sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Governo do Estado só ajudará Santa Casa de São Roque em 2016

A notícia foi dada durante um encontro entre prefeitos da região e autoridades da saúde estadual, ocorrido em São Paulo na quarta-feira, dia 11.

Prefeitos de São Roque, Mairinque, Alumínio e Araçariguama se reúnem com Secretário Adjunto de Saúde para discutir situação da Santa Casa

O Governo do Estado somente poderá ajudar financeiramente a Santa Casa de São Roque em 2016. A notícia foi dada durante um encontro entre prefeitos da região e autoridades da saúde estadual, ocorrido em São Paulo na quarta-feira, dia 11. O Prefeito de São Roque, Daniel de Oliveira Costa, o Prefeito de Mairinque, Binho Merguizo e do Governante de Araçariguama, Roque Hoffmann, se reuniram com autoridades na Secretaria Estadual de Saúde, em busca de apoio para a Santa Casa. Também participaram do encontro o Secretário Adjunto de Saúde, Wilson Modesto Pollara, o Deputado Estadual, Mauro Bragato, o interventor da Santa Casa, Francisco Tibiriçá, o diretor de Saúde de São Roque, Sandro Rizzi e representantes da Prefeitura de Alumínio.

Na reunião foi apresentada a atual situação da irmandade, que encontra-se com parte de suas atividades paralisadas desde o dia 27 de outubro, prestando apenas atendimentos de urgência e emergência. O projeto de formação de um conselho formado pelos quatro municípios, para o apoio administrativo e financeiro da Santa Casa (matéria abordada na edição passada do Jornal da Economia) foi apresentada ao Secretário Adjunto de Saúde, assim como um pedido de apoio via repasses estaduais, que assim como os federais, caíram em 2015 por conta da crise financeira.

Segundo nota enviada pela Prefeitura de São Roque, Wilson Pollara afirmou estar ciente da situação crítica da Santa Casa, mas que o Estado, em meio à crise, já destinou todo seu orçamento para a saúde em 2015. Assim, a ajuda estatual somente viria em 2016, por parte do programa “Pró Santa Casa”, recursos do Estado, além um auxilio financeiro na casa de 300 mil reais, divididos em parcelas, o que colaborará com parte das despesas. O Secretário Adjunto de Saúde também teria se comprometido a buscar recursos para a reestruturação da maternidade, com melhorias e investimentos em equipamentos. “Demos mais um passo, e com certeza seguiremos acompanhando esta situação de perto, para o que foi proposto vire realidade”, afirmou o Prefeito Daniel.

A recente crise na Santa Casa tem gerado diversos problemas para os municípios, que passaram a ver seus centros de saúde sobrecarregados, como o caso de Mairinque, que registrou um aumento de 25% no movimento do seu PA.

Entretanto, quem mais sofre com a situação é a população, que acaba passando por diversos problemas para encontrar atendimento na região. Este é o caso da moradora de São João Velho, Gilvania Maria da Silva, que é transplantada e, após passar mal enquanto buscava atendimento em um posto de saúde, foi direcionada para Itapevi quando seu caso não pode ser tratado na Santa Casa. “Tem muita gente doente na cidade e precisamos que a Santa casa esteja aberta a população”, completa.

Fonte:
Online

Seis soluções em saúde pública para inspirar o Brasil - Projetos internacionais na área que podem ser modelos para enfrentar alguns dos principais problemas da saúde brasileira

 
Saúde pública: pouco integrada, a rede é feita de iniciativas que morrem à míngua, com contratos malfeitos, pouco fiscalizados, e composta de equipes que mudam de quatro em quatro anos(Thinkstock/VEJA)

Boas iniciativas e continuidade dos investimentos são as melhores formas de atacar as dificuldades em saúde pública. O site de VEJA reuniu projetos internacionais na área que podem ser modelos para enfrentar alguns dos principais problemas da saúde brasileira

Um dos principais problemas da saúde brasileira é a indefinição das regras que regulam seus serviços. A frouxidão das normas em relação a contratos, pagamentos ou responsabilidades pelos serviços de saúde colabora para a má gestão dos recursos, que se perdem em um labirinto de programas e projetos. Pouco integrada, a rede é feita de iniciativas que morrem à míngua, com contratos malfeitos, pouco fiscalizados, e composta de equipes que se modificam de quatro em quatro anos.

Para combater essas dificuldades, países ao redor do mundo investem em boas iniciativas e ideias que garantam a administração adequada do dinheiro dedicado aos programas de saúde. Afinal, dilemas como os brasileiros são os principais problemas de saúde pública em todo o globo. Há diferentes modelos, que vão desde países em que os serviços de saúde são totalmente privados, como os Estados Unidos; passando pelo modelo europeu de serviços particulares financiados pelo governo, a exemplo da Holanda, Inglaterra ou França; ou totalmente públicos, como Espanha e Finlândia. Entretanto, descontadas as diferenças, há uma clara e antiga indefinição de regras de saúde gerais a serem seguidas no Brasil, que colaboram com a descontinuidade dos programas e os transformam em um grande ralo de dinheiro.
"Na Europa, que conta com serviços de saúde bastante avançados, há regras muito claras sobre a regulação dos sistemas, feitas para todos, a partir de um comprador, que é o Estado. Há contratos detalhados e que são fiscalizados. Tudo isso no Brasil ainda é muito precário", diz o médico Gustavo Ferreira Gusso, professor de clínica médica da Universidade de São Paulo (USP). "O caminho é o governo comprar mais serviços privados, mas regular seu uso e estabelecer normas precisas, como acontece na Inglaterra ou Canadá."

Continuidade - Para oferecer serviços de saúde de qualidade, os países costumam investir em três frentes fundamentais: uma rede integrada de atendimento familiar e comunitário, gestão rígida de contratos e bases de dados informatizadas. "Nosso modelo de saúde, criado há quase trinta anos, está em implantação até hoje. Entre as diferentes iniciativas, a mais básica e essencial é ter uma rede de informações universal com as condições clínicas anteriores do paciente que possa ser usada pelos profissionais para prevenir doenças e criar tratamentos melhores", diz o médico Gonzalo Vecina Neto, superintendente do Hospital Sírio-libanês, em São Paulo.

Entretanto, programas assim, alerta Vecina Neto, são desenvolvidos durante décadas, e dependem da continuidade do investimento político, financeiro e social para funcionarem. "Voltamos sempre a discutir elementos muito básicos, como alguns procedimentos ou permissões, superados há muito tempo em outros países. E isso nos impede de avançar no que é realmente necessário", diz o médico.

Uma das causas é a relação estreita que existe no país entre os programas de saúde e seu viés político ou partidário - assim que a gestão termina, o projeto de saúde também deixa de receber investimentos. "Temos excelentes programas de saúde brasileiros, inspirados nos melhores exemplos do exterior e feitos de acordo com a nossa realidade. No entanto, eles param no meio do caminho e não superam nem os primeiros desafios", diz Maria Fátima Souza, diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB). "É preciso que a saúde se torne, de uma vez por todas, uma política de Estado e não só de governo."

Com o apoio dos especialistas, o site de VEJA mapeou seis boas iniciativas em saúde pública ao redor do mundo que atacaram o problema da gestão de recursos. Exemplos de investimento e fôlego são, mais que modelos de administração em saúde, excelentes opções de atendimento para seus pacientes:
Redução de custos de pacientes crônicos (EUA)

Redução de custos de pacientes crônicos (EUA)

Em 2002, o médico Jeffrey Brenner analisou os dados dos hospitais da cidade de Camden, em New Jersey, e percebeu que 1% dos pacientes era responsável por 30% das despesas de saúde locais — eram os pacientes mais pobres e com doenças crônicas. Para diminuir os custos e melhorar o atendimento, fez reuniões com assistentes sociais, enfermeiros e médicos para acompanhar esses pacientes e criar uma estratégia integrada que evitasse a reincidência no sistema. Dessas reuniões surgiu o Camden Coalition of Healthcare Providers, um grupo que analisa os dados de hospitalizações da cidade e acompanha os pacientes de maior risco, com visitas em casa e atenção familiar e comunitária. O programa se expandiu para cinco cidades do país, integrando os profissionais de saúde, que fazem uma supervisão sistemática dos pacientes e de suas famílias, diminuindo os atendimentos em hospitais em cerca de 40% e reduzindo os custos pela metade. 
Consórcio de hospitais (Espanha) 

Consórcio de hospitais (Espanha)

Na região espanhola da Catalunha, os hospitais são organizados em consórcios desde 1986. São unidades públicas e privadas que oferecem internações e tratamentos especializados (cardiologia, oftalmologia, obstetrícia) integrados à rede de saúde básica. Os consórcios públicos respondem por 73% dos centros de referência e 84% dos leitos, e os privados atendem o restante. Se, ao passar pela rede básica, o paciente precisar de tratamentos especializados, ele será encaminhado diretamente para o hospital que faz parte do consórcio da sua região — seja ele público ou privado. Consórcios como o Sanitari de Barcelona negociam anualmente os objetivos que serão alcançados, a remuneração por eles, e estabelecem um minucioso contrato — monitorado e fiscalizado por organizações sociais. Com o atendimento integrado, os hospitais reduziram filas e demoras no atendimento aos pacientes. 
Sistemas de informação (Reino Unido) 

Sistemas de informação (Reino Unido)

Uma parte fundamental dos sistemas de saúde de países como Espanha, Suécia, Noruega ou Reino Unido é a reunião e integração das informações de cada paciente, em um perfil com seu histórico de saúde. Essa ficha, informatizada, disponibiliza aos profissionais de saúde exames, diagnósticos, internações e médicos responsáveis pelos pacientes — dados que ajudam em futuros tratamentos. No Reino Unido, essas informações — acessadas em qualquer lugar do país por meio do nome ou número do paciente — são compiladas pelo Centro de Informações em Saúde e Atenção Social (Health and Social Care Information Centre — HSCIC) e estão passando por uma reformulação em 2014. O objetivo é melhorar a quantidade dos dados para prevenir doenças e diminuir a desigualdade dos atendimentos. 
Mobile Health (EUA) 

Mobile Health (EUA)

O projeto americano da agência americana Usaid começou em 2009 a implantar tecnologias de celular e internet wireless para melhorar os atendimentos de saúde em países da África e Ásia. Computadores e telefones são usados de maneira integrada para recolher dados de saúde, tirar dúvidas, fazer pagamentos, enviar informações com maior rapidez, além de lembrar os pacientes das consultas por mensagens de texto, enviar resultados de exames ou facilitar a comunicação com os profissionais de saúde. Mais de 500 organizações em 77 países fazem parte do projeto que, em cinco anos, fortaleceu os sistemas de saúde africanos e asiáticos. Em alguns países, as consultas perdidas e desistências de tratamentos caíram de 30% para 4%, os nascimentos em unidades de saúde subiram para 55%, e o comparecimento a visitas pré-natais aumentou para 66%. 
Saúde da Família (Canadá) 

Saúde da Família (Canadá)

A atenção primária, o nome dado à integração entre profissionais de saúde para o acompanhamento de famílias e comunidades, é o ponto mais desenvolvido do sistema de saúde canadense. No fim dos anos 1970, uma experiência de cuidados de saúde da família no Sault Ste Marie Group Health Centre melhorou os índices de tratamentos de diabetes e doenças cardíacas e diminuiu os retornos de pacientes com insuficiência cardíaca ao hospital em 44% em dois anos. Em 2000, o governo destinou 800 milhões de dólares para a reforma do programa. Entre as metas, linhas de telefones disponíveis 24h para o atendimento, a formação de organizações e grupos de cuidado integral e a melhora do atendimento de doentes crônicos. O grande diferencial é que, no Canadá, os novos médicos têm uma formação que integra várias áreas da saúde e os orienta para o atendimento comunitário e familiar — ao contrário do Brasil, em que os profissionais são especialistas em apenas uma área. Além disso, há um médico que centraliza e se torna o responsável por todos os procedimentos de saúde do paciente — conhecido em outros países como concierge doctor ou personal doctor. 
Cuidados paliativos (Espanha) 

Cuidados paliativos (Espanha)

Na Espanha, país em que a população chega à idade média de 80 anos, a medicina paliativa, nome dado aos cuidados oferecidos a doentes terminais para diminuir seu sofrimento, desenvolveu-se bastante desde os anos 1990. Em 2012, o governo espanhol em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma inciativa para identificar pacientes com necessidade de cuidados paliativos e oferecer tratamento pelo sistema de saúde público na região da Catalunha. Chamada Necpal (Programa de Necessidades Paliativas), a ferramenta identifica o doente e o encaminha aos serviços de saúde disponíveis – hospitais, serviços de enfermagem, casas de repouso ou acompanhantes que os ajudem com os tratamentos e remédios. 
Fonte:
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/seis-solucoes-em-saude-publica-para-inspirar-o-brasil/

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Após 30 anos de suspeitas, pesquisadores confirmam novo tipo de doença cardíaca



Há mais de 30 anos que especialistas da existência de uma nova doença cardíaca: uma alteração quase imperceptível na atividade elétrica do coração capaz de levar à morte.

Agora, uma equipe da Sociedade Espanhola de Cardiologia (SEC) concluiu que, na verdade, trata-se de um transtorno que afeta pessoas mais velhas, a síndrome de Bayés, que pode ser detectada por um simples cardiograma.

O médico Manuel Martínez-Selléz, da SEC, via com preocupação como pessoas portadoras dessa síndrome sofriam derrames cerebrais com mais frequência e tinham riscos maiores de demência e morte.

Martínez-Selléz fez um estudo com 80 centenários e 269 septuagenários e demonstrou que trata-se de uma situação de pré-arritmia.

"Agora sabemos que as pessoas que sofrem este bloqueio interauricular têm um batimento adiantado das aurículas. E sabemos que pode levar à arritmia", disse Martínez-Selléz à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

O bloqueio interauricular é um transtorno entre as aurículas do coração, duas cavidades na parte superior do órgão.

"Trata-se de uma doença porque é uma alteração do circuito elétrico do coração, neste caso, do circuito elétrico das aurículas, que associa-se a um risco demonstrado tanto de acidente cerebrovascular como de demência".

As pessoas com esta alteração têm facilidade para formar um coágulo na aurícula esquerda do coração.
 
 Thinkstock
Síndrome de Bayés afeta pessoas mais velhas e é capaz de levar à morte 
 
Diagnóstico melhor

O fato de ser uma doença abre as portas para melhorar o diagnóstico de doenças cardíacas que surgem com a idade. A síndrome leva o nome do cardiologista Antonio Bayés de Luna.

A Organização das Nações Unidas estima que haverá cerca de 400 milhões de pessoas acima de 80 anos no ano de 2050, o que será um desafio para a área da saúde.

Para a equipe de pesquisadores, o principal aspecto positivo do estudo é melhorar o diagnóstico de idosos com este sintoma.

"Estamos convencidos que os portadores desta alteração se beneficiarão de um tratamento antiarrítmico e anticoagulante que ajudará a prevenir o infarto cerebral e a demência", disse Martínez-Selléz.
 
Fonte:

Cuidados para que sua ave atravesse a estação mais quente do ano mais confortável


As aves de estimação são animais muito sensíveis, e qualquer alteração no clima e no ambiente em que elas estejam pode ser sentido bruscamente. 

No verão, com as altas temperaturas, os cuidados devem ser redobrados com os passarinhos. É importante saber que, com o aumento do calor, cria-se um ambiente facilitador para o aparecimento de bactérias e mosquitos. 

 Por isso, a manutenção e limpeza das gaiolas devem ser redobradas nesta época do ano. Mas não é só isso. Veja uma lista de cuidados que se deve tomar com o sua ave para que ela atravesse a estação mais quente do ano mais confortável.
  1. - Além da limpeza das gaiolas, preste atenção nos alimentos. Frutas e sementes, com o calor, tendem murchar e azedar. Dê menos quantidade, mais vezes ao dia.
  2. - Verifique a água do animal várias vezes por dia.
  3. - Se a gaiola do seu pássaro possui coberturas, retire-as.
  4. - Evite atividades como cozinhar ou passar roupa perto da gaiola.
  5. - Afaste a gaiola das janelas ou de locais que são atingidos diretamente pelo sol.
  6. - Ao cair da noite, abra todas as janelas da casa para refrescar o ambiente.
  7. - Deixe um pote com água na gaiola para que o pássaro possa tomar banho e, assim, se refrescar.
  8. - Se você possuir ar condicionado, não deixe o animal diretamente na saída do ar. Também não coloque a temperatura no mais frios, pois isso pode fazer com que ela adoeça. Programe o aparelho para uma temperatura ambiente normal e constante.

Fique atento e observe o seu passarinho. Quando as aves estão com muito calor, elas permanecem com a boca aberta e asas afastadas. Troque-a de lugar, coloque-ajunto a um ventilador. Caso seu animal não reaja, leve-o imediatamente a um veterinário.


Fonte: Arca de Noé

Quais são os animais mais dorminhocos do mundo? Dica: não é a preguiça


Preguiças dormem 40% do tempo. Mas não são as campeãs da soneca...

Animais dormem das mais diferentes maneiras. Estamos acostumados à ideia de que o sono é um estado passivo, quando um animal não se mexe muito e seus músculos relaxam. Mas isso não é uma lei: alguns, pássaros, por exemplo, voam durante “cochilos”, usando apenas metade de seus cérebros.

“Para os animais, o sono ajuda a ficar mais eficiente”, explica Jerome Siegel, diretor do Centro de Estudos do Sono da Universidade da Califórnia.

Alguns animais, obviamente, dormem mais que outros, e Siegel explica que isso se deve principalmente à quantidade de alimento ingerido. “Animais que consumem alimentos de baixa densidade calórica dormem menos, ainda que o sono possa ser ajustado de acordo com as necessidades do animal.”
 
Leões 'oportunistas'

Em geral, herbívoros dormem menos que carnívoros porque precisam passar mais tempo mastigando para tirar energia de sua comida. Em especial animais pastores maiores, como girafas. Nos anos 70, cientistas descobriram que esses mamíferos só entravam em estado de sono profundo durante 5 a 30 minutos por dia.

Essa “insônia” também pode ser atribuída a um mecanismo de defesa. “O sono reduzido em animais mais vulneráveis pode ser uma adaptação para aumentar a vigilância contra predadores”, diz John Lesku, da Universidade La Trobe, em Melbourne (Austrália).
 
Image copyright AP Image caption
AP
  Em cativeiro, leões dormem bem mais, por não precisarem estar atentos a "janelas" de caça
 
Já os predadores podem passar menos tempo “olhando sobre os ombros”, especialmente os que vivem em bandos. Leões, por exemplo, são famosos pelo hábito de ficarem deitados por grande parte do dia. Em cativeiro, dormem pelo menos de 10 a 15 horas diárias. 
 
Mas, em vez de dormir isso tudo de uma vez, leões são “oportunistas” no que diz respeito ao sono. Dormem em “tiros curtos” e, segundo Siegel, isso é uma forma de não perder a chance de uma refeição.

“Um animal faminto precisa dormir menos se há comida disponível e mais se não há.”

É preciso notar que cientistas têm dificuldades em medir com mais precisão os hábitos de sono de animais selvagens, especialmente para localizá-los.

Tatus, por exemplo, aparecem nas listas de animais “dorminhocos” como capazes de dormir 18 horas por dia em suas tocas subterrâneas. Mas não há evidência de que eles passem esse tempo todo em sono profundo.

“Na verdade, desconfiamos que os tatus também se alimentem enquanto dormem, já que geralmente suas tocas ficam próximas a cupinzeiros”, explica Arnaud Desbiez, coordenador de um estudo especial sobre a espécie.

Image copyright NPL Image caption 
 NPL
Em suas tocas, tatus nem sempre podem estar dormindo Quando cientistas encontram os animais, a postura normalmente é a chave para descobrir se o bicho está ou não dormindo.

Girafas, por exemplo, repousam suas cabeças em suas costas. Coalas, por sua vez, dormem abraçados a galhos e, aparentemente, estão acordados apenas duas horas por dia. 
 
De acordo com estudos na Austrália, o principal habitat deste tipo de urso, coalas dormem por pelo menos 14 horas por dia e passam outras cinco descansando. Tudo por conta de sua dieta de folhas de eucalipto, que demoram a serem digeridas e oferecem pouca energia.
Silbernicus
  Girafas, de olho em predadores, por vezes tem apenas cinco minutos de sono profundo
 
Em 2013, cientistas implantaram sensores em coalas para tentar medir sua atividade, mas os dispositivos não eram sensíveis o suficiente para diferenciar o descanso do sono.

A maneira de medir com precisão é analisando os impulsos elétricos emitidos pelo cérebro, com o auxílio de eletroencefalógrafos. Sendo assim, os mais detalhados dados sobre o sono nos animais vêm de espécimes cativos.

De acordo com Lesku, o atual recordista mundial do sono é o tatu cabeludo gigante (20,4 horas/dia) e o rato do deserto americano (20,1).

Mas esses índices precisam ser tratados com precaução. “Estamos falando de animais selvagens trazidos para um ambiente de laboratório e analisados em um outro contexto em que, por exemplo, havia comida disponível”, alerta o pesquisador.

Um exemplo disso é o morcego-marrom, que em testes realizados em 1969 ganhou o título de animal mais dorminhoco, marcando 19,9 horas de sono em um período de 24. Image copyright Silbernicus Image caption Girafas, de olho em predadores, por vezes tem apenas cinco minutos de sono profundo 
 
All Canada Photo
  Em laboratório, o morcego-marrom dormiu quase 20 horas, mas resultados são contestados
 
No entanto, o morcego estava ligado a um computador, em vez de pendurado no teto de uma caverna, o habitat desses animais. E também havia diferenças de temperatura.

“Minha opinião é de que esse morcego estava comprometido e não representava um espécime selvagem”, diz Lesku.

Na verdade, poderia nem sequer estar dormindo e sim em um estado conhecido como extremo torpor – um tipo de hibernação.

Alguns animais entram nesse estado diariamente. O guaxinim e alguns tipos de roedores nos EUA podem ficar 14 horas diárias assim.

O torpor difere do sono de forma fundamental. É um tipo de dormência: o metabolismo e a temperatura corporal baixam substancialmente, bem como a atividade cerebral. Tudo para conservar energia.

Ironicamente, o principal teste de atividade cerebral de animais durante o sono foi feito justamente com... preguiças. Em cativeiro, esses mamíferos podem dormir até 15 horas por dia, mas um estudo de 2008 revelou que as preguiças selvagens dormem muito menos.

Preguiças panamenhas ganharam microchips e cientistas descobriram que elas dormiam menos de 10 horas. Isso é parecido com leões e bem menos que coalas, por exemplo. Image copyright All Canada Photos Image caption Em laboratório, o morcego-marrom dormiu quase 20 horas, mas resultados são contestados

Ainda assim, 40% do dia é um índice considerável de sono para um animal que apenas come folhas e frutas e que é lento o suficiente para ser presa para felinos e aves de rapina.

Uma explicação para isso é que as preguiças – aliás, nem tão preguiçosas assim – evoluíram para um tipo de camuflagem e um comportamento propositalmente discreto. A reputação de dorminhocas, porém, é injusta.


Fonte:
BBC BRASIL

Leia a versão original dessa reportagem em inglês no site da BBC Earth

Amor sincero - moradores de rua com seus cães são prova de que eles são os melhores amigos do homem

caes e moradores de rua (7)
 
Se você se tornar um sem-teto hoje, provavelmente a maior parte das pessoas – se não todas – que você conhece vão lhe abandonar. Menos o seu cachorro.

Uma vez que um cão cria uma relação estreita com um proprietário, seu carinho e lealdade são inquebráveis. Ao contrário de nós, cães não julgam as pessoas pelo seu dinheiro ou status.

Há um grande debate sobre se os animais realmente têm sentimentos ou não, mas muitas pesquisas têm avançado para mostrar que, sim, seu cão é capaz de lhe amar. Embora não seja uma ciência muito precisa (cães não podem falar e inferir o que eles estão pensando é difícil), resultados de exames de ressonância magnética no cérebro de nossos amigos de patas mostram que eles usam a mesma parte do cérebro que nós para “sentir”.

Independentemente disso, não precisamos de uma pesquisa para ver o quanto os animais podem fazer bem para as pessoas. Por exemplo, ter a companhia de um cão pode ajudar muitas pessoas com depressão.

Da mesma forma, cães de estimação oferecem uma ajuda vital para os desabrigados. Eles fornecem amor incondicional em um momento em que grande parte da sociedade virou as costas para eles. Além disso, protegem seus proprietários dos muitos perigos das ruas.

Surpreendentemente, muitos cães de rua são relativamente bem-cuidados. Seus donos geralmente optam por passar fome para alimentar seus companheiros peludos, embora sejam muitas vezes incapazes de levá-los ao veterinário, por exemplo.

Confira abaixo fotos tocantes de cães com seus proprietários desabrigados, uma dupla que permanece sempre junta não importa o que aconteça: 

Fonte:


caes e moradores de rua (6)
caes e moradores de rua (12)
caes e moradores de rua (11)

Comunicação química - Por que os cães cheiram os traseiros uns dos outros?

caes cheiram os traseiros
Desde muito cedo, aprendemos que alguns animais domésticos têm sentidos bem mais aguçados do que os nossos. Qualquer cachorro que você observar andando por aí tem um nariz de 10 a 100 mil vezes mais sensível que o seu. Mas, se os cães têm olfato tão afiado, por que gastam tanto tempo enfiando seus focinhos nos traseiros uns dos outros?

A resposta é: comunicação química

A Sociedade Americana de Química explica que quando cães cheiram os traseiros de outro, eles estão, na verdade, colhendo um monte de informações, entre elas sua dieta, seu gênero e seu estado emocional. George Preti, do Centro Monell da Química dos Sentidos, atualmente estuda a complexidade dos odores e feromônios emitidos pelo corpo humano, porém, em 1975, sua pesquisa era voltada justamente a este hábito dos melhores amigos do homem.

Preti e sua equipe analisaram as secreções anais de cachorros e coiotes selvagens. Em ambos os lados da bunda destes mamíferos, está localizada uma bolsa fedorenta chamada de glândula anal, que excreta as substâncias químicas usadas no processo de reconhecimento. O cientista descobriu que os principais compostos que produzem o odor dos cães são trimetilamina e um grupo de ácidos de cadeia curta, como o acético e o propiônico.

Como era de se esperar, as secreções produzidas por estas glândulas têm um odor acentuado devido aos ácidos que as compõem. Contudo, outros elementos, por exemplo, o estado atual de seu sistema imunológico, podem influenciar no buquê final.

E se você acha que o cheiro de cocô se sobrepõe a todo o resto, está bastante enganado. Os cães têm um órgão olfativo auxiliar em seus supernarizes, conhecido como órgão de Jacobson, que desempenha um papel fundamental na comunicação química. É através dele e de seus nervos que os odores das substâncias químicas são filtrados diretamente para o cérebro, sem sofrer com interferência externa. É este mesmo órgão que é usado quando vemos um cachorro cheirando um poste, uma árvore ou qualquer outro lugar que possa ter sido regado com xixi de outro animal.

Então, pode dormir em paz. Seu cãozinho não está obcecado com os bumbuns de outros cachorros, eles estão apenas se conhecendo de uma maneira especial. Imagina o que ele pensa quando vê você fuçando a vida de alguém no Facebook ou trocando coraçõezinhos no Tinder. 

Fonte:
http://hypescience.com/caes-cheiram-os-traseiros-dos-outros/