sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Universidade estuda uso de peixe-zebra como substituto de ratos em pesquisas


Animal tem 71% dos genes semelhantes aos dos seres humanos.
Semelhança do material genético aumenta chances de descobertas.


A Universidade Federal de Lavras (MG) está estudando o peixe-zebra para substituir ratos e camundongos como cobaias em pesquisa. O animal tem 71% dos genes semelhantes aos dos seres humanos, o que facilita os estudos.

O peixe-zebra, também conhecido como zebrafish ou peixe paulistinha, é estudado há mais de 30 anos no mundo todo e agora têm ganhado espaço nas pesquisas no Brasil. "Os embriões de peixes estão sendo utilizados para pesquisa, testando novos potenciais medicamentos na área de ecotoxicologia, no estudo de doenças degenerativas", diz o professor de medicina veterinária Luiz Murgas.

Segundo os pesquisadores, a semelhança do material genético aumenta em até 85% as chances de descobertas de doenças que atingem o homem. "Ele tem potencial para ser estudado neste tipo de manisfestação, em qualquer uma destas doenças. Pode ser doença, por exemplo, epilepsia. Existe um zebrafish que é modificado geneticamente para apresentar a epilepsia, e aí a gente começa a testar alguns produtos contra essa doença. Assim também como o zebrafish é utilizado para pesquisas com o câncer", explica Murgas.

Segundo a estudante Bárbara do Carmo Rodrigues Virote, o uso dos peixes tem outra vantagem em relação aos roedores: a reprodução é bem mais rápida. "E a quantidade de indivíduos também é bem maior. Em uma reprodução, a gente tem a desova de 100 embriões, quanto que no camundongo é por volta de 10 filhos por reprodução", ressalta.

A fisioterapeuta e doutoranda em Ciências Veterinárias Luciana Crepaldi Lunkes participa do estudo e descobriu que os peixes têm um comportamento parecido ao de pacientes que sofrem de estresse e ansiedade quando expostos a mesma situação.

"O que acontece no sangue do ser humano é muito semelhante ao que acontece também no animal. Então essas variáveis bioquímicas se manifestam de maneira bem semelhante, e a gente consegue estudar alguns compostos que podem ser ou podem ter um potencial de contenção destes efeitos do stress", conta Luciana.

Já a Tássia Flávia Dias Castro, mestranda em Ciências Veterinárias, usou o peixe-zebra para saber como o agrotóxico usado nas lavouras afeta o organismo humano. "Eu consegui identificar que os agrotóxicos geram alterações tanto nos embriões quanto nos adultos", afirma.

Para Murgas, a tendência é usar cada vez mais peixes- zebra para desvendar a biologia humana. "Com certeza a diminuição do uso de ratos e camundongos na pesquisa é um ganho da utilização do peixe zebra nesta pesquisa".

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Cães ajudam cientistas em busca de tratamento da distrofia muscular


Cientistas brasileiras descobriram um gene que pode ajudar no tratamento de uma doença rara, que atinge um em cada quatro mil meninos em todo o mundo. A distrofia muscular de Duchenne diminui a expectativa de vida dos pacientes para apenas 30 anos.
“Aos dois ou três anos, a mãe nota que o filho está caindo muito. Com 10 ou 12 anos, ele não consegue mais andar”, explica Mayana Zatz, professora de genética do Instituto de Biociências da USP e uma das autoras do estudo, em entrevista a EXAME.com.

Segundo ela, a doença é caracterizada pela ausência da distrofina, uma proteína que forma um tipo de capa nas células musculares. Sem ela, ocorre a degeneração dos músculos. “No começo, o músculo ainda regenera. Porém, após dois anos, a perda muscular é maior do que a regeneração”, diz Zatz.

Quando se descobriu a existência da distrofina em 1987, todos os tratamentos para a doença de Duchenne focaram na substância. Os pesquisadores, até hoje, tentam encontrar uma forma de aumentar a produção da proteína para melhorar o quadro clínico do paciente.

A pesquisa da USP descobriu que a distrofina pode não ser a única forma de achar cura ou terapia para a distrofia muscular de Duchenne. Segundo as autoras, o gene Jagged1, ligado a processos de regeneração muscular, pode trazer esperanças de tratamento para os pacientes.

O estudo foi publicado na revista científica Cell sob o título de "Jagged 1 Rescues the Duchenne Muscular Dystrophy Phenotype" ("Jagged 1 resgata fenótipo da distrofia muscular de Duchenne", em tradução livre).
Mais de 10 anos de pesquisa

Como as cientistas chegaram a essa descoberta? “Foi totalmente sem querer”, brinca Zatz. Desde 2003, ela e um grupo de pesquisadores da USP pesquisam cães da raça Golden Retriever, que possuem a distrofia muscular de Duchenne.

Até então, todos os cachorros nasciam com a doença e morriam depois de um ou dois anos. Um filhote chamado Ringo chamou a atenção das cientistas em 2004. “Quando Ringo nasceu, achamos que era apenas mais um dos cães afetados. Realizamos os testes e vimos que ele tinha a mutação no DNA”, conta Zatz.

Intrigadas, Zatz e Natássia Vieira, na época doutoranda em genética pela USP, decidiram analisar quais eram as diferenças genéticas entre os músculos de Ringo e de outros cachorros doentes. Dessa análise saiu uma lista de 65 genes.Após um ano, uma surpresa: Ringo não apresentava a doença. “Ele vivia pulando a cerca e logo teve filhotes. Um deles, o Suflair, apresentava as mesmas características do pai”, lembra a geneticista.

Para fazer o mapeamento genético completo do genoma dos cães e descobrir qual era o gene importante, Vieira foi a Boston, nos Estados Unidos. Lá, com a ajuda de Louis Kunkel, da Escola de Medicina de Harvard, e de Kerstin Lindblad-Toh, diretora científica do Broad Institute, ela encontrou uma região no cromossomo 24, que abrigava o gene Jagged1.

Para testar a nova hipótese, a pesquisadora aumentou em duas vezes a proteína do gene em peixes paulistinha – que não têm distrofina e possuem a doença. “Foi visto que 75% dos peixes sobreviveram após a aplicação”, relata Vieira.

De acordo com a cientista, o próximo passo do estudo é entender porque o gene deixa os músculos mais resistente. “Com isso, talvez, nós possamos encontrar outros genes que possam gerar novas terapias.”
Possíveis novos tratamentos

Atualmente, os medicamentos mais utilizados para o tratamento da distrofia de Duchenne são os corticoides. “Eles são ministrados desde que a doença é descoberta, pois aumentam a capacidade ventilatória”, explica Zatz.

No entanto, após alguns anos, pacientes precisam utilizar aparelhos de ventilação assistida. “O diafragma fica comprometido e, depois dos 20 anos, muitos dos meninos morrem de insuficiência respiratória”, diz a geneticista.

Segundo ela, os professores de Harvard já estão analisando remédios que podem fazer esse trabalho. “Se for uma droga que já está no mercado, vai ser mais fácil encontrar uma terapia.”

Caso o Jagged1 se mostre capaz de aumentar a quantidade de distrofina no ser humano, novos tratamentos poderão aumentar a sobrevida dos pacientes. “Eu vou começar a estudar alguns vírus que podem aumentar geneticamente a capacidade de produção de proteínas do gene”, conta Vieira.

Caso contrário, o processo de aprovação do medicamento poderá demorar mais de dez anos. “A indústria farmacêutica não dá muita importância para a doença, por ela ser rara. Então, é outro impedimento”, diz Vieira.

Apesar de a descoberta ser um marco, tanto Zatz quanto Vieira são cautelosas com relação à possibilidade de encontrar cura para a distrofia. “Acho que tem potencial, mas ainda vai demorar algum tempo e anos de estudos”, afirma Vieira.


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Buldogues: a raça inteira pode estar condenada


A raça buldogue ou buldogue inglês é uma das mais populares do mundo. Esse sucesso todo pode ser por conta da sua personalidade forte e dócil ou pela fofura de seu corpinho roliço. Uma nova análise sobre a raça, porém, traz notícias ruins para os apaixonados pela raça.
O estudo publicado na revista Canine Genetics and Epidemiology por pesquisadores da Universidade da Califórnia mostra que o buldogue tem pouca diversidade genética, e por isso os criadores enfrentam dificuldades em melhorar algumas características problemáticas da raça. Logo logo será necessário misturar a raça com outras, e ela deixará de ser como a original.
Esse problema vem da origem do buldogue, que descende de apenas 68 indivíduos do início do século XIX. Os cruzamentos entre cães da mesma família e a seleção de características físicas extremas – como o nariz curto – também representam desafios para a raça.
Os buldogues não têm vida média muito longa: vivem cerca de seis anos. Entre os problemas de saúde desse tipo de cão estão problemas respiratórios, câncer, displasia, cistos interdigitais, alergias e problemas oftalmológicos. As dobrinhas do rosto do cão também os tornam mais suscetíveis a infecções e as pequenas cavidades nasais dificultam a regulação térmica.
O autor principal do trabalho, Niels Pedersen, diz que essa raça alcançou o ponto em que sua popularidade não pode justificar problemas de saúde que o buldogue é obrigado a enfrentar durante sua vida. Infelizmente há pouco a ser feito por eles sem envolver a mistura com outras raças.
“A melhora da saúde pela manipulação genética requer a existência de diversidade para que cruzamentos possam ser feitos. Ou que a diversidade seja adicionada ao misturá-los com outras raças. Constatamos que há pouco espaço para “manobra genética” dentro da raça para fazer mudanças adicionais”, diz ele.
O genoma dos buldogues tem mudado constantemente desde o século XIX, mas as alterações têm se tornado mais pronunciadas nas últimas décadas. Criadores fazem o melhor para lidar com a pequena diversidade que existe, mas muitos filhotes ainda vêm de pais da mesma família.
Pederson explica que eliminar as mutações genéticas problemáticas (ao selecionar os indivíduos mais saudáveis para a reprodução) não resolveria o problema, já que isso reduziria ainda mais a diversidade genética.
Para examinar a constituição genética da raça, Pederson e sua equipe examinaram 102 buldogues – 87 dos EUA e 15 de outros países. Esses cães foram comparados com outros 37 cães da mesma raça que exibiam problemas sérios de saúde. Isso foi feito para determinar se os problemas genéticos eram resultado da reprodução por criadores comerciais legalizados ou por “fábricas de cachorros” ilegais, onde a reprodução é feita de forma abusiva. O estudo não apontou relação entre os problemas e o tipo de criadouro.
Em um esforço para solucionar o problema, alguns criadores suíços têm misturado buldogues com o Olde English Bulldogge, uma raça desenvolvida recentemente nos EUA na tentativa de recriar o saudável Antigo Bulldog Inglês, atualmente extinto.
Apesar de o resultado da mistura ser um pouco diferente do “buldogue puro”, esta mistura poderia melhorar a saúde dos buldogues do futuro. 
Fonte:
[
Gizmodo]
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terça-feira, 5 de julho de 2016

Os fatores que mais contribuem para o gato pegar a Peritonite Infecciosa Felina (PIF)


Os principais fatores que deixam o gato mais exposto a pegar a doença Peritonite Infecciosa Felina (PIF), de acordo com Anna Carolina B. E., veterinária e coordenadora dos cursos da área veterinária do Instituto Cimas, são:
- Doenças pré-existente
- Desnutrição
- Estresse
- Baixa imunidade
Gatos que vivem em abrigos e gatis (grande número de animais juntos, mais estresse e diminuição da imunidade)
- Idade e pré-disposição racial: Abissínio, Bengal, Himalaia, Sagrado da Birmânia e Ragdoll
“A idade é um dos principais fatores que levam ao aparecimento da PIF, uma vez que animais jovens apresentam uma imaturidade imunológica, portanto animais entre 02 meses a 03 anos são mais susceptíveis. Vale lembrar que os gatos idosos também apresentam uma deficiência imunológica, podendo desenvolver a doença”, explica.
Fonte:
REVISTA MEU PET

5 fatores principais que fazem seu cão ser agressivo. Mude!


Cães agressivos podem se transformar, ao contrário do que muitos pensam. Para isso, é necessário compreender as razões para o aparecimento do comportamento e trabalhar, com muita persistência, cada uma delas.
O cão agressivo não tem esse tipo de comportamento atoa. Por isso, é importante que o tutor preste atenção nestes fatores e os tire de sua rotina. Confira agora os 5 principais fatores que fazem seu peludo ser um animal bravo.
Falta de socialização: é indicado que desde filhote ele receba esse tipo de estímulo, especialmente durante os três primeiros meses de vida. Com pessoas e animais.
Carência de estímulos: “cães bravos muitas vezes acabam canalizando a falta de atividade física e mental para agressividade”, afirma André Rosa, especialista em comportamento animal e veterinário do Hospital Cães e Gatos 24h (SP).
Dar excesso de liberdade ao mascote: “deixar que o cachorro deite no sofá o tempo todo, por exemplo, faz com que ele não entenda quais espaços são dele e quais são dos humanos, o que tende a geraragressividade. Isso pode levá-lo a acreditar que os humanos estão invadindo seu espaço (e não o contrário, como deveria ser)”, aponta Rosa.
Algum incômodo ou até mesmo problemas neurológicos: por isso, recomenda-se consultar um veterinário para que sejam feitos exames que verifiquem se o problema vai além do comportamental.
Cruzamentos imprudentes: vale ressaltar que não existe nenhuma raça predisposta à agressividade, ao contrário do que se pensa. O que pode acontecer é a influência genética resultante de cruzamentos imprudentes.
Fonte:



Nova espécie de leão é descoberta na Etiópia


Alguns leões do zoológico Addis Ababa (Etiópia) são um pouco diferentes dos convencionais, com uma juba escura que se estende até a barriga. Recentemente, porém, descobriu-se que essas diferenças não são simplesmente físicas, ou seja, são maiores do que se imaginava: esses animais fazem parte de outra espécie de leões.
Para confirmar isso, uma equipe internacional de pesquisadores comparou amostras de DNA de 15 desses animais com as de leões selvagens, e concluíram que há, sim, uma considerável distinção genética. Depois de declarar que se trata de uma outra espécie, os pesquisadores pediram o início de ações de conservação – com urgência.
“Uma grande parte da diversidade genética entre leões provavelmente foi perdida em especial por causa de influência humana”, alerta Susann Bruche, do Imperial College London (Inglaterra). “Todo esforço deve ser feito para preservar ao máximo o patrimônio genético dos leões”.
Eles esperam encontrar mais exemplares (ou, ao menos, parentes próximos) dessa espécie no ambiente selvagem, mas destacam que cuidar dos que já estão em cativeiro é um primeiro passo fundamental. “Nossos resultados mostram que os leões do zoológico têm diversidade genética suficiente para garantir um programa de procriação em cativeiro”.
Autoridades da Etiópia afirmam que há animais com aparência similar à dos leões do Addis Ababa no leste e no nordeste do país, o que deve facilitar bastante as buscas.

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Mastim tibetano: o cão mais caro do mundo



Os cães são os melhores amigos do homem, e, no caso do mastim tibetano, podem ser o mais caro também. Ter um cachorro dessa raça rara virou um símbolo de status entre os ricos da China. No país, os animais são vendidos a cerca de U$ 750 mil (cerca de R$ 1,5 milhão).
O mastim tibetano
O mastim tibetano chama atenção por seu enorme tamanho, que lhe rende o título de um dos maiores cães do mundo. Outra característica única são seus pelos espessos e volumosos. Por esse motivo, os animais vivem mais adequadamente em regiões frias.
A raça foi recriada por britânicos no fim da década de 1800, após ter sido declarada extinta. Antigamente, esses cachorros enormes eram conhecidos por protegerem casas e rebanhos. Depois de mais de um século de cruzamentos seletivos, o mastim se tornou um ótimo cão e companhia.
Você provavelmente não terá condições financeiras para comprar um cachorro lindo desses, mas pode conferir mais fotos do cão mais caro do mundo.