segunda-feira, 7 de março de 2016

A história do leite - e de como a evolução fez com que alguns animais virassem mamíferos


Humanos não têm o monopólio da amamentação

Pelos primeiros três meses de minha vida, sobrevivi apenas com leite materno. É bastante provável que você também tenha.

Alimentar bebês com leite é algo tão universal que é difícil imaginar o que a vida seria se não fizéssemos. Mas na natureza, o leite não é universal. Grupos inteiros de animais – pássaros, por exemplo – não o produzem e ainda assim sobrevivem sem problemas.

Sendo assim, como e por que o leite surgiu? Quando cientistas começaram a investigar sua história evolucionária, eles descobriram que o leite é mais velho do que imaginamos.

O leite data de centenas de milhões de anos, da época em que os primeiros animais pisaram em terra firme. Mas o leite naquela época não era nada parecido com o que você hoje derrama sobre o cereal de café da manhã.

Origens

O leite e as mamas tornaram-se elementos estrelares no século 18, quando o biólogo sueco Carolus Linnaeus começou a catalogar espécies em grupos com base em características únicas.
Alguns grupos não sobreviveram ao escrutínio da ciência, mas um deles segue firme e forte. Linnaeus percebeu que diversos animais, incluindo humanos, lactam. E que suas fêmeas usam leite de suas glândulas mamárias para alimentar seus filhotes.

O sueco classificou esses animais como mammalia, o que em latim significa “dotados de seios”. Hoje em dia, chamamos esses animais de mamíferos.
Algumas focas produzem leite com mais gordura que o mais rico sorvete. Baleias e golfinhos amamentam. Morcegos produzem leite, assim como gatos, cachorros e humanos. Essa regra se estende até para alguns dos mais primitivos mamíferos, que não dão à luz filhotes vivos. Os monotremos, como o ornitorrinco e a équidna, põem ovos. Mas têm glândulas mamárias e produzem leite.

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O tiktaalik foi um dos primeiros animais a caminhar
O mesmo se dá com marsupiais, como cangurus e gambás. Eles dão à luz a filhotes que vivem e uma bolsa acoplada à mãe. Lá, sugam seu leite. Ou seja, leite e amamentação são únicos aos mamíferos, mas não está claro como isso aconteceu ao longo do tempo.
É difícil estudar a evolução da amamentação. Ao contrário de ossos, glândulas mamárias não fossilizam. “É dificílimo coletar qualquer dado pré-histórico sobre glândulas mamárias”, explica Peter Hartmann, da Universidade da Austrália Ocidental, em Perth.

Sendo assim, os cientistas buscaram respostas em outro lugar: o DNA. Eles estudaram os genes de animais que produzem leite, comparando a composição do líquido e examinando os métodos reprodutivos dos animais.
Tais estudos levaram Olav Oftedal, do Instituto Smithsonian de Pesquisa Ambiental, nos EUA, a desenvolver a tese de que glândulas mamárias já tinham sido desenvolvidas antes de os primeiros animais caminharem na Terra.
“Embora hoje consideremos a lactação uma característica única aos mamíferos, creio que as glândulas mamárias têm uma origem bem mais antiga”, diz Oftedal.
O pesquisador vê as origens nos primeiros animais a deixarem as águas. Alguns deles evoluíram para amniotes: animais com coluna vertebral e quatro patas e que eventualmente originaram répteis, pássaros e mamíferos.

 
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A gema dos ovos perde importância se você conta com leite materno
Assim como seus ancestrais aquáticos, amniotes punham ovos. Tais ovos, porém, adaptaram-se a sobreviver fora d’água. Tinham cascas fibrosas e porosas e membranas permitiam trocas entre oxigênio e dióxido de carbono entre o embrião e o ambiente.

Mas havia o problema de que a porosidade deixava os ovos à mercê do clima. Se a temperatura aumentasse muito ou se chovesse pouco, os ovos poderiam rapidamente secar. Os amniotes precisaram criar uma solução para proteger as crias.
Ancestrais de répteis e pássaros desenvolveram cascas de ovos duras, calcificadas e à prova d’água, assim como os ovos de galinha. Esses ovos tendiam a perder bem menos umidade. Porém, os ancestrais dos mamíferos continuaram a por ovos porosos. Em vez de produzir cascas mais duras, segundo Oftedal, esses animais usaram a porosidade para transferir água e nutrientes para dentro dos ovos.
O pesquisador acredita que os amniotes usavam glândulas para secretar os líquidos. E que seria fácil para os filhotes se alimentarem dessas secreções mesmo depois de os ovos chocarem. Sapos oferecem uma pista de como isso funcionaria. Alguns desses anfíbios, como o Eleutherodactylus coqui, põem ovos em terra firme e transferem água para eles por meio de contato direto com o corpo ou secreções. As fêmeas da cobra cega (Siphonops annulatus), desenvolvem na superfície da pele diversos depósitos gordurosos que filhotes raspam com dentes.

Para Oftedal, isso é uma forma primitiva de amamentação. E que, de alguma forma, essas secreções se transformaram no leite que hoje conhecemos. Isso porque os filhotes teriam passado a buscar mais os nutrientes secretados pelas glândulas maternas do que os depositados nas gemas dos ovos.

Leite 'alternativo'

E as glândulas simplórias podem ter evoluído para as mamárias modernas. As secreções aquosas deixaram de ser simples umidificadoras para ganhar substancias químicas mais úteis até que se transformassem na principal fonte de alimentação para recém-nascidos. Oftedal diz que isso ocorrer antes mesmo do aparecimento de mamíferos “completos”.

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A caseína é uma importante proteína láctea
Seu argumento é sustentado pela história genética de mamíferos e ancestrais. Muitos componentes do leite têm origens remotas. Sabemos disso porque muitos genes ligados ao leite são mais velhos que os mamíferos que os carregam. A caseína, a mais abundante proteína no leite de mamíferos, é um exemplo. Elas auxiliam o transporte de nutrientes como cálcio e fósforo para os filhotes, contribuindo para o crescimento de esqueletos e tecidos.
Cientistas já descobriram que todos os mamíferos têm aglomerados genéticos altamente organizados, e que contam com os três principais tipos de caseínas. Disso, pode-se deduzir que as caseínas são muito antigas e, segundo Oftedal, se ramificaram nos três tipos principais que conhecemos hoje, muito antes de os ancestrais dos mamíferos se diversificarem em monotremos, marsupiais e placentários.

Os pesquisadores também descobriram como os mamíferos ficaram menos dependentes dos nutrientes da gema dos ovos. Há cerca de 170 milhões de anos, um importante tipo de proteína da gema, a vitelogenina, começou a desaparecer, de acordo com um estudo de 2008.
Isso novamente ocorreu em uma época anterior à em que mamíferos chegaram a terra firme. Todos os pássaros e répteis contemporâneos contam com três genes associados à produção de vitelogeninas. Ancestrais ovíparos dos mamíferos também tinham três genes.
Mas, entre os mamíferos modernos, apenas os monotremos têm algum gene funcional ligado à vitelogenina, ao lado de dois inativos. Em marsupiais e placentários, os genes estão “desligados”.

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Jacarés têm ovos à prova d'água
Os mamíferos apenas teriam feito isso se houvesse substitutos à mão. Uma fonte alternativa de nutrientes, como a caseína. Se as proteínas da gema começaram a desaparecer antes do surgimento dos mamíferos, isso sugere que o leite já era a fonte principal de nutrição para os ancestrais ovíparos.
E a composição do leite já teria sido definida antes da evolução dos mamíferos. “Mas mesmo depois de os mamíferos evoluírem e tomarem diferentes rumos como grupo, o leite continuou a mudar, ainda que em termos de proporção de sua fórmula”, explica Oftedal.

Mas se a produção de leite é uma habilidade tão velha, por que apenas a vemos em mamíferos hoje?
A explicação mais simples é que as linhagens pré-mamíferas se extinguiram. Mas Oftedal alerta que há casos de animais de outros grupos que produzem algo parecido com leite. Alguns tipos de barata produzem um líquido rico em proteínas para alimentar embriões. Alguns pássaros, incluindo pombos e pinguins, têm bolsas perto de suas gargantas repletas de um liquido proteico leitoso – machos inclusive. O líquido é regurgitado nas bocas dos filhotes.
Essas substâncias são usadas da mesma maneira que o leite, mas diferem em fórmula e maneira como são produzidas. O leite “verdadeiro”, produzido por glândulas mamárias, é exclusivo dos mamíferos. Só que mesmo entre os mamíferos as espécies produzem leite de maneiras diferentes.



Marsupias produzem leite por mais tempo por não contarem com placenta
As glândulas de monotremos como o ornitorrinco são bem diferentes de outros animais. Os monotremos secretam leite por meio de uma rede de dutos na superfície de suas barrigas. Lá, contam com suas saída, sem mamilos, e cobertas por pelos. Todo os outros animais têm mamilos.

Segundo Oftedal, os mamilos seriam uma resposta da evolução para evitar infecções. Em monotremos, por exemplo, o leite fica em contato com a pele, e o produto pode ser colonizado por bactérias. Isso pode afetar tanto mãe quanto filhote. Mamilos permitem a transferência direta de leite das glândulas mamárias para as bocas dos filhotes.
Mas a lactação também difere entre espécies com mamilos. Filhotes de animais placentários recebem nutrientes adicionais ainda no ventre por causa da placenta. Isso permite com que fiquem na barriga das mães por mais tempo que marsupiais, por exemplo, que dependem quase inteiramente do leite materno para sobreviver. Por isso, mamães marsupiais lactam por um longo tempo.
A amamentação é uma experiência emocional tão forte que é fácil para nós esquecermos que não é um ato exclusivo de humanos.

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Texto Luciana Faria | Adaptação Luana Zanolini | Fotos: Shutterstock/Arquivo pessoal/Divulgação/FreeImages.com/ Gary White

 Fonte:
Revista Meu Pet | Ed.40

 

domingo, 6 de março de 2016

Idade compromete sistema imune e reduz eficácia de vacinas


Mais de 10% dos indivíduos que compõem a população brasileira atual têm idade superior a 60 anos. E, a exemplo do que já ocorre no Japão e nos países europeus, essa porcentagem deverá aumentar nas próximas décadas.

Um dos desafios que o envelhecimento da população apresenta relaciona-se com o possível aumento das comorbidades. Problemas cardíacos, respiratórios, de mobilidade, de cognição são alguns exemplos de morbidades que podem se associar no idoso, levando, eventualmente, à incapacitação de um indivíduo ainda produtivo.

Além disso, vários estudos têm mostrado que a resposta imune de defesa contra patógenos e tumores também se apresenta diminuída em idosos. Assim, uma porcentagem de indivíduos com mais de 60 anos não fica imunizada após a vacinação. Quanto maior a idade, maior o número de indivíduos que, apesar de vacinados contra influenza, são internados por infecções respiratórias associadas a patógenos.

Um estudo conduzido na cidade de São Paulo procurou avaliar se a população idosa residente no município apresentava as mesmas alterações no sistema imune observadas no Japão e nos países europeus. E buscou saber também se a Propionibacterium acnes (P.acnes), a bactéria causadora da acne, poderia ser utilizada para estimular o sistema imune de idosos, tornando-se assim, em condições controladas, um adjuvante para vacinas ou outras terapias.

A pesquisa, “Análise imunológica de indivíduos idosos e propostas em vacinação”, coordenada por Valquiria Bueno, professora de imunologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), teve o apoio da FAPESP.

“Trabalhamos com culturas de células in vitro, utilizando, como material biológico, amostras de sangue de idosos fornecidas pelo Estudo Sabe (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento), da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, também apoiado pela FAPESP”, disse Bueno à Agência FAPESP.

“Ativamos essas culturas com fito-hemaglutinina, um mitógeno [indutor de mitose ou divisão celular] bem conhecido na literatura, e as estimulamos também com P.acnes, para saber se, após o estímulo, as células de idosos apresentavam respostas semelhantes às das células de pessoas mais jovens”, prosseguiu a pesquisadora.

A primeira constatação foi que, embora o perfil imunológico de nossa população seja muito heterogêneo, o padrão celular de envelhecimento em São Paulo é muito semelhante àquele descrito no Japão e nos países europeus. Quando se consideram os valores médios, aqui também os idosos têm diminuídas suas taxas de proliferação celular e de produção de citocinas [moléculas envolvidas na comunicação entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes]. Isso significa que o sistema imunológico desses indivíduos apresenta menor capacidade de responder aos antígenos [proteínas capazes de desencadear a resposta imune] presentes nas vacinas ou em novas infecções.

“Quando vacinamos alguém, esperamos que as células circulantes do sistema imune sejam capazes de responder aos antígenos. Isto é, que proliferem e produzam citocinas e anticorpos para combater essas proteínas estranhas. Ao fazê-lo, as células mudam seu fenótipo, transformando-se de células naives [inexperientes] em células efetoras [experientes], ficando, depois, armazenadas no organismo como células de memória. Nos idosos, porém, esse mecanismo apresenta-se parcialmente modificado”, informou Bueno.

Tal processo, chamado de “imunosenescência”, caracteriza-se, na amostra, pela diminuição da porcentagem de células naives, capazes de reconhecer e responder a antígenos novos, e pelo aumento da porcentagem de células de memória que não são capazes de responder a patógenos diferentes daqueles contra os quais já se especializaram. Por isso, a resposta a vacinas, novas infecções e tumores torna-se menos eficaz.

Terapias diferenciadas por gênero

“Um achado importante do nosso estudo foi que a tendência à imunosenescência é mais acentuada em homens do que em mulheres da mesma faixa etária. Os homens tendem a acumular mais células de memória e a apresentar maior redução de células naives, além de menor produção de citocinas. Esse achado sugere que, para indivíduos idosos, as terapias talvez tenham que ser utilizadas de forma diferente de acordo com o ‘gênero’”, afirmou a pesquisadora.

“Nossos dados encontram apoio em estudos realizados no Japão, nos quais se observou ainda que as mulheres necessitaram de doses menores de vacina do que os homens para produzir a mesma concentração de anticorpos protetores”, continuou.

A pesquisa realizada com células in vitro na Unifesp também corroborou dados obtidos em estudo populacional realizado na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp): “Internações por doenças respiratórias em idosos e a intervenção vacinal contra influenza no Estado de São Paulo”. Esse estudo, coordenado por Priscila Maria Stolses Bérgamo Francisco, mostrou que a incidência de doenças respiratórias em pessoas vacinadas é de 4% para mulheres e de 7% para homens, na faixa dos 60 anos, e pouco menor do que 30% para mulheres e quase 50% para homens, na faixa dos 80 anos.

“A vacinação tem que continuar a ser realizada, é claro. Mas é preciso fazer algo mais, no intuito de melhorar a resposta vacinal”, comentou Bueno. “Um procedimento testado em grupo controlado de idosos no Japão foi substituir a dose única anual de vacina contra influenza por duas ou três doses menores, escalonadas em intervalos de seis ou quatro meses. O parcelamento da vacina estimula o sistema imune várias vezes. E, aparentemente, isso tem um efeito melhor do que a ministração da dose inteira de uma vez só.”

Apesar de poder ser aprimorado, seguindo talvez o exemplo do Japão, o sistema de vacinação pública adotado no Brasil, baseado em campanhas maciças, é melhor do que o de alguns países europeus. Na Espanha, por exemplo, a rede pública só vacina os idosos quando estes se encontram hospitalizados.

Na investigação do eventual emprego da P.acnes como adjuvante vacinal, a pesquisa contou com a colaboração da professora Ieda Maria Longo Maugéri, da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Unifesp, que conduz atualmente o estudo “Efeito adjuvante da Propionibacterium acnes e de sua fração polissacarídica purificada sobre a imunogenicidade de uma vacina para o vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1)”, também apoiado pela FAPESP.

“Verificamos que a P.acnes aumentou discretamente a proliferação de linfócitos B [produtores de anticorpos]. Mas o mesmo não ocorreu em relação aos linfócitos T [produtores de citocinas e estimuladores de outras células]”, disse Bueno.

“É provável que a P.acnes tenha estruturas capazes de se ligar aos receptores do tipo toll dos linfócitos B, induzindo, assim, sua proliferação. Já no caso dos linfócitos T, eu acredito que seja preciso haver células dendríticas [apresentadoras de antígenos] intermediando o processo para que o antígeno presente na bactéria inativada possa ter o efeito adjuvante desejado. Então, para um aumento da resposta vacinal, além da P.acnes, a vacina precisaria conter também células dendríticas”, conjecturou a pesquisadora.

Além dos resultados obtidos, o projeto possibilitou que Valquiria Bueno e colaboradores estabelecessem uma ampla rede de contatos com pesquisadores de outras instituições, como o grupo que desenvolve o Estudo Sabe, coordenado pela professora Maria Lúcia Lebrão na Universidade de São Paulo, e o Institute of Inflammation and Ageing, dirigido pela professora Janet Lord, na Universidade de Birmingham, Reino Unido. Uma colaboração entre a equipe brasileira e a equipe britânica está atualmente em curso, apoiada pela FAPESP mediante convênio com o British Council e o Newton Fund. Os times parceiros estão finalizando a redação de um livro, The Ageing Immune System and Health, previsto para ser publicado ainda em 2016 pela editora Springer, e organizando o workshop “Ageing and health: how to get there?”, agendado para 16 a 18 de março na Unifesp. 


José Tadeu Arantes | Agência FAPESP

Fonte:
 

Alegria também pode provocar doença no coração, indica estudo suíço

Um estudo suíço concluiu que dores no peito e falta de ar podem ser causadas não apenas pelo estresse emocional despertado por momentos de raiva, tensão e pesar, mas também pela alegria.

De acordo com pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique, pelo menos 1 entre cada 20 casos da cardiomiopatia de Takotsubo, uma alteração no ventrículo esquerdo do coração ligada ao estresse, é causado por alegria em excesso. As conclusões foram divulgadas na publicação científica European Heart Journal.

A condição costuma ser temporária – os pacientes geralmente se recuperam.

O estudo do hospital analisou 1.750 pacientes. Os médicos descobriram que alguns deles apresentaram problemas cardíacos causados por uma série de ocasiões felizes, entre elas:
  • Uma festa de aniversário
  • O casamento de um filho
  • Um reencontro de amigos após 50 anos
  • Tornar-se avó
  • A vitória de uma equipe esportiva
  • Ganhar em um cassino
  • O resultado positivo de um exame de saúde
Segundo os pesquisadores, a maioria dos casos era de mulheres que passaram pela menopausa.

Image copyright iStock
Image caption Doença é conhecida como 'síndrome do coração partido'
Jelena Ghadri, uma das cientistas, disse que o estudo revelou a existência de mais mecanismos por trás da cardiomiopatia de Takotsubo, desafiando o estereótipo de quem sofre da doença – geralmente definido como paciente da "síndrome do coração partido".

"A doença também pode ser causada por emoções positivas. Os médicos precisam estar a par de que pacientes que chegam à emergência de um hospital também podem estar sofrendo da síndrome de Takotsubo mesmo depois de um evento feliz."
Ghadri afirma que os resultados sugerem que tristeza e alegria compartilham o mesmo "caminho emocional" que leva à doença.

Fonte:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160305_alegria_coracao_mal_estudo_fd BRASIL 

Confira as 5 matérias mais visitadas no blog no mês de fevereiro/2016

CFMV forma grupo de trabalho responsável por elaborar propostas relacionadas a biotérios

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou, em janeiro, portaria que cria o grupo de trabalho responsável por apresentar propostas de treinamentos, Resoluções e outras ações relacionadas a biotérios. O GT Biotérios será formado pelos médicos veterinários Klena Sarges Marruaz da Silva, que presidirá o grupo, Marcelo Alves Pinto e Vítor Valério Maffili.

Entre os objetivos estão a elaboração de proposta de treinamento de médicos veterinários para atuar na área, além do treinamento dos profissionais para serem responsáveis técnicos em biotérios. O GT também vai contribuir com conteúdo para o Projeto Arca – Banco de Conhecimento da Medicina Veterinária e Zootecnia que será lançado pelo CFMV.

O presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, ressalta que a formação dos grupos de trabalho dará início a uma nova fase de planejamento do Conselho Federal. “A maior capilaridade nos proporcionará um trabalho com mais profundidade e aprimoramento, pois são profissionais que trarão seus conhecimentos para socializar com profissionais, estudantes e a sociedade brasileira”, afirma.

O GT deve concluir seus trabalhos até o dia 30 de julho de 2016.

Diretriz Brasileira que estabelece princípios para uso de animais com fins científicos

 Foi divulgada no último dia 03 de fevereiro a publicação da versão mais recente da Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais em Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica (DBCA), do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O objetivo da DBCA é apresentar princípios de condutas que permitam garantir o cuidado e o manejo éticos de animais produzidos, mantidos ou utilizados para fins científicos ou didáticos.

Os princípios devem orientar pesquisadores, professores, estudantes, técnicos, instituições, Comissões de Ética no Uso de Animais (Ceuas) e todos os envolvidos no cuidado e manejo de animais utilizados em ensino ou pesquisa.

A Resolução Normativa nº 30 de 2 de fevereiro de 2016, que baixou a Diretriz, entrou em vigor na data de sua publicação.