terça-feira, 29 de setembro de 2015

Exercício físico regular previne doenças cardiovasculares


Existem programas de reabilitação cardíaca direcionados para população de cardiopatas que querem iniciar a prática de atividade física de forma mais orientada

A prática de exercícios físicos é uma das medidas mais importantes para uma vida saudável e para prevenção de doenças cardiovasculares, que são responsáveis por cerca de 17,3 milhões de óbitos por ano, 31,3% de todos os casos. No Brasil, esse número chega a 300 mil anualmente ou uma morte a cada dois minutos. Os dados de toda a América Latina, incluindo o cenário brasileiro, também são preocupantes: 40% das mortes precoces ocorrem durante os anos mais produtivos de uma pessoa, antes dos 60 anos de idade.
O especialista do Núcleo de Cardiologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Raffael Fraga, destaca que atividade física regular melhora a condição cardiovascular do praticante e diminui os principais fatores de risco para infarto do miocárdio e derrame. O exercício colabora para a redução dos níveis de pressão arterial e glicose, melhora o controle do peso e melhora o perfil de colesterol.
“Além disso, também reduz o stress e a ansiedade. A opção por uma mudança do estilo de vida que envolva a prática de atividade física e uma dieta mais saudável é fundamental para reduzir a incidência de doenças cardiovasculares”, afirma Fraga.
O cardiologista explica que existem basicamente três tipos de exercícios físicos: os aeróbicos (caminhar, correr, pedalar, nadar), os treinamentos de resistência ou força (musculação) e os exercícios de alongamento.
“As atividades aeróbicas, além de promoverem melhora da aptidão física, trazem inúmeros benefícios para a saúde de quem pratica regularmente: reduz o risco de morte prematura, morte por doenças cardíacas, derrame cerebral; reduz o risco de desenvolver diabetes e hipertensão arterial; auxilia na redução da pressão arterial e no controle do peso; reduz as sensações de depressão e ansiedade; e promove bem-estar psicológico.”
Fraga ressalta que, ao iniciar uma atividade física, é importante que exista um processo gradual em relação à duração e cargas, para que o coração não seja sobrecarregado, como pode acontecer com os famosos atletas de fim de semana. As recomendações do Colégio Americano de Cardiologia e Associação Americana do Coração (ACC/AHA) são para que os indivíduos saudáveis pratiquem atividades aeróbias de intensidade moderada por no mínimo 30 minutos, cinco dias por semana; ou atividades intensas (vigorosas) pelo menos 20 minutos, três vezes por semana.
Vale destacar também que para promover e manter a boa saúde e independência física, os adultos se beneficiarão também da prática de exercícios de força (resistência) por no mínimo duas vezes na semana. Recomenda-se praticar de 8-10 exercícios em dois ou mais dias alternados por semana, utilizando os maiores grupos musculares. Para maximizar o desenvolvimento de força e resistência de força, é recomendado utilizar de 8-12 repetições de cada exercício.
Porém, afirma o cardiologista, é importante que a pessoa não inicie a prática esportiva de forma inadvertida. “O primeiro passo é fazer um check-up para que a situação cardiológica e osteo-muscular sejam avaliadas. Caso esteja em condições adequadas, o exercício deve começar de forma leve e ser gradual, sempre sob orientação especializada”, diz Fraga.
Os indivíduos que já apresentam problemas cardíacos, após uma avaliação médica cuidadosa, podem iniciar a prática de atividade física. “Os exercícios nesta população são de grande importância, pois diminuem o risco de novos eventos, melhoram a capacidade funcional, melhoram o controle da pressão arterial e diabetes, aumentam os níveis do colesterol bom e diminuem o risco de depressão”, destaca.
A intensidade da prescrição do exercício depende da condição cardíaca do indivíduo e da gravidade do problema. Existem programas de reabilitação cardíaca direcionados para população de cardiopatas que querem iniciar a prática de atividade física de forma mais orientada.
Fonte:

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Liberdade de Expressão e a Democracia



A "liberdade para transmitir informações e ideias por quaisquer meios independentemente de fronteiras" (artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948).

A liberdade de expressão, sobretudo sobre política e questões públicas é o suporte vital de qualquer democracia. Os governos democráticos não controlam o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais. Assim, geralmente as democracias têm muitas vozes exprimindo ideias e opiniões diferentes e até contrárias.

Segundo os teóricos da democracia, um debate livre e aberto resulta geralmente que seja considerada a melhor opção e tem mais probabilidades de evitar erros graves. Cabe esclarecer que a aplicação da democracia não traz privilégios ao um determinado grupo específico e nem busca-se limitar de qualquer forma o direito de outrem, mas sim garantir a liberdade e direitos do coletivo.

A democracia depende de uma sociedade civil educada e bem informada cujo acesso à informação lhe permite participar tão plenamente quanto possível na vida pública da sua sociedade e criticar funcionários do governo ou políticas insensatas e tirânicas. Os cidadãos e os seus representantes eleitos reconhecem que a democracia depende de acesso mais amplo possível a ideias, dados e opiniões não sujeitos a censura.

A liberdade de expressão é um direito fundamental consagrado na Constituição Federal de 1988, no capítulo que trata dos Direitos e Garantias fundamentais e funciona como um verdadeiro termômetro no Estado Democrático. Quando a liberdade de expressão começa a ser cerceada em determinado Estado, a tendência é que este se torne autoritário. A liberdade de expressão serve como instrumento decisivo de controle de atividade governamental e do próprio exercício do poder. O princípio democrático tem um elemento indissociável que é a liberdade de expressão, em contraposição a esse elemento, existe a censura que representa a supressão do Estado democrático. A divergência de ideias e o direito de expressar opiniões não podem ser restringidos para que a verdadeira democracia possa ser vivenciada.

Referências

Considerações sobre a liberdade de expressão e de imprensa no direito norte-americano. Jus Navigandi, Teresina, ano 15, n. 2640, 23 set. 2010. Disponível em:

Colar Elizabetano - Como usar e sua importância na recuperação do animal


Existem teorias que afirmam que o Colar Elizabetano, também conhecido como Cone ou Colar Cirúrgico, seja originário da Inglaterra, no século XVI e foram inspirado nas grandes golas usadas pela Rainha Elizabeth I.

Rainha Elizabeth I da Inglaterra que usava enorme golas.
Já outras fontes dizem que o colar talvez tenha sido inspirado em um aparelho que a rainha Elizabeth usou na época em que era criança para que não roesse as unhas dos pés. Criadores adaptaram o produto para que fosse usado em animais em recuperação, evitando assim que eles se lambessem dificultando a cicatrização. 


Até hoje o colar é largamente indicado por veterinários para aqueles animais que passam por tratamentos de feridas ou procedimentos cirúrgicos  e assim não fiquem coçando e nem mexendo no local correndo o risco de arrancarem os pontos, abrir o corte e agravarem o quadro. Ele é também utilizado para evitar que animais que sofrem de compulsão não se mutilem.
Normalmente são produzidos em plástico ou polipropileno em formato de cone e com espaços para que possa ser colocada a coleira do animal. (Fonte de pesquisa Pet friends)

fonte:http://goo.gl/iTLTvV
É comum alguns proprietários cederem diante da demonstração de incomodo do animal ao uso do colar. Coçam com a patinha, se batem em tudo, andando em circulo desorientados, etc...mas é fundamental se manter firme mesmo de coração partido, com um pouco de tempo ele se acostuma, além do mais é importante para uma boa e rápida recuperação do animal. 
Hoje existem inúmeros modelos no mercado, alguns até mesmo macios e acolchoados, observe ao qual ele se adapta melhor.
Fonte:http://goo.gl/muigwP
É fundamental na hora da escolha observar que o colar fique bem ajustado no pescoço para que o cão/gato não consiga retirar na sua ausência. Outro ponto a ser observado é o comprimento que deve cobrir o focinho suficientemente para que não alcance a ferida, mas deve permitir o animal de beber água e se alimentar.
O colar também deve permitir que o animal durma e tenha uma boa visibilidade para evitar choques e quedas, nesse quesito os transparentes ganham, já no conforto os de tecido ou acolchoados são melhores. Cuidado com o peso caso seu bichinho seja de pequeno porte. O ideal é leva-lo ao Petshop e provar diversos modelos e tamanhos antes de comprar.



No exterior já existem alternativas interessantes para o Colar Elizabetano, conhecidos como Optivisor & Novaguard.
Novaguard, Optivisor, e no fundo, colar elizabetano tradicional.
Fonte: http://goo.gl/1FqYTo
Tasi Stampoultzis desenvolveu o Optivisor para proteger o olho do seu cão, Billy, após uma cirurgia, quando percebeu o quanto o colar elizabetano tradicional incomodava seu cão. "Colares Elizabetanos interferem na audição e visão do animal, eles fazem com que seja difícil ou impossível de comer ou beber, e os animais estão sempre se esbarrando em móveis ou paredes com eles". Stanpoultzis era um concorrente na New Inventors e, embora ele não tenha ganho, o Optivisor é uma grande invenção. 

Observe que ambos deixam as orelhas livre para que o animal de estimação possa ouvir, mas isso também significa que os ouvidos não estão protegidos do alcance das patas, por isso, se o problema do seu animal de estimação está nas suas orelhas estes não são adequados.
Fonte:http://goo.gl/1Fq

E mais, veja aqui as dicas dada no EHOW de como usar corretamente o colar no seu animal.

1-  Escolha um colar elizabetano do tamanho certo para o seu animal de estimação. Eles vêm em uma variedade de tamanhos e são geralmente medidos em centímetros, de 7,5 a 40, e são ajustáveis. Alguns vêm em tamanhos pequeno, médio, grande, extra grande e gigante. Se você estiver comprando o colar em um consultório veterinário, eles vão saber o tamanho certo.
2-  Deslize o lado pequeno sobre a cabeça de seu bicho de estimação. Certifique-se de puxar totalmente as orelhas dele para que o colar não as dobre. Além disso, gire o colar de modo que não fique nenhuma ponta de plástico logo abaixo do pescoço do seu animal de estimação.
3-  Puxe o cordão e amarre-o em um laço, certificando-se que não está muito apertado. O cordão também pode ser preso à coleira comum do seu cão. Alguns vêm sem um fecho e podem ser conectados diretamente à coleira comum, e alguns simplesmente se prendem neles mesmos.
4-  Acaricie a cabeça do seu animal de estimação quando o colar estiver no lugar e fale docemente com ele para assegure-lhe que não é um castigo. Você também pode dar um petisco para tornar a experiência mais positiva. Observe-o enquanto come para ver se algum pedaço não quebra e cai no colar, onde ele não consegue pegar.
5-  Deixe os espaços e corredores da sua casa grandes e vazios o suficiente para o seu animal de estimação passar com o colar.
6-  Verifique se o seu animal de estimação é capaz de chegar até a comida e a água. Você pode precisar levantar os potes, se eles já não são elevados. Observe como seu animal de estimação come com o colar. Pode ser necessário retirá-lo apenas para a refeição.
7-  Verifique se ele consegue descansar a cabeça e dormir confortavelmente com o colar.

IMPROVISANDO UM COLAR ELIZABETANO:
Numa emergência, papelão grosso, balde, Raio X, tudo serve para improvisar um colar até você poder comprar um se necessário.
Veja AQUI como fazer um com Raio X
AQUI com EVA
Improvisar golas como estas é outra alternativa


Em alguns casos, como nas cirurgias na região do abdome, as roupas cirúrgicas podem ser uma boa aliada, aprenda AQUI como fazer uma em casa utilizando uma camiseta velha.


Fonte:

Um pouco de humor rsss



Envenenamento por cebola - veja o que ela pode causar ao seu animal de estimação


Muitas pessoas adoram cebolas, e há abundância de alimentos que nós apreciamos em que elas estão presentes . Como sempre, é preciso lembrar que o que é saboroso e saudável para nós pode ser extremamente prejudicial para os nossos animais de estimação.
Cebola contêm um ingrediente chamado tiossulfato que é tóxico para cães e gatos. A ingestão de cebola causa uma condição chamada de anemia hemolítica , que é caracterizada por lesão das células vermelhas do sangue.

Sintomas
Os sintomas desta doença incluem falta de ar, letargia, diarréia e vômitos. Seu animal de estimação também pode perder o apetite como um resultado deste tipo de envenenamento.
Pode levar até dois a quatro dias após o seu animal de estimação comer a cebola para que os sintomas apareçam.

Todos os tipos de cebolas - se cozidas ou cruas, cebolas inteiras ou em pedaços ou em  pó  - são um perigo para o seu animal de estimação. É preciso uma quantidade muito pequena de cebola para envenenar seu gato ou cão.
Basta 5 g de cebola em gatos ou 15 a 30 g  em cães para resultar clinicamente em importantes alterações hematológicas. Toxicose por cebola é constantemente observada em animais que ingerem mais do que 0,5% do seu peso corporal de cebolas de uma só vez. * Cerca de 600 a 800 gramas de cebola pode causar toxicidade aguda. Seu animal de estimação também podem ser intoxicado por comer quantidades pequenas de cebolas durante um determinado período de tempo.

Atenção se costuma dar a seu animal “petiscos” ou restos de comida.
A cebola é um ingrediente comum encontrado em muitos dos alimentos que comemos no dia a dia e que você pode não considerar um perigoso para o seu animal de estimação. Certifique-se de que estes alimentos não contêm qualquer tipo de cebola antes de deixar seu peludo comer:
•             Pizza
•             Cachorro quente
•             Molho de tomate
•             Comida chinesa
•             Alguns alimentos para bebês
"A toxicidade causada pela cebola pode ser muito grave e caro de tratar", diz Dr. Tina Swan,  veterinário da equipe VPI PetInsurance. Swan, que é especializada em atendimento de emergência animal.

Qual a melhor maneira de evitar envenenamento acidental do seu animal de estimação?
Swan sempre aconselha os clientes a não alimentar os seus animais de estimação com restos. "Muitas fontes de cebola (cozidos ou crus) têm o potencial de causar toxicidade em animais de estimação, incluindo cebola em pó que tem em muitos alimentos em quantidades variadas. Apesar de não ter uma quantia muito certa para causar um problema, isso pode ser mais difícil de avaliar em sobras de comida. "

O que fazer no caso do envenenamento por cebola?
Se você suspeita que seu animal de estimação tenha consumido algum tipo de cebola, entre em contato com seu veterinário imediatamente. A condição pode ser tratada, mas é importante procurar atendimento médico na primeira suspeita de envenenamento. Sempre mantenha um número de telefone de emergência veterinária a seu alcance. Se o quadro for grave, pode exigir um tempo significativo de internação e em casos extremos uma transfusão de sangue pode ser necessária.

Adaptação Dicas Peludas

Aplicar vacina em cão - Qual a importância?



Sem sombra de dúvidas, o cão é considerado o melhor amigo do homem, pelo fato de serem companheiros fiéis e por proporcionarem sentimentos de amor, afeto e carinho aos seus donos. O cão, assim como todo bom amigo, desejamos que estejam sempre ao nosso lado e para que isso aconteça é preciso que tenhamos cuidados especiais para com eles.

Dentre esses cuidados especiais como alimentá-los diariamente, dar água, proteção, banho e cuidados veterinários, não podemos esquecer-nos da importância da vacinação que também é fundamental para sua sobrevivência.

Aplicar vacina em cão, além de ser um lindo gesto de amor ao seu melhor amigo, também é uma forma de proteger e imunizá-lo de doenças virais que muita das vezes podem levá-los a morte, independentemente se são filhotes ou adultos.

É importante que toda pessoa que possui cães leve-os periodicamente ao veterinário para as consultas devidas, principalmente enquanto forem filhotes e sendo assim o médico-veterinário ficará a cargo de estipular o seu calendário de vacinação desde a fase filhote até a adulta.

Algumas doenças caninas além de serem perigosas para a saúde do cão, também podem ser transmitidas para o homem se o mesmo não for imunizado, como por exemplo, a raiva. 

Aplicar vacina em cão não é uma tarefa fácil, alguns cães por medo podem se tornar agressivos, por isso é recomendado que essas vacinas sejam aplicadas por veterinários em ambientes preparados para esse tipo de ação.

Para vacinar o seu cão, algumas orientações são importantes:
• Os cachorros devem estar saudáveis;
• Sem febre;
• Sem diarreia.

Caso contrário, o organismo do cão pode não corresponder totalmente à vacinação, por isso é importante que qualquer problema de saúde com o mesmo, seja informado ao veterinário antes da aplicação da vacina. Vale ressaltar que cães filhotes devem ser vacinados após 45 dias de nascimento.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO 

domingo, 27 de setembro de 2015

Confira o Calendário completo de vacinas para cães e gatos






Fonte: 
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Dia Nacional da Doação de Órgãos alerta sobre importância da iniciativa que salva vidas

Um ato simples, mas que significa muito para quem precisa. Neste domingo (27) é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, data que pretende conscientizar a sociedade sobre a importância da iniciativa. Basta apenas a decisão de informar à família sobre o desejo de salvar vidas. “É importante informar a família sobre a decisão, manifestando claramente esse desejo. Além disso, é essencial que sejam realizadas campanhas de conscientização de forma continuada”, explica o hepatologista Cláudio Lacerda, chefe do programa de transplante de fígado do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), em parceria com o Hospital Jayme da Fonte, referência na realização de transplantes hepáticos e na cirurgia de captação de múltiplos órgãos.




A instituição no Estado responsável pelo cadastro de receptores na lista de espera para transplantes e distribuição dos órgãos é a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE). Após ser notificada sobre potenciais doadores com diagnóstico de morte encefálica, a Central inicia o processo logístico para a captação do órgão e realização do transplante. “É importante reforçar que todo o procedimento para doação de órgãos deve passar pela CT-PE para manter a integridade das ações”, alerta Lacerda.

Para que a doação aconteça, é necessário confirmar a morte encefálica do paciente por meio de um rígido protocolo, envolvendo avaliação médica e uma série de exames. Com o termo de autorização assinado, a Central de Transplantes encaminha órgão para um receptor compatível, obedecendo à ordem da lista única do Estado. Não havendo compatibilidade, o órgão entra na lista nacional.

Existem dois tipos de doação. Uma delas é a que é feita entre doadores vivos, que somente podem doar órgãos duplos ou partes de órgãos – cuja retirada não vai causar danos ao doador –, a exemplo dos rins ou parte do fígado. A outra, entre doadores falecidos, que são pacientes que evoluíram para a morte encefálica – quando não há mais atividade cerebral, mas os órgãos continuam em funcionamento. Estes podem doar coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veias, ossos, pele e tendão.

Qualquer pessoa pode doar seus órgãos e tecidos, basta ter o desejo consentido por algum familiar de até 2º grau compatível, de acordo com a legislação brasileira de transplantes. A única restrição é não ter tido doenças que possam ter contaminado ou que prejudiquem o funcionamento do órgão. A doação pode ajudar até sete pessoas.

Números

Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Pernambuco está em segundo lugar no número de transplantes de coração e medula óssea no Brasil, ficando atrás somente de São Paulo. Entre janeiro e junho de 2015, foram realizados 25 procedimentos de coração no estado – o número iguala as doações realizadas durante todo o ano de 2014. Já no caso de medula óssea, foram 111 procedimentos no primeiro semestre – em 2014, foram 113 no mesmo período e 214 ao longo de todo o ano.

Já na unidade de transplante de fígado do HUOC a previsão é de 130 transplantes este ano, totalizando mil transplantes ao longo dos 16 anos de atividade da Unidade, o que, segundo o hospital, consolida a unidade entre as três maiores do País. Atualmente, 1.298 pessoas estão na fila de espera no Estado. Desse total, 1.068 esperam por um rim, 115 por uma córnea, 78 por um fígado, 30 por um transplante de medula óssea e 6 de um coração, além de uma pessoa na fila por pâncreas/rim.

Fonte: