terça-feira, 1 de março de 2016

Prática de exercícios reduz tumores em animais analisados em laboratórios,


Segundo o estudo da Universidade de Copenhague, a adrenalina ajudou a extinguir cânceres que abatiam o pulmão, fígado ou a pele em ratos de laboratórios. Para observar esse processo, os cientistas estudaram como as células exterminadoras naturais dos ratos (Células NK, em inglês) reagiam com a adrenalina gerada ao correr.

Quando estimulada por exercícios, as células NK foram encaminhadas rapidamente à corrente sanguínea e atacaram as células cancerígenas. Tudo com a ajudinha de uma dose de adrenalina. Por outro lado, as NK de ratos preguiçosos foram menos efetivas em combate. Comumente, essas células são estimuladas para reagirem contra o crescimento de câncer em pacientes.
 

Para Pernille Hojman, autora do estudo, os testes realizados em laboratório podem ajudar na forma como observamos a evolução de um câncer em seres humanos. "Sempre recebo essa pergunta de pacientes com câncer: eu devo me exercitar? Nossos dados mostram que é benéfico praticar exercício físico com alguma intensidade", explica a doutora.

Fonte:
 

Cidade nos E.U.A. investe em transporte coletivo movido a biodiesel


“Se todos os ônibus em Ohio fossem convertidos para biodiesel reduziríamos os poluentes climáticos prejudiciais em 90% por dia. Assim você poderia ter o menor impacto ambiental possível”, disse Ashok Kumar, professor da Universidade de Toledo – especializado em bioquímica.

Os benefícios proporcionados pelo biocombustível podem ser percebidos na melhora do trânsito e na conservação dos motores dos ônibus que circulam diariamente na cidade de Toledo no estado de Ohio.

“Você está colocando mais veículos na estrada com capacidade para 30 pessoas e tirando carros que teriam, muitas vezes, um único motorista”, disse Steve Atkinson – diretor de marketing da TARTA – empresa responsável por administrar os ônibus que utilizam o biocombustível.

Grande parte do dinheiro concedido a Universidade de Toledo e a TARTA , para utilização e produção do biodiesel, vieram de subvenções federais. Recentemente a TARTA adquiriu dois ônibus híbridos também com subsídios. O processo torna-se mais simples e dispensa a manutenção na frota já existente.

“Com um impacto positivo muito maior sobre o meio ambiente, porque seria difícil convencer as pessoas a utilizarem biodiesel?, disse o professor Kumar. “Muitas cidades do mundo têm problemas graves de poluição”, complementou Atkinson.

Pequim já publicou diversos alertas sobre sua poluição atmosférica, assim como outras cidades da Europa. “Na China, se eles apostarem na conversão de sua frota, e começarem a utilizar biodiesel, com certeza haverá uma grande redução”, disse o professor Kumar.

Em veículos como ônibus e caminhões são permitidos até 20% de biodiesel. Junto com um ar mais limpo, a empresa passou a realizar a manutenção de seus ônibus com menos frequência.” A TARTA continuará a investir no biodiesel para sua frota também por conta da economia de custos”.

O Professor Kumar elenca quatro benefícios essenciais para a utilização do biodiesel no estado: O aumento dos postos de trabalho no noroeste de Ohio, uma redução de importação do petróleo estrangeiro, e é claro, a redução dos poluentes atmosféricos e a reutilização de óleos que seriam descartados.


Fonte:
 

Óleo de fritura (sim, aquele que usamos em casa) é transformado em Biodiesel

 Já pensou em aplicar o óleo que você usa na cozinha no tanque da sua picape, SUV, caminhão ou ônibus movido a diesel? No que depender de pesquisadores mineiros, essa ideia poderá ser colocada em prática num futuro bem próximo. Projeto desenvolvido pelas universidades de Itaúna (UI) e Federal de Minas Gerais (UFMG) propõe o reaproveitamento de óleos e gorduras residuais para produzir biodiesel. A ideia, nascida em 2008 com a primeira usina móvel de biodiesel do mundo, ganhou corpo com a fusão de processos mecânicos e químicos de produção que a tornaram viável. Como consequência, quatro patentes foram registradas. Duas grandes empresas já se mostram interessadas e uma startup foi criada com foco no desenvolvimento da tecnologia.

São várias as vantagens do biodiesel de óleo de fritura (sim, aquele que usamos em casa) em relação ao diesel de petróleo: renovável e isento de enxofre, esse biodiesel pode ser usado em motores diesel sem necessidade de adaptação dos veículos. Além disso, apresenta maior lubrificamento, acarretando maior vida útil do motor, e polui 80% menos na emissão de gases de efeito estufa, aponta o coordenador do projeto Bchem – Novas tecnologias para a produção mais eficiente de biodiesel, o engenheiro mecânico Alex Nogueira Brasil.

Quando se fala em biodiesel produzido a partir do óleo de fritura, o pesquisador lembra também que o resíduo da cozinha deixa de ser descartado no meio ambiente. Apenas no Brasil, são gerados cerca de 5,5 bilhões de litros de óleo de fritura por mês. Menos de 5% desse resíduo é reciclado ou tem destinação ambiental correta. E o mais grave: um litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água potável, dados alarmantes que apontam a importância do desenvolvimento de estudos como esse.


 

Aqui, material passa por tratamento e sua qualidade é avaliada no laboratório (foto: divulgação/BCHEM) 

O mercado de biodiesel atual já oferece processamento de óleos vegetais naturais para produção em grande escala. Mas não aproveita matéria-prima de baixo valor agregado, como os óleos residuais do processo de fritura de alimentos, salienta Alex Brasil. “As tecnologias usadas atualmente não permitem a utilização de óleos de baixa qualidade, como os de fritura e gordura animal. O biodiesel é produzido geralmente com óleo refinado de soja. Começamos a nos perguntar se era possível trabalhar com resíduos. Partimos para a execução do projeto, feito em parceria com a UFMG”, conta o engenheiro mecânico.

Durante a fase de desenvolvimento, a Universidade de Itaúna entrou com o reator ultrassônico que transforma biodiesel (processo mecânico), enquanto a equipe liderada pelo professor Rochel Montero Lago, do Grupo de Tecnologias Ambientais da UFMG, desenvolveu novos catalisadores para trabalhar com o óleo de maior acidez (processo químico). Participam dos trabalhos alunos dos cursos de graduação de engenharia mecânica, engenharia de produção e engenharia civil.

A primeira fase, ainda anterior à participação da UFMG, foi marcada pela identificação do problema e início do desenvolvimento da tecnologia. Com investimento do grupo minerador Minerita, sediado em Itaúna, Região Centro-Oeste de Minas Gerais, foi lançada em 2008 a primeira usina móvel de biodiesel do mundo, com capacidade para produzir 30 mil litros/mês. A usina rodou mais de 20 mil quilômetros no Brasil, participando de congressos, feiras e eventos. Durante a etapa, destinou todo o biodiesel produzido para o abastecimento dos caminhões e ônibus que transportam os funcionários da mineração.
Em 2008, foi criada a primeira usina móvel de biodiesel do mundo, que rodou mais de 20 mil quilômetros pelo Brasil (foto: BCHEM/Divulgação )
Produção


A parceria firmada entre as universidades promoveu uma fusão de tecnologia na produção de biodiesel por irradiação ultrassônica com catalisadores heterogêneos nano modificados. A aplicação está inserida no desenvolvimento da tecnologia – usina e processo –, com ênfase em um processo de elevada sustentabilidade técnico-econômico-ambiental, permitindo o uso de matérias-primas de baixo valor agregado. O trabalho de pesquisa e inovação tecnológica já rendeu ao grupo o depósito de quatro patentes no Brasil e nos Estados Unidos: reator ultrassônico, usina de biodiesel, processo produtivo e catalisador heterogêneo.

Em dezembro, o trabalho foi o primeiro colocado da 3ª Feira de Ciências e Inovações Tecnológicas (Feicintec) promovida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG). “Hoje, temos tecnologia certificada para produção de biodiesel em pequena escala, a um baixo custo que permite transformar matéria-prima de baixa qualidade, principalmente óleo de fritura de alimentos, em biodiesel que atenda às especificações legais”, garante Alex Brasil. Além da Minerita, o projeto conta com a participação da rede de supermercados Verdemar, de Belo Horizonte, e aguarda definição para uso do biodiesel na fábrica da Fiat Automóveis S/A, em Betim, com extensão para alunos da PUC Minas. De acordo com a Fiat, para confirmar o projeto oficialmente faltam apenas conversas formais. Mas busca novos parceiros, como empresas de transporte de cargas e de passageiros, cujo diesel é uma das principais fontes de custos de operação.

Desenvolvimento

Alex Brasil destaca ainda a importância da participação dos estudantes no desenvolvimento e apresentação dos trabalhos. “A universidade é o momento de experimentar, de mostrar aquilo de que são capazes, criando tecnologia e ferramentas que representem avanços palpáveis e sirvam à população em geral.” Depois de participar e vencer competições de empreendedorismo, Alex Brasil, Rochel Lago e André Brasil decidiram criar a startup BChem Solutions, como foco de trabalho na área. Os pesquisadores agora aguardam a certificação do combustível junto à Agência Nacional do Petróleo. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


 


Fonte: ESTADO DE MINAS

Biodiesel - Uma proposta que une sustentabilidade e saúde pública

 As mudanças do clima batem à nossa porta já há alguns anos. Os períodos de estiagem por que passam as regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, a emergência de doenças transmitidas por insetos vetores e as ilhas urbanas de calor compõem um retrato do que se afigura no futuro próximo. Dada a gravidade da situação, vários países, notadamente do G7, propuseram a não utilização de combustíveis fósseis até o final deste século.

As fronteiras tecnológicas para atingir esta meta não são triviais. Felizmente, nosso país possui condições para enfrentar o desafio imposto pela deterioração do clima da Terra. Nesse contexto, os biocombustíveis são a alternativa mais rápida e eficiente para enfrentar a gravidade da questão ambiental. Eles emitem quase nenhum gás de efeito estufa e, ao mesmo tempo, exibem menor emissão de poluentes tóxicos de efeito local, nas cidades.

Alguns esclarecimentos são necessários aqui. Os gases responsáveis pelo aquecimento global exibem uma vida média de décadas, ou seja, medidas de redução da sua emissão terão efeito após muito tempo. Por outro lado, os mesmos processos de combustão de onde resultam gases que promovem aquecimento global emitem, simultaneamente, poluentes com tempo de residência na atmosfera bastante reduzido, porém capazes de promover danos à saúde humana, notadamente o material particulado fino.

Em outras palavras, fontes de combustão provocam aquecimento global pela emissão de CO² e metano (de longo prazo), bem como partículas finas com efeito nocivo à saúde. Neste cenário entram como solução os biocombustíveis, notadamente o biodiesel.

Nas cidades brasileiras, os veículos movidos a diesel são responsáveis por mais da metade da poluição por essas partículas finas, o poluente mais consistentemente associado com mortalidade precoce por doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer do pulmão. Quanto maior a mistura de biodiesel, menor será a emissão de gases de efeito estufa (de efeito global) como também de partículas finas tóxicas, com efeito local.

Resumindo, sustentabilidade e saúde caminham juntas num caminho virtuoso. Vejamos um exemplo simples. O aumento ocorrido de 5% para 7% de biodiesel no litro do diesel será, em condições muito conservadoras, capaz de evitar cerca de 2.100 mortes prematuras, apenas nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro nos próximos 10 anos. Em outras palavras, 2% de acréscimo de biodiesel será equivalente, em termos de saúde pública, a algo semelhante a evitar a mortalidade por dengue nestas duas regiões.

Fica claro, portanto, que medidas muito simples de mudanças de políticas energéticas implicam em significativas melhoras na saúde humana. Por outro lado, caso a proporção de biodiesel na mistura do diesel seja elevada para 20%, nos próximos dez anos seriam evitadas cerca de 13.000 mortes prematuras somente em São Paulo e Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, seriam economizados mais de R$ 2 bilhões em custos de internações hospitalares e mortalidade prematura. Quando se leva em conta as demais regiões metropolitanas do país, os números são ainda maiores, embora menos precisos devido à precariedade de dados.

Concluindo:

a) Biocombustíveis reduzem a emissão de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, emitem menos poluentes tóxicos de efeito local;

b) Os motores diesel emitem mais da metade das partículas finas, o poluente mais consistentemente associado à mortalidade precoce por doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer;

c) No presente cenário, o aumento da proporção de biodiesel ao diesel atende, simultaneamente, a questões de aquecimento global e promove significativos benefícios à saúde humana;

d) Além destes benefícios à saúde humana, são significativos os ganhos econômicos decorrentes do aumento da proporção do biodiesel ao diesel.

Paulo Hilário Nascimento Saldiva.
Faculdade de Medicina /USP


Fonte:

Vídeo que trata da mobilidade urbana na Região Metropolitana de S.Paulo está no ar


O filme institucional do processo de elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI-RMSP), entrou no ar na última segunda-feira (15). Está disponível na plataforma do PDUI (www.pdui.sp.gov.br).

O vídeo trata da mobilidade urbana na RMSP, uma das questões metropolitanas previstas no Plano, que contempla também temas como habitação, desenvolvimento urbano e econômico, meio ambiente, recursos hídricos e saneamento, entre outros.

O Estatuto da Metrópole (Lei federal 13.089, de janeiro de 2015) determinou que todas as regiões metropolitanas do país aprovem seus PDUIs até o início de 2018. No caso da RMSP, o trabalho de construção do plano é coordenado pela Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) e envolve a Prefeitura de São Paulo e dos outros 38 municípios que integram a Região, além da sociedade civil.


Fonte:
 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Hoje é 29 de Fevereiro! Veja cinco curiosidades históricas sobre os anos bissextos

365,2422 dias - é este o tempo que a Terra leva para dar uma volta completa em torno do Sol.
No atual calendário ocidental, adotado no final do século 16, um ano tem 365 dias. Para manter nossos relógios em sincronia com a Terra e suas estações, os 0,2422 que sobram - ou 5 horas, 48 minutos e 46 segundos - são somados, resultando em um dia extra a cada quatro anos.
É o que ocorre neste ano de 2016, que terá 366 dias.

Veja cinco curiosidades sobre anos bissextos:

1. A culpa é dos romanos Sob o domínio de Júlio Cesar, no primeiro século a.C., astrônomos receberam a tarefa de melhorar o calendário romano antigo, que tinha 355 dias por ano com um mês extra de 22 dias a cada dois anos. Acreditava-se que o calendário havia se desencontrado completamente das estações.


Hulton Archive  

 Ano bissexto foi criado na época de Júlio Cesar, no século 1 A.C.

Assim foi criado o ano de 365 dias, com um dia a mais em alguns anos para incorporar as horas extras - dando origem ao ano bissexto.

O mês que levava o nome do estadista - julho, que antes era "quintilis" - tinha 31 dias, enquanto agosto, que antes era conhecido como "sextilis", tinha apenas 30.

De acordo com os escritos de um acadêmico parisiense do século 13 chamado Sacrobosco, quando Augusto virou o primeiro imperador do recém-estabelecido Império Romano, ele queria um mês dedicado a ele - e um que tivesse a mesma importância para Julio César.

Então fevereiro, que tinha 29 dias ou 30 nos anos bissextos, passou a ter 28 dias - o dia "perdido" foi para o mês de agosto, que ficou com 31.

Houve outros ajustes ao longo dos anos.

Em 1582, foi elaborado o Calendário Gregoriano, que definiu novas regras para o cálculo dos anos bissextos. A parti daí, seriam bissextos apenas os anos múltiplos de 400 e os múltiplos de 4 e não múltiplos de 100. Exemplo de anos bissextos: 2000, 1600, 2
016, 2012, 2004. Exemplo de anos não bissextos: 1700, 1800 e 1900.

2. Revolução dos trabalhadores

Se você ganha por mês, anos bissextos são más notícias.
Tecnicamente você está trabalhando um dia a mais sem receber por isso, já que o salário anual é o mesmo em anos com 366 dias.
Mas há um tema mais complexo por trás disso, já que avaliar o impacto econômico em anos bissextos é complicado.
A maioria das pessoas que lidam com estatísticas usa números arredondados para medir variáveis econômicas, como PIB, para fazer todos os fevereiros comparáveis.
Então fevereiro é considerado um mês com 28 dias acrescido de um quarto de um dia todo ano, sendo bissexto ou não.
Isso levou um professor de ensino médio de Maryland a dar início à "Revolução Sem Trabalho em Ano Bissexto" em 2008, embora a campanha ainda não tenha se materializado em um feriado extra por ano em nenhum lugar no mundo, como ele defende.
Alguns também poderiam dizer que trabalhadores recebem mais do que deveriam em fevereiro, já que esse mês é mais curto que os outros.
Mas a ideia de compensar por uma perda econômica de ter um dia extra no ano existe há cerca de um século.
Entre as alterações do calendário atual que foram propostas durante os séculos, uma das mais populares foi o chamado "Calendário Mundial", criado em Nova York em 1930, que queria mudar o 29 de fevereiro (do ano bissexto) para 31 de junho e transformar a data em feriado mundial.

3. Resoluções de ano bissexto

De forma mais modesta, pequenas "revoluções" estão sendo feitas por pessoas que agem para "retomar o dia" e gastam as horas extras com trabalhos voluntários e ajudando os outros.

"Doe seu dia a mais para caridade", diz a instituição Easyfundraising.org e muitas outras, principalmente na Europa e nos EUA.

Há campanhas para fazer as pessoas doarem, participarem ou arrecadarem fundos para diferentes causas, de pesquisa sobre câncer a atividades de extensão em universidades.

A chave, dizem as instituições de caridade, é que os chefes concordem em dar aos empregados o pagamento do dia 29 - mas, nem precisa dizer, quase nenhum quer fazer isso.

No Twitter, participantes estão usando a hashtag #ExtraDay (dia extra) e #LeapDay2016 (Dia bissexto 2016) para dizer o que estão fazendo.

Além da filantropia, outros usam o dia extra para agilizar planos de negócios atrasados.

Getty
Para alguns, dia extra serviria para trabalho voluntário
Este ano, a agência de marketing digital escocesa Attacat tentará fundar uma nova empresa, do zero, em um único dia. Os funcionários não vão saber o que o que será a nova empresa até chegarem ao trabalho hoje.

"Como muitos empreendedores, tive muitas ideias de start-ups ao longo dos anos, mas nunca tive tempo para colocar as ideias em ação... então tive essa ideia", diz Tim Barlow, diretor-gerente.

"E não estamos falando sobre algo que está aqui hoje e não estará amanhã. Estamos nos esfo
rçando para criar um negócio que dure."

4. Feliz aniversário - a cada quatro anos

Quando falamos sobre esta anormalidade do calendário, fica claro que os mais afetados por isso são os aniversariantes de 29 de fevereiro.

Eles só podem comemorar o aniversário "mesmo" a cada quatro anos. Muitos se acostumaram a comemorar no dia 28, mas dizem que não é a mesma coisa.

"Quando criança, era um problema. Agora me acostumei e acho divertido quando conto para os outros", disse à BBC o grego Dimitrios Michalopoulos.

As chances de nascer no dia 29 de fevereiro são relativamente pequenas - 1 em 1.461.

Atualmente, cerca de 4,1 milhão de pessoas fazem aniversário neste dia.

O cartunista Jaguar, o compositor italiano Rossini, o papa Paulo 3º e o rapper Ja Rule são algumas figuras públicas nascidas neste dia.

A boa notícia é que todos os bebês nascidos no dia 29 podem ter uma festa para ele na cidade de Anthony, no Texas (EUA).

A autoproclamada "Capital do Ano Bissexto" tem um festival de quatro dias que inclui um grande jantar de aniversário para os nascidos em 29 de fevereiro.

5. Mulheres de joelhos


No credit 
No séc. 19, mulheres eram incentivadas a fazer pedidos de casamento com cartões postais
Em alguns países, anos bissextos são associados a rituais e crenças - muitos tem a ver com casamentos.

Na Grécia, por exemplo, casais evitam se casar em anos bissextos porque eles acreditam que isso traz azar.

Mas, em vários outros países, o dia 29 de fevereiro é conhecido como aquele em que mulheres pedem homens em casamento.

O costume não chegou no Brasil, mas se popularizou no século 19. Mulheres eram incentivadas a fazer pedidos com cartões postais, mas as origens da tradição não são tão conhecidas.

Dizem que a tradição vem do século 5, quando uma freira irlandesa chamada Santa Brígida reclamou com São Patrício que as mulheres tinham que esperar muito até que os pretendentes fizessem os pedidos.

A lenda diz que São Patrício expediu um decreto que deu às mulheres o direito de fazer o pedido a cada quatro anos.

Outra história, mais duvidosa, diz que a tradição vem de uma antiga lei escocesa.

No filme 'A Proposta', Sandra Bullock, Ryan Reynolds e a tradição do ano bissexto
A rainha Margaret da Escócia estaria por trás de uma lei de 1288 que permitiu que mulheres solteiras tivessem a liberdade de fazer pedidos de casamento durante o ano bissexto; os homens que recusassem eram multados. Mas acadêmicos não encontraram provas desta lei em suas pesquisas.

Alguns veem esta ligação de pedidos de casamento com ano bissexto como um símbolo das mulheres por direitos iguais aos homens, enquanto muitos acham o contrário, como uma forma de reforçar os papéis tradicionais de gênero.

Em 1904, a colunista Elizabeth Meriwether Gilmer, uma das mais populares jornalistas mulheres de seu tempo, escreveu: "Uma prerrogativa para as mulheres nos anos bissextos, como a maioria das suas liberdades, é apenas uma zombaria glamourosa".

Fonte:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160229_ano_bissexto_gch_lab BRASIL 

Confira os bichos que são tão perigosos quanto os animais mais temidos da natureza

 São famosos os casos de ataques de tubarões, grandes felinos, jacarés e crocodilos contra humanos.
Já foram relatados também casos de ataques de hipopótamos e elefantes enfurecidos, que saem destruindo tudo que encontram em seu caminho.
Mas existem outros assassinos no mundo animal que são bem menos conhecidos. Veja abaixo seis deles.

1. Tênia

As tênias causam uma doença intestinal chamada teníase, transmitida pelo ovo das larvas. O mal é contraído pela ingestão de alimentos como carne de porco ou bovina contaminadas e que não foram bem cozidas. A transmissão pode ocorrer também pelo contato com fezes ou água contaminados.

Os problemas de saúde causados pela tênia transmitida pela carne bovina não são tão graves. Mas a tênia presente na carne de porco pode causar graves dores de cabeça, cegueira e até a morte.

Estima-se que as doenças causadas pela tênia ingerida na carne de porco matem cerca de 1,2 mil pessoas por ano, a maioria na Ásia, África Subsaariana e América Latina.
Se os ovos das larvas se desenvolvem no sistema nervoso central, também podem causar uma forma de epilepsia.

2. Lombriga intestinal

Acredita-se que cerca de 1 bilhão de pessoas estejam infectadas com esse parasita que causa ascaridíase, uma doença presente no mundo todo.

Esse verme vive nos intestinos e espalha seus ovos por meio de fezes infectadas. A ascaridíase é causada pela ingestão desses ovos.
Isso pode ocorrer quando a pessoa leva à boca dedos ou mãos contaminadas ou consome frutas e verduras que não foram cozidos ou lavados ou não tiveram as cascas retiradas cuidadosamente.
O verme adulto tem tamanho que pode variar entre 15 e 35 centímetros.

Pessoas afetadas por esta lombriga (do gênero Ascaris) não apresentam sintomas, mas as infecções mais graves podem causar bloqueio intestinal e afetar o crescimento de crianças.

Apesar de a ascaridíase ser tratável, os casos graves causam aproximadamente 60 mil mortes por ano, geralmente entre crianças, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

3. Caramujo de água doce

Neste caso, os assassinos não são os caramujos, mas sim os parasitas que ele carrega.
O contato com os caramujos de água doce pode causar a esquistossomose. É a segunda doença parasitária mais devastadora em países tropicais, ficando atrás apenas da malária.

A África é um dos continentes mais atingidos pelo problema.
De acordo com a OMS pelo menos 20 mil pessoas morrem devido à esquistossomose todo ano em todo o mundo.
Mas a Usaid, a agência de cooperação internacional dos Estados Unidos, calcula que o número é muito maior: mais de 200 mil mortes por ano.

4. Barbeiro

O barbeiro (Triatoma infestans) é o inseto que transmite a doença de Chagas.
É um inseto hematófago e é encontrado apenas nas Américas.
Ao picar a pessoa para sugar o sangue, o intestino do barbeiro se incha e obriga o inseto a defecar, depositando parasitas na pele da vítima.
Quando a pessoa se coça o parasita, o Trypanosoma cruzi, penetra na pele.

A OMS calcula que existam em todo o mundo entre 6 e 7 milhões de pessoas infectadas pelo parasita causador da doença de Chagas, a maioria delas na América Latina.

5. Mosca tsé-tsé

A mosca tsé-tsé transmite o tripanossoma causador da doença do sono.
Esta doença afeta, na maioria dos casos, pessoas pobres em áreas rurais e remotas da África e, se não for tratada, pode matar.

No entanto, muitos dos casos não são registrados.
Um século de esforços concentrados para controlar a doença conseguiu diminuir seus efeitos destrutivos. No meio da década de 1960 a doença já havia sido quase erradicada.

Mas voltou como uma epidemia que durou desde os anos 1970 até a metade da década de 1990.
A OMS estima que 65 milhões de pessoas correm o risco de contrair a doença e 20 mil estão infectadas.

Nas últimas etapas da infecção os parasitas entram no fluxo sanguíneo do cérebro e infectam o sistema nervoso central, causando confusão, falta de coordenação e a perturbação do ciclo do sono, sintoma que acabou dando o nome à doença.

6. Cachorros

Segundo a OMS as mordidas de cachorros causam a maioria das mortes por raiva entre humanos, com dezenas de milhares de casos registrados por ano.

A organização informou que, a cada ano, mais de 15 milhões de pessoas são vacinadas contra a raiva no mundo todo depois de terem sido mordidas por um cachorro, para evitar a doença.
A estimativa é que este procedimento evite centenas de milhares de mortes causadas pela raiva.

A raiva é uma doença viral infecciosa que afeta animais domésticos e selvagens e é transmitida para humanos através de mordidas ou arranhões, geralmente pelo contato com a saliva do animal.
Se não for tratada quase sempre é fatal.
Mais de 95% das mortes humanas causadas pela raiva ocorrem na Ásia e África.

Enquanto que os cachorros são historicamente associados com a transmissão da doença para humanos, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) afirmou que, entre os americanos, pode ser mais provável que as pessoas se contagiem através de gatos já que estes têm mais contato com os animais selvagens que originalmente transmitem a doença.

Fonte:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/151215_animais_assassinos_fn BRASIL