domingo, 17 de janeiro de 2016

Convenção condominial e regulamentos internos, subordinados à Constituição Federal de 1988

“Vacina contra o Zica deve levar dois anos para ficar pronta”, diz ministro da Saúde

O prazo será menor que o tempo para a elaboração da vacina contra a dengue, que demorou cerca de 20 anos para ser concluída e combina proteção contra quatro sorotipos do vírus 



O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (11) que a grande aposta contra o vírus Zika é o desenvolvimento de uma vacina. No entanto, reconheceu que a conclusão dos estudos sobre o imunizante deve demorar pelo menos dois anos.

O prazo será menor que o tempo para a elaboração da vacina contra a dengue, que demorou cerca de 20 anos para ser concluída e combina proteção contra quatro sorotipos do vírus. A vacina contra o Zika, que está relacionado à ocorrência de microcefalia, protegerá contra um.
 

“Estamos estudando, contactando, agindo”, disse o ministro em conversa com jornalistas no Ministério da Saúde na tarde de hoje (11). “Enquanto a vacina não vem, o importante é não deixar o mosquito [Aedes aegypti] nascer, porque quando ele nasce é um perigo ambulante”.

Castro citou um modelo de combate ao Aedes aegypti, vetor do vírus da dengue, da febre chikungunya e do virus Zika, usado no município de Água Branca, no Piauí, que, segundo ele, é “simples e eficiente”. Os agentes de saúde da cidade saem de casa em casa procurando focos do mosquito e colam selos vermelhos nas portas das residências onde são encontrados criadouros. As casas livres de Aedes aegypti recebem um selo verde.

“Aquilo fica exposto e todo mundo quer ter o selo verde. Foi uma mobilização muito grande na cidade e todo mundo fez o dever de casa para que, quando o agente voltasse, já tivesse tudo cumprido para receber o selo verde”, disse o ministro. Em 2015, o município piauiense registrou quatro casos de dengue. Em todo o Piauí, foram mais de 7,5 mil casos da doença.

Dengue
Segundo Castro, a Sanofi Pasteur, fabricante da Dengvaxia – primeira vacina contra a dengue registrada no Brasil – estima que cada dose deverá custar cerca de 20 euros. Para a total proteção contra a doença, serão necessárias três doses do imunizante. O valor oficial será estipulado pela Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos e só depois disso a vacina poderá ser vendida no país.

A distribuição dessa vacina na rede pública de saúde ainda será avaliada, segundo o ministro, que a considera “cara”. O governo aposta em um imunizante que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantã, que deverá custar um terço da Dengvaxia e proteger em apenas uma dose, mas ainda levará um ano para ficar pronto. 


Fonte:  
http://brasileiros.com.br/WJRAq 
 

Especialistas da Fiocruz tiram dúvidas sobre zika e microcefalia

Toda mãe que teve zika terá um bebê com microcefalia? Qual é o risco para as mulheres que querem engravidar agora? Saiba mais para se proteger

Situação inédita no mundo, sem muitos registros na literatura médica, o vírus zika é uma causa em potencial para o nascimento de crianças com microcefalia. Investigações sobre o tema estão em andamento para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e qual seria o período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em entrevista, os especialistas do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Ana Elisa Baião, Márcio Nehab, Tânia Saad e Leonardo Menezes respondem algumas dúvidas sobre o assunto.

O que pode gerar uma microcefalia?

Tânia Saad: A microcefalia é uma situação bastante antiga dentro da medicina. Justamente porque ela não tem uma única causa. Os vírus, de uma forma geral, podem causar microcefalia. O que a gente mais conhece é o vírus da rubéola, um dos mais antigos e que a gente já tem campanhas para evitá-lo, como a vacinação. Mas o citomegalovírus, que parece uma gripe para a mãe, também pode ser causa de microcefalia. O herpes vírus, a toxoplasmose, alguns estágios da sífilis, menos frequentemente, mas além desses quadros que são infecciosos, você também pode ter alterações do metabolismo do bebê, causando isso; você pode ter alterações do fluxo da placenta, da quantidade de sangue com nutrientes que passa da mãe para esse bebê. Por exemplo, problemas de pressão alta, que muitas vezes acontecem durante o pré-natal, podem acabar gerando um crescimento intrauterino restrito, além da própria situação genética, muitas vezes é uma família que tem tendência a ter um crânio menor ou maior.

Como funciona a ação do vírus nos casos de microcefalia?


O vírus zika pode causar a microcefalia durante a gestação ?

Tânia Saad: O vírus passa pela placenta e vai então acometer o tecido cerebral de uma forma que vai desacelerar o crescimento dos neurônios e células que existem. E é essa alteração do crescimento cerebral que vai acabar causando uma alteração na taxa de crescimento do osso. Por isso que leva tanto tempo, nada que vai aparecer em duas, três semanas e possa calcificar o cérebro. Quando há calcificações é indício de que essa infecção aconteceu muito cedo na gestação. A calcificação pode impedir que o cérebro continue a se desenvolver bem.

O vírus pode ser transmitido em uma relação sexual?

Márcio Nehab: A via de transmissão mais conhecida é através do mosquito, o Aedes Aegypti. Ainda é necessário muito estudo para se chegar à conclusão de que pode acontecer a transmissão sexual, pois pouco se conhece sobre o vírus zika. No momento, temos que nos preocupar mais com o vetor conhecido, que é o mosquito, como a via de transmissão do vírus.

Se a mãe tiver o vírus zika durante o período de amamentação, ela pode transmiti-lo para o bebê?

Ana Elisa: Há relatos de pesquisa que mostraram o isolamento do vírus no leite materno, mas não existe comprovação de transmissão por essa via. Não há ainda comprovação suficiente para uma medida tão drástica que é a suspensão do aleitamento materno, que tem uma série de outras vantagens. Portanto, as mães não devem parar de amamentar. A gente sabe que tem outras infecções congênitas que podem ser transmitidas durante a gravidez e que não são transmitidas no aleitamento, embora exista o vírus no leite também. Então, à luz dos conhecimentos científicos atuais, não temos evidências para alterar condutas assistenciais e técnicas no que concerne ao aleitamento materno e aos Bancos de Leite Humano.

Qual o período mais arriscado para a gestante entrar em contato com o vírus transmitido pelo mosquito?

Ana Elisa: Ainda há muito mais perguntas do que respostas sobre o vírus zika. Até o momento, sabemos que o primeiro trimestre é sempre o mais delicado, e isso em qualquer situação, independentemente do zika. É neste período que há mais chances de o vírus, seja ele qual for, ultrapassar a barreira placentária. O que indicamos hoje é que as mulheres devem redobrar os cuidados por todo o período de gravidez.

Como as gestantes podem se prevenir da picada do mosquito? O repelente é o mecanismo mais seguro?

Ana Elisa: O repelente é, de fato, um mecanismo muito importante e eficaz de prevenção. A maior parte das marcas comerciais deles é de uma substância que as grávidas podem utilizar. É indicado usar o repelente em áreas mais expostas. Atenção a mãos, pescoço, rosto e todas as áreas que vão ficar mais expostas inevitavelmente nesse período do verão. Mas existem outras medidas para se prevenir do Aedes Aegypti, como evitar a exposição nos horários de pico do mosquito -amanhecer e anoitecer – e, na medida do possível, usar as barreiras mecânicas, como roupas de manga comprida e calça comprida.

A ultrassonografia é precisa no diagnóstico da microcefalia?

Ana Elisa: A ultrassonografia é precisa no diagnóstico de microcefalia. A ultrassonografia é capaz de identificar outras características, outras malformações cerebrais que poderiam determinar a microcefalia também e que não estariam relacionadas com o zika.

Existem casos em que só podem descobrir depois que nascem?

Tânia Saad: Sim. Se o contato com o vírus acontecer depois do segundo trimestre da gravidez pode não haver tempo suficiente para aparecer na ultrassonografia. Então, muitas vezes, depois da 30ª, 32ª semana é que objetivamente pode começar a ver indícios da microcefalia, quando a mulher, por exemplo, é infectada com dois meses, dois meses e meio de gestação o que seria aproximadamente 10 a 12 semanas.

O que deve ser feito quando um bebê nasce com microcefalia?

Ana Elisa: A criança com microcefalia será investigada em relação às infecções que podem estar relacionadas. Ela será submetida a exames de imagem para coletar mais informações. Um acompanhamento específico, com uma equipe multiprofissional irá apontar o tipo de deficiência que esta criança irá apresentar e quais as medidas que vão ser tomadas para tratar essas deficiências para que a criança possa ter um bom desenvolvimento dentro do possível.

Qual o acometimento de crianças com microcefalia?

Marcio Nehab: A criança que tem microcefalia pode ter o acometimento cerebral ou pode ter outras malformações do sistema nervoso central, levando a graus variáveis de sequelas. A microcefalia pode parecer nova para a população em geral, mas esse diagnóstico de qualquer tipo de deficiência é uma questão que o IFF está acostumado a lidar há muitos anos. A gente tem uma equipe multiprofissional que lida com crianças com diversas patologias, não só a do sistema nervoso central.

Toda mãe que teve zika terá um bebê com microcefalia?

Ana Elisa: Pouco se conhece sobre o vírus zika e outros fatores poderiam estar influenciando a passagem deste vírus pela barreira placentária. Podem ter outros fatores que estejam propiciando a microcefalia. Contudo, podemos afirmar que nenhuma infecção que ocorra durante a gravidez tem uma taxa de 100% de transmissão para o feto. E quando tem infecção no feto, elas não se manifestam da mesma forma. Por ser um assunto novo, não tem como a gente afirmar qual é essa taxa de transmissão e qual a chance do feto desenvolver a doença.

Como é feito o diagnóstico de microcefalia?

Tânia Saad: O diagnóstico da microcefalia não é só a avaliação do perímetro encefálico. Para considerar o tamanho da cabeça do bebê, é preciso observar o momento em que este bebê nasceu. Se ele é prematuro, terá uma cabecinha menor, mas também terá um corpinho menor. É preciso considerar a relação entre a curva do perímetro encefálico, a curva do peso e a curva da estatura da criança; observar se existe a proporção entre o rostinho do bebê e o crânio, ou seja. Ver se não está sobrando pele sobre o crânio, que são elementos que vão ajudar nesse diagnóstico. Além disso, é preciso realizar o exame neurológico e muitas vezes no primeiro exame já é possível observar algumas alterações do desenvolvimento desse bebê. Ele é mais durinho do que deveria ser, às vezes é um pouco mais alheio. Estas são situações que ajudam também a fechar esse diagnóstico. Não só o tamanho da cabecinha.

A microcefalia tem algum tratamento?

Tânia Saad: A microcefalia tem tratamento, mas não é um tratamento específico, depende do acometimento e grau que a criança vai apresentar. Uma vez que ela tenha sido diagnosticada, será necessário cuidar das suas necessidades: fisioterapia, se ela estiver mais rígida, se estiver evoluindo com atraso no desenvolvimento; fonoaudiologia, se tiver dificuldade para engolir; terapia ocupacional para ensinar o bebê para que que servem os movimentos que a fisioterapia vai ajudar a desenvolver; fisioterapia respiratória para que ele possa respirar melhor; neuropediatria porque ele pode desenvolver crises convulsivas; a própria pediatria, gastrenterologia, nutricionista para ajudar essa criança a ter uma boa curva de peso, para que ela possa suportar bem todas as intervenções de interdisciplinaridade que vai precisar. Dependendo do acometimento, vai precisar de mais ou menos suporte.

O que a criança que nasce com microcefalia tem de deficiência?

Márcio Nehab: É impossível dizer qual acometimento cerebral ela vai ter. Ela pode ter retardo mental, paralisia cerebral, epilepsia, atraso no desenvolvimento global. Existem diversas manifestações clínicas do acometimento cerebral, levando a diferenças em relação ao prognóstico dessas crianças. Algumas crianças podem desenvolver um grau de microcefalia pequeno e que não tem nenhum acometimento cerebral. Isso pode acontecer. Existem tem gradações de microcefalia, inclusive, a Sociedade Americana de Neurologia classifica em microcefalia e microcefalia severa.

Qual o conselho para as mulheres que desejam engravidar no momento?

Leonardo Menezes: Esse é um risco que deve ser dividido. Mas como infectologista, acredito que o mais prudente é postergar a gravidez, caso haja a possibilidade, até para a gente entender melhor o que está acontecendo. Não há ainda subsídios clínicos de entendimento sobre essa doença para poder dizer por quanto tempo isso vai acontecer. A gente precisa ter tempo para entender o que está acontecendo para ter uma resposta mais fidedigna em relação ao zika.

Uma criança já nascida pode ter microcefalia se a mãe pegar zika?

Leonardo Menezes: Não. A microcefalia não é uma doença transmissível, ela está associada a uma deficiência no crescimento do cérebro, dado pela doença intraútera, ou seja, uma infecção que ocorre dentro da barriga da mãe.

O zika pode causar problemas para crianças que já nasceram?

Leonardo Menezes: A zika, assim como outras doenças, quando se pega fora da barriga da mãe não traz tantos problemas. O problema é quando a infecção ocorre ainda na formação do bebê, no primeiro trimestre da gravidez. Habitualmente, o indivíduo que já nasceu não tem um impacto clínico ou sequelas.

O zika tem o mesmo efeito em crianças e adultos?

Leonardo Menezes: Os sintomas da zika em crianças são semelhantes aos dos adultos: manchas com vermelhidão na pele, principalmente nas extremidades, que podem coçar; febre baixa; dor nas pequenas articulações; dor de cabeça; enjoo e conjuntivite leve, sem pus.

É verdade que a vacina contra a rubéola vencida é a causa do surto de microcefalia?

Leonardo Menezes: Este boato não tem fundamento. E, do ponto de vista técnico, acredito que nem o Ministério da Saúde nem as autoridades competentes dariam vacina vencida para qualquer cidadão do país.

A prevalência de infecção por vírus zika em grávidas que tiveram filhos com microcefalia é significantemente maior do que as grávidas que tiveram filhos sem microcefalia?

Leonardo Menezes: O que há atualmente é um rumor, com alguma evidência do ponto de vista de aumento da incidência da Zika, associada ao aumento de casos de microcefalia. A estatística é fundamental para começar a mostrar alguma relação entre zika e microcefalia, mas ainda não há um estudo pronto, até pela questão do tempo. Podemos ter infecção por zika em mulheres e isso não quer dizer necessariamente que uma infecção causa a microcefalia que estamos observando.

Uma mãe que já teve zika em algum momento da vida é capaz de ter um bebê com microcefalia?

Leonardo Menezes: Não há um risco maior da criança nascer com microcefalia se a mãe já tiver contraído zika no passado. Por exemplo, se uma mulher que teve a doença há um ano e engravidar hoje não terá problema maior. As infecções congênitas que levam a alterações fetais geralmente acontecem quando o paciente tem a infecção no momento da gravidez.

Uma pessoa que esteja com zika deve evitar algum tipo de medicamento como acontece no caso da dengue?

Leonardo Menezes: A dengue tem um problema maior com medicamentos porque a doença costuma cursar com a baixa de plaquetas, e estas são fundamentais na coagulação do sangue. E quando o paciente toma um anti-inflamatório, como o AAS, Ibuprofeno, o remédio inibe a adesão de plaquetas. No caso da zika, a diminuição de plaquetas não é um fenômeno muito encontrado, mas, por precaução, deve-se evitar medicamentos como anti-inflamatório e tomar o paracetamol ou dipirona.

O antialérgico pode ser indicado para zika?

Leonardo Menezes: Os antialérgicos podem ser dados como medicamentos paliativos, mas não há indicação formal para esse tipo de medicamento nessa patologia.

As receitas caseiras podem ser usadas para o tratamento da zika?

Leonardo Menezes: Não. As receitas que não têm validade do ponto de vista científico. Como membros da academia da ciência, a gente não pode recomendar uma intervenção deste tipo. Assim como no caso de repelentes caseiros e outras sugestões que falam em uma situação como esta que estamos vivendo.

Há vacina contra o vírus zika?

Leonardo Menezes: Não. Ainda não há conhecimento suficiente sobre a doença para se criar uma vacina.


Fonte:  
http://brasileiros.com.br/WJRAq 

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dicas de como ensinar as crianças a cuidar dos animais de estimação

Os pais devem ensinar o filho a cuidar dos animais de estimação. Confira algumas dicas.

Você conseguiu o bichinho de estimação que você e seus filhos sempre quiseram. Um animal de estimação pode ser uma experiência para as crianças, ensinando sobre responsabilidade, amor e como cuidar de outro ser vivo. Porém, isso pode dar muito trabalho ao ensinar as crianças a cuidar dos animais de estimação. 
Saiba mais sobre o assunto e confira dicas de como ensinar ao filho a cuidar dos animais de estimação.


Os animais de estimação podem ser cuidados por crianças. (Foto: divulgação)

Cuidados com animais de estimação

Converse com o seu filho sobre as responsabilidades em relação aos animais de estimação. É preciso decidir com seu filho quais serão as tarefas dele quando cuidar do animal de estimação. Fique disposto a negociar e ceder. Se você for responsável para cuidar da limpeza da casa e dos seus filhos responsáveis pela alimentação, água e passeios com o bichinho.

Tenha certeza da tarefa de seus filhos são apropriadas para idade dele. Uma criança de 5 anos de idade pode ser capaz de ajudar na limpeza da gaiola de um hamster. Seja paciente e ensine passo a passo como cuidar de animais de estimação. Crie um quadro com os cuidados com os animais que explique claramente as tarefas de filhos.

Se os seus filhos cuidarem de uma tarefa, marque uma caixa ou coloque um adesivo no cartaz. De prêmios, como um filme ou noite de pizza para sempre que chegar uma certa quantidade de adesivos ou marcações.


É preciso ensinar as crianças a cuidar dos animais com carinho. (Foto: divulgação)
  
Ensine as crianças os benefícios de ter animais de estimação. Eles não devem ter somente responsabilidades com animais de estimação, mas eles devem ter alegrias também. Ensine as crianças como se divertir com cães e gatos e manter os animais menores, com hamsters e ratos. As crianças devem ser legais com os animais para que ele não tenha medo dos seus filhos. Deixe que as crianças alimentem, treinem ou brinquem com animais de estimação para que eles, criando um laço emocional com seus filhos das responsabilidades do animal de estimação.

Em um mundo qualquer você não teria tempo de lembrar os filhos de fazer suas tarefas com os animais, mas as crianças precisam de repetição e do reforço das informações. Espere ter que lembra-los, mas não espere ter que fazer a tarefa por si mesmo, a não ser que os filhos sejam muito jovens.

Os animais que passaram por algum treinamento serão mais fáceis para o filho cuidar. Porém, se o animal se torna agressivo com uma criança, separe ele do animal e repense se o bichinho é o mais indicado para sua casa.


Os pais podem ensinar os filhos a cuidar dos animais de estimação. (Foto: divulgação)

Os animais de estimação são excelentes escolhas para as crianças. Porém, é preciso saber como escolher um animal de estimação que irá agradar a criança e ser fácil de cuidar. É preciso ensinar as crianças a cuidar dos animais de estimação para que elas prestem os serviços necessários a ele.

Fonte:
http://www.mundodastribos.com/como-ensinar-ao-filho-a-cuidar-dos-animais-de-estimacao.html 

Tendências para 2016 - Novidades que prometem agitar o mercado pet nos próximos meses.


As tendências para animais de estimação em 2016 são o assunto da matéria a seguir, na qual vamos comentar a respeito de algumas das principais novidades do mercado pet.

Tendências para animais de estimação em 2016 (Foto Ilustrativa)
Tendências para animais de estimação em 2016 (Foto Ilustrativa)

Assim como seus donos, muitos dos animais de estimação também adoram andar na moda, usando roupas preparadas especialmente para eles e também acessórios e sapatos, que podem deixar o visual ainda mais moderno.
 
 
Muitos donos de gatos também adoram enfeitar seus felinos (Foto Ilustrativa)
Muitos donos de gatos também adoram enfeitar seus felinos (Foto Ilustrativa)

 Entre as tendências da moda pet 2016, um dos destaques está nas camisas de times de futebol para cachorros, que já fazem sucesso há algum tempo e prometem continuar com tudo na próxima temporada. Disponíveis em vários tamanhos e modelos, elas são a peça ideal para passear com seu melhor amigo depois da vitória do time de coração.
Outro item que também promete continuar em alta é o sapato para cães, que tem ganhado novos modelos, cores e estilos diferentes. Além de enfeitar o animal, o acessório também ajuda a proteger as patas do asfalto quente, de objetos que podem ferí-las (pregos e cacos de vidro nas ruas) e também de sujeiras, parasitas e infecções.

Antes de comprar roupas, calçados e acessórios para seus bichinhos, é preciso saber se ele gosta de usar esses itens (Foto Ilustrativa)

Antes de comprar roupas, calçados e acessórios para seus bichinhos, é preciso saber se ele gosta de usar esses itens (Foto Ilustrativa)
As roupas de festa para cães e gatos são outra tendência 2016, uma boa alternativa de figurino para levar seu animalzinho para aquela festa pet dos amigos, que também tem ganhado espaço entre os apaixonados pelos pets. E para completar o look não faltam opções de lenços, gravatinhas, cachecóis, lacinhos, toucas, óculos de sol e até brincos para animais.
Há ainda os artigos de luxo do mercado pet, que entre as novidades para 2016, trazem coleiras enfeitadas com pedras preciosas, para deixar seu bichinho mais elegante. Roupas, bolsas e outros acessórios para pets, de famosas grifes internacionais, são outras apostas no segmento premium.

Outras novidades

Os cães contam com inúmeros itens de moda (Foto Ilustrativa)
 Os cães contam com inúmeros itens de moda (Foto Ilustrativa)

E as novidades do mercado pet para 2016 não ficam só nas roupas e acessórios. No ramo de alimentação, por exemplo, os sorvetes para cães e gatos, em sabores como galeto e fígado, aparecem como opção de sobremesa para os bichinhos.

Já no segmento de farmácia, uma das novidades está nos remédios com sabor de bacon, salmão e uva, no formato de biscoito, específicos para tratar cães, gatos, aves e animais exóticos.

Fonte:
http://www.mundodastribos.com/tendencias-para-animais-de-estimacao-em-2016.html


Saúde e Sustentabilidade - Cidades Verdes: as florestas protegidas nas cidades


Vivemos desconectados das nossas florestas. Com poucas exceções, repetimos um modelo de desenvolvimento em que grandes populações são adensadas em centros urbanos cinzas e áridos, repletos de serviços de todos os tipos, mas distantes dos serviços ambientais tão importantes à nossa sobrevivência e qualidade de vida. A água, vamos buscar cada vez mais longe. Uma cidade arborizada e biodiversa, com temperaturas mais frescas, clima regulado e ar puro, é quase sonho.

A causa essencial dessa desarmonia entre percepção e realidade se dá pela falta de conhecimento sobre o papel das florestas nas nossas vidas. Acreditamos que florestas são apenas aquelas grandes extensões de copas de árvores distantes das cidades, mas nos esquecemos que nossas próprias cidades foram construídas sobre essas áreas verdes e ainda dependem muito do que delas sobraram.

No Brasil, 72% da população, algo como 145 milhões de pessoas, vive nas 3.429 cidades da Mata Atlântica e dependem dos serviços ambientais prestados pelo bioma. Essas cidades apresentam também um dos maiores índices de urbanização do país, com quase 90% da população vivendo em áreas urbanas. E qual a surpresa se não que boa parte do que restou da Mata Atlântica e hoje encontra-se protegida também está próxima ou inserida nessas mesmas regiões urbanizadas.

O dado é de um recente estudo em que a SOS Mata Atlântica buscou compreender os desafios dessa relação entre urbanização, conservação da natureza e cidadania, mapeando, pela primeira vez, a situação das Unidades de Conservação (UCs) Municipais da Mata Atlântica.

As UCs são áreas que possuem recursos fundamentais para a vida e, por isso, são protegidas por lei e devem receber o cuidado de todos. Elas estão dividias em 12 categorias, algumas bastante restritivas e que não permitem a entrada de pessoas; outras não apenas permitem como estimulam a visitação, como são os casos dos parques – dois exemplos são os famosos Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, e o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O levantamento da SOS Mata Atlântica identificou 730 Unidades de Conservação Municipais, que totalizam 2,3 milhões de hectares (ha). A maior parte dessas UCs (715 unidades ou 2,29 milhões de ha) estão em áreas de florestas ou ecossistemas associados. Outras 15 unidades (80 mil ha) foram registradas na Zona Marinha. As UCs Municipais identificadas representam 46% do total de unidades existentes na Mata Atlântica.

Mais de 80% das UCs Municipais da Mata Atlântica estão sob influência dos centros urbanos e próximas das pessoas. Isto porque a maioria dessas unidades estão localizadas nas cidades (71%) ou no seu entorno (10%).

Mesmo em menor número (19%), as unidades inseridas no ambiente rural dos municípios representam a maior cobertura territorial, o equivalente a 81%, sendo sua principal contribuição a proteção e manutenção da água doce e bacias hidrográficas que abastecem os centros urbanos.

Essas florestas inseridas ou próximas das cidades trazem ainda diversos outros benefícios, como a regulação do clima, a qualidade do ar e a proteção da saúde das pessoas, temas que ficam para um segundo artigo.

Para conservar e recuperar as áreas verdes das nossas cidades, antes temos um desafio extremamente importante pela frente: reconectar meio ambiente e sociedade. Nossa qualidade de vida, saúde, alimentação, equilíbrio e bem-estar social dependem da natureza. 





Artigo de Marcia Hirota e Evangelina Vormittag*, originalmente publicado no Blog do Planeta
*Marcia Hirota é diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica; Evangelina Vormittag é diretora presidente do Instituto Saúde & Sustentabilidade.


Fonte:
http://www.saudeesustentabilidade.org.br/index.php/cidades-verdes-as-florestas-protegidas-nas-cidades-see-more-at-httpswww-sosma-org-brartigocidades-verdes-florestas-protegidas-nas-cidadessthash-bqrhjcjs-dpuf/
 

Como seu cão sabe o que você está sentindo: detector de emoções é encontrado no cérebro dos cães

Não tem nada mais irritante para um amante de cães do que ouvir coisas como “pare de falar desse jeito com seu cachorro, ele não te entende!”.

Agora, quando você quiser calar a boca desses insensíveis, pode contar com a ciência: uma nova pesquisa do grupo MTA-ELTE da Academia de Ciências da Hungria, em Budapeste, descobriu que nossos amigos de quatro patas tem um “detector” no cérebro dedicado a decifrar emoções em vozes humanas e caninas – e é por isso que seu bichinho de estimação sempre sabe quando você está triste ou alegre.

O circuito neural funciona de forma surpreendentemente semelhante ao dispositivo de detecção de vozes encontrado no cérebro humano. “É o primeiro passo para a compreensão de como os cães podem ser tão sintonizados com os sentimentos de seu dono”, diz Attila Andics, neurobiólogo que liderou o estudo.

Os resultados sugerem que a área para detecção de vozes evoluiu pelo menos 100 milhões de anos atrás, a idade do último ancestral comum de humanos e cães. Também oferecem uma nova visão sobre a conexão exclusiva dos seres humanos com os nossos melhores amigos animais, e ajudam a explicar os mecanismos comportamentais e neurais que fizeram desta aliança tão eficaz por dezenas de milhares de anos.
 

O estudo

Na década de 1990, cientistas canadenses identificaram uma parte do cérebro humano dedicada a reconhecer vozes. A área não processa palavras ou frases; na verdade, ela detecta todas as outras informações contidas em sons. Por exemplo, quem é a pessoa que está falando? Como ela está se sentindo? Ela está sendo sarcástica ou falando sério?

Andics e sua equipe queriam ver se os cães tinham uma região análoga em seus cérebros. Para isso, eles tiveram que realizar o aparentemente impossível: fazer com que 11 cães ficassem imóveis dentro de uma máquina de escaneamento do cérebro de 10 minutos a uma hora, o tempo todo ouvindo cerca de 200 barulhos diferentes.

Os cientistas começaram com métodos de treinamento padrão: montes de guloseimas e carinho para mostrar que o cachorro fez o esperado. Mas o que realmente ajudou foi criar uma competição entre os animais.

“Nós colocávamos um cão experiente no scanner, e ele ficava lá quietinho. Então nós trazíamos para a sala um cão menos experiente, e ele ficava com tanta inveja! Ele também queria estar na mesa do scanner como o outro cão”, explica Andics.



Após cerca de 20 sessões de treinamento, os pesquisadores colocaram fones de ouvido em cada cão e os deixaram ouvir três tipos de sons: vozes humanas, vozes caninas e ruídos ambientais, tais como um telefone tocando ou um martelo batendo em um prego.

A equipe, então, analisou quais partes do cérebro dos animais responderam a esses sons. Eles descobriram que, assim como os seres humanos, os cães têm uma região com neurônios que se acendem com mais força quando ouvem vozes de sua própria espécie – outros cães latindo, rosnando ou lamentando.

Houve também uma região que era sensível aos tons emocionais em ambas as vozes humanas e caninas, e essa área fica localizada no mesmo local que é encontrada em pessoas – na parte de trás do cérebro, perto das orelhas.

“Quando você olha como os cães respondem a estímulos emocionais em sons, é muito semelhante à forma como os seres humanos respondem. É na mesma região do cérebro, e é mais forte com vocalizações positivas do que negativas”, afirma Andics.

Isso significa que, como as pessoas, os cães usam parâmetros acústicos simples para deduzir o conteúdo emocional de um som. Por exemplo, quando você ri , o som sai em peças curtas e rápidas (há há há). Mas se esse som ficar mais longo (haaaa, haaaa), começa a soar mais como um choro ou lamento. É nisso que as pessoas – e os cães – prestam atenção.
Mas também foram vistas algumas diferenças no processamento de sons nas duas espécies: em cães, 48% de todas as regiões do cérebro sensíveis ao som responderam mais fortemente a outros barulhos, que não vozes. Nos seres humanos, entretanto, apenas 3% das mesmas regiões do cérebro mostram uma maior resposta a sons não vocais.

Fonte:
[NPR, ScienceDaily]


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