sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A descoberta que confirma teoria de Einstein e muda modo como vemos Universo

Há 100 anos, Albert Einstein previu a existência de ondas gravitacionais como parte de sua Teoria Geral da Relatividade.
Durante décadas, os cientistas vinham tentando, sem êxito, detectar essas ondas – fundamentais para entender as leis que regem no Universo.
Pela primeira vez, cientistas detectaram as chamada ondas gravitacionais - um fenômeno previsto por Einstein cem anos atrás 

Isso até esta quinta-feira - um dia que já vem sendo considerado histórico, já que um grupo de cientistas de vários países anunciou ter conseguido detectar pela primeira vez as chamadas ondas gravitacionais.
Essa comprovação é uma das maiores descobertas da ciência do nosso tempo porque, além de confirmar as ideias de Einstein, abre as portas para maneiras totalmente novas de se investigar o Universo. A partir de agora, a astronomia e outras áreas da ciência entram uma nova era.

Os pesquisadores do projeto LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory, ou observatório de Interferometria de Ondas Gravitacionais), em Washington e na Lousiana, observaram o fenômeno e acompanharam distorções no espaço com a interação de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.
Mas o que exatamente essa descoberta significa? Veja seis dos principais pontos.

O que exatamente são ondas gravitacionais?

Segundo a teoria de Einstein, todos os corpos em movimento emitem essas ondas que, como uma pedrinha que afeta a água quando toca nela, produz perturbações no espaço.
A Teoria da Relatividade de Einstein é um pilar da física moderna que transformou nosso entendimento do espaço, do tempo e da gravidade. E por meio delas entendemos muitas coisas: da expansão do Universo até o movimento dos planetas e a existências dos buracos negros.
  Image copyright LIGO
Cientistas disparam lasers por longos túneis, tentando identificar as ondulações no tecido de espaço-tempo
Essas ondas gravitacionais são basicamente feixes de energia que distorcem o tecido do espaço-tempo, o conjunto de quatro dimensões formado por tempo e espaço tridimensional.
Assim, qualquer massa em movimento produz ondulações nesse tecido tempo-espaço. Até nós mesmos.

E Einstein previu que o Universo estava inundado por essas ondas. Esse efeito, no entanto, é muito fraco, e apenas grandes massas, movendo-se sob fortes acelerações, podem produzir essas ondulações em um grau razoável.

Assim, quanto maior essa massa, maior é o movimento e maior são as ondas. Nessa categoria entram explosões de estrelas gigantes, a colisão de estrelas mortas superdensas e a junção de buraco negros. Todos esses eventos devem radiar energia gravitacional na velocidade da luz.

Como os cientistas detectaram essas ondas?

Os pesquisadores trabalhavam há anos para detectar as minúsculas distorções causadas quando as ondas gravitacionais passam pela Terra. Os detectores nos Estados Unidos – localizados no Ligo – e na Itália (conhecido como Virgo) são ambos formados por dois túneis idênticos em forma de L, de 3 km de largura.
Image copyright Reproducao
Nele, um feixe de laser é gerado e dividido em dois – uma metade é disparada em um túnel, e a outra entra pela segunda passagem.

Espelhos ao final dos dois túneis rebatem os feixes para lá e para cá muitas vezes, antes que se recombinem. Se uma onda passa pelo túnel, ela vai distorcer levemente seu entorno, mudando a longitude dos túneis em uma quantidade diminuta (apenas uma fração da largura de um átomo).

E a forma com que as ondas se movem pelo espaço significa que um túnel se estira e outro se encolhe, o que fará com que um raio laser viaje uma distância levemente maior, enquanto o outro fará uma viagem mais curta.

Como resultado, os raios divididos se recombinam de uma maneira diferente: as ondas de luz interferem entre si, em vez de se cancelarem. Essa observação direta abre uma nova janela para o cosmos, uma janela que não seria possível sem Einstein.

E qual a implicação disso?

Os objetos também emitem essas perturbações que acabaram de ser detectadas, mas a partir de agora os físicos poderão olhar os objetos com as ondas eletromagnéticas e escutá-los com as gravitacionais.

“Agora, o que se tem são sentidos diferentes e complementares, para estudar as mesmas fontes. E com isso, podemos extrair muito mais informações”, disse à BBC Mundo, Alicia Sintes, do departamento de física do Instituto de Estudos Espaciais da Catalunha, na Espanha, que participou do projeto.
“Não estamos falando de expandir um pouco mais o espectro eletromagnético, mas de um espectro totalmente novo.”
Image copyright AP
Descoberta anunciada nesta quinta-feira comprova teoria centenária de Einstein (acima)
A especialista afirma as ondas eletromagnéticas dão informações do Universo quando ele tinha 300 mil anos de idade.

“Já com as ondas gravitacionais, pode-se ver as (ondas) que foram emitidas quando o Universo tinha apenas um segundo de idade.”
É isso que será possível estudar a partir de agora.

Outro impacto diz respeito aos buracos negros: nosso conhecimento sobre a existência deles é, na verdade, bastante indireto. A influência gravitacional nos buracos negros é tão grande que nem a luz escapa de sua força. Mas não podemos ver isso em telescópios, só pela luz da matéria sendo partida ou acelerada à medida que chega muito perto de um buraco negro.

Já as ondas gravitacionais são um sinal que vem desses objetos e carrega informações sobre eles. Nesse sentido, pode-se até dizer que a recente descoberta significa a primeira detecção direta dos buracos negros.

Qual o efeito causado por essas ondas na Terra?

Quando as ondas gravitacionais passam pela Terra, o tempo-espaço que nosso planeta ocupa deve se alternar entre se esticar e se comprimir.
Pense em um par de meias: quando você as puxa repetidas vezes, elas se alongam e ficam mais estreitas.

Os interferêmetros do Ligo, aparelhos usados para medir ângulos e distâncias aproveitando a interferência de ondas eletromagnéticas, vêm buscando esse estiramento e compressão por mais de uma década.

A expectativa era a de que ele detectaria distúrbios menores do que uma fração da largura de um próton, a partícula que compõe o núcleo de todos os átomos.

Qual pode ser o impacto dessa descoberta?

É fácil especular que as maiores revelações virão de áreas cujas dúvidas sequer foram levantadas. Sempre foi esse o caso quando novas técnicas de observação são descobertas.
Mas considere agora só a Teoria da Gravidade. Por mais brilhante que Einstein fosse, sabemos que suas ideias estão incompletas.
A teórica da Relatividade descreve o Universo muito bem em escalas amplas. Mas, para domínios menores, temos de recorrer a outras teorias.

Assim, não há uma quantificação da Teoria da Gravidade. Para chegarmos lá, temos de investigar lugares com gravidade extrema: os buracos negros.
É lá que rotas para explicações mais complexas podem ser encontradas, nos desvios que as ondas gravitacionais mostraram.

Essa detecção vai render o Prêmio Nobel para os cientistas?

É muitíssimo provável. Como sempre, o debate vai girar em torno dos envolvidos e seus lugares na cadeia de descobertas. Quem vai ser considerado o responsável pelas contribuições mais importantes para se chegar à detecção das ondas?

Mas uma coisa é certa: hoje as grandes descobertas para a ciência hoje estão atreladas a grandes máquinas. Além disso, sem a colaboração do Ligo com centenas de participantes – que trabalham em campos diferentes, usando tecnologias diferentes -, jamais chegaríamos a este momento.

Com reportagem de BBC Mundo e Jonathan Amos

Fonte:
 

Brasil terá Dia de Mobilização para Combate ao Aedes aegypti


Transmitido pelo Aedes aegypiti, o mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos

O governo federal promove neste sábado o Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti. A ideia é mobilizar famílias no combate ao mosquito transmissor do zika, que também é vetor da dengue e da chikungunya. Três milhões de famílias deverão ser visitadas em suas casas, em 350 municípios.

Para isso, a presidenta Dilma Rousseff determinou o deslocamento de seus ministros a vários Estados a fim de participar ativamente da mobilização, conversando com prefeitos, governadores e batendo nas portas das casas. Os destinos de alguns membros do primeiro escalão já foram definidos, como os do titular da Saúde, Marcelo Castro, que seguirá para Salvador, e do chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, que irá a São Luís.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, irá para Aracaju; a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, visitará o Recife; o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, participará da ação em Maceió, e Ricardo Berzoini, titular da Secretaria de Governo da Presidência da República, viajará a Manaus.

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, por sua vez, irá a São Paulo. Ele vai se encontrar com o governador do Estado, Geraldo Alckmin, em Campinas. “Estaremos presente nos Estados. Acho que a presença dos ministros é um testemunho do compromisso e do esforço do governo federal para a contenção do mosquito e dos males que ele causa”, afirmou Rebelo.

As Forças Armadas deslocaram cerca de 220 mil militares para a ação. Eles vão acompanhar os agentes de saúde no trabalho de conscientização, casa a casa. Foram usados dois critérios para definir as cidades que serão visitadas na campanha; municípios com a presença de unidades militares e os com maior incidência do mosquito Aedes aegypit, conforme dados do Ministério da Saúde.

– A campanha é de mobilização, de convocar a população a fazer parte do esforço de combate ao mosquito e essa mobilização terá que ser feita de casa em casa. Nosso propósito é alcançar pelo menos 3 milhões de domicílios e distribuir pelo menos 4 milhões de folhetos neste sábado – acrescentou Aldo Rebelo. 


Emergência internacional

No início do mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública em virtude do aumento de casos de microcefalia associados à contaminação pelo vírus zika. A situação é preocupante, segundo a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, por causa de fatores como a ausência de imunidade entre a população, a falta de vacinas, tratamentos específicos e testes de diagnóstico rápidom além da possibilidade de disseminação global da doença.

Transmitido pelo Aedes aegypiti, o mesmo transmissor da dengue e da chikungunya, o zika provoca dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. A grande preocupação, no entanto, é a relação entre o zika e a ocorrência de microcefalia.

Fonte:

Correio do Brasil

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O elefante selvagem que 'saiu para passear' e causou pânico em cidade da Índia

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2016/02/160211_elefante_india_ab
Um elefante selvagem invadiu uma área movimentada de Siliguri, no leste da Índia.

O animal, que vive em uma floresta próxima à cidade, provocou pânico e correria.

Em alguns momentos, ele parecia bem irritado.

No fim, houve alguns estragos, mas tudo acabou bem: o animal foi sedado e levado até um parque, onde ficaria até ser devolvido à vida selvagem.



Fonte:

Estudo comprova que cavalos reagem a emoções humanas

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2016/02/160210_video_empatia_cavalos_my
 Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Sussex (Reino Unido) aponta que cavalos são capazes de discernir expressões faciais humanas.

O experimento, feito usando fotos de rostos humanos, mostrou que os cavalos domésticos "respondem negativamente" a expressões irritadas.

Para os cientistas, isso acontece porque a domesticação pode ter habilitado os animais a interpretar o comportamento humano.

"Nosso comportamento em torno deles tem um impacto", disse a pesquisadora Amy Smith.

Os resultados foram publicados na revista científica Biology Letters.


O experimento

A equipe mostrou grandes fotografias para 28 cavalos, que tinham as reações cerebrais medidas. "Uma pessoa apresentava a foto enquanto a outra segurava o bicho", detalhou Smith.

Eram alternadas imagens com expressões felizes e irritadas.

“O principal resultado foi que eles olharam (para os rostos com raiva) com seu olho esquerdo", o que significa que processaram a imagem com o lado direito do cérebro, "especializado no processamento de estímulos negativos", explicou a pesquisadora.

Os cientistas também posicionaram monitores cardíacos nos cavalos, revelando que as expressões irritadas causaram aceleração significativa em seus batimentos cardíacos.

Resultados semelhantes foram relatados recentemente em cães domésticos, levantando questões sobre como viver com os seres humanos pode ter influenciado as habilidades dos animais. 


Fonte:

Em limbo regulatório, mosquito transgênico avança no Brasil


O mosquito OX513A, desenvolvido pela empresa britânica Oxitec, será liberado em larga escala em Piracicaba
 


O uso de mosquitos transgênicos pode mudar a forma como o Brasil vem combatendo o Aedes aegypti. Mas, apesar das taxas de sucesso alardeadas por autoridades e pela empresa que inventou o novo inseto, o mosquito OX513A, como foi batizado, é polêmico.

Produzida pela empresa britânica Oxitec, a variação genética do Aedes aegypti poderá ser o primeiro inseto do tipo a ser comercializado no mundo, mais provavelmente, no Brasil, onde vem encontrando seu mais amplo campo de testes.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou testes em 2011 e uso comercial em 2014, mas a falta de um parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trava a entrada do mosquito em um mercado que poderá representar milhões em receita para a Oxitec.

Um porta-voz da Anvisa disse à BBC Brasil que a agência já informou que "a empresa não poderá comercializar o produto até que conclua essa discussão sobre o enquadramento do mosquito transgênico (em uma categoria que possa ser fiscalizada de acordo com atribuições da agência)".

Diante do limbo regulatório, a Oxitec reparte com a prefeitura de Piracicaba os custos dos testes feitos com o mosquito em um bairro da cidade paulista. Piracicaba poderá se tornar a primeira cidade no país a receber a espécie em larga escala. A prefeitura decidiu ampliar os testes, liberando o OX513A também no centro da cidade, onde vivem 60 mil pessoas - contra 5,5 mil no bairro onde o inseto vinha sendo testado anteriormente.
 

Conflito

Segundo a prefeitura e a Oxitec, o Aedes aegypti modificado geneticamente tem apresentado altas taxas de performance nos testes, supostamente reduzindo em muito a ocorrência de dengue, mas os resultados são alvos de críticas por parte da comunidade científica que demonstra preocupação com a ampliação dos experimentos.

Esta semana, ativistas e cientistas de Piracicaba levaram à promotora de Justiça de Direitos Humanos e Saúde Pública na cidade, Maria Christina Marton Corrêa Seifarth de Freitas, representação em que, além de voltar a questionar o uso do mosquito, pedem acesso a dados oficiais e detalhados sobre os testes realizados no projeto da Prefeitura batizado de Aedes aegypti do Bem.


No ano passado, mais de 150 mil pessoas assinaram uma petição que tentava evitar os testes do OX513A na Flórida

O grupo queria ainda que o Ministério Público de São Paulo barre a ampliação do projeto para o Centro. Mas, ao contrário dos ativistas, a promotora não vê conflito de interesses no fato de a Oxitec ter sido, segundo o grupo, a única a fornecer os dados que atestam a eficiência do OX513A.

"Não vejo conflito de interesse. Os dados da empresa podem ser acompanhados por qualquer cientista, como definido pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de abril de 2015", diz ela. "E, no bairro em que o transgênico foi testado, o número de casos confirmados de dengue passou de 133 em 2014 para 1 em 2015".

O TAC obrigava o município e a empresa a liberarem dados mensalmente sobre os testes em Piracicaba, o que vem sendo feito. Mas cientistas questionam o a imparcialidade dos dados apresentados nos documentos liberados até agora e pedem dados oficiais, não gerados pela empresa.

"Queremos saber a eficácia antes de a prefeitura ampliar o programa. O mosquito é uma nova espécie. A transgenia está fazendo em laboratório o que a natureza levou milhares de anos para fazer. E o desenvolvimento é de uma empresa privada, que tem interesse em vender. Mas, se der errado, não tem volta", alerta Eloah Margoni, vice-presidente da Sociedade para a Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba, uma das signatárias da representação.

Os questionamentos sobre o mosquito transgênico - testado na Malásia, no Panamá e nas Ilhas Cayman - não se restringem ao Brasil. No ano passado, mais de 150 mil pessoas assinaram uma petição que tentava evitar os testes do OX513A na Flórida. Como no Brasil, também nos Estados Unidos a tecnologia ainda não tem aprovação para comercialização.

Em janeiro, a Federal Drugs Administration (FDA), o equivalente americano à Anvisa, informou que colocará o pedido da Oxitec para testes na Flórida sob consulta pública, antes de avaliar o impacto ambiental do uso do mosquito transgênico no local, o que, segundo a FDA, não tem data para ocorrer.
 

'Cobaia'

O mosquito transgênico é modificado geneticamente para, solto no meio ambiente, levar à redução drástica da população local do inseto. Depois de fecundar fêmeas Aedes aegypti selvagens, a maior parte das suas crias morre - no máximo 4% das larvas chegam à vida adulta. De acordo com a empresa que desenvolveu o inseto, ao se reduzir a população do mosquito, caem incidências das doenças transmitidas por ele, como dengue, chikungunya e zika.

Mas diversos cientistas, brasileiros e estrangeiros, afirmam que os estudos feitos pela Oxitec - e aceitos pela CTNBio - não são suficientes para garantir a eficiência no combate às doenças.

"A população não pode ser cobaia", critica o biólogo José Maria Ferraz, conselheiro da CTNBio à época em que o órgão inicialmente examinou o OX513A. "Não somos contra modificações genéticas. Somos contra a forma apressada como a liberação foi feita", diz ele, que também assinou a petição enviada ao Ministério Público em Piracicaba.

Dezoito conselheiros votaram na sessão de 10 de abril de 2014 da CTNBio que liberou o mosquito transgênico - 16 a favor, um contra e uma abstenção.

Pesquisador convidado do Laboratório de Engenharia Ecológica da Unicamp, Ferraz diz que a liberação do uso comercial do OX513A pelo órgão foi "obscura" e, segundo ele, levou a metade dos 5 anos pelos quais normalmente pedidos como este tramitam.

"Foi um processo totalmente avesso à tradição da CTNBio. O uso do mosquito foi liberado antes de testes conclusivos, de campo e de estatística", diz ele, que não participou da votação final, porque seu mandato já estava encerrado.

Em nota emitida em fevereiro de 2015, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que congrega instituições de ensino e pesquisa, também questionou - com base nos argumentos de Ferraz e outros cientistas - a tramitação do processo na CTNBio, que classificou de "excepcional".

A Abrasco questiona o "fato de representantes do proponente da tecnologia (Oxitec) terem sido convidados a participar de reunião onde ela estaria sendo avaliada e, mais do que isso, a realizar exposição de mérito que poderia ser confundida com marketing institucional com possibilidade de induzir os membros da CTNBio à aprovação".
 

Um voto
Larvas do mosquito transgênico: dispositivo faz inseto morrer antes que possa transmitir doenças

O conselheiro Antônio Inácio Andrioli, único voto contrário ao mosquito transgênico na Comissão, afirma que houve pressões e "lobby da empresa". "Na noite anterior recebemos um e-mail pedindo voto. E a pesquisa do mosquito transgênico envolveu a USP. Vários integrantes da CTNBio eram da USP, inclusive o presidente da comissão na época, que tinha ligações inclusive com a indústria farmacêutica", diz ele.

A CTNBio nega que tenha apressado o processo ou qualquer influência externa. Em nota enviada à BBC Brasil, afirma que "acusação não tem fundamento em fatos".

"As liberações planejadas foram conduzidas com autorização da CTNBio e os dados do processo foram deliberados dentro dos prazos regimentais. Não houve falhas no exame da matéria pela CTNBio e as manifestações da empresa durante a reunião da Comissão foram feitas a pedido da Coordenação da mesa com anuência dos membros presentes sobre a matéria específica objeto da deliberação", diz a nota.

"As pesquisas conduzidas pela equipe do Instituto de Ciências Biomédicas da USP foram examinadas e votadas como todos os processos da comissão, nenhuma questão ética foi apontada como relevante aos procedimentos executados. O pedido de liberação comercial do mosquito GM foi protocolado pela empresa Oxitec e não pela USP, assim não procede a acusação", diz a nota.

Presidente da CTNBio durante a tramitação do processo do OX513A, o professor da USP Flavio Finardi diz que o grupo que questiona "é sempre o mesmo, seja o mosquito transgênico ou uma vacina transgênica para uso veterinário".

"A pessoa (Andrioli) que fez o parecer contra o mosquito transgênico foi também a única que votou contra. Perdeu na democracia, mas também na ciência", diz Finardi, que votou pela liberação do OX513A.

Finardi foi substituído no comando da CTNBio por Edivaldo Domingues Velini, que assinou a liberação do OX513A.
 

Temores

José Maria Ferraz e outros pesquisadores insistiram junto ao MP de São Paulo nos argumentos que já haviam apresentado à CTNBio, mencionados no parecer técnico 3964/2014, que liberou a aplicação do mosquito.

Alertam para a possibilidade de proliferação do mosquito OX513A, caso as larvas entre em contato com o antibiótico tetraciclina presente no meio ambiente, que "desliga" o dispositivo genético que impede os insetos de chegarem à vida adulta.

"O Brasil baniu a tetraciclina em ração animal em 2009", rebate Hadyn Parry, chefe-executivo da Oxitec. "A despeito da especulação da mídia devido à pressão de grupos, a presença da tetraciclina no meio ambiente é mínima e, quando ocorre, degrada rapidamente se exposta à luz do sol".

Avanço de doenças transmitidas pelo 'Aedes aegypti' aumentou a pressão sobre autoridades para soluções rápidas


Mas o biólogo brasileiro chama a atenção para o fato de haver uso veterinário da tetraciclina, e também em humanos. "Antes de soltar o mosquito, teria sido importante avaliar a presença da tetraciclina e de antibióticos semelhantes no meio ambiente, principalmente no esgoto".

Sem o tal "desligamento", crias do mosquito genético poderiam chegar à idade adulta.

Em resposta, a Oxitec afirma que estudos em Jacobina, na Bahia, nas Ilhas Cayman e no Panamá não sugerem qualquer perda de eficácia (e percentual superior de sobrevivência) do OX513A. E que, se houvesse presença da tetraciclina, a empresa teria identificado em seus monitoramentos.

A empresa britânica menciona, ainda, estudo conduzido em 2013 por pesquisadores da Unicamp e do Imperial College London mostrando que os níveis de tetraciclina nos locais em que o mosquito seria liberado eram insuficientes para "desligar" o dispositivo genético que mata os insetos transgênicos antes da vida adulta.

De acordo com a Oxitec, as primeiras liberações do mosquito no meio ambiente foram feitas antes de tais estudos, em 2011 e 2012, em Juazeiro, Bahia, onde foram conduzidos testes de campo autorizados pela CTNBio.
 

Efeito colateral

O maior temor dos cientistas críticos ao mosquito é uma espécie de efeito colateral da redução do Aedes aegypti selvagem. Cientistas temem isso que abra caminho para o mosquito Aedes albopictus, mais eficiente na transmissão de doenças como a chikungunya, malária e febre amarela.

"O albopictus já foi o principal fator de transmissão da dengue. E pode voltar. E a natureza ensina que não há vazio. Se um mosquito sai, entra outro", diz o ex-conselheiro da CTNBio Leonardo Melgarejo, professor do mestrado profissional em agroecossistemas da Universidade Federal de Santa Catarina.

"E, o que aconteceria? A empresa criaria um transgênico de outro mosquito para as prefeituras comprarem novamente, num ciclo sem fim?", questiona ele, que também se manifestou contra a liberação do inseto transgênico para comercialização durante seu mandato de conselheiro na CTNBio.

A Oxitec afirma não ter identificado entrada do albopictus no lugar do aegypti. "Isso foi estudado recentemente no Panamá e não houve evidências de substituição. Resultados obtidos em um estudo em andamento em Piracicaba, onde o Aedes albopictus está presente, mostram evidências insuficientes de que o Aedes aegypti será substituído", disse Hadyn Parry, chefe-executivo da Oxitec.

Cientistas e ativistas querem mais testes envolvendo o mosquito transgênico e sua relação com natureza

Ferraz diz que "o problema é justamente este, que a empresa está fazendo uma experiência que enriquece a base de dados deles".

"Fizeram testes no semiárido e agora vieram para a região de Mata Atlântica. O ônus da prova não pode ser invertido. A empresa tem que provar que não haverá problemas, e não dizer que não há evidência dos problemas", diz Ferraz.

Em meio ao debate, governos justificam a ampliação de seus programas de uso do inseto transgênico diante da emergência que a dengue e agora o zika impuseram.


Alto desempenho

A secretaria de Saúde do Estado da Bahia e a Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba afirmam que, diante da urgência imposta pelos números alarmantes de dengue, aceitaram adotar em caráter experimental o uso do mosquito transgênico.

No município baiano de Jacobina, a ideia é estender os programas iniciais com o OX513A para mais bairros.

A superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde da Bahia, Ita de Cácia Aguiar, afirmou que a aplicação teste do inseto transgênico em dois bairros custou ao governo R$ 1,2 milhão.

Ela diz não "ter certeza sobre a eficácia do mosquito transgênico na redução da dengue". Mas houve redução do Aedes aegypti, ela garante. "Não temos notícias de adoecimentos graves em Jacobina".

Em Piracicaba, o uso do mosquito transgênico foi um "projeto de parceria em caráter de pesquisa, com custos compartilhados entre o município e a empresa (Oxitec). Nesse primeiro ano do projeto, que se encerra em 29 de fevereiro, foram investidos R$ 150 mil pelo município", informou a Secretaria Municipal de Saúde da cidade, em nota à BBC Brasil.

De acordo com a prefeitura, os resultados de testes apresentados no dia 19 de janeiro apresentam redução de 82% nas larvas selvagens do Aedes aegypti, "e mostram que a alternativa funciona e pode ser aplicada de forma mais ampla para tratar um importante problema de saúde pública, que se agrava com a chegada do zika vírus em nosso país".

Após examinar a petição de ativistas, a promotora Maria Christina Marton Corrêa Seifarth de Freitas afirmou que pedirá à Prefeitura de Piracicaba e à Oxitec que se manifestem. Mas Maria Cristina não dá muitas esperanças aos ativistas.

"Houve agravamento da situação de saúde pública", diz ela. "E, no bairro onde o mosquito transgênico foi aplicado, o número de casos confirmados da dengue caiu de 133, em 2014, para 1 em 2015", complementou, citando, segundo ela, dados da Prefeitura.

"A empresa está construindo o case dela, com estes testes em larga escala em Piracicaba", diz o ex-conselheiro da CTNBio Leonardo Melgarejo. "Não sabemos qual o impacto ecológico desse mosquito".

Já a Oxitec repele as desconfianças justamente com o fato de ter sido muito criticada: "Suspeito que nossa tecnologia tenha sido examinada em muito mais detalhe e rigor do que a maioria das outras", diz o chefe-executivo, Hadyn Parry.

Por ora, ao que tudo indica, o mosquito transgênico veio para ficar.

Fonte:


Os dentes do animal de estimação merecem atenção

 

Assim como nos humanos, a higiente bucal é essencial para a saúde dos animais de estimação
 

Nem sempre os donos dos animais de estimação dão a devida importância à a higiene bucal dos pets ou a fazem de forma inadequada. Deveriam, já que as doenças dentárias afetam até 80% dos animais com idade superior a 3 anos – principalmente os cães, que sofrem com mau hálito, cáries e tártaros.
Uma simples escovação diária pode minimizar problemas futuros. Segundo a veterinária Ana Elisa Oliveira Engracia, do Chicão Pet Shop, o hábito da escovação deve começar desde filhote para que o animal acostume-se quando tiver trocado a dentição. “Mas mesmo em animais adultos é possível ensinar que é o ato é bom”, diz.

Como nem sempre é uma tarefa fácil, a dica é fazer com que o cão associe a escovação a uma brincadeira e parar quando ele ainda estiver feliz. “Não o deixe ficar estressado com a escovação. Premie o cão com um passeio, uma brincadeira ou um petisco ao final”, ensina a profissional.

Um erro comum é o dono utilizar pastas de dente para humanos, às vezes até infantis, para escovar os dentes dos pets. Andressa Felisbino, veterinária da DrogaVET, alerta: “A pasta de dente para humanos possui grande concentração de flúor, que pode provocar irritação estomacal e gastrite ao ser ingerido”.

De acordo com Andresa, é fácil perceber se há algum problema bucal no pet. “Além do mau hálito, o animal apresenta falta de apetite e pode até ter algum sangramento na boca proveniente da gengiva”, diz.
Cuidar da saúde bucal dos animais de estimação é fundamental (foto: Mastrangelo Reino / A Cidade)

De acordo com Ana Elisa, as doenças mais comuns em pets são placa bacteriana, cálculos dentários, fístulas oronasais, doença periodontal, tumores, úlceras e fraturas dentárias. A falta de atenção a esses problemas pode levar o animal a desenvolver doenças até mais graves, como hepatite, doença renal, poliartrite e até disfunção cardíaca.

“As bactérias, que ficam alojadas nos dentes e gengivas podem ir para outras partes do organismo e até caírem na corrente sanguínea, provocando inflamações graves nos órgãos”, alerta Andressa.

Ana Elisa acrescenta que pode ocorrer, em casos de tumores, metástases em outros órgãos. “Doenças periodontais graves podem levar à formação de fístulas comunicando as cavidades oral e nasal, formando uma lesão que não cicatriza na face do animal, ou mesmo fraturas de mandíbula, por perda óssea, especialmente em cães pequenos”, cita.

O problema é ainda maior nos cães idosos, mas Ana Elisa afirma que a idade não impede que passem por procedimento de limpeza, desde que estejam com a saúde em dia.

“Infelizmente, muitos proprietários negligenciam a saúde oral dos seus pets, deixando-os chegar ao ponto de perder dentes. Alguns cães idosos apresentam doença periodontal tão grave que precisam ter, muitas vezes, todos os dentes removidos”, lamenta a veterinária.

Casos mais graves exigem limpeza

Quando forem detectados problemas como cálculos dentários, fístulas e doença periodontal, o pet precisa passar por uma limpeza feita no hospital e com anestesia geral. “A anestesia inalatória é mais segura para o animal”, diz Ana Elisa.

A limpeza é realizada com um aparelho de ultrassom dentário, que quebra os cálculos e os remove. “Na sequência, aplica-se soluções antissépticas e polimento, para que a superfície dos dentes permaneça lisa, reduzindo as chances de placa bacteriana”, detalha.

Ana Elisa alerta que o dono nunca deve permitir que se faça raspagem durante o banho, porque agride o esmalte do dente, propicia maior formação de cálculos dentários, favorece as fraturas dentárias e ainda pode causar lesões nas gengivas. “Além de ser um procedimento doloroso, que causa muito estresse ao animal.”

Petiscos e brinquedos a favor da higiene

Não só a escovação colabora na higiene bucal dos pets. Segundo Ana Elisa, há petiscos específicos para saúde bucal, como palitos, barras enzimáticas e brinquedos, que fazem leve abrasão nos dentes, ajudando a limpá-los.

Há ainda produtos a serem adicionados à água que previnem a aderência da placa bacteriana e a halitose, além de sprays antissépticos de uso veterinário.

Segundo Andressa, uma alimentação balanceada e saudável também é benéfica para os animais e ajuda a evitar cáries. 


Já existem rações e petiscos especiais que combatem o mau hálito e possuem índice menor de açúcar. O problema, nesses casos, é que esses produtos são um pouco mais caros do que os convencionais e os donos sentem a diferença no bolso. A dica, para quem quer economizar e ainda mimar o pet, é manipular pastas dentais e enxaguatórios bucais.

Fonte:
 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

SEM LIMITES: Nova "Pílula Inteligente" é lançada no Brasil. Seria esse o estimulante cerebral mais potente do planeta?

Brasil (VivaSaudável) - Nesta semana, uma nova pílula tem causado muita controvérsia na indústria médica e farmacêutica. Chamada por alguns cientistas de "Viagra para o cérebro", o suplemento que inspirou o filme "Sem Limites" acabou de ser legalizado no Brasil.
No filme, o ator Bradley Cooper vive um escritor que descobre uma droga capaz de aumentar seu foco e inteligência, dando-lhe uma vantagem sobre todo mundo. No filme, a pílula vem acompanhada de efeitos colaterais, que foram adicionados para dar mais emoção à trama. Na vida real, o suplemento (vendido aqui no Brasil sobre o nome de Focus X) não possui nenhum efeito colateral, pois seus ingredientes são 100% naturais.


Dr. Robert Johnson (Neurologista) Recentemente colocou um avançado suplemento cerebral (Focus X) a teste. Tivemos que ver por nós mesmos o porque de tanta comoção sobre o produto.
Nos Estados Unidos, a pílula já deu muito o que falar, sendo utilizada por megaempresários e cientistas proeminentes. Alguns cientistas chegaram a afirmar que a pílula dá uma vantagem injusta àquelas pessoas que a tomam, e querem que o suplemento seja proibido. Ainda nos EUA, estudantes das melhores universidades do país, como Harvard e Stanford, afirmam que fazem uso diário do suplemento para aumentarem seu desempenho.
O suplemento tem seu efeito mais pronunciado em homens de 18 a 40 anos, devido à reação dos ingredientes do suplemento a um gene chamado NRXN3, presente apenas no DNA masculino. A maioria diz ficar com capacidades de memória elevados, super-focados e com altos níveis de energia. Alguns usuários também relatam diminuição dos níveis de stress associados ao alto volume de trabalho.

Testado clinicamente - Quais são os resultados?

Após realizar testes com mais de 2000 indivíduos, o Instituto de Neurociências da Universidade de Harvard revelou que Focus X aumentava a atividade cerebral ligada à memória em 138%, e àquela ligada ao raciocínio lógico em 85%. Participantes realizaram testes antes e depois de tomarem a pílula, e na média viram um aumento de 47 pontos na capacidade de concentração, memória e produtividade geral!

"97% dos participantes reportaram um aumento da amplitude mental e capacidade de memória. Outros participantes tiveram sucesso com zero ansiedade ou se sentirem assoberbados em situações de pressão. " - Pesquisa da INUH
Para medir o desempenho dos participantes, foram realizados diversos testes de lógica, memória e raciocínio. Dos participantes que tomaram Focus X, 97% tiveram uma melhora no seu desempenho. A maioria relatou sentir-se relaxado, focado e à vontade durante a bateria de testes que duraram até 6 horas.

O Instituto de Neurociências da Universidade de Harvard realizou um teste com mais de 2000 indivíduos do sexo masculino. 97% deles apresentaram resultados similares aos mostrados na foto, com a ativação das áreas cerebrais ligadas à memória, raciocínio e pensamento lógico.

Fonte:
http://vivasaudavel.co/brain/3/index.html?voluumdata=vid..00000008-ae0c-4196-8000-000000000000__vpid..c6772800-d05a-11e5-8707-f9119015fd0e__caid..3a6510b8-481a-49e5-a7ec-9a875260311c__rt..R__lid..12489d67-846a-47d1-8d14-657f9a43b08f__oid1..5f9bfee1-b7bb-47cd-8a59-86b8644b980e__var1..romeo-tea-TChUPZG7__var2..youtube%2Cwatch%20video%2Conline%20video%2Cwatch%20movies__var4..NON-ADULT__var5..DOMAIN__rd..__aid..__sid..