quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Comportamento - As piores coisas que você pode fazer no ambiente de trabalho


A assunto é um dos comentados por usuários da rede social LinkedIn, voltada para relações profissionais. Dois empresários, listados entre os Influencers do site (grupo de pessoas tidas como muito influentes nos seus ramos de trabalho) já compartilharam suas visões sobre o que fazer – e, principalmente, o que não fazer. Confira abaixo:

Travis Bradberry, presidente da TalentSmart

O executivo escreveu um post chamado "Os 9 piores erros que você pode cometer no trabalho".
"Não importa seu talento ou o que você já conquistou – alguns comportamentos mudam instantaneamente a forma como as pessoas te veem e te dão uma aura negativa", disse.
Das 9 falhas listadas por ele, selecionamos 5:

1) Apunhalar pelas costas

"O nome diz tudo. Apunhalar seus colegas pelas costas, intencionalmente ou não, é uma grande fonte de problemas no trabalho", escreveu Bradberry.
"Uma das formas mais comuns de se fazer isso é passar por cima de alguém para resolver um problema. As pessoas normalmente fazem isso em uma tentativa de evitar conflitos, mas acabam criando ainda mais conflitos assim que a vítima sente o golpe."



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Fofocar no ambiente de trabalho não é recomendado

2) Fofocar

"As pessoas causam uma péssima impressão quando se deixam levar por fofocas sobre outras pessoas", escreveu ele.
"Chafurdar-se em conversas sobre os infortúnios dos outros podem acabar machucando-os se a fofoca chegar até eles. Mas a fofoca vai acabar prejudicando sua imagem todas as vezes, isso com toda a certeza."

3) Dizer que odeia o trabalho

"A última coisa que alguém quer ouvir no trabalho é outra pessoa falando sobre como odeia o trabalho. Fazer isso te rotula como uma pessoa negativa e diminui a moral da equipe", afirmou Bradberry.
"Os chefes descobrem logo quem são essas pessoas que puxam o time para baixo, e sabem que há pessoas que as substituiriam com prazer esperando na esquina."

4) Comer comida que cheira

"A não ser que você trabalhe em um navio, seus colegas vão se incomodar se você fizer todo o escritório ficar com cheiro de peixe. A regra geral é: qualquer coisa com um cheiro que possa extrapolar os limites da cozinha deve ser deixado em casa", disse Bradberry.

5) Contar mentiras

"Muitas mentiras começam com boas intenções – as pessoas querem proteger a si ou a outra pessoa –, mas as mentiras tendem a crescer e se espalhar até serem descobertas. E, assim que todo mundo descobrir que você mente, não tem como voltar atrás", avaliou.


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  Levar peixe e comida com cheiro forte para comer no escritório pode não ser uma boa ideia

Clinton Buelter, empresário, fundador de HardToFill.com

Se tivermos sorte, aprenderemos facilmente com nossos erros. Mas é mais comum que essas lições sejam aprendidas com certa dificuldade.
Em sua postagem, o recrutador e empresário Buelter escreveu que ele mesmo "cometeu muitos erros trabalhando como recrutador" e levou anos para perceber e corrigir isso.
Em um texto intitulado "Aprendi do jeito duro", ele elenca as lições mais importantes que aprendeu. Listamos três delas:

1) Se abra

"Pare de passar 80% do tempo pensando em como alguém vai fazer alguma coisa contra você. Pare de ser cético e pessimista", escreveu.
A dica a seguir, diz, é importante em qualquer carreira: "Descubra quem você quer ter na sua rede de contatos. E se torne acessível a eles".

2) Ser informal é bom

Depois da faculdade, muitas vezes achamos que temos de parecer formais e chiques. É isso que o mundo corporativo espera de nós, certo?
O conselho de Buelter vai na contramão: "Pare com essa bobagem. Corte isso das suas conversas, emails e do seu dia a dia. Quando você manda mensagens para um amigo ou parente, você não parece corporativo, né? Você pode usar um tom mais informal, e eles respondem. É um tom a que as pessoas se sentem conectadas".

3) Saia da sua mesa

"É fácil ficar estressado e frustrado com o trabalho. Você está sentado ali trabalhando duro, perdendo de vista o contexto maior a cada minuto", escreveu.
"Planeje um tempo para uma pausa. Então levante e saia da sua mesa. E não fique enrolando em algum lugar. Aproveite bem esse tempo."

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O mormo ou lamparão - Doença infecto-contagiosa que ainda sobrevive

O mormo, também conhecido como lamparão, é uma doença infecto-contagiosa que acomete equídeos e tem como agente etiológico a bactéria Burkholderia mallei; pode também ser contraída por outros animais como o cão, gato, bode e até o homem. Esta enfermidade é conhecida a vários séculos e no anos de 1968, foi considerada extinta no Brasil. No entanto, estudos sorológicos realizados nos anos de 1999 e 2000 detectaram a presença da doença em alguns estados do nordeste brasileiro. Já nos Estados Unidos e na Europa, esta doença foi erradica; na África e Ásia frequentemente é diagnosticada.

A infecção por esta bactéria se da através do contato com fluídos corporais dos animais doentes, como: pús, urina, secreção nasal e fezes. Este agente pode penetrar no organismo pela via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (através de alguma lesão), alcançando a circulação sanguínea, indo alojar-se em alguns órgãos, em especial, nos pulmões e fígado. Esta bactéria possui um período de incubação de aproximadamente 4 dias.

Esta doença pode apresentar-se na forma aguda ou crônica, de modo que a primeira é mais comum nos asininos e muares e a segunda, em equinos. Na forma aguda, os sintomas apresentados pelos animais são: febre, prostração, fraqueza e anorexia; surgimento de pústulas na mucosa nasal que viram úlceras profundas que geram uma descarga purulenta, tornando-se sanguinolenta posteriormente; formação de abscessos nos linfonodos/">linfonodos, podendo comprometer o aparelho respiratório surgindo dispnéia. Já a forma crônica localiza-se na pele, fossas nasais, laringe, traquéia, pulmões (evolução mais lenta do que a aguda); a localização cutânea pode ser similar à aguda, no entanto mais branda.

O diagnóstico pode ser feito através de técnicas diretas, através do isolamento bacteriano e inoculação em cobaias, e pode também, ser feito através de técnicas indiretas, como pesquisa de anticorpos através da fixação do complemento e ELISA.

O tratamento não é indicado, pois os animais permanecem infectados por toda a vida, tornando-se fontes de infecção para outros animais. Porém, quando é realizado, recomenda-se o uso de produtos a base de sulfas, em especial, sulfadiazina durante 20 dias.

O controle do mormo é baseado no isolamento da área que contém animais doentes, sacrifício destes animais positivos, isolamento e reteste dos suspeitos, cremação dos corpos dos infectados, desinfecção das instalações e todo o material que entrou em contato com os doentes. Deve também ser feito um rigoroso controle do trânsito de animais entre os estados e internacionalmente, com apresentação de resultados negativos de testes realizados até, no máximo, 15 dias antes do embarque dos animais.

Fontes:
http://www.vallee.com.br/doencas.php/3/48
http://www.mgar.com.br/zoonoses/aulas/aula_mormo.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mormo
http://www.saudeanimal.com.br/mormo.htm
http://www.defesaagropecuaria.al.gov.br/sanidade-animal/mormo
http://nrce.nic.in/resach.htm
http://www.upmc-biosecurity.org/website/focus/agents_diseases/fact_sheets/glanders.html

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Saúde Única é tema de concurso da OIE para comemorar o Dia Mundial Veterinário



Para comemorar o Dia Mundial Veterinário, celebrado em 30 de abril, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Associação Mundial Veterinária (AMV) lançaram um concurso para premiar a melhor contribuição profissional dentro do tema “Formação continuada sob o conceito da Saúde Única”. A competição é aberta a todas entidades-membros da Associação Mundial de Veterinária que podem participar de forma individual ou em conjunto com outro organismo. O Conselho Federal de Medicina Veterinária é integrante da AMV.
O critério para escolha do melhor projeto leva em conta a qualidade do material, suas atividades, capacidade de conscientizar sobre o tema em seus respectivos países mediante material de comunicação e cobertura de mídia, assim como sua capacidade de demonstrar a aplicação do conceito de Saúde Única. Os participantes podem inscrever atividades que tenham sido feitas antes do dia 30 de abril de 2016, projetos em andamento e também ações previstas para o futuro.

As inscrições podem ser feitas pelo site da OIE até o dia 10 de maio de 2016. O resultado do prêmio será divulgado durante a cerimônia de abertura da 84ª Sessão Geral da OIE, em Paris, no dia 22 de maio de 2016.

Os médicos veterinários desempenham um papel fundamental na proteção da saúde a nível mundial. Em todos os âmbitos profissionais, têm a oportunidade e a responsabilidade de melhorar a saúde e o bem-estar dos animais, e portanto, de melhorar a saúde humana.

A OIE estima que, a cada ano, apareçam cinco novas doenças humanas infecciosas emergentes, sendo que três delas são zoonoses. Esses episódios nos fazem lembrar a relação existente entre a saúde das pessoas, dos animais e do meio ambiente, motivo pelo qual são necessárias estratégias multissetoriais como o conceito de Saúde Única. Tendo em vista que a profissão e a ciência Veterinária evoluem constantemente, a formação continuada é fundamental para que os médicos veterinários se mantenham por dentro dos últimos avanços, técnicas e tecnologias necessárias para controlar de forma eficiente os riscos sanitários em sua origem.

Saúde Única

Pensando na atuação indispensável do médico veterinário na saúde humana, animal e ambiental, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) adotou a Saúde Única como mote de sua campanha do Dia do Médico Veterinário de 2015, comemorado em 9 de setembro, para lembrar a importância da aplicação do conceito no Brasil e do trabalho multidisciplinar na atuação do médico veterinário.

No portal do CFMV você encontra uma página dedicada à divulgar informações sobre Saúde Única, acesse: http://portal.cfmv.gov.br/portal/site/pagina/index/artigo/86/secao/8

Assessoria de Comunicação do CFMV

Iniciada ontem no H.C. da FM-USP a última etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue

Teve início ontem, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP), a última etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio da FAPESP.

Na ocasião, foi assinado um acordo entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan que prevê investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo.

O evento contou com a participação da presidente da República, Dilma Rousseff, do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do ministro as Saúde, Marcelo Castro, e do Secretário de Estado da Saúde, David Uip. Também estiveram presentes o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, o presidente da FAPESP, José Goldemberg, e o diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, entre outras autoridades.


Ao todo, o governo federal se comprometeu a investir R$ 300 milhões para concluir os testes do imunizante. Além dos recursos do Ministério da Saúde, estão sendo analisados outros R$ 100 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de um contrato da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e R$ 100 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Alckmin anunciou ainda que outros R$ 100 milhões serão investidos pela FAPESP nos próximo cindo anos em pesquisa aplicada ao desenvolvimento de vacinas, soros, técnicas de diagnóstico rápido, estudos epidemiológicos (coorte) e outros temas relacionados aos vírus causadores de Zika, dengue e chikungunya. Também serão financiadas pesquisas voltadas ao controle do mosquito vetor de todas essas doenças, o Aedes aegypti.

“Estamos frente a um momento da ciência em que o Brasil está na vanguarda em uma questão que envolve grande parte do planeta. Dengue, Zika e chikungunya são doenças de países tropicais e subtropicais. Isso afeta cerca de 2,5 bilhões de pessoas. Agradeço, em nome do governo de São Paulo, essa parceria com o governo federal, por meio do Ministério da Saúde e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirmou Alckmin.

O governador ressaltou ainda que o Instituto Butantan já estuda o desenvolvimento de um soro para neutralizar a ação do vírus Zika no organismo e de uma vacina profilática.

Combate ao Aedes aegypti

Durante o evento, Dilma Roussef ressaltou que, enquanto a vacina não está disponível, são necessárias ações para combater os criadouros do mosquito vetor. “Precisamos tomar uma atitude efetiva para evitar que mais crianças nasçam com microcefalia e mais pessoas tenham dengue, febre chikungunya e Zika, que é o extermínio dos criadouros do mosquito. Temos feito campanhas de mobilização, utilizando as Forças Armadas, Corpo de Bombeiros e aulas nas escolas sobre o assunto. Só tem uma única forma de combater o vírus Zika hoje, que é não deixar o mosquito nascer”, ressaltou a presidenta.

Já o ministro da Saúde classificou a pesquisa do Butantan como “promissora”. “Pode nos auxiliar na busca de soluções contra o vírus Zika”, disse Castro.

De acordo com o presidente da FAPESP, José Goldemberg, “há oito anos a Fundação está atuando ativamente em pesquisas nessa área (desenvolvimento de soros, vacinas, combate ao Aedes e doenças por ele transmitidas) e já investiu no período R$ 48 milhões”.

“Foi graças ao apoio dado pela FAPESP oito anos atrás para a produção de lotes experimentais da vacina contra a dengue no Butantan, que hoje está sendo possível iniciar essa última etapa do ensaio clínico, que tem como objetivo comprovar a eficácia do imunizante”, ressaltou Brito Cruz.

Segundo informou o diretor científico da FAPESP, ainda nesta semana será anunciada, em parceria com a Finep, uma chamada de propostas que visa ao desenvolvimento de tecnologias para produtos, serviços e processos para o combate ao vírus Zika e ao mosquito Aedes aegypti. Os recursos alocados para financiamento dos projetos selecionados no edital são da ordem de R$ 10 milhões.

Além disso, a Rede Zika, formada por pesquisadores em várias instituições no Estado de São Paulo, está ativa em dezenas de projetos de pesquisa no tema (saiba mais sobre a Rede Zika em agencia.fapesp.br/22671. Novas solicitações de financiamento para pesquisa estão sendo recebidas de forma contínua.

Testes finais

A terceira fase de ensaios clínicos da vacina contra a dengue começa com 1,2 mil voluntários recrutados pelo HC/FMUSP – um dos 14 centros credenciados pelo Butantan para a realização dos testes, que envolverão 17 mil participantes de 13 cidades nas cinco regiões do Brasil. Dez pessoas foram vacinadas no primeiro dia.

A estimativa do Instituto é que todos os participantes estejam vacinados dentro de um ano. Os resultados da pesquisa dependem de como será a circulação do vírus, mas o Butantan acredita ser possível ter a vacina disponível para registro até 2018.

Os voluntários já inscritos entraram em contato diretamente com o hospital ou deixaram seus dados no Serviço de Atendimento ao Cidadão do Butantan, autorizando que eles fossem repassados ao centro de pesquisas do complexo hospitalar. Eles têm entre 2 e 59 anos de idade e residem em diferentes localidades da capital paulista e da região metropolitana da Grande São Paulo.

Na capital paulista, o cadastro de interessados em participar do estudo passa de dois mil. Podem ser voluntários do estudo pessoas que estejam saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas-etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Interessados também podem procurar o SAC do Butantan pelo e-mail sac@butantan.gov.br.

Os participantes serão acompanhados por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina. O acompanhamento será feito por meio de visitas programadas para coleta de amostras, além de contatos telefônicos e mensagens por celular.

A vacina do Butantan, desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA), tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose e é produzida com os vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos. Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença.

Além do HC, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, na capital paulista, também foi credenciada pelo Butantan para a realização dos testes da fase 3. Nos outros 12 centros, o cronograma de vacinação deverá ser divulgado em breve.

A pesquisa também será conduzida em Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), São José do Rio Preto (SP) e Porto Alegre (RS). Até o momento, a vacina já foi testada em 900 pessoas: 600 na primeira fase de testes clínicos, realizada nos EUA pelo NIH, e 300 na segunda etapa, realizada na cidade de São Paulo pela Faculdade de Medicina da USP, parceira do Butantan. Os dados disponíveis até agora das duas primeiras fases indicam que a vacina é segura, induz o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro vírus da dengue e é potencialmente eficaz


Fonte:
http://agencia.fapesp.br/resultado_de_pesquisa_fapesp_vacina_do_butantan_contra_a_dengue_entra_em_teste_final/22727/

Iniciada ontem no H.C. da FM-USP a última etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue

Teve início ontem, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP), a última etapa de ensaios clínicos da vacina tetravalente contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio da FAPESP.

Na ocasião, foi assinado um acordo entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan que prevê investimento de R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo.

O evento contou com a participação da presidente da República, Dilma Rousseff, do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do ministro as Saúde, Marcelo Castro, e do Secretário de Estado da Saúde, David Uip. Também estiveram presentes o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil, o presidente da FAPESP, José Goldemberg, e o diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, entre outras autoridades.


Ao todo, o governo federal se comprometeu a investir R$ 300 milhões para concluir os testes do imunizante. Além dos recursos do Ministério da Saúde, estão sendo analisados outros R$ 100 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de um contrato da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e R$ 100 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Alckmin anunciou ainda que outros R$ 100 milhões serão investidos pela FAPESP nos próximo cindo anos em pesquisa aplicada ao desenvolvimento de vacinas, soros, técnicas de diagnóstico rápido, estudos epidemiológicos (coorte) e outros temas relacionados aos vírus causadores de Zika, dengue e chikungunya. Também serão financiadas pesquisas voltadas ao controle do mosquito vetor de todas essas doenças, o Aedes aegypti.

“Estamos frente a um momento da ciência em que o Brasil está na vanguarda em uma questão que envolve grande parte do planeta. Dengue, Zika e chikungunya são doenças de países tropicais e subtropicais. Isso afeta cerca de 2,5 bilhões de pessoas. Agradeço, em nome do governo de São Paulo, essa parceria com o governo federal, por meio do Ministério da Saúde e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirmou Alckmin.

O governador ressaltou ainda que o Instituto Butantan já estuda o desenvolvimento de um soro para neutralizar a ação do vírus Zika no organismo e de uma vacina profilática.

Combate ao Aedes aegypti

Durante o evento, Dilma Roussef ressaltou que, enquanto a vacina não está disponível, são necessárias ações para combater os criadouros do mosquito vetor. “Precisamos tomar uma atitude efetiva para evitar que mais crianças nasçam com microcefalia e mais pessoas tenham dengue, febre chikungunya e Zika, que é o extermínio dos criadouros do mosquito. Temos feito campanhas de mobilização, utilizando as Forças Armadas, Corpo de Bombeiros e aulas nas escolas sobre o assunto. Só tem uma única forma de combater o vírus Zika hoje, que é não deixar o mosquito nascer”, ressaltou a presidenta.

Já o ministro da Saúde classificou a pesquisa do Butantan como “promissora”. “Pode nos auxiliar na busca de soluções contra o vírus Zika”, disse Castro.

De acordo com o presidente da FAPESP, José Goldemberg, “há oito anos a Fundação está atuando ativamente em pesquisas nessa área (desenvolvimento de soros, vacinas, combate ao Aedes e doenças por ele transmitidas) e já investiu no período R$ 48 milhões”.

“Foi graças ao apoio dado pela FAPESP oito anos atrás para a produção de lotes experimentais da vacina contra a dengue no Butantan, que hoje está sendo possível iniciar essa última etapa do ensaio clínico, que tem como objetivo comprovar a eficácia do imunizante”, ressaltou Brito Cruz.

Segundo informou o diretor científico da FAPESP, ainda nesta semana será anunciada, em parceria com a Finep, uma chamada de propostas que visa ao desenvolvimento de tecnologias para produtos, serviços e processos para o combate ao vírus Zika e ao mosquito Aedes aegypti. Os recursos alocados para financiamento dos projetos selecionados no edital são da ordem de R$ 10 milhões.

Além disso, a Rede Zika, formada por pesquisadores em várias instituições no Estado de São Paulo, está ativa em dezenas de projetos de pesquisa no tema (saiba mais sobre a Rede Zika em agencia.fapesp.br/22671. Novas solicitações de financiamento para pesquisa estão sendo recebidas de forma contínua.

Testes finais

A terceira fase de ensaios clínicos da vacina contra a dengue começa com 1,2 mil voluntários recrutados pelo HC/FMUSP – um dos 14 centros credenciados pelo Butantan para a realização dos testes, que envolverão 17 mil participantes de 13 cidades nas cinco regiões do Brasil. Dez pessoas foram vacinadas no primeiro dia.

A estimativa do Instituto é que todos os participantes estejam vacinados dentro de um ano. Os resultados da pesquisa dependem de como será a circulação do vírus, mas o Butantan acredita ser possível ter a vacina disponível para registro até 2018.

Os voluntários já inscritos entraram em contato diretamente com o hospital ou deixaram seus dados no Serviço de Atendimento ao Cidadão do Butantan, autorizando que eles fossem repassados ao centro de pesquisas do complexo hospitalar. Eles têm entre 2 e 59 anos de idade e residem em diferentes localidades da capital paulista e da região metropolitana da Grande São Paulo.

Na capital paulista, o cadastro de interessados em participar do estudo passa de dois mil. Podem ser voluntários do estudo pessoas que estejam saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas-etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Interessados também podem procurar o SAC do Butantan pelo e-mail sac@butantan.gov.br.

Os participantes serão acompanhados por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina. O acompanhamento será feito por meio de visitas programadas para coleta de amostras, além de contatos telefônicos e mensagens por celular.

A vacina do Butantan, desenvolvida em parceria com o National Institutes of Health (EUA), tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose e é produzida com os vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos. Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença.

Além do HC, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, na capital paulista, também foi credenciada pelo Butantan para a realização dos testes da fase 3. Nos outros 12 centros, o cronograma de vacinação deverá ser divulgado em breve.

A pesquisa também será conduzida em Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), São José do Rio Preto (SP) e Porto Alegre (RS). Até o momento, a vacina já foi testada em 900 pessoas: 600 na primeira fase de testes clínicos, realizada nos EUA pelo NIH, e 300 na segunda etapa, realizada na cidade de São Paulo pela Faculdade de Medicina da USP, parceira do Butantan. Os dados disponíveis até agora das duas primeiras fases indicam que a vacina é segura, induz o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro vírus da dengue e é potencialmente eficaz


Fonte:
http://agencia.fapesp.br/resultado_de_pesquisa_fapesp_vacina_do_butantan_contra_a_dengue_entra_em_teste_final/22727/