segunda-feira, 3 de abril de 2017

Atropelamentos de animais nas rodovias aumentam durante o outono


Uma pesquisa da Universidade de Salamanca analisou os dados sobre atropelamentos de animais na última década em Castela e Leão, comprovando que aumentaram paulatinamente nos últimos anos e que se concentram em determinados pontos da rede viária, bem como em determinados momentos do ano. A corça, o javali e o cervo são as espécies que protagonizam a maioria das colisões com vertebrados, que aumentam no outono. Apenas 1% das redes viárias da região concentra mais de 20% dos acidentes. Burgos é a província em que estão registrados mais atropelamentos, seguida por Soria, León, Palencia e Zamora, enquanto nas demais províncias o problema é menor.


O trabalho originou a tese doutoral de Víctor Javier Colino Rabanal, intitulada “Contribuições à análise da mortandade de vertebrados em estradas”, que foi orientada por Salvador Peris e Miguel Lizana, professores da área de Zoologia da Universidade de Salamanca. A principal contribuição deste trabalho, segundo explicou a DiCYT seu autor, foi desenvolver uma metodologia que permitiu uma aproximação ao problema, já que uma análise detalhada contribui à busca de soluções.

O fato de que as colisões aumentem no outono parece estar relacionado com o período reprodutivo de espécies como o javali ou o cervo, de modo que estes animais “encontram-se mais ativos”, afirma Víctor Javier Colino, ainda que a época de acasalamento da corça seja a primavera e de que esta seja um dos vertebrados mais envolvidos em acidentes.

Ao entardecer e nas primeiras horas da noite é quando se produzem mais acidentes deste tipo. Ademais, um aspecto que chama a atenção dos pesquisadores é que nas fases da lua cheia também produz-se uma maior concentração de acidentes, quando a lógica leva a pensar o contrário. “Teoricamente, com mais luz vemos antes o animal que cruza e podemos frear”, indica Víctor Colino, mas vendo os resultados parece que outros fatores podem influenciar, como o fato de que esta luminosidade interfira na atividade dos animais ou no nível de prudência dos condutores.

Quanto às regiões nas quais se produzem os atropelamentos, predominam as paisagens em mosaico, ou seja, regiões que combinam distintos tipos de superfície: pastos, florestas, cultivos, etc. Este tipo de lugares variados são ideais para a maior parte da fauna, porque possuem distintos tipos de recursos de água e alimentação.

Regiões cercadas nem sempre funcionam
A tese analisa o caso de alguns animais. Por exemplo, os atropelamentos de lobos estão muito vinculados às variáveis do trânsito e, curiosamente, são mais numerosos em estradas com cercas. “O fato de uma via estar cercada nem sempre impede o acesso de um animal, ainda que a cerca esteja bem desenhada, em muitas ocasiões a execução não é a correta e, uma vez que o animal entra na estrada, tem dificuldade para sair”, comenta o especialista.

Para evitar os atropelamentos podem ser implementadas várias medidas cuja idoneidade depende das circunstâncias concretas de cada lugar. A cerca parcial pode ser uma delas, mas quando se converte em cerca total forma uma barreira que, como no caso do lobo, pode agravar o problema. As passarelas elevadas e submersas podem ser uma boa solução em muitos casos. A sinalização de perigo na estrada pode ser complementada com espelhos e outros dispositivos que refletem a luz dos carros ao campo e dissuadem os animais. Finalmente, é possível recorrer inclusive à alta tecnologia, com sensores de movimento que acendam sinais verticais nas estradas ao detectar animais nas proximidades, já que um dos problemas é que “não respeitamos os sinalização fixa”.

A documentação sobre a qual este trabalho foi realizado procede de acidentes da Guarda Civil e dados da Direção Geral de Trânsito (DGT), do Conselho de Fomento da Junta de Castela e Leão e dos ministérios de Fomento e Meio Ambiente, Meio Rural e Marino. A comunidade registra em média 5.000 atropelamentos por ano. A intensidade do trânsito é uma das variáveis mais importantes para determinar a quantidade de atropelamentos realizados em uma estrada, mas não é possível estabelecer uma correlação direta, já que “existem estradas em que o trânsito é tão intenso que os animais nunca cruzam, de modo a não ocorrer atropelamentos”, indica. Por essa razão, as estradas em que se produzem mais acidentes, além de estar em ambientes naturais com muitos animais, costumam ser as que tem uma densidade média de veículos.

Víctor Colino comenta a aplicação prática deste trabalho, que permite identificar pontos negros e atuar, já que com os dados coletados pôde desenhar mapas que mostram os pontos de maior conflito. No entanto, seria necessário realizar estudos sobre a rentabilidade de tomar certas medidas em alguns lugares, analisando os custos e benefícios, adverte.

Outras espécies
Este trabalho focou-se nos vertebrados, porque os atropelamentos de muitas espécies não são registrados, mas o cientistas sabem que algumas como o porco-espinho sofrem um grande declínio populacional devido a sua morte em estradas. O caso dos anfíbios é especialmente significativo, sobretudo em algumas espécies de sapo que em determinadas épocas do ano migram a açudes e concentram seu deslocamento em poucas noites. Definitivamente, para muitos animais a estrada está sendo convertida na “principal causa de mortandade unida à fragmentação do terreno”.




Fonte:
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domingo, 2 de abril de 2017

Cachorrinha resgatada de abrigo salva criança com início de hipotermia nos EUA


Cãozinho salva criança que tinha início de hipotermia nos EUA
"Era cerca de 11 da manhã e Peanut começou a correr que nem louca pela casa. Ela subia e descia as escadas, latindo e ganindo. Ela foi até a garagem e pediu ao meu marido para sair de casa. Ele a deixou sair, e ela correu rapidamente até o campo nos fundos da nossa casa, à toda velocidade. Meu marido a seguiu e, para sua surpresa, encontrou uma menina sem roupas tremendo, toda encolhida”, contou sua dona.

No dia, os termômetros registravam zero grau. A mulher não deixou claro se era possível avistar a criança das janelas da casa ou se a cachorrinha a farejou. O homem enrolou a criança em sua camisa e a levou para dentro de casa para que as autoridades fossem chamadas. A única palavra que ela dizia era “cachorrinho”.

A criança foi levada de ambulância para um hospital, onde foi examinada e nenhum ferimento foi encontrado. A polícia localizou a família da criança em uma casa próxima, e foi averiguado que as condições ali encontradas não eram seguras para uma criança. Por isso, a menina e outra criança foram levadas para um abrigo.


Peanut foi resgatada de situação de abuso

Este caso foi contado pela dona de Peanut em uma carta endereçada para o abrigo de cães em que a cachorrinha foi resgatada. A carta foi recebida no dia 20 de março. O abrigo se chama Delta Animal Shelter, e fica na cidade de Escanaba, também no estado de Michigan.

Peanut tem um ano de vida e foi encontrada em 2016 por funcionários do abrigo. A filhote tinha duas pernas e costelas quebradas e havia comido pedaços de carpete. Depois de passar por meses de recuperação, ela foi adotada.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Saúde Pública Veterinária (SPV) e e a importância do Médico Veterinário no (NASF) - Núcleo de Apoio à Saúde da Família


No Brasil, em 1810, o cargo de veterinário foi criado para dar apoio aos cavalos do exército. Apesar disso e de a primeira escola de medicina veterinária ter surgido na França, em 1761, no Brasil, a criação da primeira escola ocorreu somente no início do século XX.


Após 1940 o ensino da medicina veterinária passou a englobar, de maneira mais abrangente, conteúdos de saúde pública e medicina preventiva, além da formação de clínicos veterinários.

A higiene de alimentos é considerada a primeira atividade da categoria na área de Saúde Pública, sendo desenvolvida desde o final do século XIX. Somente após a Segunda Guerra Mundial, a profissão se voltou para os trabalhos envolvendo epidemiologia e controle de zoonoses, passando a ocupar posições técnico-administrativas na área da saúde pública, interagindo com médicos humanos. A partir de 1944, a Organização Panamericana de Saúde incluiu a categoria dentre seus consultores e, em 1949, a Organização Mundial da Saúde estruturou uma seção de saúde veterinária.

No Brasil, a medicina veterinária só passou a ser reconhecida como profissão da área da saúde em 1993, com a Resolução nº 38, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que inclui o curso de medicina veterinária dentre aqueles cujos processos de abertura estariam sujeitos à avaliação do CNS

Posteriormente, a Resolução do CNS nº 218, de 1997, reconheceu a medicina veterinária como uma das profissões de saúde de nível superior.

A SPV é integrante da Atenção Primária à Saúde e requer a utilização de conhecimentos, técnicas e recursos da ciência veterinária em prol da proteção e da melhoria da saúde e da promoção do bem-estar humano, atuando com interesses comuns entre a medicina humana e a veterinária.

Permite a melhora da saúde humana, ao reduzir os riscos da interação dos humanos com os demais animais e os produtos de origem animal, como as zoonoses, as enfermidades de transmissão vetorial, os produtos químicos e medicamentos veterinários, as intoxicações e os acidentes de trabalho e lazer envolvendo animais. Ao promover a saúde dos animais, a ciência veterinária contribui para a saúde humana.

O M
ÉDICO VETERINÁRIO NO NASF

Qualquer município brasileiro poderá contar com o Médico Veterinário entre os profissionais que formam os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasfs). A portaria que autoriza a inclusão do Médico Veterinário no Nasf foi publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério da Saúde.

Essa é uma vitória da classe Médico-Veterinária capitaneada incansavelmente pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) junto ao Governo Federal em diversas esferas. 

Com essa nova determinação qualquer Secretário de Saúde municipal poderá incluir o Médico Veterinário em seus quadros de atuação para a saúde da família.

 Dentre as atribuições, Arruda lembra que o Médico Veterinário tem profundo conhecimento sobre as doenças transmitidas e veiculadas por animais, as chamadas zoonoses. Sendo assim é um profissional imprescindível para regiões endêmicas atingidas por males como a leishmaniose, a leptospirose, a dengue entre outras.

O profissional também contribuirá com o Nasf em ações preventivas de benefício à saúde da população e na atenção em relação aos produtos de origem animal, principalmente para garantir a sanidade. Para a classe de Médicos Veterinários abre-se um novo campo de atuação, já que o Brasil conta com mais de 5.000 municípios.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Laudos descartam febre amarela em mortes de macacos em São Roque


A Prefeitura de São Roque informou nesta quarta-feira (29), que dos oito macacos encontrados mortos na cidade, sete tiveram os resultados dos exames necrológicos negativos para febre amarela. Os exames foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.

Do total de primatas analisados, apenas um foi diagnosticado como positivo para a doença, no bairro do Caetê. Por medida preventiva, foi realizado nos dias 18 e 19 de fevereiro uma grande ação de imunização na área onde o primata foi encontrado. No total mais de 13.000 pessoas foram vacinadas.

A chefe da Divisão municipal de Saúde, Daniela Dias Groke, orienta que qualquer pessoa que encontrar macacos mortos deve acionar o Serviço de Zoonoses, para que a retirada do material seja feita adequadamente. "É de vital importância que todo primata encontrado sem vida seja avaliado, a causa da morte precisa ser investigada", conta.

Daniela frisa que os primatas não são culpados pela proliferação da febre amarela. “O macaco é mais uma vítima da febre amarela, é responsável por nos mostrar a existência da doença. Ele é como uma sentinela, a morte deles ocorre antes dos casos chegar em humanos”, explica.

Vacinação
De acordo com a Vigilância Epidemiológica municipal, a vacinação é somente indicada para pessoas que vão viajar para áreas consideradas de risco. Para ser imunizado, o interessado deve procurar um dos postos de saúde da cidade.

Além dos documentos pessoais, é preciso apresentar o cartão de vacina. É importante levar algum comprovante de viagem. Para orientações o cidadão pode entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica, pelo telefone (11) 4784-9814 ou 4784-4963.

Mesmo sem integrar a lista de cidades com recomendação de vacina do Ministério da Saúde, São Roque já imunizou mais de 18.200 pessoas contra a febre amarela neste ano. Segundo o Departamento Municipal de Saúde, a cidade não registra nenhum caso de febre amarela humana.


Assessoria de Imprensa
Prefeitura da Estância Turística de São Roque

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Saiba como identificar cães cardíacos


Um dos primeiros indicativos de que a saúde cardíaca do cãozinho não anda bem é o cansaço fácil. “Se o cachorro pede colo durante um passeio, na rota que já estava acostumado, ele pode sofrer de problemas cardíacos”, atenta o médico veterinário da Equilíbrio (Total Alimentos), Marcello Machado. Dificuldade para respirar, fadiga excessiva, tosse e rejeição a atividades físicas podem ser sinais de que o coração do cachorro não está conseguindo suprir adequadamente os tecidos, causando insuficiência cardíaca ou outras doenças do coração.

De olho na alimentação
Mudanças no estilo de vida e na alimentação são fundamentais para que um animal cardiopata tenha qualidade de vida “junto com prescrição dos médicos veterinários, o cão precisa de alimentos específicos para cardíacos, com esses procedimentos combinados garantirá a ele bem-estar e longevidade”, explica.
Comida caseira não é aconselhada. De acordo com o médico veterinário, é difícil conseguir o perfeito balanceamento e equilíbrio nutricional por meio da comida preparada em casa pelo tutor do animal.
Sintomas:
• Dificuldade para respirar;
• Alteração da cor da língua;
• Rejeição a atividades físicas;
• Sono demasiado;
• Fadiga;
• Sede;
• Tosse.
Diagnóstico
O diagnóstico da doença cardíaca é realizado por meio de exames específicos: a bioquímica sérica (exame de sangue) e o ecodoppler cardiograma e deve ser realizado por um médico veterinário, de preferência, especialista em cardiologia.
Fonte:









Tártaro em cães - Sintomas, causas e complicações: como evitar e tratar


Como saber que nossos amiguinhos possam estar com tártaro?
  • Mau hálito (halitose)
  • Colocação de patas na boca
  • Salivação anormal
  • Hipersensibilidade oral
  • Diminuição do apetite
  • Coloração diferente no dente (normal é branco)
Causas Predisponentes:
  • Dietas de alimentos moles
  • Não escovação diária dos dentes
  • Dentição dupla (dente temporário não cai e nasce o dente definitivo junto do mesmo)
  • PH da saliva (alcalino)
Como evitar?
  • Dieta à base de ração sólida
  • Escovação diária
  • Extração dos dentes temporários, caso eles não caiam e os dentes permanentes tenham nascido
  • Ossos comerciais e do totano do boi
Complicações
  • Endocardite (bacteriana e/ou fúngica)
  • Problemas renais
Enfim, infecções em qualquer órgão, pois as bactérias (principalmente) entram na corrente circulatória, se instalando em qualquer um deles ou até mesmo causando uma infecção generalizada e levando nosso amiguinho à morte.
Tratamento
  • Curetagem
Obs. Procurar sempre um veterinário, pois ele é o único profissional capacitado para tal serviço, pois se o animal já estiver com gengivite (inflamação da gengiva) ou outros males relacionados com o tártaro, só ele poderá orientar os proprietários à primeiro realizar uma antibioticoterapia e uso de antiflamatórios de acordo com a espécie, peso e idade do animal.

Laserterapia já usada em humanos é alternativa aos animais de estimação


A técnica de laserterapia já é usada em humanos há algum tempo para várias finalidades. A novidade é que a técnica passou a ser utilizada em animais de estimação. Os resultados são surpreendentes, além de fácil aplicação, não provoca estresse e nem é agressiva.

Essa é uma técnica que utiliza a emissão de laser apenas no local acometido por doenças. O procedimento é indicado para o tratamento e redução de dores musculares, artrites, artroses, recuperação no pós-cirúrgico, feridas, dermatites, fraturas entre outros. Pode também ser usada como complemento à fisioterapia, por exemplo.

O profissional irá direcionar o feixe de luz por alguns segundos ou minutos ao local lesionado, não provocando efeitos colaterais e trazendo diversos benefícios aos bichos de estimação.

Fonte: