quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Cartoons...







Conflito de relações: 60% das pessoas gostam mais dos smartphones que dos pets, diz estudo


Mais da metade das pessoas salvaria seus celulares e abandonaria os gatos em um incêndio, diz estudo



Otudo feito com 7 112 pessoas revelou que 54% delas gosta mais do smartphone que dos bichos de estimação.(Thinkstock/VEJA) es




Pesquisa global feita pela Motorola revela ainda que 60% das pessoas dormem segurando o telefone e 17% usam o smartphone durante o banho

Em todo o mundo, 54% das pessoas preferem salvar o celular e deixar o gato morrer em um incêndio. Um estudo feito pela Motorola em sete países (Índia, China, Espanha, Estados Unidos, Brasil, Inglaterra e México) com 7 112 pessoas revelou o comportamento dos usuários de smartphones e descobriu que a maior parte dos consumidores gosta mais do smartphone que dos bichos de estimação.

Divulgada na última semana, a pesquisa mostrou ainda que 60% das pessoas dorme segurando o celular. Entre os brasileiros, a estatística é de 66%. De acordo com os números, uma em cada cinco pessoas prefere deixar de ver o namorado, tomar banho ou dormir a ficar sem o telefone durante o fim de semana.

Relação conflituosa - O Brasil é um dos três países que mais tem pessoas que levam o smartphone ao banheiro (64%), junto com China (67%) e México (62%). Em todo o mundo, 27% das pessoas usam o gadget durante o banho.

Mesmo que os aparelhos sejam vistos como amigos - 40% das pessoas perguntam ao smartphone coisas que não perguntariam a ninguém - apenas 39% dos entrevistados descreveu o relacionamento com o celular como "feliz".

Fonte:


Irregularidades na vacinação de pequenos animais no Brasil - Parte I


No dia a dia do clínico de pequenos animais é comum encontrar nos consultórios o mesmo roteiro de filme com final infeliz, pessoas empolgadas com seu primeiro cão, seja ele de raça ou não, e que chegam ao petshop comprando tudo o que veem, o maior entusiasmo fica por conta da coleira, não conseguem se aguentar de ansiedade para passear com o novo membro da família, principalmente quando surgem ao estabelecimento com crianças à tira colo.

Nem sempre nestes pontos comerciais se dispõe de veterinários para orientar, e principalmente de funcionários treinados, na esmagadora maioria das vezes trata-se apenas de um leigo atrás de um balcão, e infelizmente proprietário do negócio, nem sempre conta com um veterinário para dar apoio, com isso a informação necessária neste momento crucial fica carecendo. E vemos pessoas felizes indo embora com seu animalzinho já na sua coleira nova, com uma sacola cheia de petiscos, tigelas e brinquedos, depois desse gasto, que para a maioria das pessoas em pequenas cidades é alto, não sobra planejamento nem a empolgação necessária para o proprietário pensar em aplicar vacina ética.

Aliás, o que é isso? Infelizmente não vem escrito no rótulo das vacinas (esta aqui é ética e esta aqui não é), e a pessoa sai expondo seu animal recém-retirado da proteção que sua mãezinha lhe conferia através da amamentação, o animalzinho vai andando pelas ruas que muitas vezes é morada de vários animais errantes sem a sorte de ter um humano para lhe cuidar. E este novo animalzinho da família irá passear ativamente nos dias que se seguem, quem lhe disse que vacinar é importante?

Algumas vezes este dono do petshop um especialista nato em vender rações de qualidade questionável, lhe recomenda uma vacina baratinha que ele mesmo aplica, aliais, se ele for um pouquinho responsável vai lhe dizer para dar um remedinho para os vermes do seu animal, mas se a pessoa que lhe doou ou vendeu ele (e nem precisamos falar de criações de fundo de quintal ainda) já lhe disse que deu este remédio miraculoso então nem precisa, aplique logo esta injeção então senhor, R$10, R$15, R$20 eu tenho aqui.

Ah! Mas tenho que voltar? Me diga quando, e ai surge o primeiro documento do seu animal, aquela medonha carteirinha de vacina com o desenho tosco do lugar copiado da internet, claro que só cabem umas 5 ou 6 vacinas nela, mas mesmo assim consta lá um espaço para o selo da vacina, a data e pasmem! O carimbo e assinatura do veterinário!!

Surpresa para vocês consumidores, para vocês tutores de animais, é mesmo seu sonho ter um animalzinho? Informou-se previamente sobre tudo o que precisa para criar bem seu animal? Não cair em armadilhas destas, e achar que esta economizando com veterinário? Infelizmente, seu animal tem poucas chances de estar vivo até completar 2 anos se você continuar assim, mais do que leigo, completamente ignorante.

Saiba que vacina nenhuma deve ser aplicada nos animais sem que passe pelas mãos de um veterinário, assim como você não confiaria os cuidados da sua vida nas mãos de um carroceiro que se passa por médico mesmo sendo visível para você que ele não é um médico. Porque com o seu animal é diferente? Em pouco tempo você e seu animal serão cliente e paciente de um profissional que estou durante anos para saber o que esta acontecendo com ele, saberá lhe dizer sem mercantilismo o que usar e como para TENTAR salvar seu animal, mas infelizmente mais uma vez, os animais e seus devidos “responsáveis” aparecem ao consultório quando a situação está bem crítica, muitos remédios já foram gastos com o mesmo “Dr Balcão” e agora o veterinário é o único que pode lhe salvar.

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O espaço físico deve ser ideal para que o pássaro tenha uma boa qualidade de vida


Cada espécie de ave atinge um tamanho, logo, escolha a gaiola que melhor se adéque.

O espaço físico para um pássaro deve ser totalmente adequado, para que o mesmo consiga ter uma boa qualidade de vida. 


A escolha de uma gaiola para o seu pássaro vai além de somente escolher aquela que o animal precisa. 

Outros fatores devem ser considerados, por exemplo, onde ficará inserida a gaiola, se há espaço o suficiente para sua ocupação no local. 

O material da gaiola também é importante, pois ela deve ser resistente a mudanças de temperaturas e principalmente prática para a limpeza. 

Existem algumas que possuem o tripé e outras que são apenas de pendurar. Isso é importante quando levamos em consideração quem irá limpar a gaiola. 

Cada espécie de ave atinge um tamanho, logo, escolha a gaiola que melhor se adéque ao seu animal. Lembre-se que a ave deve ter espaço suficiente para poder dar pequenos voos rasantes e sempre pergunte ao vendedor a capacidade de armazenamento de aves dentro da gaiola a fim de evitar uma superpopulação. 

A higiene da gaiola é muito importante, pois a mesma deve ser limpa diariamente. Deve-se forrar o chão da gaiola com jornal, além de ser lavada em água corrente pelo menos uma vez por semana. Na fase de limpeza da gaiola, mantenha seu passarinho em outra gaiola fechada para que ele não fuja. 

Deixe a gaiola num lugar calmo e longe de correntes de ar, não esquecendo que além de bebedouros e comedouros, tem que existir uma banheira para que o pássaro possa se banhar


Fonte:

Antes de pensar em criar um pássaro, tenha em mente algumas dicas importantes



Antes de pensar em criar um pássaro, seja qual for à espécie, você deve ter em mente algumas dicas importantes. Veja-as:

• Evite adquirir aves exóticas, uma vez que se faz necessária uma série de licenças do IBAMA.

• Procure informações sobre os hábitos alimentares do seu animal e quantidade de água a ser ingerida.

• Compre uma gaiola de qualidade e bem espaçosa.

• Pássaros pequenos (periquitos e canários) pedem cuidados mínimos, enquanto outros maiores (papagaios e cacatuas) necessitam de uma maior atenção.

• Se o pássaro escolhido for um canário, adquira-o em julho ou outubro, pois se trata da estação em que esses animais ainda não trocaram as penas. Uma mudança rápida no ambiente durante esse período pode causar um trauma no mesmo. 

• Por outro lado, se o pássaro escolhido for um papagaio, esteja preparado para um relacionamento para a vida toda. Na realidade esse tipo de animal é extremamente ligado ao dono.

Fonte:

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Os novos comprimidos que combatem a dengue desenvolvidos por brasileiros



Desenvolvidos por brasileiros, eles matam as larvas do mosquito transmissor da doença e são uma estratégia promissora para tentar acabar com o vírus

Feito com a bactéria BTI, o comprimido é dissolvido na água em que os insetos se desenvolvem e, em dois dias, é capaz de eliminar todas as larvas(Thinkstock/VEJA)

Um simples comprimido, do tamanho de um AAS infantil, pode ser a mais nova e eficaz estratégia de combate à dengue. Feito com a bactéria BTI (Bacillus thuringiensis), que parasita e mata as larvas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença, ele é dissolvido na água em que os insetos se desenvolvem e funciona como um poderoso assassino: em dois dias, é capaz de eliminar todos os bichos. Totalmente desenvolvido em laboratórios brasileiros, passou por pelo menos oito anos de pesquisas e testes. Em fase de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o bioinseticida pode ser um forte aliado às estratégias de combate não só da dengue, mas também da chikungunya e da zika, também transmitidas pelo mosquito. O site de VEJA teve acesso com exclusividade a detalhes do projeto.

Assim como o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue, matar o inseto é uma das melhores estratégias para tentar acabar com a doença. Isso porque o Aedes foi moldado pela evolução para ser um inseto urbano, hábil e muito competente para carregar o vírus, transmitindo-o a até 390 milhões de pessoas anualmente, em todo o mundo. No Brasil, foram mais de 1 milhão de casos notificados neste ano, de acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde. Até o fim de maio, 377 pessoas morreram de dengue no país, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Sem vacina ou tratamento 100% eficaz até agora, a única solução é controlar o mosquito. Por isso, eliminá-lo antes que se torne um adulto capaz de infectar os humanos é uma excelente alternativa.

A fórmula dos comprimidos, concebida na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e produzida pela BR3, empresa do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), tem a vantagem de conseguir driblar a resistência do mosquito, um mecanismo muito importante de sua sobrevivência. Um dos maiores problemas de inseticidas e larvicidas é que eles agem selecionando as populações de insetos que têm genes potentes o suficiente para não serem afetados pelo veneno. Assim, ao longo das gerações, apenas os mosquitos mais fortes sobrevivem e passam seu DNA adiante. Os que ficam são insetos nos quais os inseticidas não fazem efeito.

A bactéria BTI, contudo, é capaz de produzir não uma, mas várias toxinas que afetam o mosquito. A combinação desses venenos é o que impede esse mecanismo de seleção. O inseto não é capaz de criar mutações que combatam todos eles ao mesmo tempo. Por isso, o micro-organismo é usado no combate a vetores há cerca de trinta anos. No entanto, grande parte das fórmulas tem pouca durabilidade ou um preço elevado. O grande salto dado pelos pesquisadores brasileiros foi conseguir criar um comprimido que, uma vez misturado na água, permanece ativo por até dez semanas. Além disso, a bactéria é inofensiva para seres humanos, animais domésticos e plantas. O larvicida é até indicado para ser usado na tina de água de gatos e cachorros.

"Estamos perdendo a guerra contra o mosquito. Mas o novo bioinseticida é uma arma que oferece sustentabilidade, segurança e praticidade. É fácil de ser usado pela população e tem grande durabilidade", explica o engenheiro Rodrigo Perez, diretor da BR3. Assim que o produto receber a liberação da Anvisa, a empresa é capaz de produzir 200.000 comprimidos mensais, que podem ser usados em estratégias públicas e particulares de controle da dengue.

Contra o mosquito - Além do ataque às larvas, os pesquisadores também investem em mosquitos modificados, incapazes de transmitir a doença. A última descoberta, feita por pesquisadores americanos, mostrou que é possível "trocar" o sexo dos mosquitos e, provavelmente, impedi-los de transmitir a doença - apenas as fêmeas picam e inoculam o vírus em humanos. Os cientistas identificaram o gene responsável pela determinação do sexo nos mosquitos e agora tentam transformar as fêmeas em inofensivos mosquitos machos.

Outro método, desenvolvido na Fiocruz, consiste em soltar mosquitos Aedes que contém a bactéria Wolbachia, que os impede de transmitir o vírus da doença. Essa bactéria, que sobrevive no organismo da maior parte dos insetos, não existe naturalmente no Aedes e, de acordo com os cientistas, não causa efeito no corpo humano. No entanto, no organismo do Aedes, ela barra a infecção. A ideia dos pesquisadores é substituir a população de mosquitos do tipo pelos insetos infectados - o que reduziria drasticamente os casos de dengue.

Uma terceira estratégia é o uso de mosquitos transgênicos. Produzidos por empresas de biotecnologia, como a brasileira Moscamed e a britânica Oxitec, esses mosquitos machos, ao copularem com as fêmeas, geram descendentes incapazes de chegar à idade adulta. Assim, eles não transmitiriam a doença. A proposta é que a quantidade de mosquitos seja reduzida nos locais onde esses machos são soltos. De acordo com um pesquisa publicada nesta quinta-feira no periódico PLOS Neglected Tropical Diseases, a redução da população de mosquitos na cidade de Juazeiro, na Bahia, foi de mais de 90%, em consequência da aplicação desse método.

Vacina - Por enquanto, não há vacina capaz de combater com eficácia todos os quatro subtipos da dengue. Mas pesquisadores dos Estados Unidos e de Cingapura descobriram que um anticorpo humano específico para o subtipo 2 da doença pode proteger ratos da forma grave do vírus. O trabalho, publicado esta semana na revista Science, sugere que esse anticorpo pode ser usado na produção de vacinas que combatam a doença em humanos.

O trabalho é importante pois a grande preocupação dos cientistas ao desenvolver uma vacina é eliminar a versão mortal da dengue, que surge principalmente na segunda ou terceira infecções. Isso acontece porque alguém que tem a doença pela primeira vez desenvolve células de defesa contra a doença. Se acontecer de ser picada pelo mosquito uma segunda vez, infectado por outro sorotipo, o novo vírus que entra no organismo consegue se colar aos anticorpos criados pela primeira infecção. Assim, o anticorpo funciona como um cavalo de Tróia, levando o vírus para dentro do sistema imune: a dupla entra com facilidade nas células imunológicas, que reconhecem o vírus como sendo uma célula de defesa. O parasita se multiplica rapidamente no organismo, e essa velocidade pode levar à morte.

Já há algumas vacinas sendo criadas por laboratórios farmacêuticos e institutos de pesquisa internacionais. As mais avançadas são as do Sanofi Pasteur, que está em desenvolvimento há cerca de vinte anos, e a do Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com o americano National Institutes of Health (NIH, na sigla em inglês). Outras vacinas estão sendo feitas pelo GlaxoSmithKline, em conjunto com a Fiocruz, pela Takeda Pharma e pela americana Merck.

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Os novos "sapos em miniatura" da Mata Atlântica: Pequenos e venenosos, eles intrigam os pesquisadores há séculos

Os animais do gênero Brachycephalus, que não têm mais que 1 centímetro e são venenosos, foram encontrados durante uma expedição de pesquisadores paranaenses


Uma das novas espécies de sapos encontrados na Mata Atlântica brasileira. Ainda sem nome, eles não têm mais que 1 centímetro de comprimento (Foto: Luiz Fernando Ribeiro/Divulgação)

Após quase cinco anos de exploração em áreas montanhosas no sul da Mata Atlântica brasileira, uma equipe de pesquisadores do Paraná descobriu sete novas espécies dos altamente miniaturizados, brilhantes e coloridos sapos do gênero Brachycephalus. Por estarem entre os menores vertebrados terrestres, não alcançando mais que 1 centímetro de comprimento, eles são difíceis de enxergar - e proteger -, sendo altamente vulneráveis à extinção.

"Encontrar esses sapos dá muito trabalho. A busca demorou muito, pois os lugares são de difícil acesso, exigindo horas de caminhadas em locais íngremes e veículos com tração 4x4. Mas buscamos as novas espécies em regiões com altitude, vegetação e climas parecidos aos locais onde estão os sapos que já conhecemos. Tivemos sucesso em grande parte delas", disse ao site de VEJA o biólogo Marcio Pie, líder do projeto e coordenador do curso de pós-graduação em zoologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Sapo venenoso - Tipicamente encontrados em florestas tropicais úmidas, esses sapinhos vivem na Mata Atlântica da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira brasileiras. Muitas espécies são coloridas, um alerta para a presença de uma neurotoxina muito potente em sua pele, fatal para seus predadores e também para o homem. Com o nome de tetrodotoxina, o veneno bloqueia a ação dos nervos, causando paralisia.

Esses pequenos sapos intrigam os pesquisadores há mais de um século. As primeiras espécies de Brachycephalus foram descritas em 1842 pelo naturalista alemão Johann Baptist von Spix, mas a maioria dos anfíbios do gênero foram descobertos na última década, particularmente devido ao seu tamanho reduzido e à dificuldade em chegar ao habitat.

Como o lugar onde vivem é muito sensível às mudanças climáticas, os cientistas se preocupam com a preservação. "Precisamos ter uma ideia precisa sobre quais são as espécies e onde estão para definir as áreas prioritárias de conservação. Perder uma população qualquer desses pequenos sapos possivelmente significaria a extinção completa da espécie", afirma Pie.

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