sexta-feira, 10 de julho de 2015

Carneiro: um dos animais domésticos mais prolíferos do planeta




O carneiro é um dos animais domésticos mais prolíferos, já que está dotado de uma diversidade genética e um potencial de reprodução capazes de satisfazer as necessidades alimentares dos humanos, segundo um estudo sobre a evolução animal nos últimos 11.000 anos.

A pesquisa, publicada na revista americana PLoS Biology (Biblioteca Pública de Ciências Biológicas), foi realizada a partir do sequenciamento do genoma deste ovino.

Isto permitiu reconstituir a influência do homem através dos séculos para fazer com que o animal se adaptasse a diferentes ambientes e melhorasse a produção de sua carne, leite e lã, explicaram os cientistas.

O estudo identificou regiões específicas do genoma do animal que parecem ter passado por uma transformação rápida, em resposta à seleção de genes que controlam a cor da lã, o tamanho do animal, sua reprodução e, sobretudo, a ausência de chifres, um dos principais objetivos do cruzamento seletivo efetuado pelo homem.

Ao detalhar o que caracterizou a domesticação do carneiro ovelha e suas migrações pelo mundo, o estudo confirma e enriquece os conhecimentos atuais sobre os movimentos migratórios das populações humanas ao longo da história, afirmou James Kijas, da Agência Científica Nacional Australiana (CSIR0), coordenador da pesquisa.

O estudo reconstruiu os laços genéticos entre 2.819 ovelhas que pertenciam a 74 raças diferentes de vários lugares do mundo, por meio da comparação de 50.000 moléculas de DNA no genoma.

Assim foi possível detectar os efeitos genéticos da domesticação e a consequente divisão em centenas de raças.

"Descobrimos que a maioria das populações de carneiros contêm uma grande diversidade genética e que conseguiram manter um número de indivíduos muito maior que a maioria dos outros animais domésticos, inclusive os cães de raça, o que sugere que a domesticação aconteceu a partir de uma vasta base genética", disse Kijas.


Fonte:

Tratar seu cão como gente pode provocar gastrite, nele - Principais razões da gastrite em cães e gatos



Na correria do dia a dia, stress e má alimentação podem se combinar em uma perigosa bomba para o estômago. Até mesmo para os animais domésticos. Submetidos a cuidados excessivos, capazes de gerar dependência e ansiedade, e alimentados com quitutes inadequados, cães e gatos vêm convivendo cada vez mais com a gastrite. "Não se deve humanizar os bichos, achando que eles podem ingerir as mesmas coisas que comemos", diz o veterinário endoscopista Franz Yoshitoshi. Também não se deve deixar, no caso dos cachorros, de impor liderança dentro de casa. "Se você pega um animal de personalidade forte e não impõe seu comando, vai ter com ele uma estressante disputa", diz outro veterinário, Gustavo Mano.

Além da "humanização", que agrava a condição gástrica dos animais domésticos, outros fatores podem causar problemas, como a ingestão de medicamentos antiinflamatórios e reações alérgicas - confira no quadro abaixo as principais razões. A boa notícia é que alguns sinais podem ajudar o dono a perceber se seu cão ou gato está com gastrite, e atacá-la a tempo de evitar uma situação mais grave, com uma úlcera. "A gastrite é um processo inflamatório que pode estar relacionado a uma série de causas e que, se não tratado adequadamente, pode desencadear algo pior", afirma Aparecido Camacho, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Cães vegetarianos - Quando um cachorro investe sobre uma planta da casa, por exemplo, pode estar querendo mais do que fazer uma simples boquinha. "Esta é uma forma instintiva de comer algo para proteger a mucosa gástrica", explica Mano. Mas nem todo cão que aprecia o verde tem problema no estômago. Ele pode mesmo ser fã do prato, já que cachorros não são estritamente carnívoros. Já um gato, carnívoro inequívoco, deve ser encaminhado para consulta se flagrado aderindo a um menu vegetariano.

Principais razões da gastrite em cães e gatos

Tabela

Alimentação
  • Dieta à base de salame, pizza, bolacha e doce em geral - provenientes do prato do dono
  • Excesso de sal, gordura e condimentos
  • Comida muito fria ou muito quente
  • Volume excessivo de comida

Corpo estranho
  • Ingestão de brinquedos e outros objetos que se alojam no estômago
  • Stress
  • Por ser mais dependente do homem, o cão se estressa quando fica só
  • Se o dono não impõe comando, o cachorro pode entrar em disputa com ele
  • Remédios
  • Uso de antiinflamatórios e corticóides
Administração de medicamentos usados pelos donos, sem aval veterinário

Outros
  • Problemas no esôfago
  • Insuficiência hepática e renal
  • Alergia a tipos específicos de alimentos
  • Infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. Pylori) ou por vírus
Outra maneira de perceber a gastrite é por meio do comportamento do animal. Bichos amuados, arqueados (pela dor abdominal) ou com distúrbio alimentar são suspeitos. "É muito frequente o animal com problema gástrico ter distúrbio alimentar. Ou ele não come ou come e depois vomita. Ou, ainda, passa a querer coisas que não costumava consumir, mesmo não alimentos", afirma Mano. Sinais digestivos, como fezes escuras e com sangue, além de diarréia, também podem indicar avaria no estômago.

Diagnóstico - Os sintomas são os primeiros caracteres lidos pelo veterinário, durante o exame clínico. Um exame laboratorial, contudo, é quase sempre necessário para completar o diagnóstico. Nessa etapa, podem ser realizados um hemograma e um exame de imagem, como ultrassom, raio-x ou endoscopia. O último é o mais indicado, especialmente porque, algumas vezes, o transtorno é causado por um objeto que o animal ingeriu e que se alojou no seu estômago. E que, dependendo do tamanho, pode ser retirado durante a endoscopia. Caso seja grande, exigirá uma intervenção cirúrgica.

O tratamento pode incluir remédios e uma dieta com alimentos pobres em gordura, que facilitem a digestão. "Quando se suspeita de que a gastrite é consequência de alergia a algum tipo de proteína, como a da carne bovina, deve-se substituir o alimento", diz Camacho, da Unesp. 

Segundo ele, é "relativamente comum" um animal doméstico desenvolver alergia à proteína da carne de vaca. Uma ração que não traga o ingrediente na receita pode ser uma boa alternativa. Só não se pode, como no caso dos humanos, adotar a auto-medicação - sempre arriscada. Até porque, se não devemos "humanizar" o animal, não podemos repetir com ele os erros que cometemos.

Fonte:



quinta-feira, 9 de julho de 2015

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App encontra donos para cachorros abandonados - Similar ao Tinder, o aplicativo brasileiro Au.dote já reúne 300 cães, hoje abrigados por ONGs, à procura de um novo lar



Não faltam estudos que mostrem como a relação entre homem e cão é benéfica para os dois. Já foi provado que os cães realmente amam seus donos e que crianças chegam a preferir o contato com os pets a lidar com os irmãos, em momentos delicados. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde estima que existam mais de 30 milhões de animais abandonados só no Brasil, dos quais 20 milhões são cachorros e 10 milhões, gatos. Um estudo da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP em parceria com a prefeitura estima que 2,5 milhões de cães e 562 000 gatos domésticos estão abandonados só em São Paulo.

Esse é o problema que o aplicativo Au.dote, lançado na semana passada, tenta combater. Funciona basicamente como o Tinder, o famoso app de relacionamentos amorosos: o usuário percorre páginas que mostram fotos dos cachorros, bem como dados sobre seu porte, raça, idade e histórico de vacinação e maus tratos.

Quando um cão é curtido, a ONG que o abriga recebe uma notificação, com o e-mail e o telefone do usuário interessado, e pode contatá-lo para agendar uma visita ou conseguir mais informações. Nas páginas dos cães também há o telefone e e-mail da instituição responsável, assim o usuário pode entrar em contato direto, se preferir.

Até agora, duas ONGs estão cadastradas, a paulista Segunda Chance e a catarinense Viva Bichos, e outras cinco organizações passam por treinamento para participar. Antes de admiti-las, os criadores do app visitam os lugares, conversam com funcionários e conferem se a instituição é certificada, sem problemas com o Ministério Público.

"Essas organizações sempre precisam de ajuda. Algumas vezes, elas chegam a rejeitar novos animais porque não têm espaço para abrigá-los, nem recursos para cuidar. É aí que esperamos auxiliar, agilizando o tempo que demora para os animais encontrem um lar", disse Bruno Queiroz, diretor da DogLikers, startup idealizadora do projeto.

Até agora há 300 cachorros cadastrados, de variadas raças, como vira-lata, pit bull, rottweilers e shar-pei. Há vinte dias disponível no Google Play e há uma semana na Apple Store, mas sem ampla divulgação, o aplicativo foi baixado por mais de 300 pessoas, número que deve crescer com a exposição que esperam a partir de agora.

A equipe do app está recebendo feedback das ONGs e dos usuários e planeja novas funcionalidades para as próximas versões, que devem incluir a possibilidade de apadrinhar um pet à distância (doando dinheiro) ou de repassar doações para as ONGs cadastradas.

Fonte:

Os pets na mira dos bandidos - Animais de estimação são os novos alvos de assaltantes em São Paulo. Depois de roubados, cães e gatos são revendidos no mercado paralelo

Cachorro da raça Spitz Alemão é roubado enquanto passeava com a dona no bairro do Tatuapé, em São Paulo


Há duas semanas, a economista Izilda Biel, de 59 anos, vive a angustiante busca por Whiskey, o cachorro da família, da raça Spitz Alemão miniatura. Ele foi tomado de Izilda no último dia 13, enquanto ela passeava por uma rua do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. O assalto, gravado por câmeras de segurança, causou comoção nas redes sociais

O roubo do cachorrinho de Izilda não é um caso isolado. Os crimes contra os animais estão mais frequentes e têm como objetivo a venda, a reprodução forçada ou até a extorsão dos donos, que pagam para recuperar seus bichinhos. Funciona como um sequestro: os bandidos telefonam para as famílias - a partir das informações presentes na coleira, por exemplo - e pedem um valor para o resgate. Outro destino dos pets roubados são os canis ilegais: os cães não castrados passam a servir como reprodutores de forma exaustiva - e os criminosos lucram com a venda dos filhotes.

Os bandidos veem os pets como mercadoria. O motivo são os preços cobrados pelos criadores de animais - um filhote de Spitz Alemão como o Whiskey, por exemplo, custa entre 2.000 e 7.000 reais. O Código Civil os considera uma propriedade, equiparável a um carro ou a um celular, embora as famílias desenvolvam por eles sentimentos de carinho e apego.

Um hábito comum das vítimas nas metrópoles, passearem sozinhas com os pets na rua, facilita a ação dos criminosos. Em um grupo do Facebook, já foram computados mais de setenta animais levados por criminosos. Em outro, quase cinquenta. Nas redes sociais, pessoas que tiveram seus bichinhos roubados divulgam fotos e cartazes na tentativa de que alguém os reconheça e, assim, ajude a trazê-los de volta para casa.

Andresa Henriques, presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na subseção de Santo Amaro, em São Paulo, diz que o crime mais comum atualmente são os roubos. "Os mais procurados são os filhotes e os cães com pedigree ou com raças específicas, como o Yorkshire, o Pug e o Lulu da Pomerânia [como também é conhecida a raça Spitz Alemão]. Eles são comercializados com mais facilidade", explica ela. A venda geralmente acontece em feiras ilegais, onde os bichinhos são colocados em gaiolas minúsculas, expostos ao sol ou ao sereno durante horas, sem acesso à água ou à comida. É por isso que, além de furto ou roubo, o bandido pode responder por maus tratos a animais.

Quando não são vendidos em feiras, os pets aparecem oferecidos na internet. Neste caso, os criminosos ficam mais encobertos, e os animais costumam ser submetidos a condições ainda mais precárias, segundo o promotor Carlos Henrique Prestes Camargo, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo (Gecap) do Ministério Público de São Paulo. "Na feira, eles [os bandidos] estão se arriscando a ser presos porque o animal não vai ter origem, não vai ter documentos e pode ser que a dona o reconheça. Já na internet, eles podem ser anônimos, diz Camargo.

A repercussão dos roubos e furtos de animais chamou a atenção dos parlamentares que atuam na área. O deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP) apresentou o projeto de lei 7853/2014. A ideia é proibir a venda de animais domésticos em sites da internet hospedados no Brasil, para coibir esses crimes, assim como os maus-tratos aos animais. A pena para quem descumprir a lei será de um a três meses de detenção e multa.

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Aves aprendem a cantar da mesma forma que crianças



Em estudo publicado nesta semana no Cell Press, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, apresentaram provas de que pássaros aprendem canções da mesma maneira que crianças. Na teoria, os pequenos deveriam compreender, em primeiro lugar, o reconhecimento dos sons e, depois, descobririam como as categorias de fonemas se encaixam nas palavras. Mas não é bem assim que funciona: elas fazem tudo ao mesmo tempo. E começam a cantar no processo.

Para Timothy Gentner, professor do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo, "este tipo de aprendizado em seres humanos é compartilhado com, no mínimo, aves cantoras. Quando pássaros reconhecem padrões de elementos da música, eles recebem um grande impulso em sua capacidade de categorizar esses componentes". Em outras palavras, começam a cantarolar.

Músicas de estorninhos, por exemplo, consistem em padrões de notas simples e curtas agrupadas em temas. Esses tópicos entram em uma das quatro categorias: apitos, gorjeios, chocalhos ou barulhos, e altas frequências.

A equipe de pesquisadores queria descobrir como esses padrões influenciam na capacidade das aves de categorizar sons. Foram treinados quatro estorninhos para diferenciar padrões auditivos AABB e BBAA de ABAB e BABA, nos quais A e B representam barulhos de gorjeio e chocalho. Além disso, os pesquisadores treinaram um segundo grupo da mesma forma, mas trocando os tipos de sons.

O grupo de especialistas descobriu que as aves que apresentaram padrões claros de sons tinham vantagem sobre o outro grupo na capacidade de classificar corretamente o que tinham ouvido. Os resultados mostraram que pássaros dependem de padrões da mesma maneira como os seres humanos.

"Nós ouvimos palavras, não sequências de sons da fala. Embora seja tentador pensar que esta é uma forma exclusivamente humana de perceber o mundo, não é", declarou Gentner. Para os pesquisadores, apesar de as aves não terem linguagem, elas podem ensinar muito sobre mecanismos biológicos e psicológicos de aprendizado de idiomas.

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