quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Novas espécies criadas pelo impacto humano podem prejudicar a biodiversidade


Existem inúmeras evidências que mostram como as atividades humanas contribuem para a extinção de espécies em todo o mundo.


Porém, este não é o único efeito que essas atividades geram sobre o reino animal. Segundo uma nova pesquisa, os seres humanos têm causado uma rápida evolução e influenciado o surgimento de novas espécies de plantas e animais, informa o Daily Mail.
O estudo, conduzido pela Universidade de Copenhague, apresentou muitos exemplos do processo de especiação feito pelo homem, no qual as atividades humanas acarretam a introdução de uma nova espécie.
O processo pode ocorrer acidentalmente, por meio da emergência de novos ecossistemas como ambientes urbanos ou por meio da domesticação de animais e de plantações.
A caça também causa uma seleção não natural que pode provocar o aparecimento de novas características em animais e eventualmente o surgimento de novas espécies. Com o deslocamento acidental ou deliberado, ocorre uma hibridização entre espécies.
Na Europa, há mais espécies novas de plantas do que aquelas que foram extintas. Um exemplo desses animais é o mosquito “London Underground”, o culex.
Como o mosquito se adaptou ao ambiente do sistema metropolitano em Londres, ele estabeleceu uma população subterrânea.
O mosquito London Underground não pode acasalar com o seu homólogo acima do solo e acredita-se que ele é uma nova espécie.
Entretanto, isso não significa que as ações humanas estão beneficiando a diversidade global, tanto quanto a prejudica, ressaltam os autores.
“A perspectiva de artificialmente ‘ganhar novas espécies por meio de atividades humanas provoca a sensação de que isso pode compensar as perdas de espécies naturais. Na verdade, muitas pessoas podem achar que um mundo com uma biodiversidade artificial é tão assustador como um mundo empobrecido artificialmente”, disse o principal autor do estudo Joseph Touro.
Embora não seja possível quantificar exatamente quantos eventos de especiação foram causados por atividades humanas, o impacto é potencialmente considerável, diz o estudo.
“Neste contexto, o número de espécies é uma medida profundamente insatisfatória para avaliar as tendências de conservação porque não reflete muitos aspectos importantes da biodiversidade”, disse a professora Martine Maron, da Universidade de Queensland.
“No entanto, se considerando a especiação e a extinção juntas, isso pode revelar-se importante para compreendermos melhor o nosso impacto sobre a biodiversidade global. Convocamos uma discussão sobre o que nós, como uma sociedade, na verdade, queremos preservar na natureza”, completou.
Os pesquisadores alertam que as taxas de extinção atuais podem levar a um sexto período de extinção em massa em breve.
Desde a última Era Glacial, 11.5 mil anos atrás, estima-se que 255 mamíferos e 523 espécies de aves foram extintas, muitas vezes devido à atividade humana.
No mesmo período, os seres humanos deslocaram quase 900 espécies conhecidas e domesticaram mais de 470 animais e quase 270 espécies de plantas.
Fonte:


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vereador Alexandre Pierroni apresenta Projetos de Lei voltados à causa animal





O vereador Alexandre Pierroni (Alexandre Veterinário) propôs, à Câmara Municipal, três novos projetos que tratam da causa animal, principal bandeira de seu mandato e causa da qual é ativista há vinte anos.

Os textos propostos pelo vereador deram origem ao Projeto de Lei n° 79/2017, que institui no Município o Dia da Proteção e do Bem-Estar Animal e dá outras providências; já o Projeto de Lei n° 80/2017, trata de uma Campanha de Conscientização a ser desenvolvida nas escolas da Rede Pública Municipal sobre a posse e propriedade de animais domésticos e/ou de estimação; e o Projeto n° 81/2017, dispõe sobre a proibição de prática de maus tratos em animais domésticos e ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos.

Em junho deste ano, Pierroni apresentou Emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício 2018, e ao Plano Plurianual de Administração (PPA), que define o orçamento da administração pública para os próximos quatro anos, pedindo a destinação de 0,001% do orçamento anual do município para custear despesas relacionadas a animais como, por exemplo, castração, abrigo, construção de canil, entre outras, e contra partida para a instalação de um Centro de Tratamento de Animais Silvestres (CETAS) na cidade.

Para a LOA (Lei Orçamentária Anual), o vereador propôs a emenda n° 30/2017 que pede ao Poder Executivo orçamento para a implantação de chip eletrônico ou tatuagem para identificação de animais de acordo com o Artº34 da Lei nº 3867 de 13/09/2012.

“Precisamos de políticas públicas voltadas à causa animal, e eu encampei esta luta, propondo projetos de leis e emendas orçamentárias, buscado emendas parlamentares de deputados, enfim, todas as ferramentas possíveis para que possamos cuidar melhores dos animais no município, este é o meu objetivo”, explica.

Alexandre Pierroni vota favorável à concessão de terreno para Sociedade Protetora dos Animais

Na última segunda-feira a Câmara Municipal aprovou, com voto favorável do vereador Alexandre Pierroni, o Projeto de Lei de iniciativa do Poder Executivo que concede autorização de uso de um terreno pela Sociedade Protetora dos Animais de São Roque para que seja construído um canil que abrigue animais abandonados e resgatados de situações de maus tratos.

“Fico feliz pela conquista porque faço parte desta luta junto com os defensores da causa animal ativamente, seja atendendo animais resgatados, abandonados ou apoiando as instituições e entidades que se dedicam com seriedade à causa animal, como é o caso da Sociedade Protetora de Animais de São Roque, que faz um trabalho sério e de muita credibilidade”, encerra.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Raiva ou Hidrofobia - Diagnóstico, Transmissão e Sintomas


A Raiva ou Hidrofobia é uma doença viral contagiosa que pode ser contraída por mamíferos, como cães, gatos, morcegos e cavalos.
Sendo uma zoonose, a Raiva pode ser transmitida para o homem através da mordida do animal ou pela salivação do mesmo em contato com uma ferida.
O mês de agosto é o mês oficial da vacinação contra Raiva. Cães e gatos devem ser vacinados uma vez por ano. Filhotes a partir de três meses já podem receber a vacina, e as fêmeas em gestação devem aguardar o desmame dos filhotes.
Os sintomas da Raiva se apresentam com diversos aspectos, dificultando assim uma padronização. Há duas modalidades do vírus; a raiva nervosa ou paralítica que apresenta sintomas como tremores, convulsões, câimbras e paralisia, e a segunda modalidade, a raiva agressiva, que deixa o animal afônico, sem beber água e agressivo.
As duas podem apresentar estado febril, tremores, vomito, apatia e grande quantidade de salivação.
A Raiva não tem cura, é 100% fatal. Somente com a vacinação previne-se o animal da doença. Observando-se alguns sintomas, deve-se prender o animal e consultar um veterinário. Jamais soltá-lo ou matá-lo, somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico.
No ser humano que for mordido, quando não houver condições de observar o animal suspeito, por morte ou fuga, deve-se imediatamente tomar a medicação contra a doença.

28 de Setembro - Dia Mundial de Combate à Raiva - (Vacina, Dados da Doença, Educar, vacinar, eliminar)


Por iniciativa da Aliança Global para o Controle da Raiva (ARC), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é comemorado anualmente, em 28 de setembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Raiva.
A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o homem, e é transmitida principalmente por meio da mordida de animais infectados. Ela provoca a morte de cerca de 55 mil pessoas por ano no mundo, principalmente na Ásia e África (99,9%).
De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), em 2015 foram registrados dois casos de raiva em humanos em todo o país, um no estado do Mato Grosso do Sul e outro na Paraíba. Neste ano, houve um caso registrado em Roraima. Atualmente, o Brasil encontra-se próximo à eliminação da doença.
O médico veterinário tem papel fundamental na luta contra a Raiva. Ele atua na vigilância, prevenção e controle da enfermidade. A presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNSP/CFMV), Sthenia Amora, explica que o sucesso das ações de combate e prevenção está também na integração dos profissionais que atuam junto à saúde pública, saúde ambiental e saúde animal, agricultura e meio ambiente.
“Os dados epidemiológicos não são apenas balizadores para a tomada de decisão dos métodos profiláticos a serem adotados, mas também norteiam as ações dos médicos veterinários no controle animal, com consequente bloqueio do foco”, relata Amora.
A presidente da CNSPV/CFMV orienta que qualquer informação suspeita sobre a Raiva nos animais ou em humanos, como relatos de mordeduras ou arranhaduras, o profissional deve contribuir com a Vigilância em Saúde do seu município. “O veterinário deve sugerir à pessoa que sofreu um agravo por algum animal (cão, gato, animais silvestres ou de produção) ou contato com morcegos, a procurar atendimento médico para a profilaxia antirrábica, conforme indicado pelo MS ”, diz.
Amora alerta que os médicos veterinários, por suas atividades ocupacionais, estão expostos ao risco da infecção pelo vírus da raiva; portanto, eles devem ser submetidos ao esquema de profilaxia, pré-exposição e ao controle sorológico periódico.
Vacina
O Ministério da Saúde envia anualmente, para todo o país, doses da vacina antirrábica canina para a realização de campanhas de imunização de cães e gatos, de acordo com as programações estaduais e municipais. O envio dessas doses ocorre conforme a solicitação dos estados e obedece a critérios de avaliação de risco epidemiológico – ou seja, casos notificados de raiva humana e raiva canina, áreas de difícil acesso na região amazônica e áreas de fronteira com a Bolívia.
As vacinas para humanos chegam aos estados uma vez ao mês. No entanto, o MS esclarece que a administração desta vacina só é recomendada em casos de acidente de pessoas com animais.
Dados da doença
Entre 2009 e 2013, foram registrados 2,9 milhões de atendimentos antirrábico humano, apresentando uma média de 591,8 mil ocorrências ao ano, conforme o último boletim epidemiológico que analisa o perfil desses atendimentos.  A região sudeste foi a que teve maior número de notificações, com 1,1 milhão, seguida pela região nordeste, com 807,5 mil atendimentos.
No Brasil, já foram identificadas 7 variantes antigênicas: variantes 1 e 2, isoladas dos cães; variante 3, de morcego hematófago Desmodus rotundus; e variantes 4 e 6, de morcegos insetívoros Tadarida brasiliensis Lasiurus cinereus. Outras duas variantes encontradas em Cerdocyon thous (cachorro do mato) e Callithrix jacchus(sagui de tufos brancos) não são compatíveis com o painel estabelecido pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), para estudos do vírus rábico nas Américas.
Somente mamíferos são capazes de transmitir a raiva, dos quais caninos e felinos são as principais fontes de infecção em áreas urbanas brasileiras. No ambiente silvestres, os morcegos são os principais responsáveis pela manutenção do ciclo da doença. Contudo, outros mamíferos, tais como raposas, cachorro do mato, gato do mato, marsupiais e primatas também possuem importância epidemiológico. Já no ambiente rural, a Raiva acomete primordialmente os animais de produção, como bovinos, equinos e outros.
O ciclo da Raiva inicia com a penetração do vírus no organismo e, a partir do ponto de inoculação, multiplica-se, atinge o sistema nervoso periférico e posteriormente, o sistema nervoso central. Em seguida, dissemina-se por diversos órgãos até atingir as glândulas salivares, onde além de se multiplicar, é eliminado na saliva, que ao contaminar outros mamíferos reinicia o ciclo.
Cabem aos clínicos médicos veterinários a suspeita; a notificação de casos suspeitos e envio de material (amostras de sistema nervoso central) aos serviços oficiais ou aos laboratórios de referência para diagnóstico; vacinação de animais; apoio na observação de animais promotores de agravos (quando for o caso); orientação aos tutores/proprietários sobre a enfermidade e medidas de prevenção.
Educar, vacinar, eliminar
Por ocasião do Dia Mundial de Combate à Raiva, a OMS, OIE e a FAO divulgaram um comunicado incentivando os países a acelerarem os esforços para combater a raiva em três etapas.
Educar, através da sensibilização das populações em situação de risco divulgando informações sobre a doença; Vacinar, através da implementação de vacinação em larga escala e garantir a pronta entrega de tratamento em casos de diagnóstico de raiva; Eliminar, visando um mundo livre de mortes de raiva humana transmitida por cães até 2030.
Acesse a arte e detalhes da campanha de combate à doença, clique aqui.
Fonte Assessoria de Comunicação CFMV

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Queimadas colocam em risco vida de animais silvestres brasileiros


As queimadas que se espalham pelo País afetam diretamente a vida dos animais silvestres. Elas geram a extinção de espécies ou sua drástica redução, além da adaptação forçada a um novo habitat. Biólogos e analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), alerta que os efeitos das queimadas também pesam  sobre os recursos hídricos e a vegetação como um todo.

Nos últimos dias, especialistas da Floresta Nacional de Brasília (Flona) e agentes da Polícia Ambiental resgataram várias espécies, de pássaros raros a tatus e tamanduás. Biólogos afirmam que os impactos a médio e longo prazo são assustadores.

Há um impacto terrível. (Antes das queimadas) os animais tinham um território, agora eles se vêem obrigados a buscar outro local que está ocupado por animais, na maioria das vezes predadores. É um problema gravíssimo, pois os animais que mudam de habitat são expulsos do seu ambiente natural e enfrentam a escassez de comida".

Apenas nos últimos dias, o ICMBio contabilizou muitos animais silvestres que tentavam escapar das queimadas na região da Flona. Foram recolhidos lobos-guará, tamanduás-bandeira, veados campestres e papagaios. Também foram acolhidos, machucados, um veado e um tamanduá-bandeira. Três cobras foram encontradas mortas.

O animal silvestre, quando tem seu território destruído, sai em busca de outro local para viver. Quando o encontra e o local está sob domínio de espécies distintas ou até mesmo de animais da sua espécie, surge uma disputa por espaço. De acordo com ele, os animais passam a se enfrentar e sobrevive o mais forte. "A média de uma queimada a cada dois anos é ruim para manter a sobrevivência das espécies", advertiu.


sábado, 2 de setembro de 2017

3 de Setembro - DIA DO BIÓLOGO


O profissional responsável por essa área é o biólogo, que só teve sua profissão regulamentada em 3 de setembro de 1979, dia em que também foi criado oConselho Federal de Biologia – CFBio e ficou estabelecido o Dia Nacional do Biólogo.



Raiva ou Hidrofobia - Agosto: mês oficial da vacinação contra Raiva


A Raiva ou Hidrofobia é uma doença viral contagiosa que pode ser contraída por mamíferos, como cães, gatos, morcegos e cavalos.
Sendo uma zoonose, a Raiva pode ser transmitida para o homem através da mordida do animal ou pela salivação do mesmo em contato com uma ferida.
O mês de agosto é o mês oficial da vacinação contra Raiva. Cães e gatos devem ser vacinados uma vez por ano. Filhotes a partir de três meses já podem receber a vacina, e as fêmeas em gestação devem aguardar o desmame dos filhotes.
Os sintomas da Raiva se apresentam com diversos aspectos, dificultando assim uma padronização. Há duas modalidades do vírus; a raiva nervosa ou paralítica que apresenta sintomas como tremores, convulsões, câimbras e paralisia, e a segunda modalidade, a raiva agressiva, que deixa o animal afônico, sem beber água e agressivo.
As duas podem apresentar estado febril, tremores, vomito, apatia e grande quantidade de salivação.
A Raiva não tem cura, é 100% fatal. Somente com a vacinação previne-se o animal da doença. Observando-se alguns sintomas, deve-se prender o animal e consultar um veterinário. Jamais soltá-lo ou matá-lo, somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico.
No ser humano que for mordido, quando não houver condições de observar o animal suspeito, por morte ou fuga, deve-se imediatamente tomar a medicação contra a doença.