segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Vermifugação: A melhor forma de prevenir doenças em animais de estimação



Como o próprio nome já diz, em cães e gatos, o vermífugo previne doenças causadas por vermes; saiba como e quando administrá-lo

Mesmo que a maior parte das pessoas não deem muita importância para o vermífugo, ele é quase tão importante quanto a aplicação das vacinas nos animais. Isso porque ele protege os cães e gatos de outras doenças, causadas por alguns tipos de vermes (popularmente conhecidos como lombrigas) e que podem atrapalhar, e muito, a saúde de um animal. Administrar o vermífugo em cães e gatos deveria ser uma das principais preocupações desde o momento em que a pessoa comprou ou adotou o bichinho.

Sabendo da importância do vermífugo , surgem outras perguntas. Com quanto tempo de vida o animal pode tomar esse remédio? Qual é a melhor marca? De quanto em quanto tempo é preciso administrar o vermífugo em cães e gatos? Como fazer isso? Entre outras dúvidas que serão sanadas agora.
Como saber se o pet está parasitado?

Algumas características podem ajudar a desconfiar se seu pet foi contaminado.
Uma barriga bem redonda e endurecida, no caso dos filhotes, normalmente é sinal de parasitemia. Quando isso ocorre, o filhote costuma estar já bastante parasitado e pode chegar a eliminar o parasita nas fezes. Já no caso do cachorro adulto, diarreia ou vômito em dias variados pode indicar verminose.

Um comportamento ao qual o tutor deve estar atento é o cachorro esfregar o ânus no chão. Isto indica um desconforto naquela região, que pode ter sido causada pelo verme.


O uso do vermífugo
Qualquer animal está sujeito a se contaminar com vermes. Isso porque esses microrganismos estão presentes na terra que o animal pode deitar, numa água que não é filtrada, pela picada de pulgas e mosquitos, enfim, em todos os lugares.

Então, o ato de administrar o vermífugo em cães e gatos pode ser feito desde filhote. Nos cães, a primeira dose é aplicada entre os 15 e 30 dias de vida e a segunda aos 4, 5 e 6 meses. É recomendado dar o remédio ao mesmo tempo para a cadela que está amamentando. Nos gatos a aplicação deve ser iniciada apenas aos 30 dias de vida. É muito importante vermifugar a cadela gestante, antes da cobertura e também 10 dias antes dela parir, para que assim ela não transmita vermes para os filhotes.

A partir dessas doses iniciais, a frequência com que o animal deverá ser desparasitado irá variar de acordo com a rotina que ele leva. O caso dos que vivem em apartamento ou não saem de casa e por isso não mantêm contato com outros animais, terra e formas mais propícias de contaminação é diferente dos que vivem em quintal, por exemplo. Os primeiros receberão a dose do remédio com menos frequência do que os segundos.

Isso mostra a necessidade do acompanhamento de um médico veterinário, para que ele possa dizer a necessidade do cão ou do gato. Além disso, não existe uma melhor marca de vermífugo, mas o que o animal realmente precisa. Geralmente é recomendado que se faça um exame de fezes antes de administrar o vermífugo em cães e gatos para saber quais vermes realmente estão presentes no organismo. O remédio é tóxico e não pode ser aplicado aleatoriamente e há inclusive risco de morte caso aconteça.

Nos gatos, animais que são mais independentes e costumam passar longos períodos na rua, o vermífugo costuma ser aplicado a cada 3 meses. Já os cachorros costumam receber a dose semestral ou anualmente. Para que você não se perca nas datas, vale fazer um cronograma de vermifugação mesclado ao de vacinação para prevenir as inúmeras doenças que o seu animal pode contrair. 

Devo vermifugar a cadela gestante?

É muito importante fazer isso antes da cobertura e também 10 dias antes dela parir, para que assim ela não transmita vermes para os filhotes.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Benefícios e riscos de ter animais domésticos na gravidez


Algumas famílias pensam até em doar seus bichos, sejam eles cães ou gatos. Essa é uma dúvida muito frequente levada aos consultórios médicos. Mas calma! Não há motivo para desespero!

Muitas mulheres que possuem animais de estimação ao se descobrirem grávidas se preocupam com possíveis riscos à sua saúde e à do bebê durante e após a gestação. Algumas famílias pensam até em doar seus bichos, sejam eles cães ou gatos. Essa é uma dúvida muito frequente levada aos consultórios médicos. Mas calma! Não há motivo para desespero! Atualmente os pets são tratados como verdadeiros membros da família, e esta separação pode ser muito traumática para ambos os lados.

Numerosos estudos comprovam que a presença de animais de estimação traz diversos benefícios, como o combate ao estresse, estímulo ao exercício físico e à perda de peso, diminuição da pressão arterial, inclusive em gestantes, e até melhoram a relação de crianças autistas com outras pessoas. Porém, precisamos conhecer as chamadas zoonoses, ou seja, doenças transmitidas de animais para o homem, para que possamos evitá-las sem que ocorram rupturas traumáticas nos laços com nossos amigos.

Algumas doenças, como a toxoplasmose, podem realmente ser transmitidas pelas fezes de gatos, principalmente no primeiro trimestre de gravidez. Mas o risco de transmissão por gatos domésticos alimentados exclusivamente com ração e que usam caixas de areia sanitária para suas necessidades é muito baixo.

Outras fontes de infecção, como o contato com a terra, a ingestão de água contaminada, verduras mal higienizadas e carne crua são muito mais perigosas para os humanos. De qualquer forma, a recomendação é que gestantes não entrem em contato com as fezes de animais e deleguem a tarefa da limpeza desses dejetos para outras pessoas.

Vamos a alguns mitos e verdades: cães e pombos não transmitem toxoplasmose e não se pega a doença ao fazer carinho em um gato. Ela é transmitida por meio da ingestão de terra, água ou alimentos contaminados com fezes de gatos. Mas bons hábitos de higiene e limpeza no preparo dos alimentos evitam a contaminação.

E nem todos os gatos são capazes de transmitir a doença. Estima-se que apenas1% da população felina seja capaz de eliminar o parasita nas fezes.

Fonte https://odia.ig.com.br/colunas/saude-em-pauta/2018/02/5514919-beneficios-e-riscos-de-ter-animais-domesticos-na-gravidez.html

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Vereador Alexandre Pierroni divulga serviços da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal


Como parte de seu trabalho na causa animal, o vereador Alexandre Pierroni (Alexandre Veterinário), tem realizado várias ações para conscientização sobre os direitos dos animais, entre elas a criação de leis e a divulgação de serviços de outros órgãos públicos neste sentido, como é o caso da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA), ligada a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Criada em 2016, através de Lei Estadual, a DEPA recebe denúncias online e as encaminha para a delegacia mais próxima; além de permitir ao denunciante o sigilo de seus dados, também fornece número de registro para que possa acompanhar o andamento da ocorrência através da internet.

Pierroni conta que decidiu divulgar as informações sobre a DEPA, porque recentemente recebeu um vídeo de agressão a um cachorro na Praça da Matriz de São Roque, com o questionamento sobre quais ações poderiam ser tomadas contra o agressor, e que esta é uma dúvida de muitas pessoas que se preocupam com os animais.

O vereador salienta que quando ocorrer um ato grave de crueldade, que necessite de ação imediata, a Polícia Militar deve ser chamada através do 190, pois ela é a responsável por esse tipo de atendimento, já nos casos de fato consumado ou maus tratos constantes, o Boletim de Ocorrência deve ser feito pela DEPA, podendo ser enviado juntamente com fotos e vídeos do fato, o que facilita na resolução do suposto crime.

“Nos primeiros sete meses de sua criação, a DEPA recebeu mais de 4.000 denúncias das quais mais de 25% foram concluídas. Desde então, os números só aumentam e o grande responsável por isso é a facilidade do acesso ao serviço prestado em prol dos animais, hoje, a internet facilita muito e qualquer pessoa”, explica Alexandre Veterinário.

O site da DEPA recebe denúncias 24h por dia e pode ser acessado através do link http://www.ssp.sp.gov.br/depa .

Certificado para viagens de animais aos EUA agora é digital


A emissão do Certificado Veterinário Internacional (CVI) para viagens com cães e gatos aos Estados Unidos agora é totalmente digital. O resultado é uma economia para o cidadão e para os cofres públicos: antes, o usuário gastava cerca de R$ 1,5 mil com a solicitação, serviços veterinários (vacinas e testes nos animais), entrega de documentação e retirada da autorização. O processo todo digitalizado deve custar menos de R$ 1 mil.
Quando houver acordo com todos os países, a economia para o setor público com o serviço será de R$ 13,5 milhões por ano, com queda de 86% em relação à despesa atual e, para os usuários, de R$ 5,2 milhões por ano (redução de 48% nos gastos), segundo estimativa do Ministério do Planejamento, que desenvolveu a plataforma. Os próximos acordos previstos são com os países do Mercosul e com a União Europeia. O governo investiu R$ 467 mil no projeto e prevê retorno em 13 dias de funcionamento do sistema.

Interesse do cidadão

As normas para o trânsito de animais de estimação estão entre os serviços mais acessados no site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa): cerca de 10 mil pessoas solicitam o CVI anualmente.
Para atender a esse tipo de demanda, é necessário que sejam mantidos 215 profissionais, sendo 194 veterinários, nas 80 unidades da vigilância agropecuária internacional, o Vigiagro, nos aeroportos, portos e postos de fronteira. Com a digitalização, serão necessários apenas 28 veterinários em dez unidades de atendimento.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Temperaturas baixas podem causar doenças nos animais de estimação


Os animais de estimação também sofrem com as baixas temperaturas durante o inverno. O frio pode causar a cinomose, patologia que ataca o sistema nervoso dos cães e pode levar a morte, além da gripe canina.

Além da imunização, os cães precisam de um bom abrigo no inverno, principalmente aqueles que ficam do lado de fora de casa, e muita hidratação.

O animal quando está doente perde o apetite e diminui a ingestão de água. A gente vê a hidratação pela elasticidade da pele. Se estiver desidratado, a pele não fica elástica, e é recomendado procurar um veterinário.

Nco inverno os animais devem ficar em lugar coberto para não tomar chuva, principalmente animais idosos e filhotes.

Os servidores públicos Luciana Camargo e João Fernando Martins afirmam que durante o inverno os cuidados com sua cachorrinha são redobrados, já que ela é idosa.

Temos que tomar cuidados como se fossem crianças. Eles não têm como fazer por si mesmos. Esses cuidados são necessários. Não tem preço, nós temos um carinho grande pelos animais.”, diz.


Cuidados odontológicos

Além das doenças respiratórias, os dentes dos animais também ficam mais sensíveis com as baixas temperaturas. 

O combate às doenças causadas pelas baixas temperaturas é a vacinação, que deve ser feita regularmente nas clínicas veterinárias.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

O que fazer se o meu cachorro está estressado


Saber se um cachorro está estressado dependerá de cada caso em concreto e, por vezes será difícil identificar se não tivermos experiência anterior nisso. É recomendável consultar um especialista se este problema gerar situações graves.

Por esse motivo, queremos ajudá-lo para aprender a identificar as causas que causam estresse no seu animal de estimação com uma série de truques e conselhos para o prevenir e favorecer o seu bem-estar.

Como podemos medir o estresse?

O estresse combina vários fatores, entre eles a adaptação ao ambiente, as necessidades do cachorro e a sucessão de fatores positivos que alegram a sua vida. Desta forma, se não cumprirmos com estes requisitos básicos o nosso cachorro ficará estressado.
O bem-estar de um animal consegue-se ao cumprir com as cinco liberdades do bem-estar animal que incluem de forma resumida:
  1. Livres de sede, fome e desnutrição
  2. Livres de desconforto
  3. Livres de dor, doença e feridas
  4. Livres de expressão
  5. Livres de medo e estresse.
Cumprindo com todas estas necessidades e observando um cachorro saudável podemos afirmar que se trata de um cachorro que tem bem-estar.

Como identificar um cachorro estressado

Podemos pensar que cumprimos com todas as liberdades do cachorro e que este desfruta de uma vida feliz, mas por vezes deparamo-nos com comportamentos que mostram que esse cachorro não é em absoluto feliz, e além disso sofre de uma situação de estresse importante.
Se não resolvermos este problema que, influenciado pelo ambiente, as necessidades sociais e outras causam um problema mental, podemos fazer com que o nosso animal de estimação comece a sofrer de mudanças no seu comportamento, o que deriva em problemas de comportamento.
Algumas pistas que nos indicam estresse no nosso animal de estimação são:
  • As estereotipias: Tratam-se de comportamentos ou movimentos repetitivos que não têm função nenhuma. Nas cadelas podemos falar de casos de cachorros que dão voltas sobre si mesmos durante horas, isso é efetivamente uma estereotipia.
  • A agressividade: Se até agora o nosso animal era um animal de estimação com um comportamento normal e começa a desenvolver agressividade perante determinadas situações, estas repercutem evidentemente na saúde do nosso animal, aumentando os seus níveis de estresse. Por vezes este pode ser o motivo de ele começar a morder mais até nas brincadeiras.
  • Apatia: Embora alguns cachorros demonstrem o seu estresse através da agressividade ou de comportamentos extremos, também existem casos de cachorros que não demonstram nenhum comportamento.
  • O excesso de atividade: Não é a mesma coisa que falar de um cachorro incansável. Tratam-se de animais de estimação que apesar de estarem extremamente cansados são incapazes de parar os seus movimentos e o seu comportamento.
  • Utilizar o reforço negativo ou a agressividade: Além de ser perigoso não só para nós, mas também para quem se encontra no nosso meio, estes comportamentos geram um grande nível de estresse no nosso cachorro. Devemos evitar todo o tipo de comportamento negativo.
  • Medo: Pode tratar-se de medo das pessoas, de outros cachorros ou podemos falar de medo generalizado. Aqueles cachorros que tiveram experiências muito negativas na sua vida podem sofrer de medo que gera estresse.

O que devemos fazer para melhorar o bem-estar?

Um cachorro com graves problemas de agressividade ou medo deve ser tratado por um especialista, pois por vezes e devido a um desconhecimento, podemos não estar agindo corretamento. Desta forma, durante o tempo que estiver à espera para ir a um profissional deve seguir estes conselhos:
Além de cumprir com as necessidades básicas do seu animal, é muito importante que você comunique com ele de forma adequada. Utilize o reforço positivo para incentivar aqueles comportamentos que sejam adequados com guloseimas, carícias e inclusive uma palavra amável. Não é preciso ser demasiado generoso, mostrar carinho ao cachorro será suficiente.
Quando fizer algo que não gosta, deverá dizer um "Não" de forma firme e segura, sempre que estiver tendo esse comportamento errado nesse preciso instante. É muito importante nunca o magoar ou utilizar coleiras de descargas elétricas ou idênticas, isso só irá deixar o seu cachorro mais estressado.
Perante um cachorro com medo devemos procurar tranquilidade e segurança, por esse motivo não devemos forçá-lo a relacionar-se ou a interagir com outros cachorros ou pessoas, dependendo do seu medo. Quando eles próprios se sentirem preparados procurarão relacionar-se.
Incentive o relaxamento tanto dentro como fora de casa, desta forma será mais adequado passear com o seu animal nas horas tranquilas e não fomentar comportamentos que o excitem em excesso.
Devemos estimulá-lo com brincadeiras e atividades que lhe permitam desenvolver-se e ter um comportamento feliz e próprio de um cachorro.
Por último, referimos a importância de passar tempo com o seu cachorro e passear pelo menos de 60 a 90 minutos por dia, estas são técnicas que irão melhorar consideravelmente os seus níveis de estresse.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Queimadas às margens de rodovias são risco para animais silvestres



As queimadas perto de rodovias estão colocando em risco motoristas e animais, no interior de São Paulo.

Cenas que estão comuns nos últimos meses. De janeiro a julho, o número de queimadas às margens das rodovias que cortam o interior de São Paulo aumentou 61% em comparação com 2017. Só no Sistema Anhanguera-Bandeirantes foram quase 1.500 focos.

“Caco de vidro, um espelho com a incidência do sol pode causar incêndio na rodovia. A gente tem os moradores que, às vezes para fazer uma limpeza do terreno, colocam fogo no terreno”, explica Fabiano Adami, gestor de tráfego da Autoban.

Essa falta de consciência resulta em situações como uma queimada na rodovia Dom Pedro. E os motoristas não são os únicos prejudicados. Com o tempo, a vegetação se recupera, mas o mesmo nem sempre acontece com a fauna. A quantidade de animais silvestres resgatados e levados para tratamento aumenta na proporção das queimadas.
A Associação Mata Ciliar é uma ONG que recebe animais machucados. Desde junho, com o aumento da seca, tem chegado pelo menos um bicho por dia por causa das queimadas; 36% a mais do que em 2017.

A mãe de um tamanduá mirim, espécie ameaçada, morreu atropelada quando fugia do fogo. Um jaboti está internado há quase um mês depois de ter inalado muita fumaça.

“Ele chegou para nós com bastante dificuldade respiratória, e ele está bem malzinho, então, a gente está fazendo diariamente inalação, antibióticos, vitaminas, para ver se ele se recupera mais rápido”, conta a veterinária Jessica Paulino.

Um lobo guará chegou ainda filhote, todo queimado. Um ano depois está pronto para voltar a natureza. Mas ele é uma exceção, a maioria dos animais atingidos pelo fogo acaba morrendo.

“Nós precisamos punir aqueles que queimam, aqueles que colocam fogo. Infelizmente, é isso, e quem sai perdendo é a nossa biodiversidade”, afirma a coordenadora da ONG, Cristina Harumi Adania.

Fonte: G1