terça-feira, 14 de junho de 2016

Sinais clínicos de hipertensão em cães e gatos


Os sinais clínicos da hipertensão estão relacionados com qualquer processo de doença associada ou com lesões dos órgãos-alvo. Na rotina observamos que a queixa mais comum é a cegueira de aparecimento súbito que normalmente está relacionada com hemorragia ou descolamento agudo da retina. Apesar de a retina ser colocada novamente no lugar, muitos animais não apresentam retorno da visão.
Outra queixa rotineira é a poliúria/polidipsia, normalmente relacionadas ao diabetes mellitus, doença renal ou hipertireoidismo em gatos. Podemos ainda elencar os problemas cardíacos (sopros), epistaxe, convulsões, paresia, síncope e colapsos como alguns sinais indicativos. Os sinais observados com frequência como reflexos da hipertensão sistêmica incluem:

- Sistema ocular: uma apresentação frequente, ainda que não exclusiva, é a cegueira de origem desconhecida. As pupilas permanecem dilatadas e não responsivas à luz forte ou outro estímulo visual, o animal tromba contra objetos ou exibe relutância em perambular normalmente dentro ou fora de casa, o exame oftalmoscópico mostra anormalidades intraoculares, tais como alteração na morfologia vascular, edema e inflamação, descolamento de retina e/ou hemorragia.

O aumento da pressão intraocular medido através do tonômetro, se presente, indica glaucoma.

- Sistema cardiovascular: alterações no músculo cardíaco são exacerbadas pelo dano aos vasos que suprem o miocárdio. O resultado pode ser variável, desde sinais leves a graves: arritmias, murmúrios cardíacos, colapso repentino e morte, lentidão, inapetência, dificuldade respiratória e tosse, gastroenterite inespecífica, palidez de mucosas, pulso fraco, fraqueza, tromboembolismo ou acidente vascular.

Tanto a doença primária quanto o dano vascular originário da hipertensão secundária predispõem à formação de trombos no interior dos vasos afetados, o que é chamado de acidente vascular. Os animais podem apresentar manifestações agudas e beirando à morte quando o coágulo se forma, obstruindo as principais veias do pulmão ou coração.

O trombo pode se formar dentro do coração, especialmente em felinos, e migrar para a aorta, obstruindo, em virtude da sua posição, o fluxo para um ou ambos os membros posteriores.

Os animais afetados geralmente são incapazes de utilizar os membros, os quais se apresentam hipotérmicos e extremamente doloridos. Devido à dor, são bastante comuns os uivos.

- Sistema nervoso central: Sinais de disfunção cerebral secundária à hipertensão estão relacionados ao aumento de pressão intracraniana, hemorragias e acidentes vasculares dentro das pequenas estruturas ósseas da cabeça.

Pode acontecer perda da função motora, o que está relacionado a achados como claudicação, alterações na marcha ou postura, perda de capacidades perceptivas, mastigatórias e de deglutição, alteração no piscar de olhos e incontinência fecal ou urinária.

Sinais de cegueira não relacionada ao globo ocular, mas de origem nervosa, convulsões, acidentes vasculares afetando uma ou mais porções específicas do cérebro, podendo resultar em discretas anormalidades neurológicas assimétricas, bem como sinais de desorientação ou demência podem ser observados.

Fonte:

Especial Série Zoonoses: O ciclo da raiva no Brasil


O QUE É RAIVA?

A raiva é uma virose que compromete o sistema nervoso central (SNC) causando encefalite grave, em geral de evolução fatal e que depende da assistência médico-hospitalar de urgência. É uma zoonose que tem como hospedeiro reservatório e transmissor todas as espécies de animais mamíferos (cães, gatos, morcegos, bovinos e sagüis) que dependendo da situação, transmitem a doença aos humanos através da mordedora, arranhadura ou lambedura. A raiva é conhecida desde a remota antiguidade, mas foi em 1885 que Louis Pasteur desenvolveu o tratamento antirrábico pós-exposição. Atualmente ocorrem de 50 a 70 mil casos em seres humanos, por ano, no mundo, sendo em 42% dos casos em crianças com menos de dez anos de idade. As regiões do mundo mais atingidas são a África e a Ásia.

No Brasil, o controle da raiva urbana, transmitida por cães e gatos atingiu bom nível de controle, mas a raiva nos animais herbívoros e nos silvestres ainda é um grande desafio para os serviços públicos e privados voltados para a saúde animal e humano. Contudo nos últimos anos, no Estado de São Paulo, foram registrados, alguns casos de raiva em cães e gatos, em que o vírus isolado foi o do tipo mantido por morcegos insetívoros. Estas ocorrências destacam a necessidade da preocupação constante com a vigilância epidemiológica da raiva em animais de companhia, de produção e nos silvestres. Os clínicos veterinários e todos os profissionais que executam atividades regulares com animais, devem ser submetidos à imunização antirrábica pré-exposição e estar atentos para qualquer caso, suspeito, tomando as providências cabíveis com os animais e com as pessoas envolvidas, bem como, com o envio de materiais para a confirmação do diagnóstico pelos laboratórios credenciados.

RAIVA: OCORRÊNCIA EM ANIMAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO EM 2015

No Estado de São Paulo, no ano de 2015, houve o registro de um caso de raiva em um cão no Município de Campinas com vírus da variante de morcego hematófago, um gato na cidade de Ribeirão Preto com vírus também compatível com morcego hematófago, um gato em Jaguariúna com linhagem de vírus circulante em morcegos insetívoros, e outro gato em Jaguariúna em que não foi possível a caracterização viral.

Nos animais silvestres foram confirmados dois casos em morcegos hematófagos, 34 em morcegos não hematófagos e um em um lobo-guará. Os registros de raiva em herbívoros incluem 111 bovinos, dois ovinos e 38 equídeos.

RAIVA: QUAIS AS MANIFESTAÇÕES CLINICAS EM CÃES E GATOS?

Após contato com o vírus, as manifestações clinicas podem ocorrer entre 15 dias a dois meses, mas em 2-7 dias os animais já estão eliminando o vírus pela saliva. Na fase inicial os animais apresentam mudança de comportamento, escondem-se em locais escuros ou mostram uma agitação inusitada. Após três dias os sintomas de excitação ficam acentuados. O cão se torna agressivo, com tendência a morder objetos, outros animais, o homem, inclusive o seu proprietário, e morde-se a si mesmo, muitas vezes provocando graves ferimentos. A salivação torna-se abundante, uma vez que o animal é incapaz de engolir sua saliva. O seu latido se torna rouco ou desafinado. Os cães infectados pelo vírus da raiva tendem a abandonar suas casas e percorrer grandes distâncias, quando podem atacar outros animais e disseminar a doença. Na fase final, os animais podem apresentar convulsões generalizadas, seguidas de falta de coordenação motora e paralisia do tronco e dos membros. Alguns animais podem apresentar a doença com predomínio dos sintomas de paralisia, em que a fase de excitação é extremamente curta ou imperceptível. A paralisia começa pela musculatura da cabeça e do pescoço; o animal apresenta dificuldade de engolir e suspeita-se de “engasgo”, quando então seu proprietário tenta ajudá-lo, expondo-se à infecção. A seguir, vêm a paralisia e a morte. Na maioria dos gatos, os sinais clínicos são semelhantes aos dos cães .

RAIVA: QUAIS OS SINAIS CLINICOS EM ANIMAIS DE PRODUÇÃO E SILVESTRES?

A raiva é geralmente transmitida aos animais de produção (bovídeos, ovinos, caprinos, suínos, eqüideos) pela mordedura de morcegos hematófagos, aqueles que sugam o sangue. Após essa exposição o período para inicio dos sinais clínicos é geralmente longo, de 30 a 90 dias, ou até mais. No início da doença o animal se isola, afasta-se do rebanho, apresenta certa apatia e perda do apetite, podendo ficar de cabeça baixa e indiferente ao que se passa ao seu redor. O sinal predominante é a paralisia, seguida pelo aumento da sensibilidade e coceira na região da mordedura, mugido constante, salivação abundante e viscosa e dificuldade para engolir, parece que o animal está engasgado. Com a evolução da doença, apresenta movimentos desordenados da cabeça, tremores musculares e ranger de dentes, falta de coordenação motora, andar cambaleante e contrações musculares involuntárias. Chega o momento em que o animal não consegue mais se levantar do chão e apresenta movimentos de pedalagem, dificuldades respiratórias, asfixia e finalmente a morte, que ocorre geralmente entre três a seis dias após o início dos sinais. Nos animais silvestres, como canídeos (lobo-guará) e outras espécies mamíferas, a raiva pode ocorrer naturalmente, com manifestações clinicas semelhantes aos cães domésticos.

RAIVA: QUAIS OS SINTOMAS EM SERES HUMANOS?

A raiva humana ocorre em até 61% das pessoas expostas ao vírus e que não receberam o tratamento preventivo, pois depende da espécie agressora, da gravidade da exposição, do local da lesão, da carga viral, além da presença de roupa, da espessura do tecido, da lavagem dos ferimentos com água e sabão entre outras. O período para manifestação dos sintomas normalmente é de 20 a 90 dias. Durante a fase inicial, que dura de dois a dez dias, os sintomas são inespecíficos: mal estar geral, dores vagas e/ou generalizadas pelo corpo, gânglios linfáticos aumentados e por vezes dolorosos à palpação, alterações locais de sensibilidade, coceira com formigamento ou sensação de arrepio e queimação local, perda de apetite, náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, hemorragia digestiva, dor de garganta, dificuldade ou dor ao engolir, salivação, tosse seca, rouquidão e pigarro. Pela dor e dificuldade de engolir o paciente torna-se ansioso e fica com sede, iniciando-se o quadro de desidratação. Os períodos de desorientação podem se iniciar nessa fase, acompanhados de uma diminuição auditiva ou surdez, visão dupla, visão turva e estrabismo. Podem ocorrer retenção e incontinência urinária, assim como ereção prolongada do pênis, acompanhada ou não de aumento da libido ou do apetite sexual. Na fase neurológica aguda, com duração de dois a sete dias, as alterações provocadas pela proliferação do vírus da raiva nas estruturas do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) se intensificam, causando ansiedade, nervosismo, insônia, apreensão, agitação, agressividade e depressão, alterações do comportamento. Manifestação de “fobias”, como hidrofobia, aerofobia e fotofobia. O quadro vai se agravando com hipersensibilidade a sons e a odores, espasmos faríngeos, confusão, delírio, alucinações, evidente presença de hiperatividade e espasmos ou convulsões. Os espasmos são involuntários e podem atingir a musculatura respiratória. Dormência, fraqueza ou cansaço e depois paralisia, perda ou incapacidade da função muscular e da sensibilidade. A doença segue com intensa agitação psicomotora, crises convulsivas alternadas com torpor, que vai aumentando até o paciente entrar em coma, podendo ocorrer alterações respiratórias, infecções secundárias, hipotensão arterial, arritmia cardíaca, sobrevindo insuficiência respiratória. Por fim, parada cardíaca e morte cerebral ocorrem em cerca de cinco a sete dias, do início do quadro clínico.

RAIVA: COMO É FEITA A PREVENÇÃO NOS SERES HUMANOS?

A imunidade conferida pelas vacinas anti-rábicas é dirigida para os componentes da estrutura do vírus que estão presentes em todas as variantes e, portanto, a mesma vacina protege contra a infecção causada por todas as variantes do vírus. No Brasil são conhecidas pelos menos sete variantes do vírus da raiva, uma delas ainda não tipificada. A tipificação da variante do vírus é utilizada para a orientação da espécie animal responsável pela origem do foco e para a definição das respectivas medidas de controle a serem tomadas.

Os Serviços de Saúde do Estado de São Paulo estão preparados para efetuar o tratamento anti-rábico pré-exposição em pessoas que exercem atividades com risco ocupacional de adquirir a raiva. O tratamento é feito com três doses de vacinas. A partir do 14o dia após a última dose do esquema é feito o controle sorológico. São considerados satisfatórios títulos de anticorpos > 0,5UI/ml. Em caso de título insatisfatório, isto é, <0,5 UI/ml, deve ser aplicada uma dose completa de reforço, pela via intramuscular, e reavaliar novamente a partir do 14o dia. O envio de amostras de soro para o controle do tratamento anti-rábico pré-exposição deve ser feito para o Instituto Pasteur, www.pasteur.saude.sp.gov.br, (Recepção de Amostra – Alameda Santos, 416, Cerqueira César – São Paulo – SP, CEP: 01418-000. O recebimento é feito de segunda a sexta-feira das 8h às 17h). No caso de haver exposição ao vírus há protocolos de tratamento específicos.

O diagnóstico humano conta com o serviço do Ambulatório de Zoonoses do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, na capital paulista. O endereço é: Avenida Dr. Arnaldo, 165 – Prédio dos Ambulatórios - Pacaembu. O contato telefônico pode ser feito pelo número (11) 3896-1200. As consultas podem ser agendadas por telefone ou pelo site http://www.emilioribas.sp.gov.br/.

RAIVA: COMO AGIR NO CONTROLE DA RAIVA NOS ANIMAIS

O governo brasileiro criou o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva , em 1973, cujo objetivo foi o combate à raiva humana , mediante controle da raiva dos animais domésticos e o tratamento especifico da pessoa mordida ou que teve contato com animais raivosos ou suspeitos. A prevenção da raiva em cães e gatos é realizada pela vacinação em Centros de Controle de Zoonoses ou clinicas veterinárias particulares. Qualquer animal com sintomas sugestivos de raiva deverá ser comunicado imediatamente a qualquer serviço de Defesa Sanitária Animal (CDA) da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, do Centro de Controle de Zoonoses e da Secretaria Estadual de Saude da região. Cães e gatos suspeitos de raiva serão mantidos em observação e isolados obrigatoriamente por 10 dias, com água e alimento a vontade e com aviso de suspeita de raiva. As pessoas que tiveram contato com esses animais deverão ser encaminhadas o mais rapidamente aos órgãos oficiais de diagnostico para tratamento adequado referente ao tipo de exposição. Caso os animais venham a óbito, o cérebro deverá ser encaminhado ao laboratório para diagnostico. O mesmo deverá ser realizado se for encontrado algum abrigo de morcego hematófago. Como os morcegos hematófagos só se alimentam de sangue, a maneira mais fácil de identificar um abrigo é observar manchas como se fosse piche no chão.

Na profilaxia da raiva dos herbívoros é utilizada a vacina inativada, na dosagem de dois mililitros, administrada pelo proprietário do rebanho, pelas vias subcutânea ou intramuscular. Nas áreas de ocorrência de raiva dos herbívoros, a vacinação será adotada sistematicamente, em bovídeos e equídeos com idade igual ou superior a três meses, sob a supervisão do médico-veterinário. Nos bovídeos, ovinos e equídeos mordidos por morcegos, deverá ser aplicada a pasta vampiricida ao redor da mordedura, e os animais vacinados contra a raiva, pois existe o risco de transmissão da doença.

A Instrução normativa do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) n° 50, de 24 de setembro de 2013, estabelece que a suspeita da raiva em qualquer espécie animal é um evento de notificação compulsória que deve ser comunicado aos serviços médico-veterinários oficiais em um prazo máximo de 24 horas da sua constatação. As seguintes entidades contam com serviços de diagnóstico laboratorial da raiva em atividade no Estado de São Paulo:

1. Centro de Controle de Zoonoses / SMS / PMSP

Rua Santa Eulália, 86 - Santana - 02031-020 - São Paulo - SP

Central de Atendimento: (0xx11) 3397-8900 / 3397-8901

Plantão 24 horas: (0xx11) 3397-8955 / 3397-8956

2. Instituto Biológico / CPA / SAA

Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 - Vila Mariana - 04014-002 - São Paulo - SP

Fone: (0xx11) 5087-1772

Fax: (0xx11) 5087-1777

3. Instituto Pasteur / CIP / SES

Av. Paulista, 393 - Paraíso - 01311-000 - São Paulo - SP

Biblioteca/Ouvidoria: (0xx11) 3145-3157

Laboratório: (0xx11) 3145-3173

4. Faculdade de Medicina Veterinária - UNESP Campus de Araçatuba

R. Clóvis Pestana, 793 - Jd. Amélia - 15035-040 - Araçatuba - SP

Fone: (0xx18) 3636-1360

5. Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - UNESP Campus de Botucatu

Distrito de Rubião Jr., s/n - 18618-000 - Botucatu - SP

Fone: (0xx14) 3880-2093

6. Laboratório Regional de Pindamonhangaba - APTA

Avenida Professor Manoel César Ribeiro, 320 – 1200-970 - Pindamonhangaba - SP

Fone: (0xx12) 3642-1812 / 3642-1098 / 3642-1164 / 3642-4904

7. Laboratório Regional de Presidente Prudente - APTA

Rod. Raposo Tavares, km 561 - 19015-970 - Presidente Prudente - SP

Fone: (0xx18) 3222-0732 / 3222-8688 / 3222-4859






Ciclo da raiva
FONTE: Paulo Fadil , Coordenadoria de Defesa Sanitária –CDA, Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo



RAIVA: OCORRÊNCIA EM SERES HUMANOS NO BRASIL

No período de 2006 a 2015, foram relatados 32 casos de raiva em seres humanos no Brasil, exceto em 2014 quando não houve registro.
FONTE: Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento –MAPA, Instituto Pasteur, Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo 2016







segunda-feira, 13 de junho de 2016

Animais que não foram vacinados não podem transitar entre municípios, participar de feiras e serem vendidos


Os criadores concluíram na última sexta-feira dia 30 de Abril o trabalho de imunizar o rebanho contra a aftosa. Nos últimos dias, nós acompanhamos esse serviço nas fazendas.

Depois de concluída a vacinação os produtores têm de notificar a Secretaria da Agricultura. Isso deve ser feito até o dia 15 de maio. Com a nota fiscal de compra das vacinas em mãos eles devem se dirigir à uma unidade da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária.

Quem deixa de fazer a declaração pode pagar caro. “A multa varia de R$ 60,00 a R$ 1,5 mil”, avisou Flávio Pontes, técnico agropecuário.

Além da multa, os animais que não forem vacinados e não tiverem a documentação não podem transitar entre municípios, participar de feiras e serem vendidos ou abatidos.

Agora em abril, outros Estados brasileiros cumpriram a primeira etapa da vacinação do rebanho contra a febre aftosa. Em Mato Grosso do Sul foram vacinados os animais da Zona de Alta Vigilância, na região da fronteira com o Paraguai.

Em Rondônia, considerado área livre de aftosa com vacinação, a campanha começou no meio de abril e ainda vai até o dia 15 de maio.

Na região Norte, também vacinou em abril o Estado de Roraima, que tem situação de risco desconhecido.

No Nordeste, vacinaram Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Os três Estados são considerados áreas de risco médio.

A meta de Pernambuco é passar do status de médio risco para a classificação de área livre de aftosa com vacinação. “Para isso, o produtor precisa continuar vacinando mais de 90% do rebanho do Estado, nós terminarmos a implantação do sistema eletrônico em todos os municípios do Estado de Pernambuco e realizar a sorologia que está marcada para o segundo semestre deste ano”, explicou Erivânia Camêlo, gerente geral da Adagro, Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária.

Fonte: www.globo.com/globorural

O costume de conviver com animais silvestres no Brasil data de tempos imperiais



O costume de conviver com animais silvestres no Brasil – país reconhecido mundialmente pela exuberância de sua fauna e flora – data de tempos imperiais. Mas esse hábito de conviver com bichos que deveriam permanecer em nossas matas e florestas tem consequências trágicas.
Para se ter um louro na gaiola, desejo estimulado hoje em dia até mesmo por parte da grande mídia, outros noves morrerão durante o processo de captura, transporte e venda no comércio ilegal. Mantidos em locais inadequados, alimentados e manuseados por pessoas sem noção de sua fragilidade e necessidades primordiais, eles não resistem.

Mesmo quando o bicho é comprado em um petshop ou loja regulamentada, não se terá a certeza de que, em alguma fase, não tenha sido “esquentado” pela máfia dos traficantes de animais, que envolve desde crianças que vendem pássaros em beira de estrada, até grandes esquemas internacionais.

Para piorar, ao chegarem a seus destinos finais, ou seja, a casa do consumidor, começam novos problemas. Os animais serão condenados a passar a vida atrás de gaiolas, em espaços exíguos, muitas vezes sendo criados sem conhecimentos sobre suas necessidades mais básicas e/ou incapaz de supri-las.


Fonte:

Estudo elucida mecanismo que torna as bactérias mais resistentes a antibióticos

A formação do biofilme bacteriano é um dos maiores problemas nas infecções. Isso ocorre quando, respondendo a uma condição ambiental adversa (excesso de temperatura, falta de nutrientes, alteração de pH, presença de antibióticos etc.), as bactérias mudam radicalmente seu modo de vida: deixam de se comportar como seres unicelulares, nadando livremente no meio, e formam uma grande colônia, com os indivíduos aderindo a uma superfície, ligando-se uns aos outros e produzindo uma matriz extracelular protetora, composta principalmente por açúcares.
Esse biofilme, que tende a crescer, é extremamente resistente a antibióticos, aumenta a toxicidade dos patógenos e leva a infecção a um estágio crônico. Por isso, a compreensão do mecanismo que faz as bactérias transitarem do modo livre e nadante para o modo de biofilme constitui um tema atualíssimo da microbiologia. Uma grande quantidade de pesquisa foi direcionada ao tema ao longo da última década.
Um estudo realizado por uma colaboração internacional de especialistas, sob a coordenação do brasileiro Marcos Vicente de Albuquerque Salles Navarro, acaba de dar importante contribuição para a elucidação desse mecanismo. Artigo a respeito foi publicado pelos pesquisadores no jornal PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America): “Mechanistic insights into c-di-GMP– dependent control of the biofilm regulator FleQ from Pseudomonas aeruginosa” .
Navarro é professor do Departamento de Física e Ciência Interdisciplinar do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo. E recebeu auxílio da FAPESP, na modalidade Apoio a Jovens Pesquisadores, com a pesquisa “Estudos estruturais e funcionais de proteínas envolvidas em vias de sinalização celular mediadas por c-di-GMP”.
Em muitos patógenos – tal é o caso da bactéria Pseudomonas aeruginosa, enfocada no estudo – o processo de transição da forma livre e nadante para a forma de biofilme é orquestrado pelo nucleotídeo c-di-GMP, diguanilato monofosfato cíclico, formado no interior das bactérias a partir de algum estímulo externo. O c-di-GMP é a molécula sinalizadora envolvida em diversos processos fisiológicos, entre eles o controle da expressão gênica na transição entre estilos de vida.
“Flutuações nos níveis intracelulares de c-di-GMP fazem com que as bactérias desliguem os genes responsáveis pela produção do flagelo [a estrutura proteica em forma de cauda que possibilita a esses seres unicelulares nadarem no meio líquido] e liguem os genes responsáveis pela produção da matriz extracelular de polissacarídeos [que envolve e protege a colônia bacteriana]”, disse Navarro à Agência FAPESP.
Esse processo já era conhecido pela comunidade especializada e reportado na literatura. A novidade trazida pelo estudo foi esclarecer o papel de uma proteína específica, a FleQ, no mecanismo de funcionamento do c-di-GMP. “A FleQ é uma proteína-chave na transição entre as duas formas de vida bacteriana. Ela é receptora do c-di-GMP. E, ao interagir com ele, inibe a expressão da biossíntese flagelar e promove a expressão da biossíntese polissacarídea. O que fizemos foi descrever exatamente como isso acontece”, afirmou o pesquisador.
A FleQ é chamada de “fator de transcrição” por ser uma molécula auxiliar no processo de transcrição do DNA no RNA mensageiro. Esses fatores de transcrição ligam-se a regiões específicas do DNA e, uma vez ligados, recrutam toda a maquinaria encarregada da transcrição para aquele ponto específico. Ali, a maquinaria lê os genes do DNA que serão transcritos no RNA e, posteriormente, serão traduzidos em proteínas.
“Em condições de baixas concentrações de c-di-GMP, a FleQ apresenta-se como uma proteína hexamérica. Ou seja, os milhares de átomos que a compõem interagem uns com os outros formando um arranjo hexagonal ou hexâmero. Essa estrutura complexa se liga a duas regiões específicas do DNA, promovendo a transcrição dos genes responsáveis pela formação do flagelo e inibindo a transcrição dos genes responsáveis pela formação da matriz polissacarídea. Assim, suscitam nas bactérias o modo de vida livre e nadante”, detalhou Navarro.
“Porém, quando interage com o c-di-GMP, a FleQ muda completamente sua forma espacial, passando de um hexâmero a uma dupla de trímeros. Nesta nova conformação, ela se torna incapaz de ativar a transcrição dos genes do flagelo e passa a ativar a transcrição dos genes da matriz polissacarídea. Demonstramos rigorosamente esse processo em nível molecular”, prosseguiu.
Para descobrir tudo isso, os pesquisadores utilizaram vários métodos físicos – como a cristalografia de raios X – que permitiram determinar a estrutura espacial da molécula da proteína FleQ e a enorme mudança que essa estrutura sofre na presença do c-di-GMP. Além disso, produziram mutantes da molécula para investigar como alterações pontuais influíam na atividade da proteína. “Fizemos um estudo completo in vitro. E complementamos esse estudo com uma investigação funcional in vivo, observando como essas variantes da proteína atuavam na bactéria”, resumiu Navarro.
O pesquisador classifica seu estudo como ciência básica. Mas o horizonte de aplicação é evidente. O entendimento do mecanismo de atuação do c-di-GMP é um tema emergente em microbiologia devido à procura de novos meios de combate aos processos infecciosos, novos antibióticos, novos adjuvantes, especialmente no contexto atual, de altíssima disseminação de cepas bacterianas multirresistentes. Está provado que, interferindo nas vias de sinalização que promovem a formação do biofilme, é possível tornar as bactérias muito mais suscetíveis. E há um novo boom de pesquisas na área.

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Museu Catavento tem exposição sobre preservação da diversidade marinha

A mostra “CEBIMar 60 anos – Exposição de seres marinhos” está em cartaz até 31 de julho de 2016 no Museu Catavento Cultural e Educacional, em São Paulo.
A exposição é composta por imagens fotográficas feitas por pesquisadores do Centro de Estudos de Biologia Marinha (CEBIMar), com o objetivo de despertar no público o interesse na ciência e na vida marinha visando à preservação da diversidade de espécies.
O CEBIMar é um instituto especializado da Universidade de São Paulo dedicado exclusivamente ao estudo da biologia marinha.
O local da mostra é a Varanda Lateral, com entrada pela Seção Vida.
O Catavento Cultural e Educacional fica no Palácio das Indústrias, Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/nº (av. Mercúrio), Parque Dom Pedro II, Centro, São Paulo.
Mais informações: www.cataventocultural.org.br 

13 de junho: Dia do Início da Semana da Gestão Ambiental


De acordo com o Locutor Antonio Cezar (maior colecionador [RankBrasil] em Datas Comemorativas e seus porquês), segunda, 13 de junho de 2016, tem:
Dia do Início da Semana da Gestão Ambiental
comemoração móvel da cidade brasileira de São Paulo-SP, conforme Lei Nº 12.469 de 16 de setembro de 1997 e Lei Nº 14485 de 19 de julho de 2007: 2ª semana de junho.

Fonte: http://datascomemorativas.org/13-de-junho/#a1