sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

VERÃO, E O CÂNCER DE PELE: Carcinoma Solar em Gatos brancos

Problemas de pele causados pela excessiva exposição ao sol não afetam somente os seres humanos. Assim como nós, os animais precisam de alguns cuidados extras no verão. Cães e gatos também podem apresentar câncer de pele. Geralmente, as lesões ocorrem nas áreas sem pelo, como na barriga, na ponta das orelhas, no nariz e ao redor dos olhos, principalmente em pele despigmentada (rosadas).
Assim, essa ocorrência é maior em animais brancos e claros – mesmo os que não são albinos – além de cães e gatos com nariz, lábio, coxins (almofadinhas dos dedos) e barriga rosada. Esses animais não devem tomar banhos de sol, mas se a exposição for inevitável é preciso usar bloqueadores solares nas regiões de risco.
Para isso, já existem no mercado protetores solares especialmente feitos para os bichos de estimação, que são amargos para evitar que o animal remova o produto com a língua. Agora no verão os cuidados com o sol se intensificam. Além do câncer de pele o calor pode levar os animais a hipertermia e morte. Assim devemos evitar sempre os horários mais quentes do dia pelo calor excessivo e pala maior exposição aos raios solares.


Carcinoma Solar em Gatos brancos:




Gatos brancos ou de cor clara são mais suscetíveis ao carcinoma de células escamosas (carcinoma solar) em áreas com pouco pelo ou que estão cronicamente expostos à luz solar. A área afetada mais comum em gatos é a ponta da orelha. Esta doença ocorre em gatos mais velhos e pode tornar-se evidente na primavera e verão, quando a exposição solar é maior.

Os sintomas mais comun são:

- Vermelhidão da ponta da orelha (probabilidade de ser primeiro sintoma)
- Queda de pelo leve e descamação da pele na ponta da orelha
- Lesão que não cicatriza.
Se voce observar esses sinais clínicos recomendamos uma pequena biópsia de pele para diferenciar dermatite actínica pré-cancerosa do carcinoma de células escamosas.
O tratamento precoce eficaz de lesões pré-cancerosas podem prevenir o aparecimento do carcinoma de células escamosas.

Cuidados com o seu gato ou cão de pele rosada:

- Restrição a exposição solar especialmente no verão.
- Uso de protetor solar resistente à água e com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais aplicadas nas pontas da orelha duas vezes por dia
A remoção cirúrgica do carcinoma de células escamosas da ponta da orelha é mais eficaz quando realizada logo após o diagnóstico. A remoção precoce aumenta a chance de retirar todo o tumor pois a lesão é menor. Remoção cirúrgica precoce também diminui a incidência de propagação do câncer para os gânglios linfáticos perto da orelha.

Principais problemas enfrentados pelos cães no verão

- Hipertermia;
- Queimadura de coxins ao passear em piso muito quente;
- Carcinoma solar em cães brancos;
- Infestações por pulgas;
- Leptospirose devido a alagamentos;
- Verminoses, etc.
Quais os sintomas da hipertermia? O que ela pode causar?
A hipertermia acontece quando o animal é submetido a ambientes quentes associados ou não a atividade física intensa e/ou estresse. Nessas situações, o animal que não transpira pela pele, como nós, não consegue perder calor pela respiração e então tem a sua temperatura corpórea aumentada de forma intensa levando ao super aquecimento, vômitos, diarreia, falta de ar, edema pulmonar, convulsões e morte.
Como garantir que o cão não sofra de hipertermia?
Evitando submetê-lo a essas situações como passeios em horários quentes, atividade física intensa no verão, deixá-lo em ambientes fechados sem acesso a sombra e água fresca, deixá-lo dentro de carros, ou mesmo em banhos e tosa com água quente, secador quente e estresse. Muitas vezes, esse animal, por estresse, pode ter a sua temperatura aumentada consideravelmente, vindo a ter os sintomas da hipertermia.
Existem raças mais predispostas a serem afetadas pelo problema?
Sabidamente, os animais de focinho curto, também chamado de braquicéfalos, como o Bulldog, Boxer, Pug, Shih Tzu, Lhasa Apso, Pequines, mas, teoricamente, todos os cães podem ter a hipertermia pela inabilidade de perder calor pela transpiração da pele.
Qual a importância da hidratação nesse período?
A hidratação ajuda a manter a temperatura do cão em níveis normais, mas mesmo o animal hidratado se submetido a altas temperaturas pode desenvolver e hipertermia.
Os banhos podem ser frequentes? Qual a relação deles com a proliferação de pulgas e carrapatos?
Os banhos devem acontecer a cada 7 a 15 dias de acordo com a recomendação do médico veterinário. Banhos deixam o animal mais confortável nos dias quentes e podem ser usados como recurso para deixá-lo mais agradável. A tosa para os animais mais peludos também pode ajudar. Como no verão aumenta a incidência de pulgas os banhos ajudam a controlá-las pela simples visualização e pelo uso de preventivos mais frequentes, mantendo o pelo sempre limpo.
Como impedir que o cão seja atacado por mosquitos e pernilongos? É indicado o uso de coleiras e spray repelentes?
Mantendo o ambiente limpo, mantendo o animal tosado e com pelo limpo para evitar a atração de moscas e usar coleiras ou repelentes naturais (citronela) para afastar os insetos, principalmente os pernilongos.
Os cães podem ser vítimas de viroses? Por que?
Sim. No verão a virose mais comum é a parvovirose e coranovirose que causam diarreia e vômito, cujo vírus resiste mais em ambientes úmidos e quentes. Nessa época é bastante comum o aumento da incidência da Leptospirose que é causada por uma bactéria presente na urina de ratos e que sobrevive muito bem em águas paradas e em inundações. Pode se dizer que as condições do verão são favoráveis a essas doenças.
Como evitar que isso ocorra?
Fazendo a vacinação anual contra essas doenças, mantendo o ambiente limpo para evitar a presença de ratos e evitar que o animal entre em contato com enxurradas e alagamentos.
Como proteger os cães do sol?
Evitando passeios nos horários mais quentes do dia, evitar que animais brancos, albinos e despigmentados saiam ou fiquem muito tempo no sol e usando protetores solares nas partes mais expostas, como orelhas, barrigas e plano nasal.
Eles podem sofrer de câncer de pele? Quais as raças mais propensas?


Sim, devido a exposição intensa e contínua ao sol, e por esse motivo é mais comum em animais mais velhos. As raças brancas, albinas e despigmentadas são a mais propensas, principalmente nas pontas de orelhas, nariz, pálpebras e barriga (locais sem pelo).

INFECÇÕES BACTERIANAS EM CÃES E GATOS


Existem bactérias por toda parte, e há milhares delas no ar, na água, no solo e inclusive em nossos corpos e dos nossos animais.
São organismos vivos que colonizam os tecidos dos animais e se multiplicam em grande velocidade. Embora existam algumas bactérias que pertencem à “flora normal” e são benéficas para o organismo , certos tipos de bactérias podem causar infecções edoenças.
Cães e gatos são suscetíveis a uma grande variedade de infecções bacterianas. Algumas destas infecções podem até mesmo ser fatais! Mesmo uma pequena infecção bacteriana, se não tratada, pode levar a graves problemas de saúde dos pets.

Existem vários tipos de infecções:

- Na pele ( piodermite, feridas traumáticas ), olhos, ouvidos ( otite ), urina ( cistite ), rins ( pielonefrite, leptospirose ), sangue (Erliquiose – a “doença do carrapato”), sistema gastrointestinal  ( diarreia,colite ulceras… ), sistema respiratório ( pneumonia, traqueobronquite ) e sistema nervoso ( encefalite, infecções na coluna vertebral ), etc.
Nós podemos percerber quando nossos animais estão com alguma infecção. Alguns sintomas de infecção bacteriana como fraqueza, falta de apetite, febre. Outros sintomas dependem dependem do local da infecção, por exemplo:
- Infecções de pele:  secreções,pústulas, feridas, crostas, “vermelhidão”, coceira, falhas no pelo…
- Sistema urinário:  urina escura, sangue na urina, dificuldade para urinar, incontinência urinária…
- Ouvido: excesso de cera , coceira, secreção de pus nos condutos auditivos…
- Sistema digestivo: vômito, diarréia, sangue nas fezes, mau cheiro na boca…
- Vias respiratórias: secreção nasal, tosse, espirro, dificuldade para respirar…
- Sistema nervoso: convulsão, dificuldade locomotora…O diagnóstico deve ser feito pelo médico veterinário e alguns exames de laboratório (como hemograma, exame de urina, citologia, sorologia, etc) podem ser necessários para a confirmação da infecção.
Qualquer tipo de infecção deve ser tratada e controlada, pois as infecções não controladas ou não tratadas podem se disseminar pelo corpo por todo e causar a morte do animal. Antibióticos são substâncias que “matam” ou impedem a multiplicação dasbactérias.

O uso  de antibióticos pode eliminar infecções que de outro modo poderiam se transformar em risco de vida para cães e gatos.Um dos grandes desafios no uso de antibióticos é a resistencia ao antibiotico.
Muitas bactérias desenvolvem esta resistência, o que significa que não são mais afetadas por eles, continuando a infecção, mesmo que o antibiótico continue a ser admnistrado.
Por isso é muito importante que estes medicamentos sejam administrados examatamente como foram prescritos pelo veterinário, mesmo quando os sinais da infecção estão melhorando ou sumiram.
Se os antibióticos forem interrompidos antes do tempo correto, as bactérias parcialmente resistentes continuam se multiplicando, criando uma super bactéria com resistência aumentada, que será mais difícil de ser tratada. Somente o veterinário pode indicar quando parar o uso do antibiótico!
Para evitar este tipo de problema o veterinário escolherá o antibiótico ideal para cada tipo de infecção. Esta escolha é feita com base em um exame de laboratório, o teste de cultura e antibiograma.
Neste exame o material “infectado” (secreção de ouvido ou de pele, urina, etc.) é incubado para promover o crescimento bacteriano em placas especiais onde podemos identificar quais bactérias estão presentes num quadro infeccioso e quais antibióticos são mais eficazes contra elas.
Com este exame podemos contornar o problema da resistância aos antibióticos.Muitas vezes, se tratarmos alguma infecção sem este exame, podemos usar algum antibiótico que não seja tão eficaz!
Alguns casos de infecção de pele, ouvido e urina, por exemplo, se tratadas sem o exame de cultura e antibiograma, usando os antibióticos que não são os ideais naquela situação, faz com que a infecção não seja curada ou que, melhore por apenas algum tempo, mas depois volte e volte ainda “mais forte”.
Por isso é importante que qualquer tipo de infecção seja identificada, tratada e acompanhada pelo médico veterinário para que a escolha do antibiótico seja feita de maneira adequada e pelo período de tempo adequado, baseando-se sempre que possível pelo exame de cultura e antibiograma, entre outros.

Fonte:

Resistência Bacteriana: "Super Bactérias"

Infelizmente o problema de  resistência bacteriana dando origem à super bactérias, aquelas resistentes a vários antibióticos ocorre com frequencia no meio veterinário.
O grande problema é que cães e gatos, com infecções diagnosticadas por veterinários e medicados corretamente, muitas vezes apresentam melhora significativa dos sintomas (e não da infecção bacteriana) e o proprietário decide parar o tratamento. Outras vezes é muito difícil de medicar o animal e este apresentando uma melhora, os proprietários param o medicamento ou também não conseguem fazer a dosagem correta nem o intervalo correto do antibiótico (dificuldade de medicar o  animal). A bactéria que ainda não foi erradicada totalmente pode se recompor e se tornar resistente à medicação.
Infecções bacterianas de pele e ouvidos (otite e piodermite) em animais de estimação devem ser tratadas no mínimo 15 dias com antibiótico, podendo se estender durante meses até quando o veterinário notar que não há mais necessidade da medicação.
Infecções de trato urinário (cistite, pilonefrite) se recomenda no mínimo 21 dias de antibiótico assim como nas mordeduras e feridas sépticas podendo se estender meses de tratamento.
Para infecções ósseas (osteomielite) a antibioticoterapia é realizada por tempo indeterminado até haver completa resolução diagnosticada por radiografia.
Na verdade em qualquer infecção recorrente deve-se fazer cultura da bactéria eantibiograma para identificar qual é a bactéria e a qual antibiótico ela é susceptível.
Nós veterinários devemos conscientizar os proprietários de animais da responsabilidade da administração de antibiótico, indicar o melhor produto para  facilitar a medicação seja oral em forma de comprimido,  solução oral tipo xarope, injetável e  reforçar que o tratamento não pode ser interrompido para não sermos responsáveis por este grande problema mundial hoje em dia: SUPER BACTÉRIAS RESISTENTES, o que ocasionará dano tanto para animais como poderá também causar danos para a humanidade.

Fonte:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Hipotireoidismo em Cães - Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento


Assim como em humanos, o hipotireoidismo é uma doença comum no mundo dos cães, e pode trazer diversas complicações para a saúde do seu pet

O hipotireoidismo é um problema bastante abordado nos dias de hoje, seja pela sua grande incidência em humanos como pela frequência em que acomete animais. Nos cães, apesar de contar com tratamentos eficientes e rápidos, esta doença ainda é causa de muito aborrecimento, já que seu diagnóstico nem sempre é simples e, até que seja descoberta a causa das mudanças de comportamento em seu pet, o problema já pode ter causado bastante complicações.

Assim como nos seres humanos, a glândula tireóide é responsável pela regulação de diversas funções do corpo dos cães (como o metabolismo) e, quando tem anormalidades funcionais ou estruturais, não exerce suas funções de maneira adequada e deixa de produzir a quantidade ideal de hormônios necessários para a boa saúde do pet, causando o hipotireoidismo.

Por ser a glândula tireóide a responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tetraiodotironina), um simples exame de sangue, em teoria, seria o suficiente para que o diagnóstico da doença fosse feito de maneira precisa. No entanto, muitos cachorros contam com uma quantidade muito baixa destes hormônios na sua circulação e, nesses casos, o animalzinho pode acabar ficando sem um diagnóstico correto por anos.

Tanto as causas quanto os sintomas que envolvem a ocorrência desta doença em cães são diversos e, infelizmente, não há maneiras de ajudar para que seu cãozinho fique previnido do problema. Entretanto, uma das razões que pode desencadear a doença é, justamente, a predisposição genética para o hipotireoidismo que algumas raças específicas têm, o que dificulta mais ainda a prevenção e o diagnóstico do problema.

Antes de prosseguirmos, é importante citar que o hipotireoidismo pode ser classificado em três categorias distintas, descritas abaixo.

Hipotireoidismo Primário
Tido como o tipo mais comum da doença em cães, é resultado da tireoiditi linfocítica ou da atrofia na glândula tireóide.

Hipotireoidismo Secundário
Bastante raro em cães, ocorre em função da destruição da hipófise, causando a diminuição da produção do hormônio TSH, responsável pelo estímulo que sintetiza os hormônios da tireóide.


Hipotireoidismo Congênito
Raramente diagnosticado em cachorros, tem a deficiência de iodo como uma de suas causas.

Conheça, neste artigo, algumas das principais causas, sintomas e possibilidades de tratamento para o hipotireoidismo primário (o mais comum) em cães, e fique atento para os sinais que seu pet pode estar emitindo.

O que causa o hipotireoidismo nos cães?
Na maioria das vezes, os cães passam a mostrar os primeiros sinais relacionados à doença quando chegam à meia-idade (entre cinco e dez anos de vida) e, além de haver uma predisposição genética por parte dos cachorros de algumas raças determinadas, especialistas afirmam que os animais castrados - tanto machos como fêmeas - podem apresentar um risco maior de desenvolver a doença quando comparados aos pets não-castrados.

Entre as raças que têm maiores chances de apresentar a doença ao longo da vida, podemos citar Golden Retriever, Doberman, Pinscher, Setter Irlandês, Schnauzer Miniatura, Dogue Alemão, Boxer, Poodle, Dachshund, Cocker Spaniel, Rottweiler, Beagle, Labrador e Airedale Terrier. Assim como há raças com maior risco da doença, há, também, outras em que o problema dificilmente ocorre, como no caso do Pastor Alemão e da maioria dos cães de raça mestiça.

Em grande parte dos casos, a doença se apresenta autoimune, destruindo a glândula tireóide do cão; no entanto, a atrofia natural da glândula e a falta de iodo (devido a uma dieta pobre ou a uma malformação congênita) também podem estar entre os desencadeadores do problema.

Sintomas do hipotireoidismo canino


Devido à atuação da tireóide em diferentes aspectos do organismo animal, o hipotireoidismo pode apresentar sintomas que envolvem todo tipo de órgãos e funções do pet, entretanto, há áreas que em quase 100% dos casos são bastante afetadas pela doença, como a pele do animal. Podendo apresentar diversos tipos de complicação em função da doença, a pele anormal do pet dificulta ainda mais o diagnóstico do hipotireoidismo em cães, tendo em vista que estes problemas de pele são, também, sintomas de outras doenças que nada tem a ver com a glândula tireóide.

Nessa área, podemos citar entre os sintomas exemplos como queda de pêlos (principalmente nas áreas do tórax, abdômen, cauda e pescoço), pontos de infecções parecidos com espinhas, dermatites, pele seca, pele olesosa, pele grossa, alterações na pigmentação, seborréia, descamação e enfraquecimento e opacidade da pelagem.

Entre os sinais comportamentais dos cães acometidos pelo hipotireoidismo a falta de energia, a sonolência e a apatia são alguns dos principais. Com a doença, cães naturalmente ativos e alegres passam a evitar suas atividades e brincadeiras preferidas de maneira brusca, passando muito tempo dormindo e, quando acordados, mostram sinais de depressão, falta de ânimo e de interesse no dono ou qualquer tipo de atividade.

O aumento de peso é outro sintoma clássico do diagnóstico, e se agrava mais ainda com a falta de energia por parte dos cães, que acabam ficando obesos (mesmo sem que haja alteração no seu apetite) em função da mistura entre o funcionamento anormal de seus hormônios com a ausência de atividades físicas, causada pela apatia.

Outros sintomas mais raros, mas que também podem se manifestar nos cães com hipotireoidismo, incluem: anemia, intolerância ao frio, paralisia de nervos faciais, diminuição do ritmo cardíaco, aumento da taxa de colesterol, polineuropatia (que afeta a coordenação motora do animal) e conjuntivite.

O sistema reprodutor de machos e fêmeas também sofre consequências em função da doença, causando uma diminuição considerável na libido do animal e, no caso dos machos, a atrofia testicular, a perda da habilidade dos spz do sêmen e a baixa da fertilidade. No caso das fêmeas, os problemas incluem, além da diminuição da libido, falhas em ciclar e o subdesenvolvimento das glândulas mamárias.

Diagnóstico do hipotireoidismo canino
Para que seja feito o diagnóstico do hipotireoidismo em um cão é extremamente importante que seu dono o leve para uma consulta com um médico veterinário, já que somente ele poderá solicitar uma série de exames em busca das causas para seus sintomas.

O método utilizado para diagnosticar a doença vai depender dos principais sintomas apresentados pelo pet e, além de exames clínicos e laboratoriais, outros como os de ultrassonografia, biópsias na glândula tireóide e radiografias também podem ser requisitados para que se tenha mais dados para encontrar o problema.

Dentro da série de exames laboratorias, os mais comuns são os que medem os níveis dos hormônios mais comunmente afetados pelo hipotireoidismo (T3, T4 livre, TSH, TGAA), no entanto, nenhum desses exames apresenta resultados absolutamente específicos para a doença, e caberá ao veterinário a análise de todas as possibilidades para que possa alcançar um diagnóstico final concreto.

Tratamento do hipotireoidismo nos cachorros
Felizmente, o tratamento para o hipotireoidismo canino é, na maioria das vezes, tão simples quanto o aplicado em humanos que sofrem com a doença, e consiste na reposição hormonal por via oral pelo resto da vida do animalzinho. O hormônio tido como a salvação dos pets que precisam tratar o hipotireoidismo é a levotiroxina, criada de maneira sintética (em laboratório) e que conta com uma grande variedade de nomes comerciais disponíveis no mercado.

Apresentando melhoras no que se refere à disposição do animal a partir de duas semanas de tratamento, a medicação para hipotireoidismo começa a agir nos demais sintomas causados pela doença em um período que varia entre quatro e seis semanas. Passado esse tempo, é possível notar a volta da normalidade de diversos aspectos do pet, incluindo a questão do peso e de todo tipo de dermatite e problemas de pele.

Vale lembrar que não é preciso se assustar caso a pelagem do seu cão fique com o aspecto ainda pior após o início do tratamento, já que, é comum que todos os PElos do corpo do pet caiam (em um primeiro momento) para nascer de novo, bem mais saudáveis e brilhantes.

Tanto a dosagem como a frequência que essa medicação específica será administrada ao seu amiguinho serão determinadas pelo profissional veterinário, variando em função da gravidade do caso e da rapidez com que o animal começará a mostrar melhoras com o tratamento.

Tendo isso em mente, fica claro que, para que a eficácia do tratamento seja total, é necessário que o dono do pet consulte um profissional assim que perceber os sintomas no cão, e que, após o início do tratamento, também seja feito um acompanhamento da saúde do cachorro com o veterinário, que poderá fazer novos exames periódicos para medir seus níveis hormonais e, dessa forma, seguir administrando a medicação de acordo com as necessidades do cachorro.

Não há prevenção para o hipotireoidismo
Por ser a glândula tireóide a grande responsável pelas alterações que podem causar a doença, o hipotireoidismo, infelizmente, não tem como ser prevenido; já que não há controle sobre esse tipo de anormalidade e nem mesmo é possível prever problemas futuros na glândula.

Com isso em mente, fica fácil entender o quão importante é ficar de olho no seu pet e saber identificar os sintomas do problema – já que, quanto antes a doença for diagnosticada, mais rapidamente ela poderá ser tratada, fazendo com que o animal sofra o mínimo possível com os resultados dessa disfunção hormonal.

Tendo em vista que determinadas raças como Golden Retriever, Beagle e Cocker Spaniel (além de outras muitas raças, descritas no início do artigo) contam com uma probabilidade genética maior de desenvolver o problema, já fica um pouco mais fácil ficar atento ao seu pet – principalmente se ele se encaixa no grupo de raças predispostas.

Uma boa ideia para todos os casos é, na hora de levar um novo pet para casa, que seus donos tenham o cuidado e a atenção de pesquisar e buscar informações sobre esse tipo de questão de saúde – investigando que tipo de doença ou problema aquela raça específica pode desenvolver e, dessa forma, podendo ficar atento aos principais sinais destas complicações.

Independentemente da predisposição genética da raça, a fase de vida idosa dos cães deve ser de atenção total com a saúde dos amigões de quatro patas; já que, nesta fase, o animal fica com a saúde mais frágil e delicada e, portanto, mais exposto a problemas como o hipotireoidismo canino, entre outros.

Conforme citado anteriormente, na maioria dos casos, a primeira região do corpo do animal afetada pelo hipotireoidismo é a pele - ocasionando problemas que vão desde a perda de pelos e o aparecimento de pequenas inflamações até a descamação, que pode infestar toda a superfície da pele do pet.

Junto com isso, sintomas de cansaço e apatia também passam a fazer parte da vida de pets normalmente animados e agitados, sendo essa mudança de comportamento um dos sinais mais característicos da doença.

Como o diagnóstico da doença é um tanto complicado – exigindo tanto exames clínicos como laboratoriais, incluindo exames de sangue, biópsias, radiografias e ultrassom – a melhor pedida ao notar estes sintomas no seu amigão é levá-lo a um profissional veterinário; até porque diversas outras doenças caninas também podem provocar os mesmos sinais do hipotireoidismo e, se tratadas de maneira errada, podem prejudicar muito a saúde do seu pet, sendo capaz até de levá-lo ao óbito.


Autor:

Fábio Toyota

Médico Veterinário (CRMV- SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Unesp com Pós Graduação em Oncologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus e Pós Graduação em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais pelo Instituto Qualittas. Responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h. Dr. Toyota é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.


Avaliação e orientação nutricional ajustada às necessidades do seu pet




O atendimento em nutrição clínica objetiva avaliação e orientação nutricional ajustada às necessidades de cada paciente, sendo um serviço de suporte à rotina clínica e suas especialidades. Isso porque a alimentação é uma necessidade diária para todos os cães e gatos, ressaltando a importância com a qualidade e quantidade dos alimentos fornecidos para cada caso.

Na verdade, as escolhas alimentares adequadas e práticas de alimentação para manter uma condição corporal ideal já foram comprovadas em estudos científicos na medicina veterinária como prática eficaz para aumentar a expectativa e qualidade de vida nessas espécies.

Portanto, as principais indicações do atendimento de Nutrição Clínica são os pets que apresentam uma ou mais particularidades, como: 

Doenças gastrintestinais, Diabetes mellitus, Obesidade, Doença Cardíaca, Doença Hepática, Doença Renal, Doenças osteoarticulares, Alergia Alimentar, Neoplasias, Pancreatite e Insuficiência Pancreática Exócrina, entre outras.


Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br

Cachorro Idoso - Cuidados com os cães vovôs


A idade chega para todos e alguns cuidados podem garantir que tenha um cachorro idoso saudável e feliz até o fim

Apesar da vida relativamente longa, infelizmente todo pet começa a envelhecer em algum momento e, com a idade, alguns cuidados especiais são necessários para que o seu cãozinho possa se tornar um cachorro idoso relativamente saudável e feliz até os seus últimos instantes.

Uma alimentação saudável e visitas regulares ao veterinário são os passos essenciais para que seu pet comece a envelhecer saudável e se torne um cachorro idoso em boa forma. Isso ocorre por volta dos 8 ou 9 anos de idade do cachorro, apesar disso variar muito – cães de raças gigantes já podem ser considerados velhos com 8 anos enquanto vira-latas podem passar dos 15 anos.

Conforme a idade chega, assim como nós, os cães demonstram alguns sintomas de sua velhice chegando. Eles começam a perder o interesse no que acontece ao seu redor, se tornam menos ativos e pouco entusiasmados.

Do mesmo jeito que para velhinhos, é importante encontrar atividades que os estimulem a continuarem ativos, é claro que respeitando os seus limites e sua nova condição. Um cão idoso ativo é mais feliz que um que passa o dia todo quieto em um canto.

Um local confortável para os momentos de descanso também é importante. Evite deixar a caminha do seu cão em algum lugar muito úmido ou que bata muito sol ou vento e principalmente que fique em um lugar de fácil acesso para ele, já que sua mobilidade vai se reduzindo com o tempo.

Visitas regulares ao veterinário garantem o bem-estar do pet idoso

Com o avançar da idade as visitas ao veterinário ficam cada vez mais importantes. A saúde do cachorro idoso tem uma tendência a ser mais frágil, resistir menos às infecções e desenvolverem doenças de idade como catarata, diabetes, queda dos dentes por tártaro entre outras.

Ao monitorar a saúde de seu pet de forma correta, várias doenças podem ser diagnosticadas e tratadas no início, como problemas renais e de coração, que podem ser tratadas com algumas mudanças na alimentação dele.

Vale lembrar que não é porque é um cão idoso que ele deixa de tomar vacinas, elas são grandes aliadas durante toda a vida de seu cachorro. Assim como monitorar o peso do pet, que pode acabar desenvolvendo sobrepeso ou até obesidade nessa fase final, já que se movimenta menos e com isso gasta menos calorias.
Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br