terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Veja quais são os tipos de coelhos Belier


Uma de suas características mais interessantes são suas orelhas caídas e sua docilidade. Mas, você sabe quantas sub-raças de coelho Belier existem? Em umComo queremos explicar quais são os tipos de coelho Belier, há grande variedade: o coelho Belier francês, Belier inglês, Belier holandês, Belier alemão, Belier de Cachemira ou o coelho Belier cabeça de leão.



  • Coelho Belier francês
    Este coelho é proveniente da França e Inglaterra; é o resultado de um cruzamento entre o Belier inglês e o gigante de Flandes ou o Borboleta. Estes coelhos em seus inícios eram selvagens, mas pouco a pouco foram domesticados pelo ser humano. O coelho Belier francês é um coelho de corpo largo, robusto, com musculatura firme e com ossos fortes. Suas características orelhas caídas, chegam à altura das bochechas, ainda que de tamanho são mais pequenas que a dos Belier ingleses. Seu peso oscila entre os 3 e 4 quilos.

    Imagem: elconejo.net
    Coelho Belier francês 
     
  • Coelho Belier inglês
    Ainda que sua origem seja desconhecida, situa-se no norte da África, que embora tenha temperaturas altas, as grandes orelhas fazem com que o sangue se esfrie antes. Mas chama-se coelho Belier inglês, porque foram os ingleses que o levaram primeiro à exposição. O coelho Belier inglês, é um coelho muito tranquilo sendo uma mascote ideal. Tem as orelhas longas, por isso devem ter cuidados especiais. Além disso, deve ter as unhas curtas para evitar feridas em suas orelhas ao se coçar. Seu peso oscila entre os 3 e 4,5 quilos.

    Imagem: elconejo.net
    Coelho Belier inglês  
     
  • Coelho Belier holandês
    O coelho Belier holandês é uma mutação entre o coelho Anão holandês, o Belier francês e o Belier inglês. Esse coelho tem um pescoço curto e patas grossas mas curtas. Tem um pelagem abundante e suave. Seu peso oscila entre os 1,5 kg e 2 kg. É o coelho Belier mais pequeno.

    Imagem: minifauna.com
    Coelho Belier holandês  
     
  • Coelho Belier alemão
    O coelho Belier alemão é um coelho robusto com um peso entre os 2 e 3 quilos. O coelho Belier alemão tem uma cabeça larga e achatada. Além das orelhas caídas tem outra característica que o torna único entre os coelhos Belier; ele tem uma espécie de coroa na cabeça mesmo onde se unem suas duas orelhas. Tem uma pelagem longa.

    Imagem: animaliafriends.blogspot.com.es
    Coelho Belier alemão 
     
  • Coelho Belier Cachemira
    O coelho Belier Cachemira é também pequeno, e costuma pesar 2 kg. Parece-se com o Belier holandês, mas diferencia-se pela sua pelagem, pois o holandês é mais longo e se estende por todo o corpo, sendo muito suave.

    Imagem: animaliafriends.blogspot.com.es
    Coelho Belier Cachemira 
     
  • Coelho Belier cabeça de leão
    O coelho Belier cabeça de leão, também é pequeno já que não costuma pesar bem mais de 2 kg. Parece-se com o Belier alemão. O nome cabeça de leão é devido às mechas de cabelo que cobrem sua cabeça como se fosse a cabeça de um leão. Sua pelagem é muito suave e lanosa.

    Imagem: conejosbelier.com
    Coelho Belier cabeça de leão 
    Fonte:

     


  • Após quatro meses, horário de verão termina no próximo fim de semana


    À meia-noite do próximo sábado (20), os relógios devem voltar ao normal, ou seja, serem atrasados em uma hora nos Estados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país.

    Foram quatro meses no sistema que agrada a alguns e deixa outros desanimados. O objetivo do horário diferenciado é reduzir o consumo de energia por empresas e indústrias. A população aproveita a intensificação da luz natural durante o verão e reduz o gasto de energia.

    Está prevista economia de R$ 7 bilhões para o setor elétrico brasileiro, com a redução de 2.610 megawatts no consumo. O horário de verão ocorre todos os anos, sem interrupções, desde 1985, com algumas diferenças nos Estados que aderem à mudança e também em relação aos períodos de duração. O primeiro horário diferenciado ocorreu entre 1931 e 1932, adotado pelo presidente Getúlio Vargas, com duração de cinco meses
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    Epidemia de Zika agiliza mecanismos de financiamento de pesquisa no país

    Se o saldo for positivo, pode surgir uma nova modalidade na indução de ciência no Brasil, com o uso do modelo fast track para casos emergenciais, diz Paolo Zanotto, coordenador da Rede Zika

    Enquanto os cientistas brasileiros se preparavam para uma eventual epidemia de chikungunya e desenvolviam métodos para diagnosticar rapidamente a doença, considerada altamente debilitante, o vírus Zika – até então visto como benigno e causador de uma espécie de “dengue light” – foi se espalhando no país de forma quase despercebida.
    Somente quando veio à tona sua possível associação com os crescentes casos de microcefalia na região Nordeste, em 2015, as atenções do país e do mundo se voltaram ao patógeno originário da Floresta de Ziika, em Uganda.
    O fato de o Brasil ter sido surpreendido por essa epidemia pode ter ao menos um aspecto positivo: a criação de mecanismos para agilizar o financiamento de pesquisas científicas no país. A avaliação foi feita pelo professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) Paolo Zanotto, que no último mês de dezembro ajudou a articular a chamada Rede Zika, uma força-tarefa para pesquisar e combater o vírus no Estado de São Paulo.
    Segundo Zanotto, quando a FAPESP, em dezembro de 2015, aprovou em questão de dias aditivos para projetos em andamento – de forma que parte das atividades fosse redirecionada para responder questões emergenciais relacionadas com a epidemia de Zika (Leia mais em: agencia.fapesp.br/22671/) – criou uma reação em cadeia em outros agentes indutores de pesquisa no Brasil.
    “A Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] viu o que a FAPESP fez ao aprovar rapidamente os aditivos para projetos já vigentes, o que encurta muito a velocidade de indução, irrigando com recursos o que precisa ser irrigado, e está buscando agilizar o processo. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) acompanhou esse processo e quer fazer o mesmo, em uma modalidade com financiamento fast track via FAPs [as fundações de amparo à pesquisa dos diversos estados] e via INCTs [Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia], ou seja, todos entenderam que não temos tempo a perder”, afirmou Zanotto.
    Se ao final da experiência o saldo for positivo, avaliou o professor do ICB-USP, pode surgir uma nova modalidade na indução de ciência no Brasil: um modelo fast track para casos emergenciais, acelerando processos de pesquisa e desenvolvimento
    “Quando temos problemas exponenciais, as respostas têm que ser exponenciais. E isso começou a ser bem entendido pelos gestores de ciência e saúde no Brasil”, disse.
    Esse e outros temas relacionados aos crescentes casos de Zika e de microcefalia no Brasil foram comentados por Zanotto em entrevista à Agência FAPESP.

    Agência FAPESP – Quais temas de pesquisa foram definidos como prioritários pela Rede Zika?  
    Paolo Zanotto – Temos uma visão parecida com a da União Europeia e do National Institutes of Health [NIH, principal órgão de pesquisa dos Estados Unidos]: o ponto crucial neste momento é criar ferramentas para diagnóstico rápido, capazes de discriminar o vírus Zika de outros arbovírus, como o da dengue. A parte de ácidos nucleicos [exames do tipo PCR, que identificam o DNA viral no sangue e servem para a fase aguda] está muito bem desenvolvida, mas precisamos de diagnósticos sorológicos [que identificam anticorpos contra o vírus mesmo após a fase aguda]. A segunda questão é entender essa relação do vírus com a microcefalia. São os dois temas fundamentais do ponto de vista da urgência. Depois há outros aspectos também importantes, como o desenvolvimento de uma vacina, estudos de entomologia, para entender a genética do mosquito e sua capacidade de infectar as pessoas. E tem a parte de controle biológico associado à entomologia. A BR3, uma empresa do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec) da USP, vem trabalhando com o Bacillus thuringiensis (BTI), uma bactéria cujo esporo acumula quatro toxinas letais para o Aedes. Isso é conhecido desde os anos 1980, mas o grande problema era como fazer o esporo sobreviver no ambiente. A BR3 criou uma estrutura chamada bio-oca. É uma pastilha que quando jogada na água vai para o fundo do criadouro e forma uma espécie de iglu, que aos poucos libera os esporos. Com a quantidade correta de pastilhas, cerca de 50% das larvas do mosquito morrem nas primeiras cinco horas e, depois, o nível de letalidade de 100% é mantido por 120 dias. Mas a questão do controle biológico, inclusive a produção de mosquitos transgênicos, enfrenta um problema de escalonamento. Ainda não há capacidade de produzir o material em quantidade elevada para atender a demanda. Outra parte importante do trabalho da rede é acompanhar o espalhamento do vírus. Pretendemos isolar os vírus circulantes, sequenciar e depois estudar a distância evolutiva entre eles em uma árvore de família para saber de onde vêm. Tem ainda a parte de genética humana: investigar fatores que podem influenciar na gravidade da doença. E a última tarefa, que é crucial do ponto de vista de saúde pública, é o acompanhamento de coortes de caso-controle, ou seja, no momento em que é confirmada uma gestação, fazemos o teste para o vírus Zika e continuamos acompanhando a mãe e o feto para ver o que acontece. Isso está sendo feito em Jundiaí, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e aqui em São Paulo. À medida que alguma das gestantes é infectada, muda a forma de seguimento. Depois que tiver ocorrido alguns ciclos completos de gravidez nessas populações vamos começar a entender, por exemplo, qual é o risco de uma mãe infectada por Zika ter um filho com microcefalia. Pode haver influência genética ou de exposição a outros agentes durante a gravidez, outros vírus.

    Agência FAPESP – A relação entre o vírus Zika e a microcefalia já está confirmada? Já se sabe como o vírus afeta o sistema nervoso?  
    Zanotto – O anúncio feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sugeriu que o vírus é culpado até provado inocente. É um raciocínio extremamente racional, mas inverte a forma como a ciência funciona. Geralmente, tentamos estabelecer a relação causal para depois determinar o que acontece em nível do processo. O que estamos tentando fazer: pegar o vírus Zika, jogar no sistema animal e mostrar que só com a exposição ao vírus ocorre desenvolvimento de doença equivalente à microcefalia. Depois infectamos células do sistema nervoso e avaliamos se o vírus sozinho causa um determinado tipo de morte celular. Em seguida, vamos destrinchando o problema e entendendo qual é o papel do Zika no tecido. A ciência progride assim. Mas, numa situação de risco, a gente tem de inverter um pouco as coisas. Quando há um problema em que a vida das pessoas está em risco é preciso tomar uma decisão de ação, assumir que o vírus é culpado até provado inocente. Há uma superposição espaço-temporal muito boa entre os casos da doença e, em seguida, os casos de microcefalia, tanto na Polinésia Francesa como no Brasil. No entanto, a presença do Zika no cérebro de um feto com microcefalia, abortado, foi demonstrada. 

    Agência FAPESP – Os casos de microcefalia que estão sendo associados ao vírus Zika são semelhantes aos associados a citomegalovírus (CMV), sífilis e outras doenças?  
    Zanotto – Parece haver um padrão próprio do vírus Zika, com algumas características semelhantes à da infecção por parvovírus B19 [causador de virose conhecida como eritema infeccioso], como as calcificações no tecido. Também há fatores semelhantes aos já observados na infecção por CMV, como a liquefação do tecido nervoso ocorrendo tardiamente na gravidez. Por volta do sétimo, oitavo mês, ocorre uma aparente destruição do tecido nervoso. O córtex, a parte de cima do cérebro, praticamente desaparece. Nos casos que estamos acompanhando, comprovamos que não houve infecção por CMV. Levamos em consideração todos os fatores de risco para malformação congênita.

    Agência FAPESP – Crianças pequenas também são suscetíveis a danos neurológicos se infectadas?  
    Zanotto – Não há evidência nesse sentido. Mas é preciso ficar atento, pois existe sempre o fator demográfico. À medida que mais pessoas são infectadas, manifestações severas começam a ser observadas. Não posso dizer com certeza que “não”.

    Agência FAPESP – Existe um período gestacional em que a infecção pode ser mais prejudicial?  
    Zanotto – Tenho conversado com pediatras e obstetras no Recife e parece haver certas fases críticas de desenvolvimento do cérebro. Por volta de 29 semanas, as células progenitoras de neurônios começam a se diferenciar em neurônios de forma muito rápida e esses neurônios começam a construir sinapses com outros neurônios. Ao mesmo tempo, os neurônios que não estão fazendo sinapses começam a sofrer apoptose [morte celular programada]. Estamos deduzindo, pelas observações de múltiplos casos, que essa semana 29 é importante. Isso precisa ser estudado com mais detalhes para saber qual é a janela de tempo que temos para entrar com uma terapia, por exemplo. Inicialmente, tínhamos a ideia de que talvez um evento que acontecesse no primeiro trimestre da gestação fosse mais perigoso. Depois, começamos a observar relatos de pessoas que faziam o exame morfométrico no sexto ou sétimo mês e a criança aparentemente não tinha problema. De repente, o cérebro literalmente se desmanchava. Sabemos também que a pessoa pode ter sido infectada no primeiro trimestre da gravidez e a complicação fetal surgir bem mais tarde. Precisamos entender como ocorre esse dano tardio.

    Agência FAPESP – O senhor acredita haver alguma relação entre a microcefalia e a vacina contra rubéola ou entre o surto de Zika com os mosquitos transgênicos como tem sido aventado em redes sociais?  
    Zanotto – O surto de Zika associado ao mosquito transgênico é uma fábula interessante, porque há alguma relação com uma pseudociência, mas vale ressaltar que o mosquito transgênico é macho e o macho não é portador do vírus e não infecta ninguém, pois ele não pica e se alimenta apenas em flores. Portanto, não faz sentido. O segundo aspecto também é falso, porque desconsidera completamente certos aspectos fundamentais em epidemiologia. Há uma questão espaço-temporal importante que precisa ser observada. Os lotes de vacina usados na Polinésia Francesa e no Brasil não foram os mesmos. E no Brasil, no caso de microcefalia registrado em São Paulo, há o histórico da paciente, que foi atendida na mesma Unidade Básica de Saúde (UBS) desde o seu nascimento, ou seja, sabemos quais vacinas lhe foram aplicadas e quando. No caso de surtos de dengue, por exemplo, há um espalhamento em gradiente. Para haver relação com a vacina, o mesmo lote tem que ser repassado de Pernambuco para Sergipe, Bahia, até São Paulo, da mesma maneira como os casos estão sendo registrados, e isso não está acontecendo desse modo. Se olharmos o padrão de microcefalia e ou síndrome de Guillain-Barré na Nova Caledônia, na Polinésia Francesa e no Brasil, os registros são de espalhamento viral. É questão de usar bom senso e ter mecanismos para poder argumentar de forma lúcida sobre esses aspectos.

    Agência FAPESP – O que já se sabe sobre outras possíveis formas de contágio além da picada de mosquitos do gênero Aedes?  
    Zanotto – Já existem dois casos identificados de transmissão por transfusão de sangue em Campinas. Na saliva, conseguimos detectar o vírus mais facilmente que no sangue. Na urina ele persiste mais tempo que no sangue. Mas casos de transmissão por essas vias ainda não foram confirmados. Existem três casos fortemente associados com transmissão sexual. São pessoas que viajaram para países onde há casos de Zika, manifestaram os sintomas quando regressaram ao país de origem, no qual não há o vetor, e infectaram o cônjuge. Então pode sim haver transmissão sexual. Mas a gente tem que tentar entender qual é a importância disso do ponto de vista epidemiológico. Se for um fator importante muda completamente o cenário. Mas também pode ser uma exceção, algo sem muito impacto na dinâmica de espalhamento.
    Agência FAPESP – O senhor acredita que a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil pode contribuir para disseminação do vírus pelo mundo? Zanotto – Tenho um pensamento ambíguo em relação a isso. Assim como a Copa do Mundo, a Olimpíada acontece no inverno e, em temperaturas mais baixas, os vetores têm dificuldade para manter populações suficientes para sustentar surtos. Claro que isso não vale para os estados do Nordeste e Norte, onde não há essa limitação climática. O número de picadas que a pessoa recebe no inverno também é muito mais baixo do que no verão e isso está diretamente relacionado com a probabilidade de infecção. Mas, por causa do fenômeno El Niño, estamos em um ano atípico, com muita precipitação, muita flutuação de temperatura. Esse é um fator que precisa ser considerado. Há outra questão importantíssima que é saber quais vetores o vírus está usando no país, se é apenas o Aedes aegypti ou também o A. albopictus ou outras espécies de mosquitos. Esses estudos começaram há pouco tempo.

    Agência FAPESP – Já há alguma evidência que mostre que o pernilongo ou algum outro inseto podem transmitir o vírus Zika? 
      Zanotto – Na árvore de família dos flavivírus tem um grupo que é vetorado pelo Culex [gênero ao qual pertence o pernilongo], como o vírus da encefalite japonesa, o vírus do Oeste do Nilo e o vírus da encefalite de São Luís. Em outro braço da família estão os vírus associados ao Aedes, como os causadores de Zika, dengue e febre amarela. No caso da dengue, não há evidência de transmissão por Culex, então eu não esperaria que fosse um problema no caso do Zika. Mas é preciso testar. Já o A. albopictus pode ser problemático. É uma das grandes preocupações dos países do hemisfério norte. Ele poderia espalhar o vírus em toda a região continental americana e entrar acima dos Pirineus e dos Alpes na Europa.
     
    Agência FAPESP – Por que o calor favorece os surtos de dengue, Zika e outras arboviroses?  
    Zanotto – O metabolismo do Aedes se acelera à medida que a temperatura ambiente sobe. Um aumento de 5 graus Celsius pode dobrar a velocidade de replicação do mosquito e fazer com que ele produza mais vírus em um menor tempo. Mas o vírus Zika é uma zoonose com comportamento atípico. No Senegal, tem sido observada sua presença ao longo de todo o ano desde a década passada. Na África, está sendo investigado qual é esse mecanismo de manutenção. Pode ser a transmissão vertical [quando a fêmea do mosquito põe ovos já infectados com o vírus] ou a presença de reservatórios virais com ciclos de reprodução mais rápidos, que não estão sendo detectados. Na África, há várias espécies de Aedes infectadas com o vírus Zika e percebemos que o patógeno se adapta rapidamente a cada vetor. É um vírus extremamente plástico, com capacidade adaptativa adequada para se tornar pandêmico.

    Agência FAPESP – O Brasil hoje tem condições para controlar o Aedes? Zanotto – O ministro da Saúde foi criticado por dizer que o Brasil está perdendo a guerra contra o Aedes, mas, na verdade, o mundo está perdendo essa guerra. Se olharmos o espalhamento do mosquito no globo, percebemos que ele conquistou toda a parte equatorial e tropical do planeta. Isso é um problema mundial, incluindo os países mais avançados. Talvez se possa pensar na eliminação do vetor, mas o mais adequado seria pensar no controle em locais onde seja possível diminuir significativamente a infestação, porque a diminuição significa número menor de surtos. Isso aconteceu, por exemplo, no Guarujá, em 2013, quando encontramos focos e fizemos intervenções, colapsando o surto causado pelo vírus dengue do sorotipo 4. Existem maneiras de se fazer intervenção em tempo real, detectar as pessoas virêmicas, incluindo sua localização espacial, criando mecanismos de ação localizados. É caro, mas é mais caro não fazer isso. Então existem mecanismos que podem ser feitos localmente, mas envolvendo a iniciativa privada, a academia, o governo e a sociedade.
    Agência FAPESP – Além dos quatro vírus mais associados ao Aedes, há possibilidade de transmissão de outros, como o Mayaro e o Oropouche? Zanotto – Sim, são vírus que estão no Brasil e têm um espalhamento razoável. Ao todo, são dois milhões de tipos de febres que ocorrem na região da Amazônia e não estão esclarecidos. A quantidade de agentes é gigantesca. O Aedes e sua proximidade com os demais vírus originários da África pode nos levar a ter que lidar no futuro com uma lista imensa de vírus, alguns deles extremamente perigosos. Atualmente, esses vírus já são bastante estudados. Nossa experiência com o Zika vai ser útil para pesquisas a serem desenvolvidas como parte de um convênio entre a USP, a Fiocruz e o Instituto Pasteur, que já tem inclusive uma área alocada na USP de São Paulo. Uma das atuações que teremos com o grupo com o qual colaboramos na África será começar, de forma proativa, a ter plataformas montadas de detecção molecular e sorológica desses vírus no Brasil. Se tivéssemos nos preparado para o Zika há dez anos, talvez a história fosse diferente. Precisamos aprender com essa situação. Esse momento nos fez mudar o entendimento sobre a importância de acompanhar os vírus de forma proativa, mesmo que eles não estejam no Brasil.

    Agência FAPESP – No caso do chikungunya, que já provocou morte no Brasil, há possibilidade de um surto grande como o do Zika? 
      Zanotto – Para o vírus da febre chikungunya, por exemplo, já estávamos mais preparados do que para o Zika. Existem métodos comerciais de detecção disponíveis. Parte disso é porque as manifestações desse vírus são muito mais severas. Há sete meses, acreditava-se que o Zika não seria um problema, pois a maior parte dos casos é assintomática. Mas a microcefalia mudou totalmente o patamar de gravidade desse agente. Sabemos de interações entre chikungunya e Zika, de cocirculação e sobreposição em várias partes da Ásia e do Pacífico, então é preciso entender melhor isso.

     Agência FAPESP – Se a maior parte das manifestações de Zika não é percebida, como uma mulher grávida pode lidar com essas informações? É possível pensar em um teste já no pré-natal?  
    Zanotto – Nesse momento, temos um pedaço da proteína do vírus que é útil para discriminar o Zika dos outros flavivírus. Esse material está chegando agora da África e sendo sintetizado pelo prof. Luis Carlos Ferreira, no ICB da USP, que está iniciando a produção de proteínas em bactérias para testar a reação do soro de nossos pacientes infectados por Zika. Se tudo funcionar bem, poderemos ter, em breve, um sistema para teste imunológico rápido. E isso pode ser extremamente importante, pois a mãe, no acompanhamento, poderá saber se já foi infectada algum dia por Zika. O cenário confuso gradualmente vai se dissipando, porque temos conseguido avançar rapidamente no estado, inclusive com bancos de sangue já reportando a presença de vírus (Leia mais em: agencia.fapesp.br/ 22657/). Enquanto não temos um ensaio simples e rápido que discrimine o Zika de outros arbovírus, somos obrigados a usar um teste mais demorado e soroneutralização, no qual infectamos as células com os vírus junto com soro de pacientes que, se neutralizarem a infecção, indicam que eles foram infectados por Zika. Temos feito muitas confirmações em termos acadêmicos, mas ainda não podemos fazer isso em massa para a população. Por isso, a chegada desses peptídeos e sua produção na USP pode nos ajudar a criar testes diagnósticos rápidos para todos.

    Agência FAPESP – A visibilidade que essa questão dá aos atores envolvidos propicia uma projeção internacional à pesquisa brasileira?  
    Zanotto – Há duas maneiras de medir esse avanço. Uma é a produção científica, que depende de acesso a materiais e recursos, inclusive físicos, para desenvolver os trabalhos. Há dificuldades, mas estamos nos organizando. A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] está auxiliando, facilitando a entrada de recursos e de materiais, como reagentes, que está funcionando bem. Temos um potencial enorme de geração de ciência no Estado de São Paulo. Por outro lado, tem um segundo componente crucial, que é o controle da epidemia. O fato de estarmos gerando esses dois componentes, conhecimento científico e controle, é importante. O Brasil vai dar uma grande contribuição, até porque é aqui que temos a maior quantidade de casos. Percebo, atualmente, pelas várias propostas que estão surgindo, as modalidades de interação, de financiamento da comunidade europeia, financiamento no NIH, que estão levando em consideração esse aspecto de que eles têm parceiros aqui, o que é muito bom para todos. No nosso caso, a postura é a de parceria, colaboração. A comunidade científica brasileira é desenvolvida e tem capacidade de lidar bem com isso, dadas as circunstâncias de uma boa estrutura, com a academia funcionando, bom financiamento, boas articulações entre as instituições para um trabalho em rede, e boas articulações internacionais, que são necessárias até pela velocidade de evolução de certas soluções fundamentais.

    Agência FAPESP – O que tem sido feito para acelerar os estudos relacionados à epidemia de Zika?  
    Zanotto – Estamos acompanhando alguns casos de microcefalia em São Paulo e pretendemos desenvolver pesquisa básica totalmente inserida num contexto de utilidade pública quase que imediata. Qualquer coisa encontrada, potencialmente útil, deve ser disponibilizada, pois pode ter repercussão no diagnóstico, no acompanhamento das mães. Nesse sentido, a Capes viu o que a FAPESP fez ao aprovar rapidamente aditivos para projetos já vigentes, o que encurta muito a velocidade de indução, irrigando com recursos o que precisa ser irrigado, e está buscando agilizar o processo. O Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação acompanhou esse processo e quer fazer o mesmo em uma modalidade com financiamento via FAPs e INCTs, ou seja, todos entenderam que não temos tempo a perder. Se fôssemos fazer os trâmites nos prazos convencionais, não teríamos tempo. A Capes está atenta a isso e quer tentar uma modalidade de fast track. A FAPESP fez isso e causou uma reação em cadeia em outros agentes indutores da pesquisa no Brasil. Isso é muito importante, pois criou mecanismos de agilização. Se isso tudo funcionar e tivermos no final dessa experiência um resultado positivo, podemos estar criando uma nova modalidade de atuação na indução de ciência no Brasil. Porque quando temos problemas exponenciais, as respostas têm que ser exponenciais. E isso começou a ser bem entendido pelos gestores de ciência e saúde no Brasil. 

    Por
    Karina Toledo e Samuel Antenor  

    Fonte:
     

    segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

    Como cuidar de um mini pig - Alimentação, adestramento e cuidados necessários

    Algumas pessoas não se sentem satisfeitas com os típicos animais de estimação, como o cachorro e o gato, e gostariam de experimentar cuidar de um animal diferente que possa de igual forma conviver consigo. Um exemplo dessas mascotes alternativas é o mini pig, adoráveis porcos pequenos que se podem revelar uma ótima companhia!




  • Como é o mini pig
    Está provado que os porcos são animais inteligentes, e essa é uma das razões que fazem deles bons animais de estimação. No entanto pode se revelar muito complicado ter em sua casa um porco de dimensões normais, pelo que a alternativa que agora está na moda são os mini pigs!
    Os mini pigs possuem, em média, 35cm de altura 20kg de peso. São animais extremamente afetuosos e se apegam com facilidade às pessoas, pois vêm-nos como seus semelhantes. Essa é uma das razões porque poucos resistem à doçura destes mini porcos!
    Podem viver entre 15 a 30 anos se bem tratados, e exigem a mesma atenção que um cachorro ou um gato, porém cuidados diferentes. Saiba quais neste artigo!

    Imagem: vemcamenina.com

    Como é o mini pig 
     
  • A alimentação do mini pig
    O porco, tal como os humanos, é um animal onívoro, mas isso não significa que você possa alimentar seu mini pig com as sobras das suas refeições, pois estas nem sempre incluem o que é necessário para o seu correto desenvolvimento. No máximo ofereça-lhe fruta, folhas, legumes e milho.
    O ideal é que alimente o seu mini pig com ração específica para mini pigs ou para leitões (ração 801). Você poderá adquiri-la em lojas de venda de produtos para animais ou agropecuárias.

    Imagem: catanduvafashion.blogspot.pt
    A alimentação do mini pig 
     
  • O adestramento do mini pig
    Os mini pigs conseguem ser mais inteligentes que alguns cães e, por esta razão, você poderá de igual forma adestrá-los para sentar, deitar e ir ter consigo quando você chamar o nome ele. Eles aprendem por meio de repetições e necessitam de uma aprendizagem contínua ao longo da vida.
    É comum as pessoas pensarem que os porcos são animais sujos, no entanto isso apenas acontece devido ao local onde muitos deles habitam: em pocilgas com lama. Você pode, com sucesso, ensinar seu mini pig a fazer as necessidades em locais próprios ou em idas à rua, nas quais você o pode passear com coleira. Isso fará uma grande diferença na hora de manter a mascote limpa!

    Imagem: micropig.com.br
    O adestramento do mini pig 
     
  • Cuidados com a pele do mini pig
    Os mini pigs são excelentes mascotes para pessoas alérgicas ao pelo, pois ele é praticamente ausente nestes animais!
    Sendo assim, neste caso a atenção deverá se voltar para a pele dos mini pigs. Ela é em muito semelhante à dos humanos, e isto significa que estes porquinhos podem se bronzear ou queimar devido à exposição solar. Por esta razão, aplique protetor solar no seu mini pig sempre que este sair à rua.
    De forma a complementar a limpeza, você pode dar banho ao seu mini pig até 3 vezes por semana e usando um shampoo neutro. Aplique regularmente creme hidratante para evitar que a pele do animal resseque, tal como faria com o seu corpo.

    Imagem: pinterest.com
    Cuidados com a pele do mini pig 
     
  • Outros cuidados com mini pigs
    É importante que a pessoa que adota um mini pig possua um quintal, jardim ou pequeno espaço exterior em casa, pois estes animais gostam de se divertir e exercitar ao ar livre. Isso é tão importante que alguns vendedores solicitam uma visita à futura casa do animal antes de fecharem negócio.
    Além disso deverá levá-lo ao veterinário 1 a 2 vezes por ano, para se assegurar de que o mini pig se encontra de boa saúde, recebe a vacinação e vermifugação necessárias. A primeira ida ao veterinário deverá ser cumprida quando o animal tiver entre 4 a 6 semanas de vida, de forma a lhe ser administrada a vacina contra Leptospirose e Erisipela suína.
    Por norma os mini pigs não gostam de ser pegados ao colo e, quando isso acontecem, podem emitir guinchos bem altos.

    Imagem: portaldoanimal.com

    Outros cuidados com mini pigs 

    Fonte:
     


  • Como deve ser a higiene do meu coelho

     Ter um coelho como animal doméstico pode ser muito gratificante quando sabemos como conviver com ele e sabemos como cuidá-lo de forma correta. Mas ainda que saibamos estes conceitos básicos para cuidar dele, é importante ter em consideração a higiene dele. Os coelhos passam a maior parte do dia limpando-se e lambendo-se, mas há aspectos sobre sua higiene que é importante não ignorar para que o nosso pequeno amigo permaneça saudável.



  • O banho
    O banho, a não ser que seja um coelho angorá, não é recomendável. Mas algumas vezes não há mais alternativa que dar-lhes banho para que se mantenham limpos. Lembre-se que se você decidir dar banho em seu coelho, não deveria fazê-lo mais de duas vezes por ano já que esta atividade produz neles um estresse muito grande e, além disso destrói a camada natural deles. Tenha em conta os seguintes aspectos:
    • Todo o processo do banho deve ser feito sem forçar seu coelho porque ele poderia se estressar muito. Dedique-lhe tempo e paciência.
    • Se decidir dar-lhe banho, que não seja em épocas de frio, é melhor quando fizer calor.
    • A temperatura da água deve ser morna.
    • Não molhe a cara dele para não entrar sabão nos olhos, nas orelhas, no nariz ou na boca.
    • Use um shampoo específico para coelhos ou, caso não encontre, um com ph neutro para bebês.
    • Enxague bem o sabão e seque com uma toalha até que esteja totalmente seco. Não use um secador porque ele pode se assustar e com o ar quente os olhos podem ficar irritados.
    Imagem: conejosenanos.org
    O banho 
     


  • As unhas
    As unhas dos coelhos crescem muito rápido, por isso o ideal é cortar as unhas uma vez a cada duas semanas. O cortador de unhas deve ser especial para animais, um exemplo é o cortador de unhas para gatos. É recomendável que a primeira vez seja feito pelo veterinário na sua presença, assim você aprende a fazê-lo. Mas iremos dar-lhe alguns conselhos de qualquer maneira:
    • Para cortá-las faça-o com ajuda de outra pessoa, é um momento delicado e o coelho pode se sentir incômodo e tentar fugir o tempo todo. Uma pessoa deve segurar firmemente o coelho no colo ou em cima de uma mesa e a outra cortar suas unhas.
    • Realize-o em um lugar bem iluminado para não cometer erros. Você deve cortar apenas a parte da unha e prestar muita atenção onde começa a parte da carne para não cortar esta parte que tem uma veia interior que não deve ser tocada no corte. Repare na parte esbranquiçada que é a unha e corte só um mínimo da cada unha. Respeite a forma da unha realizando o corte levemente inclinado. Se cortar mais do que o necessário, lave a ferida, tape a unha e vá ao veterinário.
    Imagem: elconejo.net
    As unhas 
     
  • A pelagem
    A pelagem do seu coelho é muito importante que fique bem limpa e escovada. A escovação deve incluir todas as partes do corpo do seu coelho (cabeça, dorso, patas, barriga...). Tenha em conta diferentes aspectos:
    • Escove-o uma ou duas vezes por semana até observar que foi eliminado todo o pelo morto. Isto é muito importante para que quando o coelho se lamba não engula pelo demais, já que se acumulam em seu estômago e ao se formarem as bolas de pelo que ele não consegue expelir podem causar-lhe problemas graves.
    • Dê-lhe feno que contém fibra que permitirá digerir o pelo e expeli-lo pelas fezes.
    • Nunca corte o pelo dele, caso se trate de um coelho de pelo curto. Caso se trate de um coelho angorá e se formem nós, leve-o ao veterinário para avaliar se é necessário ou se é melhor evitá-lo.



  • Olhos, orelhas, pele e dentes
    • Os olhos do nosso animal de estimação podem ter remelas secas ou úmidas que não têm importância e que podem ser retiradas com uma gaze esterilizada umedecida com água ou soro. Deve ser feito com cuidado e com nossas mãos limpas, caso contrário podemos passar-lhe germes que lhe podem causar irritação ou infecções. Se você vir que os olhos dele lagrimejam ou que supuram vá imediatamente ao veterinário.
    • Limpe as orelhas do seu coelho com uma gaze umedecida e com muito cuidado já que é uma zona delicada. Se encontrar alguma anomalia ou parasitas vá ao veterinário.
    • A pele do coelho é delicada, se você vir que está escamosa ou tem parasitas nas dobras do corpo, procure um veterinário.
    • Os dentes não requerem limpeza mas crescem continuamente e deve-se controlar para que cresçam de forma correta e sem anomalias. O feno ajuda a prevenir desvios. Se você observar algo estranho vá ao veterinário.


  • Os órgãos sexuais
    Trata-se de uma das zonas mais delicadas. Além disso, sujam com muita frequência já que estão em contato direto com os excrementos. Se seu coelho se sujar, você pode retirar os restos que se acumularem nas dobras à volta de seus órgãos sexuais e do ânus com uma lenço umedecido para bebês com muita delicadeza porque para seu coelho pode ser incômodo. Se não tiver lenços para bebês, você pode realizá-lo com uma gaze esterilizada umedecida em água morna.

    Fonte:
  • Quanto custa e onde comprar um chinchila

    O chinchila é um roedor muito presente nas residências como animal de estimação hoje em dia. Existem vários cuidados para manter o seu bem estar, referentes principalmente ao local onde ele vai morar. Para saber quanto custa e onde comprar um chinchila, o umComo.com.br vai dar algumas informações aos interessados em tê-lo.





  • Embora haja semelhanças do chinchila com coelhos e porquinhos-da-índia, a verdade é que esse roedor não tem parentesco com nenhum dos dois. De qualquer forma, hoje em dia, é possível encontrar o bichinho de estimação em diferentes locais, por isso, quanto custa vai depender de onde for adquirido, sendo que o valor fica entre R$ 120,00 e R$ 350,00 em média. A cor da pelagem e o sexo interferem no preço, sendo que as fêmeas valem mais.
  • Mesmo que possa ser adquirido até mesmo pela internet, em sites que vendem diversas categorias de produtos, diretamente com outros usuários, é importante saber como será feito o transporte e entrega do chinchila. Isso vai prevenir que ele sofra possíveis imprevistos durante o trajeto. Dessa forma, uma maneira mais segura de comprar um chinchila é diretamente com um criador – na internet estão disponíveis os endereços em diferentes estados brasileiros.
  • Os interessados em ter o roedor como bichinho de estimação podem ainda buscar em lojas que comercializam animais, como agropecuárias. Já que nem todas as pessoas concordam com a comercialização de seres vivos, quem deseja ter um chinchila pode também conversar com amigos, parentes e pessoas próximas, a fim de descobrir se há pessoas em sua cidade que estejam oferecendo o roedor à adoção.
  • Uma curiosidade é que a criação em cativeiro do chinchila evitou que ele se tornasse uma espécie em extinção. É preciso dezenas desses animais para confeccionar casacos e outros artigos, os quais são muito procurados devido ao seu pelo macio, relativamente longo e brilhante – lembrando que a comercialização das peles ainda não está proibida. Assim, no final do século XVIII o roedor era uma espécie que quase não existia mais. Por isso, o engenheiro de minas norte-americano Mathias F. Chapman, em 1918, capturou 11 chinchilas na cordilheira dos Andes chilena, de onde são originários, para criá-los.
  • Devido ao habitat natural dos chinchilas – entre 3 mil a 5 mil metros de altura – é preciso ter uma série de cuidados hoje em dia ao tê-los como animais de estimação. Entre eles, não deixá-los passar calor, pois eles são muito sensíveis às altas temperaturas. Para tanto, a sua gaiola, que deve ser bem espaçosa para ele brincar e se movimentar – já que é uma espécie muito ativa – precisa ficar em um lugar bem arejado. 
  • Existem chinchilas com pelos em diferentes tons de cinza, além de beges e brancos, os quais são mais raros. O roedor pode viver até os 20 anos, a sua altura média é de 15 cm, podendo chegar aos 30 cm, e o seu peso varia de 600 g a 1,8 kg, sendo que a fêmea costuma ser maior que o macho.

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  • Como melhorar a produção de uma vaca leiteira

    Como melhorar a produção de uma vaca leiteira
    Aumentar e manter altas taxas de produção de leite são assuntos de vital importância para a sobrevivência de uma fazenda leiteira. Enquanto os produtores de leite orgânico certificado e regular, com veemência, não estão de acordo sobre o uso de hormônios para aumentar a produção de leite, uma série de outros métodos naturais podem ser usados. Quando se trata de melhorar a produção de leite, deve se trabalhar para a criação de um meio que seja o mais limpo, saudável e livre de estresse para o gado, como for possível. Neste artigo de umComo explicamos a você alguns conselhos sobre como melhorar a produção de uma vaca leiteira.
    1. Uma das ações que pode ser realizadas é aumentar o período de tempo que as vacas leiteiras expõe-se à luz, mediante o uso de luz artificial pela noite. Em alguns casos, a produção de leite poderia aumentar até 8 por cento com o uso de luz artificial pela noite.
    2.  Para melhorar a produção de uma vaca leiteira, recomenda-se aumentar a frequência no ordenha. Por exemplo, pode ordenhar as vacas leiteiras três vezes ao dia em vez de duas vezes. As vacas lactantes aumentarão sua produção de leite para satisfazer as demandas da nova programação.
    3. A alimentação será um dos fatores fundamentais na melhora da produção leiteira. Desta forma, cabe destacar que os minerais têm um papel chave na nutrição das vacas, já que se requerem na síntese biológica de nutrientes essenciais. Os minerais indispensáveis na alimentação de uma vaca leiteira serão: cálcio, fósforo, ferro, cobalto, manganês, cobre, zinco, iodo e selênio.
    4. Além disso, recomenda-se alimentar as vacas com mais proteína se aumentamos o horário de ordenha. As forragens serão uma das principais fontes de proteínas para as vacas leiteiras; ainda que caiba destacar que só podem comer determinada quantidade diária. Por isso, podem ser acrescentados concentrados à ração de forragem para complementar o teor enérgico e melhorar a produção de leite. Normalmente, a quantidade máxima de concentrados que uma vaca pode receber cada dia não deve exceder os 12 ou 14 kg.
    5. Terá que proporcionar ao gado leiteiro camas limpas e adequadas, e uma quantidade significativa de tempo de pastoreio ao ar livre. Isto manterá a saúde do gado e reduzirá seus níveis de estresse.
    6. Reduzir o estresse para o gado leiteiro também será muito eficaz e aumentará a produção de leite. Para isso, será necessário que as vacas contem com uma correta ventilação e refrigeração. Se necessário, podem colocar grandes ventiladores industriais dentro de seu estábulo nos dias quentes e úmidos.
    7. No entanto, dando a seu gado leiteiro a dose recomendada do hormônio de crescimento bovino, como rBST, ou hormônio rBGH, pode aumentar a produção de leite até 10 por cento, de acordo com a North Carolina State University - Faculdade de Agricultura e Ciências da Vida. O uso destes hormônios é ilegal nas fazendas leiteiras certificados como orgânicas, e seu uso em geral têm diminuído. Os produtores de leite devem ser conscientes de que ainda que o uso destes hormônios seja legal, cada vez mais consumidores estão optando pelo leite livre de hormônios.
    Fonte: