domingo, 26 de outubro de 2014

PETS NA MELHOR IDADE

Mesmo quando estão velhinhos, é possível manter a qualidade de vida dos animais de estimação


A partir dos nove anos, cães e gatos já sao considerados idosos e, assim como os humanos são vulneráveis a doenças da velhice.
Hoje já existem formas de fazer com que o bichinho passe por essa fase com bastante saúde e até que faça companhia ao dono por mais tempo.
Os cães apresentam mais doenças do que os gatos, mas a grande diferença é que osbichanos são mais discretos para mostrar os sintomas.
"Quando os gatos vão ao veterinário, normalmente, já estão com a doença num estágio avançado, impossibilitando o tratamento", explica Marcelo Quinzani, diretor clínico do hospital veterinário Pet Care Morumbi (SP). "As doenças mais comuns nos cães são artrite, artrose, problemas cardíacos e oftalmológicos. Já nos gatos as doenças renais são as que mais acometem os idosos" afirma Amanda Cologneze Brito, médica veterinária do Laboratório Mundo Animal- "para cada uma dessas doenças existem tratamentos específicos, mas existem cuidados caseiros que podem ajudar a manter a qualidade de vida do animal e até prolongar os seus dias".
O site VivaSaúde dá as dicas dos especialistas. Confira!
Mais saúde para o pelo dos pets
banho e a toda devem ser realizados regularmente, depdendendo do tipo de pelagem da mascote. A escovação também não deve ser esquecida e, se necessário, o médico pode recomendar a utilização de suplementos com ômega 3 ou ômega. O controle de pulgas e carrapatos deve ser realizado a cada 30 dias.
Ouvidos sempre secos
Nunca deixe entrar água nos ouvidos dos animais. Sempre que forem tomar banho, a região deve ser protegida para evitar problema. Avaliações periódicas com o próprio veterinário do animal são de extrema importância e ele pode até recomendar a limpeza com uma solução específica para esssa região do corpo.
Olhos livres de secreção
É importante que eles sejam analisados em todas as consultas periódicas com o médico veterinário. Se apresentar secreção, não conseguir abrí-los ou ficarem vermelhos, um oftalmologista deve ser procurado com a maior urgência possível. Outra dica é realizar a limpeza com solução específica para os olhos, uma vez por semana, ou de acordo com a necessidade do animal.
Avaliações peródicas identificam problemas e podem tratá-los quando possível,
sempre com objetivo de manter a qualidade de vida do pet - afirma Quizani.
Foto: Divulgação. 
Como fica a alimentação do bichinho
A ração deve ser trocada de acordo com as necessidades do animal e com o seu tempo de vida. Se ele estiver saudável, é recomendado, para a maioria das raças, que faça o uso de várias versõesSenior a partir dos sete anos de idade. Se forem obesos, sedentários, castrados, ou com alguma enfermidade, devem utilizar os modelos ligth oumedicinais, seguindo a indicação do médico.
Dentes limpos 
Eles devem ser escovados, de preferência, todos os dias. O processo fica ainda mais fácil se forem condicionados desde filhotes, mas sempre é possível aprender. Avaliações anuais mais específicas, principalmente para as raças pequenas, que são as mais sujeitas a problemas periodontais, também são importantes desde os cinco anos de idade. Se for identificada a presença de tártaro deve-se procurar um profissional para retirá-lo sempre que necessário.
Coluna no prumo
Seo animal apresentar qualquer sinal de dor, o veterinário deve ser procurado. Evite também que ele suba ou desça escadas ou que escale nos móveis para, depois disso, saltar. Use peitoral no lugar da coleira e controle o peso para que a coluna não fique sobrecarregada. Acunputunra e fisioterapia podem ajudar a controlar tanto a dor quanto as doenças degenerativas. Também existem suplementos que, dependendo da recomendação do especialista, podem ser muito úteis.

Fonte: REVISTA VIVA SAÚDE

Animais exóticos de estimação que são permitidos no Brasil e no mundo


Animais de estimação são os verdadeiros chamegos de algumas pessoas. Em determinados casos, até ultrapassam os limites “normais” de cuidado, como os pets que ganham de seus donos um cômodo na casa todo decorado ou até mesmo uma poupança no banco. Bizarrices a parte, nem todo mundo busca ter um cachorrinho ou gatinho, muita gente se interessa em criar animais exóticos, como aranhas, cobras e pequenos roedores. Separamos uma lista de alguns bichanos que podem ser criados, legalmente, no Brasil e no mundo:

GERBIL



Sua aparência lembra a de um hamster, mas não o confunda! Os gerbils são um tipo de esquilo, por isso a pelagem é mais fina e seu rabo peludinho. Esses roedores possuem hábitos noturnos, por isso, nem pense em criá-los no seu quarto, você dificilmente conseguiria dormir. Para aqueles que intentam criar um roedor diferente, os Gerbils não custam muito caro, em média 20 reais e estão liberados para criação no Brasil.


CHINCHILA





São roedores fofinhos, muito dóceis e silenciosos. Seu nome deriva de uma tribo indígena chamada Chinchas, localizada na região onde o mamífero foi primeiramente encontrado – a Cordilheira dos Andes – por volta do século 16. Esses peludinhos podem ser criados no Brasil e não é muito difícil de comprar um, há muitos criadouros disponíveis









O lagarto teiú pode não ser muito amigável se não for acostumado aos humanos desde pequenos. No começo podem ser receosos e um pouco ariscos, mas depois de se adaptarem ao dono, tornam-se dóceis e tranquilos. Adoram ovos, por isso, são famosos por invadir galinheiros e acredite, os teiús são permitidos no Brasil.


JIBOIA ARCO-ÍRIS DA AMAZÔNIA, JIBÓIA-VERMELHA





Para aqueles que sonham ter uma cobra em casa, a Jibóia-vermelha é uma escolha ideal. Possui temperamento bastante reservado e tímido e gosta de ficar entre troncos, pedras e arbustos. O réptil de hábitos noturnos, está liberado para criação no Brasil, desde que registrado.


SAGUI DE PELO BRANCO





Presente em abundância na mata atlântica, os saguis são animais dóceis, brincalhões e podem ser companheiros por até 10 anos. No Brasil sua criação é permitida, apesar de muita gente não mantê-los em cativeiro, pois eles sempre aparecem nas nossas janelas em busca de frutas.


HEDGE





O sonho de ter seu própria Sonic está bem perto, os Hedges são porcos espinhos comuns na Europa e EUA, mas ainda não foram legalizados no Brasil. No entanto, há pessoas que criam esses animaizinhos na ilegalidade. Eles são bem dóceis, calmos e se alimentam de ração de gato (!) e pequenos vermes.


GECKOS





Para os apaixonados por lagartinhos os Geckos são ideais. São pequeninos e inofensivos, comumente encontrados abaixo da linha do equador, Ásia, África e Austrália. No Brasil eles ainda não foram legalizados, mas nos EUA você pode comprá-los na internet, com uma infinita variedade de cores para escolher!
FENNEC





Já pensou em criar uma raposa em casa? Os americanos podem e o fazem! Os Fennecs são originários do Sahaara, se alimentam de comida de gato, cachorro, verduras e frutas, podem chegar a medir 50 cm e são bem brincalhões. Não é uma fofura?


SUGAR GLIDERS





Esses curiosos esquilos voadores são verdadeira febre nos EUA, Europa e Austrália. No Brasil são conhecidos como Petauros e sua criação é desconhecida. Eles são meigos, simpáticos, brincalhões e muito sociáveis, podendo reconhecer o dono e até mesmo o seu nome. Contudo, o mais interessante desses fofuchos é que eles dão intensos rasantes no ar, planando graciosamente.


CACATUA





Sinônimo de glamour e elegância, as cacatuas são aves de estimação bastante amorosas e inteligentes. Entretanto, se você está pensando em criar uma prepare o bolso, elas custam em média 8 mil reais, mas o investimento pode valer a pena, pois as cacatuas vivem até 80 anos.


Fonte:

Leis que estabelecem medidas de proteção aos animais (DECRETO N. 24.645 ? DE 10 DE JULHO DE 1934)

DECRETO N. 24.645 ? DE 10 DE JULHO DE 1934
Estabelece medidas de proteção aos animais
O Chefe do Govêrno Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, usando das atribuições que lhe confere o artigo 1º do decreto n. 19.398, de 11 de novembro de 1930,
DECRETA:
Art. 1º  Todos os animais existentes no País são tutelados do Estado.
Art. 2º Aquele que, em lugar público ou privado, aplicar ou fizer aplicar maus tratos aos animais, incorrerá  em  multa de 20$000 a 500$000 e na pena de prisão celular de 2 a 15 dias, quer o delinquêntes seja ou não o respectivo proprietário, sem prejuízo da ação civil que possa caber.
§ 1º A critério da autoridade que verificar a  infração da presente lei, será imposta qualquer das penalidades acima estatuídas, ou ambas.
§ 2º A pena a aplicar dependerá da gravidade do delito, a juízo da autoridade.
§ 3º Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais.
Art. 3º Consideram-se maus tratos:
I ? praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal;
II ? manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz;
III ? obrigar animais a trabalhos excessívos ou superiores ás suas fôrças e a todo ato que resulte em sofrimento para deles obter esforços que, razoavelmente, não se lhes possam exigir senão com castigo;
IV ? golpear, ferir ou mutilar, voluntariamente, qualquer órgão ou tecido de economia, exceto a castração, só para animais domésticos, ou operações outras praticadas em beneficio exclusivo do animal e as exigidas para defesa do homem, ou no interêsse da ciência;
V ? abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem coma deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária;
VI ? não dar morte rápida, livre de sofrimentos prolongados, a todo animal cujo exterminio seja necessário, parar consumo ou não;
VII ? abater para o consumo ou fazer trabalhar os animais em período adiantado de gestação;
VIII. ? atrelar, no mesmo veículo, instrumento agrícola ou industrial, bovinos com equinos, com muares ou com asininos, sendo somente permitido o trabalho etc conjunto a animais da mesma espécie;
IX ? atrelar animais a veículos sem os apetrechos indispensáveis, como sejam balancins, ganchos e lanças ou com arreios incompletos incomodas ou em mau estado, ou com acréscimo de acessórios que os molestem ou lhes perturbem o'fucionamento do organismo;
X ? utilizar, em serviço, animal cego, ferido, enfermo, fraco, extenuado ou desferrado, sendo que êste último caso somente se aplica a localidade com ruas calçadas;
Xl ? açoitar, golpear ou castigar por qualquer forma um animal caído sob o veiculo ou com ele, devendo o condutor desprendê-lo do tiro para levantar-se;
XII ? descer ladeiras com veículos de tração animal sem utilização das respectivas travas, cujo uso é obrigatório;
XIII ? deixar de revestir com couro ou material com identica qualidade de proteção as correntes atreladas aos animais de tiro;
XIV ? conduzir veículo de terão animal, dirigido por condutor sentado, sem que o mesmo tenha bolaé fixa e  arreios apropriados, com tesouras, pontas de guia e retranca;
XV ? prender animais atraz dos veículos ou atados ás  caudas de outros;
XVI ? fazer viajar um animal a pé, mais de 10 quilômetros, sem lhe dar descanso, ou trabalhar mais de 6 horas continuas sem lhe dar água e alimento;
XVII ? conservar animais embarcados por mais da 12 horas, sem água e alimento, devendo as emprêsas de transportes providenciar, saibro as necessárias modificações no seu material, dentro de 12 mêses a partir da publicação desta lei;
XVIII ? conduzir animais, por qualquer meio de locomoção, colocados de cabeça para baixo, de mãos ou pés atados, ou de qualquer outro modo que lhes produza sofrimento;
XIX ? transportar animais em cestos, gaiolas ou veículos sem as proporções necessárias ao seu tamanho e número de cabeças, e sem que o meio de condução em que estão encerrados esteja protegido por uma rênde metálica ou idêntica que impeça a saída de qualquer membro da animal;
XX ? encerrar em curral ou outros lugares animais em úmero tal que não lhes seja possível moverem-se livremente, ou deixá-los sem Agua e alimento mais de 12 horas;
XXI ? deixar sem ordenhar as vacas por mais de 24 horas, quando utilizadas na explorado do leite;
XXII ? ter animais encerrados juntamente com outros que os aterrorizem ou molestem;
XXIII ? ter animais destinados á venda em locais que não reunam as condições de higiene e comodidades relativas;
XXIV ? expor, nos mercados e outros locais de venda, por mais de 12 horas, aves em gaiolas; sem que se faca nestas a devida limpeza e renovação de água e alimento;
XXV ? engordar aves mecanicamente;
XXVI ? despelar ou depenar animais vivos ou entregá-los vivos á alimentação de outros;
XXVII. ? ministrar ensino a animais com maus tratos físicos;
XXVIII ? exercitar tiro ao alvo sobre patos ou qualquer animal selvagem exceto sobre os pombos, nas sociedades, clubes de caça, inscritos no Serviço de Caça e Pesca;
XXIX ? realizar ou promover  lutas entre animais da mesma espécie ou de espécie diferente, touradas e simulacros de touradas, ainda mesmo em lugar privado;
XXX ? arrojar aves e outros animais nas casas de  espetáculo e exibí-los, para tirar sortes ou realizar acrobacias;
XXXI transportar, negociar ou cair, em qualquer época do ano, aves insetívoras, pássaros canoros, beija-flores e outras aves de pequeno porte, exceção feita das autorizares Para fins ciêntíficos, consignadas em lei anterior;
Artigo 4º Só é permitida a tração animal de veículo ou instrumento agrícolas e industriais, por animais das espécies esquina, bovina, muar e asinina.
Artigo 5º Nos veículos de duas rodas de tração animal é obrigatório o uso de escora ou suporte fixado por dobradiça, tanto na parte dianteira, como na traseira, por forma a evitar que, quando o veículo esteja parado, o pêso da carga recaía sôbre o animal. e também para os efeitos em sentido contrário, quando o peso da carga for na parte traseria do veículo.
Artigo 6º Nas cidades e povoados os veículos s tração animal terão tímpano ou outros sinais de alarme, acionáveis pelo condutor, sendo proibido o uso de guizos, chocalhos ou campainhas ligados aos arreios ou aos veículos para produzirem ruído constante.
Artigo 7º A carga, por veículo, para um determinada número de animais deverá ser fixada pelas municipalidades, obedecendo sempre ao estado das vias públicas. declives das mesmas, peso e espécie de veículo., fazendo constar nas respectivas licenças a tara e a carga útil.
Artigo 8º Consideram-se castigos violentos, sujeitos ao dôbro das penas cominadas na presente lei, castigar o animal na cabeça, baixo ventre ou pernas.
Artigo 9º Tornar-se-á efetiva a penalidade, em qualquer caso, sem prejuízo de fazer-se cessar o mau trato á custa dos declarados responsáveis.
Artigo 10. São solidariamente passíveis de multa e prisão os proprietários de animais e os que os tenham sob sua guarda ou uso, desde que consintam a seus prepostos atas nado premitidos na presente lei.
Artigo 11. Em qualquer caso será legitima, para garantia da cobrança da multa ou multas, a apreensão do animal ou do veiculo, ou de ambos.
Artigo 12. As penas pecuniárias serão aplicadas pela polícia ou autoridade municipal e as penas de prisão serão da alçada das autoridades judiciárias.
Artigo 13. As penas desta lei aplicar-se-ão a todo aquele que inflingir maus tratos ou eliminar um animal, sem provar que foi por êste acometida ou que se trata de animal feroz ou atacado de moléstia perigosa.
Artigo 14. A autoridade que tomar conhecimento de qualquer infração desta lei, poderá ordenar o confísco do animal ou animais, nos casos de reincidência.
§ 1º O animal, apreendido, se próprio para consumo, será entregue a instituições de beneficência, e, em caso contrário, será promovida a sua venda em beneficio de instituições de assistência social;
§ 2º Se o animal apreendido fôr impróprio para o consumo e estiver em condições de não mais prestar serviços, será abatido.
Artigo 15. Em todos os casos de reincidência ou quando os maus tratos venham a determinar a morte do animal, ou produzir mutilação de qualquer dos seus órgãos ou membros, tanto a pena de multa como a de prisão serão aplicadas em dôbro.
Artigo 16. As autoridades federais, estaduais e municipais prestarão aos membros das sociedades protetoras de animais a cooperação necessária para fazer cumprir a presente lei.
Artigo 17. A palavra animal, da presente lei, compreende todo ser irracional, quadrupede ou bípede, doméstico ou selvagem, exceto os daninhos.
Artigo 18. A presente lei entrará em vigor imediatamente, independente de regulamentação.
Artigo 19. Revogam-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 10 de julho de 1934, 113º da Independência e 46º da República.
GETULIO VARGAS.
Juares do Nascimento Fernandes Tavora.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Conheça as principais doenças que acometem nossos bichinhos de estimação

• Diabetes - desde 2006, tem havido um aumento de 32% de diabetes canina e um aumento de 16% de casos em felinos; • Dirofilariose - a doença parasitária que afeta os corações dos cães é um dos três maiores riscos de saúde para animais no sul dos Estados Unidos;

• Problemas dentários - a doença mais comum entre cães e gatos, afetando 68% dos gatos e 78% dos cães com idade superior a 3 anos. A doença dentária tem sido associada a alterações no fígado, rins e funções cardíacas;

• Otite externa (infecção do ouvido) - a segunda doença mais comum tem tido um aumento de 9,4% em cães e um aumento de 34% em gatos desde 2006;

• Pulgas e Carrapatos - a proporção de infestação de pulgas aumentou 16% em cães e gatos em 12% nos últimos cinco anos;

• Parasitas internos - lombrigas, tênias e solitárias podem ser transmitidas para os seres humanos. Ascarídeos, ancilostomídeos e nematódeos têm aumentado em gatos desde 2006, enquanto ancilostomídeos e nematódeos têm crescido na população canina. A a médica veterinária Cristiane Astrini, diretora da Call Vet Clínica Veterinária, esclarece como prevenir e detectar algumas das doenças apontadas no estudo americano visando melhorar a qualidade e aumentar a expectativa de vida de cães e gatos brasileiros.

* Diabetes Prevenção: evitar a obesidade em cães e gatos, que é um fator predisponente; evitar que os animais consumam uma dieta rica em lipídeos e açúcares; Sintomas: forma simples de detectar o diabetes é observando a presença de formigas no local onde o animal urinou, o que sugere a presença de glicose na urina. Pode-se também observar no animal os 4 Ps: poliúria ( urinar demais), polidipsia ( beber água de forma exagerada), polifagia ( desejo exagerado de comer) e perda repentina de peso sem motivo aparente, como restrição de alimento por exemplo. Diagnóstico: Quando houver suspeita de Diabetes, o animal deverá ser levado ao médico veterinário para que um teste de glicemia de jejum seja feito. Devemos fazer a glicemia de jejum a cada 2 meses em animais com suspeita de Diabetes e em animais com o diabetes já diagnosticado o controle da glicemia deverá ser diário até ser estabilizado com o uso de insulina e mudança na alimentação. O manejo alimentar terá que ser alterado, mudando-se a ração para uma ração específica para animais diabéticos. Também, terá de ser estabelecido um tratamento a base de aplicações de insulina.

Otite: é uma infecção no conduto auditivo: que pode ser causada por bactérias, fungos ou ácaros. Ela causa prurido, dor, vermelhidão, odor forte , produção exacerbada  de cerúmen, que poderá estar com a coloração alterada. Prevenção: animais com orelhas caídas são mais susceptíveis a otites. O animal deverá ser levado ao veterinário sempre que os sintomas acima forem observados, ou a cada 6 meses para consulta de rotina. Devemos sempre orientar as pessoas que dão banho no animal para proteger bem os ouvidos e não permitir que entre água nos condutos. Depois do banho os ouvidos devem ser secos com algodão. Sintomas: o proprietário geralmente detecta essas alterações e percebe que seu cão balança as orelhas, e então o leva ao veterinário. Diagnóstico: o clínico, através da otoscopia, que é a visualização do conduto auditivo com o uso do otoscópio, vai diagnosticar o problema. Exames complementares como a análise da secreção otológica poderão ser necessários para o diagnostico do tipo de otite que o animal apresenta. A partir daí um tratamento será instituido, com o uso de pomadas otológicas, soluções limpadoras de conduto auditivo e em casos mais graves medicação sistêmica.

Dirofilariose: surge através da picada de um mosquito hospedeiro do agente patógeno. Esse mosquito se tornou hospedeiro picando outro cão contaminado. Essa doença pode ficar sem manifestar sintomas por longos períodos da vida do animal, a não ser que a infestação seja muito grande, causando assim uma insuficiência cardíaca. Sintomas: o animal passa a ter então os sintomas dessa insuficiência, como cansaço, tosse, cianose ( mucosas de coloração azulada), ascite ( ou barriga d'água) e edema pulmonar em casos graves.

Problemas dentários: Prevenção: a profilaxia deve ser feita através da escovação diária dos dentes, com o uso de creme dental próprio para animais, que pode ser deglutido porque não contem saponáceos e flúor, que poderão causar toxicidade nos animais. O uso de biscoitos e ossinhos que ajudam a limpar os dentes também é valido, mas não substitui a escovação. A cada 6 meses o animal deverá passar por uma consulta veterinária, onde o clínico vai examinar a cavidade oral e avaliar a necessidade ou não de uma limpeza. Procedimentos: quando os cálculos dentários conhecidos vulgarmente como tártaro já se instalaram nos dentes, o que se deve fazer é o procedimento de raspagem, polimento e fluoração dos dentes. Esse procedimento deverá ser obrigatoriamente realizado sob o efeito de anestesia geral, pois em alguns pontos poderá ser doloroso e porque há a necessidade de acessar a face interna dos dentes, além dos dentes molares que ficam no fundo da cavidade oral. O animal acordado jamais permitirá a manipulação desses locais, prejudicando a qualidade do procedimento e levando a riscos de traumas na boca, uma vez que os instrumentos utilizados para a remoção do tártaro são afiados e pontiagudos. A raspagem poderá ser realizada com o uso de curetas ou com um aparelho de ultrassom.Ela visa remover as placas de tártaro. Depois, um polimento deverá ser realizado, no intuito de deixar a superfície do dente bem lisa, para dificultar a aderencia da placa bacteriana no dente novamente. Por fim, um banho de flúor é aplicado nos dentes.

* Pulgas e Carrapatos: animais que frequentam a rua ou locais com aglomeração de outros animais estão mais susceptíveis a adquirir pulgas e carrapatos. Por isso, o uso de ectoparasiticidas deve ser feito de forma regular, uma vez ao mês. Além disso, sabe-se que quando há uma infestação, apenas o tratamento do animal não é o suficiente. Devemos tratar também o ambiente onde o indivíduo vive, pois lá existe um grande número de ovos, larvas e pupas dos ectoparasitas. Animais alérgicos podem sofrer muito com pulgas, pois basta uma picada para que eles tenham a liberação de uma substância no corpo chamada histamina, que vai causar um prurido intenso por toda a superfície corpórea e por longos períodos de tempo. Carrapatos podem ser responsáveis pela transmissão de várias doenças sérias, que, se não diagnosticadas e tratadas a tempo, poderão até levar ao óbito do paciente.

* Parasitas internos: podem ser adquiridos através da ingestão de ovos de parasitas, que pode ocorrer com o indivíduo pisando em sujidades de outros cães na rua e depois lambendo as patas. Também, lambendo diretamente sujidades nas calçadas ou, ainda ingerindo água contaminada. A prevalência poderá ser maior em locais com grande concentração de animais. Prevenção: animais deverão realizar o exame parasitológico de fezes a cada 4 meses, no intuito de detectar infestações de parasitas intestinais. O uso indiscriminado de parasiticidas é contra indicado, pois poderá gerar resistência parasitária. O tratamento correto deverá ser indicado pelo veterinário, levando em consideração o peso do animal.
A Dra. Cristiane Astrini também alerta para outras doenças comuns em cães e gatos, como problemas dermatológicos, otopatias, nefropatias e problemas oncológicos. Portanto a qualquer sinal de mudança procure um médico veterinário de confiança.

Não é fácil identificar um animalzinho doente, mas alguns sinais são imprescindíveis para que fiquemos alertas

Nem sempre é fácil identificar um animalzinho doente, mas alguns sinais são imprescindíveis para que fiquemos alertas: diarréia, perda de apetite, mudança na cor e na frequência da urina, prostração, febre, secreção ocular “esverdeada”, são alguns dos sinais que devemos observar e que não exigem olho clínico para identificar. Claro, quanto mais você conhecer seu cão, mais fácil será. Algumas das coisas a procurar são básicas: comece observando o modo que seu cão olha, age, come e bebe. Por exemplo, pode parecer que ele ganhou peso, mesmo se seu apetite não mudou muito, ou como se estivesse perdendo peso, mesmo se estiver comendo mais. Uma alteração de 10% no peso, que poderia ser tão pouco quanto 1/2 kg em um cão pequeno, é algo que merece levar ao conhecimento de seu veterinário.
As fezes do seu cão são uma pista de sua saúde. Se ele está saudável, o cocô é pequeno, firme e úmido. Fezes secas e duras que fazem seu cão se esforçar na eliminação podem ser um sinal de que ele não está bebendo água o suficiente, ou pode ser uma indicação de outro problema alimentar ou de saúde. Segmentos riscados em formato de arroz nas fezes indicam vermes. Não é incomum que ocasionalmente as fezes sejam moles ou líquidas ou contenham muco ou até mesmo uma mancha de sangue. Porém diarréia, esforço para evacuar, fezes com muco ou tingidas de sangue que duram mais que dois dias devem levar a uma visita ao veterinário. Se o problema de eliminação vier acompanhado de outros sinais – febre, vômito, letargia, perda de apetite, diarréia hemorrágica – ligue imediatamente para o veterinário.

A urina também deve ser observada: se ela tem odor forte, pútrido, alteração da cor (amarelo forte, avermelhada, esverdeada), presença de sedimento (conteúdo arenoso), tempo e posição de micção alterados (muito tempo em mesmo posicionamento, machos não castrados urinando em posição de fêmea), frequência e quantidade de urina alterados (alta frequência, com pouco volume por micção) devem ser considerados e o médico veterinário deverá ser consultado. Lembre-se que os primeiros sinais de doenças renais são: aumento da ingestão de água (polidipsia), aumento da produção de urina (poliúria), coloração da urina clara, apetite caprichoso, vômitos esporádicos e emagrecimento.
Normalmente, sabemos que nosso cão está se sentindo bem quando se atira na comida. Não é estranho, contudo, se ele pular uma refeição ou duas, especialmente em dias quentes. Isso não é algo com o que se preocupar.Porém, se seu cão torcer o nariz para a comida por mais de dois dias é preciso procurar logo um veterinário. Outro ponto importante: um cão que começa a beber muita água pode estar desenvolvendo diabetes ou problemas renais. Você pode não perceber o consumo extra de água facilmente, mas deve poder perceber o aumento na quantidade de urina. Ele estará produzindo quantidades muito maiores de urina e terá que sair com mais frequência.
O pelo também deve ser observado: um cão saudável tem uma pelagem espessa e brilhante. Uma pelagem opaca ou com partes ásperas, secas ou peladas é um sinal de que algo não está bem. O problema poderia ser o tipo de comida que seu cão está recebendo, uma alergia a pulgas ou outro problema de pele. Seja qual for o caso, o conselho de seu veterinário o ajudará a colocar seu bichinho de volta na linha.
Um sinal mais sutil de enfermidade é a prostração ou letargia. Um cão letárgico pode não mostrar interesse em sair para um passeio, mesmo que esse seja normalmente o ponto alto de seu dia. Ele não quer brincar, nem mesmo seu jogo favorito. No entanto, algumas vezes a letargia pode ser atribuída a um dia quente, a ficar dolorido após uma longa caminhada extra, ou simplesmente por se sentir mal-humorado. Se isso continuar por mais de dois dias, contudo, fale com seu veterinário.
Outro sinal familiar e não tão sutil de enfermidade é o vômito. O vômito é menos dramático no mundo canino do que no nosso, e os cães vomitam deliberadamente para se livrar de algo que não é bom para eles. O vômito brando e ocasional normalmente não é nada com o que se preocupar. Mas se seu cão vomitar frequentemente ou várias vezes seguidas, tiver febre, parecer deprimido ou com dor, ou tiver sangue no vômito ou este for forçado, você deve ligar imediatamente para o veterinário.
Primeiros sinais de alerta para doenças
Os sinais a seguir podem indicar problemas potencialmente graves. Se você perceber qualquer um desses sintomas, deve ligar imediatamente para seu veterinário e marcar uma consulta.
  • O cão parece cansado ou preguiçoso.
  • Tem dificuldade em urinar ou está urinando mais que o normal.
  • Está arrastando ou correndo com o traseiro no chão. Ele pode ter vermes, suas glândulas anais podem estar bloqueadas entre outros problemas orgânicos.
  • Está bebendo mais água que o normal.
  • Não quer comer e perde mais de duas refeições.
  • Come muito, mas está perdendo peso.
  • Está babando demais. Pode estar com problema de dentes ou gengivas, ou pode ter engolido algo venenoso.
  • Suas gengivas estão vermelhas ou inchadas.
  • Seus olhos estão embaçados ou vermelhos, está coçando os olhos ou tem muita secreção no olho.
  • Está ofegante ou com respiração curta.
  • Demonstra medo ou choraminga quando é tocado.
  • Tem algum tipo de inchaço em seu corpo.
  • Vomita, tem ânsia, espirra ou tosse repetidamente.
  • Sua pelagem está dura ou opaca.
  • Não é castrado e tem corrimento vaginal.
  • Tosse ou vomita com sangue.
  • Tem febre.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, UMA NOVA FORMA DE VER O MUNDO

Danielle Diehl e Lara Pechir
Nos últimos anos, a sociedade passou a cobrar dos setores públicos e privados uma mudança no desenvolvimento atual para um modelo de desenvolvimento sustentável (DS), a partir de uma postura empresarial ambientalmente correta. Com isso, houve um considerável aumento nas exigências legais e restrições de recursos financeiros para as empresas poluidoras, o que constitui o favorecimento à preservação ambiental.
O setor de mineração, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, tem importância crescente no desenvolvimento econômico e social brasileiro, em virtude de sua participação no fornecimento de insumos básicos para o processo de expansão industrial e urbana. Com isso, torna-se extremamente crucial no processo de preservação ambiental no país.
pet extrativa mineral outubro 2010 Fonte: IBGE
Existem as exigências legais do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), entretanto, elas não são totalmente cumpridas por todas as mineradoras, pois isso envolve muito lucros, marketing, competição, etc. Pedro Carlos Schenini, pesquisador da área de Gestão Empresarial Sustentável, comenta que a imensa maioria das empresas fazem uma gestão ética e ambientalmente responsável.
“Isso não tem nada a ver com desenvolvimento sustentável. O que essas empresas fazem é cumprir a legislação, trabalhar em seus processos com menor impacto possível e tratar ou minimizar o efeito de suas atividades. Está dentro da ótica do DS, mas não é o desenvolvimento sustentável”, comenta. Desenvolvimento Sustentável vai além de apenas preservar o meio-ambiente, é uma responsabilidade social, cultural, ambiental, econômica e geoespacial.
A Vale, por exemplo, é uma das maiores mineradoras do mundo, líder na produção de minério de ferro e presente em 37 países, e foi eleita em 2012 a pior empresa do mundo, por não respeitar o meio ambiente e os direitos humanos. Os recursos minerais são bens esgotáveis, não renováveis. Por esse fato, tendem à escassez à medida que se desenvolve a sua exploração. Segundo o Serviço Geológico do Brasil – CPRM, os principais problemas ambientais oriundos da mineração podem ser englobados em cinco categorias: poluição da água, poluição do ar, poluição sonora, subsidência do terreno, incêndios causados pelo carvão e rejeitos radioativos.
Existem muitas ações e tecnologias que interferem favoravelmente em todas essas áreas citadas da sociedade, social, cultural, ambiental, etc. Oferecem alternativas desde como separar os resíduos até novas cepas ou variedades de fungos e bactérias que ajudam na decomposição dos resíduos. Além disso, ainda existem as medidas de prevenção; “são as melhores, resolvem antes que o problema aconteça. Até porque a melhor maneira de limpar é não sujar”, comenta Schenini. Isso tudo é chamado de “Tecnologias Limpas”.
“As empresas geralmente não se ocupam de todas as áreas para que o Desenvolvimento Sustentável se concretize. Quem cuida dessas outras áreas (ou deveria) é o governo. DS é um conceito. É uma nova forma de ver o mundo. As empresas cumprem a lei. Quanto às Normas de Qualidade ou Padronização de Comportamento, as empresas não são obrigadas a cumprir. As que o fazem é por interesse comercial e de marketing e talvez para se escapar dos rigores da lei”, conclui.
Da pedra ao pó Para extrair o ferro da rocha são usadas máquinas monstruosas e muita água
1. Lavra
A primeira etapa de mineração é a extração propriamente dita, que pode ser feita com escavadeiras, tratores que raspam a rocha ou explosivos, quando o minério se encontra longe da superfície. As maiores escavadeiras retiram da lavra 5 mil toneladas de material bruto por hora
2. Transporte
Para levar o minério até a usina, onde ele será preparado para a venda, existem os caminhões fora-de-estrada. O nome já diz tudo: com 6,6 metros de largura, eles não cabem numa estrada comum. Os maiores pesam 203 toneladas, atingem surpreendentes 64 km/h e carregam 365 toneladas, o equivalente a 36 caminhões convencionais
3. Estéril
Na lavra, o ferro esconde-se no meio de um monte de terra e de outros minérios sem valor. Essa parte sem valor econômico, chamada de estéril, é empilhada em alguma área próxima à mina, com cuidados para causar o mínimo impacto ambiental – muitas vezes, árvores são plantadas na pilha de terra para evitar deslizamentos
4. Britagem
O minério bruto chega à usina em grandes blocos, que são quebrados em máquinas de britagem. São várias etapas de quebra-quebra, que esmagam os pedaços de minério até eles ficarem com cerca de 2 centímetros de diâmetro, o tamanho adequado para a separação
5. Separação
Conforme o minério vai saindo da máquina de britagem, ele cai em uma peneira (com telas de diferentes espessuras), que libera a passagem dos pedaços de até 2 centímetros e lança os maiores de volta à britadeira. O peneiramento é feito com jatos de água, que ajudam a escoar os restos de terra ligados aos pedaços de ferro
6. Concentração
Uma parte do minério fica tão fina que se confunde com os grãos de areia misturados ao material bruto. Para recolher essa parte, costuma-se empregar um separador magnético, que usa ímãs para agarrar o pó de ferro, enquanto a areia vai embora com a água
7. Reciclagem de água
Toda a água usada para limpar o minério é recolhida no fim do processo num reservatório profundo, enterrado no solo. A areia e a lama, mais pesadas, se acumulam no fundo do reservatório e a água, livre das impurezas, é bombeada para uma barragem, que reabastece todo o processo. Assim, 70 a 80% da água usada na mina é reciclada
8. Empilhadeira
Depois de limpo, peneirado e separado por tamanho, o minério em grãos segue para as empilhadeiras. Como o nome sugere, uma máquina com pás gigantes vai descarregando o minério em pilhas, até formar uma verdadeira montanha de armazenagem
9. Ferrovia
Quando chega a hora de embarcar, as pilhas de minério são transferidas para os vagões de trem, que transportam as toneladas do produto até o porto mais próximo, de onde ele segue em navios para os compradores. As ferrovias são o único meio viável para fazer esse transporte.
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