domingo, 3 de janeiro de 2016

Dicas para cachorro que mora em apartamento

Photo credit: trentroche / Foter / CC BY-ND

Hoje, principalmente nas grandes cidades, o tempo está cada vez mais restrito. As pessoas saem cedo de casa e voltam tarde, e os bichinhos ficam a maior parte do tempo sem ter o que fazer. Muitos acabam até destruindo móveis e fazendo bagunça quando o dono não está, na procura de uma atividade. Em alguns casos, por conta dessa bagunça, acabam ficando presos em um espaço pequeno, para evitar a destruição.

Mas, antes de pensar que o seu pet é um bagunceiro que não vai aprender nada, ou que ele faz essa bagunça como um protesto por você ter saído, coloque-se por um instante no lugar dele: é como deixar a nossa vida com pouco contato social, sem internet, telefone, TV, livros, sem nosso trabalho e qualquer coisa que nos distraia. Chato, não é? Então, é assim que muitos animais se sentem, e por conta disso, criam as suas próprias brincadeiras, que podem terminar na destruição de um sofá, rasgar as revistas, roubar roupas do cesto, entre outras traquinagens.

O cachorro que mora em apartamento deve ter uma rotina de atividades. Passear é uma excelente forma de começar o dia, já que caminhar é um exercício muito completo, não apenas por gastar energia, mas também pelo contato com outras pessoas e animais, cheiros pelo caminho, sons do ambiente. Enfim, é uma atividade física e mental que gasta a energia do animal.

Para os donos que não possuem muito tempo para essa caminhada, existem muitos passeadores profissionais. Converse com amigos e peça uma indicação. Certamente, você encontrará algum profissional de confiança.

Dentro de casa, o enriquecimento ambiental é a forma mais adequada de oferecer atividade para os pets. Existem muitas opções de brinquedos interativos, e alguns podem ser feitos em casa, com material reciclado. Esses brinquedos dispensam ração e petiscos, e o animal se movimenta mais e, consequentemente, demora mais para terminar a refeição, gastando mais energia e servindo de estímulo mental.

Um brinquedo muito bacana, que pode ser preparado em casa, utiliza garrafa pet sem rótulo. Escolha um tamanho adequado para o cão, faça alguns furos na garrafa e coloque ração dentro. O furo deve ser um pouco maior do que o grão da ração, mas não muito grande para que caia tudo de uma só vez. Os animais deverão rolar a garrafa e retirar, aos poucos, a alimentação.

Outra brincadeira muito fácil de preparar é a “caça ao tesouro”, que nada mais é do que, ao invés de colocar a ração no pote, espalhá-la pela casa, em locais que o animal pode frequentar, e deixar que ele a procure. Dessa forma, ele terá atividade enquanto não tem ninguém em casa.

Ensinar comandos também é uma maneira de fazer com que os pets tenham mais enriquecimento e estímulo mental, além de ajudar na obediência.
Por Malu Araújo, adestradora e consultora comportamental da equipe Cão Cidadão. 
Fonte: PetShop Magazine.

Como escolher o animal de estimação certo para você


Escolher um animal de estimação é uma decisão importante e envolve, além de muita “fofice” e diversão, bastante responsabilidade. Adotado, comprado ou ganhado, não importa. Você será o anjo da guarda desse “melhor amigo” por muito tempo, inclusive durante férias e feriados prolongados.
Divertidos, os bichinhos acabam se tornando um membro da família e, por isso, é interessante escolher um pet que e combine com o estilo de vida do dono e dinâmica do lar. Com o auxílio do consultor e educador de animais Gustavo Campelo, listamos as características de gatos, cães, pássaros e outras fofuras.


CÃO
Poodle, Labrador ou vira lata, eles são companheiros e alegram a casa


Arte iG - Cassio Bittencourt
É importante avaliar se o grau de atividade da raça condiz com seu estilo de vida
É o pet ideal para: Quem tem disposição e tempo para se dedicar. Os cachorros são brincalhões e muito afetivos, por isso precisam de atenção. A personalidade dos cães varia de acordo com a raça: buldogues, por exemplo, são mais lentos, enquanto os Border Collies têm energia de sobra. Avalie se o grau de atividade do animal condiz com seu estilo de vida: um cão para correr com você no parque ou para fazer cafuné no sofá? Escolher um animal adequado ao tamanho da casa ou apartamento também é essencial. Eles precisam de: Passeios diários, alimentação de duas a três vezes por dia e banhos quinzenais. Treinamento para obediência também é essencial – ninguém quer o um cão destruindo o sofá e fazendo xixi fora do lugar.
Pense duas vezes se: Você fica fora de casa por longos períodos, não tem rotina estabelecida ou viaja muito. Quem tem uma vida muito ativa deve incluir o cachorro em parte das atividades, ou optar por outro bichinho mais independente. A questão financeira também pesa: criar um cão custa, em média, R$ 1.500 ao ano.

CÃO DE GUARDA

Cuida da casa e da família, é fiel e precisa de treinamento


Arte iG - Cassio Bittencourt
Companheiros, mas precisam ser bem treinados
É o pet ideal para: Quem quer a companhia de um cachorro e proteção. Interessante para famílias que moram em espaços grandes com jardim ou quintal. É importante adestrar o animal e passar bastante tempo com ele. Lembre-se: cães de guarda são grandalhões, mas também precisam de amor e carinho.

Eles precisam de: Alimentação correta e muito exercício. Raças como Rottweiler e Fila não podem ficar ansiosos, por isso precisam de atividades. Para que a convivência com outras pessoas não se torne um problema, é importante que o cachorro passe por um treinamento de obediência.
Pense duas vezes se: Você não tem tempo ou verba para treinar o animal. Caso tenha crianças ou idosos em casa, é preciso ter cuidado redobrado.


GATO

Divertido e independente na medida certa


Arte iG - Cassio Bittencourt
Carinhosos, mas um pouco mais autônomos
É o pet ideal para: Quem mora em lugares pequenos ou não passa muito tempo em casa. Sociável e afetuoso, o gato é mais independente que um cachorro e fica bem sozinho enquanto o dono sai para trabalhar. Em geral solicitam menos energia do dono que um cachorro.

Eles precisam de: Um cantinho com uma caixa de areia para que façam suas necessidades, além de alimentação duas vezes ao dia. Boa pedida é investir em arranhadores e brinquedos, que evitam grandes estragos nos móveis – afinal, eles precisam afiar as unhas em algum lugar. Instale telas de proteção nas janelas dos apartamentos e evite acidentes (eles se jogam mesmo!). Para os gatos que saem de casa sozinhos, a castração é importante para evitar brigas e filhotes não planejados. E, caso fique grande parte do dia fora de casa, considere ter dois gatos juntos – eles fazem companhia um ao outro.

Pense duas vezes se: Você viaja por períodos longos. Diferente no cachorro, que adora passear na coleira, não é fácil levar o gato para todos os lugares, e ele não aguenta ficar muito tempo sozinho em casa. Vale ficar esperto com a mobília. Se você for muito apegado aos móveis, esqueça! Eles sobem em tudo e até estragam um pouquinho com as unhas. Algumas pessoas com alergia sofrem com os pelos.


PEIXE DE ÁGUA DOCE
Coloridos, grandes ou pequenos eles adornam a casa e precisam de pouca manutenção

Arte iG - Cassio Bittencourt
Ideal para quem não quer ter muito trabalho
É o pet ideal para: Solteiros e pessoas que moram sozinhas. Peixes são pets para quem não tem muita rotina ou não quer bagunça pela casa, já que exigem pouca manutenção e não ocupam muito espaço. Um peixinho pode ser um primeiro pet para crianças, estimulando a responsabilidade e carinho. Além disso, é um animal com baixo custo de manutenção.

Eles precisam de: Alimentação diária, limpeza eventual do aquário e um filtro na água. Alguns tipos de peixe exigem cuidados ainda mais simples: coloridos, os Betta não precisam de filtros nem aquários grandes – é só trocar parte da água a cada 15 dias.

Pense duas vezes se: Você quer um animal para ficar no seu colo e brincar. A interação com os peixinhos é limitada


HAMSTER
Um pet bonitinho e peludo, mas que não bagunça a casa

Arte iG - Cassio Bittencourt
Para observar, mas muito bonitinhos
É o pet ideal para:
Quem não tem muito tempo ou espaço para criar um cachorro ou gato, mas quer um pet fofinho e peludo. Eles ficam em gaiolas e, por isso, não bagunçam a casa. Bom para crianças pequenas, que podem observar um bichinho sem ter tanta responsabilidade.

Eles precisam de: Uma gaiola de tamanho adequado com uma roda para exercício e potinho para comida. O espaço deve ser limpo duas vezes por semana e ficar em local arejado. Os bichinhos podem ficar sozinhos, mas não por mais de dois dias, já que precisam de reposição da ração. Se optar por um casal, lembre-se que eles reproduzem muito.

Pense duas vezes se: Você quer um bichinho que ande pela casa. Apesar de engraçadinhos e divertidos, esses roedores não podem ficar soltos porque roem fios, se escondem e fogem. São animais de observação.

FERRET

Divertido, o furão interage bastante mas precisa de supervisão


Arte iG - Cassio Bittencourt
Brincalhões e muito engraçados
É o pet ideal para: Quem quer um animal brincalhão e engraçado, mesmo morando em um espaço pequeno. O furão atrai também pessoas que desejam um animal diferente, mas que interaja bastante. Ele não fica parado no colo por muito tempo, mas atende pelo nome, aprende truques e passeia na coleira.

Eles precisam de:
Alimentação diária, carinho, atenção e brinquedos, porque são muito ativos. Gostam de pequenas redes para dormir e é recomendável que tenham uma gaiola grande ou um cômodo na casa para ficar nas ocasiões em que não forem supervisionados, isso evita pequenos acidentes, como entrar em ralos, máquina de lavar, vasos sanitários...
Pense duas vezes se: Você não tem tempo ou disposição para brincar com o bichinho ou quer um pet calmo e independente.

AVES

Canário, periquito, calopsita: de acordo com a espécie cantam ou aprendem palavras


Arte iG - Cassio Bittencourt
É importante ter uma gaiola adequada, com espaço para o bichinho
É o pet ideal para: Idosos e crianças que terão um primeiro contato com um animal de estimação. Indicado a quem tem espaço para uma gaiola grande e não vai interagir com o bichinho durante todo o dia. A escolha do pássaro também influencia no clima da casa: canários alegram o ambiente com seu canto e calopsitas aprendem truques e podem ficar um pouco soltas.

Eles precisam de: Uma gaiola de tamanho adequado, que deve ser limpa diariamente, junto com alimentação e troca da água. Caso o pet fique parte do dia sozinho, é recomendável optar por um casal. E ao viajar é preciso pedir para alguém alimentar os animais.

Pense duas vezes se: Você quer um pet para brincar e ficar no colo. Mesmo que interajam, os pássaros são delicados. Não é recomendável criar canários ou periquitos em apartamentos, já que os vizinhos podem não gostar da cantoria.


TARTARUGA
Aquáticas ou não, ela vivem por muito tempo e não precisam de muitos cuidados

Arte iG - Cassio Bittencourt
Tranquilas, não precisam de muitos cuidados
É o pet ideal para: Famílias que vivem em casas grandes ou com jardim e não querem se preocupar muito com o animal de estimação. Pode ser um segundo pet da família, desde que conviva com outro animal comportado. Elas precisam de: As espécies crescem durante toda a vida e por isso precisam de espaço. São bem independentes, mas necessitam de alimentação diária. Os cágados precisam de aquário ou lago artificial com água.
Pense duas vezes se: Você não tem seu futuro próximo planejado. Elas vivem em média 50 anos e não podem ser compradas por impulso. Cachorros ou gatos podem agredir o animal, cuidado. 


Fonte:

 

Mapa abre consultas públicas para normas sobre fertilizantes e gripe aviária

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) submeteu à consulta pública o Projeto de Instrução Normativa que estabelece o Plano Nacional de Prevenção e Vigilância da Influenza Aviária (IA), conhecida como gripe aviária, e da Doença de Newcastle (DNC). A consulta está publicada na Portaria nº 253, divulgada nesta quinta-feira (17), no Diário Oficial da União (DOU). O projeto contém as medidas sanitárias de controle adotadas na confirmação de um foco da doença. A consulta ficará aberta pelo prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data da sua publicação e estará disponível no site do Mapa: http://www.agricultura.gov.br/legislacao/consultas-publicas

O Mapa também submeteu à consulta pública o Projeto de Instrução Normativa e Anexo que aprovam as normas sobre a importação de fertilizantes, corretivos, inoculantes, biofertilizantes, remineralizadores e substratos para plantas, bem como de suas matérias-primas. O prazo de 60 (sessenta) dias. A consulta foi publicada por meio da Portaria nº 255 desta quinta-feira.

Confira aqui a Portaria nº 253 e aqui a nº 255.


Mais informações:
Assessoria de comunicação social
Cláudia Lafetá
claudia.lafeta@agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br

Uma reflexão sobre nossos bichinhos de estimação


Em tempos de ecologia, meio ambiente e acessórios vinculados, é comum notar a preocupação de muitos com o leão-pardo-da-montanha, com a baleia-rosa-em-flor, com a perereca azul-gritante e outros espécimes notáveis desse mundo afora – são cartazes e passeatas pelo direito à vida e liberdade desses animais – com os quais concordamos, digo de passagem para evitar mal entendidos ou acusações político-corretas do chatismo vigente .

Entretanto, o cachorrinho sarnento, o gatinho deficiente, o cavalinho idoso, o passarinho emudecido na gaiola, parecem não ter o mesmo tratamento “humano” – são abandonados, sem dó ou piedade pelas ruas da cidade, isso quando não são espancados ou torturados nas vielas dessa vida.

Talvez porque sejam muitos, as pessoas não pensem que sejam importantes na ordem das coisas, não acreditem que esses seres dependam tanto de nós, até porque levamos séculos domesticando-os, escravizando-os.

Obviamente existem algumas almas bondosas, sozinhas ou organizadas, que assistem bem estes nossos amiguinhos, muitas vezes no limite de suas forças, como convém a esse tipo de tarefa “menor”, mas não deveria ser assim, devemos ser todos responsáveis pois nunca será “menor” preservar uma centelha da pura amizade.

Ninguém é obrigado a ter um animal doméstico, porém se o tiver, aja com honradez para com ele, a paga recebida é muito maior que qualquer “enorme” sacrifício da nossa parte, se um dia constatar que já não tem condições de cuidar bem, procure alternativas pensando no bem estar do seu amigo, não o abandone jamais à própria sorte, eles são como crianças – nesse mundo onde até mesmo crianças são largadas nos esgotos, precisamos dar exemplo, ainda que mais simples.

O justo cuida dos seus animais domésticos, admoesta o livro de Provérbios, logo, não sejamos propagadores da injustiça, independente do tamanho de nossos gestos.



Fonte:
http://www.anda.jor.br/07/12/2015/amigos-animais

sábado, 2 de janeiro de 2016

Brincar ao ar livre faz bem à visão infantil




Um estudo realizado na China identificou uma possível maneira de conter o desenvolvimento de miopia em crianças
Em pesquisa feita com 12 escolas chinesas, o resultado apontou que pelo menos 40 minutos por dia de brincadeiras ao ar livre trazem benefícios à visão de meninos e meninas.

Mingguang He e outros pesquisadores pediram a seis escolas que levassem os alunos para brincar fora todos os dias; como grupo de controle, as outras seis mantiveram a rotina de estudos dentro da sala de aula.

Os pais também foram estimulados a incentivar brincadeiras ao ar livre aos finais de semana – nesse ponto, os dois grupos se igualaram.

Depois de três anos, eles passaram a fazer testes com as crianças para identificar se havia sinais de miopia. No inicio do experimento, menos de 2% de cada grupo tinha o problema.

Entre as crianças das escolas que aplicaram a estratégia de brincar ao ar livre, 30% desenvolveram algum grau miopia (259 de 853 crianças).

Já entre aquelas que ficaram nas salas de aula, 40% desenvolveram o problema (287 de 726 crianças) – a pesquisa só considerou miopia os exames que apontavam pelo menos 0,5 grau.

A diferença não é grande, mas é significativa, dizem os pesquisadores. E ela se mantém mesmo quando se leva outros fatores em consideração, como o histórico familiar de miopia.

O estudo sugere que as crianças precisam equilibrar atividades realizadas mais de perto, em lugares fechados, como ler, com atividades que usam a visão à distância.

Conclusões
"Isso é importante clinicamente porque crianças que desenvolvem miopia cedo têm mais chances de que o problema avance com o tempo, o que também aumenta o risco de elas desenvolverem a miopia patológica", disseram os pesquisadores na publicação científica Jama.

"Além disso, um atraso no desenvolvimento de miopia em crianças pequenas, que tendem a ter uma maior taxa de progressão, poderia proporcionar benefícios gigantescos para a saúde dos olhos a longo prazo."

Na publicação, Michael Repka, da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirma que mais estudos são necessários para confirmar e compreender as conclusões dessa pesquisa.

Segundo ele, os resultados do estudo podem significar que mais tempo ao ar livre limita a quantidade de tempo gasta em atividades realizadas mais de perto, em locais fechados; ou que estar mais exposto à luz do sol ajuda a desenvolver melhor as funções dos olhos.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde divulgados no ano passado, o número de pessoas com miopia dobrou nos últimos anos no mundo. O problema costuma estar bastante ligado ao uso do computador ou de outros itens tecnológicos – como tablet, celular, etc – por muitas horas durante o dia.

No Brasil, um estudo realizados pelo CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) em 2014 com crianças entre 9 e 13 anos que utilizavam computador ou videogame por seis horas ininterruptas mostrou que 21% delas desenvolveram algum grau de miopia.

Pesquisas internacionais, como a realizada na China, tentam descobrir se já existe uma forma de diminuir o risco de desenvolvimento do problema mudando hábitos das pessoas, principalmente na infância.

O mistério da sexualidade entre os animais


Cientistas notaram que fêmeas do macaco-japonês buscam prazer com outras fêmeas

 

Durante a temporada de acasalamento de inverno, a competição por uma fêmea de macaco-japonês é acirrada. Os machos não têm de disputar apenas com outros machos, mas também com outras fêmeas.

Entre esses animais, objetos de estudo do psicólogo Paul Vasey, da Universidade de Lethbridge, no Canadá, uma fêmea sobe na outra e estimula seus genitais esfregando-os na parceira. As duas se olham nos olhos durante a relação e tendem a permanecer semanas juntas, inclusive para dormir e se defender de possíveis rivais.

Já se sabe que o comportamento homossexual é bastante comum no reino animal, envolvendo de insetos a mamíferos. Mas será que é possível chamar esses bichos de homossexuais?


No caso dos macacos-japoneses, Vasey e sua equipe observaram que mesmo participando de relações sexuais com outras fêmeas, elas continuavam interessadas nos machos. Entre esses animais, as fêmeas frequentemente montam no macho, aparentemente para incentivá-los a acasalar.

Em alguns casos, existem razões evolucionárias para explicar o comportamento homossexual dos animais.

Por exemplo: em seus primeiros 30 minutos de vida, machos das moscas-das-frutas tentam copular com qualquer outra mosca, macho ou fêmea. Só depois eles aprendem a reconhecer o odor das fêmeas virgens e se concentram nelas.

Essa abordagem de tentativa e erro pode parecer ineficaz. Mas para o biólogo David Featherstone, da Universidade de Illinois, trata-se de uma boa estratégia. Na natureza, moscas de diferentes habitats podem apresentar misturas de feromônios ligeiramente diferentes.

"Um macho poderia perder a oportunidade de ter filhotes viáveis se fossem programados para reconhecer apenas um tipo de odor", afirma.
O primeiro livro que trouxe o assunto para o centro das discussões foi Biological Exuberance, de Bruce Bagemihl, publicado em 1999. O texto citava inúmeros exemplos de relações homossexuais em uma grande variedade de espécies, que logo viraram objeto de estudo sistemático por parte dos cientistas.

Evolução



Besouros machos depositam esperma em outros e acabam por fertilizar mais fêmeas Segundo Vasey, apesar de centenas de espécies terem sido observadas em relações sexuais com parceiros do mesmo sexo em ocasiões isoladas, poucas delas fazem disso uma parte rotineira de suas vidas.


Os besouros-castanhos machos usam um truque diferente. Eles copulam entre si e até depositam esperma no parceiro. Se o macho que estiver carregando esse esperma acasalar depois com uma fêmea, esse esperma poderá ser transferido – assim, o macho que produziu o esperma fertiliza uma fêmea sem ter que cortejá-la.

Em ambos os casos, os machos estão usando um comportamento homossexual como uma maneira de fertilizar mais fêmeas.

Por isso, fica claro por que esses comportamentos podem ter sido favorecidos durante a evolução das espécies. Mas também se nota que essas duas espécies estão longe de serem estritamente homossexuais.

'Homo' ou 'bi'?


Entre aves, algumas fêmeas se unem a outras para cuidar de seus filhotes 

Outros animais, no entanto, realmente parecem ser totalmente gays. Um deles é o albatroz-de-laysan, que vive no arquipélago americano do Havaí. 
Entre esses enormes pássaros, os casais normalmente permanecem 'casados' por toda a vida e participam ativamente dos cuidados com os filhotes.

Mas em uma população da ilha de Oahu, 31% dos casais são formados por duas fêmeas sem parentesco entre si. E mais: elas cuidam de filhotes cujos pais são machos que já estão em um 'casamento estável' com outra fêmea, mas 'pulam a cerca' para acasalar com uma ou ambas as fêmeas do casal de mesmo sexo.

Segundo a bióloga Marlene Zuk, da Universidade de Minnesota, se as fêmeas de albatrozes não criassem seus filhotes com outra fêmea, teriam mais dificuldades para chocar seus ovos e buscar comida.

Mas, novamente, não se trata de animais inerentemente homossexuais. Estudos dessa e de outas espécies de pássaros sugerem que a união homossexual ocorre como uma resposta à falta de machos e é mais rara quando uma população tem uma proporção mais equilibrada entre os dois sexos


Bonobos

 
Bonobos podem usar o sexo para ganhar influência em um grupo E se olharmos para nossos parentes mais próximos, os primatas hominoides? Os bonobos, por exemplo, são uma espécie de chimpanzé extremamente ativa sexualmente. Tanto machos quanto fêmeas apresentam comportamentos homossexuais.


Mas o sexo entre esses animais também tem a função de consolidar as relações sociais. Bonobos podem usar o sexo para se aproximar de membros dominantes do grupo e assim ganhar mais status. Até mesmo os mais jovens costumam confortar outros com abraços e atos sexuais.

Algumas espécies de golfinhos também apresentam comportamentos homossexuais que os ajudam dentro do grupo. Mas, no fim, todos acasalam com membros do outro sexo para se reproduzirem.

Todas essas espécies seriam melhor descritas como 'bissexuais', pois transitam facilmente entre os dois comportamentos e não mostram uma orientação sexual consistente.
 

Homossexuais 'puros'


Segundo cientistas, 8% dos carneiros domesticados permanecem com sua opção pelo mesmo sexo 


Apenas duas espécies reconhecidamente exibem preferência pelo mesmo sexo pelo resto da vida, mesmo quando há parceiros suficientes do outro sexo. Uma delas, claro, é a espécie humana. A outra é o carneiro domesticado.

Em rebanhos ovinos, até 8% dos machos preferem outros machos mesmo quando há fêmeas férteis no grupo.

Em 1994, neurocientistas descobriram que esses machos tinham o cérebro ligeiramente diferente do resto, com um hipotálamo menor – a parte que controla a liberação de hormônios sexuais.

Isso endossaria o polêmico estudo do neurocientista Simon LeVay, que em 1991 descreveu uma diferença entre a estrutura cerebral de homens gays e heterossexuais.

Mas LeVay acredita que carneiros selvagens não apresentam o mesmo comportamento. Segundo ele, o animal domesticado foi aos poucos sendo 'manipulado' por criadores para produzir fêmeas que se reproduzem o mais frequentemente possível, o que pode ter permitido o aumento do número de machos homossexuais.

Por isso, tanto LeVay quanto Vasey afirmam que os humanos são o único caso documentado de 'verdadeira' homossexualidade entre animais selvagens.

Talvez nunca encontremos um animal selvagem que seja estritamente homossexual como muitos humanos. Mas podemos estar certos de que vamos descobrir cada vez mais animais que não se encaixam nas categorias tradicionais de orientação sexual.

Eles usam o sexo para satisfazer todo tipo de necessidade, do simples prazer à afirmação social. E isso exige flexibilidade.

Melissa Hogenboom Da BBC Earth

Leia a versão original desta reportagem em inglês no site BBC Earth


 Fonte:

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Atitudes que contribuem para melhorar a saúde das vacas e a qualidade do leite





Para obtenção de um leite saudável e de boa qualidade, é necessário que as vacas estejam em boas condições de saúde. O ordenhador deve estar sempre atento a certos sinais apresentados pelas vacas, como por exemplo: olhos fundos, pelos arrepiados, diminuição na ingestão de alimentos, parada da ruminação, queda na produção de leite e alterações na urina ou nas fezes (muito mole, ou muito seca, ou com sangue) que podem ser indicativos de problemas de saúde.
 

Os cuidados com a vaca começam antes mesmo do parto, no período seco. Esse período deve durar pelo menos 60 dias e é conhecido como o período de descanso da vaca. O período de descanso é fundamental para o desenvolvimento do feto, para melhorar a condição corporal da vaca, para a recuperação da glândula mamária e para a produção de colostro de boa qualidade.

Na fase de lactação, deve-se ter atenção especial com a mastite, doença que causa grandes prejuízos para a atividade leiteira. Conforme o tipo de microorganismo causador da mastite, ela pode ser classifi cada em: contagiosa e ambiental.

Mastite contagiosa: causada por microorganismos que estão presentes no úbere e são transmitidos pelas mãos do ordenhador e equipamentos de ordenha. Esses microorganismos entram no canal do teto e causam a infecção. Este tipo de mastite é facilmente transmitido de um animal para outro durante a ordenha, por isso a importância da adoção de boas práticas de higiene e desinfecção.
 

Mastite ambiental: causada por microorganismos presentes no ambiente (solo, camas, material vegetal, pisos dos currais, etc.), ocorrendo com maior frequência em períodos quentes e úmidos. O maior risco de contágio é logo após a ordenha, quando os esfíncteres (orifícios) dos tetos ainda estão abertos e a vaca deita sobre solo ou material contaminado, facilitando a entrada de microorganismos no canal do teto, o que leva à infecção.

Quanto ao diagnóstico, a mastite pode ser classifi cada como clínica e subclínica.
 

Mastite clínica: é mais fácil de ser percebida, geralmente causa diminuição na ingestão de alimentos, a vaca fi ca com o úbere infl amado (com aumento de volume, avermelhado e quente) e o leite com grumos, pus ou sangue. Para melhor controle deste tipo de mastite deve-se fazer o teste da caneca de fundo preto em todas as ordenhas.
 

Mastite subclínica: é mais difícil de ser percebida, pois a vaca não apresenta sintomas claros do problema, a não ser, pequena queda na produção de leite. A mastite subclínica pode ser detectada pelos testes de contagem de células somáticas no leite (CCS) ou com o Califórnia Mastite Teste (CMT).
 

Os testes para diagnóstico de mastite clínica e subclínica serão explicados mais adiante neste manual.
 

O ordenhador deve sempre cuidar de sua higiene pessoal e de sua saúde, realizando exames de rotina, com atenção especial para brucelose e tuberculose.

A adoção de procedimentos básicos de higiene é fundamental, devendo-se lavar as mãos antes e durante as ordenhas; lavar as mãos após ir ao banheiro, manter cabelo preso e unhas cortadas e usar roupas, aventais e botas limpos.
 

Tudo isto contribui para melhorar a saúde das vacas e a qualidade do leite.


Fonte: http://www.agricultura.gov.br/