domingo, 30 de agosto de 2015

Você diz "NÃO" e ele não tá nem aí? Veja uma dica...



Na maioria das vezes, o que ouvimos dos donos dos cães é: “Eu falo ‘não’ e ele nem entende”. Se você se identifica com isso, então, responda: você já observou as situações que você tentou fazer com que o seu cão respeitasse esse comando?

Normalmente, observamos o uso do “não” de maneira desordenada. Ele rouba uma coisa: “não”. O cãozinho pula em alguém: “não”. Morde mesmo que brincando: “não”. E se mesmo ouvindo tantas proibições ele continua com determinados comportamentos, é sinal de que seu “não” para ele significa mais um “sim”.

Como assim?

Para que o seu cãozinho entenda que, quando você o repreende, ele deve parar o que está fazendo, é necessário que ele seja frustrado no que pretende. Se ele já pulou, já roubou e está mordendo, não adianta. Por isso que, para que ele compreenda, é necessário treinar o comando.

Você pode jogar um petisco no chão e impedir que ele pegue, frustrando-o com a mão, com uma guia ou com um borrifador de água. Sua intervenção e o “não” acontecem quando o peludo tenta pegar o petisco, assim, o comando está associado a um limite de fato, já que ele é frustrado em conseguir o que planeja.

Repita o processo frustrando qualquer tentativa e recompensando quando ele nem tentar pegar o petisco. A recompensa é fundamental para que o seu bichinho entenda o que não deve fazer, mas sinta que é reconhecido quando obedece.

Caso ele consiga pegar o petisco antes que você o frustre, calma, não adianta mais brigar. Recomece o exercício.

Por isso, um treino planejado é necessário. Você consegue estar atento ao que seu cão deseja fazer, consegue intervir de forma precisa para frustrá-lo e, assim, associar o “não” a limite e conseguir a tão desejada obediência.

Por Tarsis Ramão, adestradora da equipe Cão Cidadão.

Animais silvestres dentro de casa


No Brasil, já é possível comprar animais silvestres - como iguanas e cobras em pet shops, mas é preciso estar atento para os cuidados bastante específicos que esses bichos exigem e, também, para a sua procedência

Na hora de escolher um animal de estimação, as opções já não se restringem aos animais domésticos, não. Em algumas pet shops é possível encontrar bichos exóticos e silvestres, como iguanas, cobras e até saguis.

Mas é preciso lembrar que, diferentemente daqueles considerados domésticos, que dependem de nós para alimentação e abrigo, esses animais nascem em ecossistemas nativos, como florestas, matas e rios, e, por causa disso, precisam ser domesticados. Portanto, antes de comprar um animal "diferente", pesquise muito bem sobre seus hábitos de vida. 

Muitos exigem cuidados e alimentações bastante específicos, como no caso dos répteis. Outros podem viver muito tempo, como os papagaios (80 anos). É preciso lembrar que no Brasil é crime comprar animais silvestres cuja procedência não seja de cativeiros legalizados pelo Ibama. Para se certificar disso na hora da compra, verifique se o animalzinho apresenta alguma marcação (anilhas nos pés ou michochips) e se na nota fiscal (exija!) consta o Cadastro Técnico Federal (CTF) da loja junto ao Ibama.

Link da matéria: Ibama



sábado, 29 de agosto de 2015

A reintrodução de animais silvestres nos seus hábitats naturais



A vontade de qualquer pessoa que se depara com um animal silvestre vítima de maus-tratos ou apreendido em ações de tráfico é devolvê-lo, o mais rápido possível, para a natureza. Mas o que muitos não sabem é que esta não é a melhor atitude a se tomar. Nem para o animal e nem para o meio ambiente. O trabalho de levar fauna de volta a seu hábitat natural consiste na reintrodução, que por sua necessária complexidade técnica e científica deve ser feita por especialistas e passa a ser um instrumento de conservação da biodiversidade do ambiente que está recebendo o animal.

“Animais de cativeiro ou apreendidos no tráfico não podem ser simplesmente soltos na natureza; essa ação aleatória pode causar danos para a conservação do ambiente e o manejo da espécie e, por exemplo, pode ocorrer mistura de populações com incompatibilidades genéticas” explica o biólogo da Universidade Estadual do Maranhão Tadeu G. de Oliveira, coordenador do Programa de Reintrodução de Felinos do Instituto Pró-Carnívoros, membro do grupo de Especialistas em Felinos da IUCN (The World Conservation Union) e co-diretor da Aliança para Conservação dos Felinos Sul-Americanos.

Financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente, o trabalho de reintrodução de gatos em SP e no Maranhão liderado por Tadeu é uma das primeiras experiências do gênero desenvolvidas no Brasil. Na cidade de São Paulo os estudos são feitos com indivíduos da espécie Leopardus tigrinus (popularmente conhecido como gato-do-mato) nascidos no zoológico local. No Maranhão o programa é aplicado nesta e em outras três espécies de felinos brasileiros – gato-leudo ou gato-maracajá (Leopardus wiedii), gato-maracajá-verdadeiro ou jaguatirica (Leopardus pardalis) e gato-mourisco (Puma yagouaroundi). Em São Luís os animais chegam até o Instituto através de apreensões de tráfico feitas pelo Ibama, que doa os indivíduos a um criadouro conservacionista particular (áreas especialmente delimitadas e capazes de possibilitar a criação de espécies da fauna silvestre brasileira, com assistência adequada) e este os disponibiliza para o programa de reintrodução.
O trabalho com os gatos se divide em três etapas: substituição da dieta usando presas vivas, adaptação no ambiente e monitoramento do animal solto através de radiotelemetria (sistema em que um rádio fixado no animal emite uma freqüência que é capturada por um outro rádio; isto permite localizar e obter dados sobre o comportamento e saúde do indivíduo solto). 

Considerando as adaptações necessárias a cada espécie, estas atividades são a base do trabalho de reintrodução. “O acompanhamento depois da soltura deve ser contínuo, para sabermos como está a readaptação do animal ao ambiente natural”, explica Tadeu, informando que alguns resultados preliminares do programa já demonstram que a técnica é viável para os objetivos; as primeiras solturas em SP devem começar no final de 2005.
“A reintrodução define um dos tipos de soltura de animais, termo técnico mais correto para se definir esse tipo de trabalho” esclarece é o professor Nabor Veiga, do Departamento de Produção e Exploração Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade do Estado de SP (UNESP), no município de Botocatu. Nabor é responsável pelo setor de criação de animais silvestres dentro da faculdade e é o idealizar do Projeto Centrofauna, um centro de triagem criado em 2003 e patrocinado pela empresa Anidro do Brasil.

Um centro de triagem (CETA) como o Centrofauna é um dos locais autorizados por lei a receberam animais provenientes de apreensões do tráfico. Os outros são zoológicos e criadouros conservacionistas. A legislação brasileira não permite posse de animais silvestres por pessoa física, a não ser através de compra com nota fiscal de um criadouro comercial devidamente registrado pelo Ibama. 
“Um animal silvestre em posse de uma pessoa está deixando de cumprir seu papel biológico. Por exemplo, 82% das espécies vegetais de florestas tropicais e subtropicais são disseminadas pela fauna”, ressalta o professor da UNESP. 

O Projeto Centrofauna trabalha em parceria com a UNESP, o IBAMA, a Polícia Militar Florestal e a Prefeitura de Botocatu recebendo animais vítimas de tráfico. No centro de triagem se desenvolve primeiramente o processo de reabilitação, etapa fundamental de preparação dos animais antes de se pensar em soltá-los na natureza. Depois de devidamente identificados, os animais são avaliados em relação ao seu grau de mansidão, que define o nível de domesticação numa escala de 0 a 5. Zero significa estado selvagem e cinco, estado domesticado.

Avaliado o grau de mansidão do indivíduo, no centro de triagem o animal ainda passa por estudos de comportamento (etologia), identificação taxonômica (espécie, local de ocorrência etc) e do seu estado de saúde. Todas essas informações embasam o planejamento do que será feito com o animal e o tempo em que o mesmo ficará em quarentena antes de ser solto em área apropriada. Dependendo do caso, a reabilitação pode levar anos, e até uma década, de forma a garantir a readaptação sem problemas para ele e para a natureza.

“O nosso centro também tem um projeto de levantamento fitossociológico (identificação de espécies vegetais e suas relações com o meio) em propriedades que queiram se cadastrar em prefeituras ou no IBAMA como uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASA). Além de identificar as áreas mais adequadas para as solturas, este programa contribui no processo de reabilitação e conservação da área natural estudada”, conta Nabor, informando ainda que o Centrofauna faz um trabalho de educação ambiental com Juízes no Fórum da cidade, divulgando informações importantes da legislação em vigor sobre manejo de animais silvestres.

Implicações legais

Para cada animal assistido em um centro de triagem é aberto um processo judicial, que reúne o boletim de ocorrência emitido pela policia na apreensão e todas as informações contidas no banco de dados técnicos sobre o trabalho de reabilitação desenvolvido. 
O animal só pode então ser solto/reintroduzido numa área natural com autorização de um Juiz de Direito, que analisa o processo em questão. Daí a importância desses profissionais estarem bem informados sobre o trabalho de reabilitação e a legislação existente para animais silvestres.
Em termos técnicos os trabalhos de soltura e reintrodução feitos no Brasil usam como base diretrizes e manuais da IUCN. Em termos legais, o país ainda não detém uma legislação específica sobre o assunto. Em 2004 o IBAMA começou a discutir a preparação de uma instrução normativa que irá estabelecer os protocolos para trabalhos de reintrodução no país. Este documento ainda não está concluído e deverá ser lançado nos próximos meses. 

O único estado que já tem legislação específica para trabalhos técnicos de soltura é São Paulo.
“No Brasil a experiência com reintrodução ainda é muito pequena e existe também muito preconceito, muitas vezes por falta de conhecimento ou confusão com técnicas de introdução, que envolve espécies exóticas. Quem é contra a técnica usa o argumento de destruição da população natural por conta de doenças e mudança da variabilidade genética. Mas vários estudos já mostram que se o processo de soltura for feito dentro dos critérios corretos, a taxa de insucesso é mínima”, defende o biólogo e analista ambiental Roberto Cabral Borges, chefe da divisão de fiscalização de fauna do IBAMA.

Segundo Roberto, entre as prerrogativas que devem ser seguidas num trabalho de sucesso de reintrodução estão o estudo caso a caso de cada espécie, a realização da soltura somente em área de sua ocorrência e o monitoramento, para verificação da readaptação e mensuração dos resultados. Outra técnica destacada pelo biólogo que já tem se mostrado muito eficaz em trabalhos de reintrodução com algumas espécies é a “soft release” (soltura suave), que consiste num sistema de semi-cativeiro. Nele o animal tem seu nível de eficiência à readaptação ao ambiente natural aumentado progressivamente.

Solução para o tráfico?

Um dos maiores empecilhos para os projetos de reintrodução é justamente um grave problema enfrentado no Brasil: o tráfico de animais silvestres. O número de animais apreendidos é muito grande e, também, é comum os centros de triagem não terem condições de dar conta do trabalho no nível ideal por falta de espaço físico e recursos financeiros. Alguns processos de reabilitação podem demorar um longo tempo e, conseqüentemente, se tornam caros. De acordo com dados do IBAMA, no Brasil são apreendidos ao redor de 45 mil animais silvestres por ano, sendo cerca de noventa por cento espécies de aves. 
Considerando que esse dado é medido num contexto onde a fiscalização ainda é reativa, e não proativa, como deveria ser, estima-se que na realidade esse número, infelizmente, deva ser muito maior.
“A reintrodução é um trabalho muito importante, mas acho que no país temos que trabalhar duro na causa maior da grande quantidade de animais desgarrados, que é o tráfico. Não adianta reintroduzir e do outro lado os números do tráfico e do desmatamento só aumentarem”, diz Elenise Angelotti Sitimski, bióloga responsável pelo Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa da ONG Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), de Curitiba. Em 2000 o projeto teve uma experiência de sucesso com reintrodução de filhotes da espécie apreendidos do comércio ilegal e atualmente está focado no estudo da reprodução da espécie em cativeiro, em conjunto com o Zoológico Municipal de Curitiba.

Como alerta Elenise, o tráfico é um problema sério no Brasil e pode se tornar o maior inimigo dos trabalhos de soltura, tornando-os inviáveis. A solução parece ter que tomar um caminho que alie estudos para aperfeiçoamento da técnica de reintrodução com um trabalho intenso de educação ambiental em relação à importância da conservação de ambientes naturais e os problemas gerados por posses indevidas de animais silvestres em ambientes domésticos. Além de uma fiscalização rígida e uma punição forte para os traficantes. “Nunca é uma boa opção um animal silvestre permanecer com uma pessoa numa casa, por mais domesticado que ele esteja. Esta posse se consiste num crime e contribui com a prática do tráfico”, reitera o chefe de fiscalização de fauna do IBAMA.

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A reintrodução de felinos ainda não é um trabalho muito experimentado no Brasil e na América Latina. O objetivo do Programa Pró-Carnívoros, realizado sem interrupções desde 2002, é justamente testar e provar a viabilidade técnica de animais em cativeiro serem devolvidos à natureza de forma a criar uma metodologia de manejo da própria espécie e proporcionar mecanismos de conservação das áreas naturais.

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Tipos de soltura

Reintrodução: introduzir de volta indivíduos de uma espécie que tenha desaparecido de determinada área.
Introdução: soltar indivíduos de uma espécie numa área onde ela não ocorria
Translocação: levar indivíduos de uma espécie de uma área para outra.
Suplementação: soltar indivíduos de uma espécie numa área onde ainda existem alguns poucos indivíduos da mesma.
Reintrodução benigna: introduzir indivíduos de uma espécie em uma área onde ela nunca tenha existido. Ainda não acontece no Brasil.

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Eutanásia X Reintrodução 
Roberto Cabral Borges, chefe da divisão de fiscalização de fauna do Ibama, alerta que há no Brasil um movimento contra a reintrodução de animais silvestres que levanta a bandeira da eutanásia como solução para diminuir o grande número de animais fora de seu ambiente natural. Segundo o biólogo, o termo eutanásia é usado de forma errada para se justificar a execução dos animais como se os mesmos estivessem doentes.
“Há uma instrução normativa a ser oficializada que define a prática da eutanásia. Este documento inclusive passou por consulta pública no início de 2005. O problema é que foi mal divulgada e não ganhou repercussão. Matar os animais está sendo vista como a solução mais simplória para não se enfrentar o problema real, que é o tráfico, e se aumentar o preconceito em relação à já provada viabilidade técnica de programas de reintrodução”, afirma.


Jaqueline B. Ramos
Jornalista ambiental

Fonte:


Defaunação - As consequências de um planeta sem animais


Mauro Galetti, professor do Instituto de Biociências (IB) da UNESP, Câmpus de Rio Claro, junto com pesquisadores dos EUA, México e Reino Unido, acaba de publicar um artigo na revista Science mostrando que o mundo está passando por uma das maiores extinções de animais já vista. Essa onda de extinções de animais é chamada de “Defaunação”.

A mídia e o público conhecem bem o termo “Desmatamento” que é a perda de floresta, mas pouco é alertado sobre os efeitos da Defaunação na Terra. 

Enquanto imagens de satélite podem detectar mudanças rápidas de desmatamento, a perda da fauna é um evento que passa despercebido pelos órgãos de proteção ambiental. “Nosso trabalho vem a alertar a rápida diminuição das populações de vertebrados e invertebrados no Planeta e suas conseqüências para o bem-estar da humanidade”, explica Mauro Galetti, docente do Departamento de Ecologia do IB da UNESP. “Por que precisamos salvar os animais? Porque eles fornecem serviços ambientais imprescindíveis à sobrevivência da nossa própria espécie, não apenas porque são ‘bonitinhos”, complementa Galetti.

Desde o início das navegações o ser humano levou à extinção 322 espécies de vertebrados. Mas a extinção desses animais é direcionada aos grandes animais. Desde a última extinção de grandes mamíferos no final da Era do Gelo a 10 mil anos atrás, o Planeta vem afetando a sobrevivência dos grandes animais. Os pesquisadores mostraram que é evidente que no futuro apenas as espécies pequenas como camundongos, gambás e ratos sobreviverão em nosso Planeta.

Galetti explica que, do ponto de vista de abundância, nos últimos 40 anos, muitas espécies reduziram suas populações em cerca de 30%. A redução da abundancia de invertebrados tem sido mais severa ainda (35% nos últimos 40 anos). “A maioria dos pesquisadores analisa os efeitos humanos sobre a extinção das espécies e nesse trabalho nós enfocamos a extinção local de populações. A extinção de uma espécie tem um grande impacto, e a redução das populações animais causa um impacto maior ainda nos ecossistemas. Enquanto a extinção de uma espécie é um processo lento, a extinção local de populações é um processo rápido”, informa Galetti.
Resumo da pesquisa

Vivemos em meio a uma onda global de perda de biodiversidade impulsionada pela ação humana. Os impactos humanos sobre a biodiversidade animal são uma forma sub-reconhecida da mudança ambiental global. Entre os vertebrados terrestres, 322 espécies foram extintas desde 1500, enquanto as populações das espécies restantes mostram 25% de declínio médio em abundância. 
Padrões de invertebrados são igualmente terríveis: das 67% das populações monitoradas, 45% mostram significativo declínio na sua abundância. Tais declínios animais ocasionam um efeito cascata sobre o funcionamento dos ecossistemas e o bem-estar humano. Muito permanece desconhecido sobre a “Defaunação no Antropoceno”. Estas lacunas de conhecimento dificultam a nossa capacidade de prever e limitar os impactos da defaunação. Claramente, no entanto, a defaunação é tanto um componente penetrante da sexta extinção em massa do Planeta como um dos principais impulsionadores da mudança ecológica global.

Conseqüências da defaunação

- Polinização: Insetos polinizam 75% da produção agrícola do mundo e a redução na fauna de abelhas e outros polinizadores pode reduzir a produção de alimentos.
- Controle de Pestes: Morcegos e aves controlam pragas agrícolas. Nos EUA o papel desses predadores é estimado em US$45 bilhões/ano.
- Ciclagem de nutrientes e decomposição: Invertebrados e vertebrados (urubus) tem um papel importante na decomposição orgânica e na ciclagem de nutrientes.
- Qualidade da água: A defaunação também afeta a qualidade da água. O declínio de sapos e pererecas aumenta as algas e detritos, reduzindo nutrientes.
- Saúde pública: A defaunação afeta a saúde humana de diversas maneiras, desde a desnutrição até o controle de transmissão de doenças.

Diálogo com Mauro Galetti

Qual é a principal conclusão do artigo?

Nosso trabalho levantou dados sobre as populações de vertebrados e invertebrados no Planeta e para nossa surpresa, não estamos vivendo apenas uma onda de extinção de espécies, mas muitas espécies estão tendo um rápido declínio populacional. Não apenas grandes mamíferos, mas muitos invertebrados estão em declínio.

Por que isso é importante?

A ciência tem se preocupado com o impacto das extinções das espécies, mas o problema também é a extinção local de populações. Alguma espécies podem não estar globalmente ameaçadas mas podem estar extintas localmente. Essa extinção local de animais afeta o funcionamento dos ecossistemas naturais vitais ao homem. Nesse trabalho compilamos dados populacionais de grandes mamíferos, como rinocerontes, gorilas, leões e também de invertebrados como as borboletas. Um em cada 4 espécies de vertebrados está tendo suas populações reduzidas.

Qual o método utilizado e as implicações da pesquisa?

Compilamos dados da literatura. Nosso trabalho aponta para dois pontos importantes. Primeiro, muitas populações de animais estão em rápido declínio e, segundo, os animais beneficiam o bem-estar da humanidade não apenas provendo de alimento, mas polinizando e dispersando plantas, e controlando pragas e doenças. Um Planeta sem fauna trará sérias consequências para nossa própria espécie.




Oscar D'Ambrosio

Jornalista da Agência UNESP

Fonte:

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

7 Erros que você pode estar cometendo ao alimentar seu peludo

Determinar um horário exato para a alimentação do pet também ajuda a manter o cãozinho sempre em forma. Assim, o pet manterá uma regularidade no seu apetite e também do funcionamento do seu organismo, com horário certo também para fazer suas necessidades fisiológicas.


Nós sabemos bem como é difícil resistir a carinha de pidão do pet enquanto você se delicia com algum prato. Porém, o que o cãozinho come pode influenciar - e muito - no seu comportamento, por isso vale ficar de olho nos alimentos oferecidos ao peludo. A dica é manter a disciplina e lembrar que o cachorro precisa ser tratado como tal.Siga os slides e confira 7 erros cometidos no momento de alimentar o cão e como corrigi-los.



DAR A SUA COMIDA AO PET DURANTE AS REFEIÇÕES
Os cães têm o olfato até 50 vezes mais apurado do que os humanos, por isso é comum que os alimentos de nossas refeições tenham cheiros tão convidativos para os pets. Porém, ceder aos pedidos de comida dele pode ser bem prejudicial para a saúde dos animais. Alimentos que são considerados saudáveis para os humanos podem causar sérios problemas, como o aparecimento de úlceras nos bichinhos. Por isso, é indispensável manter a alimentação do cão apenas com produtos específicos para animais.

CEDER AOS PEDIDOS DE COMIDA
Seja pedindo um pouquinho da sua comida ou mais daquele petisco que ele adorou, ceder aos pedidos insistentes dos cães pode causar vários problemas comportamentais. Assim como as crianças, os pets podem aprender que latindo e chorando podem conseguir tudo o que querem. Para evitar os danos, é importante ser forte e ignorar o cãozinho durante os pedidos.

ESCOLHER A RAÇÃO ERRADA
Os alimentos caninos são dividos em diversos fatores específicos para cada cãozinho, desde ideais para obesidade, até para os pets de pequeno porte. Ler o rótulo da embalagem é indispensável na hora de escolher o melhor alimento para eles.

DAR OSSOS AOS CÃES SEM SUPERVISIONAR
Os cães realmente adoram ossos, mas é importante ficar muito atento enquanto o pet estiver roendo. Caso vá dar ossos recreativos aos seus pets, opte sempre pela versão crua. Os ossos quando cozidos perdem suas propriedades e se tornam quebradiços, soltando fragmentos que machucam a língua, gengiva ou dentes dos bichinhos, sem contar que os pedaços menores podem ser aspirados e impedir a respiração. Nesse caso, a dica é ficar super atento enquanto o cãozinho se distrai com o osso.

OFERECER MUITOS PETISCOS
Por serem feitos para cães, os petiscos acabam entrando na listinha de alimentos permitidos. O problema é que muitos deles são ricos em corantes, conservantes, calorias, sódio, açúcar e até cafeína, esses petiscos podem causar cáries, problemas estomacais e até hiperatividade. Por isso, é importante ficar atento a quantidade de petiscos oferecidos pelo pet. Um petisco diário é a frequência ideal.

ENCHER DEMAIS O POTE DE ALIMENTO
Manter o potinho de comida sempre cheio pode até ser mais prático, porém isso pode encorajar o seu pet a comer muito mais do que precisa e até mesmo pode. O ideal é criar uma rotina na alimentação do seu cãozinho, preenchendo o potinho 2 a 3 vezes por dia com a quantidade de ração indicada para o tamamho do seu cão.

NÃO CRIAR HORÁRIOS PARA A ALIMENTAÇÃO DO PET
Determinar um horário exato para a alimentação do pet também ajuda a manter o cãozinho sempre em forma. Assim, o pet manterá uma regularidade no seu apetite e também do funcionamento do seu organismo, com horário certo também para fazer suas necessidades fisiológicas.


Fonte:

Prevenção: Conheça os sinais de que está na hora de levar seu cão a um veterinário

Enquanto alguns peludinhos aparentam ser superfrágeis, outros parecem ser sempre fortes e saudáveis. Porém, por mais que o cãozinho não mostre que precisa de uma ajuda a mais, é importante ficar de olho em alguns sinais de que está na hora de levar o pet para visitar o veterinário.Não é preciso se desesperar e sair correndo ao primeiro sinal de problemas, mas para não restar nenhuma dúvida, siga os slides e confira como saber o momento certo de levar o cão ao veterinário para prevenir doenças.


SAIBA QUANDO LEVAR O SEU CÃO AO VETERINÁRIO

Enquanto alguns peludinhos aparentam ser superfrágeis, outros parecem ser sempre fortes e saudáveis. Porém, por mais que o cãozinho não mostre que precisa de uma ajuda a mais, é importante ficar de olho em alguns sinais de que está na hora de levar o pet para visitar o veterinário.Não é preciso se desesperar e sair correndo ao primeiro sinal de problemas, mas para não restar nenhuma dúvida, siga os slides e confira como saber o momento certo de levar o cão ao veterinário para prevenir doenças.

VÔMITOS E DIARREIAS PODEM SER SINAIS DE DOENÇA
Assim como nós, os cães podem sofrer com diarreias e vômitos quando alguma coisa na parte digestiva não vai muito bem. Apesar de nem sempre indicarem grandes problemas, os sintomas podem ser sinais de algo mais grave, principalmente se forem recorrentes ou com sangue. Nesses casos, o melhor é consultar um profissional veterinário.

CANSAÇO EXCESSIVO? FIQUE DE OLHO!
Apesar dos cães gostarem muito de dormir, um cansaço excessivo pode ser sintoma de algo mais sério. Vale prestar atenção se o pet perdeu o interesse em brincadeiras ou recompensas, pois essas mudanças comportamentais são formas dos peludinhos nos informarem que não estão bem.

URINA EM EXCESSO TAMBÉM PODE SER UM PROBLEMA
A urina dos cães é normalmente um problema maior para os tutores, mas é bom também ficar de olho nisso. Um volume excessivo de urina pode ser sinal de algum problema nos rins ou bexiga, por exemplo, como pedras e infecções.

BEBER ÁGUA DEMAIS NÃO É BOM SINAL
É normal que o cachorro beba mais água nos dias mais quentes, mas o consumo excessivo pode ser sintoma de problemas mais graves, como síndrome de Cushing ou até mesmo alguns tipos de câncer.

CABEÇA SEMPRE INCLINADA PODE SER SINAL DE PROBLEMA NO OUVIDO
Ao perceber que o cãozinho está passando muito tempo com a cabeça inclinada ou agitado em excesso, é importante leva-lo ao veterinário para verificar alguma possível dor de ouvido.

ODORES ESTRANHOS PODEM SER SINTOMAS
Os cães são capazes de sentir cheiros a distâncias enormes, mas nós não temos esse sentido tão apurado. Mesmo assim, se você sentir algum cheiro esquisito vindo do seu cãozinho, como um odor corporal fora do normal ou mau hálito, é bom consultar um veterinário.

RESPIRAÇÃO IRREGULAR PRECISA SER VERIFICADA
Se você observar que seu pet está apresentando respiração irregular ou dificuldade para respirar, vale a pena consultar um veterinário. É possível que seja uma coisa mais simples, como um resfriado, mas esses sintomas também podem ser sinais de alguma coisa mais grave.

FIQUE ATENTO AO COMPORTAMENTO DO SEU BICHINHO
Mudanças no comportamento do peludinho, como ansiedade ou irritabilidade, também podem indicar que algo não está bem. É bom ficar de olho, pois esses sinais mais simples podem ajudar a detectar doenças mais graves.

FIQUE DE OLHO NA INGESTÃO DE COMIDA E ÁGUA
Assim como o consumo excessivo de água pode ser ruim, a falta de interesse na comida e na água também pode ser indício de algum problema. Verifique se o pet não está recusando apenas um alimento específico e procure ajuda de um profissional.

MUDANÇAS NA TEXTURA DO PELO OU FERIDAS
Se você ama fazer carinho no seu cãozinho, nota logo diferenças na textura do pelo, pequenas feridas ou inchaços. Nesses casos, é importante ficar de olho e até mesmo entrar em contato com um veterinário para garantir que não é nada grave.

OLHOS SECOS OU LACRIMEJANDO DEMAIS SÃO SINAIS DE ALGUM PROBLEMA
Observar os olhos do cãozinho também é imprescindível para garantir uma vida mais saudável ao pet. Olhos secos, lacrimejantes, avermelhados ou com coceiras podem indicar doenças como conjuntivite ou outras infecções. Por isso, fique de olho!

BARRIGA INCHADA PODE SER ALGO SÉRIO
Tirando logo depois de se alimentar, quando uma barriguinha mais avantajada é até comum, o abdômen inchado pode ser um sinal grave para o pet. Esse é um caso que vale a pena correr para o veterinário, porque pode ser alguma coisa séria!

DIFICULDADE DE LOCOMOÇÃO TAMBÉM PRECISA DE ATENÇÃO
Qualquer dificuldade de locomoção do cãozinho também precisa ser vista com atenção. Está certo que, em alguns casos, pode ser apenas charme, mas o pet pode estar sentindo dor e por isso está reduzindo sua mobilidade. Por isso, é imprescindível levar o cão para que o veterinário verifique se ele não apresenta nenhuma lesão.

FEBRE PODE SER PERCEBIDA NO FOCINHO E NAS ORELHAS
Os cães apresentam os sinais da febre com orelhas e nariz levemente mais quentes. Nesse caso, vale leva-lo ao veterinário para verificar o que está causando esse sintoma, já que pode ser alguma doença viral ou até mesmo uma infecção mais séria.

Fonte:

A quantidade de ideal de água que você deve dar para seu cachorro durante o dia

Todo mundo sabe da importância da água para a saúde humana e com os cães não é diferente. Cerca de 80% do corpo dos nossos bichinhos é feito desse líquido e, por isso, ingerir a quantidade certa para o dia é fundamental para que eles mantenham uma vida saudável. Confira se você está hidratando o seu cachorro na medida certa e saiba a melhor forma de fazer isso.

Água sacia a sede e ajuda no funcionamento dos rins

© Shutterstock 

A água não serve apenas para matar a sede dos cães. Assim como os humanos, esses bichinhos também estão suscetíveis a problemas renais ocasionadas pela desidratação. Sabendo que essa é uma parte tão importante da saúde do seu melhor amigo, vale ficar atento para a quantidade e a qualidade dos líquidos que ele anda ingerindo.

Quanta água você deve dar para seu cachorro?
A quantidade ideal de água varia muito de cão para cão e quanto maior for o peso do bichinho, mais líquido ele vai precisar ingerir. O ideal é que o animal beba 600 ml de água para cada 10kg de peso corporal: um Chihuahua, por exemplo, que tem peso médio de 3kg, deve ingerir um mínimo de 180ml por dia. Já um São Bernardo, que pode chegar a até 90kg pode precisar de mais de 5L de água por dia para se manter hidratado.

Dicas

- Normalmente água tem que ficar livre, em pote grande ou em vários potes se forem vários animais.

- Mantenha a água fresca, trocando e limpando o pote diariamente.

- Para estimular o animal a se hidratar em dias quentes, coloque pedras de gelo no pote com água.

- Frutas têm bastante água. Para cães que não gostam de ingerir a quantidade apropriada diariamente, é interessante oferecer alimentos como a melancia ou até mesmo a água de coco (que é mais docinha).

Fonte: