domingo, 31 de janeiro de 2016

Descobertos na Argentina ossos de um dos maiores dinossauros do mundo

Paleontólogo Bernardo Gonzalez Riga descobriu uma nova espécie entre os maiores dinossauros conhecidos pela ciência -

Um grupo de paleontólogos anunciou ter descoberto na Argentina os ossos fósseis do dinossauro “Notocolossus, um dos maiores animais terrestres conhecidos”, disseram nessa quinta-feira (21) fontes da investigação científica.

O grupo de investigadores, liderado pelo especialista argentino Bernardo González Riga, descobriu “uma nova espécie que se encontra entre os maiores dinossauros conhecidos pela ciência”, afirmou a equipe.

Os fósseis, encontrados na província argentina de Mendoza, têm cerca de 86 milhões de anos.

A nova espécie “proporciona aos cientistas uma informação-chave sobre a anatomia da extremidade traseira dos tiranossauros gigantes”, considerados geralmente como os maiores animais terrestres que existiram.

Segundo comunicado divulgado por González Riga, a “evidência sugere que foi um dos animais mais pesados já descoberto na Terra”.

“Apesar do caráter incompleto do esqueleto impedir a realização de estimativas precisas do seu tamanho, o úmero (osso do braço) tem 1,76 metrosde comprimento, sendo maior do que o e qualquer outro tiranossauro conhecido.”

O paleontólogo acrescentou que o animal teria entre 25 e 28 metros de altura e pesaria entre 40 e 60 toneladas.


Fonte:

Veja avanço do vírus Zika no mundo - Fonte: EBC Agência Brasil


Entre 3 e 4 milhões de pessoas devem contrair o vírus Zika em 2016 no continente americano, sendo que 1,5 milhão desses casos devem ser registrados no Brasil. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas. O cálculo considera o número de infectados por dengue, doença transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, em 2015, e a falta de imunidade da população ao vírus.

Pelo menos 22 países e territórios já confirmaram a circulação autóctone do vírus Zika, desde maio de 2015, segundo a Opas. A maioria está localizado no continente americano. São eles: Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Haiti, Honduras, Martinica (França), México, Panamá, Paraguai, Porto Rico (EUA), Ilha de São Martinho (França/Holanda), Suriname, Venezuela, Ilhas Virgens (EUA), Samoa e Cabo Verde. 


Presidenta Dilma Rousseff acompanha ação contra o Aedes aegypti em instalação das Forças Armadas Roberto Stuckert Filho/PR

Além desses países, o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) também aponta casos da doença na Bolívia, em Curaçao, na República Dominicana, em Guadalupe (França), na Nicarágua, Tailândia, em Fiji, nas Ilhas Maldivas, Nova Caledônia (França) e nas Ilhas Salomão. O órgão ainda indica que 10 países da Europa registraram casos importados de Zika: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.

O Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) informou que um morador do Texas é o primeiro infectado com o vírus Zika no país. O homem havia visitado a América Latina recentemente.

De acordo com a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, o vírus Zika está se espalhando rapidamente pelas Américas e pode chegar a todos os países do continente, exceto o Canadá e o Chile continental, onde o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, não está presente.

Ainda não há dados consolidados e precisos do número de casos da doença nos países que registraram a ocorrência do vírus. Segundo a diretora, a dificuldade na obtenção de números confiáveis de casos de infecção pelo vírus Zika se deve a várias razões, como o fato de o vírus ser detectável somente por alguns dias no sangue das pessoas infectadas, e dos médicos, assim como os exames laboratoriais, não conseguirem com facilidade diferenciar os casos de Zika de doenças como dengue e chikungunya, que têm sintomas semelhantes.

Além disso, apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresentam os sintomas, o que significa que somente uma pequena parcela de pessoas procura os serviços de saúde, prejudicando a contagem dos casos da doença.

Vírus Zika

Da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, o vírus Zika provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya. De baixa letalidade, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações) e exantema maculo-papular (manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos da família Aedes (aegypti, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus). A partir da picada, a doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias no organismo humano até os sintomas começarem a se manifestar, que podem durar até 7 dias.

Como não existe um medicamento específico contra o vírus, o tratamento atual serve apenas para aliviar os sintomas. Assim, o uso de paracetamol, sob orientação médica, é indicado nesses casos.

As medidas de prevenção e controle da doença são as mesmas adotadas para a dengue, febre amarela e chikungunya, como eliminar os possíveis criadouros do mosquito, evitando deixar água acumulada em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e fazer uso de repelentes.

No Brasil, as autoridades de saúde investigam a relação do Zika com o aumento da ocorrência de microcefalia, uma anomalia que implica na redução da circunferência craniana do bebê ao nascer ou nos primeiros anos de vida, entre outras complicações. O Ministério da Saúde confirma 270 casos de bebês que nasceram com microcefalia por infecção congênita, que pode ter sido causada por algum agente infeccioso, inclusive o vírus Zika, e 49 mortes. A pasta ainda investiga outros 3.448 casos suspeitos de microcefalia no país.

Também associado ao vírus, os órgãos de saúde de vários países da América do Sul e Central, incluindo o Brasil, verificaram um crescimento de casos da síndrome de Guillain-Barré (SGB). A doença neurológica, de origem autoimune, provoca fraqueza muscular generalizada e, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar, levando-o à morte.

De acordo com a OMS, o Zika pode causar outras síndromes neurológicas, como meningite, meningoencefalite e mielite.

* Com informações da Organização Mundial de Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças, Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e do Ministério 

da Saúde

Edição: Carolina Pimentel

Fonte:
 

4 Pequenos bichos arquitetos - construções que não foram feitas por humanos


Por mais que o ser humano seja um ótimo arquiteto, ele não é o único ser vivo que constrói estruturas incríveis no nosso planeta. Pássaros, abelhas e formigas são alguns dos animais famosos por construírem habitações geniais, mas também há outros Oscar Niemeyer da natureza que não são tão conhecidos:


4. Cabana de gravetos


 

A lagarta Psychidae constrói sua própria casinha com gavetos. Quando ela é pequena, usa gravetos pequenos, mas conforme vai crescendo adiciona pedaços de galhos maiores. O resultado é tão perfeito que parece uma cabana de madeira em miniatura. O que fascina é a sua habilidade de escolher gravetos com o tamanho perfeito.


 

Algumas de suas “cabanas” são em formato de pirâmide, enquanto outras têm um formato diferente, com os gravetos paralelos, criando um cilindro que tem apenas uma das bases conectada com uma folha ou galho.
 

3. Barraca de folhas


 

Nem todas as Psychidae curtem uma cabana de gravetos. Algumas preferem acampar em barraquinhas feitas de folhas secas. Com a ajuda de camadas de seda, a lagarta organiza as folhas em formato de pirâmide ou Torre Eiffel.


2. Gaiola de pelos


 

A pupa da mariposa Cyana sp. usa uma gaiola de pelos na sua etapa de desenvolvimento entre larva e adulto. Quando ainda é uma lagarta, a Cyana tem pelos longos e flexíveis, que depois são tecidos para formar a gaiola. Como cada pelo não é longo o suficiente para dar a volta toda na gaiola, a lagarta une as pontas de diferentes pelos, de forma perfeita.

O animal então se suspende no meio da gaiola com sua seda. Seus pelos são resistentes o suficiente para segurar o seu peso e proteger a pupa de predadores.
 

1. Casulo de folha


 

A Phonognatha graeffei é uma aranha australiana encontrada tanto em florestas como em regiões urbanas. Ela usa folhas secas para construir um esconderijo bem no centro de sua teia, fechada no topo e com uma abertura embaixo. Quando uma presa passa perto da folha, ela ataca. Quanto têm filhotes, as fêmeas constroem uma casa semelhante para eles, que funciona como berçário. O que destaca esse aracnídeo é a habilidade de usar outros materiais além das folhas quando os têm disponíveis, como papel descartado por humanos. 

Fonte:
[Popular Mechanics, SGMacro]



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sábado, 30 de janeiro de 2016

Alimentação de cães que inclui frutas deve ser equilibrada: há contraindicações

 Alimentação de cães que inclui frutas deve ser equilibrada, diz veterinárioSegundo os médicos a ração nunca deve ser substituída.
'Frutas não têm todos nutrientes que cães precisam; há contraindicações.


Cães devem consumir frutas com moderação, segundo veterinários (Foto: Lucas Dellareti/Arquivo Pessoal)

As frutas fazem parte de uma alimentação saudável para os humanos e também podem fazer o mesmo efeito para cães, segundo veterinários. Mas é preciso ter cautelas, pois cada caso precisa ser avaliado individualmente. "Ao contrário do que muitos donos pensam, os cães também podem comer frutas, mas é preciso ter equilíbrio e jamais substituí-las pela ração, pois são animais carnívoros", disse a veterinária de Divinópolis, Francany Moura.

O estudante Lucas Dellaretti diz que as frutas fazem parte da alimentação dos cinco cães dele. Além disso ele ainda incluiu verduras na dieta dos bichinhos. Para o veterinário Yuri Paiva, nem todas as frutas são indicadas.

"A gente parte do mesmo principio de que as frutas são fontes de vitamina e fibras, mas há limitações. Não se tem muitos estudos de cães que comem frutas, mas é necessário ter equilíbrio, evitar os excessos é sempre a dica mais pertinente, pois se há um animal que às vezes tem um problema cardíaco, por exemplo, esse problema pode agravar se ele ingerir bananas em excesso, onde há alta incidência de potássio", explicou o profissional.


Lucas diz que sempre deu frutas aos cães dele (Foto: Lucas Dellareti/Arquivo Pessoal)


O veterinário completa que se o dono do cão tver ciência de determinado problema de saúde do animal, ele precisa conversar com um profissional para saber se pode consumir ou não determinados alimentos frutíferos. " Sabemos que há benefícios, certamente e inclusive, há rações que incluíram frutas cristalizadas que ajudam a melhorar o pelo, melhora a absorção dos outros alimentos e também dá mais disposição aos animais. Se a vontade do dono é dar frutas aos cães eles precisam também aliar isto a uma boa ração", completou o veterinário.

O administrador de empresas Gustavo Mourão tem três cães com idades entre um a quatro anos. Luidy, Nayla e Pretinha moram em um sítio e no local a variedade de frutas é grande. Entre as frutas preferidas dos cães está a jabuticaba. Neste mês os bichinhos foram filmados durante um almoço farto com a fruta. Mas segundo veterinários, a jabuticaba não é indicada. Veja vídeo abaixo.

"Primeiro por conta da casca e depois o caroço. Em alguns casos pode ocorrer prisão de ventre. Eles comem sem limite e pode causar mal estar. Além disso os caroços podem parar no intestino e se o cão parar de defecar ele pode ter obstrução e aí precisará passar por procedimento cirúrgico. Além de assustar o dono pois pode acarretar em vômito, o bichinho pode ficra prostarado mesmo. Eles não têm o mesmo cuidado que nós humanos então tudo que a gente der e eles se dispuserem eles vão de fato comer e sem limites. Por isso, cabe aos donos esse cuidado”, disse Franciany.

O dono dos cães mostrados no vídeo conta que não sabia da contraindicação e diz ainda que, sempre partiu do princípio de que se frutas são saudáveis para os humanos, então elas também são para os . Os animais dele nunca tiveram problemas, mas quando soube que a jabuticaba não é recomendado, ele logo decidiu suspender a fruta na alimentação dos animais. "Agora que sei, vamos suspender com certeza. Eles gostam muito de frutas e se deixar eles preferem elas do que a ração. Comem ainda amoras, bananas e mangas", contou.

Mesmo sendo fontes de vitaminas, alguns cães podem desencadear algumas alergias com certas frutas e, por isso, também devem ser escolhidas conforme o estado de saúde do animal. Na dúvida sobre a saúde do cão, é sempre indicado que os donos levem a uma consulta. "Um alimento tanto pode ser ótimo para o equilíbrio do organismo, quanto tóxico e maléfico", disse o veterinário Yuri.


Algumas frutas não são indicadas para o consumo animal (Foto: Lucas Dellareti/Divulgação)


É importante ainda que os cães passem por exames para que tenham uma dieta que contribua com a longevidade. O G1 separou algunas dicas dos veterinários, do que pode e o que não pode ser consumidos pelos cães. Veja abaixo.


Frutas permitidas   Frutas não permitidas
Banana   Abacaxi
Manga   Laranja
Melancia   Uva
Goiaba   Jabuticaba
Figo   Abacate
Amora   Jambo
Ameixa   Carambola
Caqui     Mamão

No caso da manga é preciso fatiar, o caroço é perigoso pois pode causar obstrução intestinal, segundo Franciany.

Ela ainda alerta que a banana deve ser ingerida por eles sem a casca. A maça e pera devem ser dadas a eles sem o talo, pois nele há uma substância prejudicial ao intestino do cão. A goiaba, o figo, ameixa e caqui podem ser oferecidas sem restrições.

As frutas cítricas como laranja e mexerica fazem mal ao estômago do bichinho e elas também podem soltar o intestino como no caso do mamão. Essas frutas podem provocar uma desidratação. O abacaxi também é muito ácido. A melancia deve ser oferecida em pequenas quantidades e sem o caroço.

Nem no casos de animais obesos há recomendação de substituir a ração por frutas.

"São animais carnívoros, precisam de ração. A dieta para animais obesos é diferente e é bem simples, é só incluir ração diet e fazer atividade física. mas isso vai depender do grau de obesidade e cada caso é diferente, vale ressaltar que a avaliação deve ser feita por um especialista", finalizou a veterinária.


Cacau, da raça Lhasa Apso, come melancia para refrescar no calor (Foto: Vanessa Pires/G1) 


Anna Lúcia Silva Do G1 Centro-Oeste de Minas

Fonte:

Ciência - O que ocorre com nosso cérebro vendo vídeos de animais fofinhos



Mais de 219 milhões de pessoas assistiram a um vídeo de 16 segundos que mostra um bebê panda espirrando e assustando sua mãe. No mínimo, isso são 58 milhões de minutos, ou 111 anos, gastos assistindo essa sensação viral.


Há, ainda, todo um canal no YouTube dedicado às aventuras de pequenos hamsters comendo alimentos minúsculos, comemorando aniversários minúsculos e fazendo festas minúsculas. O canal tem mais de 29 milhões de visualizações.
 
Lil Bub, um gatinho órfão resgatado com um caso extremo de nanismo, é uma sensação na internet. O que começou como um Tumblr fotográfico chamado de “BuBlog” se transformou em dezenas de posts no BuzzFeed e mensagens no Reddit, uma aparição na TV, um documentário e uma linha de mercadorias.

Fofura: uma questão de sobrevivência

Mas parece que o nosso caso de amor com coisinhas peludas do tamanho de uma caneca pode ser uma questão de sobrevivência. Segundo a rede CNN, cientistas descobriram que os seres humanos são atraídos instintivamente a qualquer coisa que tem características semelhantes às de um bebê. Olhos grandes, bochechas redondas, testas grandes e características geralmente arredondadas nos atraem. “Essas características são tão arraigadas em nós que respondemos a elas”, afirmou Oriana Aragon, psicóloga da Universidade de Yale, em entrevista à CNN.
Muitos cientistas acreditam que nós desenvolvemos esta atração a fim de sobreviver. “Nossa sobrevivência depende de nós cuidarmos dos mais novos. É parte de nossa espécie humana responder a estas características”, explicou a pesquisadora.
E assim, quando vemos estas propriedades em animais – olhos e cabeças grandes em corpos pequenos – nós reagimos da mesma forma que fazemos quando as vemos em bebês. Na verdade, empresários e designers têm aplicado esses tipos de características em carros para chamar nossa atenção. É só pensar no New Beetle ou no Mini Cooper.

Tomando a sua dose de fofura

Mas nós não ficamos estupidamente cegados por animais fofos. Na verdade, estudos descobriram que os centros de prazer do nosso cérebro acendem quando vemos algo fofo porque há um disparo de dopamina no cérebro. É uma resposta semelhante a quando comemos açúcar ou de temos relações sexuais.
“É uma espécie de vício. Queremos a nossa dose de fofura”, afirma Aragon. “É algo que nos dá prazer e nos faz voltar”. Assim como comer alimentos de alto teor calórico ricos foram essenciais para nossa sobrevivência no passado, ver e cuidar de algo bonitinho age de uma forma semelhante em nosso cérebro; vemos um bebê fofo e instintivamente tentamos abraçá-lo, o nosso cérebro recebe um impulso de dopamina para nos recompensar e BUM – estamos felizes!

Emoções vs. expressões

Alguma vez você já se pegou querendo apertar um filhote de cachorro ou morder o rosto de um bebê de tão fofos que eles são? Se você pensar sobre a sobrevivência, isso na verdade parece o contrário de cuidar de uma criança. Por que alguém iria querer comer seu bebê, afinal?
Porém, como seres humanos, temos toda uma série de expressões em nossos rostos que não correspondem de maneira alguma às nossas emoções no interior. Exemplos são lágrimas de alegria, gritar de emoção ao assistir um show da sua banda favorita ou querer beliscar as bochechas de um bebê.
 
Essas expressões que parecem contrárias às nossas emoções são chamadas de “expressões dimorfas”, e os cientistas acreditam que este pode ser um mecanismo de autorregulação que nos permite manter nossas emoções sob controle. Está se sentido muito feliz? Vamos equilibrar isso com algumas lágrimas. Ou já se sentiu tão frustrado com uma situação que acaba rindo, simplesmente porque você não sabe mais o que fazer? Mais uma vez, pode ser um mecanismo para ajudar a lidar com o fato de ficar sobrecarregado com a situação.
“Este feedback facial envia informações de volta para o cérebro e ajuda a disputar com a emoção primária”, diz a professora. Ou seja, quando estamos sobrecarregados com alguma emoção, é isso que nos ajuda a recuperar o equilíbrio.

Agressão fofa

Aragon tem estudado especificamente a “agressão fofa”- quando as coisas são tão fofas, você não consegue suportar e apresenta um comportamento agressivo. Na verdade, vários idiomas têm palavras específicas para descrever essa sensação. Filipinos a chamam de “gigil”, que descreve a vontade de ranger os dentes ou beliscar bochechas. Os franceses dizem “mignon a croquer”, que se traduz literalmente como “tão fofo que você quer morder”.
Para testar sua tese, Aragon e sua equipe mostram a participantes do teste imagens de versões filhotes e adultas de animais como elefantes, patos e gatos. Noventa participantes viram essas fotos enquanto seguravam plástico bolha. Quando viram os filhotes, os participantes apertaram mais bolhas do que quando viram os animais adultos.

Focando com fofura

Um estudo semelhante no Japão descobriu que os participantes tiveram melhor desempenho em tarefas de alta concentração quando tinham visto imagens de animais fofos quando comparados com imagens de comidas ou outras fotos não bonitas.
Então, da próxima vez que você for pego assistindo vídeos de animais fofos no trabalho, você pode dizer ao seu chefe que não está procrastinando: você está aumentando a sua produtividade.  

Fonte:
CNN

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Em Portugal, quem maltrata animais fica longe deles por cinco anos

 Quem infligir dor ou sofrimento a animais domésticos em Portugal não vai poder ter animais durante cinco anos. Nova lei foi já publicada em Diário da República e tem novas penas para maus tratos e abandono.
O crime de maus tratos ou abandono de animais de companhia passou a ser punido com outras penas, além da prisão ou multa, e quem lhes infligir dor ou sofrimento não vai poder ter animais durante cinco anos.

A lei hoje publicada em Diário da República lista um conjunto de penas acessórias para os crimes contra animais de companhia, tanto os maus tratos, como o abandono.

Quem tratar mal ou abandonar os animais domésticos passa a ficar privado do direito de ter animais num período que pode ir até cinco anos, e de participar em feiras, exposições ou concursos relacionados com este tema, por um máximo de três anos.

O encerramento de estabelecimentos relacionados com animais de companhia e a suspensão de permissões administrativas, como autorizações ou licenças relacionadas com animais de companhia, ambos por um período máximo de três anos, são outras penalizações previstas na nova componente da lei para os maus tratos ou abandono.

Os maus tratos “sem motivo legítimo”, já eram penalizados com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias e, quando resultam na morte, na privação de “importante órgão ou membro” ou quando afetem de forma permanente a capacidade de movimento levam à prisão até dois anos ou multa até 240 dias.

Já o abandono dos animais por aqueles que têm o dever de guardar, vigiar ou dar assistência, ficando em risco a sua alimentação e outros cuidados, é punido com pena de prisão até seis meses ou multa até 60 dias.

A lei, aprovada na Assembleia da República a 22 de julho de 2015, também inclui um ponto relacionado com a detenção de cães perigosos e aponta para a necessidade de ser entregue nas entidades competentes, como a junta de freguesia, o certificado de registo criminal, “constituindo indício de falta de idoneidade o facto de o detentor ter sido condenado” por crimes contra animais, ou outros, como homicídio por negligência, crime contra a integridade física ou a autodeterminação sexual, tráfico de pessoas ou de armas.


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Os animais selvagens sofrem com os antibióticos que usamos (e abusamos)

 
Podem ser os países desenvolvidos aqueles que usam mais antibióticos e sabonetes anti-germes, mas as bactérias super-resistentes também chegam aos animais selvagens em África. O problema é global.
 
A sociedade está cada vez mais obcecada com os germes – basta ver pela publicidade aos sabonetes e detergentes que “eliminam 99,9% das bactérias”. A isso juntem-se os pedidos desesperados dos doentes que querem antibióticos para tratar qualquer doença – e os médicos que inconscientemente o fazem – e estão criadas as condições ideiais para que se desenvolvam bactérias super-resistentes. Até os animais selvagens sofrem com isso.

Como? De cada vez que usar um antibiótico ou um desses sabonetes “mata-germes” não vai conseguir eliminar todas as bactérias (“99,9%”, mostra logo que não há garantias). Naturalmente as que sobrevivem são as mais fortes, estão melhor adaptadas para sobreviverem às adversidades, e caso se multipliquem, esse antibiótico ou sabonete já não serve para as matar.


Pior do que os antibióticos que tomamos são os antibióticos que usamos (e abusamos) nos animais de criação. Se um antibiótico não for completamente metabolizado no fígado e transformado noutro composto, acaba por ser eliminado na urina contaminando as águas residuais. Como as estações de tratamento de águas residuais não têm capacidade para eliminar antibióticos, nem tão pouco as hormonas das pílulas femininas, a água tratada que sai da estação não está assim tão “limpa”.

A poluição da água dos rios e lagos com antibióticos (mas também com hormonas e outros compostos resultantes dos medicamentos que tomamos) vai afetar, no mínimo, as espécies selvagens que dele dependem. Lembre-se que os humanos, os mamíferos e outros animais dependem das bactérias – das “boas” -, que controlam e combatem as bactérias “más”, que ajudam na digestão e das quais dependemos para sobreviver – 90% dos células do corpo humano são bactérias.

Até os animais selvagens do Parque National do Chobe e das duas aldeias no norte do Botswana estudados parecem estar sofrendo as consequências desta contaminação, segundo as investigadoras Sarah Elizabeth Jobbins e Kathleen Ann Alexander, do Instituto Politécnico da Virgínia (Estados Unidos) e Centro de Conservação dos Recursos Africanos (Botswana), noticia a Quartz. Cerca de metade das amostras de fezes das 18 espécies – fossem leopardos, girafas ou elefantes – tinham bactérias resistentes aos 10 tipos de antibióticos testados, conforme os resultados publicados na revista científica Journal of Wildlife Diseases.

“O aparecimento de resistência anti-microbiana é provavelmente a ameaça mais importante à saúde humana e animal”, começam as autoras no artigo. Os efeitos dos antibióticos podem chegar muito longe do sítio onde foram inicialmente prescritos. Esta dispersão da resistência das bactérias por vários locais diferentes aumentam as fontes e o perigo para os humanos. Imagine uma manada de elefantes, carregados de bactérias resistentes no intestino, nas suas extensas migrações na África – é fácil perceber como as bactérias podem rapidamente chegar a outros locais.

Segundo o estudo, as espécies mais afetadas por enquanto são as espécies que dependem da água, como os hipopótamos, os carnívoros (que se alimentam de animais contaminados) e as espécies que vivem junto às zonas urbanas. Mas para as bactérias não existem limites.


Fonte: