segunda-feira, 18 de maio de 2015

Ele não para de latir? Entenda o comportamento do seu cão e saiba como corrigi-lo


Sabe aquele momento em que você está tranquilo e quer somente descansar quando, de repente, escuta uma sequência de latidos, uivos e uma sinfonia de “au-aus” que não param nunca? Por mais que amemos nossos pets, isso é bem irritante, ainda mais se não sabemos como controlar a histeria do bicho. 

A especialista em comportamento canino Daniela Prado, do LordCão - Treinamento de Cães, no Rio de Janeiro-RJ, diz que latir é pouco saudável, pois essa vocalização é similar a um grito. “O animal late para aliviar o estresse, dizer que tem algo de errado, avisar que alguém está por perto, e, se o dono não interfere, ele entende que pode latir. Logo, isso se torna um hábito”, explica.

Para o adestrador da Cão Cidadão Rodrigo Nojiri, não podemos esquecer que o latido é uma forma de comunicação para os cães, além de ser um comportamento autorrecompensante, ou seja, traz alívio ao animal. “Para resolver o problema dos latidos, o dono deve descobrir e acabar com o motivo que leva o cão a ter esse comportamento, que pode se dar por diversos fatores psicológicos,como medo, ansiedade, excitação, tédio, entre muitos outros”, esclarece Nojiri. 

Ainda segundo ele, frequentemente, os donos reforçam comportamentos indesejados, como os latidos, sem nem sequer perceberem. “Só o fato de você falar com o bicho, mesmo que seja em tom de repreensão, tocar ou olhar na hora em que está latindo ou fazendo algo errado, para ele, isso já é uma conquista, pois conseguiu ganhar a sua atenção”, ressalta o especialista.

Regrinhas infalíveis

Mimos demais, carinhos, petiscos e atenção oferecidos na hora em que o animal fez algo de errado o induzem a entender que está sendo recompensado por aquilo. Não deixe para agradar o bicho somente quando ele faz algo certo ou legal. 

Dar atenção num momento em que o pet estiver quietinho, na dele, mostra que você se importa com ele em todos os momentos.

 Além disso, quando o animal começar a se comportar de maneira inadequada, assuste-o com um spray d’água ou com algum barulho, pois assim ele associará o mau comportamento com essa resposta negativa. Exercícios físicos também ajudam a gastar a energia de outra forma. Para finalizar, o melhor meio de evitar os latidos é a prevenção, sociabilizando corretamente os filhotes.

Texto Jaqueline Lasko / Foto: Shutetrstock

Fonte:


Conexão entre cão e dono é semelhante a de mãe e filho, afirma estudo

Teste foi comprovado com constatação de reação química
após coleta de urina dos tutores
(Imagem: reprodução)

Olhar entre ambos aumenta produção de ocitocina, o “hormônio do amor”
Cientistas descobriram por que o homem e o cão possuem uma ligação tão forte que pode ser comparada a que mães têm com filhos recém-nascidos. Um estudo desenvolvido na Universidade de Azabu, no Japão, demonstrou que esse elo é formado pela ocitocina, conhecida como “o hormônio do amor”.
A ocitocina é produzida na glândula hipófise superior, área que tem conexão com o hipotálamo, região do cérebro relacionada ao bem-estar e às emoções. Quando uma mãe olha para o seu bebê, por exemplo, os níveis de ocitocina no seu organismo sobem.
Algo semelhante ocorre entre cães e donos, segundo os pesquisadores. Eles colocaram os animais e seus tutores em uma sala para que brincassem e interagissem. Amostras de urina de ambos foram recolhidas antes e depois do experimento, e seus testes comprovaram um aumento considerável na produção de ocitocina após o período juntos. 
Publicada na revista Science, a pesquisa também constatou que as fêmeas são mais sensíveis ao hormônio.
O mesmo teste foi realizado com lobos criados por humanos e, nesse caso, não houve alteração no nível de ocitocina. Isso acontece porque os lobos, diferentemente de cães, interpretam o “olho a olho” como sinal de desafio e não como um convite para interação.
A frequência de olhares mostrou ter relação direta com o resultado que não apareceu no caso dos lobos.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mini-horses: Por serem rústicos, os gastos em alimentação são bem baixos



Com olhar bondoso feito olhos de filhote, eles parecem recém nascidos. São sociáveis e muito bem condicionados, sabem a hora de comer, seja com o criador ou direto nos cochos. Essas características retratam os pôneis que têm até um metro e quinze de altura, os mini horses que têm menos de 95 centímetros de altura e o forasteiro de linhagem americana com 79 centímetros. No Brasil, a variedade mais comum surgiu do cruzamento de raças da Inglaterra e da Argentina.




O Seu Dorival Possari começou a criação por hobby. Onze anos se passaram e hoje existem 112 animais no rancho, em Limeira, interior de São Paulo. Para o criador, o negócio virou algo prazeroso e lucrativo: “Eu tinha uma venda mais regional, agora o Brasil todo passou a ver minha criação. Entre os principais estados que eu vendo estão Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná”.

A Associação Brasileira de Mini Horses divide o mercado em três principais segmentos: o mercado de criadores que reúne os animais mais caros, o chamado mercado brinquedo que atende hotéis fazendas e também terapias alternativas tanto no tratamento de crianças quanto de adultos, e mais recentemente um setor vem despontando com bastante força, que é o chamado mercado pet. Os animais são considerados cavalos de jardim pelo tamanho e são vendidos como bichos de estimação.

Por serem animais rústicos, que vivem no pasto, os gastos são bem baixos comparados com os de um cachorro, por exemplo. Seu Dorival confirma que os gastos com um cachorro seriam mais caros e chegariam ao dobro do custo de um pônei: “O pônei gasta mais ou menos R$70,00 por mês entre feno, que seria o volumoso, e o concentrado, que seria uma ração. De resto é só escovar, agradar e se divertir com ele”, afirma. O investimento é diferente, mas o comportamento é semelhante. O pônei Coda foi domesticado e como um cão treinado obedece aos comandos do dono. Esta proximidade com o ser humano faz gente de todas as idades apreciarem os pequenos cavalos.






FONTE: 
PetRede

Saiba tudo sobre as características dos mini-porcos de estimação




Para quem ainda não está acostumado a ver porquinhos como animais de estimação, pode parecer estranho, mas, ultimamente, muitas famílias estão comprando míni porcos (também chamados, do inglês, de "mini pig") para fazer companhia em casa.

As diferenças deles para os porcos comuns é são tamanho e o peso, sendo mais fáceis de manter. Mesmo assim, exigem alguns cuidados especiais diferentes dos convencionais de um gato ou cachorro. Devido ao ambiente em que eles são criados naturalmente, as diferenças vão de uma alimentação específica ao uso de hidrantes em dias frios.

Confira algumas informações que se deve saber antes de comprar um filhote de míni porco de estimação e faça uma compra segura e sem arrependimentos.


As principais características do mini porco

Coloração: variada.

Expectativa de vida: de 15 a 30 anos.

Qualidades principais: inteligência e afetuosidade
.

Tamanho/Peso: possuem, em média, 35 cm de altura e 20 kg.
Humanizados com o filme "Babe, um porquinho atrapalhado", os míni porcos conquistaram uma grande quantidades de fãs, entre eles celebridades, como a socialite Paris Hilton e o astro de Harry Potter, Daniel Radcliffe. Muitas pessoas se sentiram estimuladas a ter um animal desses em casa, mas podem tomar decisões precipitadas se não souberem das principais características do míni porco, as quais listamos a seguir.


1 -  Eles se apegam facilmente


Ele é considerado o 4º animal mais inteligente do mundo e vê os humanos como semelhantes, facilitando assim seu adestramento e condicionamentos.

Os míni porcos são muito inteligentes, estando entre os animais mais inteligentes do mundo, perdendo apenas para os humanos, macacos e golfinhos. Quando se apegam a uma pessoa, eles a tratam como semelhante. Dessa forma, são muito dóceis e merecem uma grande atenção, pois sempre verão seu dono como um dos seus. Eles podem se apegar aos humanos em questão de horas, ou seja, confiam facilmente e não são um tipo de animal que demora a se acostumar com os humanos. Ao trazer seu filhote de míni porco para casa, será amor à primeira vista!


2. Ter um míni porco de estimação pode ser caro


Míni porcos chegam a custar de R$850 a R$2.000.

Não sendo um dos animais mais comuns para se ter em casa, o preço de um porquinho pode variar entre R$850 até R$2.000, dependendo do criador, do porte e da linhagem. Assim, será preciso desembolsar um pouco de dinheiro para que ele faça parte da família.

Alimentação específica e cuidados médicos devem ser levados em consideração no momento de se colocar na ponta do lápis quanto custará.

3. Eles exigem cuidados especiais
Os míni porcos se alimentam de milho, folhas e frutas e necessitam de protetor solar e hidratante para não ressecar a pele.


(Imagem: Shutterstock)

O míni porco criado em casa deve usar hidratante em dias frios para evitar o ressecamento da pele e também filtro solar toda vez que estiver em exposição ao sol para que não haja doenças ou queimaduras em sua pele. O banho deve ser feito com xampu neutro adequado e a temperatura da água deve ser amena para não queimar o animal e mantê-lo limpo, já que irá conviver com as demais pessoas da casa.

Quanto à alimentação, deve-se tomar cuidado para evitar o problema da obesidade, já que eles são animais de estimação e não para o abate. O cardápio deve ser feito de milho, folhas, frutas e legumes, garantindo, assim, os cuidados especiais com a alimentação e os nutrientes necessários para que cresça saudável.

Em alguns casos, criadores também dão ração com fibras, mas o ideal é ver, com o criador que lhe entregou o filhote, qual é o tipo de alimentação com a qual ele está acostumado, para não desregular o organismo do bichinho.

Deve-se obter informações com o médico veterinário do local de venda e verificar se é possível garantir que você seguirá todos os cuidados especiais exigidos para esse animal, pois apenas assim o míni porco se tornará realmente um novo membro da família, sem maiores problemas.


Fonte:

quarta-feira, 13 de maio de 2015

NA FAZENDA: Elementos necessários para criar patinhos


Se você gastou apenas 28 dias incubando os ovos de pato em uma incubadora, comprou patinhos em uma loja ou os ganhou de presente, saber como cuidar deles apropriadamente é importante. Apesar do que se poderia pensar, não é a mesma criação e alimentação de galinhas - embora haja algumas semelhanças. 
Patos bebês requerem apenas alguns elementos básicos para se manterem saudáveis e se tornarem patos bonitos e maduros. Esses elementos para criar patos são uma área para a ninhada, lugar apropriado para dormir, uma fonte de calor, alimentação correta, e água.
  • O primeiro elemento é a área da ninhada.
    • A área da ninhada é a área onde os patos bebê vivem. Escolha uma área viável antes de quaisquer patos cheguem.
    • A área da ninhada pode ser localizada em um pequeno prédio ou no canto da garagem ou galpão.
    • Se você tiver apenas uns poucos patinhos, até mesmo uma caixa de papelão vai funcionar.
    • A área de ninhada deve ser fechada para proteger contra outros animais, como roedores, guaxinins, raposas, coiotes e até cães ou gatos. Lembre-se que estes animais atacam seres indefesos como patinhos e o fazem de forma extremamente inteligente.
    • Mantenha a área da ninhada limpa, sem correntes de ar, seca e arejada, com muita luz.

  • O segundo elemento é a cama.
    • O piso da área da ninhada deve ser coberto com uma cama absorvente, como palha ou feno. Aparas ou lascas de madeira podem causar sérias complicações de saúde quando as aves tentarem comê-las.
    • Quaisquer pontos molhados devem ser removidos diariamente e colocadas camas frescas.
    • Nunca use nenhum revestimento mofado - pode ser prejudicial para os seus patinhos.

  • O terceiro elemento é a fonte de calor.
    • A melhor fonte de calor é uma lâmpada de calor com uma lâmpada infravermelha. Lâmpadas normais não funcionam tão bem porque não colocam calor suficiente para fora. Escolher a melhor configuração vai depender da quantidade de patinhos que você tem.
    • Uma chocadeira de 4 lâmpadas de 250 watts vai aquecer 100 a 150 patinhos.
    • Uma chocadeira de 1 lâmpada de 250 watts vai esquentar 30 patinhos.
    • Uma chocadeira de 1 lâmpada de 50 watts vai esquentar alguns patinhos.
    • A temperatura é medida embaixo do centro da luz, no nível do patinho.
    • Durante os primeiros 10 dias que os patinhos estão na área da ninhada, a temperatura deve permanecer em 36,6 graus celsius. A temperatura é então diminuída 3 graus cada semana, levantando a lâmpada. Esta diminuição continua até que a temperatura atinja 21 graus, normalmente em 6 semanas.
    • Certifique-se de colocar a lâmpada além de um possível contato com os patinhos, e você pode querer colocá-la de tal forma que os patinhos possam escapar do calor, se desejarem.
    • Controle o comportamento deles como um guia para o uso de calor. Se os patinhos acharem a temperatura boa, eles vão se movimentar, comer e beber. Se eles estiverem com muito calor, eles irão pra longe do calor e se eles estiverem com muito frio, eles vão ficar juntos e fazer barulhos.

  • O quarto elemento necessário para criar patinhos é a alimentação adequada.
    • Ao alimentar seus patinhos, use ração inicial para pintinhos ou ração inicial para patos.
    • Patos bebês também pode comer frutas e vegetais, mas estes devem ser cortados muito pequenos, já que os patos bebês não têm dentes.
    • Eles também gostam de pequenos insetos e vermes.
    • Não os alimente com grãos integrais, cebola, pão seco selvagem, ração de passarinho ou alpiste

  • O quinto e último elemento necessário é a água.
    • Ao dar água, certifique-se que o nível da água é mantido a 0,6 centímetros de profundidade para que os bebê patos não se afoguem nela.
    • O melhor tipo de pote de água é aquele que tem um jarro que fica no meio dele, dispensando água automaticamente no fosso circular em volta conforme a necessidade.


Criar patos pode ser uma experiência agradável e não é muito difícil se estes poucos elementos forem fornecidos. Cada um deles é muito importante e nunca devem ser deixados de fora.


Por: Alfonso Almeida

Fonte:

NA FAZENDA: Condições pré-parto (Identificação e Tratamento em gestação de alto risco)


Os fatores que podem interromper a gestação podem ser de origem materna ou fetal (incluindo placenta). A gestação afetada por condições que podem resultar na morte da égua ou feto é designada de alto risco. O melhor resultado seria a sobrevivência de ambos, mas isto nem sempre é conseguido. Os procedimentos terapêuticos para o grande número de afecções, variam de acordo com a condição específica, desejo do proprietário e metas atingíveis para manutenção da gestação. No entanto, o diagnóstico precoce continua sendo essencial para maiores taxas de sucesso.

Causas de gestação de alto risco

Condições maternas:-Cólica
-Endotoxemia
- Hérnias internas
-Distocias
-Má nutrição
-Incapacidade uterina
- Hipogalactia
- Torção uterina
- Hiperlipemia

Condições do feto / recém-nascido- Placentite
- Gêmeos
- Gestação prolongada
- Distocia por anormalidades fetais
- Anormalidades congênitas
- Anormalidades umbilicais
- Placenta prévia

Identificação de alterações pré-parto


- Histórico: o histórico reprodutivo da égua poderá ser de bastante valor. Caso tenham sido reportados problemas anteriores como abortos, placentites potros pequenos ou nati-mortos, isto poderá levar o veterinário a realizar uma prevenção durante toda a gestação. Também a determinação de doenças adquiridas antes ou durante a gestação deverão ser relatadas, pois poderão causar interrupção da gestação e levar a alterações de manejo para viabilizar o parto.

- Exame físico: este exame deverá ser realizado por veterinário e deverá incluir exame corporal geral e em especial a inspeção do trato reprodutivo para verificar conformação perineal, presença de secreções vaginais anormais e palpação via retal do útero e exame ultrassonográfico do mesmo para avaliar integridade placentária e fetal. No último mês de gestação a cérvix se torna relaxada e a presença de secreção serosa (clara de ovo) é considerada normal. Qualquer alteração neste aspecto é indício de infecção. As glândulas mamárias deverão ser examinadas rotineiramente a partir do 7º mês, pois o seu desenvolvimento precoce é indicativo de afecções placentárias, como descolamento ou infecção.

- Testes laboratoriais: Os exames laboratoriais a serem realizados são os de rotina, como hemograma completo e no caso de suspeita clínica, testes sorológicos, citologias e culturas para identificação do agente acusador da afecção. A análise hormonal (progesterona) também poderá ser útil em identificar se está acometida a placenta ou o feto. A aferição de minerais no leite materno antes do parto também poderá predizer se o risco de perda é iminente ou se não ocorreu ainda a maturação do feto.

Tratamento

- O tratamento é baseado na afecção diagnosticada, tendo diretrizes diferenciadas para cada tipo de caso. Basicamente é tentada a manutenção da gestação através de progestágenos, melhoradores circulatórios, antibióticos e anti-inflamatórios.
Em último caso, existe a opção da indução do parto, na tentativa de salvar ou mãe ou feto, dependendo do problema. 

Prevenção

- Dentre as várias situações que poderão ocorrer, algumas poderão ser evitadas ou minimizadas. Para tal é recomendado um acompanhamento veterinário desde a cobertura e durante toda a gestação das éguas problema, bem como de todo o plantel. As éguas deverão ser examinadas mensalmente para possível diagnóstico precoce de alterações na gestação.

  • - Vacinação contra várias doenças, principalmente Herpes virose, Influenza e 
  • Leptospirose.
  • - Utilizar práticas sanitárias adequadas de manejo, como boa nutrição, rotação de pastagens e estipular sistema de isolamento quando da entrada de novos animais na propriedade.

NA FAZENDA: Entenda tudo sobre a gestação e parto de uma égua


A gestação em uma égua é de aproximadamente 340 dias, mas pode ser também de 330 a 350 dias. Embora a idade e histórico de gestação da égua sejam papéis determinantes para determinar o período da gestação, o clima no momento em que a égua está para parir parece ser o principal fator para determinar se o potro vai nascer mais cedo ou mais tarde. Se o tempo estiver quente, a gestação vai ser mais curta e se estiver frio, vai ser mais longa.
Durante a gestação, a égua ainda pode ser montada e ser mantida a rotina habitual com ela para que quando chegar o momento de parir seja mais fácil para ela. A maioria diz para não transportar nada, pular, ou fazer cavalgadas pesadas quando a égua estiver em seu sétimo mês por causa da pressão que isso cria. Para prever quando a égua vai parir, basta subtrair 25 dias a um ano a partir da data de reprodução oficial ou suspeita.
Há vários sinais quando uma égua está perto de parir. Estes são:
•    2-6 semanas antes de parir – As mamas aumentam e as veias do leite debaixo de seu ventre podem também ficar maiores e se destacar.


•    7-10 dias antes de parir - Os músculos na área da garupa encolhem devido ao relaxamento dos músculos pélvicos e ligamentos, o abdome desenvolve um ponto na porção mais baixa, enquanto a vulva se amplia e relaxa. Os músculos da cauda e do quadril descem, resultando na cauda para cima.


•    4-6 dias antes - As tetas se enchem e os mamilos podem tornar-se brilhantes e firmes.


•    2-4 dias antes - Uma secreção gordurosa acumula-se nos mamilos.


•    24 horas antes - A gordura diminui e leite escorre dos mamilos.


Existem quatro etapas envolvidas quando uma égua está pronta para parir. Estas são:

  1. A primeira etapa para a égua é a preparação. Ela fica muitas vezes nervosa, se deitando e levantando com freqüência. Também é comum a cauda se elevar ou sacudir, sudorese, urinação e sinais de cólica leve como olhar para o abdômen, dar patadas no chão, deitar-se e sudorese leve. Esta fase dura geralmente 2-3 horas. Depois começam as contrações, quer sejam uterinas ou transitórias, é hora de ficar de olho nela. Leve-a até um lugar seguro e seco no curral ou em um grande celeiro com um lugar para deitar limpo. O potro está prestes a nascer. O final desta fase é marcado pela expulsão de 2.5 litros de "água" ou fluido corioalantóico. Infelizmente esta primeira fase começa à noite, por isso é normalmente não visto.
  2. A segunda fase é a ativação. A contrações uterinas aumentam e o colo do útero se dilata. A égua pode se deitar, rolar, e levantar várias vezes durante esta fase. Os pés do potro vão sair primeiro - o fundo dos cascos vão estar virados para baixo, com o nariz logo atrás deles. Esta etapa geralmente leva 10-15 minutos. Se ocorrerem problemas, geralmente é nessa fase que eles são corrigidos.
  3. A terceira fase é a expulsão do feto, quando a égua se deita e o parto começa. Esta etapa dura aproximadamente 15 minutos. Após o potro nascer, a égua geralmente descansa por 10-15 minutos e permite que o potro se acostumar com o lugar. O cordão umbilical pode ser cortado ou não, já que quando o potro se levantar, ele irá arrebentar e deve ser tratado com iodo.
  4. A última fase é a expulsão das membranas. Sinais leves de cólica podem ser vistos novamente quando isto acontecer, e pode continuar por algumas horas. Esta fase ocorre normalmente de 15 minutos a 1 hora após o nascimento. Se isso não acontecer em 6-9 horas, um veterinário deve ser chamado porque manter a placenta pode causar problemas como laminite, metrite, e infertilidade.

Deixar a égua em paz para parir é normalmente o melhor a se fazer, embora alguns instalem câmeras para acompanhar o processo sem perturbar a égua. Se você estiver preocupado com a saúde e a segurança de sua égua, você pode considerar esta opção. O parto geralmente se inicia a noite e acaba no início da madrugada. Mas não apresse a égua – deixe-a parir naturalmente e sem interferências. Após o parto, o potro deve ficar com a mãe de 30 minutos a 2 horas. O colostro está presente neste leite e contem anticorpos essenciais para as necessidades do novo potro.


Por: Fatima Calado

Fonte: