quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Peru em avião? Como animais ajudam a lidar com estresse em voos


Certamente não é todo dia que você encontra um peru sentado junto aos passageiros de um avião, mas esta é uma cena que pode se tornar cada vez mais comum.

Pelo menos nos Estados Unidos, onde a lei permite que pessoas viagem com bichos após prescrição médica.

Conhecidos como animais de terapia ou animais de apoio emocional, eles ajudam as pessoas a lidar melhor com estresse ou problemas ligados a saúde mental.


Foto: biggestlittlepickle
A companhia destes animais geralmente é prescrita por profissionais do setor de saúde (um terapeuta, por exemplo) para pessoas com problemas emocionais ou psiquiátricos, segundo o Serviço de Registros Nacional de Animais de Serviço, com base nos Estados Unidos.

Entre os animais mais comuns usados para esse fim estão cães, gatos, coelhos, pássaros, porcos e ouriços - existem Estados que restringem as espécies permitidas.

No entanto, nem todos gostam da ideia.

Na rede social Reddit, a foto de um peru em meio às poltronas de um avião, postada por biggestlittlepickle, gerou cerca de 1,7 mil comentários, muitos deles críticos.

"Isto é o que eu ganho quando rezo para não ter bebês no voo...", afirmou um usuário.

"Está ficando ridículo", escreveu outro.

"Francamente, quem tem um peru como bicho de estimação precisa de terapia", comentou um terceiro.
 

Páscoa

Foto: Jodie Smalley

O peru causador da discórdia é uma fêmea de nome Easter, ou Páscoa em português. Ela viajava com a dona, Jodie Smalley, da cidade americana de Seattle para Salt Lake City. Image caption Dona equipou perua 'Easter' com uma fralda para acompanhá-la em voo de uma hora e meia (Foto: Jodie Smalley)

"Ter Easter comigo foi uma fonte de positividade. Eu poderia me concentrar nela se minhas emoções ficassem pesadas demais", disse Smalley.

"O voo que pegamos tinha apenas uma hora e meia de duração. Durante o voo ela ficou quieta e bem comportada. Ela estava usando uma fralda (que comprei) de um site especializado em fraldas para aves e funcionou muito bem!"

Smalley enfrentou, recentemente, situações difíceis: uma separação e uma morte na família. Ela passou por dificuldades mentais e emocionais, e Easter se transformou em uma fonte de consolo.

"Amigos encontraram Easter quando ela ainda era um filhote e a trouxeram para minha vida em um momento emocionalmente difícil", disse.

"(Enquanto eu) Estava em um ambiente tóxico, ela era algo que eu podia cuidar e amar. Passar um momento com ela, com sua atitude calma, dar afeição a ela é um momento de paz e meditação", afirmou.

"Com certeza tive dias mais difíceis e, não importava o que acontecia, Easter sempre me fez sorrir e rir", acrescentou.
 

Canguru e porco

Apesar dos comentários negativos acima, a maioria dos internautas nas redes sociais viram o bicho de estimação de Jodie Smalley no avião com bons olhos.

Mas, em junho de 2015, as autoridades do Estado americano de Wisconsin mudaram as regras para o uso de animais de terapia depois que uma mulher entrou em uma lanchonete de uma rede de fast food com um filhote de canguru.

A mulher alegou que o canguru era um animal de apoio emocional, mas as autoridades determinaram que apenas dois animais poderiam ser "terapêuticos": cachorros ou cavalos miniatura (ou mini cavalos).

Em novembro de 2014 uma mulher foi retirada de um voo da US Airways quando seu animal de apoio emocional, um porco, defecou e fez barulhos dentro do avião pouco antes da decolagem. Image caption Jodie Smalley afirmou que Easter a ajudou em um período de separação e luto (Foto: Jodie Smalley) 



Foto: Jodie Smalley
Já foi alegado que as pessoas estão abusando das leis nos Estados Unidos para levar seus animais de estimação em voos.

Em um artigo para o jornal New York Post, a articulista Charlotte Hays encara o mérito destes animais de uma forma mais cínica.

"Levar bichos de estimação onde eles legitimamente não são desejados é um exercício de egoísmo ou exibicionismo. Se você não pode ir sem o bicho, não vá."
 

Ajuda real?

Muitos se perguntam se animais de terapia realmente podem ajudar em questões de saúde mental.

Segundo Jodie Smalley, Easter a ajudou no momento mais difícil de sua vida.

"Easter é uma distração agradável, uma fonte de amor e afeição. No último ano e meio eu perdi a esperança, estabilidade, uma casa, um casamento, a família dos meus sogros e meu marido."

"Fico alegre ao ver a surpresa que ela causa em outras pessoas", afirmou.

"Uma das maiores vitórias na vida é inspirar outras pessoas e, para mim, Easter é uma embaixadora da inspiração."


Fonte:
 

Seis dicas para cuidar do seu pet no verão


Durante a estação mais quente do ano, muitos pets se sentem incomodados pelas altas temperaturas. Por isso, devemos tomar alguns cuidados especiais para manter a saúde desses animais em dia. Preparei seis dicas simples que irão garantir o bem estar do seu pet nesse verão:

Hidratação é essencial – por mais que pareça óbvio, sempre vale a pena lembrar. Nessa estação é comum os animais, principalmente os mais peludos, ficarem bem desidratados. Para garantir que isso não aconteça, uma ideia interessante é facilitar esse contato espalhando várias vasilhas de água pela casa, assim ele poderá se hidratar sem fazer muito esforço. O ideal é manter a água sempre fresca e limpa, mas se você ficar fora por muito tempo faça a troca ao menos duas vezes por dia e mantenha os potes na sombra. Se você ainda quiser dar um mimo ao seu animal, pode variar com uma água de coco bem geladinha!

Evite passeios nos horários mais quentes – outro cuidado importante é evitar passear com seu animal entre 10h e 17h. Mesmo fora desse período, dê preferência aos locais com árvores, sombra, piso frio ou grama. Se não for possível, verifique se a temperatura do asfalto está suportável. Para saber, faça o teste colocando sua mão no chão por 20 segundos. As patas dos pets são muito sensíveis e poderão esquentar rapidamente caso a superfície esteja quente e, em casos mais graves, esse contato pode gerar queimaduras. Lembre-se também de levar uma garrafinha com água fresca e verificar se o animal está salivando muito, se isso acontecer procure resfria-lo com água nas patinhas e na boca. Faça o mesmo se ele se deitar no chão e não quiser prosseguir com a caminhada, também é recomendado aguardar pelo menos quinze minutos para retornar o passeio para casa.

Use filtro solar – assim como nós, os animais também precisam se proteger contra o câncer de pele, por isso devem usar filtro solar. Existem diversas marcas específicas para uso animal no mercado ou você pode mandar manipular a fórmula. A recomendação é aplicar nas partes menos cobertas por pelos, como pontas da orelha, barriga e nariz, principalmente em animais de pelo curto, pelagem branca ou de mucosas claras. Também vale lembrar que, em hipótese nenhuma, você deve ser usar o filtro solar destinado a humanos, pois esse pode causar intoxicações se for lambido pelo pet.
Se ele comer menos, não se desespere – durante o verão é normal os animais diminuírem seu ritmo de alimentação. Não se preocupe com isso, o máximo que você pode fazer é oferecer várias porções ao dia do alimento para ver se ele se anima um pouco mais em comer.
Banho e tosa pra ontem – assim como ninguém gosta de vestir casaco no verão, para os bichinhos também é um sofrimento passar pela estação coberto de pelos. Então, providencie uma tosa, ao menos a higiênica, para seu pet agora mesmo. Além de contribuir para a higiene, o hábito irá refrescar os animais. Banhos também são indicados uma vez por semana. A recomendação é lavá-los com água em temperatura ambiente e xampu especial para pets, neutro e hipoalergênico.

Fique atento aos sinais de doenças – micoses, piolhos, sarnas e parasitas de pele são mais comuns no verão. Para evitar que o animal contraia alguma dessas enfermidades, recomenda-se evitar levar o cão ou o gato a locais muito frequentados por outros animais e aplicar remédios antipulgas e anticarrapatos a cada 21 dias.
Enfim, todas essas dicas são bem simples de seguir e irão proporcionar um grande alívio ao seu animal. Então, não perca mais tempo, comece a coloca-las em prática agora mesmo!

Fonte:
JORNAL DIA DIA

Ansiedade do pet com a separação durante o Carnaval

Photo credit: Apenas Imagens / Foter / CC BY
O feriadão de Carnaval está chegando e, apesar de muitos foliões não estarem com viagem programada, aparecem sempre aqueles convites para acompanhar blocos, participar de churrascos na casa de amigos e outras confraternizações.

Alguns donos de animais de estimação podem se sentir divididos com a situação, afinal, é só ameaçar sair de casa que o cão já entra em desespero, latindo bastante, destruindo objetos, entre outros comportamentos. Como agir diante da ansiedade de separação?

“Se o seu cão for ansioso demais, mudar a rotina dele pode piorar esse comportamento. O ideal é, antes de sair de casa, deixar brinquedos para que ele possa se entreter durante a sua ausência. Se possível, não altere a rotina de alimentação dele, pois isso pode deixá-lo ainda mais ansioso”, informa a adestradora da equipe Cão Cidadão.

Para cães que seguem a linha “destruidor e bagunceiro”, é recomendado deixar o ambiente em que o pet vai ficar durante a sua ausência o mais seguro possível, colocando os objetos perigosos longe do alcance dele.
 

Mantenha-o no lugar de costume e tente não deixá-lo ansioso, pois a ansiedade, muitas vezes, pode fazer com que ele destrua os objetos. Dê opções de brinquedos para ele roer e se divertir, e use produtos repelentes (encontrados em pet shops) nos móveis da casa para protegê-los do cão destruidor. 

Outra dica é sempre evitar fazer muita ‘festa’ nas chegadas e tornar as despedidas lamentosas nas partidas. Isso ajuda o cão a sentir menos ansiedade com a sua ausência, pois torna esses eventos mais naturais para ele”, indica.

Lembre-se: treinos de adestramento sempre ajudam os cães ansiosos e bagunceiros.


Fonte:

O Carnaval está chegando - Será que levo o pet na viagem em família ou é melhor deixá-lo em um hotel


O Carnaval está chegando e, com ele, as dúvidas de muitos proprietários: será que levo o pet na viagem em família ou é melhor deixá-lo em um hotel?

Antes de tomar qualquer decisão, alguns pontos devem ser considerados. “Para cães que têm problemas de sociabilização ou saúde, não é legal deixá-los no hotel. O indicado é mantê-los com a família ou pedir para alguém cuidar do bichinho em sua própria casa”, explica Tatiana Casari, adestradora da equipe Cão Cidadão, que atende à região de Campinas.

Caso o pet não apresente esses problemas, antes de deixá-lo em um hotelzinho, o recomendado é você conhecer o local com antecedência, para verificar as condições do ambiente em que ele ficará hospedado. Avalie a higiene, o local em que ele vai dormir, se há um espaço para ele tomar sol e se o hotel conta com monitores para supervisionar os cães e agir em caso de emergência.

Se tudo estiver certinho, é chegada a hora de adaptar o amigo ao novo ambiente. Você pode acompanhar o cãozinho ao local, para ver se ele aceita a aproximação dos outros animais. Peça para os monitores fazerem a apresentação de forma tranquila, sociabilizando-os aos poucos. É bom evitar aproximações bruscas!

“Procure hotéis que tenham pessoas que entendam sobre a relação de aproximação dos cães. É legal também levar o cão para passar algum tempo no local, antes da hospedagem, para que ele já se acostume a ficar sem o dono”, comenta a adestradora.

Outra dica é levar para o hotelzinho a caminha e a ração que o pet já está habituado, assim como possíveis medicações que ele esteja tomando. É importante que ele tenha referências de casa. Vale reforçar que é interessante também que o pet passe por uma avaliação comportamental com o especialista do local – alguns hotéis oferecem e até colocam isso como condição! Além disso, muitos estabelecimentos também podem exigir exame de fezes, comprovante de vacinação, vermifugação e antipulgas. O dono precisa estar preparado!
Viagens com o pet

“Se você for levar o cão para viajar, é importante tomar alguns cuidados, como levar ração, medicamentos, objetos pessoais, água e guia. É importante não deixar o cão por muito tempo preso”, orienta Casari.


É essencial também conversar com o médico veterinário antes da viagem, porque ele poderá informar o que é preciso fazer antes e durante o passeio. “Algumas regiões têm muitos mosquitos, por exemplo, e esse profissional pode indicar alguns produtos repelentes e cuidados.”


Listinha de cuidados básicos

  • Durante a viagem, mantenha o pet em uma caixa de transporte ou preso a um cinto de segurança. 
  • Faça paradas periódicas, para o cão fazer as necessidades, beber água e esticar as perninhas.
  • Não se esqueça de levar a quantidade de ração suficiente, os potinhos de água e comida, brinquedinhos e a caminha do amigo.
    Importante: se for ficar em um hotel ou passear na praia, veja com antecedência se pets são bem-vindos no local. 
 Evite dores de cabeça!


Fonte:

domingo, 31 de janeiro de 2016

Descobertos na Argentina ossos de um dos maiores dinossauros do mundo

Paleontólogo Bernardo Gonzalez Riga descobriu uma nova espécie entre os maiores dinossauros conhecidos pela ciência -

Um grupo de paleontólogos anunciou ter descoberto na Argentina os ossos fósseis do dinossauro “Notocolossus, um dos maiores animais terrestres conhecidos”, disseram nessa quinta-feira (21) fontes da investigação científica.

O grupo de investigadores, liderado pelo especialista argentino Bernardo González Riga, descobriu “uma nova espécie que se encontra entre os maiores dinossauros conhecidos pela ciência”, afirmou a equipe.

Os fósseis, encontrados na província argentina de Mendoza, têm cerca de 86 milhões de anos.

A nova espécie “proporciona aos cientistas uma informação-chave sobre a anatomia da extremidade traseira dos tiranossauros gigantes”, considerados geralmente como os maiores animais terrestres que existiram.

Segundo comunicado divulgado por González Riga, a “evidência sugere que foi um dos animais mais pesados já descoberto na Terra”.

“Apesar do caráter incompleto do esqueleto impedir a realização de estimativas precisas do seu tamanho, o úmero (osso do braço) tem 1,76 metrosde comprimento, sendo maior do que o e qualquer outro tiranossauro conhecido.”

O paleontólogo acrescentou que o animal teria entre 25 e 28 metros de altura e pesaria entre 40 e 60 toneladas.


Fonte:

Veja avanço do vírus Zika no mundo - Fonte: EBC Agência Brasil


Entre 3 e 4 milhões de pessoas devem contrair o vírus Zika em 2016 no continente americano, sendo que 1,5 milhão desses casos devem ser registrados no Brasil. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (28) pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas. O cálculo considera o número de infectados por dengue, doença transmitida pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, em 2015, e a falta de imunidade da população ao vírus.

Pelo menos 22 países e territórios já confirmaram a circulação autóctone do vírus Zika, desde maio de 2015, segundo a Opas. A maioria está localizado no continente americano. São eles: Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa (França), Haiti, Honduras, Martinica (França), México, Panamá, Paraguai, Porto Rico (EUA), Ilha de São Martinho (França/Holanda), Suriname, Venezuela, Ilhas Virgens (EUA), Samoa e Cabo Verde. 


Presidenta Dilma Rousseff acompanha ação contra o Aedes aegypti em instalação das Forças Armadas Roberto Stuckert Filho/PR

Além desses países, o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) também aponta casos da doença na Bolívia, em Curaçao, na República Dominicana, em Guadalupe (França), na Nicarágua, Tailândia, em Fiji, nas Ilhas Maldivas, Nova Caledônia (França) e nas Ilhas Salomão. O órgão ainda indica que 10 países da Europa registraram casos importados de Zika: Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.

O Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) informou que um morador do Texas é o primeiro infectado com o vírus Zika no país. O homem havia visitado a América Latina recentemente.

De acordo com a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, o vírus Zika está se espalhando rapidamente pelas Américas e pode chegar a todos os países do continente, exceto o Canadá e o Chile continental, onde o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, não está presente.

Ainda não há dados consolidados e precisos do número de casos da doença nos países que registraram a ocorrência do vírus. Segundo a diretora, a dificuldade na obtenção de números confiáveis de casos de infecção pelo vírus Zika se deve a várias razões, como o fato de o vírus ser detectável somente por alguns dias no sangue das pessoas infectadas, e dos médicos, assim como os exames laboratoriais, não conseguirem com facilidade diferenciar os casos de Zika de doenças como dengue e chikungunya, que têm sintomas semelhantes.

Além disso, apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresentam os sintomas, o que significa que somente uma pequena parcela de pessoas procura os serviços de saúde, prejudicando a contagem dos casos da doença.

Vírus Zika

Da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus, o vírus Zika provoca uma doença com sintomas muito semelhantes ao da dengue, febre amarela e chikungunya. De baixa letalidade, causa febre baixa, hiperemia conjuntival (olhos vermelhos) sem secreção e sem coceira, artralgia (dores nas articulações) e exantema maculo-papular (manchas ou erupções na pele com pontos brancos ou vermelhos), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos da família Aedes (aegypti, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus). A partir da picada, a doença tem um período de incubação de aproximadamente quatro dias no organismo humano até os sintomas começarem a se manifestar, que podem durar até 7 dias.

Como não existe um medicamento específico contra o vírus, o tratamento atual serve apenas para aliviar os sintomas. Assim, o uso de paracetamol, sob orientação médica, é indicado nesses casos.

As medidas de prevenção e controle da doença são as mesmas adotadas para a dengue, febre amarela e chikungunya, como eliminar os possíveis criadouros do mosquito, evitando deixar água acumulada em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e fazer uso de repelentes.

No Brasil, as autoridades de saúde investigam a relação do Zika com o aumento da ocorrência de microcefalia, uma anomalia que implica na redução da circunferência craniana do bebê ao nascer ou nos primeiros anos de vida, entre outras complicações. O Ministério da Saúde confirma 270 casos de bebês que nasceram com microcefalia por infecção congênita, que pode ter sido causada por algum agente infeccioso, inclusive o vírus Zika, e 49 mortes. A pasta ainda investiga outros 3.448 casos suspeitos de microcefalia no país.

Também associado ao vírus, os órgãos de saúde de vários países da América do Sul e Central, incluindo o Brasil, verificaram um crescimento de casos da síndrome de Guillain-Barré (SGB). A doença neurológica, de origem autoimune, provoca fraqueza muscular generalizada e, em casos mais graves, pode até paralisar a musculatura respiratória, impedindo o paciente de respirar, levando-o à morte.

De acordo com a OMS, o Zika pode causar outras síndromes neurológicas, como meningite, meningoencefalite e mielite.

* Com informações da Organização Mundial de Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde, Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças, Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e do Ministério 

da Saúde

Edição: Carolina Pimentel

Fonte:
 

4 Pequenos bichos arquitetos - construções que não foram feitas por humanos


Por mais que o ser humano seja um ótimo arquiteto, ele não é o único ser vivo que constrói estruturas incríveis no nosso planeta. Pássaros, abelhas e formigas são alguns dos animais famosos por construírem habitações geniais, mas também há outros Oscar Niemeyer da natureza que não são tão conhecidos:


4. Cabana de gravetos


 

A lagarta Psychidae constrói sua própria casinha com gavetos. Quando ela é pequena, usa gravetos pequenos, mas conforme vai crescendo adiciona pedaços de galhos maiores. O resultado é tão perfeito que parece uma cabana de madeira em miniatura. O que fascina é a sua habilidade de escolher gravetos com o tamanho perfeito.


 

Algumas de suas “cabanas” são em formato de pirâmide, enquanto outras têm um formato diferente, com os gravetos paralelos, criando um cilindro que tem apenas uma das bases conectada com uma folha ou galho.
 

3. Barraca de folhas


 

Nem todas as Psychidae curtem uma cabana de gravetos. Algumas preferem acampar em barraquinhas feitas de folhas secas. Com a ajuda de camadas de seda, a lagarta organiza as folhas em formato de pirâmide ou Torre Eiffel.


2. Gaiola de pelos


 

A pupa da mariposa Cyana sp. usa uma gaiola de pelos na sua etapa de desenvolvimento entre larva e adulto. Quando ainda é uma lagarta, a Cyana tem pelos longos e flexíveis, que depois são tecidos para formar a gaiola. Como cada pelo não é longo o suficiente para dar a volta toda na gaiola, a lagarta une as pontas de diferentes pelos, de forma perfeita.

O animal então se suspende no meio da gaiola com sua seda. Seus pelos são resistentes o suficiente para segurar o seu peso e proteger a pupa de predadores.
 

1. Casulo de folha


 

A Phonognatha graeffei é uma aranha australiana encontrada tanto em florestas como em regiões urbanas. Ela usa folhas secas para construir um esconderijo bem no centro de sua teia, fechada no topo e com uma abertura embaixo. Quando uma presa passa perto da folha, ela ataca. Quanto têm filhotes, as fêmeas constroem uma casa semelhante para eles, que funciona como berçário. O que destaca esse aracnídeo é a habilidade de usar outros materiais além das folhas quando os têm disponíveis, como papel descartado por humanos. 

Fonte:
[Popular Mechanics, SGMacro]



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