terça-feira, 8 de março de 2016

Conheça melhor os bichos das nossas notas!


UM REAL: Beija-flor-de-peito-azul
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Desde 2005, as notas de um real deixaram de ser fabricadas.
Desde 2005, as notas de um real deixaram de ser fabricadas. Mas, até então, nelas aparecia o beija-flor-de-peito-azul (Amazilia lactea) uma ave da família Trochilidae, é um dos menores beija-flores. Embora, muito ativo e briguento. Assim como outros beija-flores é um dos principais agentes polinizadores de várias plantas, inclusive de algumas bromélias ornamentais e plantas introduzidas. É territorial e visita bebedouros e flores em horários regulares. Explora até mesmo flores de plantas rasteiras, voando muito baixo para tal.
DOIS REAIS: Tartaruga-de-pente
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A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) é uma tartaruga marinha da família dos queloniídeos, encontrada em mares tropicais e subtropicais.
A tartaruga-de-pente  (Eretmochelys imbricata) é uma tartaruga marinha da família dos queloniídeos, encontrada em mares tropicais e subtropicais. Espécie criticamente ameaçada de extinção devido a caça indiscriminada, possui carapaça medindo entre 80 e 90 cm de comprimento se seu casco pode ser utilizado para confecção de diversos utensílios. Tem como habitat natural recifes de coral e águas costeiras rasas, como estuários e lagoas, podendo ser encontrada, ocasionalmente, em águas profundas. .
CINCO REAIS: Garça-branca-grande
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A garça-branca-grande (Ardea alba, sinônimo Casmerodius albus), é uma ave da ordem Pelecaniformes.
A garça-branca-grande (Ardea alba, sinônimo Casmerodius albus), é uma ave da ordem Pelecaniformes. É comum à beira dos lagos, rios e banhados. Foi muito caçada para a retirada de egretas – penas especiais que se formam no período reprodutivo – para a indústria de chapéus para mulheres. Alimenta-se principalmente de peixes, mas já foi vista comendo quase que tudo o que possa caber em seu bico. Pode consumir pequenos roedores, anfíbios, répteis, insetos e até lixo!  Pode ser encontrada em todo o Brasil.
DEZ REAIS: Arara-vermelha
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A arara-vermelha-grande (Ara chloropterus) é uma ave da família Psittacidae.
A arara-vermelha-grande (Ara chloropterus) é uma ave da família Psittacidae. Não é considerada como sendo ameaçada embora tenha desaparecido de lugares onde antes era comum. Foi localmente extinta de lugares que ocorria antigamente, como no Espírito Santo, boa parte da Bahia e possivelmente o norte do Rio de Janeiro. Gosta de se alimentar do fruto do buriti e coquinhos.
VINTE REAIS: Mico-leão-dourado
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Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é uma espécie de primata endêmica do Brasil.
Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) é uma espécie de primata endêmica do Brasil. São animais diurnos e muito ativos durante as primeiras horas da manhã. Possuem comportamentos sociais muito semelhantes a de outros primatas. É relativamente livre de ectoparasitas, provavelmente devido à catação, tanto social, quanto solitária..
CINQUENTA REAIS: Onça Pintada
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A onça-pintada (Panthera onca) é uma espécie de mamífero carnívoro da família Felidae encontrada nas Américas.
A onça-pintada (Panthera onca) é uma espécie de mamífero carnívoro da família Felidae encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, e o maior do continente americano.Está ameaçada de extinção e seu número está em queda. As ameaças à espécie incluem a perda e a fragmentação do seu habitat. Embora o comércio internacional de onças ou de suas partes esteja proibida, o felino ainda é frequentemente morto por seres humanos
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CEM REAIS: Garoupa
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A garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus) é um peixe que pertence à família Serranidae.
A garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus) é um peixe que pertence à família Serranidae. É um peixe muito comum no sudeste do Brasil. Se alimenta basicamente de peixes menores e crustáceos. Uma característica curiosa dessa espécie é que as garoupas são hermafroditas,  nascem como fêmeas e se tornam machos por volta dos nove ou dez anos de idade. Podem atingir até 120 centímetros de comprimento e há registros de animais com 50 anos de idade. Infelizmente, muitas não chegam tão longe devido à pesca indiscriminada. Aliás, por demorar até poder se reproduzir e ser muito apreciada na culinária mundial, a garoupa está ameaçada de extinção.

Fonte:
 

As 6 empresas que mais maltratam animais no mundo, segundo a P.E.T.A. - Veja o que elas fazem com os bichos!

O People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), organização internacional de defesa aos direitos dos animais, publicou uma lista com as seis grandes empresas multinacionais que mais maltratam animais. Pelo que relata a ONG, essas empresas se “vestem de pele de cordeiro”, mas na verdade contribuem para a vasta lista das empresas que mais  usam de crueldade com os animais.

1- Air France

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A Air France, uma das melhores companhias aéreas do  mundo é uma das empresas que mais contribuem para os mau-tratos aos animais. Quando embarcamos em um voo da empresa, não sabemos que existem passageiros bem abaixo dos seus pés, no compartimento de bagagens engaiolados rumo a um destino cruel. São animais, especialmente transportados para testes em laboratório. Isso porque, ao contrário de outras empresas do setor que condenam a prática, a Air France realiza o transporte destes animais que tem o destino de serem usados nos mais diversos tipos de experimentos farmacêuticos e cosméticos . Segundo informações, a procedência não importa: a companhia embarca tanto bichos criados em cativeiro quanto animais capturados na natureza. Os macacos são os “passageiros” mais comuns.

2- Mc Donald

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Se você gosta de pedir sempre uma porção de McNuggets, saiba que ela vem com requintes de crueldade às aves.  De acordo com a PETA, todas as empresas que abastecem esse tipo de carne para o Mc Donald fazem uso de métodos obsoletos para matar as aves. Os animais são pendurados de cabeça para baixo, ainda conscientes, e degoladas com navalhas. Para piorar a situação, aquelas aves que conseguem se esquivar do degolamento e são encaminhadas vivas para a próxima etapa do processo: banho de água fervendo para retiradas das penas.

3- PetSmart

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A PetSmart, uma famosa, e, ironicamente, bem conceituada rede de Pet Shops nos EUA e Canadá também conseguiu estar entre as empresas mais cruéis do mundo. O motivo é: venda de animais de pequeno porte por preços baixíssimos. Para conseguir dar grandes descontos aos clientes, a PetSmart compra lotes imensos de hamsters, porquinhos da índia, chinchilas e outros bichos de pequeno porte. São milhares de animais adquiridos de uma só vez pela empresa que vivem e amontoados em gaiolas porcamente cuidadas. Os animais que são vendidos podem ter um destino feliz ao lado de seus donos, mas aqueles que não conseguem encontrar um lar, acabam sendo sacrificados de forma cruel, ou estão fadados a definhar no local, pois não recebem os cuidados adequados. Quem já visitou “depósito” garante que é deprimente!

4- Revlon

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Uma das mais famosas empresas de cosméticos do mundo também vem para “engrossar” a lista de crueldade aos animais. Segundo a PETA, a Revlon diz estar afastada de práticas de crueldade animal há mais de 20 anos, mas dizem que a empresa está enganando os consumidores. É que a companhia vende seus produtos na China e, por lá, todos os produtos cosméticos que são importados precisam ser submetidos a testes absolutamente cruéis com animais antes de serem levados para o mercado. Isso quer dizer que enquanto insistir em abocanhar o mercado chinês, a Revlon vai continuar na mira dos defensores dos animais.

5- Rigling Bros

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Animais nos circos é uma coisa que já não combina há muitos anos. Todos sabemos que a maioria dos circos que utilizam animais fazem uso de extrema crueldade com o bichos. A Ringling Bros, que realiza apresentações nos EUA, insiste em colocar bichos nos seus shows e para piorar, trata os animais com muita brutalidade. Há inclusive relatos de elefantes que são enganchados durante o treinamento e gritam de dor. As práticas cruéis já renderam a maior multa da história dos circos para o Ringling Bros, em 2011: foram US$ 270 mil. Mas a empresa parece não ter aprendido a lição e mantém animais sendo treinados sem qualquer respeito.

6- SeaWorld

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O famosíssimo SeaWorld, que mostra shows incríveis com orcas fazendo acrobacias legais e deixando os visitantes do parque encantados, também está entre as empresas que não respeitam os animais. Segundo a PETA, as orcas são os animais que mais sofrem no SeaWorld. Os animais usados nos shows para divertir o público são capturados na natureza ainda bebês ou já nascem em cativeiro e estão fadados para sempre a viver em tanques de concreto. Não há nada de divertido nisso! A PETA é contra este tipo de entretenimento e, por isso, colocou a companhia, que atua nos EUA, na lista das piores do mundo para os animais.
 
Fonte:
petalatino/thegreen 
Imagens: petalatino/thegreen

Marcador molecular permite checar a qualidade do embrião bovino

 Estudo realizado na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP) em parceria com o Laboratório Innovare de Biomarcadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) definiu um procedimento pioneiro para aferir a qualidade de embriões bovinos em técnicas de reprodução assistida. O artigo “Analysis and characterisation of bovine oocyte and embryo biomarkers by matrix-assisted desorption ionisation mass spectrometry imaging” foi publicado como matéria de capa pela revista Reproduction, Fertility and Development.
O novo procedimento é resultado da pesquisa “Análise do perfil proteico e lipídico de embriões pré-implantacionais bovinos obtidos por fecundação in vitro, transferência de embriões e por transferência nuclear de células somáticas pela técnica de espectrometria de massas”, desenvolvida por Roseli Fernandes Gonçalves, com apoio da FAPESP por meio do programa Jovens Pesquisadores em Centros Emergentes.

Nesse estudo, Gonçalves contou com a colaboração de pesquisadores do Departamento de Reprodução Animal da FMVZ-USP; do Laboratório Innovare de Biomarcadores, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); da Universidade de Antuérpia, na Bélgica; e da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

“Apesar do alto nível tecnológico da pecuária brasileira e de o Brasil ser o maior produtor mundial de embriões bovinos in vitro, respondendo por aproximadamente 70% da produção global, o percentual de mortalidade embrionária ainda é muito alto, chegando em alguns casos a 60%. Nosso objetivo era definir um marcador que possibilitasse avaliar a qualidade dos embriões, de forma a reduzir a perda embrionária, fazendo com que os embriões transferidos viessem a termo”, disse Gonçalves à Agência FAPESP.

Gonçalves e colaboradores empregaram a espectrometria de massa, na modalidade Maldi-MSI (matrix-assisted laser desorption ionization / mass spectrometry imaging), para mapear marcadores moleculares presentes em oócitos (óvulos imaturos) e embriões bovinos. “Essa técnica já era utilizada, mas apenas em tecidos, pois se acreditava que seria impossível obter registros com resolução suficiente a partir de um pequeno conjunto de células. Nosso trabalho foi o primeiro no mundo a obter esses registros – sem a necessidade de preparo, do uso de anticorpos ou de outro marcador”, afirmou a pesquisadora.

A espectrometria de massa é uma técnica que envolve a vaporização da amostra para a produção de íons que possibilitam determinar sua composição. “Empregamos o espectrômetro do Laboratório Innovare da Unicamp, coordenado pelo professor doutor Rodrigo Catharino. Os íons são produzidos por pequenos disparos de laser em pontos adjacentes da amostra. E cada disparo gera um espectro de massa. Associando o ponto ao espectro correspondente, é possível localizar as moléculas de interesse. No nosso caso, a molécula de interesse era um lipídio”, informou Gonçalves.

De fato, os lipídios funcionam como “assinaturas químicas” do estágio de desenvolvimento embrionário. O artigo descreveu o mapeamento de oócitos e de embriões bovinos em diferentes fases do desenvolvimento (com duas, quatro, oito células e como blastocisto). “A principal diferença de nosso procedimento em relação a outras técnicas de espectrometria de massas que também utilizam um único oócito ou embrião foi que localizamos o biomarcador individualmente, determinando, por exemplo, se ele estava ou não presente na zona pelúcida (a membrana que reveste o oócito e o embrião). Conseguimos quantificar o lipídio in situ e acompanhar se ele aumentava ou diminuía em quantidade nos diferentes estágios do desenvolvimento embrionário”, explicou a pesquisadora.

Ela ressaltou que a espectrometria de massa é uma alternativa mais rápida e completa do que práticas usuais para a produção de imagens de células isoladas, como microscopia eletrônica e a imuno-histoquímica. “A Maldi-MSI permite estudar a composição lipídica de um único oócito ou embrião, economizando tempo e material, enquanto os métodos convencionais de análise requerem a utilização de muitas amostras e processos que envolvem manipulação química, separação e caracterização de componentes por meio de técnica trabalhosas, como cromatografia gasosa, na qual a molécula de lipídio é ‘quebrada’, dificultando a obtenção da informação estrutural sobre a molécula intacta.”

Espectrometria de massas

Isso talvez fique mais claro com o detalhamento do processo de espectrometria de massas tal como foi utilizado pelos pesquisadores. Cada embrião é colocado em um dos pequenos poços da placa de Maldi. O aparelho vaporiza a amostra e dispara feixes de laser que formam íons a partir das moléculas presentes. Ao passarem pelo analisador do espectrômetro, os íons sofrem a ação de um campo eletromagnético: a componente elétrica do campo acelera ou desacelera o fluxo; e a componente magnética modifica a direção da trajetória. A amplitude da deflexão da trajetória depende da relação massa/carga. Quanto mais leve o íon, maior a deflexão. E o detector registra a abundância de cada íon por meio de um espectro de massa. A associação dos espectros aos respectivos pontos da amostra possibilita localizar espacialmente o marcador escolhido.

“Nosso procedimento contribuiu também para o aperfeiçoamento da técnica de Maldi-MSI, principalmente no preparo das amostras, uma vez que conseguimos os resultados utilizando uma placa de sílica sem precisar adicionar uma matriz de ácido orgânico para absorver a luz do espectrômetro, como usualmente se faz”, disse Gonçalves.

A pesquisadora descreveu o passo a passo da reprodução de bovinos in vitro. “Partimos do oócito, isto é, do óvulo ainda imaturo. Esse oócito é maturado durante 24 horas em um meio de cultura rico em hormônios, que reproduz as condições existentes in vivo. Uma vez maturado, incubamos o óvulo com os espermatozoides, para que ocorra a fecundação. Fecundado, o zigoto começa a clivar, duplicando sucessivamente o número de células. Sete dias depois da fecundação, o conjunto de células chega ao estágio de blastocisto, quando já pode ser transferido para o útero de uma vaca hospedeira ou congelado. Ao contrário do que ocorre na reprodução assistida em humanos, no caso de bovinos só transferimos um embrião. Por isso, é importante ter um parâmetro da qualidade desse embrião, para que o mesmo continue seu desenvolvimento, gere prenhez e resulte em bezerro.”

Como regra, a qualidade do embrião produzido in vitro é inferior à do embrião gerado in vivo. E isso ressalta o papel do marcador lipídico. Além disso, o rastreio dos lipídios é importante na criopreservação de óvulos e embriões. Se estes apresentarem muitas espécies de lipídios saturados, a membrana celular pode se romper com facilidade durante o congelamento. “Claro que, para identificar o lipídio como marcador molecular, tivemos que perder os embriões utilizados na pesquisa. Mas, com o marcador identificado, nosso objetivo agora é chegar a um método não invasivo, no qual a presença do marcador, secretado pelo embrião, possa ser investigada no meio de cultivo, sem a necessidade de biópsia”, informou Gonçalves. Esse novo estudo, diretamente voltado para aplicação, já conta com apoio da FAPESP, recém-outorgado por meio do programa PIPE (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas). 


José Tadeu Arantes | Agência FAPESP

Fonte:
http://agencia.fapesp.br/marcador_molecular_permite_checar_a_qualidade_do_embriao_bovino/22794/ 

Dia Internacional da Mulher: por que é celebrado em 8 de março?




Jornada de reivindicação é celebrada em vários países, mas já aconteceu em outras datas Doodle do Google lembra a data com um vídeo no qual mulheres falam dos seus sonhos

A tradição de reservar uma data para reivindicar a igualdade de direitos da mulher é centenária. Nesta terça, 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher na maioria dos países. Entretanto, um longo caminho foi percorrido até que essa data surgisse. Nesse caminho, a efeméride – que surgiu com espírito e iniciativa sindicalista – evoluiu, mudou de dia e perdeu a palavra trabalhadora do seu título. No dia 8 de março – data oficializada pela ONU em 1975 – pleiteia-se a igualdade completa de direitos. Entre as homenagens, Google dedica um doodle especial para esta busca, que é interativo com imagens de mulheres de várias partes do mundo.

A ideia de um dia internacional da mulher surgiu no final do século XIX, mas foram diferentes fatos no século XX que derivaram para a celebração que conhecemos hoje. Um deles, talvez o mais simbólico, mas não o único, ocorreu em 25 de março de 1911, quando 149 pessoas, a maioria mulheres, morreram no incêndio da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York. O incidente revelou as penosas condições nas quais trabalhavam as mulheres, muitas delas imigrantes e muito pobres. Não foi um fato isolado – três anos antes, houve outro incêndio em circunstâncias similares, mas foi a tragédia de 1911 que suscitou grandes mobilizações e marcou no calendário uma data que já havia começado a ser celebrada dois anos antes, também em Nova York, onde as Mulheres Socialistas, seguindo uma orientação partidária, havia comemorado pela primeira vez o Dia Nacional da Mulher. Foi em 28 de fevereiro de 1909, e mais de 15.000 mulheres saíram às ruas para reivindicar melhores salários, redução da jornada de trabalho e direito ao voto.

Em 1910, a Internacional Socialista proclamou o Dia Internacional da Mulher para reivindicar o sufrágio feminino, a não discriminação trabalhista, o acesso à educação e outros direitos fundamentais. A conferência não decidiu um dia concreto, mas foi decisiva: a data começou a ser comemorada no ano seguinte. Alemanha, Áustria, Dinamarca e Suíça o celebraram em 19 de março, com comícios dos quais participaram mais de um milhão de pessoas, a imensa maioria mulheres.

Dos Estados Unidos e Europa Central, essa data combativa começou a se espalhar para outras regiões. Em fevereiro de 1913, as mulheres russas celebraram o Dia Internacional da Mulher, que em outros países começava a ser fixado em 8 de março. Quatro anos depois, em 1917, como reação à morte de mais de dois milhões de soldados na guerra, as russas convocaram uma greve para o último domingo de fevereiro. Os protestos e manifestações que tiveram início naquele 23 de fevereiro – 8 de março no calendário gregoriano usado em outros países – conduziram a uma mobilização geral que provocou a abdicação do czar e a nomeação de um Governo provisório que lhes concedeu o direito ao voto.

Com o passar dos anos, foram se incorporando outros países – a China, em 1922, por exemplo – e mulheres de todo tipo de realidade, até que o 8 de março se tornou um momento de confluência para reivindicar a igualdade de direitos para todas e recordar que ela ainda não foi alcançada.



Fonte:
EL PAÍS


segunda-feira, 7 de março de 2016

Lugar de pet não é na janela do carro!

Não deixe seu pet ir na janela do carro. É perigoso e dá multa
 Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, é considerada infração grave transportar animais na parte externa do veículo, ou seja, nada de deixar seu pet ficar na janela do carro – e isso vale também para quem tem caminhonete: nada de animais na caçamba!


A lei também não permite que o peludo fique à esquerda do motorista ou entre os seus braços e pernas. Tudo isso é importante para a própria proteção do mascote, que deve ficar bem preso ao equipamento de segurança.

“Caso contrário, o animal oferece risco a todos os ocupantes e a si mesmo, pois em uma situação de impacto o veículo interrompe o movimento quase instantaneamente e o que está dentro dele, carregado de energia cinética, tende a seguir em frente. Se um corpo estiver solto ou preso de forma inadequada, o risco para quem estiver na sua frente é de extrema violência”, alerta o engenheiro Denis Rodrigues.

Texto Luciano Faria | Foto Alan Teixeira | Adaptação Luana Zanolini

 Fonte:
Revista Meu Pet | Ed.40 

A história do leite - e de como a evolução fez com que alguns animais virassem mamíferos


Humanos não têm o monopólio da amamentação

Pelos primeiros três meses de minha vida, sobrevivi apenas com leite materno. É bastante provável que você também tenha.

Alimentar bebês com leite é algo tão universal que é difícil imaginar o que a vida seria se não fizéssemos. Mas na natureza, o leite não é universal. Grupos inteiros de animais – pássaros, por exemplo – não o produzem e ainda assim sobrevivem sem problemas.

Sendo assim, como e por que o leite surgiu? Quando cientistas começaram a investigar sua história evolucionária, eles descobriram que o leite é mais velho do que imaginamos.

O leite data de centenas de milhões de anos, da época em que os primeiros animais pisaram em terra firme. Mas o leite naquela época não era nada parecido com o que você hoje derrama sobre o cereal de café da manhã.

Origens

O leite e as mamas tornaram-se elementos estrelares no século 18, quando o biólogo sueco Carolus Linnaeus começou a catalogar espécies em grupos com base em características únicas.
Alguns grupos não sobreviveram ao escrutínio da ciência, mas um deles segue firme e forte. Linnaeus percebeu que diversos animais, incluindo humanos, lactam. E que suas fêmeas usam leite de suas glândulas mamárias para alimentar seus filhotes.

O sueco classificou esses animais como mammalia, o que em latim significa “dotados de seios”. Hoje em dia, chamamos esses animais de mamíferos.
Algumas focas produzem leite com mais gordura que o mais rico sorvete. Baleias e golfinhos amamentam. Morcegos produzem leite, assim como gatos, cachorros e humanos. Essa regra se estende até para alguns dos mais primitivos mamíferos, que não dão à luz filhotes vivos. Os monotremos, como o ornitorrinco e a équidna, põem ovos. Mas têm glândulas mamárias e produzem leite.

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O tiktaalik foi um dos primeiros animais a caminhar
O mesmo se dá com marsupiais, como cangurus e gambás. Eles dão à luz a filhotes que vivem e uma bolsa acoplada à mãe. Lá, sugam seu leite. Ou seja, leite e amamentação são únicos aos mamíferos, mas não está claro como isso aconteceu ao longo do tempo.
É difícil estudar a evolução da amamentação. Ao contrário de ossos, glândulas mamárias não fossilizam. “É dificílimo coletar qualquer dado pré-histórico sobre glândulas mamárias”, explica Peter Hartmann, da Universidade da Austrália Ocidental, em Perth.

Sendo assim, os cientistas buscaram respostas em outro lugar: o DNA. Eles estudaram os genes de animais que produzem leite, comparando a composição do líquido e examinando os métodos reprodutivos dos animais.
Tais estudos levaram Olav Oftedal, do Instituto Smithsonian de Pesquisa Ambiental, nos EUA, a desenvolver a tese de que glândulas mamárias já tinham sido desenvolvidas antes de os primeiros animais caminharem na Terra.
“Embora hoje consideremos a lactação uma característica única aos mamíferos, creio que as glândulas mamárias têm uma origem bem mais antiga”, diz Oftedal.
O pesquisador vê as origens nos primeiros animais a deixarem as águas. Alguns deles evoluíram para amniotes: animais com coluna vertebral e quatro patas e que eventualmente originaram répteis, pássaros e mamíferos.

 
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A gema dos ovos perde importância se você conta com leite materno
Assim como seus ancestrais aquáticos, amniotes punham ovos. Tais ovos, porém, adaptaram-se a sobreviver fora d’água. Tinham cascas fibrosas e porosas e membranas permitiam trocas entre oxigênio e dióxido de carbono entre o embrião e o ambiente.

Mas havia o problema de que a porosidade deixava os ovos à mercê do clima. Se a temperatura aumentasse muito ou se chovesse pouco, os ovos poderiam rapidamente secar. Os amniotes precisaram criar uma solução para proteger as crias.
Ancestrais de répteis e pássaros desenvolveram cascas de ovos duras, calcificadas e à prova d’água, assim como os ovos de galinha. Esses ovos tendiam a perder bem menos umidade. Porém, os ancestrais dos mamíferos continuaram a por ovos porosos. Em vez de produzir cascas mais duras, segundo Oftedal, esses animais usaram a porosidade para transferir água e nutrientes para dentro dos ovos.
O pesquisador acredita que os amniotes usavam glândulas para secretar os líquidos. E que seria fácil para os filhotes se alimentarem dessas secreções mesmo depois de os ovos chocarem. Sapos oferecem uma pista de como isso funcionaria. Alguns desses anfíbios, como o Eleutherodactylus coqui, põem ovos em terra firme e transferem água para eles por meio de contato direto com o corpo ou secreções. As fêmeas da cobra cega (Siphonops annulatus), desenvolvem na superfície da pele diversos depósitos gordurosos que filhotes raspam com dentes.

Para Oftedal, isso é uma forma primitiva de amamentação. E que, de alguma forma, essas secreções se transformaram no leite que hoje conhecemos. Isso porque os filhotes teriam passado a buscar mais os nutrientes secretados pelas glândulas maternas do que os depositados nas gemas dos ovos.

Leite 'alternativo'

E as glândulas simplórias podem ter evoluído para as mamárias modernas. As secreções aquosas deixaram de ser simples umidificadoras para ganhar substancias químicas mais úteis até que se transformassem na principal fonte de alimentação para recém-nascidos. Oftedal diz que isso ocorrer antes mesmo do aparecimento de mamíferos “completos”.

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A caseína é uma importante proteína láctea
Seu argumento é sustentado pela história genética de mamíferos e ancestrais. Muitos componentes do leite têm origens remotas. Sabemos disso porque muitos genes ligados ao leite são mais velhos que os mamíferos que os carregam. A caseína, a mais abundante proteína no leite de mamíferos, é um exemplo. Elas auxiliam o transporte de nutrientes como cálcio e fósforo para os filhotes, contribuindo para o crescimento de esqueletos e tecidos.
Cientistas já descobriram que todos os mamíferos têm aglomerados genéticos altamente organizados, e que contam com os três principais tipos de caseínas. Disso, pode-se deduzir que as caseínas são muito antigas e, segundo Oftedal, se ramificaram nos três tipos principais que conhecemos hoje, muito antes de os ancestrais dos mamíferos se diversificarem em monotremos, marsupiais e placentários.

Os pesquisadores também descobriram como os mamíferos ficaram menos dependentes dos nutrientes da gema dos ovos. Há cerca de 170 milhões de anos, um importante tipo de proteína da gema, a vitelogenina, começou a desaparecer, de acordo com um estudo de 2008.
Isso novamente ocorreu em uma época anterior à em que mamíferos chegaram a terra firme. Todos os pássaros e répteis contemporâneos contam com três genes associados à produção de vitelogeninas. Ancestrais ovíparos dos mamíferos também tinham três genes.
Mas, entre os mamíferos modernos, apenas os monotremos têm algum gene funcional ligado à vitelogenina, ao lado de dois inativos. Em marsupiais e placentários, os genes estão “desligados”.

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Jacarés têm ovos à prova d'água
Os mamíferos apenas teriam feito isso se houvesse substitutos à mão. Uma fonte alternativa de nutrientes, como a caseína. Se as proteínas da gema começaram a desaparecer antes do surgimento dos mamíferos, isso sugere que o leite já era a fonte principal de nutrição para os ancestrais ovíparos.
E a composição do leite já teria sido definida antes da evolução dos mamíferos. “Mas mesmo depois de os mamíferos evoluírem e tomarem diferentes rumos como grupo, o leite continuou a mudar, ainda que em termos de proporção de sua fórmula”, explica Oftedal.

Mas se a produção de leite é uma habilidade tão velha, por que apenas a vemos em mamíferos hoje?
A explicação mais simples é que as linhagens pré-mamíferas se extinguiram. Mas Oftedal alerta que há casos de animais de outros grupos que produzem algo parecido com leite. Alguns tipos de barata produzem um líquido rico em proteínas para alimentar embriões. Alguns pássaros, incluindo pombos e pinguins, têm bolsas perto de suas gargantas repletas de um liquido proteico leitoso – machos inclusive. O líquido é regurgitado nas bocas dos filhotes.
Essas substâncias são usadas da mesma maneira que o leite, mas diferem em fórmula e maneira como são produzidas. O leite “verdadeiro”, produzido por glândulas mamárias, é exclusivo dos mamíferos. Só que mesmo entre os mamíferos as espécies produzem leite de maneiras diferentes.



Marsupias produzem leite por mais tempo por não contarem com placenta
As glândulas de monotremos como o ornitorrinco são bem diferentes de outros animais. Os monotremos secretam leite por meio de uma rede de dutos na superfície de suas barrigas. Lá, contam com suas saída, sem mamilos, e cobertas por pelos. Todo os outros animais têm mamilos.

Segundo Oftedal, os mamilos seriam uma resposta da evolução para evitar infecções. Em monotremos, por exemplo, o leite fica em contato com a pele, e o produto pode ser colonizado por bactérias. Isso pode afetar tanto mãe quanto filhote. Mamilos permitem a transferência direta de leite das glândulas mamárias para as bocas dos filhotes.
Mas a lactação também difere entre espécies com mamilos. Filhotes de animais placentários recebem nutrientes adicionais ainda no ventre por causa da placenta. Isso permite com que fiquem na barriga das mães por mais tempo que marsupiais, por exemplo, que dependem quase inteiramente do leite materno para sobreviver. Por isso, mamães marsupiais lactam por um longo tempo.
A amamentação é uma experiência emocional tão forte que é fácil para nós esquecermos que não é um ato exclusivo de humanos.

Saiba como economizar com o pet em tempos de crise


Economize com ações simples e caseiras diminuindo os gastos financeiros com o pet
Quem abriga um pet de estimação sabe que mantê-lo saudável e bem cuidado implica, além de muita dedicação, certos gastos. E saber dosar as despesas com o mascote – sem, é claro, abrir mão da saúde e do conforto dele – ajuda muito a equilibrar as contas em casa. “O importante não é deixar de gastar, mas gastar de forma consciente. Um cão é algo que traz prazer a toda a família”, aponta o administrador Guilherme de Almeida Prado, fundador do portal de educação financeira Konkero.

Fique atento as nossas dicas para conseguir economizar com os cuidados do pet em tempos de crise.


O que dá pra fazer em casa


O que dá pra fazer em casa para economizar com o pet
Banho: o banho a seco, feito com produtos especiais e sem água, é outro procedimento que pode ajudar na limpeza dos pets, mas não substitui o banho normal. Além disso, tem valor maior em comparação com os lenços umedecidos, que proporcionam o mesmo efeito.
Unha: cortar a unha é outro processo que pode ser feito em casa (de graça!), com um cortador específico para cães (que é mais resistente, pois as unhas deles são grossas).
Escovar os dentes: “Para escovar os dentes, utilize um creme dental especial para cães de efeito abrasivo (ou seja, que desgasta) – coloque uma pequena quantidade na escova, ou mesmo no dedo, e aplique sobre os dentes. O produto abrasivo, aliado à escovação, promove remoção da placa bacteriana”, explica Salua Carolina Cataneo, veterinária da Pet Society (SP).

Trocas inteligentes


Trocas inteligentes - troque e economize!
“Outra dica é ter um plano de saúde veterinário para não prejudicar todo o orçamento da família ou ainda buscar hospitais veterinários de universidades, que cobram valores menores em atendimentos ou são até gratuitos”, completa o administrador Guilherme de Almeida Prado.

Texto Luciana Faria | Adaptação Luana Zanolini | Fotos: Shutterstock/Arquivo pessoal/Divulgação/FreeImages.com/ Gary White

 Fonte:
Revista Meu Pet | Ed.40