sábado, 26 de setembro de 2015

Cachorro surdo e abandonado aprende a linguagem de sinais

 

Maltratado pelos seus antigos donos, viciados em heroína, o cão Horus ganhou uma nova vida ao lado ao lado de Rosie Gibbs. Com ela, o animal de estimação se destacou aprendendo a linguagem de sinais, agora ele já sabe mais de 50 comandos.

O cão, que já tinha sido adotado, foi devolvido por outros donos por inúmeros problemas causados por seu problema auditivo.


Depois disso, Horus, passou 18 meses trancado em canis à espera de um novo lar que o acolhesse. Até que Rosie chegou e adotou Horus, em busca, especificamente, de um cão surdo.

ROSIE É UM ENTUSIASTA DA LINGUAGEM DE SINAIS E QUERIA MOSTRAR QUE CÃES SURDOS PODEM APRENDER ESSA LINGUAGEM, E HOJE LEVA UMA VIDA FELIZ, SAUDÁVEL E INTELIGENTE.




Texto extraído de Catraca Livre

Estudo: Esperar pelo amor da sua vida faz sentido evolutivo?

 Esperar pelo amor da vida

A maioria de nós já passou uma parte considerável de nossa vida procurando o amor verdadeiro – o nosso par perfeito, a outra metade da laranja, a tampa da panela e todos aqueles outros equivalentes. A busca por um parceiro ideal não é exclusiva dos seres humanos, e muitos outros animais também fazem isso. Mas, de uma perspectiva evolutiva, não é realmente claro por que nós formamos casais. Por que gastar tempo e esforço com isso quando poderíamos estar reproduzindo?
Agora, um novo estudo com aves traz novos fatos sobre este problema de longa data, sugerindo que há benefícios evolucionários em esperar pelo amor e encontrar o parceiro ideal. Os resultados também podem ser aplicados aos seres humanos.

Então, como você sabe quem é o seu parceiro ideal? A resposta parece mudar de espécie para espécie. Como as fêmeas costumam investir mais na reprodução do que os machos, elas tendem a ser o sexo com mais critérios de escolha. Muitas vezes, há um amplo consenso de quais machos são os mais desejáveis: aqueles que oferecem mais ou melhores recursos, como um território muito bom, ou genes superiores que garantem uma prole saudável.

Somos meio diferentes

Nos seres humanos também existem alguns indivíduos que são geralmente um consenso no quesito “ser extremamente atraente”. Este tipo de consenso, no entanto, não é necessariamente um fator importante quando se trata de escolher um parceiro de longo prazo. Na verdade, quando se trata de encontrar “o chinelo velho para o pé cansado”, o companheiro certo parece variar de pessoa para pessoa.

Embora o comportamento em relação a relacionamentos de longo prazo dos seres humanos seja bastante raro entre os mamíferos, essa característica é compartilhada com muitas espécies de aves. Uma dessas espécies é o mandarim, um pássaro comum, muitas vezes usado ​​em pesquisas. Como as pessoas, os mandarins formam casais de longo prazo, e cada pássaro tem a sua preferência.
O novo estudo, publicado na revista “PLoS Biology”, investigou qual pode ser o motivo disso. Os pesquisadores pensaram que se os animais se esforçavam tanto para encontrar o parceiro perfeito, então deve haver um benefício de reproduzir com esse parceiro em vez de outro, ou muitos outros.

Casais penados

Para descobrir o que está por trás disso, eles deixaram 160 aves escolherem seus próprios parceiros num grande recinto comum. Depois que os pássaros tinham escolhido seus pares, eles foram colocados em gaiolas menores por dois meses. Metade dos casais foram alojados com o parceiro escolhido, enquanto a outra metade foi alojada o parceiro escolhido por outros.

Usando aves que tinham sido escolhidos anteriormente por um outro pássaro, eles controlavam a possível confusão de unir pássaros com companheiros “objetivamente” inferiores. Ainda assim, estas aves eventualmente também formaram laços. Finalmente, todos os pares agora estabelecidos foram colocados em aviários maiores novamente (seis pares em cada gaiola) para reproduzir.

O resultado foi dramático. Pássaros que reproduziram com parceiros de sua própria escolha tiveram 37% mais filhotes que sobreviveram à idade adulta do que as aves que copularam com um parceiro não escolhido por ela. Isso mostrou que alguma forma de compatibilidade com o seu par é importante para o sucesso reprodutivo desses pássaros.

Harmonia doméstica

Mas por que os pares “forçados” foram menos bem sucedidos na reprodução? Existem duas possibilidades. Uma delas é que os parceiros eram geneticamente menos compatíveis. Nos seres humanos, ser geneticamente semelhante pode significar uma boa sintonia (embora também tenha sido relatado em estudos que os seres humanos são mais atraídos pelo cheiro de camisetas suadas usadas ​​por pessoas que têm sistemas imunológicos geneticamente diferentes).

A outra possibilidade é que os parceiros tinham um comportamento menos compatível (por exemplo, em seus temperamentos).
Os autores do estudo haviam mostrado anteriormente que a viabilidade do embrião dos pássaros mandarins tem a ver com a composição genética do embrião e, portanto, a compatibilidade genética dos pais biológicos, enquanto a sobrevivência após a eclosão se devia puramente ao cuidado parental.

Esperar pelo amor? Cuidado e atenção

Enquanto a viabilidade do embrião não diferiu entre os dois grupos, mais filhotes morreram após a eclosão no grupo de “forçados”.
Os cientistas foram capazes de mostrar que os pares “forçados” eram menos carinhosos uns com os outros – fêmeas do grupo “forçado” eram menos atentas à corte do seu companheiro, enquanto os machos passaram menos tempo no ninho e mais tempo cortejando outras fêmeas do que em pares que escolheram os seus próprios parceiros.


Mas será que esses passarinhos podem nos dizer algo sobre a evolução da escolha de parceiro em nossa própria espécie? Apesar das semelhanças, obviamente não somos pássaros mandarins. Sistemas de acasalamento humanos variam entre culturas e no tempo, porém, nós evoluímos emoções como “atração” e “amor”, que têm a função de descoberta de um parceiro e conexão com um indivíduo em particular.

E, assim como os mandarins, pessoas diferentes são atraídas por e compatíveis com parceiros diferentes. Portanto, é provável que os nossos próprios comportamentos de escolha do companheiro, incluindo “namorar” e “terminar”, sejam parte de uma estratégia evolutiva para encontrar um parceiro compatível, que iria (pelo menos na história evolutiva) melhorar o nosso sucesso reprodutivo. Então, se você ainda não encontrou o amor da sua vida, não se desespere. A biologia evolutiva sugere que vale a pena o tempo e o esforço gasto na procura.

Fonte:

26 de Setembro - "Dia Nacional do Surdo" - A data lembra a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, atual INES-Instituto Nacional de Educação de Surdos.

 
Alfabeto em Libras


A comunidade Surda Brasileira comemora em 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo, em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. A data lembra a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, atual INES-Instituto Nacional de Educação de Surdos.

Homens: amem os animais de estimação das mulheres, para elas o amarem mais



Atenção, homens: se vocês estão namorando uma mulher que ama um cachorro, é melhor se preparar para amá-lo também, ou fingir muito bem.

Segundo uma nova pesquisa, as mulheres ficam mais satisfeitas em seu relacionamento quando seu parceiro gosta o mesmo tanto que ela de seu animal de estimação.

Já os homens, por outro lado, não se importam com isso. A proximidade de uma mulher com seu animal de estimação não afeta sua satisfação com o relacionamento.

Para saber que papel um animal tinha em uma relação entre humanos, os pesquisadores recrutaram 120 casais heterossexuais que moravam juntos para responder a questionários online sobre o quão próximo eles se sentiam a seus animais, e quão felizes eles eram com suas vidas e relacionamentos. Cada parceiro preencheu um inquérito separado.

Como 75% dos voluntários eram donos de cães, não havia suficientes gatos e outros animais de estimação para descobrir se o tipo de animal desempenha um papel nos resultados.

Mas as descobertas indicam que, para as mulheres que possuem animais de estimação, era importante que os seus parceiros tivessem o mesmo sentimento sobre o seu amigo peludo. As mulheres relataram estarem mais felizes com seu relacionamento quando o seu parceiro relatava níveis similares de proximidade de seu animal de estimação.

A satisfação dos homens com a relação não era ligada com a proximidade do animal de estimação.

Segundo os pesquisadores, isso é provavelmente porque os homens tendem a ser menos preocupados com a harmonia familiar. As mulheres são muito mais em sintonia com a harmonia da casa, procurando arrumar desacordos (e um animal poderia ser motivo de discórdia: um deles pode não querer o animal dentro de casa, ou achar que o outro gasta muito dinheiro com ele, etc).

Um dos resultados interessantes é que quando os homens tinham um vínculo único com o seu próprio animal de estimação, eles eram mais felizes em sua relação, independentemente de como a mulher se sentia sobre o animal. Mas, quando a mulher percebia que o homem estava mais próximo de um animal de estimação do que dela, se sentia pior sobre o relacionamento, tendo ciúmes.

Os resultados lidam com a percepção, por isso os pesquisadores esperam estudar melhor o que pode estar causando essa dinâmica. Mas a mensagem é clara: homens, amem os bichos de estimação das mulheres!

Fonte:

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Mobilidade urbana: como desatar este nó? Nossas cidades estão parando. Há carros demais, transporte público de menos

ESPECIAL Cidades Inteligentes: Mobilidade urbana


Nossas cidades estão parando. Há carros demais, transporte público de menos e congestionamentos quase diários. Afinal, quais são as soluções possíveis?


Isto é São Paulo, a cidade do trabalho, o gigante de concreto armado que se torna dia a dia maior”, introduz o locutor de voz profunda e limpa da era do rádio enquanto passam imagens da multidão nas ruas a caminho do trabalho. “Porém, há dramas que não se podem ocultar. E, entre eles, a luta pelotransporte, o sofrimento diário com as filas, a espera angustiosa pelos ônibus que tardam – e eles não bastam, pois seu número não cresceu no mesmo ritmo vertiginoso da expansão da cidade”, continua ele.
Poderia ser um retrato atual da maior metrópole do país. Mas é a São Paulo de 1952, então com 2,5 milhões de habitantes, em um documentário restaurado do fotógrafo francês Jean Manzon sobre a demanda de transporte público na época. No fim do filme, ele pergunta: “Quando será o dia em que São Paulo não mais verá quadros como este?” E 50 anos depois, em 1o de junho de 2012, uma combinação de acidentes nas principais ruas e avenidas, chuva e excesso de carros criou o maior congestionamento da história: 295 quilômetros de filas. A cidade que não pode parar anda a passos de tartaruga.
O cenário piora a cada dia. Uma hora, esse nó vai estrangular a capital paulistana. São Paulo tem cerca de 11,4 milhões de habitantes e uma frota de 4,8 milhões de automóveis. Sua população cresceu cerca de 8% de 2001 até 2012, enquanto a frota aumentou 60,1% entre 2003 e 2012. Mais de 2,5 milhões de veículos foram colocados nas ruas, entre eles 1,5 milhão de carros particulares e 510 mil motocicletas, que, durante o mesmo período, aumentaram 197,3%. Na média, são quase 22 mil veículos por mês (730 por dia) a mais.
O preço que se paga por esse absurdo é elevadíssimo. Marcos Cintra, economista e vicepresidente da Fundação Getúlio Vargas, criou, em 2002, um estudo apelidado de “custo São Paulo”, que calcula o prejuízo causado por seu trânsito. Segundo dados consolidados de 2012, estima-se que ele seja de cerca de 40 bilhões de reais ou aproximadamente 80% do PIB municipal, que é de 52 bilhões. Só dos chamados custos pecuniários (preços da gasolina por quilômetro rodado, desgaste dos veículos e manutenção de vias, além dos gastos com poluição e seus efeitos nocivos à saúde pública) perde-se cerca de 10 bilhões de reais ao ano. O que não se ganha, ou seja, os custos de oportunidade (soma de tudo aquilo que a cidade deixa de consumir, produzir e arrecadar enquanto sua força de trabalho está estagnada no trânsito), representa mais 30 bilhões. “Isso sem falar na parcela da população presa dentro dos ônibus”, explica Marcos Cintra. No Rio de Janeiro, estudo semelhante feito pela UFRJ revela que o tempo perdido no trânsito gera um prejuízo de até 12 bilhões de reais ao ano à capital fluminense.
O caos do trânsito começa a alastrar-se. Em tempos de expansão de crédito e redução de impostos para a indústria automotiva, houve uma série de quebras de recorde na venda de veículos, de modo que outras cidades brasileiras começam a enfrentar crises de mobilidade. Um estudo do Observatório das Metrópoles, órgão de pesquisa ligado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, aponta que, em dez anos (de 2001 a 2011), a frota das 12 principais regiões metropolitanas do país, incluindo seus 239 municípios-satélite, cresceu, em média, 77,8%. São, no total, 20,5 milhões de veículos a mais. Manaus lidera o ranking. No período, sua frota aumentou 141,9%, seguida por Belo Horizonte (108,5%), Distrito Federal (103,6%) e Goiânia (100,5%). Um dos problemas mais sérios atinge a região metropolitana de Belém do Pará, onde, na última década, o número de automóveis cresceu 97,3% – enquanto o de motos saltou 708,3%. A se manter nesse ritmo, estima-se que em 2020 haverá 1 milhão de carros e 3,2 milhões de motos. Levando em conta só a capital paraense, isso significaria um carro para cada quatro habitantes – índice igual ao de São Paulo de hoje.
Como as vias não aumentam na mesma velocidade, o resultado é óbvio: a população leva bem mais tempo para se deslocar. Segundo estudo de Rafael Pereira, técnico de pesquisa e planejamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em coautoria com Tim Schwanen, da Universidade de Oxford, que compara dados de dez regiões metropolitanas brasileiras e 20 estrangeiras com mais de 2 milhões de habitantes, o tempo médio de percurso entre a casa e o trabalho no Rio de Janeiro e em São Paulo é de 43 minutos – 31% maior que em outros países. Essas capitais só ficam atrás de Xangai: 50 minutos. Em Brasília e Recife (média de 37 minutos), gasta-se mais que em Nova York, Tóquio e Paris.
NG - Cidades Inteligentes: Mobilidade urbana
Marginal do rio Pinheiros, em São Paulo: as soluções para a mobilidade passam por investimentos em vários modais de transporte: veículos, trens e ciclovias. No Brasil, o uso dos rios ainda é incipiente
Foto: Victor Moriyama
A pesquisa revela ainda que, em alguns períodos, obras e investimentos em transporte conseguiram reduzir o tempo perdido no trânsito, mas, depois, tudo volta à estaca zero. “No Rio de Janeiro, a construção da linha Amarela e de nove estações de metrô melhorou um pouco. O mesmo ocorreu em Brasília, onde, depois de muito atraso, o metrô começou a operar em 2001, além da construção da ponte Juscelino Kubitschek, mais uma ligação entre o Lago Sul e a região central da cidade”, comenta Pereira. “As melhorias, porém, duram pouco. Depois de alguns anos, as vias se saturam de novo, e o trânsito empaca”, conta. Segundo ele, é o que ocorreu em São Paulo em 2004, em razão do rodízio de veículos, e depois, em 2009, com a ampliação da Marginal Tietê, em que foram gastos cerca de 2 bilhões de reais. “Fazer política de transporte no Brasil tem sido como enxugar gelo: mesmo aumentando a oferta de infraestrutura, ainda fica aquém da demanda. Estamos sempre correndo atrás do prejuízo”, explica Pereira.
Um bom exemplo disso é que o ocorre na capital paulista. A prefeitura calcula que, entre 2002 e 2011, o volume de usuários de transporte coletivo da cidade deu um salto de 86%, pulando de 2,8 milhões para 5,2 milhões de pessoas por dia. No mesmo período, houve um aumento de apenas 50% na extensão e no número de estações do metrô com a construção de mais uma linha.
Sinal evidente de que o transporte coletivo está aquém das necessidades é o que acontece todos os dias na estação Corinthians-Itaquera, zona leste paulistana, no extremo da mais movimentada linha de metrô. Só para passar pelas catracas, os usuários demoram de 30 a 40 minutos. Para piorar, o número de ônibus municipais, que servem 55% do total de passageiros, é o mesmo desde 2003: cerca de 15 mil. “Há uma inversão da lógica em nosso modelo de urbanismo. Primeiro, coloca-se o povo para morar longe. Depois, tenta-se organizar o caos pelo transporte”, afirma Lúcio Gomes Machado, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP). Para ele, há outro grave problema. “Privilegiou-se o uso do transporte individual em detrimento do coletivo. Isso fica explícito no projeto de Brasília, cidade construída com avenidas longas e amplas para andar de carro, e nos projetos de São Paulo, com viadutos horrorosos, como o Minhocão”, ressalta o professor Machado.
Começam, porém, a surgir algumas medidas para reverter esse cenário. Há pouco mais de um ano vigora a Lei no 12 587/2012, instituindo as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, que buscam priorizar os meios de transporte não motorizados e os serviços públicos coletivos. Até 2015, as prefeituras de cidades de grande porte deverão apresentar revisões em seus planos diretores para atender a essas exigências. Para isso, o governo federal pretende, ainda, investir cerca de 32 bilhões de reais em mobilidade urbana como parte do pacote do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC). Para a Copa do Mundo de 2014, preveem-se mais de 12 bilhões de reais aplicados na implantação de projetos de mobilidade – quase 50% do total a ser investido no evento internacional.
Uma das soluções passa pelo investimento no transporte público de alta capacidade, como o metrô, que pode deslocar até 80 mil pessoas por hora. É o que faz Xangai desde 1995. Hoje, seu sistema tem 437 quilômetros de extensão e o maior ritmo de expansão no planeta: em média, 16,2 estações abertas e 24,3 quilômetros inaugurados por ano. Nova Délhi, na Índia, em menos de 11 anos de operação, tem 193 quilômetros. O metrô de Seul, capital da Coreia do Sul, iniciou seu funcionamento em 1974. Hoje, é o maior do mundo, com 560 quilômetros, enquanto o paulistano, inaugurado no mesmo ano, tem apenas 74. Sua maior desvantagem, porém, está no preço. A Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) calcula que cada quilômetro de metrô construído custe entre 80 milhões e 90 milhões de dólares. Para ter uma ideia de tal empreendimento, a China, que hoje possui mil quilômetros de metrô, investirá mais 146 bilhões de dólares para, até 2015, construir outros 2 mil apenas em Guangzhou e Xangai. “Não precisamos gastar tanto. Ideias boas e baratas podem ser encontradas aqui mesmo, como é o caso do Bus Rapid Transit (BRT). Em Recife, por exemplo, essa é uma das opções mais promissoras”, afirma César Cavalcanti, diretor da ANTP no Nordeste.
Quase 30 vezes mais barato que o transporte subterrâneo, menos poluente e mais flexível, o conceito de Bus Rapid Transit, sistema de ônibus de alta capacidade que opera em faixas exclusivas e funciona como o metrô, virou o preferido entre governos e especialistas em mobilidade, tornando-se modelo de exportação. Implantado na década de 1970 em Curitiba, onde é chamado de “Ligeirinho”, o BRT foi desenvolvido pelo urbanista, e então prefeito da cidade, Jaime Lerner, como opção atrativa, barata e confortável para cidades com mais de 500 mil habitantes. “Desde então, ele foi tão aperfeiçoado que cada BRT funciona como uma célula inteligente. A tecnologia trouxe grande ganho operacional e redução de custos se comparada à do metrô. Além disso, a capacidade de transporte em uma mesma extensão de faixa é dez vezes maior em relação ao carro, com a vantagem de não parar no trânsito”, explica Antônio Lindau, presidente da Embarq Brasil, entidade criada pelo World Resources Institute (Instituto de Recursos Mundiais) para promover a mobilidade sustentável.
Fonte:
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Com 80 anos de idade, senhor constrói trenzinho para passear com cães abandonados



Essa será com certeza a história mais fofa que você vai ler hoje.

Eugene Bostick, um aposentado de 80 anos de idade que mora em Fort Worth, no estado americano do Texas, passa seus dias operando o que só poderia ser o trenzinho mais legal do mundo.

O veículo é destinado para um passeio com cães resgatados ao redor do bairro e nas matas circundantes.

Eugene e seu irmão Corky vivem em uma rua sem saída, onde pessoas sem consciência e sem coração costumam levar seus cães para abandoná-los.

Pensando no bem dos animais, Eugene e seu irmão começaram a adotá-los e levá-los para passeios em seu trator. “Nós começamos a alimentá-los, deixá-los entrar em casa, levá-los ao veterinário para esterilizá-los e castrá-los”, conta.

Quando o espaço do trator ficou pequeno para tantos cães, o idoso teve a ideia de criar um trenzinho. “Sou um bom soldador, por isso, peguei esses barris de plástico, fiz buracos neles, coloquei-os sobre rodas e os amarrei juntos. Sempre que os cães me ouvem ligando o trator, cara, ficam muito animados”, afirma Eugene.

Fonte:
HypeScience

DIA DO TRÂNSITO - Confira os países com mais mortes no trânsito. Veja o Brasil no ranking

O Brasil aparece na 42ª posição, com 22 mortes a cada 100 mil habitantes por ano – o que é acima da média mundial.
colisao carro animacao
Sabe aquela história de que o perigo está bem debaixo do nosso nariz, mas nem sempre a gente consegue ver? Bom, essa seria mais ou menos a moral da história desse artigo. Só que, nesse caso, o perigo costuma ficar guardado na garagem.
Sim, estamos falando do seu carro.
A taxa de vítimas causadas por acidentes de trânsito varia muito de um país para o outro. Mas, de acordo com um relatório divulgado pelo Transportation Research Institute, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a média mundial é de 18 mortes por acidente de carro a cada 100 mil pessoas por ano.

Confira a lista com os países com mais mortes causadas por acidentes de carro:
  1. Namíbia (45);
  2. Tailândia (44);
  3. Irã (38);
  4. Sudão (36);
  5. Suazilândia (36);
  6. Venezuela (35);
  7. Congo (34);
  8. Malawi (32);
  9. República Dominicana (32);
  10. Iraque (32);
  11. República Centro-Africana (32);
  12. Mongólia (31);
  13. Belize (31);
  14. Djibouti (30);
  15. Lesoto (30);
  16. Moçambique (30);
  17. Malásia (30);
  18. El Salvador (29);
  19. Iêmen (28);
  20. Etiópia (28);
  21. Guiné Equatorial (28);
  22. Zâmbia (28);
  23. Guiana (27);
  24. Jordânia (27);
  25. Angola (27).
No fim da lista, entre os países com menos acidentes, aparecem Suécia (5), Guatemala (5), Suíça (5), Holanda (4), Antígua e Barbuda (4), Tonga (4), Israel (4), Ilhas Marshall (4), Fiji (4), Malta (3), Tadjiquistão (3) e Maldivas (2)
Como ninguém está a prestes a desistir de carros e outros veículos para se transportar de um lugar ao outro, os cientistas estão apostando em tecnologias que possam tornar nossas estradas mais seguras. Já foram testados ou estudados um carro à prova de acidentes, um carrointeligente que pode salvar a sua vida e até um carro sem motorista, do Google, que aparentemente dirige melhor que você e causa muito menos acidentes. 

Fonte: