sábado, 10 de junho de 2017

Veja os cuidados a tomar com seu pet durante a época de inverno


Confira os cuidados a tomar com seu pet durante o inverno
Os mais afetados são os de pelagem curta. Algumas raças, como o Husky Siberiano, o Malamute do Alaska e o São Bernardo, possuem características que os fazem mais resistentes ao frio (presença de sub pelo e maior camada de gordura sob a pele). Podemos observar que no frio, algumas doenças aparecem com maior frequência. Por isso, devemos preparar nossos animais para atravessarem o inverno.

O cão pode apresentar sinais clínicos que lembram muito o resfriado humano, com tosse, espirros, febre, falta de apetite e coriza. Damos o nome a esse quadro de traqueobronquite ou "tosse dos canis". Alguns costumam chamá-la de gripe canina. Essa doença pode aparecer em qualquer época do ano, porém, há uma maior predisposição nos meses frios pela baixa temperatura. A doença pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos e é altamente contagiosa entre os cães através do contato direto entre os animais

Nós não transmitimos gripe para os cães.Os gatos também não pegam a gripe humana. Espirros e dificuldade respiratória estão associados a vírus como a rinotraqueíte, uma doença específica de felinos, não transmissível às pessoas e aos cães.

Ok, mas não vamos exagerar, certo? 
Além das doenças respiratórias, os animais idosos com problemas osteoarticulares como artrose, calcificações na coluna ou hérnia de disco, passam a sentir mais dor quando expostos a baixas temperaturas.

Choques de temperatura, como dar banho, secar o cão com secador (em casa ou pet shop) e sair em seguida para a rua, será prejudicial, seja ele jovem ou não.

Aconselhamos tomar os seguintes cuidados no inverno:



  • - Evite banhos em dias muito frios e diminua a frequência de banhos no inverno (se possível); 
  • - Mantenha a pelagem do animal mais comprida no inverno, evitando tosas muito baixas; 
  • - Coloque roupa no cão de pelagem curta, caso ele se ressinta muito do frio. Existem animais que tremem de frio exageradamente! Cães grandes e gatos não toleram roupas; (leia artigo: roupinha: necessidade ou luxo?) 
  • - Se costuma nevar ou gear em sua região, sapatos protegem as patas do cão de queimaduras causadas pelo frio; 
  • - Há cães que, embora tenham casinha, preferem dormir ao relento ou ficar na chuva. Prenda o cachorro num local abrigado nos dias muito frios ou chuvosos; 
  • - Vacine seu cão anualmente contra a traqueobronquite, se ele frequenta locais com outros animais (pet shops, hotéis para cães, exposições); 
  • - Quando der banho em seu animal, use água morna e seque-o bem. Não deixe que ele saia na rua, no mínimo por 30 minutos após o banho. Isso vale, principalmente, para cães que tomam banho em pet shop, pois o secador é extremamente quente e haverá um choque de temperatura se ele sair no frio; 
  • - Leve seu cão para passear na rua nos horários mais quentes do dia (das 11:00 às 15:00hs); 
  • - Aumente em 20 a 30% o alimento do seu cão/gato no inverno. Isso não vale para cães e gatos obesos, sem atividade ou com grande tendência a ganhar peso. 


Outras espécies: 
No caso de peixes, regule a temperatura da água e cheque sempre se o termostato está funcionando corretamente. Cubra a gaiola das aves à noite e deixe-as longe de correntes de ar. Os répteis não controlam a temperatura do corpo. Se você deixar sua tartaruga ao relento em dias muito frios, ela pode morrer. Coloque-a em local abrigado.

Todo animal tem direito a um abrigo no inverno. Na natureza, os cães selvagens podem se abrigar em tocas durante o frio. Outras espécies também procuram abrigo. 

Providencie uma casinha para seu animal, caso ele viva em um quintal, ou deixe-o preso num local abrigado como garagem, lavanderia, ou mesmo dentro de casa, quando a temperatura estiver muito baixa. Assim, quando você estiver quentinho, embaixo dos cobertores, poderá dormir tranquilo, com a certeza que seu amigão não está passando frio!

Se você também quiser ajudar a aquecer um animal sem dono neste inverno, localize uma entidade protetora perto de você e doe o que puder. Uma roupinha velha de seu cachorro e um pouco de jornal poderão fazer a diferença para um cão ou gato que está passando frio. 


Fonte:

terça-feira, 30 de maio de 2017

Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 9 de junho



A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza foi prorrogada até o dia 9 de junho. A previsão inicial do Ministério da Saúde era de que a imunização fosse encerrada hoje (26). A prorrogação, segundo a pasta, tem como objetivo atingir a meta de vacinar 90% do público-alvo (idosos, puérperas, indígenas, crianças, gestantes, professores e trabalhadores de saúde). Até o momento, foram imunizados 63,6% de um total de 54,2 milhões de pessoas.
Balanço do ministério indica que, entre os grupos que integram o público-alvo, os idosos registram a maior cobertura vacinal (72,4%). Em seguida estão puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%).

Também foram aplicadas 7,1 milhões de doses em pessoas com doenças específicas, privadas de liberdade e em trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com a maior cobertura vacinal, até o momento, são Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%) e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grosso do Sul (57,1%).

Entre as regiões do país, o Sul apresenta maio cobertura vacinal, com 76,3%, seguida das regiões Centro-Oeste (63,7%), Nordeste (62,3%); Sudeste (61,2%); e Norte (58,2%).

Público-alvo
A vacina contra a gripe está disponível nos postos de saúde para crianças entre 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais (idosos), trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores.

A orientação do ministério é que pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com deficiências específicas apresentem prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde devem se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Segurança
A vacina disponibilizada pelo governo brasileiro protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A-H1N1, A-H3N2 e influenza B). A dose, segundo a pasta, é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal, de acordo com o ministério, é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe no Brasil vai do final de maio até agosto.

Fonte:

sexta-feira, 12 de maio de 2017

13 de Maio - Dia do Zootecnista: Um profissional para criar, manejar e melhorar a genética dos rebanhos brasileiros


Atualmente existem no país 9,3 mil profissionais em atuação registrados no Sistema CFMV/CRMV


O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de maiores produtores de carne bovina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rebanho brasileiro supera os 212 milhões de cabeças. A força da agropecuária brasileira também está em outros setores como suinocultura, avicultura, caprinocultura e, ao longo dos anos, ganha cada vez mais destaque mundialmente. 


O zootecnista contribui para o avanço do setor agropecuário na produção animal e está presente na criação, manejo e melhoria genética dos rebanhos brasileiros. Pensando nisso, em 2017, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) traz como tema da campanha do Dia do Zootecnista a importância do profissional na criação, manejo e melhoria genética dos rebanhos brasileiros.

Com dedicação, pesquisas e uso de novas tecnologias, o profissional torna possível o aumento da produtividade, garantindo o bem-estar animal e a sustentabilidade no campo.

Melhoramento genético


Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a utilização de genética avançada e o manejo de pastagem foram os maiores responsáveis pela evolução do setor pecuário.

O estímulo ao confinamento, a recuperação de pastagens e a aquisição de matrizes e reprodutores de genética comprovada constam, por exemplo, em linhas específicas dos planos do governo de incentivo à produção agropecuária. Tanto trabalho e dedicação também refletem na economia brasileira, em especial na balança comercial do agronegócio e no Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Hoje, o agronegócio é responsável por cerca de 22% do PIB brasileiro, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Manejo alimentar 


A obtenção de um padrão de produção e comercialização, garantindo a rentabilidade dos rebanhos, se deve não só ao melhoramento genético, mas também ao manejo alimentar. Levando em conta os hábitos do animal, as condições climáticas e o manuseio do alimento, o objetivo é garantir aos animais uma nutrição adequada para seu crescimento e desenvolvimento, com a utilização de alimentos de qualidade e nas quantidades corretas.

Para garantir que tais condições sejam alcançadas, o zootecnista desenvolve suplementos alimentares e pesquisa as necessidades nutricionais do rebanho. Tudo isso feito de forma ética e sustentável. 


Atualmente estão registrados no Sistema CFMV/CRMVs e atuam como zootecnistas cerca de 9.300 profissionais.


Fonte: Assessoria de Comunicação do CFMV.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Vacinação contra febre aftosa começa em S.P. nesta segunda-feira



Em São Paulo devem ser vacinados 4,7 milhões de bovídeos, com zero a 24 meses de idade durante o mês de maio
Inicia oficialmente dia 1º de maio a primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa no estado de São Paulo. A campanha vai até o dia 31 de maio e devem ser vacinados 4,7 milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos) com idade de zero a 24 meses. O rebanho total paulista é de 11 milhões de cabeças. São Paulo não registra focos da aftosa há 21 anos.
O lançamento da campanha será realizado pelo governador Geraldo Alckmin durante Agrishow, que será realizada de 1º a 05 de maio em Ribeirão Preto.
O criador deve observar alguns cuidados para garantir uma boa vacinação:
- adquirir vacina somente em estabelecimentos cadastrados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária. A legislação proíbe a o uso de vacinas contra a febre aftosa adquiridas em etapas de vacinações anteriores;
- a vacina deve ser mantida refrigerada, entre 2 e 8 graus centígrados, tanto no transporte como no armazenamento, usando para isso uma caixa de isopor, com no mínimo dois terços de seu volume em gelo. A vacina não deve ser congelada;
- escolher o horário mais fresco do dia para realizar a vacinação;
- vacinar de preferência no terço médio do pescoço (tábua do pescoço). Independente da idade, a dose é de 5 ml de vacina. A vacinação é obrigatória para todos os bovinos e bubalinos com até 24 meses;
- usar seringas e agulhas higienizadas - sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro);
- substituir a agulha com frequência, para evitar infecções;
- manter os frascos da vacina resfriados durante a operação;
- classificar os animais por idade (era) e sexo, para evitar acidentes durante a vacinação;
- a vacinação deve ser realizada de 01 a 31 de maio de 2017. O criador tem até o dia 07 de junho para comunicar a vacinação ao órgão oficial de Defesa Agropecuária, ou através do sistema informatizado Gedave. É preciso ainda, declarar todo o rebanho bovídeo e também todos os animais de outras espécies existentes na propriedade, tais como: equídeos (equinos, asininos e muares), suideos (suínos, javalis e javaporco), ovinos, caprinos, aves (granjas de aves domésticas, criatórios de avestruzes).
A vacinação contra a febre aftosa é obrigatória. O criador que não vacinar ou não comunicar a vacinação à Defesa Agropecuária sofrerá as seguintes penalidades: multa de 5 Ufesps, ou seja R$ 125,35 por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps, ou seja R$ 75,21 por cabeça por deixar de comunicar a vacinação. O valor de cada Ufesp - Unidade Fiscal do Estado de São Paulo vale R$ 25,07.
Por Teresa Paranhos
Assessoria de Comunicação

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

sábado, 29 de abril de 2017

Uma ameaça invisível ao nosso redor


Um trabalho científico foi realizado em julho de 2016, na cidade de Alumínio/SP e Capão Bonito/SP, no qual foi medida a quantidade de flúor nas folhas de eucalipto, pois estas possuem a propriedade de absorver fluoreto da atmosfera.

Foram realizadas várias comparações entre as folhas destas duas localidades, e o que destacou-se foi a concentração muito elevada de flúor nas amostras ao redor da cidade de Alumínio, chegando em alguns pontos sendo superior a 450 vezes.

Isso comprova que este poluente está sendo espalhado, através da emissão no ar de fluoretos pela atividade industrial em toda a região. Não foi determinado os possíveis impactos dessa emissão de fluoreto nos trabalhadores, na população, na fauna e flora da região, mas devem ser pesquisados devido a seus graves riscos. Saiba mais acessando o link http://www.unicamp.br/unicamp/ju/659/pistas-na-folha-de-eucalipto

O fluoreto é altamente tóxico e seu efeito e cumulativo (acumula-se no organismo com o tempo), e ingerimos mais flúor ainda pela água, cremes dentais, aplicações tópicas pelos dentistas, alimentos, refrigerantes, etc.

A toxidade crônica resulta da ingestão diária de pequenas quantidades de fluoreto por via oral ou respiratória. É o que ocorre com o consumo diário por crianças de água fluoretada na concentração ótima - cujo único efeito é fluorose dental, que neste caso não provoca qualquer prejuízo ao organismo. Entretanto quando pessoas são expostas durante toda a vida a altas concentrações de flúor pode haver o desenvolvimento de fluorose esquelética. Esta hipermineralização torna o osso frágil e mais sensível a fraturas. Como o tecido ósseo está em constante renovação, o efeito crônico da toxidade se manifesta no adulto.

O excesso de flúor pode acarretar diminuição do QI, alterações na tireóide, câncer ósseo e precocidade da puberdade em meninas.

Muitos cientistas estão alertando sobre este grave problema, dentre eles quatorze ganhadores de Prêmio Nobel. Hoje 97% dos países do mundo não adotam a fluoretação das águas tratadas dos municípios.

O caso em questão merece a atenção não só da cidade de Alumínio, mas também das cidades circunvizinhas, para as providências cabíveis, saliente-se que este problema não é novo, isto já foi denunciado em duas oportunidades: em 1991 e 1993. A CETESB fez analises em 1993 e constatou as irregularidades, e nenhuma providência foi tomada pelo órgão fiscalizador. As pessoas estão adoecendo, muitas já morreram em consequência disto.


Alexandre Pierroni é Veterinário há 20 anos em São Roque, Vereador e Secretário da Comissão Permanente de Saúde e Educação da Câmara Municipal.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Especialistas defendem revisão da legislação para aumentar vigilância sanitária


A recomposição funcional do serviço de inspeção federal e a revisão da legislação e de protocolos do setor como forma de evitar abusos e dar maior segurança à produção de origem animal.
Representantes do setor produtivo da carne defenderam nesta quarta-feira (12), em audiência pública interativa da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), a recomposição funcional do serviço de inspeção federal e a revisão da legislação e de protocolos do setor como forma de evitar abusos e dar maior segurança à produção de origem animal.
De acordo com o senador Wellington Fagundes (PR-MT), a inspeção federal tem hoje uma equipe considerada “minúscula”, de apenas 400 inspetores ou auditores para fiscalização em mais de 4.900 estabelecimentos industriais. Nos anos 80, o contingente era de quase cinco mil médicos veterinários, sendo 2.500 na inspeção federal.
— O Brasil dispõe de um padrão sanitário dos mais modernos e avançados do mundo, nossos produtos de origem animal são de primeira linha, muitos mercados não explorados se devem a temáticas protecionistas, mas precisamos avançar na estruturação da atividade para o Brasil se proteger melhor — afirmou.

Defesa agropecuária

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária (SBMV), Josélio Andrade Moura garantiu que o Brasil não deve nada aos países mais desenvolvidos quanto à vigilância sanitária. Ele avaliou ainda que a PF agiu com “exagero muito grande” ao divulgar a Operação Carne Fraca, que desmontou esquema de liberação de licenças e fiscalizações irregulares em frigoríficos.
— Realmente bateram demais. A própria Polícia Federal poderia ter evitado. Tem 27 peritos criminais veterinários que poderiam ter sido usados para auxiliar na formulação da parte técnica da operação, separando o que era criminal. O que está precisando é ter coordenação maior. O Exército tem mais de 200 veterinários, muitos especialistas em assuntos da cadeia alimentar — afirmou.
Moura, no entanto, disse que a principal lição deixada pela ação da PF aponta para a necessidade de fortalecer a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, as estruturas veterinárias, o registro de medicamentos e os insumos usados na agricultura e na pecuária.
— Não está havendo reposição da estrutura de inspeção de origem animal, que deve ser leve autônoma flexível e ágil. Se não for assim, estamos vulneráveis à introdução ou à reintrodução de doenças erradicadas. O Brasil é hoje reconhecidamente o maior produtor de proteína animal, e a concorrência internacional é muito grande. Por isso temos que nos fortalecer internamente, e construir aqui uma situação para dar passos corretos amanhã, com o fortalecimento do Ministério da Agricultura — afirmou.

“Loteamento de cargos”

Representante da Federação Nacional dos Médicos Veterinários, Cezar Amin Pasqualin disse que a corrupção tem origem no “loteamento de cargos” que ocorre nas superintendências estaduais do Ministério da Agricultura, “entregues a partidos políticos com apadrinhamento profissional, com prenúncios claros de comprometimentos ilícitos”.
Pasqualin disse ainda que os atos investigados pela PF já eram de conhecimento público e que, mesmo denunciados por meio de expedientes técnicos e administrativos às autoridades do Paraná, onde teve início a operação policial, não houve ressonância junto ao Ministério da Agricultura e outros órgãos.
O médico veterinário pediu punição rigorosa a todos os envolvidos nas irregularidades apuradas pela Polícia Federal. Ele defendeu a escolha dos gestores por mérito, além da integração entre a vigilância e a inspeção sanitária, a modernização do sistema laboratorial e a adoção de auditorias não agendadas e rotativas.
— As lições da Carne Fraca se refletem em todos os segmentos, no florestal, na agricultura, na moralidade no exercício das atividades profissionais do agronegócio. O agronegócio é forte na execução e na produção, mas fraco na sua estrutura e manutenção — afirmou.
Vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emílio Salani contou que estão sendo aplicados US$ 15 milhões para fazer modificações na vacina contra febre amarela, aplicada nos meses de maio e novembro.
— O governo apresentou um plano e iniciará uma rodada de debates com todos os entes, sindicatos, industrias e frigoríficos, estado por estado, para depois ser implementado. Hoje é proibido não vacinar. Amanhã será proibido vacinar. Para isso temos que ter lei específica — afirmou.

Segurança alimentar

Representante da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ariel Mendes disse que o Brasil desempenha papel importante na segurança alimentar de mais de uma centena de países — 88% das importações da Arábia Saudita são de produtos brasileiros; da China, são 75%; do Japão, 42%,.
— O brasileiro consome mais de cem quilos de carne por ano. O frango representa 50% de toda carne a produzida no país. Desde 2005, o Brasil é o maior exportador de carne de frango, tem 37% das exportações mundiais. Na carne suína, é o quarto maior exportador, tem 11% das exportações mundiais. Temos poucos países fechados [às exportações brasileiras], países do Caribe, da África. 160 países que consomem frango conhecem a qualidade da carne brasileira — afirmou.
Mendes disse ser preciso reforçar a comunicação junto ao mercado interno, à imprensa e ao consumidor, com atuação conjunta do governo e do Congresso Nacional, visando a transmissão de uma mensagem de segurança à sociedade e aos países importadores.

Saúde animal

Representante da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Ari Crispim afirmou que a legislação sanitária é ultrapassada, baseada em doutrina de inspeção post mortem do século 19, que não contempla as etapas anteriores ao abate do animal.
— Não estamos preocupados com o que acontece antes da cadeia alimentar. A doutrina é relativa ao trabalho, com procedimentos estabelecidos, sem flexibilidade, sem levar em conta a saúde animal antes do abate. A inspeção ocorre nas três esferas [federal, estadual e municipal]. Falta o elemento fundamental, que é o veterinário. Há déficit de funcionários também. Precisamos modernizar o sistema — afirmou.
A revisão da legislação sanitária também foi defendida pelo presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária, Benedito Arruda. Ele também ressaltou que a sociedade deve manter-se atenta à qualidade dos produtos vendidos no mercado.
— É preciso estabelecer uma cultura de que não se pode consumir produtos de origem animal de origem clandestina. Há ali no abate a presença de cães, urubus. Há também o pescado sem inspeção, o leite clandestino — advertiu.
Autor: Agência Senado
Fonte: Agência Senado

Agendamentos de transportes da Saúde terão datas diferenciadas devido aos feriados

Os agendamentos dos transportes ambulatoriais do Departamento de Saúde terão datas diferenciadas durante os feriados de Tiradentes e Dia do Trabalho.
Pacientes com consultas nos dias 21, 22 e 24 de abril, deverão agendar as viagens invariavelmente no dia 20 de abril. Já aqueles com consultas para os dias 29 de abril, 1º e 2 de maio, deverão realizar os agendamentos no dia 28 abril.

Para ambos os casos os agendamentos devem ser feitos na unidade de saúde mais próxima do bairro onde o paciente resida ou no Centro de Saúde II, que fica na Rua Alfredo Salvetti, n.º 129, Centro (próximo ao Terminal Rodoviário).

Mais informações pelo telefone (11) 4784-2551 ou 4784-2672, na central de agendamentos de transportes do Departamento de Saúde.