar este assunto.
Mas então, o que é preciso fazer para conseguir acabar com as pulgas?
Neste artigo, vamos indicar-lhe quais as melhores soluções para o conseguir, mas primeiro, precisa de “conhecer o inimigo”: o que são pulgas, os seus hábitos, ciclo de vida e como se propagam no seu animal e na sua casa. Aconselhamos a ler o artigo completo – infelizmente não existem atalhos rápidos ou soluções instantâneas, masquanto melhor você conhecer as pulgas, melhor as conseguirá eliminar e prevenir que reapareçam.

O que são pulgas?

Pulgas em gatoAs pulgas são insetos que gostam de temperaturas quentes, humidade e que se alimentam do sangue (hematófagos) de animais com sangue quente, especialmente cães, gatos, coelhos, esquilos, guaxinins, ratos e sim, seres humanos. Apesar de poderem parecer todas iguais – castanhas escuras e do tamanho da cabeça de um alfinete – já foram descritas mais de duas mil espécies de pulgas em todo o mundo.
Uma das principais características das pulgas é a sua enorme capacidade de salto: conseguem catapultar-se até cerca de 200 vezes o seu próprio tamanho. Quando encontra uma pulga e a tenta apanhar, o salto é a sua arma de defesa para escapar.
Uma pulga pode viver até um ano (ou mais em determinadas condições) e, no caso das fêmeas, pôr mais de dois mil ovos durante a sua vida. Não admira que o número de pulgas numa infestação aumente tão rapidamente.

Como se transmitem e propagam?

As pulgas transmitem-se através do contacto com animais infetados ou com ambientes onde elas estejam presentes. As pulgas que parasitam cães e gatos não estão relacionadas com qualquer tipo de classe social ou condições de higiene, pois basta passear com o seu cão num jardim onde tenha passado anteriormente outro animal com pulgas, para as poder trazer para casa.
Uma vez em casa, basta uma pulga fêmea colocar ovos para dar início à infestação.
Ciclo de vida das pulgas
Os ovos caem do pêlo do seu animal e ficam instalados em frestas de soalho, carpetes, a cama do animal, o seu jardim (se for o caso), ou outros locais menos acessíveis. Estes ovos desenvolvem-se e deles nascem larvas, que se deslocam para locais quentes ao abrigo da luz, sendo as frestas dos soalhos os seus locais de eleição.
As larvas vão-se alimentando da matéria orgânica que encontram pelo chão, principalmente no pó. Estas larvas evoluem para um casulo, onde aguardam condições favoráveis para eclodir. Basta pressentirem um ligeiro aumento de temperatura, ou a respiração (dióxido de carbono) de um animal, para eclodirem empulgas adultas.
Como o ciclo de vida das pulgas – desde o ovo à pulga adulta – está dependente das condições que encontra no meio, a limpeza e desinfeção da casa é um dos passos mais importantes para as eliminar. Já lá vamos.

Quais os perigos das pulgas para a saúde?

As pulgas não são simplesmente parasitas incómodos. Podem mesmo causar doenças e transmitir parasitas internos:
  • A saliva que a pulga injeta para melhor sugar o sangue, pode provocar irritação, eczemas e outras doenças cutâneas, como a DAPP (Dermatite Alérgica à Picada da Pulga);
  • Se o número de pulgas for elevado, o animal pode ficar anémico devido à quantidade de sangue perdida;
  • As pulgas podem transmitir parasitas internos como é o caso do verme intestinalDipylidium caninum, que além de infetar o intestino dos cães e dos gatos, também é transmitido a seres humanos, em especial crianças;
  • O constante desassossego do animal, em stress com a comichão incessante, pode levar o animal a comer menos, tornar-se deprimido e até agressivo, dependendo da sua personalidade.

Como eliminar as pulgas

Como eliminar as pulgas
Um dos erros que as pessoas frequentemente cometem ao tentar eliminar as pulgas, é só desparasitarem os seus animais.
A verdade é que quando encontra uma pulga no pêlo do seu animal, isso significa muito provavelmente que a sua casa já terá uma infestação em curso, em particular de ovos e larvas. Dizem as estimativas que os animais possuem apenas entre 5 a 10% das pulgas presentes em casa.
Portanto vamos começar a desinfestação por eliminar as pulgas do ambiente / casa.

Em casa

Eliminar pulgas dentro de casa
  • Aspire tudo o que for possível: chão (principalmente frinchas), carpetes, móveis (por baixo e nos cantos), caixas de transporte, tapetes, almofadas, sofás, porão (se for o caso), etc;
  • Tenha especial atenção em zonas mais húmidas e que não estejam muito expostas à luz do Sol, pois é onde as larvas se refugiam até se tornarem pulgas adultas;
  • Quando terminar de aspirar, coloque o saco do aspirador dentro de outro saco ou recipiente isolado (para evitar fuga de pulgas) e deposite-o fora de casa no ponto de recolha de lixo habitual;
  • Lave toda a roupa em que o animal tenha estado em contacto, em especial das camas (a dele e a sua), com água bem quente;
  • Note que a eliminação das pulgas pode demorar um par de semanas ou mesmo um mês, pelo que as lavagens e aspirações devem ser repetidas com frequência até que não existam quaisquer pulgas no ambiente;
  • Se for uma infestação mais grave, poderá ter de recorrer a um inseticida antipulgas em casa, sendo mais recomendado o Biokill. Caso escolha outro produto, tenha muita atenção aos rótulos para se certificar que não corre o risco de intoxicação de pessoas e animais;
  • Em casos de gravidade extrema, recorrer aos serviços de uma empresa de desinfestação poderá ser necessário.

Nos animais

Antipulgas para cães e gatos
A desparasitação nos animais deve começar após ter feito a primeira aspiração e limpeza em casa. Todos os cães e gatos em casa devem ser tratados, mesmo que acredite que apenas um deles está com pulgas.
Tenha atenção que alguns antipulgas para cães, como o Advantix e o Pulvex, são altamente tóxicos para gatos. Os gatos são particularmente sensíveis a certas substâncias e facilmente intoxicáveis.
Certifique-se que o produto que vai utilizar é 1) de uso veterinário e 2) indicado para o animal que pretende desparasitar. Consulte primeiro o seu veterinário para dissipar qualquer dúvida.

Os melhores produtos antipulgas para cães e gatos

Apesar de existirem diversos tipos de produtos, não aconselhamos o uso de sabonetes ou champôs antipulgas (salvo recomendação do seu veterinário), devido ao fraco efeito residual assim que é enxaguado e por alguns riscos associados a animais idosos ou debilitados. Tenha também especial cuidado com talcos antipulgas ou outros venenos inseticidas, pois podem ser tóxicos para os animais e criar problemas sérios, inclusivamente fatais.
De seguida deixamos-lhe uma breve apresentação dos produtos antipulgas mais seguros e recomendados:
Advantage para gatos e cães

Advantage

Cães: Sim
Gatos: Sim
Tipo: Pipeta
Eficaz contra: Pulgas (adultas e larvas) e piolhos
Saber mais: BayerVet (Portugal) |BayerPet (Brasil)
Frontline para gatos e cães

Frontline

Cães: Sim
Gatos: Sim
Tipo: Pipeta
Eficaz contra: Pulgas (adultas, larvas e ovos), carraças e piolhos
Saber mais: Frontline (Portugal) |Frontline (Brasil)
Program para cães

Program

Cães: Sim
Gatos: Sim (Program S7)
Tipo: Comprimidos, ampolas ou injetáveis
Eficaz contra: Pulgas (apenas larvas e ovos)
Saber mais: Novartis (Brasil)
Advantix para cães

Advantix

Cães: Sim
Gatos: Não
Tipo: Pipeta
Eficaz contra: Pulgas (adultas e larvas) e carraças
Saber mais: BayerVet (Portugal)
Pulvex para cães

Pulvex

Cães: Sim
Gatos: Não
Tipo: Pipeta
Eficaz contra: Pulgas (adultas), carraças, piolhos e mosquitos
Saber mais: Pulvex Spot-On (Portugal) |Pulvex Pour-On (Brasil)
Coleira Scalibor para cães

Scalibor

Cães: Sim
Gatos: Não
Tipo: Coleira
Eficaz contra: Pulgas (adultas), carraças e mosquitos (previne algumas doenças nos cães como a Leishmaniose)
Saber mais: Scalibor (Portugal) |Scalibor (Brasil)

Como prevenir o reaparecimento das pulgas?

Evitar reaparecimento das pulgas
Após eliminar com sucesso as pulgas do seu animal e da sua casa, deve adotar medidas preventivas para que estas não reapareçam. Como em muitos problemas, a prevenção é o melhor remédio.
Existem algumas dicas práticas que pode aplicar, para evitar que as pulgas voltem a entrar em sua casa. Nomeadamente:
  • Manter o ambiente limpo e arejado, evitando a humidade excessiva;
  • Aspirar frequentemente a casa e ter especial atenção a cestas e roupas em contacto com os animais (como as camas deles);
  • Encerar os soalhos, pois a cera é tóxica para as pulgas;
  • No jardim / exterior, pode aplicar produtos biodegradáveis contra pulgas.
Quanto ao seu animal, certifique-se de que lhe dá banho frequentemente (nos cães,menos frequente nos gatos) e de que não entra em contacto com outros animais que possam ter pulgas.
Caso tenha dúvidas sobre qual o produto mais aconselhável para o seu animal, ou se o seu animal foi afetado por outros problemas associados a uma infestação de pulgas (como alergias e parasitas internos), deve consultar o 
veterinário assistente, que saberá qual a melhor estratégia a adotar.



Fonte

quarta-feira, 23 de março de 2016

Chocolate pode provocar danos à saúde dos animais e até levar à morte

Substância presente no doce provoca vômito, arritmia cardíaca e coma.
Especialista afirma que a dose letal é a partir de 250 mg por quilo.



Do G1 Sorocaba e Jundiaí
Gatos não costumam se entusiasmar com o doce, mas também podem ter problemas (Foto: Divulgação)Gatos não costumam se entusiasmar com o doce, mas também podem ter problemas (Foto: Divulgação)


Quando falamos em Páscoa, ele logo vem à mente: o chocolate. Ao leite, meio amargo, branco... a variedade é enorme. E muitos donos de pets não resistem ao olhar meigo dos bichinhos e acabam dando um pouco do doce para eles. Mas o que muitos não sabem é que dar chocolate para cães e gatos pode provocar sérios danos à saúde e até levá-los à morte.


O que faz mal para os animais é uma substância presente na guloseima, a teobromina. Segundo Carla Berl, veterinária e diretora de uma rede de hospitais veterinários, chocolates mais escuros, puros e concentrados contêm níveis mais elevados de teobromina, o que os torna ainda mais perigosos para os bichinhos. "A dose tóxica para cães é em torno de 100 a 150 mg por quilo e a dose letal situa-se entre 250 e 500 mg por quilo. Gatos também podem ter problemas ao ingerir chocolate, mas eles não costumam se entusiasmar muito pelo doce", explica.
Carla Berl, veterinária e diretora de uma rede de hospitais veterinários (Foto: Arquivo pessoal)Carla Berl, veterinária e diretora de uma rede de
hospitais veterinários (Foto: Arquivo pessoal)
A veterinária conta que os principais sintomas de intoxicação, tanto em cães quanto em gatos, são vômito, diarreia, náuseas, arritmias cardíacas, polidipsia e poliúria (que é quando o animal bebe água e urina mais do que o normal, respectivamente). Convulsão e hemorragia intestinal podem ocorrer em casos mais graves. Quando a teobromina é ingerida em grandes quantidades, segundo a veterinária, pode haver excitação e hipertensão moderada nos animais.
A veterinária afirma que raças de pequeno e médio porte são mais sensíveis e que animais jovens e filhotes costumam ingerir mais chocolate porque são curiosos e querem provar de tudo. "Os sintomas de intoxicação podem se iniciar em poucos minutos ou até mesmo no dia seguinte. Isso irá variar de acordo com a sensibilidade do animal", afirma Carla Maion, nutricionista da mesma rede de hospitais.
"Não existe um antídoto para a intoxicação com teobromina e o tratamento deve ser realizado de acordo com o sintoma apresentado pelo pet. Se a ingestão for recente, até três horas, a indução ao vômito deve ser instituída, seguida de lavagem gástrica e hidratação", explica a nutricionista. Ela conta que em casos mais graves, onde o animal pode apresentar convulsões, paradas cardiorrespiratórias e coma, é recomendada a internação
Fonte:

Animais têm a vida ameaçada pelas rodovias - Passarelas ajudam a proteger a fauna silvestre.

O Terra da Gente traz uma reportagem sobre o perigo que animais como onças, bichos-preguiça, tamanduás e lobos-guará enfrentam ao atravessar as rodovias. Dados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologias de Estradas mostram que cerca de 5 milhões de animais são atropelados por ano no Brasil.


O lobo-guará Wolverine, apelido associado aos implantes metálicos colocados durante a cirurgia, foi atropelado há dois anos e hoje está abrigado no Zoológico de Paulínia. Apesar do procedimento, Wolverine ainda não pode voltar à natureza, pois os ossos ainda estão danificados.
Um pouco mais de sorte teve a onça-parda Guru, atropelada às margens da estrada que liga Jaguariúna à cidade de Pedreira, no interior de São Paulo. A perna, que sofreu uma fratura séria, foi recuperada graças a uma cirurgia que possibilitou ao animal voltar à liberdade.
A soltura é monitorada via satélite pela ONG Corredor das Onças. Por meio do colar de monitoramento, a equipe consegue medir o percurso que Capivari, outra onça solta na mesma região que Guru, já percorreu. Saudável e forte, Capivari deu a volta pela metrópole de São Paulo e agora explora as florestas da Serra do Mar.
Para que acidentes como os de Wolverine, Guru e Capivari não se repitam, o ideal seria que as estradas tivessem locais apropriados para passagem, defende Márcia Gonçalves, bióloga do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Passagem de fauna 1 (Foto: Rodrigo Sargaço/TG)Tamanduá é um dos animais de grande porte ameaçado pela construção de rodovias (Rodrigo Sargaço)
Fonte:

Finalmente esta estranha criatura foi identificada

A paisagem natural de 300 milhões de anos atrás certamente tinha estranhas criaturas, parte das quais são difíceis de classificar.

O animal acima é uma destas criaturas. Descoberto em 1958 por Francis Tully, e apelidado de “Monstro de Tully”, ele tem desafiado os paleontólogos. É um molusco? É um verme?

Descoberto o mais antigo fóssil humano com 2,8 milhões de anos

Em trabalho recentemente publicado na Nature, a Dra. Victoria McCoy, da Universidade de Yale, identificou o estranho ser como um provável ancestral ou parente da lampreia.



A equipe da Dra. McCoy examinou mais de 1.200 exemplares e chegou à conclusão que uma certa estrutura aparente nos fósseis não era o sistema digestivo, mas uma notocorda, um órgão que mais tarde veio a dar origem à coluna vertebral.

Além da notocorda, o pequeno animal de 10 cm também tem guelras, dentes de queratina (o mesmo material das unhas e cabelo), um corpo alongado e segmentado, e uma nadadeira caudal com lobos ventral e dorsal. Sem contar aqueles olhos protuberantes, afixados no que parece uma barra rígida.


Lampreia marinha

A classificação do Tullimonstrum gregarium ou Monstro de Tully como um ancestral da lampreia lança algumas luzes sobre o passado evolutivo daquele vertebrado agnato (sem mandíbula). 

Fonte:
[Gizmodo BBC, Nature]

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Veterinária traz exemplo de cuidado e conservação de animais silvestres

O quadro Gente da Terra conta a história de Cristina Harumi, veterinária cujo nome é associado ao trabalho de proteção e conservação de onças

Cristina Harumi tem o nome associado ao resgate de animais silvestres (Toni Mendes/TG)


Cristina Harumi é médica veterinária e coordenadora de fauna da Associação Mata Ciliar, em Jundiaí (SP). Há 30 anos, iniciou um trabalho pioneiro no resgate de animais silvestres, com destaque para os felinos.

Recentemente, teve participação no resgate de uma onça-pintada, o Felipe. O animal era tratado como doméstico em uma fazenda no Pará e foi reinserido em seu habitat natural.

Um marco importante da carreira da veterinária, iniciada no zoológico de Pedreira (SP), foi o sucesso com o nascimento de jaguatiricas. Oito anos depois, outra conquista: o primeiro bebê de proveta nascido de uma barriga de aluguel de um animal selvagem, uma onça.

O amor pelos animais faz com que Harumi se dedique também ao ambiente em que eles estão inseridos. Hoje, após 30 anos de carreira, volta ao zoológico de Pedreira com o desafio de reestruturar a vegetação do local, por meio de regras e leis que ela ajudou a criar.


Fonte
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Guarás se alimentam de caranguejos que dão cor vermelha às penas

Aves que chamam a atenção dos observadores se alimentam de uma espécie de caranguejo que define a coloração da plumagem.

Guará 4 (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)
Ninhais de guarás abrigam centenas de aves na área de manguezal  (Rudimar Narciso Cipriani)


Com bico longo e curvo, pernas finas e compridas o guará, que mede cerca de 60 cm, é considerado uma das mais belas aves brasileiras. O motivo é o tom vermelho vivo da plumagem.
A coloração que destaca a espécie e chama atenção de qualquer observador de aves está associada à alimentação. A ave que é conhecida também como íbis-escarlate, guará-vermelho e guará-rubro possui uma alimentação balanceada. Tem como principal fonte de alimento o caranguejo. O tom vermelho-carmesim vem da cataxantina, substância derivada do caroteno, encontrada em abundância na casca do caranguejo.

A reprodução é interessante por ocorrer em colônias. Normalmente, os ninhos são feitos no topo de árvores altas que ficam às margens dos mangues. A fêmea da espécie pode por até três ovos, que são beges ou marrons-claros.

A ave rubra vive entre 10 e 16 anos e é encontrada no Sul dos Estados Unidos onde a espécie foi introduzida. É predominante na América do Sul e está presente na costa Norte, desde o Equador até o Ceará. Grupos isolados também ocupam os mangues de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Bahia.
Fonte: