terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Regras do Ibama quanto a animais resgatados, apreendidos ou entregues pela população


 O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decidiu normatizar a destinação de animais silvestres apreendidos, resgatados por autoridade competente ou entregues voluntariamente pela população. Os animais silvestres* são toda espécime da fauna nativa ou exótica, cujas características não foram alteradas pelo manejo humano.


Instrução Normativa nº 23 traz as novas diretrizes e procedimentos, que começam a valer a partir da data de sua publicação no Diário Oficial da União (DOU).  Essas regras também se referem  à padronização de conduta dos Centros de Triagem de Animais Silvestres* (Cetas), cuja atuação está restrita ao recebimento de animais silvestres.  Os Cetas são unidades do Ibama que atuam no manejo da fauna para receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar e destinar os animais silvestres provenientes de ações fiscalizatórias, resgates ou entrega voluntária de particulares.
Segundo as novas normas, esses Centros de Triagens não podem admitir animais domésticos*, ou seja, toda espécie que, por meio de processos históricos tradicionais e sistematizados de manejo ou melhoramento zootécnico, possui características biológicas e comportamentais de estreita dependência dos seres humanos. Somente em caráter excepcional, a fim de garantir a adequada destinação, os Cetas poderão receber animais silvestres exóticos*, aqueles cujas espécies e subespécies não pertencem ao território brasileiro ou às águas jurisdicionais brasileira

Recebimento, triagem e manutenção

No ato do recebimento, os animais serão submetidos a três procedimentos: conferência da identificação taxonômica; marcação individual; e avaliações clínica, física e comportamental. Os não individualizados deverão ser marcados durante a triagem, segundo as definições estabelecidas em norma. E, com base na avaliação, eles serão submetidos à destinação imediata* ou à quarentena*; nesse último caso, o animal passa por um período de isolamento nos Cetas para que doenças preexistentes possam ser detectadas. O período de isolamento será definido de acordo com o grupo taxonômico, a origem e as condições do animal.


Destinação

A destinação dos animais poderá ser imediata, com a soltura ou o cativeiro; ou mediata, que geralmente ocorre após procedimentos de reabilitação do animal e compreendem em: soltura experimental* (ação planejada com coleta sistemática de dados para aperfeiçoamento ou proposição de metodologias, visando o desenvolvimento de procedimentos para soltura), revigoramento populacional*(soltura em área onde já existam outros indivíduos da mesma espécie),reintrodução* (reestabelecimento de uma espécie em área que foi, em algum momento, parte da sua distribuição geográfica natural, da qual foi extirpada ou extinta); cativeiro ou para fins de pesquisa, educação ou treinamento.


Segundo as novas regras, a soltura imediata deve ser priorizada, devendo ser realizada em três casos: o espécime apresente indícios de que foi recém-capturado; não apresente problemas que possam impedir sua sobrevivência ou adaptação em vida livre; e seja espécie de ocorrência natural no local.

No caso de animais silvestres da fauna nativa do Brasil apreendidos pelo Ibama, a destinação imediata e sumária, sem manifestação da autoridade competente para o julgamento da infração administrativa ambiental, poderá se dar em até 72 horas da apreensão.


Áreas de soltura

De acordo com a INº 23/14, o Ibama deverá identificar e realizar o cadastramento das áreas de soltura, a fim de dar agilidade aos procedimentos de destinação. Essas áreas cadastradas poderão receber animais silvestres oriundos dos Cetas para reabilitação, desde  haja a aprovação da autoridade competente e a assinatura do termo de compromisso do reabilitador.


*Definições disponíveis na IN 23/14


Animal doméstico: todo animal que pertence a espécie que, por meio de processos históricos tradicionais e sistematizados de manejo ou melhoramento zootécnico, apresenta características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem, apresentando fenótipo variável, diferente da espécie silvestre que o originou;


Animal silvestre: espécime da fauna nativa ou exótica cujas características genotípicas e fenotípicas não foram alteradas pelo manejo humano, mantendo correlação com os indivíduos atual ou historicamente presentes em ambiente natural, independentemente da ocorrência e fixação de eventual mutação ou características fenotípicas artificialmente selecionadas, mas que não se fixe por gerações de forma a incorrer em isolamento reprodutivo com a espécieoriginal;


Animal exótico: todo animal pertencente a espécie ou subespécie cuja distribuição geográfica original não inclui o território brasileiro ou as águas jurisdicionais brasileiras e a espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas;

Animal silvestre da fauna nativa: todo animal pertencente a espécie nativa, migratória e qualquer outra não exótica, que tenha todo ou parte do seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro ou águas jurisdicionais brasileiras;


Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas): unidades responsáveis pelo manejo de fauna silvestre com finalidade de prestar serviço de: recepção, identificação, marcação, triagem, avaliação, recuperação, reabilitação e destinação de animais silvestres provenientes de ação fiscalizatória, resgates ou entrega voluntária de particulares; e que poderá realizar e subsidiar pesquisas científicas, ensino e extensão;


Destinação imediata: ações planejadas ou coordenadas de destino de animais silvestres realizadas após avaliação técnica que indique dispensa da necessidade de intervenção ou manutenção do espécime em CETAS;

Destinação imediata: ações planejadas ou coordenadas de destino de animais silvestres realizadas, em geral, após procedimentos de reabilitação do animal;

Entrega voluntária: ato espontâneo realizado pelo cidadão ao entregar um animal silvestre que tenha socorrido ou estava em sua posse;

Quarentena: período de isolamento do animal no CETAS para que doenças preexistentes possam ser detectadas;

Reabilitação: ação planejada que visa à preparação e ao treinamento de animais que serão reintegrados ao ambiente natural;

Reintrodução: ação planejada que visa a reestabelecer uma espécie em área que foi, em algum momento, parte da sua distribuição geográfica natural, da qual foi extirpada ou extinta;

Resgate: captura ou recolhimento, por autoridades competentes, de animais silvestres em vida livre em situação de risco ou que estejam em conflito com a população humana;

Revigoramento populacional: ação planejada que, preferencialmente, após a realização de projetos de experimentação, visa à soltura de espécimes de maneira rotineira pelos CETAS, pautada em experiência acumulada e conhecimentos técnico-científicos em uma área onde já existam outros indivíduos da mesma espécie;

Soltura experimental: ação planejada com coleta sistemática de dados para aperfeiçoamento ou proposição de metodologias visando ao desenvolvimento de procedimentos para soltura.

CFMV

Adestradora apresenta dicas para os cães pararem de revirar os lixos

Cães têm o hábito de revirar as latas de lixo, e isso não ocorre necessariamente porque estão com fome, mas pelo o cheiro dos restos de alimentos.  
 
Normalmente, dispensamos no lixo itens ou partes dos alimentos que não estão aptos para o consumo, além de outras coisas, então, além da sujeira que fica quando seu cachorro mexe no lixo, podem conter itens impróprios para o consumo dele.

Não adianta aumentar a quantidade de ração que você oferece para seu cão ou dar outros alimentos, como frutas e legumes, acreditando que essas atitudes irão desmotivá-lo a mexer no lixo. Uma forma simples de eliminar esse comportamento é impedir o acesso a ele, colocando-o em algum lugar fora da casa, que seja possível fechar a porta ou em alguma parte mais alta. Também é possível utilizar um cesto de lixo com tampa, de algum material não muito leve, dificultando que o cachorro consiga derrubá-lo.

Outra maneira de desmotivá-lo a mexer no lixo é preparar o cesto com algo cheiroso e que não tenha problema caso ele consiga pegar, e ficar de olho no pet à distância. Caso ele vá mexer no lixo, balance uma latinha com moedas dentro, e esse barulho causará um desconforto, diminuindo o interesse em fuçar no lixo. Faça esse ruído com a latinha à distância, se for possível, até em outro cômodo, para que o cachorro não interprete que só não pode mexer no lixo na sua frente, mas sim a qualquer momento.

É importante lembrar que o cachorro também pode mexer no lixo por motivo de tédio, então, proporcionar enriquecimento ambiental com bolinhas ou garrafa pet que dispensam ração é uma forma de mantê-lo entretido e desviar a atenção do cesto.


Fonte:

Comportamento: Como lidar com cães ciumentos






É só alguém se aproximar do dono para o cachorro latir, pular e rosnar? Quem é que presenciou situação parecida?

Existem pessoas que acham esse comportamento bonitinho, afinal, o cachorro está “defendendo” o dono, mas só quem vive com esse mau hábito sabe o quanto ele incomoda.

Alguns cães agem dessa forma quando o filho se aproxima dos pais, interferem no abraço do casal, quando a visita vai cumprimentar o dono, ou na rua, quando alguém vai somente pedir informações e a pessoa não consegue responder por que os latidos são altos. O próprio dono evita essas situações para não estressar o cão ou evitar uma mordida na outra pessoa.

Mas, é possível mudar essa rotina. A primeira providência é não provocar o cachorro quando for abraçar alguém, por exemplo. Não faça e não permita que ninguém faça isso para instigar esse comportamento no cão - mas, não deixe de abraçar ou cumprimentar as pessoas. Para treinar, coloque o seu pet na guia e, antes que ele fique com ciúmes, faça uma chuva de pequenos pedacinhos de petisco. Assim, ele vai começar a achar uma delícia quando alguém se aproximar de você.

Mostre para o cachorro que ele não precisa se preocupar com essas situações. Quando você se aproximar de alguém, faça carinho nele e elogie sempre, para que ele perceba que ele não perde sua atenção: não é porque tem mais uma pessoa com você que ele será esquecido.

Essa mesma técnica vale se o seu cãozinho tiver ciúmes de outros cães. Mostre para ele que sempre que o outro cão se aproxima, ele ganha um pedacinho de petisco ou carinho, e muitos elogios. Use a guia para treinar caso o seu cachorro for muito ciumento e chegar a atacar. Com ela, você mantém uma distância segura do outro cão e ninguém sairá machucado. Além disso, com a própria guia, frustrando o seu cachorro, ele entenderá que atacar não é legal, mas que, se ele se aproximar de outros animais, terá muitas vantagens.



Fonte:
http://www.petshopmagazine.com.br/2015-04-comportamento-como-lidar-com-caes-ciumentos-19160


A leucemia também atinge cães - O tratamento é feito com quimioterapia e medicamentos de suporte para diminuir os efeitos colaterais



A leucemia é uma doença grave que atinge as células brancas (leucócitos) do sangue de pessoas e animais. A principal característica é o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea. Da mesma forma que as crianças costumam ser mais afetadas pela doença, os cães jovens também apresentam maior prevalência do problema.

Existe, porém, um tipo de leucemia chamado mieloide, que acomete em sua maioria cães adultos e idosos. Pode atingir diferentes raças e não tem uma causa definida.

Estudos sugerem que uma possível mutação do DNA pode ser a origem do problema. Mas as evidências ainda estão em estudo. O diagnóstico é feito através do histórico do animal, associado ao exame físico criterioso e exames de sangue. Os sintomas mais comuns são febre, dor nas articulações, fraqueza, aumento dos linfonodos (gânglios), perda de peso, apatia.

O tratamento é feito com quimioterapia e medicamentos de suporte para diminuir os efeitos colaterais. O acompanhamento de um veterinário especialista em oncologia é fundamental diante da complexidade e gravidade da doença. Por se tratar de uma doença com sintomas inespecíficos, o dono pode demorar para perceber alterações no animal. Por isso muitas vezes o diagnóstico é tardio. Para evitar isso, é importante a realização de visitas semestrais ao veterinário e check-ups periódicos. Quanto mais cedo a doença for descoberta, maiores as chances de sucesso no tratamento.


Fonte:
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/fernanda-fragata/noticia/2015/06/leucemia-tambem-atinge-caes.html

Como evitar a leucemia felina?



  Aproximadamente 85% dos gatos infectados morrem em até 3 anos após o diagnóstico
 

A leucemia felina é uma doença infecciosa viral diferente da leucemia que acomete os cães e as pessoas. O vírus da leucemia felina, conhecido pela sigla FeLV, é altamente infeccioso e causa alto índice de mortalidade. Aproximadamente 85% dos gatos infectados morrem em até 3 anos após o diagnóstico. Alguns gatos, entretanto, não desenvolvem a doença. Outros podem até eliminar o vírus, porém não se pode contar com esta sorte.

A transmissão do vírus ocorre através do contato de um gato sadio com a saliva, sangue, urina e fezes de um gato portador do vírus. Vale ressaltar que o transmissor, na maioria das vezes, parece saudável. Ele tem o vírus, mas ainda não manifestou a doença. Como o vírus não sobrevive muito tempo fora do organismo do gato, o contágio ocorre com maior frequência em brigas ou disputas onde haja alguma lesão. Animais que compartilham a vasilha de água, pratos de comida e caixa de areia também estão mais expostos.

Os filhotes podem contrair a doença no útero ou através do leite de uma mãe infectada. Animais mais velhos costumam ter uma menor incidência da doença assim como os gatos domiciliados, que são castrados e vivem dentro de casa.

O vírus pode causar anemia grave, supressão do sistema imunológico, linfoma, predispor a infecções secundárias e emagrecimento. O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais específicos para a doença. Infelizmente não há cura nem tratamento específico para a doença. A terapia consiste em fortalecer o sistema imunológico do animal, prevenir e combater os problemas secundários.

Check-ups completos devem ser feitos com frequência para monitorar a evolução e estabelecer novas condutas. Todos os gatos infectados pelo FeLV devem ser castrados e mantidos dentro de casa. Animais com câncer podem receber quimioterapia. No entanto, o prognóstico é ruim para gatos com comprometimento da medula óssea ou linfoma generalizado.

Como prevenção, a melhor pedida é a castração e manter seu gato em casa, sem contato com outros animais. Caso estas medidas não sejam possíveis, existe no mercado uma vacina específica para o vírus, indicada para animais com alto risco de exposição, como aqueles que têm livre acesso à rua ou vivem em abrigos. Somente animais com teste FeLV negativo podem receber a vacina. Ela deve ser repetida anualmente, sempre precedida do teste.

Antes de levar um gato novo para casa, lembre-se que ele deve passar por uma avaliação de um veterinário e ser submetido a exames, entre eles o teste para o vírus da leucemia felina.


Fonte:
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/fernanda-fragata/noticia/2015/06/leucemia-tambem-atinge-caes.html

Como funciona a vacina contra a dengue aprovada pela Anvisa


Diretora da Sanofi Pasteur fala sobre doses necessárias, contraindicações e previsão de chegada ao mercado do novo medicamento
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (28) a primeira vacina contra a dengue no Brasil. A vacina, produzida pela empresa francesa Sanofi Pasteur, promete reduzir em até 93% os casos graves da dengue – aqueles que podem levar à hospitalização ou ao óbito. Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur, conversou com a reportagem de ÉPOCA e explicou como funciona a vacina. Serão três doses, uma a cada seis meses, para imunizar os pacientes. Segundo ela, a vacina é uma importante ferramenta para controlar a doença, mas isso não significa que a população deve se descuidar da prevenção – continua sendo importante não deixar água parada e eliminar os criadouros do Aedes aegypti. "É importante mostrar para as pessoas que a vacina não vai resolver o problema sozinha", afirma Sheila.

ÉPOCA - A gente pode considerar que a vacina é completamente segura? Existe contraindicação?
Sheila Homsani -
É uma vacina segura, tanto é que a Anvisa aprovou. Mas ela é contraindicada para menores de nove anos e não pode ser usada por gestantes, porque é de vírus vivo atenuado. É como a vacina de rubéola, que também não é indicada para gestantes. Pacientes imunodeprimidos, como os de HIV positivo, também não podem. Essas são as contraindicações. Para os outros casos, é uma vacina muito segura.

 
ÉPOCA - O que é uma vacina de vírus vivo atenuado?
Sheila Homsani -
A vacina é feita com o vírus vivo da doença, mas a gente atenua, enfraquece esse vírus. Ele fica tão fraco que não pode causar a doença, mas permite que o nosso sistema imunológico reconheça a forma dele, o genoma. Com isso, cada vez que o vírus entrar em contato com o organismo, nosso organismo já sabe como ele é e já produz os anticorpos.

 
ÉPOCA - Como essa vacina será aplicada?
Sheila Homsani -
É uma injeção. São aplicadas três doses, uma a cada seis meses. A partir da primeira dose ela já faz efeito, mas são necessárias três para que ela tenha um equlíbrio e uma boa proteção contra os quatro tipos de vírus de dengue que existem e para a proteção ser duradoura. Até agora a gente não observou a necessidade de mais doses de reforço. Então, são três doses para a vida inteira. Pode ser que, no futuro, a gente observe na prática que precise de mais alguma dose. Em princípio, não. Para toda vacina nova é assim, tem de ir observando.

 
ÉPOCA - E se o paciente tomar essas três doses, ele estará protegido dos quatro tipos de dengue?
Sheila Homsani -
Ela protege contra os quatro vírus. A eficácia geral dela é em torno de 66%. A proteção contra o Tipo 4 é de 83%, contra o Tipo 3 é de 73%, contra o Tipo 1, 58% e contra o Tipo 2, 47%. Os quatro tipos podem causar a versão grave da dengue, mas a vacina protege 93% das formas graves, o que é muito bom. São aqueles casos que levam à hospitalização, ao óbito. Então, esse tumulto que existe hoje nos corredores dos hospitais, com pessoas em casos graves morrendo, isso não aconteceria mais.

 
ÉPOCA - Quando a gente fala que reduz em 93%, isso significa que algumas pessoas, mesmo tomando a vacina, podem ficar doentes.
Sheila Homsani -
Pode ocorrer. Nenhuma vacina é 100% eficaz. Mas mesmo nesses casos em que a vacina não conseguiu proteger o paciente, ele vai ter uma dengue leve, será mais fraca.

 
ÉPOCA - Com essa aprovação da Anvisa, nós já podemos ter uma ideia de quando a vacina estará disponível para os cidadãos?
Sheila Homsani -
Agora vai depender da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (órgão da Anvisa). É ela que define o preço. Quando ela fizer isso, a gente traz a vacina para o Brasil. Esse processo em média leva até três meses. É só isso que falta.

 
ÉPOCA - Estamos com um surto muito grande de dengue aqui no Brasil. Quando a vacina passar por essa última fase, teremos condição de produzir todas as vacinas necessárias?
Sheila Homsani -
Nós temos uma fábrica em Neville, na França, com capacidade para produzir 100 milhões de doses, para o mundo inteiro. O que precisamos é saber com antecedência se teremos a vacina no calendário público, para ter as doses necessárias. Precisa ser com antecedência porque leva tempo para produzir essa vacina. Também é importante mostrar para as pessoas que a vacina não vai resolver o problema sozinha. A gente tem de continuar limpando os criadouros, não permitir a água parada. A vacina protege só contra a dengue, não protege contra zika ou chikungunya. Se as pessoas continuarem deixando água nos potinhos, vai continuar proliferando o mosquito. Todo mundo tem de fazer a sua parte.


 Fonte:
http://epoca.globo.com/vida/noticia/2015/12/como-funciona-vacina-contra-dengue-aprovada-pela-anvisa.html 

Anvisa aprova primeira vacina contra dengue no país - Veja como ela funciona

 

Vacina deve começar a ser vendida em três meses no Brasil.
Esse é o prazo que o governo precisa para definir o preço do medicamento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira vacina contra a dengue no país. A vacina é produzida por um laboratório francês e deve levar pelo menos três meses para começar a ser vendida no Brasil. Esse é o tempo que o governo precisa para definir o preço do medicamento.

A Anvisa diz que o prazo é demorado porque, como a vacina é um produto novo, não existem parâmetros para a comparação de preços.
A vacina contra a dengue é aplicada em três doses, uma a cada seis meses. E só pode ser usada por pessoas com idade entre nove e 45 anos. Grávidas, mulheres que estão amamentando e pessoas com fenilcetonúria, doença que provoca atrasos no desenvolvimento intelectual e distúrbios de comportamento, não podem usar esse medicamento.

A vacina não protege contra o zika vírus nem contra a febre chikungunya, doenças que também são transmitidas pelo Aedes aegypti. Mas reduz em até 80% o número de internações nos tipos graves de dengue. Por isso, o governo reforça: a melhor medida preventiva é evitar o surgimento do mosquito da dengue.

Fonte:
http://g1.globo.com/hora1/noticia/2015/12/agencia-de-vigilancia-sanitaria-aprova-primeira-vacina-contra-dengue-no-pais.html