sábado, 31 de janeiro de 2015

Ureia é usada na dieta do rebanho durante a seca


Os animais que são criados a pasto apresentam baixo rendimento durante o período da seca. De acordo com a Embrapa o manejo adequado, o uso de espécies forrageiras resistentes, adubação e irrigação, podem aumentar a produção de pastagens, porém, mesmo com todos os cuidados, índices semelhantes aos obtidos no período de chuvas, são difíceis de serem obtidos.

A ureia estimula o aproveitamento das forrageiras que apresentam baixa qualidade, além de acrescentar proteína na dieta dos animais. O custo é baixo e a utilização simples, a ureia pode ser adicionada ao sal mineral, ao volumoso ou ao concentrado, antes é preciso misturar ao sulfato de amônio, na proporção 9:1, ou seja, nove partes de ureia para uma de sulfato.

A divisão com sal mineral é meio a meio, ou seja, metade ureia e metade sal, com troca a cada três dias. A composição da formula, é uma parte de fubá para duas de sal mineral e duas de ureia. Na cana-de-açúcar a cada 100 kg da cana é necessário misturar 1 kg de ureia diluída em quatros litros de água.

Fonte: Rural Pecuária

Sarna em cães e os sintomas observados



A sarna ataca os cães causando coceira e muito incômodo que leva a abertura de feridas pelo corpo do animal. Existem vários tipos de sarna e a do tipo sarcóptica é uma dermatopatia causada pelo ácaro Sarcoptes Scabiei. Esse ácaro em humanos quando transmitido causa a escabiose, transmitida pelo contato pele com pele também pode afetar outros animais.


A sarna se desenvolve entre os animais quando há a falência imunológica o ácaro se prolifera, tendo em vista que o ácaro vive na pele dos cães. O desenvolvimento também pode ocorrer por predisposição genética, quando os animais acometidos não possuem anticorpos que combate a proliferação do ácaro.


Quando observados sintomas o médico veterinário deve ser consultado, pois ele fará exames que comprovem o ataque da moléstia. O diagnóstico pode ser dado pela biopsia, tratamento mais caro ou por raspado cutâneo, que consiste em raspar a pele do animal e observar a presença do ácaro no microscópio. Outro método de diagnóstico é o tricograma onde se retira o pelo da raiz para análise no microscópio.


Após o diagnóstico o tratamento é feito a base de medicamentos, com xampu usado durante o banho à base de Amitraz e o uso oral de ivermectina.


Fonte:
Shop Veterinário

Pancreatite em cães e gatos: Diagnóstico, tratamento e cuidados


O pâncreas é o órgão abdominal responsável pela produção de enzimas que digerem os alimentos previamente à sua absorção; e pela produção da hormona insulina, que regula as concentrações de glucose no sangue e previne Diabetes mellitus. A pancreatite é uma inflamação do pâncreas e desenvolve-se quando as enzimas produzidas e armazenadas no pâncreas se tornam activas e começam a digerir o próprio pâncreas. São vários os factores que podem despoletar esta anormal auto-digestão do pâncreas.

Em seres humanos a pancreatite é mais frequentemente causada por cálculos biliares e consumo excessivo de álcool, factores que não são importantes em cães e gatos. Outras causas de pancreatite incluem vários fármacos e toxinas, condições tais como choque e trauma que afectam o fornecimento de oxigénio ao pâncreas, factores genéticos, factores alimentares, excesso de gordura na circulação sanguínea, e tumores ou parasitas no sistema de ductos pancreáticos. Em vários cães e gatos com pancreatite não se encontra evidência de nenhum destes factores predisponentes, e a causa é desconhecida.

Os sinais clínicos de pancreatite são altamente variáveis, o que provavelmente é o reflexo da grande variação na ativação das enzimas digestivas que podem estar presentes num determinado cão ou gato. Normalmente, o diagnóstico de pancreatite é efectuado com base na história e sinais clínicos (depressão, pouco ou nenhum apetite, e vómitos) e um padrão sugestivo de anormalidades em análises de rotina ao sangue. A confirmação do diagnóstico ( que simultaneamente descarta outras doenças que causam sinais clínicos semelhantes) pode ser difícil e normalmente requer análises de sangue especiais, exame radiográfico e ecografia abdominal, e por vezes exame directo e biópsia do pâncreas através de cirurgia.

Uma vez efetuado o diagnóstico, é importante relembrar que a pancreatite é uma doença altamente imprevisível com vários graus de gravidade, e é difícil ou por vezes até impossível estabelecer um prognóstico. Se a causa subjacente é conhecida e pode ser corrigida (por exemplo, exposição a uma toxina, efeito secundário de um fármaco, ingestão de uma refeição muito rica em gordura), cuidados de suporte e fluidoterapia por alguns dias levam normalmente a uma recuperação completa. Os animais com excesso de peso têm uma maior probabilidade de ter uma pancreatite severa e de ter uma recuperação mais demorada ou até complicações fatais.

A maioria dos cães e gatos com pancreatite sem complicações associadas provavelmente recuperam naturalmente após um único episódio e continuam bem desde que sejam evitados alimentos muito ricos em gordura. Muitos cães recuperam totalmente após um episódio isolado de pancreatite severa. Infelizmente, em alguns animais com pancreatite aguda severa fulminante existem sinais clínicos que podem constituir uma ameaça à vida, podendo levar à morte apesar das medidas de suporte agressivas. Em outros casos, pancreatites relativamente suaves ou moderadas, crónicas ou recorrentes, persistem apesar da terapia, e o animal morre em exacerbação severa aguda da doença ou é eutanasiado devido ao facto de não apresentar melhorias e às despesas dos cuidados de suporte a longo prazo.

Os cuidados especiais normalmente incluem fluidoterapia endovenosa e fornecimento de um bom suporte nutricional através de alimentação por tubo se os vómitos não forem muito severos. Se os vómitos forem severos, pode interromper-se a administração de alimento durante alguns dias numa tentativa de “dar repouso” ao pâncreas. Devido ao facto de o jejum poder não ser bem tolerado, a alimentação endovenosa ou a alimentação através de um tubo colocado no intestino pode ser recomendada a longo prazo (especialmente em gatos).

Apesar de existir muita investigação, não existem medicamentos “mágicos” para o tratamento da pancreatite. Tenta-se remover a causa se esta for conhecida. O objectivo é manter o animal confortável, bem nutrido, e bem hidratado. É importante que os cuidados médicos de suporte sejam agressivos e fazer tudo o que for possível para evitar que o pâncreas comece a digerir-se a si próprio. Em muitos pacientes esta abordagem é bem sucedida, mas não é possível prever que animais irão ficar bem.

Quando os cães e gatos recuperam de uma pancreatite, não é necessário nenhum tratamento especial, a não ser evitar factores de risco conhecidos, particularmente alimentos ricos em gordura e obesidade. Em alguns pacientes (especialmente Schnauzers miniatura) a pancreatite desenvolve-se lentamente, por vezes sem sinais clínicos óbvios, e o pâncreas pode ser destruído gradualmente. Se as células pancreáticas que produzem enzimas digestivas forem destruídas, o animal pode eventualmente necessitar que enzimas especiais sejam adicionadas às refeições, de modo a que a comida seja digerida, prevenindo a perda de peso e diarreia. Se as células pancreáticas que produzem insulina forem destruídas, pode desenvolver-se Diabetes mellitus e pode ser necessária terapia com insulina. Felizmente, estas complicações de pancreatite são raras.


Fonte:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Importância de evitar o contato dos cães com o lixo






Os cães adoram revirar a lata de lixo, mesmo tendo um lar, alimento e carinho, ou seja, mexer na lata de lixo não é comportamento somente dos cães de rua que fazem isso por não terem onde e nem o que comer. Os animais que mexem na lata de lixo a acabam comendo algo que não devem podem vir a passar mal.

Para evitar o comportamento do cão, primeiramente é necessário observar o que leva o animal a ter determinado comportamento: a fome ou apenas um manifestação comportamental. Assim, o dono deve observar a alimentação dada ao cão, e ficar atento à qualidade, frequência oferecida e quantidade. Outros fatores que influenciam no comportamento são as verminoses, que absorvem os nutrientes essenciais para o animal, o que ocasiona o déficit nutricional, fazendo com que o animal tenha mais fome.

Se não for detectada nenhuma anormalidade em relação à saúde (verminoses) e se a quantidade de alimento a ser oferecida é o suficiente, o animal deve ser corrigido com um não firme, seguido de uma recompensa. O lixo também deve ser mantido longe do animal. No mercado também existe um produto que inibe o ato de lamber e morder, um tipo de spray que é aplicado em móveis e objetos costumadamente atingidos pelos animais.

Fonte:
Shop Veterinário

Febre aftosa: transmissão e tratamento

Febre aftosa: transmissão e tratamento
A febre aftosa é uma moléstia que acomete os animais de cascos bipartidos, causando grandes prejuízos à produção. A moléstia é causada por um vírus e é altamente contagioso, o vírus também é resistente, pode viver por meses na medula óssea do animal, mesmo depois de morto, e também na farinha de ossos e no couro.
A doença possui sete soros imunologicamente distintos: A, O, C, SAT1, SAT2, SAT3 e Asia1, porém no Brasil é encontrado somente os tipos A, O e C.
O vírus da febre aftosa pode ser transmitido pela baba do animal; por contato indireto, por meio de alimentos, água, ar, pássaros e os tratadores que cuidam dos animais. O sangue dos animais também contém muito vírus na fase inicial da doença.
Quando o animal é acometido pela doença apresentará os primeiros sintomas que são: febre alta, perda de apetite, aftas na boca, aftas na gengiva ou não língua, feridas no casco e no úbere. O animal acometido pela doença baba demasiadamente, apresenta dificuldade ao se alimentar e também para se locomoverem, com isso a produção do leite e a engorda são prejudicadas.
Quando a doença é diagnosticada o tratamento deve ser feito com a desinfecção do local, aplicação da medicação indicada pelo profissional capacitado, nas feridas dos animais, e também é feito o tratamento com tônicos cardíacos para àqueles animais que apresentam muita fraqueza.
Porém, a melhor forma de se evitar a doença é a prevenção, que é feita com a vacinação, obrigatória em todo o país, aplicada a cada seis meses, a partir do terceiro mês de vida. 

Medicina Ortomolecular - Nova abertura para a Medicina Veterinária

Medicina Ortomolecular
Essa nova medicina tem uma finalidade grandemente preventiva, e se baseia principalmente na orientação alimentar e na complementação de nutrientes, tais como as vitaminas, os minerais, os aminoácidos e outros elementos que carecemos.
A Medicina Ortomolecular, como passou a ser conhecida essa forma de tratamento, preocupa-se também com a eliminação dos chamados radicais livres, ou seja, as substâncias presentes no organismo que são responsáveis por numerosas doenças e pelo processo de envelhecimento.
Nova abertura para a Medicina Veterinária
Não se surpreenda se o seu veterinário pedir para cortar uma amostra dos pêlos do seu animal. Ele estará iniciando a primeira etapa da análise dos minerais em seu organismo: o mineralograma, um exame indolor e que pode revelar com alta precisão o desequilíbrio de minerais e a presença de metais tóxicos, o que causa graves prejuízos à saúde e sensíveis modificações de comportamento.
Por que os pêlos?
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos fornece uma boa resposta a esta pergunta: "O leite, a urina, a saliva e o suor permitem dosar as substâncias ingeridas mas eliminadas. O sangue permite dosar as substâncias absorvidas e temporariamente em circulação antes de serem eliminadas ou depositadas em algum lugar do organismo. Os pêlos, as unhas e os dentes são os tecidos onde os minerais são retidos e/ou armazenados."
Esse mesmo estudo concluiu que os cabelos humanos podem ser efetivamente utilizados para o controle biológico dos metais pesados tóxicos, pesquisa da mais alta importância para a saúde. Os pêlos foram selecionados como um dos mais importantes materiais de controle biológico mundial pelo Sistema Global de Controle Ambiental das Nações Unidas. A amostra de pêlos será enviada para um laboratório de nível internacional, onde será analisada por um instrumento de alta precisão - o espectômetro de massa atômica - que pode detectar simultaneamente mais de 70 minerais.
O seu veterinário verá, pelo resultado desta análise, quais os minerais que estão diminuídos ou aumentados. Essas alterações podem estar contribuindo para sérios problemas cardíacos, reumatismo, distúrbios de comportamento e outras anomalias dos seus animais.
A aplicação da Medicina Ortomolecular à Veterinária estendeu esse benefício não só aos animais caseiros, como cães e gatos, mas também a animais de pastoreio como cavalos, bois, cabras, ovelhas, assim como porcos e galináceos, igualmente beneficiando animais selvagens ou silvestres em cativeiro, permitindo aquilatar em todos eles seus problemas de saúde, suas carências alimentares e o desequilíbrio do seu meio ambiente.
Fonte:
Shop Veterinário

Em Araquari, SC, prefeitura dá desconto no IPTU para quem adotar animal abandonado

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Débora Spitzcovsky 16 de junho de 2014

O governo de Araquari, em Santa Catarina, acaba de sancionar lei que repercutiu em todo o país: a partir de julho, todos os moradores da cidade que adotarem animais de rua terão desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano, o famoso IPTU. Boa ideia para replicar em outros municípios?
A iniciativa vai funcionar com a ajuda de uma ONG de proteção aos animais de Araquari. A entidade ficará responsável por cadastrar os interessados em adotar os bichinhos carentes e, também, por vaciná-los antes de entregá-los aos novos donos.
E se pessoas interessadas, apenas, no desconto do IPTU começarem a adotar os animais e não cuidarem bem deles? A Prefeitura também pensou nisso: segundo o texto da nova lei, agentes do governo ficarão responsáveis por visitar as casas dos adotantes. Caso seja constatado que os bichos estão sofrendo maus-tratos, o benefício no IPTU estará automaticamente suspenso.
O valor do desconto ainda está sendo discutido pelo setor de tributação da Prefeitura, mas segundo a autora da Lei, a vereadora Denise de Almeida, a dedução será anual e deve ficar entre 25% e 50%.
O desconto no IPTU é, apenas, umas das medidas previstas na Lei 2917/2014, que contém 12 artigos em defesa dos animais. Entre outras iniciativas, estão previstas campanhas educacionais de incentivo à adoção e ações gratuitas de castração.
Foto: Sonia Su/Creative Commons

Fonte:
Superinteressante