sábado, 28 de novembro de 2015

Aprenda 3 receitas de antipulgas caseiros


Incômodas e perigosas, as pulgas provocam muita coceira e diferentes doenças, como dermatite alérgica e anemia (uma vez que se alimentam de sangue), aos animais domésticos. As constantes picadas ainda deixam o bichinho irritado e sem ânimo para brincar e comer. Outro problema que acompanha as infestações é a transmissão de parasitas internos, como o verme intestinal Dipylidium caninum, que pode infetar não só o pet, mas também o ser humano.
Para livrar seu companheiro desse mal e mantê-lo protegido, você pode usar antipulgas caseiros, simples de fazer e muito eficientes. Confira abaixo três receitas.
01 – Alecrim
Você vai precisar de: alecrim e água.
Misture uma colher de chá de alecrim, fresco ou seco, com 500 ml de água fervente. Deixe em infusão por 10 minutos e coe. Quando o líquido atingir a temperatura ambiente, passe-o sobre o corpo do seu pet e seque para retirar o excesso. Pronto, seu bichinho ficará protegido de pulgas e carrapatos.

02 – Laranja e limão
alecrim
Você vai precisar de: cascas de laranja e de limão e água.
Separe e lave as cascas para garantir que não haja nenhuma sujeira ou resíduo de produtos químicos. Depois, junte-as e esmague até não ter mais pedaços. Acrescente a água fervente e mexa até virar uma pasta. Espere esfriar e espalhe a mistura pelo corpo do animal. Tome cuidado para que não fiquem excessos sobre os pelos. É só isso. Com essa receitinha seu cão ou gato ficará com um cheirinho agradável e seguro contra as pulgas.
casca de laranja
03 – Menta
Você vai precisar de: folhas de menta/hortelã e de água
Ferva a água e faça uma infusão com as folhas de menta. Deixe esfriar e coloque em um borrifador. Em seguida, espalhe a mistura pela pele do seu animal de estimação. Isso garantirá uma sensação de frescor ao bichinho e o deixará livre das pulgas.
menta


Fonte:

Duas receitas caseiras contra carrapatos


Os carrapatos podem transmitir uma série de doenças aos animais, como a babesiose (que ataca os glóbulos vermelhos), a hepatozoonose (que ataca os glóbulos brancos) e a erliquiose (grave doença infecciosa). Os carrapatos da espécie estrela são ainda mais danosos, pois podem transmitir ao ser humano a febre maculosa, doença provocada por uma bactéria que lesa a camada interna dos vasos sanguíneos.
Além dos riscos, a picada desses parasitas incomoda bastante os pets, provocando coceira, vermelhidão e até feridas. Essas consequências podem deixar o bichinho estressado e desanimado.
Quer afastar os carrapatos do seu animalzinho de um jeito fácil, eficaz, econômico e sustentável? Saiba que isso é possível. Confira algumas receitas caseiras contra carrapatos!
01 – Vinagre
Você vai precisar de: vinagre branco, álcool e água.
Misture duas colheres de sopa de vinagre, uma colher de sopa de álcool e um litro de água. Depois de dar banho no seu animal de estimação, espalhe a mistura por todo o corpo dele, com cuidado para não atingir olhos, focinho e boca. Recomenda-se até mergulhar as patas diretamente no líquido. A receita também pode ser usada para limpar a casa e o quintal, afastando de vez os carrapatos do seu lar.
vinagre branco
02 – Cânfora                                                  
Você vai precisar de: um litro de álcool (utilize álcool de cereais); 30 gramas de cânfora; 100 gramas de cravo da índia; um copo de vinagre branco.
Misture todos os ingredientes e deixe em infusão até a cânfora se dissolver totalmente. Coloque num borrifador e espalhe o líquido pelo corpo do pet depois que ele tomar banho. Cuidado para não espirrar perto dos olhos e do focinho. Uma vez por semana, borrife a mistura nos tapetes e nos lugares em que o bichinho costuma passar mais tempo. Muito eficiente, a receita também ajuda a prevenir o aparecimento de pulgas.
canfora

Fonte:



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Essencial na cozinha oriental, o glutamato monossódico realmente é nocivo à saúde?

  O mal estar vinha de repente e era conhecido como a “síndrome do restaurante chinês”: dores de cabeça, náuseas e um estranho formigamento que algumas pessoas sentiam depois de fazer uma refeição tipicamente oriental. O vilão era sempre o mesmo: o tempero chamado de glutamato monossódico (glutamato de sódio ou GMS).

A substância ficou famosa em 1968, quando o médico Robert Ho Man Kwok escreveu para a revista New England Journal of Medicine refletindo sobre as possíveis causas de uma síndrome que ele sentia toda vez que comia em restaurantes chineses nos Estados Unidos.

Kowk especulava se a causa não seria o molho de soja, mas ressaltou que usava o ingrediente em casa sem sentir os mesmos efeitos. Até que veio uma ideia: talvez fosse o glutamato de sódio usado como tempero nesses restaurantes.

A tese acabou se espalhando no meio acadêmico, dando origem a inúmeros estudos científicos, livros sobre “a verdade do GMS”, receitas “anti-GMS” e até a anúncios por parte dos restaurantes dizendo que não usavam o tempero em sua comida.

Até no leite materno

O glutamato monossódico é o sal sódico do ácido glutâmico. Como foi descoberto pelo químico japonês Kikunae Ikeda, em 1908, trata-se do sal mais estável formado a partir do ácido glutâmico e um dos melhores para provocar a sensação de paladar conhecida como “umami” – algo associado ao sabor da carne, mas que é diferente dos gostos salgado, azedo ou amargo típicos de outros alimentos.

O glutamato é o ingrediente mágico do GMS. É um aminoácido comum em uma ampla variedade de alimentos, incluindo tomate, queijo parmesão, cogumelos secos, molho de soja e leite materno.
Ikeda conseguiu isolar o componente a partir da alga kombu seca que sua mulher usava para fazer o caldo dashi, onipresente na culinária japonesa. Acrescentar sódio, um dos dois elementos do sal comum, permite que o glutamato seja estabilizado em forma de pó e adicionado à comida.

O condimento à base de GMS criado por Ikeda, batizado de Ajinomoto (“essência do sabor”, em japonês) e hoje encontrado em todo o mundo, fez do cientista um milionário. Image copyright Image caption Substância foi estabilizada na forma de sal e se popularizou em todo o planeta
Enxurrada de estudos

Depois da carta de Kwok, uma enxurrada de experimentos foi realizada em animais e humanos, que foram submetidos a grandes doses de glutamato de sódio tanto por via oral quanto por via intravenal.

De início, tudo indicava que Kwok teria razão. O pesquisador John W. Olney, da Universidade de Washington, descobriu que injetar enormes quantidades da substância sob a pele de ratos recém-nascidos levava ao surgimento de faixas de tecido morto no cérebro. Ao se tornarem adultos, os animais eram atrofiados, obesos e, por vezes, estéreis.

Outro estudo, realizado na Austrália, ofereceu doses cada vez maiores de GMS em cápsulas a 71 voluntários saudáveis – tratando alguns deles com um placebo. Os pesquisadores perceberam que os sintomas desagradáveis ocorriam com a mesma incidência, independentemente da substância ingerida.
Em 1995, em uma tentativa de encerrar as dúvidas de uma vez por todas, a Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, encomendou à Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental uma avaliação de todos os estudos científicos feitos até então.

Para começar, o painel de especialistas rejeitou o termo “síndrome do restaurante chinês” por ser “pejorativo e não refletir a natureza dos sintomas”. Depois, os cientistas concluíram que havia evidências suficientes apontando para a existência de um subgrupo de indivíduos saudáveis que podem reagir mal a altas doses de glutamato, normalmente uma hora depois da ingestão.

Mas essas reações foram observadas em estudos nos quais os voluntários receberam 3 gramas ou mais de GMS diluído em água, sem comida, um cenário difícil de ocorrer no mundo real.
‘Seguro’

Segundo a FDA, a maioria das pessoas ingere cerca de 0,55 gramas de glutamato adicional em sua dieta diária.


Substância foi estabilizada na forma de sal e se popularizou em todo o planeta 
Um estudo de 2000 tentou explorar o assunto com 130 pessoas que se diziam intolerantes ao ingrediente, apesar de serem saudáveis.

Depois de uma maratona de testes com o glutamato monossódico e com placebo, apenas dois voluntários mostraram reações consistentes à substância. Mas, ao receberem o produto na comida, as respostas mudaram, o que gerou dúvidas sobre a validade dessa sensibilidade.

De maneira geral, no entanto, o glutamato monossódico é notadamente pouco tóxico. Uma ratazana ou um rato podem encarar uma dose de 15 a 18 gramas por quilo de peso corporal antes de entrarem em risco de morte. Já os bebês desses animais são particularmente sensíveis aos efeitos do GMS.

Portanto, enquanto nada na ciência pode ser tido como verdade absoluta, a FDA agora acredita que a adição de glutamato de sódio aos alimentos é “de maneira geral, reconhecida como segura”.

Fonte:
BBC
BRASIL

Estudo sugere que falar mais de uma língua pode 'proteger' cérebro de sequelas após derrame


Estudo sugere que falar mais de uma língua pode 'proteger' cérebro de sequelas após derrame  

Falar mais de uma língua não traz apenas benefícios culturais. Segundo um estudo recente feito na Universidade de Edimburgo, na Escócia, ser bilíngue pode ajudar pacientes a se recuperarem melhor de um AVC (acidente vascular cerebral).

A pesquisa foi feita com 600 pessoas que foram vítimas de AVC – o resultado mostrou que 40,5% das que falavam mais de uma língua ficaram sem sequelas mentais; entre as que falavam apenas uma língua, só 19,6% ficaram sem sequelas.

Os pesquisadores acreditam que o estudo, que foi financiado pelo Conselho Indiano de Pesquisa Médica, sugere que o desafio mental de falar vários idiomas pode aumentar nossa reserva cognitiva – habilidade que o cérebro tem para lidar com influências prejudiciais, como AVC ou demência.

O estudo – divulgado na publicação científica American Heart Association - também levou em consideração idade dos pacientes, se eles eram fumantes ou não, se tinham pressão alta e se eram diabéticos.
Resultados

De acordo com os resultados da pesquisa, a habilidade bilíngue teria um papel "protetor" no desenvolvimento de qualquer disfunção cognitiva após um AVC.

É a primeira vez que se faz um estudo estabelecendo uma relação entre o número de línguas que um paciente fala e as consequências de um AVC para as funções cognitivas.

"A porcentagem de pacientes com funções cognitivas intactas depois de um AVC representava mais que o dobro em pessoas bilíngues em comparação com aquelas que só falam uma língua", diz a pesquisa.

"Em contraste, pacientes com disfunções cognitivas eram muito mais comuns entre os que só falavam uma língua."

Aprender outras línguas é algo que exige uma "ginástica" do cérebro, e vários estudos científicos já mostraram que falar muitos idiomas pode melhorar a atenção e a memória, formando uma "reserva cognitiva" que atrasa o desenvolvimento da demência, por exemplo.

"O bilinguismo faz com que as pessoas mudem de uma língua para outra, então quando eles inativam uma língua, eles precisam ativar a outra para poderem se comunicar", explicou Thomas Bak, um dos autores do estudo na Universidade de Edimburgo.

"Essa troca oferece um treinamento cerebral praticamente constante , o que pode ser um fator relevante para ajudar na recuperação de um paciente que teve um AVC", finalizou.



Fonte:
BBC
BRASIL

A tecnologia que promete internet 100 vezes mais rápida do que com WiFi

Thinkstock

  Grandes fabricantes estão interessadas em produzir smartphones compatíveis com LiFi

A popular tecnologia de transmissão de dados sem fio WiFi está prestes a se tornar ultrapassada.
 Pelo menos é o que indicam os primeiros testes de uma nova tecnologia, chamada de LiFi, que consegue transmitir 1GB de dados por segundo.

Isto representa uma velocidade 100 vezes maior que o atual WiFi. E pode ficar ainda mais rápido: a empresa de tecnologia Estonia Velmenni, que realiza estes experimentos, diz que testes realizados em laboratórios na Universidade de Oxford alcançaram 22GB por segundo.

A tecnologia LiFi, abreviação para "Light Fidelity" (Fidelidade da Luz, em tradução literal) usa ondas de luz para a transmissão, empregando diodos emissores de luz (LED).

"Criamos uma solução de iluminação inteligente para uma área industrial na qual a comunicação de dados se realiza através da luz. Também estamos fazendo um projeto piloto, criando uma rede de LiFi para acessar a internet no escritório", disse Deepak Solanki, diretor-geral da Velmenni.
  
Como funciona?
Em 2011, o criador desta tecnologia, o cientista Harald Haas, da Universidade de Edimburgo, demonstrou que com apenas um LED é possível transmitir mais dados do que com uma antena de telefonia.

O LiFi permite que uma lâmpada tenha duas funcionalidades: iluminar e garantir a conectividade com o roteador.

A tecnologia foi apresentada em 2012, na feira Consumer Eletronics Show, evento internacional com tecnologias para consumo, em Las Vegas. Em uma demonstração, dois smartphones a uma distância de 10 m trocaram dados entre si através da variação da intensidade da luz de suas telas.

Demonstrou-se, também, que o LiFi é mais seguro que o WiFi e não interfere com outros sistemas, mas que poderia ser usado sem problemas em um avião, por exemplo.

Mas há um inconveniente: a luz não consegue atravessar paredes.

É o fim do WiFi? 
Image copyright thinkstock

Mas, apesar de suas vantagens, o novo sistema não deverá substituir o WiFi por completo num futuro próximo.

Pelo contrário. Ambas as tecnologias poderão ser usadas em conjunto para criar redes mais seguras e rápidas. E pesquisadores trabalham na adaptação dos atuais dispositivos, para que sejam compatíveis com Lifi.

A PureLifi, empresa criada por Haas e sua equipe, oferece um aplicativo para um acesso sem fio seguro.

A empresa francesa de tecnologia Oledcomm está instalando o seu próprio sistema de LiFi em hospitais.

Ao mesmo tempo, empresas como Samsung, LG e outras fabricantes de dispositivos eletrônicos estão interessadas em criar smartphones com sensores de luz LiFi.
Fonte:
BBC
MUNDO
Tecnologia







Futuro melhor - Tecidos cultivados em laboratórios estão substituindo os animais nas pesquisas científicas


O site de VEJA publicou uma série de entrevistas com especialistas que discutiram os prós e os contras do uso de animais em pesquisas científicas. Steven Wise, professor de direito dos animais em Harvard, defende que alguns animais tenham os mesmos direitos que protegem os humanos; o médico Ray Greek tenta provar cientificamente que usar animais não vale a pena; Michael Conn, pesquisador e autor do livro The Animal Reserch War; e Marcelo Morales (em uma entrevista feita na 25ª reunião anual da FeSBE e publicada anteriormente pelo site), presidente da comissão de ética com animais da UFRJ, argumentam que sem a pesquisa com animais a medicina não teria avançado. Com esta matéria, encerramos a série.


Talvez esse debate não faça sentido daqui a cem anos — ou até menos. O uso de animais para esse tipo de pesquisa hoje é uma necessidade que pode desaparecer com a evolução de modelos que simulam os efeitos dos remédios em computadores e em tecidos humanos cultivados em laboratório. Mas, por enquanto, todos os remédios que estão nas prateleiras das farmácias foram testados em animais. Se vivemos mais e melhor, devemos muito às pesquisas com animais.

Talvez um dos casos mais emblemáticos seja a descoberta dos antibióticos, usado como exemplo tanto por defensores e detratores do modelo de pesquisa com animais. Em 1928, Alexander Fleming notou que a bactéria staphylococcus não proliferava em uma cultura contaminada com o fungo Penicillium notatum. A partir daí, foram 12 anos até que houvesse penicilina suficiente para testes científicos. Em 1940, dois cientistas ingleses infectaram oito camundongos com uma dose letal de bactéria e, uma hora depois, injetaram penicilina em quatro deles. Os que não foram tratados morreram. Mas a quantidade de penicilina necessária para tratar humanos era 3.000 vezes maior do que em camundongos.

Para os detratores, a diferença de escala revela a falta de precisão do modelo animal. Já os cientistas argumentam que, sem esses testes iniciais, a penicilina não teria sido mais estudada. O método revolucionou o tratamento de infecções bacterianas que, até então, causavam centenas de milhões de mortes.

Outros avanços semelhantes, atribuídos à experimentação animal pelos cientistas que a defendem, são a transfusão de sangue, a cura da tuberculose, o tratamento da asma, o transplante de rim, o tratamento do câncer de mama - e a produção de todos os medicamentos atualmente comercializados.

Certas pesquisas beneficiam tanto humanos quanto os próprios animais. Na USP, a geneticista Mayana Zatz conduz atualmente uma pesquisa com células tronco em busca da cura da distrofia muscular de Duchenne (DMD). Essa doença, que só atinge meninos e causa a degeneração dos músculos, pode fazer com que uma criança perca a capacidade de andar aos 10 anos — a partir daí a situação piora. Há alguns anos, um pesquisador americano descobriu que cães da raça golden retriever também desenvolvem a distrofia muscular. No intuito de descobrir um tratamento para seres humanos, a equipe liderada por Mayana busca a cura da doença nos cães. Até então, as pesquisas, com células-tronco, eram desenvolvidas em camundongos. “Se conseguirmos tratar esses cães, estaremos a um passo do tratamento em humanos”, afirmou a geneticista. Depois da pesquisa, os cães serão treinados para ajudar cadeirantes.

TROPEÇOS
Em 1957, um novo remédio chamado Talidomida chegou ao mercado. A substância, sedativa e anti-inflamatória, havia sido exaustivamente testada em cobaias. Os roedores, que metabolizavam a droga de forma diferente de humanos, não acusaram problemas. No entanto, as mulheres grávidas, que tiveram a droga prescrita para enjoo matinal, tiveram bebês deformados, com uma condição chamada focomielia, que impede a formação de braços e pernas. Para quem é contra o uso de animais em pesquisas científicas, esse caso mostra que os efeitos observados nos bichos não servem para prever o que acontecerá em seres humanos. Quem defende o uso argumenta que a lição foi aprendida e com o rigor científico de hoje isso não teria acontecido — o teste seria feito em roedoras gestantes e o efeito seria detectado a tempo.

De acordo com um relatório do Conselho das Organizações Internacionais de Ciências Médicas, de 2005, mais de 130 produtos farmacêuticos foram retirados do mercado mundial nos últimos 40 anos por motivo de segurança. Um terço nos dois primeiros anos de comercialização e 50% em até cinco anos. Os principais motivos apontados pelo órgão ligado à Organização Mundial de Saúde são as reações adversas causadas pelos medicamentos.

No Brasil, desde fevereiro de 2010 as empresas são obrigadas a monitorar os medicamentos que colocam no mercado nacional. Ao mesmo tempo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também fiscaliza os remédios usados por profissionais de saúde, farmácias, hospitais e organismos internacionais. Nos últimos seis anos, pelo menos sete classes de remédios foram retirados do mercado por causar reações adversas nos pacientes. Entre eles, o Vioxx, em 2004, por causa de risco cardiovascular, e o Tacrolimos e a Closapina, em 2009, ambos por falta de eficácia.

ALTERNATIVAS
Com a recente decisão da União Europeia de restringir o uso de animais em pesquisas médicas e proibir de vez a utilização de grandes símios em experimentos científicos, as alternativas científicas ao teste em animais entraram em evidência. (http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/uniao-europeia-reduz-experimentos-cientificos-com-animais-e-proibe-grandes-simios)

O projeto Genoma, encarregado de sequenciar todo o material genético humano, completa 10 anos em 2010. Os resultados alcançados por ele permitem que modelos computacionais e matemáticos ganhem força no estudo de novas moléculas criadas pela indústria farmacêutica - o que antes só era possível com o teste em animais. Esses modelos, contudo, não são totalmente seguros e precisam de validação ulterior para que venham a substituir as práticas já consagradas.

PELE ARTIFICIAL
Além de computadores, os cientistas estão apostando em modelos in vitro com tecidos de seres humanos e cultura de células. Em 2006, pesquisadores da Unicamp desenvolveram uma pele humana artificial. Paralelamente, outros centros brasileiros desenvolveram pesquisas similares. Os biólogos Luísa Villa e Enrique Boccardo, do Instituto Ludwig de Pesquisa Sobre Câncer, recriam a pele humana e a utilizam para estudos do HPV (vírus do papiloma humano) no câncer cervical.

Mesmo na controvertida área dos cosméticos, combatida pelos defensores dos animais, está ocorrendo avanços. Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, a equipe formada pelas biólogas Silvia Berlanga, Carla Brohem, Laura Cardeal e liderada por Silvya Stuchi Maria-Engler, desenvolveu um tipo diferenciado de pele humana artificial que utiliza fragmentos de pele natural doada em cirurgias plásticas, capaz de oferecer condições para reproduzir o melanoma, um tipo de câncer de pele extremamente letal. Com isso, é possível realizar o teste de novos medicamentos e cosméticos reduzindo a participação dos animais na pesquisa.

O passo seguinte é incluir elementos do sistema imunológico e reproduzir, in vitro, o envelhecimento da pele artificial. A longo prazo, outras aplicações serão possíveis, como cirurgias reparativas para pacientes que sofreram queimaduras ou cirurgias estéticas com a produção de “peles customizadas”, geradas com grau de pigmentação semelhante ao do paciente.

Seja qual for o modelo, a pesquisa científica caminha para um futuro com um uso cada vez menor de animais. Mas, no presente, eles ainda são necessários para continuar a salvar vidas — humanas e não-humanas.
Fonte:
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/futuro-melhor-animais-605773.shtml

Perguntas e respostas para viver bem com menos água e sem perder a calma