quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Raiva ou Hidrofobia - Diagnóstico, Transmissão e Sintomas


A Raiva ou Hidrofobia é uma doença viral contagiosa que pode ser contraída por mamíferos, como cães, gatos, morcegos e cavalos.
Sendo uma zoonose, a Raiva pode ser transmitida para o homem através da mordida do animal ou pela salivação do mesmo em contato com uma ferida.
O mês de agosto é o mês oficial da vacinação contra Raiva. Cães e gatos devem ser vacinados uma vez por ano. Filhotes a partir de três meses já podem receber a vacina, e as fêmeas em gestação devem aguardar o desmame dos filhotes.
Os sintomas da Raiva se apresentam com diversos aspectos, dificultando assim uma padronização. Há duas modalidades do vírus; a raiva nervosa ou paralítica que apresenta sintomas como tremores, convulsões, câimbras e paralisia, e a segunda modalidade, a raiva agressiva, que deixa o animal afônico, sem beber água e agressivo.
As duas podem apresentar estado febril, tremores, vomito, apatia e grande quantidade de salivação.
A Raiva não tem cura, é 100% fatal. Somente com a vacinação previne-se o animal da doença. Observando-se alguns sintomas, deve-se prender o animal e consultar um veterinário. Jamais soltá-lo ou matá-lo, somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico.
No ser humano que for mordido, quando não houver condições de observar o animal suspeito, por morte ou fuga, deve-se imediatamente tomar a medicação contra a doença.

28 de Setembro - Dia Mundial de Combate à Raiva - (Vacina, Dados da Doença, Educar, vacinar, eliminar)


Por iniciativa da Aliança Global para o Controle da Raiva (ARC), com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é comemorado anualmente, em 28 de setembro, o Dia Mundial de Luta Contra a Raiva.
A raiva é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus que acomete mamíferos, inclusive o homem, e é transmitida principalmente por meio da mordida de animais infectados. Ela provoca a morte de cerca de 55 mil pessoas por ano no mundo, principalmente na Ásia e África (99,9%).
De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), em 2015 foram registrados dois casos de raiva em humanos em todo o país, um no estado do Mato Grosso do Sul e outro na Paraíba. Neste ano, houve um caso registrado em Roraima. Atualmente, o Brasil encontra-se próximo à eliminação da doença.
O médico veterinário tem papel fundamental na luta contra a Raiva. Ele atua na vigilância, prevenção e controle da enfermidade. A presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CNSP/CFMV), Sthenia Amora, explica que o sucesso das ações de combate e prevenção está também na integração dos profissionais que atuam junto à saúde pública, saúde ambiental e saúde animal, agricultura e meio ambiente.
“Os dados epidemiológicos não são apenas balizadores para a tomada de decisão dos métodos profiláticos a serem adotados, mas também norteiam as ações dos médicos veterinários no controle animal, com consequente bloqueio do foco”, relata Amora.
A presidente da CNSPV/CFMV orienta que qualquer informação suspeita sobre a Raiva nos animais ou em humanos, como relatos de mordeduras ou arranhaduras, o profissional deve contribuir com a Vigilância em Saúde do seu município. “O veterinário deve sugerir à pessoa que sofreu um agravo por algum animal (cão, gato, animais silvestres ou de produção) ou contato com morcegos, a procurar atendimento médico para a profilaxia antirrábica, conforme indicado pelo MS ”, diz.
Amora alerta que os médicos veterinários, por suas atividades ocupacionais, estão expostos ao risco da infecção pelo vírus da raiva; portanto, eles devem ser submetidos ao esquema de profilaxia, pré-exposição e ao controle sorológico periódico.
Vacina
O Ministério da Saúde envia anualmente, para todo o país, doses da vacina antirrábica canina para a realização de campanhas de imunização de cães e gatos, de acordo com as programações estaduais e municipais. O envio dessas doses ocorre conforme a solicitação dos estados e obedece a critérios de avaliação de risco epidemiológico – ou seja, casos notificados de raiva humana e raiva canina, áreas de difícil acesso na região amazônica e áreas de fronteira com a Bolívia.
As vacinas para humanos chegam aos estados uma vez ao mês. No entanto, o MS esclarece que a administração desta vacina só é recomendada em casos de acidente de pessoas com animais.
Dados da doença
Entre 2009 e 2013, foram registrados 2,9 milhões de atendimentos antirrábico humano, apresentando uma média de 591,8 mil ocorrências ao ano, conforme o último boletim epidemiológico que analisa o perfil desses atendimentos.  A região sudeste foi a que teve maior número de notificações, com 1,1 milhão, seguida pela região nordeste, com 807,5 mil atendimentos.
No Brasil, já foram identificadas 7 variantes antigênicas: variantes 1 e 2, isoladas dos cães; variante 3, de morcego hematófago Desmodus rotundus; e variantes 4 e 6, de morcegos insetívoros Tadarida brasiliensis e Lasiurus cinereus. Outras duas variantes encontradas em Cerdocyon thous (cachorro do mato) e Callithrix jacchus(sagui de tufos brancos) não são compatíveis com o painel estabelecido pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), para estudos do vírus rábico nas Américas.
Somente mamíferos são capazes de transmitir a raiva, dos quais caninos e felinos são as principais fontes de infecção em áreas urbanas brasileiras. No ambiente silvestres, os morcegos são os principais responsáveis pela manutenção do ciclo da doença. Contudo, outros mamíferos, tais como raposas, cachorro do mato, gato do mato, marsupiais e primatas também possuem importância epidemiológico. Já no ambiente rural, a Raiva acomete primordialmente os animais de produção, como bovinos, equinos e outros.
O ciclo da Raiva inicia com a penetração do vírus no organismo e, a partir do ponto de inoculação, multiplica-se, atinge o sistema nervoso periférico e posteriormente, o sistema nervoso central. Em seguida, dissemina-se por diversos órgãos até atingir as glândulas salivares, onde além de se multiplicar, é eliminado na saliva, que ao contaminar outros mamíferos reinicia o ciclo.
Cabem aos clínicos médicos veterinários a suspeita; a notificação de casos suspeitos e envio de material (amostras de sistema nervoso central) aos serviços oficiais ou aos laboratórios de referência para diagnóstico; vacinação de animais; apoio na observação de animais promotores de agravos (quando for o caso); orientação aos tutores/proprietários sobre a enfermidade e medidas de prevenção.
Educar, vacinar, eliminar
Por ocasião do Dia Mundial de Combate à Raiva, a OMS, OIE e a FAO divulgaram um comunicado incentivando os países a acelerarem os esforços para combater a raiva em três etapas.
Educar, através da sensibilização das populações em situação de risco divulgando informações sobre a doença; Vacinar, através da implementação de vacinação em larga escala e garantir a pronta entrega de tratamento em casos de diagnóstico de raiva; Eliminar, visando um mundo livre de mortes de raiva humana transmitida por cães até 2030.
Acesse a arte e detalhes da campanha de combate à doença, clique aqui.
Fonte Assessoria de Comunicação CFMV

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Queimadas colocam em risco vida de animais silvestres brasileiros


As queimadas que se espalham pelo País afetam diretamente a vida dos animais silvestres. Elas geram a extinção de espécies ou sua drástica redução, além da adaptação forçada a um novo habitat. Biólogos e analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), alerta que os efeitos das queimadas também pesam  sobre os recursos hídricos e a vegetação como um todo.

Nos últimos dias, especialistas da Floresta Nacional de Brasília (Flona) e agentes da Polícia Ambiental resgataram várias espécies, de pássaros raros a tatus e tamanduás. Biólogos afirmam que os impactos a médio e longo prazo são assustadores.

Há um impacto terrível. (Antes das queimadas) os animais tinham um território, agora eles se vêem obrigados a buscar outro local que está ocupado por animais, na maioria das vezes predadores. É um problema gravíssimo, pois os animais que mudam de habitat são expulsos do seu ambiente natural e enfrentam a escassez de comida".

Apenas nos últimos dias, o ICMBio contabilizou muitos animais silvestres que tentavam escapar das queimadas na região da Flona. Foram recolhidos lobos-guará, tamanduás-bandeira, veados campestres e papagaios. Também foram acolhidos, machucados, um veado e um tamanduá-bandeira. Três cobras foram encontradas mortas.

O animal silvestre, quando tem seu território destruído, sai em busca de outro local para viver. Quando o encontra e o local está sob domínio de espécies distintas ou até mesmo de animais da sua espécie, surge uma disputa por espaço. De acordo com ele, os animais passam a se enfrentar e sobrevive o mais forte. "A média de uma queimada a cada dois anos é ruim para manter a sobrevivência das espécies", advertiu.


sábado, 2 de setembro de 2017

3 de Setembro - DIA DO BIÓLOGO


O profissional responsável por essa área é o biólogo, que só teve sua profissão regulamentada em 3 de setembro de 1979, dia em que também foi criado oConselho Federal de Biologia – CFBio e ficou estabelecido o Dia Nacional do Biólogo.



Raiva ou Hidrofobia - Agosto: mês oficial da vacinação contra Raiva


A Raiva ou Hidrofobia é uma doença viral contagiosa que pode ser contraída por mamíferos, como cães, gatos, morcegos e cavalos.
Sendo uma zoonose, a Raiva pode ser transmitida para o homem através da mordida do animal ou pela salivação do mesmo em contato com uma ferida.
O mês de agosto é o mês oficial da vacinação contra Raiva. Cães e gatos devem ser vacinados uma vez por ano. Filhotes a partir de três meses já podem receber a vacina, e as fêmeas em gestação devem aguardar o desmame dos filhotes.
Os sintomas da Raiva se apresentam com diversos aspectos, dificultando assim uma padronização. Há duas modalidades do vírus; a raiva nervosa ou paralítica que apresenta sintomas como tremores, convulsões, câimbras e paralisia, e a segunda modalidade, a raiva agressiva, que deixa o animal afônico, sem beber água e agressivo.
As duas podem apresentar estado febril, tremores, vomito, apatia e grande quantidade de salivação.
A Raiva não tem cura, é 100% fatal. Somente com a vacinação previne-se o animal da doença. Observando-se alguns sintomas, deve-se prender o animal e consultar um veterinário. Jamais soltá-lo ou matá-lo, somente o veterinário pode confirmar o diagnóstico.
No ser humano que for mordido, quando não houver condições de observar o animal suspeito, por morte ou fuga, deve-se imediatamente tomar a medicação contra a doença.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Você sabe porquê agosto é popularmente chamado de "mês do cachorro louco"?






O Brasil é cheio de crendices populares, e uma delas diz que agosto é o mês do cachorro louco. Apesar de ser algo sem muita explicação científica, essa ideia se propaga ano após ano. Mas, afinal, de onde vem essa história?


É possível encontrar fontes diversas que explicam que a lenda começou, pois agosto é o mês em que as cadelas mais entram no cio, deixando os machos eufóricos – ou “loucos”. Por conta disso, principalmente entre os cães de rua, há muitos uivos e acasalamentos, o que acaba causando muitas brigas entre os animais.

Com essa agitação, o vírus da raiva acaba se propagando com mais facilidade. A doença pode contaminar todos os mamíferos, inclusive os humanos, e são raros os casos de cura. Por isso a importância de vacinar os animais regularmente. O vírus ataca os nervos periféricos e depois parte para o sistema nervoso central, antes de se alastrar para as glândulas salivares, que são as responsáveis pela transmissão entre indivíduos.

Porém, ao contrário do que se pensa, não são os cães os maiores portadores da doença, também conhecida como hidrofobia: na verdade, são os morcegos os mais contaminados, mas gatos e cachorros são os que mais transmitem ao homem, devido ao convívio diário. Os primeiros sintomas costumam aparecer em até 45 dias após o contágio e podem se manifestar através de confusão mental, alucinações, convulsões, salivação excessiva, agressividade e desorientação.

Voltando à história do mês de agosto, a explicação bastante popular é a de que condições climáticas favorecem o cio das fêmeas, mas essa informação ainda não foi confirmada cientificamente.

Sendo a história real ou não, o ideal é sempre manter a vacinação dos animais em dia. A vacina contra raiva é facilmente encontrada em clínicas veterinárias, além de ser oferecida gratuitamente por algumas prefeituras em campanhas de vacinação.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Hepatite infecciosa canina: sintomas, causas e tratamento - Vacinação é a melhor forma de prevenir


A hepatite infecciosa canina é uma doença viral causada pelo adenovírus canino 1 (CAV-1)
A hepatite infecciosa canina (HIC) afeta o fígado dos cães, sendo que os filhotes com menos de um ano de idade são os mais propensos à contaminação pelo vírus. A hepatite infecciosa canina pode levar à morte, mas é facilmente prevenida por meio da vacinação, encontrada no pacote de imunização da vacina polivalente (V8 ou V10). E você, já vacinou seu cãozinho?

Sintomas da hepatite infecciosa canina

Os sinais da HIC ou Doença de Rubarth, como também pode ser chamada, são semelhantes aos da cinomose em cães. Por isso, o diagnóstico deve se basear em exames clínicos e laboratoriais. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais rápido o tratamento fará efeito. Sendo assim, preste bastante atenção ao comportamento do cão e leve-o ao veterinário sempre que notar algo fora do normal.
Os sintomas da hepatite infecciosa canina se apresentam de acordo com o grau de severidade da doença. Conheça alguns desses sinais e fique atento ao comportamento do animal para notar se ele apresenta algum deles:
Hepatite infecciosa canina hiperaguda: os sintomas podem ser confundidos com envenenamento por produto tóxico. A doença ocorre de forma tão rápida que só se é capaz de realizar o diagnóstico após a morte do cão.
Hepatite infecciosa canina aguda: vômitos, febre, diarreia e, em alguns casos, presença de sangue nas fezes do cachorro. Os sintomas podem não aparecer no período de incubação do vírus - que pode variar de dois a sete dias.
Hepatite infecciosa canina crônica: Podem ocorrer febre baixa e tosse. Após a contaminação do vírus, o sistema imunológico do cachorro consegue limitar a infecção, e o cãozinho pode sobreviver devido à capacidade de recuperação do fígado.
É importante lembrar que, nem sempre, nas hepatites caninas causadas por vírus é observada a coloração amarelada da pele e das mucosas, típica daquela que observamos em humanos com hepatite e outras doenças do fígado.

Causas da hepatite infecciosa canina

A hepatite infecciosa canina é uma doença viral causada pelo adenovírus canino 1 (CAV-1), e pode ser transmitida tanto pelo contato direto de um cachorro saudável com um cão doente, como pelo seu contato com secreções (urina, fezes, etc.) e objetos utilizados pelos animais contaminados.
Essa doença pode afetar diversas partes do corpo de um cão, prejudicando, inclusive, o seu sistema nervoso central. A hepatite infecciosa canina pode se manifestar e evoluir de maneiras diferentes, sendo capaz de levar um cachorro à morte em questão de horas, nos casos mais graves - sem que a maioria dos seus sintomas possam ter sido notados anteriormente.

Tratamento da hepatite infecciosa canina

O diagnóstico da hepatite infecciosa canina só é comprovado pelo veterinário depois de feito o exame de sangue do cachorro e o tratamento é feito por meio do controle dos sintomas, como antibióticos para infecções oportunistas e transfusão de sangue.
Não existe remédio específico contra o vírus da hepatite infecciosa canina, por isso o melhor tratamento é a prevenção! A Vacina Polivalente previne Hepatite, Cinomose e Parvovirose e, se aplicada da forma correta no filhote, garante imunidade contra essas doenças por toda a vida!
A primeira dose é aplicada aos 30 dias de vida do cãozinho, com reforços de acordo com o veterinário, e revacinação anual. Por isso é tão importante não deixar seu filhotinho ir à rua antes das primeiras vacinas para cães: seu amigo está com a carteirinha em dia?