quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Manchetes da Ciência/2015 - 3. A planta que tem gosto de bacon


manchetes ciencia 3
O bacon é amado e ao mesmo condenado nessa nossa sociedade, justamente por não ser lá o alimento mais saudável do mundo. Mas e se houvesse um tipo de bacon bom para você? Seria uma espécie de Santo Graal gastronômico!

Graças a pesquisadores da Universidade Estadual do Oregon, nos EUA, esse sonho pode se tornar realidade. Eles descobriram um tipo de alga chamada dulce, comumente encontrada nas zonas costeiras do Atlântico e do Pacífico. Colhida e comida por séculos, não é uma novidade propriamente dita. Ela é conhecida por ser um “superalimento”, o tipo que é carregado de valor nutricional. Comparada a couve, sua concorrente mais famosa, possui o dobro de nutrientes, por exemplo.

O que os cientistas descobriram enquanto estudavam novas estirpes de dulce foi que, quando frita, ela tem um gosto muito parecido com bacon. Os pesquisadores dizem que há um grande potencial para esta nova cepa de alga marinha, o de se tornar um alimento muito popular que é tão gostoso quanto saudável.


Fonte:
http://hypescience.com/10-grandes-manchetes-da-ciencia-em-2015/

Manchetes da Ciência/2015 - 2. Trazer o mamute de volta à vida


manchetes ciencia 2
A engenharia genética é um dos campos mais controversos da pesquisa científica. Uma de suas técnicas é conhecida como CRISPR, e pode ser usada para modificar um gene, múltiplos genes e, teoricamente, até mesmo um genoma inteiro.

Alguns cientistas acreditam que ela poderia impedir o processo de envelhecimento. Outros pensam que deveria ser usada para modificar espécies inteiras de animais problemáticos, como pragas. CRISPR também pode ser usada para “de-extinção”, ou seja, para trazer espécies extintas de volta à vida.

Os cientistas já estão tentando algo do tipo, através da inserção de DNA do mamute-lanoso em células pertencentes a elefantes asiáticos, seus parentes mais próximos. Até o final de 2015, nós simplesmente temos algumas células de elefantes saudáveis com DNA de mamute. Mas esse já é um passo em frente para reviver um animal desaparecido há 3.300 anos.



Fonte:
http://hypescience.com/10-grandes-manchetes-da-ciencia-em-2015/

Manchetes da Ciência/2015 - 1. A megaestrutura misteriosa


 

Em setembro, os astrônomos anunciaram a descoberta de uma estrela peculiar com o nome KIC 8462852. Ela exibe um comportamento curioso, na forma de flutuações de luz imprevisíveis e erráticas.

A luz de uma estrela pode ser bloqueada por objetos em intervalos regulares, que podem ser previstos, uma vez que você aprende o padrão orbital da estrela. Esse não foi o caso com a KIC 8462852.

Os pesquisadores sabem que não é um planeta que está causando tais flutuações, porque mesmo um planeta gigante como Júpiter só escurece o brilho do sol por 1%. A estrela experimenta uma diminuição de luz de 22%.

Outras teorias para explicar essa bizarrice incluem uma nuvem de poeira e detritos, uma série de cometas, uma estrela de forma irregular e… uma megaestrutura criada por alienígenas.

Para sermos justos, estes tipos de estruturas gigantes foram teorizadas por cientistas há muito tempo. Algo chamado “esfera de Dyson” poderia hipoteticamente ser construído por uma civilização avançada para usar a estrela como fonte de energia.

Estamos quase certos de que aliens não são a explicação mais provável para esse mistério, mas ainda não podemos descartar totalmente essa teoria. [Listverse]


Fonte:
http://hypescience.com/10-grandes-manchetes-da-ciencia-em-2015/

Manchetes da Ciência/2015 - 10. Água em Marte

É, 2015 está chegando ao fim. Como sempre, a ciência teve um grande ano. Foram muitas descobertas e desenvolvimentos importantes, e abaixo você confere os que geraram mais atenção da mídia.


 

A existência de água em Marte tem sido um tema de debate constante há décadas. Já sabíamos que o planeta tinha gelo e vapor, mas a presença de água líquida, enquanto provável, não tinha sido ainda estabelecida.

Isso mudou em outubro, quando a NASA anunciou que o rover Curiosity encontrou evidências de fluxos de água líquida em Marte. Os cientistas não têm certeza da fonte, mas sabem que a água passa por cânions e paredes da cratera durante os meses de verão.


O processo de análise desta água, no entanto, será lento e metódico. Existe a preocupação de que micróbios da Terra infectem o local, razão pela qual o rover atual não vai analisar os fluxos de água mesmo que os encontre. O novo desafio dos pesquisadores será desenvolver uma nave espacial realmente “limpa” e esterilizada para futuros estudos.


Fonte:
http://hypescience.com/10-grandes-manchetes-da-ciencia-em-2015/

Resolvido o mistério de como as cobras perderam as pernas

Crânio do D. patagonica
 Crânio do D. patagonica

A análise de um fóssil réptil está ajudando os cientistas a resolver um enigma evolutivo: como as cobras perderam suas pernas.
O crânio fóssil possui 90 milhões de anos. As comparações entre tomografias feitas do exemplar e de répteis modernos indicam que as cobras perderam suas pernas quando seus ancestrais evoluíram para viver e caçar em tocas, o que muitas cobras ainda fazem hoje.


Os resultados mostram que esses animais não perderam seus membros a fim de viver no mar, como tinha sido sugerido anteriormente.

Característica comum

Os cientistas usaram tomografia computadorizada para examinar o ouvido interno do Dinilysia patagonica, um réptil de dois metros de comprimento intimamente ligado às cobras modernas.
Estes canais e cavidades ósseas, como aqueles nos ouvidos de cobras escavadoras modernas, controlavam sua audição e equilíbrio.
Foram construídos modelos virtuais em 3D para comparar em seguida os ouvidos internos dos fósseis com os de lagartos e cobras modernas.

Os pesquisadores descobriram uma estrutura distinta dentro do ouvido interno do fóssil e dos animais que escavam ativamente. Essa estrutura pode ajudá-los a detectar presas e predadores, e não está presente em cobras modernas que vivem na água ou acima do solo.

Espécie ancestral

As descobertas vão ajudar os cientistas a preencher lacunas na história da evolução das cobras.
“Como as cobras perderam suas pernas tem sido um mistério para os cientistas, mas parece que isso aconteceu quando os seus antepassados se tornaram peritos na construção de tocas”, disse o Dr. Hongyu Yi, da Escola de Geociência da Universidade de Edimburgo, na Escócia, que liderou a pesquisa.
 

Dinilysia patagonica foi confirmada como a maior cobra escavadora já conhecida. Também pode oferecer pistas sobre uma espécie ancestral hipotética, do qual todas as cobras modernas seriam descendentes, que provavelmente era escavadora.
 

O estudo foi publicado na revista Science Advances. [ScienceDaily]

Fonte: 
http://hypescience.com/resolvido-o-misterio-de-como-as-cobras-perderam-as-pernas/

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

16 passos para agir de forma sustentável antes, durante e depois de uma viagem




Foto: Danup
 Você é uma pessoa consciente, que preza por suas ações e reflete sempre a cada atitude que toma pois sabe que tudo contribui com os problemas ambientais que rondam o nosso planeta, certo? Mas e na hora de viajar? 
Quando estamos conhecendo outra parte do mundo, muitas vezes esquecemos que tudo o que fazemos ali também gera um impacto na sociedade e no meio ambiente. Por isso devemos ficar atentos e levar a responsabilidade sócio-ambiental aonde quer que a gente vá.
E não precisa se preocupar, agir de forma sustentável antes, durante e depois de uma viagem é tão fácil e prazeroso quanto fazer isso em casa.

 Basta tomar algumas medidas simples e aproveitar o passeio.

Antes de viajar:
Repense o uso do avião. Se o seu destino não for muito longe, procure um meio de transporte menos poluente, como trens e barcos. Os aviões são grandes poluentes e emitem toneladas de dióxido de carbono a cada viagem, contribuindo com o aumento do aquecimento global e das mudanças climáticas. Se não tiver alternativa, prefira vôos com o mínimo de escalas, já que grande parte das emissões acontece durante a decolagem e aterrissagem.
Algumas companhias aéreas já oferecem o serviço de neutralização de carbono, pelo qual o cliente pode zerar o que foi emitido em sua viagem. Portanto pesquise e, se possível, dê preferência a essas empresas.
Pesquise sobre a cultura local. Valorizar e respeitar a cultura e o povo do local onde você irá visitar é uma excelente forma de demonstrar seu engajamento. Procure saber mais sobre seus costumes e hábitos, aprenda algumas palavras e expressões em sua língua e leve algumas lembranças do Brasil. Seus anfitriões certamente irão gostar.

Durante a viagem:
Mantenha as atitudes ambientais. Não é porque você está hospedado em um hotel que você pode deixar a torneira aberta, a luz ligada e o ar condicionado funcionando mesmo não estando no quarto. Portanto continue tomando banhos curtos, tirando os aparelhos eletrônicos do standby e informe à camareira que não precisa trocar sua roupa de cama todos os dias.
Respeite os ecossistemas. Quando for fazer uma trilha ou mergulhar em algum coral, tenha cuidado com quem vivem naquele ambiente. Não dê comida a animais silvestres nem retire plantas do seu habitat. Lembre-se: “não se tira nada, a não ser fotografia, não se deixa nada, a não ser pegadas e não se leva nada, a não ser lembranças”.
Procure acomodações ambientalmente responsáveis. Muitos hotéis, pousadas e albergues já se renderam à sustentabilidade e investiram em estruturas que respeitam o meio ambiente. Esses locais utilizam sistemas de energias alternativas, como a solar e eólica, reciclam seus resíduos e reaproveitam a água. Se informe com seu agente de viagem e diga que você quer ficar em um local como esse.
Valorize o guia local. Além de ajudar a gerar renda para a comunidade, ao usar os serviços de um guia local você estará valorizando o trabalho de alguém que conhece a região e que certamente irá te levar nos melhores lugares. Por ter crescido naquele ambiente e depender do turismo, essas pessoas normalmente possuem um grande respeito e prezam pela preservação do meio ambiente.
Respeite a cultura local. Nós sabemos que em alguns lugares o modo de vida e os hábitos da população são bastante diferentes dos nossos. Por isso, assegure-se que o seu vestuário e comportamento são adequados naquele destino. E lembre-se que as diferenças existem e que todos nós devemos respeitar essas formas de pensar e agir.
Prefira transportes alternativos. Quando for se deslocar para algum restaurante ou ponto turístico, de preferência aos meios de transporte menos poluentes como bicicletas, transporte público e até caminhadas. Você não tem a desculpa de que está com pressa, portanto aproveite o caminho da forma mais prazerosa e menos poluente possível. Além de reduzir a emissão de gases tóxicos, essa é uma chance de conhecer melhor a cidade e as pessoas que vivem ali.
Recicle. Se você já recicla em casa, por que não reciclar durante a viagem? Separe seu lixo por tipo de material e deposite em coletores apropriados. Informe-se no lugar onde está hospedado se eles realizam esse tipo de coleta. Caso não pratiquem, pergunte o motivo e incentive essa prática.
Consumo consciente. Evite comprar o que não seja necessário. Utilize sacolas retornáveis no lugar das plásticas e não gaste seu dinheiro com o que não for mais utilizar. Assim você diminui o volume do lixo produzido e o consumo de energia, água e matéria-prima que seriam utilizadas no processo de produção.
Valorize a produção local. Ok, você não resistiu e quer levar uma lembrancinha? Então dê preferência aos trabalhos artesanais, desenvolvidos por artistas da comunidade. Além de valorizar a cultura e gerar renda para os habitantes do local, você certamente não encontrará aqueles produtos em outros lugares.
Experimente os sabores locais. Na hora do almoço ou do jantar, que tal deixar a comida internacional de lado uma vez e tentar a culinária típica daquela região? Se informe sobre quais são as frutas e vegetais da estação e prove! Por serem produzidos localmente, esses alimentos são mais frescos e não emitem tantos gases poluentes durante seu transporte.
Não compre produtos que agridam o meio ambiente. Quando visitar uma feirinha ou centro de compras, fique atento aos vendedores que tentam te convencer a levar produtos feitos com conchas, corais, estrelas do mar, couro, mármore, penas ou outros materiais naturais. Ao dar seu dinheiro por aquele souvenir, você estará incentivando um comércio que muitas vezes é prejudicial ao meio ambiente.
Valorize o ecoturismo. Pergunte aos guias locais quais as opções de passeio que te coloquem em contato com a natureza e que valorizem o desenvolvimento sustentável. Parque, trilhas, reservas ecológicas e florestas são boas opções para descobrir as maravilhas da região e incentivar a preservação do meio ambiente.

De volta para casa.
Cuidado com o que sobrou da viagem. Revistas, embalagens de presente, bilhete de passagem e tudo mais que puder se reciclado deve ser separado corretamente. Restos de comida podem virar material para composto orgânico e guias de passeios podem servir para aquele amigo que se animou com a sua viagem.
Dê a sua opinião. Quando voltar da viagem faça uma análise e reflita se as pessoas daquele lugar agiram de forma responsável. Seja com a natureza ou com a comunidade, essas atitudes fazem a diferença e a sua opinião pode contribuir para melhorar a realidade daquele local.
Fonte: 
http://www.ecodesenvolvimento.org/voceecod/turismo-sustentavel#ixzz3rJhaDIob   

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Turismo sustentável - Atitudes simples que ajudam na proteção do meio ambiente

O setor turístico movimenta cerca de US$ 1 trilhão por ano, segundo a Organização Mundial do Turismo, OMT. Somente este ano, mais de 1,5 bilhões de pessoas viajaram pelo mundo, um aumento de quase 5% em relação a 2014.
Para a agência da ONU, este é um bom resultado, por isso, o setor tem um papel importante na promoção da sustentabilidade. Há dois meses, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução pedindo aos países para que promovam o turismo sustentável.
Resolução
Para a Assembleia Geral, é uma maneira do setor ajudar a erradicar a pobreza e diminuir os impactos no meio ambiente. De Madri, a diretora de comunicação da OMT, Sandra Carvão, explicou à Rádio ONU que a resolução está centrada em diminuir impactos.
“Hoje em dia o setor turístico é um dos mais importantes a nível mundial, com um fluxo de pessoas que há que gerir de forma responsável em termos do impacto que podem ter nos recursos ambientais, mas também do impacto que podem ter nas sociedades que visitam. Realmente esta resolução vem no momento perfeito. Permite-nos trabalhar com os países membros e dizer que o turismo pode ser uma ferramenta para contribuir ao desenvolvimento sustentável, que todos temos como objetivo.”
Lazer e negócios
Sandra Carvão, da Organização Mundial do Turismo, destaca que a responsabilidade é dos governos, da indústria e também dos viajantes.
Nastássia Welter é gerente comercial e mora em Nova York. Ela chega a fazer seis viagens por ano, a lazer e a negócios. Nastassia garante que já coloca em prática ações amigas do ambiente.
“Normalmente as minhas viagens são longas e eu uso o serviço de quarto um dia sim, um dia não. Não peço toalhas (de banho) limpas todos os dias, eu não peço para que minha cama seja limpa todos os dias, até porque eu não faço isso na minha casa, então não tem porquê eu fazer isso no hotel também.”
Atitudes simples, mas que estão no centro do turismo sustentável. Um parceria da OMT com a indústria hoteleira tem ajudado a promover algumas mudanças. Cláudia Lisboa é diretora do projeto Soluções de Energia para Hoteis:
“Pode ser uma simples mudança de hábitos e envolver os clientes no hotel. Soluções um bocadinho mais avançadas é o que se agora vê muito em quase todos os hotéis: a chave do quarto serve para ativar todas as instalações elétricas, desde o ar condicionado até as luzes dentro do quarto.”
À Rádio ONU, Cláudia Lisboa explicou, de Madri, que o setor de turismo é responsável por 5% das emissões de CO2 no mundo e 2% correspondem ao setor hoteleiro. Outras  soluções envolvem o investimento em fontes renováveis de energia, como a instalação de paineis solares.
Mas os hábitos de turismo sustentável podem ser realizados também fora dos hotéis, como indica Sandra Carvão, da OMT:
“Temos algumas sugestões para quem viaja. Por exemplo, a possibilidade de comprar produtos locais para ajudar a economia, de optar sempre que possível por meios de transporte mais sustentáveis e mitigar o impacto que tem no ambiente. Escolher hotéis que de alguma maneira estejam certificados com normas ambientais e contribuam também para o desenvolvimento das comunidades onde se inserem.”
Hotéis
Ao investir na sustentabilidade, os hotéis podem melhorar sua imagem e atrair mais clientes. A opinião é da especialista Cláudia Lisboa:
“Uma coisa que se tem visto ultimamente é que se imaginarmos dois hotéis exatamente com as mesmas características, com o mesmo preço de quarto e o mesmo tipo de serviço, o fato de um já ter como parte da política da empresa uma certa atenção à sustentabilidade, ter o cuidado de diminuir o impacto do hotel na mudança climática, em muitos casos os clientes preferem pagar nem que seja um pouco mais para ir para este hotel.”

E a viajante Nastássia Welter, que recentemente se hospedou em um hotel 4 estrelas na Califórnia, aprova:
“Nessa minha última viagem para São Francisco, eu fiquei em um hotel que se você não pedir serviço de quarto, eles te oferecem um café da manhã gratuito. É um incentivo para que você não tenha serviço de quarto, mas ao mesmo tempo, você ganha um café da manhã. E um café da manhã bem legal por sinal.”
Publicado no Portal EcoDebate, 27/02/2015