segunda-feira, 27 de junho de 2016

Crônica - Cães são uma lição de vida à humanidade

“[Glasgow e Seismic] foram, de certa forma, os meus primeiros filhos. Ensinaram-me a ser humano. Ou como ser um ser humano melhor, a pôr as necessidades de outra pessoa à frente das minhas. Ou talvez tenha sido a minha primeira mulher que me ensinou isso quando decidiu deixar-me com dois cães e uma casa vazia”
Quando, há mais de uma década, cheguei a casa numa tarde chuvosa de novembro, encontrei um caminhão de mudanças no caminho de acesso e, atrás dele, um carro da polícia. O meu primeiro pensamento foi rápido, claro e instintivo: estávamos a ser despejados?
Há quase um ano que vivia com a minha mulher numa pequena casa arrendada em Middlebury, Vermont. Não tinha sido um ano fácil. Discutíamos constantemente, as discussões transformavam–se em confrontações feias e as confrontações duravam até tarde na noite.
Mas nessa manhã tinha saído de casa sem suspeitar de nada. Não estava de todo preparado para a cena que iria encontrar mais tarde nesse dia, a cabeceira de madeira da minha cama a sair pela porta principal, nos braços do meu sogro.
“O que se passa?”, perguntei. “O que está a fazer?”
Ele nem sequer olhou para mim enquanto se dirigia para o caminhão de mudanças.
“Vamos precisar que o senhor se afaste da residência”, disse o polícia, aparecendo de repente muito perto de mim.
Passariam mais nove anos até eu deixar de beber e, assim, nessa noite – a noite em que a minha mulher me deixou – culpei tudo e toda a gente exceto a mim próprio.
Afastei-me da casa e da visão demasiado triste do caminhão de mudanças, da polícia e da carrinha do meu sogro, e dirigi-me diretamente para o bar mais próximo, onde contei a minha história a toda a gente enquanto despejava caneca após caneca de cerveja morna a dois dólares (1,7 euros). Não me sentia culpado. Não me sentia envergonhado.
Mal me lembro do regresso a casa. Lembro-me é do que encontrei quando lá cheguei. À minha espera à porta, esfomeados e desorientados, estavam Glasgow e Seismic, os nossos dois cães São Bernardo. Em cima de um caixote de papelão logo à entrada encontrei uma carta.
A minha mulher explicava que não podia levar os cães com ela. Ia mudar-se para casa dos pais enquanto punha a sua vida em ordem e lá não havia espaço para dois animais de quase 70 quilos cada. No entanto, ela esperava que eu cumprisse as minhas obrigações para com ela e para com os nossos animais e tomasse conta deles.
Os cães olharam para mim. Eu olhei para eles. Começámos a nossa nova vida juntos.
Nessa primeira noite, subi para o que tinha sido o nosso quarto e, não sabendo o que fazer mais, apaguei as luzes e deitei-me no chão. Os cães imitaram-me. Deitaram-se comigo, um de cada lado. Glasgow, a cadela de quatro anos que estava conosco desde cachorrinha, deitou-se nas minhas costas. Seismic, o macho que tínhamos adotado da Sociedade Protetora dos Animais de Chittenden County, aninhou-se na curva do meu braço. Ele cheirava muito mal. Mas eu também não cheirava muito melhor.
Numa casa vazia, tudo soa mais alto. Parece uma coisa sem importância, mas foi transformadora; eu vivia naquela casa há quase um ano e, de repente, ela era-me completamente estranha e deixava–me desorientado. Todas as manhãs, eu acordava com dois animais gigantes em cima de mim, a respirarem na minha cara, exigindo ser passeados. Eu saía com eles e, no regresso, ia verificar o telefone na esperança de, por qualquer razão, ter perdido uma chamada da minha mulher dizendo que tinha mudado de ideias e estava de regresso a casa. Tal chamada nunca aconteceu.
Tentei continuar com a minha vida. Comprava comida, cumprimentava os vizinhos. Agora percebo que estava em estado de choque, fingindo que tudo iria ficar bem. A casa ia ficando desmazelada. O cesto da roupa suja transbordava, os sacos de lixo acumulavam-se na cozinha. A minha cama era um saco-cama.
Os pelos de cão juntavam-se em rolos gigantes nos cantos das divisões e formavam grandes manchas no tapete. Todos os dias fazia uma hora de caminho para o trabalho e outra de regresso a casa e, sem me ter libertado da minha vida anterior, não conseguia gerir as minhas responsabilidades. Tratei de arranjar alguém que tomasse conta dos cães.
“Acabou de se mudar para cá?”, perguntou ela, examinando a casa quase vazia.
“Não”, respondi, incapaz de lhe dizer a verdade. “Sabe como é, optei por uma forma de vida minimalista.”
“Certo.”
Um dia, tive de sair mais cedo do que o habitual para o trabalho. Liguei para a rapariga e disse-lhe que iria deixar a chave debaixo do tapete. Mas ela nunca apareceu. Naquela noite, quando cheguei encontrei o hall encharcado de urina. Na semana seguinte recebi um telefonema no ginásio. Os cães tinham conseguido sair e estavam a vasculhar no lixo da mercearia ao fundo da rua, a comer salada de frango e outros restos de comida passada de prazo. Tinham sido reconhecidos por um vizinho.
Fui para casa, aterrorizado com a ideia de que eles tivessem sido levados, de que já lá não estivessem quando eu chegasse, e, em vez deles, encontrasse um carro da polícia à frente de casa mais uma vez, e um rasto de bolas de pelo a esvoaçar pelo pátio. Glasgow e Seismic ficavam sempre felizes por me ver, acreditando sempre que eu traria comigo comida de cão ou uma pizza de queijo, lhes proporcionasse um belo passeio ou lhes desse um banho. Eles acreditavam em mim quando mais ninguém o fazia, nem sequer eu próprio. Acho que os mantive por tanto tempo naquele caos, porque não conseguia suportar a ideia de deixar de os amar, não conseguia suportar a ideia de deixar de ser amado por eles. Mas a verdade era que eu não conseguia cuidar deles, não da maneira que eles precisavam.
Em maio, ouvi um rumor de que uma família que vivia nos arredores da cidade estava à procura de dois cães de grande porte para adotar. Passei pela quinta e vi uma cerca branca com mais de um quilometro, um canteiro de flores limpo e arranjado, uma caixa de correio recém-pintada. Guardei o número de telefone deles na minha carteira por uma semana antes de lhes ligar. Outra semana passou antes de eu conseguir falar quando alguém atendia.
Combinei encontrar-me com a família numa noite quente de verão, em junho. Meti os cães dentro da minha carrinha Chevrolet preta juntamente com os seus brinquedos de roer, camas e tigelas de comida.
Glasgow, como sempre, estava toda animada para entrar no carro. Ela gostava de se sentar no banco do passageiro. Eu abria uma fresta da janela e ela enfiava o nariz no pequeno espaço aberto e começava a babar-se, deixando fios de saliva seca ao longo do vidro. Naquele dia, eu estendi a mão e afaguei–lhe as orelhas. Chorei enquanto conduzia, chorei enquanto estacionava no parque do supermercado local.
A nova família lá estava dentro da sua carrinha Ford de caixa aberta. Um homem saiu do carro e caminhou na minha direção. Eu abri a porta traseira do meu Chevrolet Blazer.
“São estes os cães?”, perguntou ele.
Eu limitei-me a acenar com a cabeça. “Por favor, cuidem bem deles”, disse eu com a voz embargada.
A perda da minha mulher tinha sido repentina, um golpe forte que me atingiu subitamente. A perda dos cães, no entanto, tinha tido um período de preparação; fui-me aproximando dela de forma gradual e, depois, vi-me para lá dela, com a pressão do tempo a empurrar-me inevitavelmente para a frente e para baixo.
Naquela noite, no parque de estacionamento do supermercado, lembro-me de levar o Seismic, que não hesitou, para a parte de trás da outra carrinha. Com Glasgow foi necessário mais persuasão. Estava com alguns problemas nos quadris e tinha começado a mover-se mais lentamente. Penso que, atenta ao meu estado de espírito, ela entendeu alguma coisa do que estava a acontecer. Finalmente, ambos estavam no outro carro. Abracei-os, inalando o seu cheiro, apertando Glasgow contra mim uma última vez.
Deixei Vermont quando o divórcio ficou concluído. Não havia nada para mudar, só eu. Pensei que tudo seria diferente quando saísse daquela casa, quando as questões legais estivessem resolvidas, quando tivesse um novo emprego, quando deixei de ter esperança de que a minha ex-mulher me ligasse. Não passei pela quinta depois de lhes ter entregado Seismic e Glasgow. Não os fui visitar. E se eles achassem que eu estava ali para os levar para casa?
Só quando fiquei sóbrio e tive os meus próprios filhos é que voltei a sentir novamente aquela responsabilidade incrível – a confiança total que outro ser deposita em nós -, a fé em que vamos trazer a pizza, dar os passeios e os banhos quentes. Em que nós seremos aquele que guia, que cuida, que ouve.
Glasgow e Seismic já morreram. Já passou o dobro, ou mais, do tempo normal de vida de um São Bernardo. Mas eles foram, de certa forma, os meus primeiros filhos. Eles ensinaram-me a ser humano. Ou como ser um ser humano melhor, a pôr as necessidades de outra pessoa à frente das minhas. Ou talvez tenha sido a minha primeira mulher que me ensinou isso quando decidiu deixar-me com dois cães e uma casa vazia.
Há relativamente pouco tempo, uma noite em que estava sozinho em casa, ouvi a minha filha a gritar no quarto dela. Estava a ter um pesadelo. Subi as escadas, mas quando cheguei ela já tinha adormecido novamente.
Deitei-me ao lado dela na sua pequena cama, beijei-lhe a nuca e afastei-lhe o cabelo do rosto. Depois disse uma pequena oração de agradecimento e dei graças por este papel, por esta oportunidade de cuidar.
Pauls Toutonghi, que leciona no Lewis & Clark College, é autor do livro de não ficção Dog Gone, editado neste mês pela Knopf.
Exclusivo DN/The New York Times
*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Castração diminui risco de doenças em cães e gatos

Apesar de trazer inúmeros benefícios, a castração de cães e gatos ainda é um tema polêmico entre os tutores de animais, de acordo com a professora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Campinas – unidade Taquaral, Bruna Oliveira. “A maioria da população não sabe que o procedimento pode contribuir para a redução da incidência de diversas doenças, como o câncer, por exemplo. Nas fêmeas, a castração pode evitar os tumores de mama e alterações no útero. Já nos machos, o procedimento reduz as chances do desenvolvimento de tumores na próstata”, explica.
A castração ainda reduz a agressividade os famosos xixis para marcar território, tão característicos dos machos. Quanto às fêmeas, a castração elimina os cios, evitando acasalamentos indesejáveis e a disseminação de doenças hereditárias.. Para Bruna, a cirurgia também é essencial para auxiliar no controle da população de animais, ajudando a diminuir o número de cachorros e gatos abandonados que, além de não receberem os cuidados necessários, ainda contribuem para a disseminação de doenças preocupantes, como a raiva e leptospirose.
A especialista da Anhanguera acredita que o receio com a castração deve-se ao fato de se tratar de um procedimento cirúrgico, porém, a professora afirma que a cirurgia é simples. “É imprescindível que o animal passe por consulta prévia com um médico veterinário, que avaliará sua condição de saúde e fará a solicitação dos exames necessários para que a anestesia e cirurgia aconteçam da maneira mais segura possível”, complementa. Após o procedimento, o animal poderá voltar à sua rotina normal, com apenas alguns cuidados com a ferida cirúrgica e administração de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos.
Fonte:

sábado, 25 de junho de 2016

Doenças infecciosas em cães e gatos

Síndrome do braquicéfaloOs cães e gatos braquicéfalos caracterizam-se por terem o focinho “metido para dentro”. Os ossos da face e do nariz são mais curtos, fazendo com que a anatomia dos tecidos subjacentes se altere. As narinas são muitas vezes mais estreitas e o palato é, normalmente, mais longo.

Todas estas alterações estruturais fazem com que o animal tenha maior dificuldade a respirar e, consequentemente, faça um maior esforço respiratório. Este esforço sucessivo pode deixar sequelas com o passar do tempo, nomeadamente a nível cardíaco, com insuficiência cardíaca direita.

Algumas raças braquicéfalas incluem Bulldog, Boxer, Pug e Shitzu nos cães e Persa e Himalaia nos gatos.

Os sintomas mais frequentesneste síndrome são:

*respiração pesada e sonora;
*intolerância ao exercício;
*ronco;
*engasgo e tosse;
*cianose (tons azulados nas mucosas);
*colapso nos casos mais graves.

Além destes sintomas, estes animais são também mais susceptíveis a:*golpes de calor;
*posições ortopneicas: por forma a respirar melhor, o animal estica o pescoço e abre os membros anteriores;
*doença periodontal;
*problemas oculares;
*dermatite das pregas de pele do focinho.

Quando as alterações anatómicas destes animais são muito acentuadas e detectadas precocemente (em cachorros ou gatinhos) podemos optar por atenuá-las cirurgicamente.
Devido à sua configuração, as raças braquicéfalas são mais sensíveis à anestesia e devem ser monitorizadas com especial atenção. Se tem um animal braquicéfalo em casa, aconselhe-se com o seu veterinarário acerca dos cuidados que deve ter.

Espirro invertido (“reverse sneezing”)O espirro invertido ou “reverse sneezing” é uma condição que se caracteriza por um som respiratório acentuado, como se o cão estivesse a inalar ar de forma violenta. No espirro normal, o percurso do ar faz-se no sentido oposto – o ar sai violentamente pelo nariz do cão.
Durante o espirro invertido, o cão faz inspirações pronunciadas e rápidas, estica o pescoço e abre as patas dianteiras como se tentasse respirar melhor. O forte som emitido com este espirro faz com que os donos pensem que o cão tem algum objecto estranho no nariz. Apesar do seu som estrondoso, o espirro invertido é muito momentâneo – pode ir de alguns segundos a um minuto – e, normalmente, inofensivo. O cão rapidamente recupera a sua condição normal, não exigindo nenhum tipo de tratamento.
Acredita-se que o espirro invertido tem como causa uma irritação a nível do palato mole, que conduz a um espasmo que diminui temporariamente a capacidade respiratória do cão. Normalmente, está associado a períodos de excitação como a chegada do dono a casa ou o passeio diário. Nestes casos é conveniente acalmá-lo para que o episódio acabe o mais rapidamente possível.
As raças braquicéfalas, como é o caso dos Boxers e dos Bulldogs, podem exibir sons respiratórios que se assemelham ao espirro invertido, devido ao prolongamento do seu palato mole. Contudo, será importante excluir outros problemas que estas raças habitualmente possuem, pois estes sons podem camuflar problemas respiratórios graves ou potencialmente graves.

Asma felina
A asma felina, também designada por bronquite crónica, asma brônquica ou bronquite alérgica, caracteriza-se por uma reacção exagerada do próprio organismo aos diversos tipos de alergenos ou agentes infecciosos. Essa reacção conduz a uma inflamação de toda a arvóre brônquica, com excesso de produção de muco e secreções. Consequentemente, o lúmen brônquico torna-se menor e o gato exibe algum grau de dificuldade respiratória. Os alergenos que mais podem favorecer os sintomas de asma são o fumo de tabaco, as poeiras, os sprays ambientais e os poléns.
A asma pode atingir animais de qualquer idade, de qualquer sexo e de qualquer raça. No entanto, tem uma maior prevalência nas fêmeas.
O diagnóstico da asma é efectuado com base no historial clínico do gato, radiografias torácicas e, eventualmente, análises sanguíneas para descartar outras patologias.
É uma doença que ocorre por episódios, ou seja, existem períodos de crise em que o gato exibe os sintomas, mas que passam espontaneamente ou através de medicação nos casos mais graves. O sintoma principal na asma é a tosse.

Tosse: o principal sintoma de asma felinaDurante as crises graves o animal exibe sinais de dificuldade respiratória: pescoço esticado, respiração de boca aberta, ruídos respiratórios acentuados (vulgarmente designados por farfalheira). Se a tosse é muito persistente, o gato pode mesmo vomitar.
A asma não tem cura. O objectivo do tratamento é reduzir a quantidade de secreções produzidas, diminuir a inflamação brônquica e, assim, promover um melhor fluxo de ar aos brônquios, diminuindo, consequentemente, o número de crises asmáticas.
Os gatos com crises ocasionais normalmente não necessitam de medicação. É importante mantê-los com o peso controlado e dimimuir a exposição aos alergenos ambientais.
Para os gatos com crises frequentes é necessário o uso de broncodilatadores, bem como de anti-inflamatórios esteróides. Esses fármacos, idealmente, deveriam ser administrados através de bombas inalatórias, por forma a diminuir os possíveis efeitos secundários que uma administração continuada pode provocar. Atualmente, já existem inaladores próprios para gatos que vieram facilitar muito a administração. Contudo, nem todos os gatos toleram estas bombas: assustam-se, fogem ou podem mesmo ser agressivos.

AeroKat:
inalador próprio para gatos
Nestes casos é de evitar o seu uso, pois um stress adicional só irá exacerbar ainda mais os sintomas. Assim sendo, nestes animais de comportamento mais difícil, o tratamento sistémico através de comprimidos ou xaropes é a solução. Aconselhe-se com o seu médico veterinário sobre a melhor opção terapêutica para o seu gato.

Colapso de traqueia
O colapso de traqueia é uma patologia, que se traduz por uma anomalia na cartilagem existente na parede da traqueia, tornando-a mais frágil e, consequentemente, mais predisposta a diminuir o seu lúmen.

Esta diminuição no diâmetro da traqueia conduz a uma obstrução parcial à passagem do ar, logo o animal vai tossir. É mais frequente nos cães de raças pequenas e pode manifestar-se em qualquer idade, sendo, contudo, mais frequente em cães de meia-idade.

Além da tosse, podemos ter como sintomas:*dispneia (dificuldade respiratória acentuada);
*posição ortopneica (pescoço esticado e abertura dos membros anteriores) pra facilitar a respiração;
*cianose (a língua muda de rosada para azulada).

Estes sintomas são mais notórios aquando de exercício físico intenso ou períodos de excitação acentuada. Nestas situações, o animal parece que se engasga, podendo ter uma tosse produtiva ou não. Os períodos de tosse aumentam consideravelmente se o animal tiver excesso de peso. O colapso de traqueia é facilmente diagnosticado através de um rx simples.

O tratamento do colapso de traqueia consiste, na maior parte dos casos, em cuidados paliativos: anti-tússicos e anti-inflamatórios que fazem com que a irritação da traqueia diminua. É importante, durante a fase de tratamento, colocar o animal num sítio sossegado. Quando o colapso de traqueia é na porção cervical, pode-se considerar a hipotése de efectuar tratamento cirúrgico, que consiste em colocar anéis artificiais nos locais onde a cartilagem da traqueia está fragilizada.

Todos os animais com colapso de traqueia devem evitar o uso de coleira e/ou estranguladora. Os donos devem optar pelo uso de um peitoral, já que este não exerce pressão no pescoço do animal. O exercício físico intenso deve ser também limitado.

O colapso de traqueia pode conduzir a, médio/longo prazo, alterações na porção direita do coração, pois o animal tem de fazer um maior esforço para respirar. É essencial que o seu animal seja monitorizado regularmente, principalmente se for geriátrico. Não deixe de lhe fazer um check-up semestral.

Verduras que não devemos dar ao pet


Confira algumas verduras que não devemos dar ao pet:


Cebola: A cebola é um ingrediente que deve ser abolido da alimentação dos pets. A cebola, além de não tem uma boa palatabilidade por ter um gosto bastante forte,  contém uma substância chamada dissulfeto de n-propil. Essa substância é bastante maléfica para os pets, pois destrói os glóbulos vermelhos do sangue, causando assim severa anemia. Não forneça por hipótese alguma ao pet, evite a anemia severa, pois dependendo do caso, o animal pode ser indicado até à transfusão de sangue.

Mandioca brava:  A mandioca brava é extremamente tóxica tanto para os animais quanto para os seres humanos. Ela deve ter uma atenção especial no momento da compra, pois  pode ser facilmente confundida com a mandioca mansa. A ingestão pode ser bastante danosa para os pets, pois causam náuseas, distúrbio gastrointestinais, vômitos, cólicas, diarreias, midríase, opistótono (conhecido também como: olhar para as estrelas), cianose, distúrbios cardíacos e etc. Na maioria dos casos leva à morte do animal.

Pimenta: A pimenta não é aceita pelo os cães devido à sua ardência e desconforto oral na hora da ingestão. Em muitos casos, a pimenta pode causar gastrite no cão. Não se deve de maneira alguma inclui-la no cardápio do cão.

Brotos da batata: O broto de batata pode ser extremamente tóxico para um cão doméstico. Pesquisas realizadas afirmam, que os brotos de batata afetam o sistema nervoso central (SNC) e pode causar problemas gastroentéricos nos cães.

Batata crua: As batatas, quando são fornecidas sem estar devidamente cozidas, podem ser bastante prejudiciais ao animal. Por conter uma substância chamada solamina, a batata crua pode ser tóxica ao animal. As batatas podem ser ofertadas ao animal sem problema algum, porém deve estar bem cozidas.

Alho: O alho, assim como a cebola, como dito anteriormente, não tem uma boa palatabilidade para os cães, sendo a comida muitas vezes rejeitada pelos cães por conter o gosto forte do alho. Assim como a cebola, o alho contém a substância dissulfeto de n-propil que destrói os glóbulos vermelhos do sangue do animal. Não deve ser ofertada de forma alguma o alho e a cebola para os animais.

Batata verde: Assim como a batata crua, a batata verde contém uma substância tóxica para os cães domésticos. A substância tóxica chamada de solanina que está presente também nas batatas verdes pode causar uma disfunção gastroentérica no animal, podendo levar o animal a óbito.

Tomate verde: Os tomates verdes (aqueles que ainda não ficaram maduros), são bastante consumidos pelos cães principalmente em sítios e fazendas, por estarem mais ao acesso dos animais. Os tomates verdes podem causar arritmias cardíacas nos cães, como também, dificuldade de respirar, salivação abundante, diarreia e vômito. Os pés de tomates devem ficar fora do alcance dos cães, evitando assim, o consumo dos mesmos.

Folhas e caules de plantas: Muitos tutores têm a prática de fornecer ao seu cão o legume junto com a folha e o caule da planta. Isso é uma prática totalmente errônea, pois já é provado que isso causa danos e compromete a fisiologia normal do animal. O correto é que, na hora se servir os legumes, seja retirada qualquer tipo de folha ou de caule proveniente da planta.


Sinais muito simples que podem indicar se o seu pet está enxergando mal


Quando o nosso filho está enxergando mal a coisa mais sensata a se fazer é pedir que ele nos diga o que está acontecendo para podermos ajudá-lo. Porém, com relação aos nossos animais de estimação há uma pequena diferença: eles não podem falar. Por isso, é difícil saber se eles sentem dor, se algo em seu organismo está mal ou se sua vista começou a apresentar problemas. Como podemos saber o que está acontecendo com a visão do nosso animal de estimação?
Por mais triste que seja dizer isso, quando os cachorros envelhecem, é normal que eles percam a visão de forma gradual até que fiquem cegos. As causas são variadas.


Causas da cegueira canina




Além do envelhecimento, os cachorros podem sofrer cegueira repentina, a qual não tem explicação.
Porém, outras causas podem ser doenças tais como a diabetes ou uma aceleração do metabolismo, além de também poder ter sido causada por um acidente.

Outra causa que podemos desconhecer, sobretudo se nosso filhote for adotado, podem ser seus antecedentes familiares. Talvez seus pais ou avós tivessem problemas visuais e isso fez com que ele nascesse com uma cegueira congênita ou qualquer tipo de problema visual que veio com o seu nasciSeja como for e mesmo que você acredite que seu cachorro sofre de algum mal na visão, o melhor sempre é cuidar dos olhos e limpar suas remelas diariamente para evitar infecções.


Sinais de que seu animal de estimação pode estar vendo mal
Há vários sinais muito simples que podem indicar que seu animal de estimação está vendo mal, e você pode reconhecê-los simplesmente observando.



Ele esbarra em tudo. Isso poderia ser normal se você houvesse mudado os móveis de lugar e seu animal de estimação fosse um tanto distraído. Porém, quando tudo está em seu devido lugar e de repente seu animal de estimação começa a esbarrar em tudo, algo não vai bem em sua visão. Ele não está enxergando bem.

  • Não reconhece seu rosto a mais de 3 metros. Os animais de estimação têm uma visão espetacular que lhes permite distinguir as feições de seus donos de longe. Porém, quando seu animal de estimação nem te vê e nem sabe onde você está até que o chame, ele está vendo mal. 
  • Não enxerga bem de noite. Se à noite ele esbarra em tudo e não sabe chegar até onde está a sua comida, é um claro indicativo de que algo não anda bem, já que os animais de estimação têm uma visão noturna espetacular. 
  • Se não vê as suas coisas. É verdade que os cachorros se guiam pelo seu olfato, mas eles também usam muito a sua visão. Se você perceber que seu cachorro não vê os seus brinquedos ou o seu comedouro, onde estão a sua comida e água, é possível que ele esteja vendo mal, pois eles não costumam precisar do olfato para encontrar essas coisas. 
  • Olha para todos os lados procurando por você. Se ele não é capaz de ver você e não sabe onde você está, ainda que seja em casa ou na rua, até que você o chame, significa que ele não está usando a sua visão, mas sim o seu ouvido, pelo fato de que sua vista está com problemas. 
  • Fica cheirando o chão por um bom tempo. Se quando ele está na rua não olha para frente, mas vai andando com a cabeça abaixada cheirando o chão, é porque ele precisa usar seu olfato para saber onde está e aonde deve ir. 
Também há sinais nos olhos de seu animal de estimação que podem fazer com que você perceba que ele tem problemas de visão:
  • Excesso de remelas; 
  • Nebulosidade nos olhos; 
  • Lesões internas ou externas; 
  • Olhos meio fechados; 
  • Vermelhidão ou derrames. 

O que fazer se você perceber algum desses sinais?

Não tem dúvida, leve seu cachorro ao veterinário. Se ele não estiver preparado para atender assuntos profundos relacionados à visão, ele mandará você a outro profissional que seja especialista.


Eles farão os exames necessários para saber que tipo de problema tem seu animal de estimação e de onde surgiu, além de te ajudar a resolvê-los.

Fonte:

sexta-feira, 24 de junho de 2016

As causas e o tratamento da dermatite por lambedura em cães



A dermatite por lambedura, também denominada por “acral licking”, é um dos problemas de pele mais complicados de resolver em veterinária.
Consiste no lamber incessante de uma parte do corpo, normalmente as patas, até causar uma lesão na pele.


A maior parte dos donos revela que a lesão começa por ser uma pequena ferida. O animal lambe constantemente a pata e, numa fase inicial, causa irritação da pele, mudança de cor do pêlo (fica mais escuro por ser queimado pela saliva) e peladas. 

À medida que o problema progride, a pele começa a ficar ulcerada e infectada. O animal começa a sentir cada vez mais prurido e tende a lamber ainda mais a lesão. Trata-se, por isso, de um ciclo vicioso: quanto mais o animal lambe, maior ulceração ele faz, mais prurido tem e, consequentemente, mais quer lamber.

As raças mais predispostas para este tipo de dermatite são:*Labrador Retriever;
*Golden Retriever;
*Weimaraner;
*Doberman Pinscher;
*Pastor Alemão;
*Setter Irlandês.

Atualmente, acredita-se existirem várias causas para este tipo de dermatite. De entre elas, as mais frequentes são:

Stress: períodos solitários muito longos, mudança de ambiente, entrada de um novo membro, entre outros;
Dor articular: a dor numa articulação pode ser um motivo para o animal começar a lamber-se;
Corpos estranhos ou picadas: desencadeiam prurido ou dor localmente.

Claro que todas estas causas podem fazer o animal lamber-se e isto não ser obsessivo. Apenas alguns animais tornam o lamber um vício; será ao equivalente humano de roer as unhas – as pessoas já o fazem inconscientemente. No cão o mesmo se passa.
A forma de tratar este tipo de dermatite é acelerar a cicatrização total da lesão. Isto só é possível se o animal não se lamber. Para isso, usam-se colares isabelinos e, nos casos mais graves de animais muito stressados, pode ser necessário a toma de algum tipo de calmante. Na lesão aplicam-se pomadas com antibiótico e anti-inflamatórios esteróides que retiram o prurido. Pode ser necessário a administração sistemica destes fármacos para as lesões mais extensas. 

Nos casos recidivantes pode-se optar pelo encerramento cirúrgico da lesão após tratamento com antibióticos. Contudo, nestas situações também se pode dar o caso do animal lamber a zona de sutura e voltar a abrir a lesão antiga. Daqui se conclui que, o mais importante, é remover toda e qualquer fonte de stress para o animal por forma a evitar um comportamento obsessivo-compulsivo.

Fonte:
CENTER VET

Dicas para ajudar o gato com falta de apetite do seu gato


Um gatinho com falta de apetite e sem se alimentar por mais de 48 horas pode sofrer consequências graves! Ficar sem comer pode desencadear um problema de saúde nos felinos, levando o bichano até a morte.
O jejum por mais de 48 horas pode desencadear a degeneração gordurosa do fígado, um processo denominado lipidose hepática.”

Para evitar o problema e ajudar na dieta do peludo com falta de apetite, a médica veterinária deu algumasdicas. 


Confira:
- Não deixe de oferecer alimentação de qualidade e saborosa.

- Acostume o bichano a ser alimentado por diferentes pessoas, para evitar que ele fique sem comer na ausência de quem o alimenta rotineiramente.

- Observe fatores que influenciam a ingestão do alimento, como textura e tamanho dos grãos.

- Se for oferecer um novo alimento ao gato, é importante fazer a troca gradual seguindo a recomendação do fabricante, pois a mudança repentina pode causar transtornos digestivos e dificultar a aceitação do novo produto.

- Siga a quantidade diária correta de alimento que eles devem receber de acordo com a embalagem. Divida essa quantia em, no mínimo, 4 refeições ao longo do dia.

- Ainda é possível deixar a quantidade diária recomendada disponível para que o animal faça o número de refeições que quiser. Dessa forma, o número será determinado pelo gato, mas a quantidade ofertada/dia será controlada pelo dono.

- Atente-se ao local da comida, pois os gatos tendem a comer mais nos ambientes adequados e familiares. Deixe em um local fixo e nunca coloque a vasilha perto da caixinha de areia onde ele faz suas necessidades, pois isso prejudica a aceitação.

- Gatos têm hábitos noturnos e muitos gostam de comer a noite. Assim, é importante deixar a ração disponível durante a madrugada.

- Não misture o alimento úmido com o seco. Deixe-os em recipientes separados! Ao contrário do seco, o úmido não deve ser deixado exposto no potinho por mais de 30 minutos. Neste caso, as sobras devem ser descartadas e o pote higienizado com água e sabão.

Fonte: