quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Qual é a raça de cachorros mais inteligente?


É a border collie, uma raça de pastoreio e trabalho criada na Inglaterra há mais de cem anos. Pelo menos é o que garante o psicólogo especializado em cães Stanley Coren, autor do livro A Inteligência dos Cães. 

Esse professor de psicologia da Universidade de British Columbia, em Vancouver, Canadá, coordenou uma pesquisa com mais de 200 juízes americanos e canadenses especializados em provas de obediência. 

Entre as 133 raças analisadas, a border collie ficou em primeiro. "Trata-se de um animal superativo, que precisa de espaço para realizar atividades físicas. Se ficar confinado em um espaço pequeno, vira um capeta", diz a médica veterinária paulista Cristina Moreira, que concorda com o resultado da pesquisa de Coren. Ao lado a gente mostra o top 5 desse ranking polêmico pra cachorro.
Fonte:

Mundo Estranho: Por que os cachorros ficam "grudados"depois do sexo?

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Encaixe apertado
O principal motivo é a anatomia dos orgãos genitais. Na base do pênis há uma área chamada bulbo, que recebe muito sangue e aumenta de volume quando o animal fica excitado. E as fêmeas tem um anel fibromuscular, com diâmetro reduzido, na entrada da vagina.
Até a última gota
Quando o bulbo cresce, o anel impede que o pênis saia do canal vaginal. Assim, eles ficam "presos"durante e, principalmente, após o coito. Há uma razão evolutiva para o sistema: ele garante que o sêmen chegue até a vagina, aumentando a chance de fecundação.
Calma, que passa
A diminuição do bulbo só acontece quando acaba a ereção do macho, que pode durar de 15 minutos a uma hora, de acordo com o porte do cão. Não tente separá-los à força! Uma tentativa brusca pode fraturar um osso no pênis, lesionando gravemente o bichinho.
Jogar água também não é recomendado: assustado, o próprio animal pode forçar a saída e se ferir
Fonte:  Rafael Costa Jorge, coordenador-geral do Hospital Veterinário Pompéi

Explicação científica sobre a soneira dos gatos

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Os cientistas ainda não conseguiram desvendar totalmente por que esses felinos passam pelo menos a metade do dia dormindo. Uma das hipóteses levantadas é o fato de os gatos serem, por natureza, caçadores. Assim, instintivamente, eles poupariam o máximo de energia para o momento de uma eventual caçada, mesmo que isso seja pouco provável na vida dos animais domesticados. Estudos revelam que os gatos alternam momentos de sono leve (cerca de 70% do tempo) com períodos de sono profundo, quando podem ser observados movimentos rápidos dos olhos - sigla REM, em inglês. Esse movimento, também presente no sono humano, é um indicativo de que os bichanos podem ter atividades oníricas, ou seja, sonhos. A maior parte dos especialistas acredita em tal hipótese e o fato de os gatos mexerem as patas e as unhas, agitarem as orelhas e fazerem estranhos ruídos na fase de sono REM seria evidência desses sonhos.
Outra curiosidade a respeito do descanso do animal é o estado de atenção conservado por ele. Mesmo dormindo, o bichano acorda rapidamente ao primeiro sinal de perigo. Talvez por isso, ao contrário de nós, os gatos não apaguem por longos períodos. Eles dormem curtos intervalos ao longo do dia, podendo totalizar em alguns casos mais de 16 horas de olhos fechados. Na média, porém, o descanso fica em 12 horas diárias. Parece muito, mas num ranking de sonecas, elaborado pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o gato só aparece na 18a posição.

Fonte:

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A loucura animal - Nos últimos sete anos, a bióloga americana Laurel Braitman pesquisou a demência de cães, gatos, elefantes ou golfinhos. Nesta entrevista ao site de VEJA, ela conta sua jornada pela história da insanidade animal e explica de que forma os bichos nos ajudaram, também, a compreender a mente e emoções humanas


Em seu livro 'Animal Madness' ('Loucura Animal', sem edição em português), a autora mostra como cachorros deprimidos, golfinhos suicidas ou elefantes compulsivos mudaram sua visão a respeito dos humanos


Em seu livro 'Animal Madness' ('Loucura Animal', sem edição em português), a autora mostra como cachorros deprimidos, golfinhos suicidas ou elefantes compulsivos mudaram sua visão a respeito dos humanos (Thinkstock/VEJA


Rita Loiola
Aos 6 anos, Oliver, um grande cão bernese que adorava brincar de esconde-esconde, atirou-se do quarto andar do prédio onde vivia. Ansioso por estar sozinho no apartamento, ele arrancou o aparelho de ar-condicionado da parede, comeu a fiação, jogou-se pelo buraco e, milagrosamente, sobreviveu. No hospital, olhando os ferimentos de seu cão, a bióloga Laurel Braitman resolveu entender o que se passava pela cabeça de Oliver para chegar a essa atitude extrema.
Procurou veterinários, psiquiatras, psicólogos e neurologistas e passou os últimos sete anos pesquisando animais que, como o seu bernese, apresentavam transtornos mentais. Encontrou elefantes com ataques de ansiedade, ursos depressivos, gorilas com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ratos e papagaios com tricotilomania (o impulso de arrancar os próprios cabelos) e golfinhos suicidas. “Identificar e entender a insanidade animal e ajudá-los a se recuperar diz muito sobre nossa humanidade. Quando estamos ansiosos, raivosos, assustados ou compulsivos mostramos o quanto somos surpreendentemente iguais às outras criaturas com quem dividimos o planeta”, diz Laurel.

Biblioteca

Animal Madness
Reprodução/VEJALivro Animal Madness
livro Animal Madness, da americana Laurel Braitman
A bióloga Laurel Bratiman conversou com cientistas e especialistas em comportamento animal para entender os transtornos mentais que afetam os bichos. A partir de suas entrevistas e pesquisas, ela traça a história da demência animal, mostrando sua relação estreita com a compreensão da mente, emoções e distúrbios mentais humanos.

Autor: Laurel Braitman
Editora: Simon &Schuster
No livro Animal Madness (Loucura Animal, sem edição em português), recém-lançado nos Estados Unidos, a bióloga, que também é especialista em história da ciência pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), reconstrói a história da demência animal e conta como transtornos mentais de macacos, ratos, cachorros ou gatos impulsionaram a compreensão da mente humana. Foram eles as cobaias para testar os primeiros antidepressivos ou ansiolíticos inventados. E, da mesma maneira que nossa compreensão a respeito de distúrbios mentais evoluiu ao longo dos anos, o entendimento do cérebro e comportamento animais vem passando por uma revolução. De acordo com Laurel, a ciência não questiona mais se os animais têm emoções, mas se interroga, atualmente, que tipo de emoções são essas e de onde vêm.  
Nesta entrevista ao site de VEJA, a autora, que esteve no Brasil em outubro para acompanhar a conferência TED Global, no Rio de Janeiro, conta como foi sua jornada para desvendar a história da demência animal. E explica de que forma essa compreensão mudou também sua visão a respeito dos seres humanos.

Fonte: 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O que é parvovirose canina? Saiba por que essa doença mata tantos cachorros e o que fazer para prevenir e tratar

A parvovirose canina é uma doença contagiosa que mata centenas de cães todos os anos.
Saber como ela ocorre, seus sinais clínicos, seus métodos de prevenção e seu tratamento são os primeiros passos para ajudar o seu animal a não contrair a doença.

Então, conheça um pouco mais sobre ela e sua prevenção
O que é parvovirose canina
É uma doença transmitida através de vírus, que pode ser passada a outros cães através do contato com as fezes.
parvovirose canina é uma doença aguda e contagiosa, transmitida através do vírus chamado parvovírus.
O contágio acontece por meio do contato do cão com fezes contaminadas. Não é preciso nem que o animal ingira diretamente as fezes, o simples ato de lamber (por exemplo a pata) algo que tenha entrado em contato já transmite a doença.
O problema atinge cachorros de qualquer idade, os quais também podem transmiti-lo, no entanto filhotes de até 20 semanas possuem maiores chances, já que seus sistemas imunológicos são mais sensíveis, além de que os pequeninos são mais curiosos.

Sintomas da parvovirose canina

Vômito, letargia, anorexia, grande perda de peso, febre (em alguns casos) e diarreia com sangue são os principais sintomas.


(Fonte: Shutterstock
Após quatro a cinco dias da infecção, os sintomas da doença começam a se manifestar, quando o vírus chega na corrente sanguínea e atinge o intestino e a medula óssea, resultando em depressão, diarreia profusa com sangue, letargia, anorexia, perda de peso e vômitos.
O vômito é um dos primeiros indícios da doença e, como pode estar relacionado a diversos problemas, os proprietários em geral acabam postergando a ajuda médica, fazendo com que a doença se propague ainda mais. Aos primeiros sintomas, leve o seu cachorro ao veterinário para que faça o diagnóstico e inicie o tratamento o mais rápido possível.
A febre é um sintoma que não ocorre em todos os cães, mas pode chegar à temperatura de 41ºC, seguida de desidratação. É importante salientar que existem casos de hipotermia ao invés de febre.
A desidratação deprime muito a condição geral, visto que todo o metabolismo fica comprometido. O animal perde a capacidade de absorver nutrientes, tais como proteínas, açúcares, gorduras e minerais, além de perder água, que é de vital importância.
Pode ocorrer anemia, devido à perda de sangue, com palidez das mucosas, que normalmente são rosadas, evoluindo para uma coloração mais esbranquiçada.
Além disso, pode ocorrer uma infecção bacteriana generalizada, pois as lesões que o vírus causa no intestino facilitam a entrada desses agentes infecciosos e sua consequente disseminação por via circulatória. Isso ocasiona focos de infecção em outros órgãos importantes, como o coração, por exemplo. Não é raro encontrar-se esse tipo de lesão nas paredes cardíacas, durante a necropsia.
Raças como os Rottweilers e Dobermanns possuem notadamente uma sensibilidade maior à ação do parvovírus canino, desenvolvendo um quadro clínico ainda mais grave e acentuado.
Existem outras enfermidades que acometem os cães que podem ser confundidas com a parvovirose, cursando com quadro gastrentérico grave, tais como algumas verminoses, clostridioses, salmoneloses, hepatites e cinomose.

A parvovirose canina pode ser transmitida aos humanos?


O vírus causador da parvovirose canina não causa a doença em humanos, no entanto é importante tomar alguns cuidados para a evitar a disseminação do vírus causador da doença.Tenha sempre cuidado ao lidar com um animal com os sintomas desta doença que pode ser fatal aos cães.


Uma característica peculiar dos vírus causadores da parvovirose é que estes são espécie- específicos: o vírus que causa parvovirose em cães somente afetará esta espécie. Existem variações de parvovirose que ocorrem em gatos, porcos e até mesmo humanos. Em cada espécie, os sintomas observados são diferentes. Nos cães, os sintomas mais comuns da ocorrência dessa infecção são episódios diarreias com sangue e vômitos .

O vírus da parvovirose canina é relativamente resistente às condições normais do meio ambiente, onde podem sim manter a sua capacidade de infecção. O vírus é eliminado nas fezes e outras secreções dos cães doentes. O local onde está um cão doente, mesmo que ele já esteja em tratamento, deve ser limpo e desinfetado. Esse procedimento é muito importante, pois o parvovírus canino pode infectar outros cães e até mesmo animais silvestres parentes dos cães, como os lobos.

(Imagem: Shutterstock)

É importante lavar bem o local que tenham fezes ou secreções de cães doentes utilizando desinfetantes comuns, como a água sanitária ou desinfetantes adequados para a limpeza de canis.

Vestígios de fezes podem conter partículas do vírus causador da doença por mais de seis meses no ambiente.

Os animais doentes devem sempre ficar em isolamento devido a essa possibilidade de transmissão da doença.

Nem pense em deixar filhotes de cães que ainda não sejam vacinados por perto, pois a doença é extremamente contagiosa!

Se você possui outros cães ou irá ter contato com cães saudáveis depois de lidar com um animal com parvovirose, lave bem as mãos e troque de roupa caso o animal tenha entrado em contato com você diretamente.

A vacinação é fundamental para a prevenção desta doença. Se não tratada pode ser potencialmente letal, pois causa desidratação e perdas sanguíneas intensas pelas fezes. Caso observe qualquer tipo de sintoma ou comportamento anormal no seu cão é fundamental procurar por um veterinário para socorrê-lo o quanto antes e assim garantir o sucesso do tratamento.

Fonte:

Amor em excesso: saiba que carinho demais estressa o seu gato!



(Imagem: Shutterstock)

Nada de coçar a barriguinha ou afagos constantes: a “personalidade felina” é muito diferente daquela dos cachorros. Eles têm hábitos diferentes e gostam de ser tratados da sua maneira. Um estudo publicado em janeiro de 2014 demonstrou que alguns gatos não gostam muito de contato humano: carinho contínuo ou dono pegajoso demais pode deixar os gatos muito estressados!


O estudo foi realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP), em parceria da Universidade Lincoln, no Reino Unido, e a Universidade de Viena, na Áustria. O levantamento foi feito com 120 gatos em 60 lares diferentes. O objetivo era avaliar em quais situações gatos podem ser mais estressados ou não: aqueles que vivem sozinhos ou em pequenos grupos compostos por dois ou três gatos na mesma residência.


(Imagem: Shutterstock)

Os donos responderam a questionários relatando o humor dos peludos ("mandão", "tímido" ou "de fácil trato") e a resposta a carinhos ("detesta", "tolera" e "gosta"). Também coletaram fezes dos animais, que, em análise, podem revelar traços de hormônios ligados ao estresse.

Os pesquisadores detectaram que o estilo de vida não tem relevância em relação ao estresse: mesmo gatos que dividiam o mesmo ambiente com outros animais. No entanto, alguns gatos que eram acariciados por humanos mais vezes ao longo do dia tiveram níveis mais elevados dos hormônios do estresse liberados em suas fezes.

Os resultados reforçam a importância de que o dono garanta a todos os bichos total controle sobre sua área no ambiente. Quem tem mais de um gato em casa, deve procurar dar a opção de dividir ou não o espaço, com áreas próprias para beber água, comer e fazer as necessidades. E nada de apertar e abraçar o seu gato, eles detestam e incomoda a eles bastante!


Fonte: